Chegam-nos vários desabafos e denuncias todos os dias. Nós não podemos publicar tudo, mas esta tem o seu “Q” de que…
“Com a abertura do grupo 550 – Informática a qualquer grupo de recrutamento, corre-se o risco de ser atribuído aos docentes um conjunto de disciplinas que não terão competências para lecionar, nomeadamente as disciplinas dos cursos profissionais de multimédia, de TGPSI, Fotografia, entre muitos outros.
A contradição do ministério ao recusar sistematicamente detentores de Cursos de Especialista (Especialização) Tecnológica e que são detentores de CCP (antigo), com grande conhecimento do mercado de trabalho e um potencial formativo enorme que seria tão somente uma grande mais valia para o ensino e para o próprio Estado, o salário seria pelo índice de vencimento 112 que não é exclusivo de técnicos.
A esta situação poder-se-á dizer que o Estado não tem uma noção clara da escola, dos cursos que ela leciona e dos perfis de profissionais que esta necessita.
Por outro lado permite que escolas do QZP 10 abram concursos para as mais diversas disciplinas em que a habilitação solicitada é estritamente 12º ano, até para disciplinas que têm grupo disciplinar definido.
A abertura do grupo 550 a qualquer outro grupo de recrutamento é um escabroso exemplo de falta de docentes. E quando estes são selecionados através de outras formações são excluídos pela própria DGAE.
A vergonhosa situação de incumprimento da legislação atrás da qual o Estado se escuda, não tem em conta a necessidade de alunos, famílias e sociedade. Mostra, ainda um profundo desrespeito pelas competências de quem quer trabalhar e favorece a discriminação negativa de quem tem formação altamente especializada e não uma Licenciatura generalista.”