Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…
Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.
O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.
Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior
Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…




29 comentários
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Antes de serem professores e antes de serem pais, não sabiam o futuro que lhes estava reservado e com o qual se comprometeram quando escolheram ser professores?!
É exatamente igual quando vem com o choradinho do mal que as greves fazem aos seus filhos 🙄
Não!
Qual futuro?
O de trabalhar 14 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados? Não, não sabiamos. Ninguém sabia, porque isso não acontecia. até porque não pode acontecer, porque é desumano e estupidificante.
Será que alguém pode escrever algo assim?
Será mesmo possivel alguém pensar assim?
É exatamente igual quando vem com o choradinho do mal que as greves fazem aos seus filhos 🙄
É efetivamente um problema. Será que um professor não terá direito a estabilidade familiar? São anos a fio até a atingir, valerá a pena? A que custo? Como solução que minimizaria o problema proponho a discriminação positiva- o regresso da preferência conjugal (os sindicatos deveriam debater-se por esta questão).
Quanto a alguns dos comentários acima apenas refiro que um dos aspetos que tornam o professor melhor profissional é exatamente o seu poder empático.
“Antes de serem professores e antes de serem pais, não sabiam o futuro que lhes estava reservado e com o qual se comprometeram quando escolheram ser professores?!” Não é por um problema estar sem solução há muito que o mesmo deve permanecer sem a sua devida resolução. E não, não deveria ser uma premissa.
É por causa desta carreira que abracei com a minha esposa que só temos uma filha…
Entretanto ninguém fala da gravíssima quebra de natalidade… o futuro é, cada vez mais, uma incógnita.
Disso ninguém fala.
Acham mesmo que um professor que trabalha 12 horas por dia, na realidade (porque vai para casa trabalhar no “2.º turno”), tem tempo para ter filhos, ou uma família sequer?
Isto é um nojo de profissão!
A maioria dos comentários neste blog estão relacionados com as parvoíces que o Tavares/Karamba e outros dizem por aqui. Isto interessa a quem Arlindo?
Sou professor apesar da dificuldade da profissão, muitos estão a lecionar longe porque concorreram para lá com o objetivo de efetivar ou ganhar tempo de serviço, no entanto são opções de vida se os colegas não se sentem bem mudem de profissão ou trabalhem nos privados. No meu caso sou contratado por opção porque só aceito trabalho a menos de 50 km de casa, por causa disso sou contratado. Com muito esforço fiz outro curso superior , recentemente aceito horário incompletos e trabalho a tempo parcial noutra área muitas vezes ao sábado e depois das 18 horas. Com muito sacrificio consigo um bom salário com esses dois empregos . Quem aceita fazer esse esforço? Mesmo sendo injusto procuro sempre alternativas no caso um emprego noutra áera. Sinceramente choradinhos e de filhos como arma de arremesso acho um exagero quem não está bem procura alternativas ou concorre apenas para perto . Aparecer na TV a chorar quando concorreram ao lugar com o objetivo de efetivar, assando à frente de muitos que continuam contratados porque só aceitam horários na norte, dá pessima imagem.
O grande problema não está em trabalhar longe.
Estar longe das famílias é parte do problema mas, na verdade, para a maioria, se tivessem um vencimento 3 ou 4 vezes superior (como muitos emigrantes e profissionais de outros setores) essa questão passaria um mal menor.
Os professores não sugerem um salário que permita trabalhar longe de casa. Nem mesmo os que estão no topo da carreira. Essa é que é a verdadeira questão. Esse é que é o problema. E vai continuar pelo menos mais umas décadas.
Não há pachorra para tanta lamentação, e os (i) /(e)migrantes, que tem de deixar a família para trás para singraren na vida e quando alcançam esse desiderato, reunem-se a família
Ou então casem com a Pátria como fez o Prof. Salazar???!!!
Vai à merda Tavares, maria, António e outras merdas de nomes que aqui adotas.
És um nojo!
Mas será possível que temos de levar com o energúmeno do costume, Tavares, Karamba, maria e outros nicks, cada vez que vimos aqui?
Mas este estúpido nojento não tem cida própria?!
Vai trabalhar, bácoro!
vida
Outra vez o choradinho dos filhos. Passam a vida neste registo de lamentação interminável. Sinceramente, já não há paciência. Enfim…
Ó Luluzinha vai mas dar banho ao cão.
Não deves ter filhos porque se os tivesses não falavas assim.
Tu e o karamba &companhia sois uma dupla imbatível. Tem vergonha tu só serves para fazer as atas porque tens a mania queo teu léxico é melhor do que o dos restantes.
Uma excelente resposta a alguém que apenas manda postas de pescada sem sentido.
Estou completamente solidária com a luta dos professores. Não sou professora. Os professores antes de mais são seres humanos, que também têm direito a ter um curso normal de vida como qualquer outro. Para quem está farto do ” choradinho ” Paciência…. os professores também são vítimas da má educação de muitos educandos e respectivos encarregados de educação. Porque o saber ser e o saber estar aprende-se em casa e não na escola. Um pouco de respeito por estes profissionais ñ custa nada.
A questão da deslocação da residência é uma falácia. Há 35 anos, com um filho de 4 anos, fui deslocado 300 km, e não vinha todos os fins de semana. A deslocação da residência poderá ser uma consequência do concurso, com o qual concordo, nacional. As vagas e classificação determinam a sequência nas colocações.
Com 33 anos de serviço continuo longe de casa, por estar no quadro de zona norte. Arrependo-me de não ter esperado demasiado tempo para constituir família na esperança de ficar perto de casa. Deveria ter arriscado a efetivar numa escola e ter largado a minha terra natal. Somos portugueses, sempre prontos a largar tudo para partir para fora, mas cá dentro não temos coragem de começar do zero noutra região.
Também nos retiram o direito de sonhar com uma promessa de beijos e dois ou quatro braços à nossa espera no fim de um dia de trabalho?