Setembro 2023 archive

Idade média dos educadores de infância subiu para 55 anos e a dos professores de 1.º ciclo para 50

Idade média dos educadores de infância subiu para 55 anos e a dos professores de 1.º ciclo para 50

 

O envelhecimento dos professores em Portugal tem sido visível e os mais velhos são os do pré-escolar, alargando para mais de 50 anos a diferença que os separa dos alunos. Mas a realidade estende-se a todos os níveis de ensino: em 2015/16 os professores do 1.º ciclo tinham, em média, 46 anos e agora têm 50

 

Mais dados do estudo aqui

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Como Anda a Educação – Ricardo Araújo Pereira

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Os filhos dos professores…

 

Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…

Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.

O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.

Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior

Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…

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Sistema Bloqueio CuCo – Escola Digital

Mail que me chegou a denunciar o que se está a passar em muitas escolas com os portáteis dos alunos, dos professores e das secretarias.
Venho por este meio chamar a atenção de uma situação grave, que tem vindo a afetar todas as escolas, que ainda não foi divulgada às massas e é de grande importância que seja.
Como sabe, no projeto da Escola Digital, estão incluídos os computadores dos alunos (para realizarem as provas de aferição e este ano finais), estão incluídos os computadores dos docentes (os mesmos que usam para o seu trabalho do dia a dia) e agora também os computadores de secretária, que estão a ser usados pelos órgãos de gestão dentro dos agrupamentos.
Embora existam algumas questões ainda a ser tratadas no âmbito desta iniciativa, principalmente no que diz respeito aos equipamentos que perderam a garantia, esta semana surgiu um problema que não pode ser ignorado ou adiado.
Fui informado pela empresa Inforlândia, empresa detentora do sistema de bloqueio CuCo, que o ministério não procedeu ao pagamento das licenças deste mesmo sistema. O que é que isto significa na prática? Nenhum computador, que fique bloqueado, pode ser desbloqueado, pelo menos de forma definitiva e com certeza que se eles continuarem sem pagar eles vão bloquear literalmente todos os computadores, impedindo o seu uso totalmente. A empresa não pode ser responsabilizada por isso, aliás, para acrescer a isto, temos também a situação com a operadora Vodafone, que já começou a cortar o serviço a alguns cartões de dados móveis (cartões que são usados por alunos e docentes para ter internet).
Estamos no início do ano, ou seja, altura em que deveriam estar a ser atribuídos os kits aos novos alunos e docentes, no entanto, o mesmo não pode acontecer, porque não faz sentido atribuir um computador que não tem uso ou mesmo um hotspot com um cartão cuja internet está cortada.
No agrupamento do qual faço parte, já temos mais de 50 máquinas paradas, nesta mesma situação. Mais de 80% das indicadas, ainda estão em período de garantia e neste momento não passam de meros pesa-papéis.
Estamos numa fase crítica em que se o governo não resolver isto rápido, tudo o que foi desenvolvido no âmbito da digitalização, todo os esforços dos docentes em preparar os seus alunos para esta nova realidade, terá sido em vão. Foi pedido aos docentes para se adaptarem e agora, quando tudo está mais estável, é-lhes retirada a ferramenta que o governo insistiu tanto que fosse usada.
Não esquecer que algumas escolas também já optaram por manuais-digitais, ou seja, os alunos, sem os seus equipamentos, não terão como aceder aos livros nas aulas ou mesmo em casa para estudar. Tudo porque os seus computadores, estão bloqueados.

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Afinal, qual será a verdade dos factos?

 

Vamos partir de dois princípios fundamentais e imprescindíveis num Estado de Direito Democrático:

Princípio 1:

– Um membro de um Governo não trai a confiança em si depositada, nem deturpa a verdade dos factos no exercício das suas funções…

Se, em algum momento, um membro de um Governo deturpasse a verdade dos factos, estaria, entre outros, e desde logo, a renegar e a violar o juramento solene que fez no momento em que tomou posse do respectivo cargo, perante todos os seus concidadãos…

Princípio 2:

– Os meios de Comunicação Social não veiculam notícias falsas, de forma intencional ou propositada…

Em 22 de Setembro de 2023, sobre a falta de Professores, parece ter-se instalado uma insanável contradição entre as afirmações de um membro do Governo e as notícias propaladas pela Comunicação Social na última semana, pelo que a observação dos Princípios 1 e 2 poderá suscitar algumas dúvidas ou reservas:

O Ministro da Educação João Costa afirmou no Parlamento que:

– “98% dos alunos têm todos os professores e aulas a todas as disciplinas“. (Notícias ao Minuto, em 22 de Setembro de 2023)…

De acordo com o site oficial do XXIII Governo Constitucional, ao qual João Costa está vinculado enquanto Ministro da Educação, em comunicado datado de 12 de Setembro de 2023, iniciaram o Ano Lectivo de 2023/2024, no Ensino Público, 1.127.818 alunos, desde o Pré-Escolar até ao Ensino Secundário…

Assim sendo, e pelas palavras do Ministro da Educação proferidas no Parlamento em 22 de Setembro de 2023, conclui-se que apenas 2% dos alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024 não terão ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas…

Pelo número total de alunos matriculados no Ano Lectivo de 2023/2024, dado a conhecer no site oficial do Governo, anteriormente citado, infere-se, então, que cerca de 22.556 alunos não terão todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, correspondentes aos 2% atrás mencionados…

E aqui começa o problema, assente em dados concretos e objectivos:

Ao longo da última semana, praticamente todos os meios de Comunicação Social veicularam notícias que deram conta de muitos milhares de Alunos sem Professor a pelo menos uma Disciplina…

A título ilustrativo:

– “No final da primeira semana do novo ano letivo, ainda há cerca de 85 mil alunos que não têm professor a pelo menos uma das disciplinas.” (Jornal Público, em 15 de Setembro de 2023)…

– “As aulas arrancaram na semana passada e, para muitos estudantes, esta segunda-feira, 18, é o primeiro dia “a sério” do ano letivo, que arranca com quase 1060 horários por preencher, que se traduzem quem mais de 90 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina.” (CNN Portugal, em 18 de Setembro de 2023)…

– “Há mais de 92 mil alunos sem professores a várias disciplinas no arranque deste novo ano letivo. Em declarações esta quinta-feira no Fórum TSF, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, conta que há alunos que “não têm quatro, cinco ou seis professores”. (TSF, em 21 de Setembro de 2023)…

Conclusão:

– Os dados quantitativos apresentados pelo Ministro da Educação em 22 de Setembro de 2023 no Parlamento não são corroborados pelos números veiculados pelos meios de Comunicação Social, na última semana…

Poder-se-á, até, dizer que existirá um “fosso colossal” a separar a versão apresentada pelo Ministro e os vários cenários apontados pela Comunicação Social:

– Depois das contas feitas, o Ministro da Educação contabilizará cerca de 22.556 alunos que não têm ainda todos os professores ou aulas a todas as disciplinas, enquanto que a Comunicação Social refere entre 85.000 e 92.000 discentes nessas condições…

Que interpretações se poderão fazer de tão flagrante disparidade?

Afinal, qual será a verdade dos factos?

No caso presente, é praticamente impossível conciliar a versão apresentada pelo Ministro com a que foi veiculada pela Comunicação Social…

– Terá o Ministro deturpado a verdade dos factos?

– Se o Ministro não deturpou a verdade dos factos, será, então, legítimo inferir que a Comunicação Social tem vindo a difundir notícias falsas?

A incoerência e a discrepância entre as duas versões apresentadas são de tal forma evidentes e acentuadas que se torna praticamente impossível que ambas possam corresponder à realidade, ou seja, à verdade dos factos…

Importa, e muito, que os cidadãos portugueses, certamente crentes na prerrogativa de viverem num Estado de Direito Democrático, possam confiar na palavra de qualquer membro de um Governo, mas também na informação que lhes é transmitida pela Comunicação Social…

Onde está a verdade?

(Paula Dias)

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Efeitos Remuneratórios Do Ingresso na Carreira

Não podia ser de outra forma, pois caso não fossem aplicadas as mesmas regras aos professores não dispensados do período probatório com a remuneração dos docentes contratados iríamos ter professores do quadro a receber menos que um docente contratado.

 

EFEITOS REMUNERATÓRIOS

 

10. Aos docentes que reúnem os requisitos de dispensa da realização do Período Probatório são aplicados os procedimentos previstos na Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio, com efeitos remuneratórios a 1 de setembro de 2023.

11. Aos docentes em nomeação provisória, não dispensados da realização do período probatório, aplicar-se-ão as regras previstas no artigo 44.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, com efeitos a 1 de setembro de 2023.

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É esta a vida de um professor…

 

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A demissão resolveria o problema?

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A TAP boa, a TAP má e os 3.000 milhões dos portugueses

Afinal há duas TAP…

A coisa explicada resumidamente.

A TAP boa está avaliada em 1.200 milhões de euros. A TAP má tem uma dívida de 1.200 milhões de euros. Vende-se a TAP boa para pagar a divida da TAP má. O lucro será de ZERO euros.

O governo Injetou 3.200 milhões de euros na TAP (não se sabe em qual), o certo é que não terá esse retorno.

São este tipo de negócios que levam à retórica do governo sobre aumentos de vencimento impossíveis, recuperação de tempo de serviço impossíveis, aceleradores com travões e diferentes para as carreiras gerais e para as especiais (de corrida), apoios à habitação que mais nada é que empurrar o problema das famílias para a frente com a barriga… é o desgoverno total de um país que se está a transformar em ingovernável.

Quando a ingovernabilidade chegar…

 

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A precariedade continua

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Petição com mais de 8300 assinaturas propõe medidas para Violência Escolar

 

Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança reuniu mais de 8300 assinaturas e foi hoje enviada ao Presidente da Assembleia da República

São listadas 10 medidas prioritárias e urgentes 

Na Petição, os mais de 8300 cidadãos subscritores (consultável em Petição para que haja medidas contra a violência na Escola e reforço da Paz e Segurança : Petição Pública (peticaopublica.com)  apelam ao Parlamento para que promova o questionamento do Governo e debata o tema, para que se chegue à tomada de medidas executivas, regulamentares e legislativas, para abordar de forma mais eficaz o problema da violência e falta de segurança em meio escolar.

(Enumeram-se nela 10 medidas)
1. Criação no Ministério da Educação (ME) e Municípios de estruturas de apoio aos trabalhadores das escolas vítimas de agressão, ofensa ou outros crimes, quer no âmbito do apoio judiciário, quer no âmbito do apoio psicológico.

2. Criação de meios de estudar e compreender o problema, restaurando estruturas como o Gabinete de Segurança Escolar do ME ou o Observatório da Violência Escolar, dotando-os de meios para analisarem a situação e proporem medidas de política pública eficazes.

3. Criar e dotar de meios (docentes, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos) equipas multidisciplinares escolares de combate ao problema na sua origem, que devem ser estruturas permanentes e não eventuais e precárias (criadas e extintas conforme a disponibilidade pontual de meios de fundos comunitários). Essas estruturas estão previstas no Estatuto do Aluno, mas só têm sido postas em prática em contexto limitado e com recursos insuficientes.

4. Reforçar os meios do Programa Escola Segura, com agentes, militares e recursos materiais, aumentando o número de horas de patrulha de proximidade. Esse deve ser um programa prioritário, no âmbito dos programas de policiamento de proximidade da PSP e GNR, e não se assistir à situação de os agentes dispersarem o seu tempo por outros programas de proximidade, em que acumulam funções em sobrecarga, desfocando da questão da violência escolar.

5. Mudar as normas penais, não para aumentar as penas que são adequadas (e têm agravações que reforçam este aspeto), mas para garantir que a agressão a professores, educadores e outros trabalhadores escolares, em exercício de funções (ou em razão das funções), passe a ser crime, cujo processo seja acionado pelo Ministério Público, mesmo sem queixa do ofendido (crime público);

6. Mudar as normas do Estatuto do aluno, no que diz respeito a absentismo, agressões, ofensas e injúrias, tornando-as mais rigorosas na linguagem técnica e jurídica e dando às escolas capacidade de agir mais depressa e com maior capacidade preventiva. O legislador deve dar atenção especial à densidade e qualidade das normas sobre uso de telemóveis e outros equipamentos tecnológicos, recolha de imagens e som e deveres dos pais (no sentido de reforçar os direitos de todos os elementos da comunidade escolar e punir os agentes de atos de violação de direitos, por exemplo, pondo em prática os processos contraordenacionais que já existem na lei);

7. Reforçar a democracia escolar, para dar maior participação aos pais e alunos de forma regulada e impedindo a captura de representação nas Associações de Pais ou a falta de meios de contacto e representação da opinião dos alunos;

8. Criar estruturas de mediação sociocultural, nas escolas em que elas sejam necessárias, com recursos e sob gestão das estruturas da escola.

9. Mudar a legislação das CPCJ, reforçando a capacidade atempada de intervençãono sentido de dar mais peso às escolas nessas instituições, impedindo a sensação generalizada de afastamento e impotência face às situações geridas por essas estruturas. Reforçar os poderes do Ministério Público nessas instituições e dar-lhes mais meios e diminuir a informalidade na constituição e funcionamento.

10. Criar modelos curriculares de formação adequados, para os alunos com absentismo e desinteresse pela escola, que os integrem e impeçam a marcha de percursos de vida de exclusão e adversidade face à escola, talvez recuperando e melhorando soluções, hoje abandonadas, como CEF ou outros modelos que, no passado, foram funcionando. Do mesmo modo, generalizar e melhorar programas curriculares de combate ao bullying e violência e de educação para os Direitos Humanos, Participação e Paz.

Na nossa opinião, a Assembleia da República deve promover um debate urgente, com uma perspetiva abrangente e suprapartidária, numa linha de entendimento entre os partidos e sem demagogias ou desvios politiqueiros, para abordar este assunto.

O debate deve ser sem preconceitos e sem dar espaço a tentativas de aproveitamento da situação por forças que queiram afastar o debate daquilo que ele é: criar condições adequadas e seguras de exercício, em cada uma das escolas portuguesas, do direito de aprender e ensinar.

Para isso, devem ser ouvidos os que trabalham nas escolas e ficar menos central a ideologia específica de cada um dos Senhores/as Deputados/as numa abordagem mais pragmática e realista face a tentativas anteriores de reagir ao problema.

Nos últimos tempos, tem havido uma profusão de notícias a narrar episódios de agressão e injúrias a professores/as e educadores/as por parte de alunos/as ou pais, mães e encarregados/as de educação.

É difícil saber se estas notícias correspondem a um efetivo agravar da situação ou a uma maior consciência social e comunicacional da sua gravidade.

Pode ficar a ideia de que a situação está generalizada em todas as escolas, mas, na nossa opinião, isso resulta também de tentativas de criar má imagem à escola pública, onde a verdade é que a maioria dos alunos e docentes têm uma vida pacífica e sem violência.

Mas tem de se reconhecer que existem muitos casos, que o número noticiado é crescente e que não queremos que se alarguem. Além disso os casos que existem criam alarme social e efeitos de contágio de certas práticas.

Verifica-se, em muitos estabelecimentos de ensino, a criação de ambientes de coação e agressividade, que incluem atos de violência, agressão, insultos e ofensas a docentes e trabalhadores não docentes das escolas que são, assim, vítimas de crime, no seu local de trabalho.

O tema tem um forte enquadramento social e deve incluir, nos caminhos de solução, essa abordagem social que integre, além do que propomos, medidas que combatam algumas causas externas à escola e que se situam no domínio da exclusão social e dos problemas de integração.

Mas, além da criação dessas medidas mais vastas e abrangentes, para soluções mais estruturais, cremos que há medidas mais imediatas que necessitam de atenção dos detentores do poder político.

Quando, nos anos 90, se iniciou a reforma educativa que, na época, causou larga mudança nas escolas e no país, alguém escreveu que uma visão da política educativa para o progresso do país tem de distinguir muito bem o que é mero Sucesso Escolar do que é real Sucesso Educativo.

Podemos ter grandes números a falar de transições sem retenções e até lindos projetos curriculares e de avaliação, que aparentem Sucesso Escolar, mas numa escola sem Paz e sem um clima de concórdia, não haverá Sucesso Educativo.

E, para ele existir e se manter, algo tem de ser feito.

Pode ser o que propomos ou outras coisas, mas o problema visível não pode ser ignorado pelos políticos, sob pena de se agravar e, 50 anos depois do 25 de Abril, estarmos a construir uma derrota futura para a escola pública.

É isso que pedimos: medidas focadas para a Segurança e Paz nas escolas em nome do Sucesso Educativo dos alunos deste país.

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Lista Colorida – RR4

Lista Colorida (cada vez mais colorida) atualizada com colocados e retirados da RR4.

lista colorida

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Período Probatório 2023/2024

 

Encontra-se publicada a Nota Informativa – Período Probatório 2023/2024.

Nota Informativa.

 

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Da Impiedade do ME

Sou professora de português, licenciada no curso de Português/Inglês (ensino de) pela Universidade do Minho em 2002 e com anos de experiência dentro da sala de aula. 

 
Devido a uma situação familiar e um erro de minha parte na consulta das listas de colocação a 1 de Setembro, não vi o meu nome e não me apercebi que tinha sido colocada na RR1 num agrupamento de escolas de Oeiras. Uma colega ligou-me no dia seguinte ao prazo de aceitação do horário na plataforma. Fiz imediatamente uma audição escrita nos prazos legais e enviei um pedido de levantamento da penalização por esta via. Falei com a DGAE por telefone dentro das 48 horas após ter terminado o prazo e pedi encarecidamente que me deixassem aceitar o horário  para que me pudesse apresentar na escola e começar a trabalhar. 
 
Todos os pedidos foram indeferidos. 
 
Dirigi-me pessoalmente ao ME pedindo que me deixassem trabalhar, já que não recusei o horário, apenas não o aceitei em tempo útil. Disseram que a minha penalização se estendia até 31 de Agosto de 2024 e que, como eu, estão centenas de docentes penalizados por erros cometidos na aceitação de horários. (Que grande feito por parte da tutela!!!!)
 
Ontem fui contactada por cinco escolas de Lisboa para aceitar horários completos de português. 
 
Hoje mais uma (o dia vai a meio).
 
Hoje dirigi-me a uma delas para me apresentar tal como me foi solicitado por telefone no dia de ontem. Escola essa onde vários meios de comunicação social já estiveram a fazer reportagens e que estão a  sofrer uma carência de professores gravíssima, tendo turmas sem professores até 4 disciplinas. 
 
Já na escola deparei-me com a impossibilidade de celebrar o contrato devido à penalização. A Diretora contactou a DGAE, expôs a situação e manifestou a sua elevada preocupação, tendo sido instruída para continuar a chamar outros candidatos. Eu estou na lista em 4º lugar, os candidatos posicionados acima de mim foram contactados e não aceitaram. Os que se seguem têm habilitações suficientes (cursos que ou não estão ligados ao ensino nem à disciplina de português ou não estão completos, respeitando apenas o critério de créditos suficientes). Incluindo este horário uma turma de 9ºo ano e implicando exame nacional, a direção vê com elevada preocupação a preparação dos seguintes candidatos para assumir o cargo, ainda mais quando tem perante si uma candidata qualificada e disponível. O ME, de forma intransigente, disse que as regras são para cumprir. 
 
Dá-se preferência a pessoas sem qualificações científicas ou pedagógicas para não levantar a penalização a centenas de docentes que estão impedidos de trabalhar por meras falhas  administrativas. 
 
No ano passado e depois de milhares de alunos estarem sem professores a uma ou mais disciplinas, o ministério decidiu levantar todas as penalizações, sem mais, em Abril (sendo a época de exames em Junho/Julho já podemos deduzir a pertinência e eficácia de tal medida). 
 
 Eu já recorri a todos os instrumentos ao meu alcance, já apelei a todas as entidades. As escolas que me contactam manifestam todas a mesma preocupação: a falta de preparação (tanto científica como pedagógica) dos candidatos para assumir os horários. 
 
Continuo desesperada a tentar contornar a situação e a não conseguir compreender como se dá prioridade a pessoas menos qualificadas para assumir turmas de uma disciplina como é o português, a levantar uma penalização meramente burocrática e que prejudica gravemente a escola pública. Isto é digno de ser exposto na comunicação social e talvez assim o ME possa ser mais claro na defesa desta abordagem ao grave problema que está a assolar todo o ensino público. 
 
Talvez vocês consigam uma explicação plausível do ministério.
 
P.S. eu continuo a candidatar-me e a ser impedida de celebrar contrato embora esteja a ser selecionada por todas as escolas a que me candidatei até agora. Serei selecionada quando não houver absolutamente mais ninguém para o lugar. Antes de mim, serão colocadas pessoas com carências científicas e pedagógicas. Manter penalizações é mais importante do que ter pessoal qualificado na formação de milhares de crianças e adolescentes. 
 
Sem mais assunto de momento, espero que possam lançar este apelo e consigam ajudar pessoas, que como eu, querem trabalhar mas estão impedidos de o fazer pelo ME. 

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FNE quer professores colocados até fim de maio

Com o concurso interno anual é mais que viável que nesta altura os professores já conheçam a sua escola de colocação no ano letivo seguinte, mas isto se as necessidades das escolas forem dadas por excesso e não por defeito. Caso contrário vai haver sempre um elevado número de necessidades ao longo do mês de agosto e setembro.

 

FNE quer professores colocados até fim de maio

 

A Federação Nacional da Educação – FNE fez chegar hoje ao Ministério da Educação um ofício em que alerta para a necessidade de revisão do calendário que estabelece o processo concursal, defendendo a antecipação das colocações de professores e educadores até ao final do mês de maio.

A medida visa dar uma maior estabilidade aos docentes e às escolas, evitando os habituais prejuízos de uma definição levada a cabo apenas em finais de agosto. Para a FNE é essencial e obrigatória a alteração das datas de organização de cada ano letivo, de modo que todos os educadores e professores tenham o conhecimento atempado da sua colocação, para poderem organizar a sua vida pessoal e familiar sem angústias, dramas e precipitações.

Por outro lado, as escolas também devem saber o mais cedo possível com que professores podem contar, para conseguirem fazer atempadamente a distribuição de serviço e a organização dos horários.

Num momento em que urgem medidas de valorização no setor, a FNE assume que o conhecimento das colocações até final de cada mês de maio seria um grande passo numa melhor e mais efetiva organização do ano escolar e na melhoria das condições de vida e de trabalho dos educadores e professores portugueses.

Neste sentido, a FNE solicitou uma reunião urgente à tutela com o objetivo de se encontrar a solução mais justa e mais adequada para resolver esta questão.

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Português e Matemática são as disciplinas com mais alunos sem professor no 3.º ciclo e secundário

Português e Matemática são as disciplinas com mais alunos sem professor no 3.º ciclo e secundário

 

Nesta sexta-feira foram colocados mais 1227 professores. Pré-escolar entre as áreas com mais docentes em falta.

 

Português e Matemática são as disciplinas com mais alunos sem professor no 3.º ciclo e secundário
Ao fim da tarde desta sexta-feira, as disciplinas com mais alunos sem professor eram as de Português (5420) e Matemática (5340) do 3.º ciclo e ensino secundário, seguindo-se a Educação Pré-Escolar (4160). No total, o número de alunos nesta situação rondaria os 66.500, segundo os cálculos feitos pelo professor de Matemática e colaborador do blogue especializado DeArlindo, Davide Martins.

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1227 Contratados colocados na RR4

Foram colocados 1227 horários na Reserva de recrutamento 4, distribuídos de acordo com a tabela abaixo.

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“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”

Professores em monodocência queixam-se do agravar das desigualdades em relação aos colegas de outros níveis de ensino. Garantem que já recorreram a todas as instâncias e têm propostas concretas para minimizar essas diferenças, mas têm esbarrado com uma barreira de silêncio

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”. Sem respostas, educadores de infância e professores do 1.º ciclo querem ser ouvidos pelo Governo

Paula Costa Gomes tem 59 anos e quase 40 anos de serviço como educadora de infância. Se as regras do jogo não tivessem mudado, já estaria reformada, uma vez que, até 2005, os professores em monodocência (únicos responsáveis por uma turma) beneficiavam de um regime especial de aposentações e podiam reformar-se mais cedo. Era uma forma de compensar as desigualdades que garantem prejudicar os educadores de infância e os professores do primeiro ciclo em relação aos colegas de outros níveis de ensino.

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que colegas de outros ciclos. Temos 25 horas letivas semanais até aos 60 anos, sem redução”, queixa-se Paula Costa Gomes, uma das porta-vozes do movimento cívico Movimento de Professores em Monodocência.

É que além de terem mais horas de componente letiva, o tempo é contado precisamente em horas. São 25 horas, que dão um total de 1500 minutos em sala de aula. No caso dos professores do 2.º e 3.º ciclos e secundário, o tempo letivo é contado de maneira diferente: são 1100 minutos (24 unidades de 45 minutos ou 22 unidades de 50 minutos). Há uma diferença de 400 minutos de trabalho letivo, com os alunos em sala, excluindo todo o trabalho de preparação das aulas e de correção de testes, por exemplo.

Além disso, todos os professores têm direito à redução de horário da componente letiva, a partir dos 50 anos. Mas o artigo 79 do estatuto da Carreira docente não é aplicado da mesma forma para os professores em monodocência: “Podemos usufruir da redução dois anos, um aos 25 e outro aos 30 anos de serviço, antes dos 60 anos. Após os 60 anos, podemos ter redução de cinco horas.” Os outros professores podem requerer a redução da componente letiva em dois tempos, assim que atingirem os 50 anos de idade. Basta para isso terem 15 anos de serviço, mais dois tempos aos 55 anos e mais quatro aos 60 anos.

“Desempenhamos todos cargos, participamos nas mesmas estruturas, somos diretores de turma por inerência, já que somos os únicos responsáveis pela turma, exercemos cargos de coordenação, sempre sem redução de horários de componente letiva”, sublinha Paula Costa Gomes.

Criaram, por isso, uma petição que defenderam na Comissão de Educação do Parlamento, em janeiro de 2023. Enviaram para “todas as entidades possíveis” um pedido de revisão da inconstitucionalidade da lei, mas, até agora, não tiveram qualquer resposta positiva às suas reivindicações. “O presidente empurra para o primeiro-ministro, o primeiro-ministro empurra para o ministro, que não tem competência para pedir a revisão da inconstitucionalidade da lei”, queixa-se a educadora de infância numa escola de Beja.

Pediram agora uma nova audiência ao Ministro da Educação, João Costa, para apresentar propostas concretas para “colmatar as desigualdades”. Querem um regime de aposentação diferenciada, aposentação aos 60, sem penalização e uma alteração ao artigo 79 do estatuto da carreira docente, que reduz a componente letiva em função da idade e que essa aplicação seja feita “sem alíneas discriminatórias, igual para todos”. Aguardam por uma resposta do ministro para serem ouvidos. Resposta essa que teima em não chegar.

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Reserva de recrutamento n.º 04

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 4.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 25 de setembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 26 de setembro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 04

Listas – Reserva de recrutamento n.º 04  

 

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Pais que estudam pelos filhos

Dizia-me uma mãe: “Não me posso demorar, tenho de ir gravar um resumo das aulas para o meu filho ouvir.” Esta mãe lê a matéria que o filho aprende na escola, resume-a, grava um áudio e o filho apenas tem de o ouvir.

Pais que estudam pelos filhos

Estará esta mãe a ajudar o seu filho?

Os pais que fazem as coisas pelos filhos (e não com os filhos) acabam por evitar que estes se confrontem com as dificuldades e os desafios próprios da vida – e falamos aqui da vida como um todo, e não apenas da vida escolar.

Será esta forma de exercer a parentalidade promotora de um crescimento saudável?

A resposta é não.

Muitos pais substituem-se aos filhos quando estudam e fazem os trabalhos de casa por eles. Diria que estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Estamos perante um problema em confiar e uma enorme necessidade em assumir o controlo, acabando por proteger de uma forma excessiva e que não facilita o desenvolvimento das necessárias competências de trabalho e hábitos de estudo.

Assistimos também, muitas vezes, a pais que vivem o percurso escolar dos filhos com elevada ansiedade, demasiado centrados no rendimento académico e na competição. Há pais que já se questionam sobre a universidade onde os filhos irão estudar, quando estes frequentam ainda o 1.º ciclo. Pais demasiado exigentes acabam ainda por potenciar estados de ansiedade nas crianças, que se manifestam quando têm de ir ao quadro, falar perante a turma ou realizar uma avaliação. Temos crianças que choram quando recebem um “Bom”, porque os pais querem (ou exigem) um “Muito Bom”. Crianças que crescem a acreditar que não são suficientemente boas, com o natural impacto negativo que isto tem em termos de autoestima e aceitação de si mesmas.

É fundamental que os pais ajudem os filhos a vivenciar a escola de uma forma construtiva e securizante, palco também de relações interpessoais e de aprendizagens informais. Não são apenas as notas dos testes e aquilo que é afixado na pauta que interessa.

Os pais devem ainda estimular a autonomia e a independência, orientar e guiar, mas permitindo o erro, a frustração e a desilusão que, afinal de contas, fazem parte da vida de todos nós.

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Apoio à habitação

 

Face às dificuldades de habitação, a DGAE divulga na sua página os programas e contactos que nos são enviados pelas Autarquias, destinados ao apoio à habitação de docentes deslocados.

Cartaz da iniciativa.

 

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Mesmo Que Não Aprovassem, Seriam Precisos

Chega a ser a absurdo que professores com dezenas de anos de serviço e que agora entraram nos quadros tenham de provar ter condições para ser professor.

A medida do período probatório não faz qualquer sentido quando já escasseiam professores.

Acresce ainda o enorme trabalho que tem de existir para observar aulas destes docentes e em muitos casos com prejuízo para os alunos dos professores que são avaliadores externos pois terão de deixar a sua turma sem aulas para observar aulas desses professores.

 

FENPROF avançará com ações para pôr cobro à discriminação dos docentes que vincularam este ano.

 

ME obriga a período probatório para pagar menos e impõe mais horas de trabalho

 

 

Os responsáveis do Ministério da Educação (ME) não se cansam de lembrar os quase 8000 docentes que entraram nos quadros, mas não referem o que lhes pretendem, agora, fazer. E não o fazem porque o que pretendem é ilegal e discriminatório. Por tal motivo, a não ser resolvida a situação durante esta semana, a FENPROF avançará para os tribunais, com quatro ações, uma por Sindicato regional (SPN, SPRC, SPGL e SPZS), em representação coletiva e abstrata dos associados, denunciará o problema junto da Assembleia da República e da Provedoria de Justiça, solicitando que seja requerida a fiscalização da constitucionalidade da situação criada, e apresentará nova queixa junto da Comissão Europeia por violação da diretiva que determina a não discriminação salarial dos docentes por motivo relacionado com o vínculo laboral.

O que está a acontecer é absurdo e inaceitável. O ME, ao mesmo tempo que se vê obrigado a contratar docentes sem a correspondente habilitação profissional, prepara-se para impor a docentes profissionalizados que  entraram nos quadros pela norma-travão ou pela vinculação dinâmica – todos eles com muitos anos de serviço e inúmeras avaliações positivas, necessárias para terem mantido um contrato – o cumprimento do designado período probatório, como se não tivessem já provado, durante anos suficientes, a competência para o exercício da profissão.

A esses docentes estão também a ser negadas, o que nunca aconteceu, as reduções de componente letiva previstas no artigo 79.º do Estatuto da Carreira Docente, o que os discrimina em relação aos outros docentes dos quadros; para além disso, estão a ser mantidos no índice salarial 167, quando os colegas que se mantêm com contrato a termo irão vencer por índice superior, a partir de agora, desde que tenham tempo de serviço que o permita, podendo chegar ao correspondente ao 3.º escalão da carreira. Resolvida, insuficientemente, diga-se, a discriminação salarial de que vinham a ser alvo os docentes com contrato a termo, são agora docentes dos quadros que passam a ser discriminados em relação àqueles seus colegas. Se lembrarmos que os professores que vincularam terão de concorrer a nível nacional, no próximo ano, é caso para afirmar que o ingresso no quadro, feito de acordo com o que o ME estabeleceu, os prejudica em termos remuneratórios, no imediato, e, como a FENPROF tem vindo a denunciar, não resolveu o grave problema de instabilidade, já que poderão vir a ser colocados em escola mais afastada da área de residência do que estariam enquanto contratados.

A FENPROF já enviou ofício ao ministro exigindo a resolução deste problema que, a manter-se, levará à apresentação de ações em tribunal e a denúncias / queixas junto das entidades que acima se referem. Admite-se, ainda, a realização de uma concentração destes docentes, em data próxima, junto ao Ministério da Educação, exigindo um tratamento justo, não discriminatório e que os respeite.

A FENPROF exige que os docentes que vincularam este ano sejam todos dispensados da realização deste período probatório que, é indisfarçável, tem como objetivo pagar menos aos professores, ao mesmo tempo que lhes são exigidas mais horas letivas de trabalho do que aquelas que a lei prevê.

 

Lisboa, 20 de setembro de 2023

Secretariado Nacional da FENPROF

 

 

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Reunião Negocial – ME/Sindicatos 2 outubro

Diploma sobre as habilitações para a docência

Os sindicatos foram convocados para uma reunião negocial, com o Ministério da Educação, a realizar-se no próximo dia 2 de outubro, estando em análise o 𝗗𝗲𝗰𝗿𝗲𝘁𝗼-𝗟𝗲𝗶 𝗻.º 𝟳𝟵/𝟮𝟬𝟭𝟰, 𝗱𝗲 𝟭𝟰 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, 𝗻𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗮𝘁𝘂𝗮𝗹, 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮 𝗼 𝗿𝗲𝗴𝗶𝗺𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶́𝗱𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗵𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝘁𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗱𝗼𝗰𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝗱𝘂𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗿𝗲́-𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿 𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗲𝗻𝘀𝗶𝗻𝗼𝘀 𝗯𝗮́𝘀𝗶𝗰𝗼 𝗲 𝘀𝗲𝗰𝘂𝗻𝗱𝗮́𝗿𝗶𝗼.

 

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A opinião dos Portugueses sobre a crise na docência

O barómetro pergunta aos inquiridos se o “Governo fez o suficiente para se aproximar das reivindicações dos professores”. Só 28% da amostra aprova o papel de negociação do Governo de António Costa, ao defender que o Executivo fez o suficiente para ir ao encontro das exigências dos docentes.

Mais de metade acredita que Governo não fez o suficiente para responder aos professores

O arranque deste ano letivo fica marcado por mais contestação. Neste campo, o estudo da Aximage reflete uma maior divisão de opiniões. A maioria dos inquiridos concorda com as greves convocadas pelos sindicatos para o arranque do ano letivo 2023/2024, mas a aprovação não chega aos 50%.

Em concreto, 45% da amostra diz estar em concordância com as greves. Desta fatia de inquiridos, 17% afirmam estar totalmente a favor das paralisações e 28% apenas concordam. Do lado do não, 36% dos portugueses discordam, sendo que destes 16% são mais radicais e dizem que discordam completamente. 20% apenas discordam. Os números da sondagem evidenciam ainda que, na resposta a este ponto, 18% não concordam nem discordam.

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Jovem de 15 anos morre na Escola

 

Um jovem de 15 anos morreu, esta quarta-feira, na Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto.

De acordo com informações obtidas pelo Porto Canal, o incidente ocorreu durante uma aula de Educação Física.

O alerta foi dado às 15h12 e para o local foram mobilizados os Bombeiros Voluntários do Porto e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Santo António, segundo o CDOS.

Jovem de 15 anos morre na Escola Alexandre Herculano, no Porto

 

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Os deputados têm ajudas de custo

 

Porque só algumas classes é que usufruem de compensações por deslocação para fora da sua área de residência?

Será que quando integraram as listas de candidatura não foram informados que teriam de se deslocar para “trabalhar” em Lisboa?

Será que foram obrigados a concorrer?

Concorreram porque quiseram e ninguém os obrigou a aceitar o cargo.

Nas empresas do setor particular, quando um funcionário é deslocado, também, recebem ajudas de custo ou subsídios para fazer face às despesas acrescidas.

Os outros, entre eles os professores, assistem impávidos e serenos. Deslocam-se centenas de quilómetros à sua conta, têm de alugar casa, mas nada lhes é devido. São “missionários”, benfeitores que se voluntariam a ir prestar funções pelo país fora a troco de apenas o seu vencimento.

Está na altura de começar a perceber que um dos grandes fatores para a falta de professores é esta diferença de tratamento. Não me venham dizer que “se lá estão é porque concorreram para ir dar aulas para lá”. Concorreram, porque têm amor à profissão. Só assim se justifica tão grande sacrifício.

Mas o sacrifício um dia acaba…

Subsídios (Deputados)
1 – No exercício das suas funções ou por causa delas, os Deputados têm direito aos seguintes abonos:
a) De deslocação durante o período de funcionamento da Assembleia da República;
b) De apoio ao trabalho político em todo o território nacional, de acordo com o n.º 2 do artigo 152.º da Constituição da República Portuguesa;
c) De deslocação em trabalho político no círculo eleitoral.
2 – O abono previsto na alínea a) do número anterior decompõe-se em subsídio para despesas de transporte e ajudas de custo e a sua atribuição depende de comprovativo de realização.
3 – O abono previsto na alínea b) do n.º 1 é estabelecido por quantitativo global anual e processado mensalmente.
4 – O abono previsto na alínea c) do n.º 1 é atribuído aos Deputados com sujeição das correspondentes verbas a imposto sobre o rendimento das pessoas singulares.
5 – Nas seguintes situações decorrentes de atividades parlamentares específicas, os Deputados têm direito à perceção de abonos para despesas de transporte, alojamento e ajudas de custo, implicando sempre autorização e comprovativo de realização:
a) Deslocações em trabalho político dos eleitos pelos círculos da emigração;
b) Deslocações em representação institucional da Assembleia da República;
c) Deslocações das delegações aos organismos internacionais de que a Assembleia da República faça parte e das demais missões parlamentares ao estrangeiro.
6 – O regime de abonos estabelecido no presente Estatuto é concretizado e complementado por resolução da Assembleia da República e constitui, para todos os efeitos legais, regime especial decorrente da natureza constitucional do mandato parlamentar.
7 – A resolução prevista no número anterior regula igualmente as condições de utilização das viaturas oficiais por Deputados em razão do cargo ou da missão parlamentar.»

 

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Objecção de consciência em Educação?

 

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Face à inenarrável política educativa vigente na Escola Pública, quantas vezes se desejaria poder invocar a prerrogativa do exercício do direito de objecção de consciência?

Os profissionais de Educação, obrigados à execução de inexprimíveis medidas da política educativa, poderão alegar o direito de objecção de consciência, recusando, dessa forma, a prática de determinadas acções, nomeadamente das que colidam com as suas convicções pessoais?

Com frequência, se ouve falar no exercício do direito à objecção de consciência, nomeadamente quando se trata da recusa em cumprir o serviço militar ou em praticar determinados actos médicos, como o aborto, por motivo de interrupção voluntária da gravidez…

Mas a alegação desse direito também será aplicável noutros domínios?

– “O direito à objecção de consciência permite a um cidadão não cumprir determinadas obrigações legais em virtude de convicções de natureza religiosa, moral, humanística ou filosófica.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Tem, primeiro, de tratar-se de um dever que o objector não possa cumprir em virtude de a sua consciência não lho permitir e, segundo, a lei tem de admitir que esse não cumprimento é admissível. Por último, o não cumprimento do dever tem de ser individual e pacífico, não podendo prejudicar gravemente terceiros.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Os objectores de consciência gozam de todos os demais direitos e estão sujeitos a todos os deveres consignados na Constituição e na Lei que não sejam incompatíveis com a condição de objector.” (Fundação Francisco Manuel dos Santos)…

– “Objetor de consciência é uma pessoa que se recusa a cumprir um determinado dever com base em princípios pessoais.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “Na oposição de consciência, o objetor solicita a autorização para não cumprir uma obrigação que vai contra suas convicções, que podem ser de vários tipos: éticas, filosóficas, religiosas e políticas.” (Objetor de Consciência/Significados/ Sociedade/Direito)…

– “A objeção de consciência é fundamentada na ideia de que as pessoas devem ter liberdade para agir de acordo com os princípios que cultivam. Entretanto, ela não pode ser declarada em qualquer situação e os pedidos devem explicar as razões que baseiam a objeção.” (Objetor de Consciência/Significados/Sociedade/Direito)…

Pelas significações anteriores, depreende-se que o conceito de direito à objecção de consciência poderá ser mais vasto e abrangente do que comummente se aceita…

 E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

Quantos invocariam esse direito e em que circunstâncias?

E que motivos poderiam existir para justificar a alegação do direito de objecção de consciência, por parte dos profissionais de Educação?

Que motivos poderiam existir para que um profissional de Educação recusasse cumprir determinado dever, obrigação ou função, tendo por base certas convicções pessoais?

Motivos para se desejar a possibilidade de exercer o direito de objecção de consciência no contexto da Educação haverá, certamente, muitos…

Algumas convicções pessoais de natureza ética, baseadas em determinados Valores Éticos, talvez pudessem justificar a recusa em pactuar com o cumprimento de determinadas ordens, potencialmente opositoras a certos Princípios Éticos:

– Objecção de consciência, contra a mentira e a perversidade institucionais;

– Objecção de consciência, contra o clamoroso roubo de tempo de serviço e contra as gritantes injustiças que inquinam a Carreira Docente;

– Objecção de consciência, contra pressões, intimidações, ameaças e perseguições;

– Objecção de consciência contra o “delito de opinião” e a censura, atentatórios à liberdade de expressão;

– Objecção de consciência contra a tirania, o autoritarismo e as atitudes ditatoriais;

– Objecção de consciência contra o servilismo;

– Objecção de consciência contra a propaganda e determinados ideários;

– Objecção de consciência contra o medo, a repressão e o assédio moral;

– Objecção de consciência contra o engano e o logro, potenciados pela Escola Pública;

– Objecção de consciência contra a deterioração da Escola Pública e contra a incapacidade de aceitar a Democracia e de a praticar…

Imagine-se o putativo cenário de uma “grandiosa invasão” dos serviços do Ministério da Educação com pedidos de autorização para o exercício do direito de objecção de consciência…

Não sendo Jurista, fica a questão:

E se, em Educação, fosse possível invocar o direito de objecção de consciência?

 (Paula Dias)

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As FAQ Não Fazem Lei

… e qualquer jurista sabe isso.

 

Decreto-Lei n.º 74/2023 de 25 de agosto

 

Artigo 2.º

Âmbito subjetivo de aplicação

1 — O presente decreto -lei aplica-se aos docentes que preencham cumulativamente os seguintes requisitos:

a) Exerçam funções docentes ou legalmente equiparadas desde o ano 2005 -2006;

b) Tenham sido abrangidos, durante o exercício dessas funções, pelo regime de suspensão da contagem do tempo de serviço para efeitos de promoção ou progressão nas respetivas carreiras e categorias, que vigorou entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017.

 

No caso da alínea b) do artigo 2.º do Decreto-Lei 74/2023 são considerados  como abrangidos os docentes que trabalharam entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017.

Em nenhum caso refere que os horários tenham de ser completos, pelo que partindo do princípio que alguém trabalhou num horário anual dentro desse período em horário incompleto, também prestou serviço ininterrupto  entre 1 de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017, mas não tem 2557 dias de serviço como obriga a FAQ da DGAE.

 

5. Quais as condições para o preenchimento do requisito previsto na alínea b) do n.º 1 do artigo 2.º?

Preenchem o requisito os docentes que tenham prestado serviço efetivo, ininterruptamente, no período compreendido entre 01/01/2011 e 31/12/2017, perfazendo um total de 2557 dias.

 

 

Assim, à primeira vista é abusiva a interpretação que a DGAE faz em considerar a obrigatoriedade do docente ter 2557 dias de serviço nesse período.

Talvez se o Marcelo pudesse ter lido as FAQ ao mesmo tempo que promulgava esta lei a  tivesse mandado para o Tribunal Constitucional, porque para além desta interpretação abusiva existem outras ainda mais gravosas.

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Poligrafo do poligrafo SIC

No comentário semanal do putativo candidato presidencial na SICN, foi mostrada uma tabela com os salários dos profs da OCDE. Nessa tabela, estava escrito que um prof do 3º ciclo com 15 anos de experiência, tem um salário anual de €41000 (!). Será verdade?

Um prof. com esses anos de serviço na carreira atual está no 4º escalão, o que corresponde a um salário anual de €29106 BRUTOS. Portanto, a conclusão do poligrafo popular da noticia SICN é… FALSO! Um docente com esse tempo de serviço NÃO TEM um salário anual de €41000…!
Acresce que só um docente com o dobro do tempo de serviço noticiado (32 anos) é que pode atingir um salário anual de €41000 BRUTOS e que atualmente existem milhares de docentes com o dobro desse tempo de serviço que estão no 4º escalão…! Estão a perder €11000 anuais!…
Pimenta na língua para o comentador-que-quer-ser-presidente-da-república e para o diretor de informação Ricardo Costa, irmão do António Costa, que não repreende os jornalistas por divulgarem fake news como nas redes sociais.

 


Mario Silva

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Perfil do Docente 2021/2022

Perfil do Docente 2021/2022
A DGEEC disponibiliza a publicação de informação estatística oficial “Perfil do Docente 2021/2022”, com indicadores relativos a docentes de todos os níveis de ensino.

Perfil do Docente 2021/2022 [PDF](NOVO)

Principais resultados – Destaque (Flyer) [PDF](NOVO)

 

Deixo em destaque os quadros com a idade média dos docentes das páginas 27 a 29

 

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Perfil do Docente 2021/2022

Perfil do Docente 2021/2022
A DGEEC disponibiliza a publicação de informação estatística oficial “Perfil do Docente 2021/2022”, com indicadores relativos a docentes de todos os níveis de ensino.

Perfil do Docente 2021/2022 [PDF](NOVO)

Principais resultados – Destaque (Flyer) [PDF](NOVO)

 

Deixo em destaque os quadros com a idade média dos docentes das páginas 27 a 29

 

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Espero que o Ministro Oficialize Isto Por Escrito

… e não através das notícias dos jornais. Porque o ano letivo já começou para todos e os alunos do 3.º e do 4.º ano precisam de ter a certeza se vão devolver ou não o manual em condições de reutilização. Ou os alunos vão ter de esperar pelo início do 2.º período para escrever nos manuais, até que seja provado o Orçamento de Estado para 2024?

 

Manuais escolares do 3.º e 4.º anos vão deixar de ser reutilizados

 

A garantia foi dada pelo ministro da Educação, João Costa, em entrevista à revista Visão.

Os manuais escolares do terceiro e quarto anos de escolaridade vão deixar de ser reutilizados.

A garantia foi dada pelo ministro da Educação, João Costa, em entrevista à revista Visão.

Já o Jornal de Notícias avança que a medida vai constar da proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, que o Governo vai entregar à Assembleia da República em outubro.

Deixa assim de ser necessário entregar os livros do 1.º ciclo no final do ano letivo.

No programa dos manuais gratuitos, passa apenas a ser obrigatória a devolução entre o 5.º e o 12.º anos de escolaridade.

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1283 Horários em Concurso Hoje

Porque são muitas as solicitações para saber onde existem horários em concurso e onde faltam professores, deixo aqui a listagem dos 1238 horários em concurso ao dia de hoje por grupo de recrutamento e Distrito.

Educação pré-escolar está no topo do pedido de horários, e porquê? Porque a maioria deles são inferiores a 25 horas e até hoje nunca foi possível concorrer a este grupo na contratação inicial para horários inferiores a 25 horas. Mais um tremendo erro de planeamento do Ministério da Educação, como tantos outros erros.

De seguida os grupos habituais, Português, Matemática e Geografia nos Distritos habituais: Lisboa, Setúbal e Faro.

 

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Mostra Cinema Sem Conflitos 2023 – Açores

“A Mostra Cinema Sem Conflitos, especialmente dirigida a alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário, está de regresso aos Açores!”

Além das já reconhecidas temáticas – ambiente; amor e sexualidade; bullying; dilemas sociais; doença mental; drogas; família; racismo; relações interpessoais; religião e cultura; violência – esta edição pretende ampliar a discussão a novos temas bastante atuais.

 – Entrada livre –  

Datas, locais e reservas  ➡  cinemasemconflitos.pt

À exibição das curtas-metragens, com uma duração total de 45 minutos, seguir-se-á um debate com moderação do professor especialista Paulo Miguel Martins e a psicóloga escolar Cristina Vilaça,  onde os alunos são convidados a interagir e a expressar as suas perspetivas, num diálogo enriquecedor e estimulante.

 

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Um Bom Simulador, Sim Senhor

… aquele que a FENPROF fez.

Não fosse o governo do Pinóquio Sócrates que em 2005 destruiu a carreira docente e que continua agora com o seu adjunto ao leme do país e esta diferença servia bem para dar resposta à crise atual.

 

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A Confirmação do Nada a Receber

A minha pergunta muito clara.

 


Exmos Srs.

Tendo cumprido em 13 de fevereiro de 2021 os 1460 dias de permanência no 4.º escalão, recebi em 1 de junho de 2021 mais 339 dias da recuperação faseada do tempo de serviço. Porque obtive a avaliação de Bom fui integrado nas listas de acesso ao 5.º escalão com efeitos ao dia 1 de janeiro de 2022, na qual obtive vaga de acesso.

Primeira questão: o tempo de serviço de 14 de fevereiro de 2021 a 31 de dezembro de 2021 é recuperado para novo escalão?

Segunda questão: o tempo de serviço do último faseamento (339 dias a 1 de junho de 2021) é recuperado para novo escalão?

Arlindo Ferreira

 

A resposta da DGAE também muito clara e por isso a decisão de seguir para tribunal é a mais certa.

 

Exmo. Senhor Diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio

Dr. Arlindo Ferreira

Relativamente ao supra questionado, informa-se que no caso dos docentes que optaram pela recuperação do tempo de serviço de forma faseada, como é o caso do docente Arlindo Fernando Pereira Ferreira, Nº de Utilizador – 5643774259, e que se encontrou a aguardar vaga, no caso, ao 5.º escalão, o mesmo é contabilizado para efeitos de graduação na lista de acesso ao referido escalão e esgota-se aí, não podendo ser contabilizado para efeitos de progressão, nomeadamente, ao escalão seguinte.

Assim, tendo V. Ex.ª optado pela recuperação do tempo de serviço de forma faseada (DL n.º 65/2019) e tendo integrado a lista de acesso ao 5.º escalão em 2022, na qual obteve vaga a 01/01/2022, é posicionado nessa data no 5.º escalão, com zero dias, tendo que cumprir os requisitos cumulativos do art.º 37.º do ECD, para progressão ao escalão seguinte.

Com os melhores cumprimentos,

Equipa da Carreira Docente

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SIMULADOR DE PROGRESSÃO NA CARREIRA – FENPROF

A FENPROF lançou um simulador que me diz que deveria estar no sétimo escalão  é que a diferença se remuneração a que teria direito é de 501,93€ mensais.

Faz as contas e confirma qual o valor que todos os meses é retirado do teu salário por não ter sido recuperado todo o tempo de serviço que cumpriste.

SIMULADOR 

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Vais fazer greve, esta semana?

Os professores e trabalhadores das escolas iniciam esta segunda-feira uma semana de greve, convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), pela recuperação do tempo de serviço e contra o que dizem ser várias injustiças no setor.

Após os primeiros dias de arranque do ano letivo, cerca de 1,3 milhões de alunos começam esta segunda-feira a primeira semana de aulas, mas alguns poderão encontrar os portões da escola fechados devido à greve de professores e funcionários.

A paralisação, que se vai prolongar até sexta-feira, foi convocada pelo Stop e é a primeira greve com impacto nas atividades letivas do ano 2023/2024, durante o qual os profissionais prometem manter a contestação do ano passado até verem as suas reivindicações respondidas.

Professores e trabalhadores das escolas iniciam hoje uma semana de greve

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Não, o Luís não queria ser professor – João André Costa

 

Não, o Luís queria ser professor. E o Luís admite e confessa: nunca quis nem alguma vez teve na ideia uma carreira no ensino.
Inocente e ingenuamente, o seu sonho era ser biólogo, o próximo Jacques Cousteau e então vocês dizem:
– Jacques o quem?
E num repente as reminiscências da influência francófona ainda presente nos idos de 80 e aquela criança à frente do écran a desbravar oceanos maravilhado com a incomensurabilidade da natureza.
Não era suposto estar aqui a dedicar uma vida, a vida, à escola, como se nada mais fosse importante e às vezes não é.
-Casei com um professor! – diz a cônjuge exasperada de mãos no ar, mãos na cabeça.
Era suposto dedicar a licenciatura ao estudo da etologia, ergo o comportamento animal.
Infelizmente, e diz o Luís infelizmente de propósito, o único comportamento animal foi o seu ao investir os dois anos do tronco comum da Licenciatura em Biologia a faltar às aulas, os apontamentos de bandeja oferecidos pelas madrinhas, as saídas à noite, a boémia ébria e soberba, o grito do Ipiranga pós exames nacionais e 6 anos de estudo intenso, agora sou livre, agora longe, agora eu egoísta em pleno.
Ou então a pura consciência de não querer voltar a casa todos os dias ao fim do dia quando voltar a casa rimava com o abuso emocional de uma madrasta cujas primeiras palavras ao entrar pela porta foram:
– Agora vou-vos ensinar o que é a vida.
Sim, a madrasta ou o clássico misógino dos contos infantis politicamente incorrectos. E de facto, é evidente e o Luís tem de lhe tirar o chapéu, ensinou quando findo os dois primeiros anos do tronco comum e outras tantas noitadas pouco mais tinha para além de uma média de 12 valores, muito aquém quando as candidaturas se fazem em função da nota adquirida e portanto nenhuma vaga disponível no ramo Animal, Marinhos também não, Científico idem idem e a Genética é só para os “crânios”.
Conclusão: a haver vagas só em Ensino, a última escolha, o parente pobre ou o sinal já então óbvio de uma enfermidade sem cura à vista quando ninguém quer ser professor.
O Luís não queria. Mas já ciente da vergonha de passar um ano em casa, vulgo chumbar e o Luís nunca chumbou mais o pontapé no orçamento familiar e a família não merece, o pai não merece e aqui vai o Luís para o ensino.
A mais bela profissão do mundo. Sem aspas.
“Changing pupils’ lives”, disse prontamente quando interpelado sobre um mote para a escola mais o trabalho do dia-a-dia.
Mas foi preciso ir lá para fora. Foi preciso fugir ao desemprego e à desesperança, à vida com a mala às costas, os contractos temporários, os anos transactos sem trabalho, as contas para pagar, as contas por pagar, o olhar de lado de quem se diz amigo ou de sangue quando ser professor é ser um coitado, a degradação da escola pública, os “rankings”, a transição automática de ano, a instabilidade, os professores como bodes expiatórios de sucessivos governos e os malditos sindicatos, as reformas ininterruptas ao sabor dos Ministros da Educação, mais uma volta, mais uma viagem e cá fora tudo diferente e sobejamente partilhado, o reconhecimento, as horas passadas na escola em nome de crianças cujo verbo é rejeição e à procura de serem rejeitadas uma e outra vez e não são porque o Luís não se vai embora e o Luís não vai para lado nenhum, o Luís é um professor e os professores não desistem: “we change pupils’ lives”.
Vinte anos depois não é a sequela de “Os três mosqueteiros”, é a realidade bem presente e o sucesso governativo de mais de quatro décadas a denegrir a educação pública e o sonho fundamental de Abril numa vida melhor para os filhos.
Agora e até 2030 serão precisos mais 30000 professores e quem o diz é o Ministério. Curiosamente, e ironia do destino, os mesmos 30000 professores de há vinte anos e na altura o desemprego, o Luís no desemprego e tantos amigos e colegas também, entretanto empregados, distantes e de carreiras assentes e sem intenção de regressar. Mas abertos a propostas e aqui este convite, Sr. Ministro, para nos sentarmos à mesa e conversar.

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A fuga antes da implosão de um sindicato

Já se apela  “para que ninguém abandone o sindicato”.

Como podem os professores confiar num sindicato que internamente convulsiona com lutas de poder. Se as cúpulas não se entendem, como poderão os professores assistir sentados?

A organização interna de um sindicato diz muito daquilo que podem fazer pelos seus associados. Se a organização interna é posta em causa pelos membros da direção, os associados fogem, porque deixam de acreditar na organização externa da luta.

Houve um ministro que prometeu implodir o ME, agora parece haver uma tentativa de implosão de um sindicato.
Entre emails e reuniões, a coisa parece ir no caminho certo.

Há quem diga que os ratos são os primeiros a abandonar o navio, mas todos sabem que quem se deixa para último morre afogado.

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