7 de Outubro de 2020 archive

Será este o 24.º surto, Dr. Graça?

 

Seis funcionárias infetadas com covid em creche da Misericórdia da Maia

 

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A discriminação dos alunos portugueses no sistema de ensino do Luxemburgo

Ser português ainda traz consigo uma carga negativa em alguns países europeus. A discriminação, não assumida, ainda existe, mesmo que tal seja condenado por tudo e por todos em público. Não será só no Luxemburgo. O estigma de ser estrangeiro, mesmo tendo nascido no país, é uma realidade por essa Europa fora com origens nos anos 60, quando a procura por melhores condições de vida levou milhares de portugueses, a salto, para fora do país e que se foi prolongando nas décadas seguintes.

Parece que só somos bons lá fora se nos “educarmos” cá dentro…

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico”

“Se não és bom a alemão e tens Pereira no apelido, vais diretamente para o técnico, ou outra via, não és encaminhado para o ensino clássico”, reconhece Carlos Pato, secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro e professor há 48 anos, atualmente a lecionar na Universidade do Luxemburgo.

Para este dirigente a discriminação dos professores para com os alunos com apelidos portugueses e de outras nacionalidades emigrantes ainda continua a existir, achando que como não dominam corretamente o alemão não conseguirão concluir com sucesso o ensino clássico. “Não faz sentido ser um professor a decidir o futuro escolar e de vida de um aluno de 13 ou 14 anos”, vinca Carlos Pato. O correto seria “existir um exame no final do fundamental” para avaliar se o aluno iria para o clássico, técnico ou modular.

Embora esta decisão seja tomada pelo docente em conjunto com os pais do aluno, Carlos Pato alerta que os pais até podem não concordar, mas aceitam o que dita o professor “por medo de represálias” sobre os filhos. “Mesmo professores experientes podem ser influenciados involuntariamente por atitudes preconcebidas sobre a etnia dos alunos”, realça um estudo da Universidade do Luxemburgo, realizado em 2016, sobre a decisão dos professores na transição do aluno para o ensino clássico ou técnico.

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Divulgação – Recrutamento de Docente de Inglês (grupo 120)

 

DOCENTE DE INGLÊS (grupo 120)

Colégio em lisboa procura docente para lecionar Inglês, Pré-Escolar e 1º Ciclo.  Valoriza-se experiência profissional e disponibilidade horária (Full-time ou Part-time)

Perfil de competências:

– Licenciatura ou Mestrado adequado

– Gosto e motivação pelo ensino

Enviar CV + carta de motivação para o email:

colegiorecrutamento2@gmail.com

 

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23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

 

Há 23 surtos de Covid-19 nas escolas, revela DGS

A diretora geral de Saúde disse esta quarta-feira que há, neste momento, 23 surtos de Covid-19 nas escolas em Portugal, com 136 casos de infeção entre alunos, professores e funcionários. O maior foco destes contágios encontra-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se contabilizam doze, seguindo-se sete no Norte, três no Centro e um no Algarve.

“Relativamente ao impacto que terá havido da abertura das escola na difusão da epidemia, ainda não é claro. O que se encontra nos inquéritos epidemiológicos muitas vezes é que há familiares doentes e parece que a transmissão ocorreu mais dos familiares para as crianças do que ao contrário. Noutras vezes os casos positivos são funcionários e, portanto, vêm da comunidade”, afirmou Graça Freitas, em conferência de imprensa.

A responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) considera que a situação, na generalidade do país, está controlada. Graça Freitas reforçou ainda a ideia de que “quanto mais organizada por bolhas, por setores, por aulas a escola estiver mais fácil é manter os alunos na escola e enviar para vigilância em domicilio o mínimo possível de pessoas”. “Apelo às escolas que segreguem ao máximo os alunos e as suas atividades para que, se houver um caso não tenham que ir todos para casa”, referiu, em declarações aos jornalistas.

 

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A diferença de vencimento entre o princípio e o final da carreira é a maior em Portugal

O estudo anual da Eurydice sobre os vencimento dos docentes, em 2018/19, pelo mundo vem mostrar que em Portugal a diferença entre o início e final da carreira docente é de 115,8%, uma enormidade. Como metade dos docentes nunca chegarão ao topo da carreira, a relação com outros países desenvolvidos torna-se mais do que evidente ao fim de uma vida de trabalho.

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A culpa é dos professores? – Alberto Veronesi

A culpa é dos professores?

Há vários anos que a classe docente tem sido, sucessivamente, atacada e desprestigiada, de forma continuada, pelos sucessivos governos, sem que tenha sabido reagir convenientemente. Talvez na típica expectativa de que alguém reaja por nós, alguém nos defenda, nomeadamente os sindicatos que, como é sabido, vivem precisamente dos problemas não resolvidos, o core da sua existência.

Demasiado ingénuos, fomos esperando! Assistimos à, talvez, maior vitória dos últimos tempos em 2008 e a partir daí foi sempre em declínio.

O problema está numa postura a que chamo de “professor missionário”. Essa postura foi-se instalando em cada um de nós e, ao contrário do habitual, entranhou-se de imediato. Aos poucos, salvo raríssimas excepções, todos fomos mudando a profissão, passando de professor a missionário, de intelectual a proletário, sem que tivéssemos sentido esta mudança com estranheza. Aceitámos tudo como sendo algo inevitável e como se nada pudéssemos fazer para o contrariar.

Com a pandemia, o professor missionário veio ainda mais ao de cima, eu incluído, por não termos tido tempo de parar para pensar e sobretudo pela imprevisibilidade da situação. Os professores fizeram, com sacrifício pessoal, tudo o que estava ao seu alcance para manter o ensino. Compraram material tecnológico e formaram-se exaustivamente, tudo, apenas, por algumas palmadinhas nas costas e sempre com desconfiança por parte da tutela, particularmente quanto à seriedade de cada um de nós no momento de atribuirmos as notas. E até isso aceitámos sem que ninguém levantasse a voz!

Começámos o ano com condições que roçam o ridículo, com o sentimento de estarmos perante uma inevitabilidade. Tem de ser, ninguém quer voltar ao ensino à distância, todos nós precisamos da sala de aula, da escola, e os alunos ainda mais. É aproveitando esta circunstância, sabendo que os “missionários” se apresentarão ao serviço com muita queixa de corredor, mas sem que nada os faça demover da missão, que o ministério passeia a sua incapacidade.

Todos os governos partem da mesma premissa: os professores sentem o ensino como uma missão e por conseguinte acham que podem tratá-los como um qualquer missionário num qualquer país subdesenvolvido, que eles não irão reclamar!

Durante décadas essa ideia foi passando e agora até temos colegas que vêem com algum desdém aqueles que tentam, aqui ou ali, acordá-los da letargia em que se encontram e com eles todo o ensino!

Poderia enumerar tudo aquilo que os governos foram, com as suas políticas, impondo aos professores. Mas entraria numa longa lista, que não nos levaria a mais lado nenhum, que não o da recordação. Apelei à sociedade em geral e aos professores em específico para que não aceitassem qualquer coisa no regresso às aulas, mas aceitámos. Aceitámos nós e aceitaram os pais, como se fosse inevitável regressar sem condições.

O prestígio de uma classe também se constrói mostrando carácter e isso tem faltado em toda a linha, não esquecendo o papel amorfo da maioria dos sindicatos, excepção feita a um ou outro, que têm tentado fazer melhor aquilo que ainda não foi feito.

Aceitamos tudo como se tivesse de ser assim.

Custa-me muito perceber que a culpa de estarmos onde estamos é genericamente nossa, dos professores.

Quando afirmo que a culpa é dos professores, faço-o conscientemente, mas não digo que seja só dos professores, já que, sobre aquilo que não controlamos pouco ou nada podemos fazer. Sobre aquilo que poderíamos ter feito ou podemos fazer quero apenas relembrar que falhámos.

 

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Cinema Sem Conflitos: “The Cliff House”

Título:  “The Cliff House” | Autores: “Jin Yao Wong

A história de um velho com sua luta e determinação para construir uma torre e atingir seu objetivo.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Escolas podem encerrar por falta de assistentes operacionais

A bolsa tarda. As substituições tardam. A revisão do rácio não tarda, perdeu-se no caminho para a digitalização da escola que espera que aqueles robots aspiradores, as máquinas de comida, umas quantas câmaras dispersas pelo recreio, um atendedor automático e quem sabe um ou dois C-3PO do Starwars, resolvam o problema.

Diretor de Cinfães alerta que escolas podem encerrar por falta de assistentes

Ainda não chegaram às escolas os prometidos 1.500 funcionários, anunciados há duas semanas pelo primeiro-ministro, para colmatar a falta de pessoal não-docente na retoma das aulas. O Governo anunciou que estaria a ultimar a portaria que estabelecia o rácio destes assistentes operacionais nos estabelecimentos de ensino.

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