21 de Outubro de 2020 archive

A evolução da Escola devido à pandemia – Adelino Calado

 

A evolução da Escola devido à pandemia

A Escola vive, atualmente, momentos difíceis, conturbados e algo penosos!

Sabemos que a centralidade da Educação em Portugal, consubstanciada em inúmeros documentos legislativos e assente em plataformas digitais que controlam todos os processos administrativos, inviabilizam todas as tentativas de autonomia.

No entanto, do ponto de vista pedagógico, a amplitude de liberdade dos normativos legais, desde sempre abriu espaço para encontrar as melhores estratégias e metodologias para o desenvolvimento e aquisição de aprendizagens de qualidade.

A formação inicial dos docentes vive ainda um período muito apegado à tradicional forma de encarar a Escola. “Ensinar a muitos como se de um só se tratasse” é ainda uma visão muito comum. Tal forma de vivenciar o ensino traduz-se numa centralidade do professor, como alguém que possui o conhecimento e que tenta passa-lo aos jovens, normalmente de uma forma expositiva. E esta é mesmo a perceção, generalizada, que se tem da educação.

Mas a evolução da sociedade, as constantes alterações de um mundo em mudança, os requisitos que o mercado de trabalho vem exigindo são, ou deveriam ser, indicadores suficientemente fortes para alterar a forma como se encara a Educação e o Ensino, obrigando a repensar a Escola.

Assim, liderar processos de mudança pode e deve ser a tarefa primordial de gestores e/ou diretores, sabendo de antemão que a natural oposição a alterações do quotidiano é o elemento desmotivador de todo o processo.

“Inovar” tem sido a palavra-chave no planear, mas também é fundamentalmente nas práticas pedagógicas. Estratégias e metodologias inovadoras são naturalmente apelativas e mesmo ansiadas por docentes.

Em teoria, é universalmente consensualizada a pertinência de quase todas as iniciativas e novos desenvolvimentos na prática escolar, mas tal dificilmente é experienciado. As ações não correspondem às manifestações de intenção!

Contrariamente à generalidade de académicos, e à maioria dos docentes, entendemos que as mudanças têm que ocorrer de uma forma disruptiva.

Aliás, se analisarmos o que recentemente se passou com o confinamento, situação imprevisível mas real e abrupta, a necessidade de estabelecer contacto com alunos levou praticamente a que a generalidade dos docentes tivesse recorrido às tecnologias, mesmo os que manifestavam a sua total oposição, quando há já bastante tempo se tentava introduzir mais o digital no sistema.

Foi uma constatação de que, mais do que uma obrigatoriedade imposta pelo sistema ou pelos superiores hierárquicos, confrontados com um problema a solução foi assumida, ainda que os “princípios” fossem outros e de um momento para o outro!

E agora? O momento atual radicalizou e absorveu todo o tempo das lideranças escolares. Os normativos e as orientações superiores, essencialmente as que se referem às regras sanitárias, limitaram quase por completo a preparação deste novo ano letivo.

Na realidade, o excelente documento: “Orientações para a recuperação e consolidação das aprendizagens”, publicado pelo Ministério da Educação, revela-se como o mais inovador conjunto de propostas alguma vez elaborado e assumido pela administração, no entanto, pouco ou nada influiu na preparação e na prática deste extraordinário e diferente novo ano escolar.

As questões sanitárias, e suas regras, sobrepuseram-se a toda e qualquer necessidade de diferenciação. Os docentes, tal como as famílias, assumiram o “medo” como a principal, senão única, preocupação, deixando-se enlear pelas perceções de que podem ser causadores de disseminação de contaminações, relegando para segundo, senão último, pensamento as estratégias de ensino e aprendizagem dos jovens.

Não será muito difícil perceber o que está a acontecer na maioria das nossas escolas, sendo suficiente inquirir alguns jovens e verificar que as “bolhas” e o “afastamento social” conduziram à quase exclusiva, expositiva/magistral, forma de lecionar, com a crescente desmotivação que se sente a cada momento.

Sabemos como a vivência profissional na realidade atual, sob a perspetiva da coordenação pedagógica de um estabelecimento educativo, face aos problemas criados pela pandemia que vivemos, se revela como a preocupação fundamental, mas é também uma oportunidade para que se alterem processos, tanto mais que as desigualdades pré-existentes aumentaram e carecem de um novo plano para as colmatar.

Diagnosticar défices de aprendizagem, definir planos individuais de recuperação, deveria levar todos a organizar o trabalho escolar com base no desenvolvimento de projetos, envolvendo e promovendo aprendizagens transversais e interdisciplinares e a construção de portfólios que ajudem à concretização e desenvolvimento das competências de cada jovem.

As aprendizagens que todos fizemos em período de confinamento, nomeadamente, quanto à utilização das tecnologias, não devem ser ignoradas, antes aproveitadas para colmatar os problemas e a maior amplitude de desigualdades criadas. O recurso a “trabalho a pares”, presencialmente ou a distância, e o apoio docente individualizado através dos “Zoom”, “Teams”, “WhatsApp” ou outra aplicação digital deverá ser bem explorado.

Por fim, a avaliação que certifica as aprendizagens tem que ser repensada, perdendo a sua normatividade tradicional para se reafirmar como criterial, e assentar nas competências do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, tendo como referência o estrutural das Aprendizagens Essenciais de cada conteúdo programático.

Parece ser evidente que as coordenações pedagógicas terão também que se reformular mas, sobretudo, têm que assumir a liderança na inovação de estratégias, metodologias e processos, ainda que tal tenha que ser efetuado com disrupções, e decisões “top down”!

Adelino Calado

 

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Há 49 surtos ativos, com 449 casos reportados em escolas

 

Há 49 surtos ativos, com 449 casos reportados em escolas

Diogo Serras Lopes diz que não se pode dizer qual é a capacidade máxima do SNS, até porque há que ter em conta as outras doenças. “A capacidade do SNS é elástica”, diz o secretário de Estado da Saúde, garantindo que se vai continuar a adaptar a capacidade. No que diz respeito a camas de enfermaria, há 21 mil camas disponíveis no SNS – atualmente há 1.500 camas dedicadas a Covid “e este número mostra que a capacidade de expansão existe”.

Sobre as escolas, Graça Freitas diz que este “não é um trabalho acabado”. Nesta fase, a prioridade é responder às principais dúvidas dos profissionais das escolas (através de FAQs), alinhar as medidas com os normativos que vão sendo difundidos a nível internacional e, entre os dois ministérios, trabalhar de forma a monitorizar o número de casos independentemente de estarem ou não integrados em surtos”.

Neste momento, há 49 surtos ativos, com 449 casos reportados em escolas (creches, escolas e universidades). E não estão, aqui, os alunos Erasmus que têm sido “bastantes” identificados por todo o país.

 

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REDES SOCIAIS SEM DILEMAS – Um Mundo Brilhante

REDES SOCIAIS SEM DILEMAS

Gestão Pedagógica e Produção de Conteúdos Educativos para as Redes Sociais do seu Colégio©

Não basta ter Facebook. Há que usar as Redes Sociais para 3 objetivos fundamentais:

1) Colocar a Escola a Comunicar com os Pais;
2) Motivar / Atualizar os Docentes;
3) Informar a Comunidade sobre a Vossa Excelência Educativa.

Ganhem uma maior projeção da imagem da vossa Escola na comunidade, consigam mais matrículas e um maior espírito de grupo, deixando a Gestão/Enriquecimento das Redes Sociais para nós.

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Hoje é dia de…

Neste que é o ducentésimo nonagésimo quinto dia de dois mil e vinte, faltam, apenas, setenta e um dias para acabar o ano e festeja-se o Dia Internacional da Maçã.

E ninguém fala disto…

Bom dia!

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Sondagem: 42% dos portugueses considera que reabertura das escolas “decorreu de forma positiva”

Os outros foram os que se aglomeravam ao portão da escola.

Sondagem: 42% dos portugueses considera que reabertura das escolas “decorreu de forma positiva”

Cerca de um mês depois do início do ano letivo, apenas 17% dos portugueses consideram que o regresso às aulas presenciais correu mal. É o que indica uma sondagem da Intercampus feita para o “Jornal de Negócios” e “Correio da Manhã”, que aponta ainda que 42% dos inquiridos entendem que a reabertura das escolas “decorreu de forma positiva”. No meio estão 37% que respondem “mais ou menos” ou “nem uma coisa nem outra”, e 5% que dizem não ter opinião.

Cerca de um mês depois do início do ano letivo, apenas 17% dos portugueses consideram que o regresso às aulas presenciais correu mal. É o que indica uma sondagem da Intercampus feita para o “Jornal de Negócios” e “Correio da Manhã”, que aponta ainda que 42% dos inquiridos entendem que a reabertura das escolas “decorreu de forma positiva”. No meio estão 37% que respondem “mais ou menos” ou “nem uma coisa nem outra”, e 5% que dizem não ter opinião.

“Não se encontrou nenhuma relação entre a abertura das escolas e o aumento do número de casos. […] O número de casos nas escolas é relativamente limitado… Muitas vezes são casos isolados, pensa-se que a maior parte das vezes foram contraídos na comunidade e não ao contrário, não são os alunos que levam [depois] para a comunidade”, referiu Graça Freitas na conferência da Direção-Geral de Saúde (DGS) esta segunda-feira.

A 7 de outubro, a DGS tinha identificados 23 surtos em estabelecimentos de ensino, num total de 136 casos positivos. Do lado sindical, a Fenprof diz que 330 estabelecimentos escolares têm ou tiveram casos de covid-19, sem explicar se os contágios se deram dentro da escola ou fora dela.

A sondagem da Intercampus mostra ainda que 64% dos inquiridos são da opinião que as empresas “deveriam ser obrigadas a permitir o teletrabalho aos trabalhadores que o podem fazer”. Vinte e oito por cento afirmaram que não e 7% disseram não ter opinião formada. Atualmente, o teletrabalho só é obrigatório para quem sofra de doenças crónicas.

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Mais do que nunca, “agasalhem-se” é a palavra de ordem nas escolas – Eduardo Sá

 

Mais do que nunca, “agasalhem-se” é a palavra de ordem nas escolas

Estão 17 graus e chove, abundantemente, lá fora. À minha frente, tenho os meus alunos. Todos de máscara, claro. Um frasco de álcool em gel. Dos grandes. E toalhetes. As janelas estão todas abertas. As portas também. Na minha escola as correntes de ar mandam mais do que ninguém. Receio que esta ideia de criar condições para que um vírus não se intrometa entre nós e as aulas seja generosa. Mas se com 17 graus já é impraticável conciliar o frio, as correntes do ar e o barulho da rua quando se dá aulas, pergunto-me o que irá acontecer, depois, quando a temperatura cair. Estaremos todos mais “arejados”; sem dúvida. Mas as probabilidades de ficarmos constipados não pararão de aumentar. “No covid; only gripe”. Talvez seja mais esta a palavra de ordem.

No entretanto, todos vamos escutando que o “sistema” funciona. Mas não é verdade. O sistema “desenrasca” soluções. Com voluntarismo. Com as melhores das intenções. Mas engana-se quem dá a entender que tudo funciona de forma quase normal. Não é verdade! Tudo funciona, de forma quase inacreditável, dentro duma anormalidade de condições que não param de aumentar. Com os professores a darem o melhor de si. Sem as condições mínimas indispensáveis para que o seu trabalho seja consequente. Mas a quererem – muito! – ensinar. Com os alunos a condescenderem com tantos obstáculos à sua aprendizagem que os tornam n’ “o exemplo” de educação para a cidadania. Que nos devia levar, a todos, a olhar para eles. E com os pais, no meio das suas mil preocupações, a esperar que ninguém se magoe demais, no meio disto tudo. Mas – hoje, mais do que nunca – para além de esperarem que a escola aconchegue os seus filhos a zurzirem-lhes aos ouvidos para que o seu “amor à camisola” não lhes permita ir só de t-shirt para a escola. Hoje, mais do nunca, a palavra de ordem das mães será: “Agasalhem-se!!!!”. Mal sabem aqueles que não estão na escola porquê.

 

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Cinema Sem Conflitos: “A Little Lovin”

Título:  “A Little Lovin” | Autores: “Marie Paccou

1 canção de amor, 3 poetas, 24 mãos mais a minha,…

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Escolas galardoadas com o selo Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência

 

 

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