Falta de incentivos? Há falta de muito mais e já faltam 951 professores

O outro ministro dizia e diz que há professores a mais. Este não diz nada, nem resolve o problema. O que vier a seguir…

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26 comentários

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    • Fernando, el peligroso de las verdades. A dizer que alguma coisa deve estar errada. on 4 de Outubro de 2020 at 15:48
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    A falta de funcionários nas escolas portuguesas é que sempre me meteu confusão.
    Nas escolas dos paises europeus há 4 ou 5 funcionários em escolas com 800 alunos. Já observei isso há mesmo 30 anos em visitas a escolas de Espanha, França e Alemanha.
    Em Portugal, para uma escola dessa dimensão são precisos 40 funcionários e os diretores ainda querem sempre mais.
    Onde é que estará o problema? Algo está errado.

    • Pardal on 4 de Outubro de 2020 at 15:51
    • Responder

    .Estou atónito com tanto disparate.

    Não existe qualquer falta de docentes, o que se verifica é uma má distribuição geográfica dos profissionais da educação.
    Mas se por um lado esta distribuição geográfica é anomala e causa problemas, por outro temos a questão da Região da Grande Lisboa e Algarve onde os valores de “arrendamento” de alojamento não é compativel com Horários de 8, 10, 12, 14….horas letivas.
    É este o problema. É, pois, aqui que devemos concentrar a nossa atenção. O Governo tudo fará para resolver esta equação.

    Agora afirmarem que existe “Falta de Professores” é ser Ignorante, porque o que se verifica é exatamente o contrário, existe EXCESSO DE PROFESSORES e, em algumas áreas é catastrófico porque gera frustração nesses jovens docentes. Cito aqui a titulo de exemplo o grupo das Educadoras de Infância, Professores do 1º Ciclo e Professores de Educação Fisica dos 2º e 3º ciclos.

    No que toca á remuneração dos docentes é possivel afirmar que no contexto da OCDE, Portugal pode-se orgulhar de pagar principescamente aos professores. De facto, em Portugal, os Professores (atendendo á Paridade de Poder de Compra -PPC) possui dos maiores salários praticados na Europa.

    Fico atónito com tanto disparate sobre a condição docente no nosso País. Este Governo e, em particular, o seu Ministro Tiago Brandão Rodrigues tudo tem feito para valorizar os seus profissionais.
    .

    • Pardal Bácoro on 4 de Outubro de 2020 at 15:55
    • Responder

    O Pardal deve andar atónito com tanta bacorada que diz.

    • Matilde on 4 de Outubro de 2020 at 15:59
    • Responder

    “Em Portugal, para uma escola dessa dimensão são precisos 40 funcionários e os diretores ainda querem sempre mais.
    Onde é que estará o problema? Algo está errado.”

    Fernando, concordo consigo. Algo está mesmo errado, também já aqui o afirmei há algum tempo…

    (E, sim, sei que este não é o discurso que talvez se pretendesse, mas como não alinho em “discursos”…).

    • Esclarecido on 4 de Outubro de 2020 at 16:28
    • Responder

    O pardal só aparece quando se fala enfalta de professores. Extraordinario timming. Será coincidência???

    • Excedente adonde ?! on 4 de Outubro de 2020 at 16:37
    • Responder

    Só podemos falar em excesso de professores se houver docentes em número suficiente para ocupar as vagas a concurso e um excedente para ocupar os lugares que vão surgindo na sequência dos mais variados motivos, desde baixas a aposentações.
    Distribuam-nos pelos horários que estão agora a concurso a ver o que sobra. Pouco!

    Desculpem os que não concordam, mas já “não damos para os gastos”.

    • Esclarecido on 4 de Outubro de 2020 at 16:47
    • Responder

    O pardal não é deste pais, deve ser da 5a dimensão.

    • Ana on 4 de Outubro de 2020 at 16:53
    • Responder

    Quem é o pardal?
    Um ser sem coluna dorsal.

    Há profs a mais…ok então coloquem-nos nas escolas que faltam … Ops não dá!

    Ok…então continuamos a fingir que há profs a mais…

    É tipo a tal média que coloca os profs a ganhar imenso salário … Ops… Não é bem assim….

    Só no mundo dos papéis é que as verdades do réptil do pardal são verdadeiras. No mundo real… Ops… Não bate certo.
    Mas tb…. Quem vive no mundo real?

    • enfim on 4 de Outubro de 2020 at 18:00
    • Responder

    O Pardal é um alucinado que fugiu do manicómio e que substituiu a medicação por droga daquela duvidosa que se vende nos bairros tipo o antigo Casal Ventoso.

    • SapinhoVerde on 4 de Outubro de 2020 at 19:17
    • Responder

    Tenho que dar os parabéns ao CM, que desta vez publicou uma notícia “isenta” e fundamentada.
    Sim, existe falta de professores em determinados grupos de recrutamento e excesso noutros.

    Sem querer ofender ninguém em especial, V Exa Pardal, se compararmos o nível de vida em Portugal e a estes professores que falta colocar, os contratados, irão receber, no máximo, por mês com subsídio de alimentação menos de 1100 euros, uma verdadeira fortuna, indo para lisboa (sim com L pequeno) retirando 500 para o quarto, mais viagens e alimentação o que sobra??? e se for incompleto???? se calhar custa mais a renda do quarto do que o salário, pois … pode sempre arranjar um segundo emprego, claro na noite a servir copos aos alunos … (já que durante o dia e com um pouco de sorte, horário de 12 horas pode significar um horário de 2ª a 6ª das08:30 as 18:30). Deve apenas de existir horários … (a treta de completos e incompletos não deve existir)

    Sim os profs ganham muito… ganham tanto, em inicio de carreira, como o salário mínimo em França, mas se for como professor … bom vejam neste site e depois tirem as vossas conclusões… (se calhar fazer um artigo neste blog com este tipo de dados e dada a conjuntura educacional talvez não fosse de todo descabido, digo eu ….)

    https://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,no-dia-dos-professores-descubra-os-10-paises-que-melhor-pagam-seus-profissionais,70003051017

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 4 de Outubro de 2020 at 21:19
    • Responder

    Dei umas boas risadas com as reações ao comentário do Pardal, obrigada.

    Nunca vai haver falta de profs a longo prazo.

    Eu com esta profícua idade já creio perceber como funciona a nossa tutela, vai ser assim:

    – Menos componente não letiva e mais componente letiva

    -Profs multidisciplinares/task a leccionarem diferentes áreas curriculares (como já ocorre em alguns países europeus, por exemplo em Inglaterra no ensino PÚBLICO, não privado, óbvio)

    – Fusão de diferentes grupos disciplinares para dar um aspeto mais académico, institucional e fundamentado, acompanhado com umas balelas escritas com copy/paste de uns documentos quaisquer internacionais (como o famoso ensino inclusivo em vigor)

    – Degradação continuada do ensino público e incentivos múltiplos, inclusivé financeiros, para a proliferação do ensino provado

    – Alteração da estrutura curricular dos miúdos, para menor carga semanal, e voilá, ficamos com excesso de profs num instante!!!!

    • N. Ribeiro. on 4 de Outubro de 2020 at 22:26
    • Responder

    Pardal tem razão. Os seus professores de português deixaram muito a desejar no toca à gramática.

    Daqui a 5 anos temos miúdos a dar ATL nas escolas públicas a entreter as massas proletárias. As classes médias vão ser obrigadas a colocar os seus educandos em estabelecimentos privados. Estes vão proliferar e também se vão diferenciar em vários graus de qualidade.

    (Os políticos não se interessam porque colocam a sua prol no estabelecimentos mais ” conceituados”.)

    • Phill on 4 de Outubro de 2020 at 22:36
    • Responder

    Tenho que concordar com o Pardal que não há, de forma direta, falta de professores. Vimos que a política do PSD, centro-direita, nos anos entre 2012 e 2015 (na movida da Troika), alteraram o currículo, retirando as disciplinas mais humanas (área de projetos e afins, pressionaram os professores do quadro a ter componente letiva ou ir para a requalificação, aumento de número de alunos por turma, etc)

    O que temos hoje é uma política mais favorável para nós professores (desde meu ponto de vista), com um currículo mais flexível (temos área multidisciplinar, horas de complemento à educação artística) e menos tecnologia-burocrático. Há vantagens para nós, mas são vantagens frágeis. Se o governo mudar, e tivermos uma guinada à direita, podemos ter aulas ainda mais numerosas, professores dos interiores do país em requalificação, carreira modificada para pior.

    Acho que o nosso salário é compatível com as qualificações exigidas (sou doutorado e trabalho nos EB e ES), mas está longe de ser principesco, como de forma tão reacionária o Pardal falou. Ganhamos o equivalente ao salário um operador de caixa de supermercado na frança.

    • Tomás on 4 de Outubro de 2020 at 23:01
    • Responder

    Não há pobres no país.
    Vocês não veem a abastança dos Ronaldos, Azevedos, Amorins…
    Esta é a lógica dos pardais, irracionais, ainda não perceberam que não podem obrigá-los
    a distribui-lo? É deles.
    Perceberá ou só vai lá com um desenho?

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 4 de Outubro de 2020 at 23:44
    • Responder

    “Acho que o nosso salário é compatível com as qualificações exigidas”

    “O que temos hoje é uma política mais favorável para nós professores”

    Por vezes, este blog é intenso demais para o meu único neurónio.

    Também não há falta de médicos, eles estão é mal distribuídos geograficamente, e hoje há uma política favorável para eles, médicos.

    Alguém lhes devia explicar isso, e obrigá-los a ir trabalhar para onde não pretendem. São uns ingratos. Como os profs.
    Adicionalmente deveria existir um rácio superior de utentes/médico, e deveriam ter uma componente de horário para tarefas administrativas inferior à do presente, e similares medidas deveriam ser tomadas em relação aos docentes.

    Curiosamente continuam a preencher-se todas as vagas para medicina, e os próprios médicos incentivam os filhos a seguir a mesma carreira, enquanto no caso dos professores verifica-se o oposto.

    Peculiar! Espero que algum intelectual consiga explicar tal incongruência.

    Eu creio que uma explicação plausível é os profs serem intelectualmente limitados.

    Quando haverá político que nos obrigue (profs e médicos e demais profissões) a concorrer para onde não pretendemos????

    lol

    PS – fiz um esforço por entrar na lógica do Pardal e do Phill, mas creio não ter sido bem sucedida. 🙁

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 5 de Outubro de 2020 at 0:06
    • Responder

    Para o “el peligroso de las verdades.”

    É bastante simples a explicação.

    Civismo. Infra-estruturas. Recursos materiais e instalações adequados e racionais. Gestão adequada. Orgânica de funcionamento racional e responsabilidade partilhada.

    As escolas de países mais civilizados funcionam com muito menos “funcionários” do que as nossas. 😉 E muito bem.

    Não me refiro às creches nem pré-escolar, como é óbvio.

    No presente momento, devido à pandemia, o que falta na escolas são equipas de limpeza e desinfecção dos espaços.

    Muito diferente das tarefas de assessoria do processo de ensino e de aprendizagem atribuídas aos AO (ie, tomar conta dos meninos e meninas portuguesas).

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 5 de Outubro de 2020 at 0:10
    • Responder

    “portugueses”

    • Excedente adonde ?! on 5 de Outubro de 2020 at 7:45
    • Responder

    Podem dar-lhe as voltas que quiserem, aumentar a idade da reforma, aumentar o número de alunos por turma, mexer nas componentes letivas, multidisciplinar professores (grande treta) … a falta de professores é uma fatalidade, já se está a verificar e vai acentuar-se!

    Reparem, por exemplo, nas listas dos Açores. Vazias algumas! Aqui vai acontecer o mesmo dentro de poucos anos.

    • CAÇA AO PARDAL on 5 de Outubro de 2020 at 8:45
    • Responder

    CAÇA AO PARDAL

    MAS SERÁ QUE NINGUÉM TEM PONTARIA?

    ESTE PARDAL FAZ BARULHO SEM PARAR!
    SUJA TUDO, DEBAIXO DA ÁRVORE ONDE PASSA O DIA!
    OS CARROS FICAM CHEIOS DE DEJETOS DE PARDAL.

    A QUEM É QUE POSSO FAZER QUEIXA?

    • Phill on 5 de Outubro de 2020 at 9:10
    • Responder

    Prof Possível, quando falo em políticas mais favoráveis, refiro-me ao fato de hoje haver trabalho para os contratados (meu caso). Tive de trabalhar em outras áreas, porque nos anos entre 2012/2013 e 2014/2015 não conseguia colocação.
    Quanto ao salário, como estive fora do ensino nesse período, posso lhe garantir que está ligeiramente acima da média do praticado na minha área.

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 5 de Outubro de 2020 at 9:45
    • Responder

    Adonde…

    Com as garantias do Phill, vão surgir vários candidatos a profs em pouco tempo.

    Nunca vão faltar, mexem nas qualificações para aceder à docência quando se virem mais aflitos, e descem tanto quanto necessário os requisitos. É mais uma machadada no ensino público.

    Para já, não se inquietam com tal, enquanto os pais forem aceitando mansamente que os filhos não têm profs.

    Agora sem ironias Phill, fico feliz por si por constatar que se sente realizado e bem pago como professor. Aconselho-o é a manter restrita a sua amostra de outras realidades. 😉

    • Natónio on 5 de Outubro de 2020 at 10:31
    • Responder

    Talvez fosse resolvido parte do problema…
    Porque não permitir que quando um docente chegasse ao topo de carreira, pudesse optar pela aposentação sem penalizações?!
    Parece-me que não existirão docentes com menos de 60 anos de idade e 40 anos de serviço, neste escalão…
    Não será um incentivo?

    • É preciso ter memória. on 5 de Outubro de 2020 at 10:39
    • Responder

    O pardal é excremento da gentalha e da estratégia do sócrates.
    O seu lugar natural é a latrina.
    Não se esqueçam que o costa era o número 2 do miserável quase-engenheiro…

    • lena on 5 de Outubro de 2020 at 14:23
    • Responder

    nao ha falta de professores ,,, como nao ha falta de medicos ou de arquitectos ou de engenheiros, etc

    o que ha é falta de um salario digno

    Paguem aos contratados o salario por inteiro como pagam aos do quadro mesmo quando tem poucas horas que irão ver que profs nao faltam.

    aaa e de certeza que ha muito que fazer nas escolas no apoio aos alunos, desdobramento de turmas etc …

    • lena on 5 de Outubro de 2020 at 14:25
    • Responder

    phill és muito “pouquechinho”

    quando fores mais velho e quando quiseres uma reforma digna … falamos

    • Phill on 5 de Outubro de 2020 at 18:50
    • Responder

    Lena, não acredito em reforma. Tenho 40 anos, trabalho também num ginásio à noite, e sei que o sistema de reformas é um esquema pirâmide. A população está a ficar mais velha, e quando chegar a minha vez, terei provavelmete que trabalhar até 80 anos.

    Mesmo assim, com um cenário de Ubers, Glovo, recibos verdes e companhia, ainda temos um contrato.

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