“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”

Professores em monodocência queixam-se do agravar das desigualdades em relação aos colegas de outros níveis de ensino. Garantem que já recorreram a todas as instâncias e têm propostas concretas para minimizar essas diferenças, mas têm esbarrado com uma barreira de silêncio

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que os outros colegas”. Sem respostas, educadores de infância e professores do 1.º ciclo querem ser ouvidos pelo Governo

Paula Costa Gomes tem 59 anos e quase 40 anos de serviço como educadora de infância. Se as regras do jogo não tivessem mudado, já estaria reformada, uma vez que, até 2005, os professores em monodocência (únicos responsáveis por uma turma) beneficiavam de um regime especial de aposentações e podiam reformar-se mais cedo. Era uma forma de compensar as desigualdades que garantem prejudicar os educadores de infância e os professores do primeiro ciclo em relação aos colegas de outros níveis de ensino.

“Trabalhamos o equivalente a cerca de 11 anos letivos a mais do que colegas de outros ciclos. Temos 25 horas letivas semanais até aos 60 anos, sem redução”, queixa-se Paula Costa Gomes, uma das porta-vozes do movimento cívico Movimento de Professores em Monodocência.

É que além de terem mais horas de componente letiva, o tempo é contado precisamente em horas. São 25 horas, que dão um total de 1500 minutos em sala de aula. No caso dos professores do 2.º e 3.º ciclos e secundário, o tempo letivo é contado de maneira diferente: são 1100 minutos (24 unidades de 45 minutos ou 22 unidades de 50 minutos). Há uma diferença de 400 minutos de trabalho letivo, com os alunos em sala, excluindo todo o trabalho de preparação das aulas e de correção de testes, por exemplo.

Além disso, todos os professores têm direito à redução de horário da componente letiva, a partir dos 50 anos. Mas o artigo 79 do estatuto da Carreira docente não é aplicado da mesma forma para os professores em monodocência: “Podemos usufruir da redução dois anos, um aos 25 e outro aos 30 anos de serviço, antes dos 60 anos. Após os 60 anos, podemos ter redução de cinco horas.” Os outros professores podem requerer a redução da componente letiva em dois tempos, assim que atingirem os 50 anos de idade. Basta para isso terem 15 anos de serviço, mais dois tempos aos 55 anos e mais quatro aos 60 anos.

“Desempenhamos todos cargos, participamos nas mesmas estruturas, somos diretores de turma por inerência, já que somos os únicos responsáveis pela turma, exercemos cargos de coordenação, sempre sem redução de horários de componente letiva”, sublinha Paula Costa Gomes.

Criaram, por isso, uma petição que defenderam na Comissão de Educação do Parlamento, em janeiro de 2023. Enviaram para “todas as entidades possíveis” um pedido de revisão da inconstitucionalidade da lei, mas, até agora, não tiveram qualquer resposta positiva às suas reivindicações. “O presidente empurra para o primeiro-ministro, o primeiro-ministro empurra para o ministro, que não tem competência para pedir a revisão da inconstitucionalidade da lei”, queixa-se a educadora de infância numa escola de Beja.

Pediram agora uma nova audiência ao Ministro da Educação, João Costa, para apresentar propostas concretas para “colmatar as desigualdades”. Querem um regime de aposentação diferenciada, aposentação aos 60, sem penalização e uma alteração ao artigo 79 do estatuto da carreira docente, que reduz a componente letiva em função da idade e que essa aplicação seja feita “sem alíneas discriminatórias, igual para todos”. Aguardam por uma resposta do ministro para serem ouvidos. Resposta essa que teima em não chegar.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/09/trabalhamos-o-equivalente-a-cerca-de-11-anos-letivos-a-mais-do-que-os-outros-colegas/

50 comentários

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    • maria on 22 de Setembro de 2023 at 14:10
    • Responder

    Colegas ? ! Uma professora primária ” colega ” de um Professor de Liceu ?!! Desde quando?

    Que tem a ver uma coisa com a outra – habilitações, “conteúdo funcional ” e por aí fora ? Arre! É preciso ser muiita primário !!

      • A Maria não é minha colega on 23 de Setembro de 2023 at 0:37
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Por exemplo, eu sou Professor do 1° Ciclo, Mestre em Ciências da Educação e Doutor em Educação. Também não percebo como é que um Professor do Liceu Licenciado pode ser meu colega.

        • João on 23 de Setembro de 2023 at 8:09
        • Responder

        Bom dia. Se nem a tabuada ensina, e sem demérito pela sua formação académica, para que serve tanto título?
        Certamente não quererá dizer que quem o ensinou, e não era tão letrado, foi um ignorante e o que lhe ensinou de nada serviu.
        Sei muito bem como funcionam os tais mestrados e doutoramentos e o que lá se não aprende. Aliás, estivesse num país a sério, nem na mesma carreira dos tais professores de liceu estava. Os professores ensinam todos, mas não ensinam todos as mesmas coisas. Parabéns pelos seus títulos académicos, que não passam disso. Certamente que não fará nada de diferente daqueles seus colegas do seu ciclo cujas tão imprescindíveis habilitações, quais as suas, não possuem. A pergunta é a seguinte: de que lhe servem tais títulos se os meninos que ensina não usufruem de nada disso?

          • Será que o João é meu colega? on 23 de Setembro de 2023 at 17:07

          Das suas palavras, pode-se depreender que nunca os obteve. O título não é mais do que um reconhecimento da procura por conhecimento. Qualquer docente que os tem teve de estudar conhecimento existente, testar novas ideias no terreno e com isto, criar novo conhecimento. Fazer investigação, partilhar e receber experiências de colegas nacionais e estrangeiros, conhecer métodos de ensino passados, atuais e em estudo para o futuro, cá e além fronteiras. Perceber porque nasceram esses métodos, saber onde falham, descobrir onde podem ser melhorados. Conhecer a psicologia infantil, perceber quais as melhores maneiras que permitem tirar o melhor rendimento de uma criança ou de um jovem… No fundo, qualquer aluno usufrui da procura de conhecimento do seu professor. Mas não irei maçar mais alguém que “sabe muito bem como funcionam os mestrados e os doutoramentos”.

        • João on 23 de Setembro de 2023 at 21:08
        • Responder

        Caro professor. Alguns professores dos mestrados e dos doutoramentos deixam tudo a desejar. E olhe que sei muito bem do que falo. Não há Nada que me ensinassem, a começar pelo tratamento profissional e a terminar no seu próprio conhecimento. Diria mesmo uma pobreza. Perfil para isso é o que menos têm. De resto, em teoria, tudo é em prole do conhecimento e da mudança que, com ele, operaríamos nos alunos. Na prática, tudo é igual a zero, infelizmente.

        • João on 23 de Setembro de 2023 at 21:18
        • Responder

        Caro professor. Apesar de não ser seu colega, a nível pessoal percebo perfeitamente que os títulos o deixem cheio de si. Já a nível profissional, para o trabalho que tem de fazer, entendo que a utilidade será nula. Terá muito conhecimento, mas nada pode fazer com ele no sentido de fazer melhor que os seus colegas. Mas, entendo que fez muito bem em interessar-se e frequentar de novo a Universidade. Parabéns.

    • Prof on 22 de Setembro de 2023 at 14:27
    • Responder

    Ó seu enorme( como se diz na minha terra)), muitos dos docentes do grupo 110 têm tantas ou mais habilitações do que os professores do ensino secundário ( e não liceu).
    A minha formação base é o 1.°CEB, depois disso tirei um mestrado em ciências da educação na Universidade do Minho e um doutoramento em ensino e divulgação das ciências na FCUP.
    Por isso não fale do que não sabe.
    Sou e continuarei a ser PROFESSORA PRIMÁRIA.

      • Curiosidade on 23 de Setembro de 2023 at 20:43
      • Responder

      E para que lhe serve o mestrado ou doutoramento como professora primária?
      Em termos pessoais percebe-se, mas em termos profissionais…

        • Maria on 29 de Setembro de 2023 at 22:15
        • Responder

        É preciso ser muito parvo para pensar assim!
        E sou professora do secundário!!!
        Professores do 1 ciclo e educadores de infância…estou com vocês!

    • Bomsenso on 22 de Setembro de 2023 at 14:39
    • Responder

    Comparar o trabalho das Educadoras e das docentes do 1º ciclo com o trabalho dos docentes do 2º até ao Secundário é porque não têm mesmo consciência do desgaste psicológico derivado a “suportar” a indisciplina de determinadas turmas e alunos nesses ciclos!! Estes últimos é que deveriam ter possibilidade de se reformar mais cedo tendo em conta a fadiga mental que advém de serem obrigados a confrontarem-se repetitivamente com a indisciplina reinante sendo que até é perigoso Ensinar em determinadas Escolas! E quanto à redução de horário mais uma outra desigualdade ! É INDIGNO!! Quando são efetivos e têm mais de 50 anos, estes têm direito a redução de horário e os contratados com mais de 50 anos porque não têm esse direito se fazem o mesmo trabalho??

      • Mau Senso on 23 de Setembro de 2023 at 2:09
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Não podemos comparar o trabalho das educadoras e das docentes do 1º ciclo com o trabalho dos docentes do 2º até ao secundário. Por exemplo, o desgaste físico que as educadoras de infância com mais de 60 anos têm ao carregar as crianças ao colo é muito menor que o desgaste físico que os docentes do 2º ciclo têm ao carregar as suas crianças ao colo. As crianças do 2º ciclo são muito mais pesadas. E quando as crianças do 2º ciclo choram? Elas choram mais alto porque são maiores. Já para não falar de quando as crianças do 2º ciclo fazem xixi e cocó nas cuecas. Como são maiores, fazem muito mais quantidade. Finalmente, uma coisa boa, as crianças do 2º ciclo, como são maiores, os docentes do 2º ciclo têm mais facilidade em ensinar as crianças a ler do que os docentes de 1º ciclo.

    • ulme on 22 de Setembro de 2023 at 14:41
    • Responder

    mas as educadoras e profs primarios estao sempre a comparar-se com os outros colegas pq?

    tem todo o direito a reclamar, mas fazer comparacoes com outros ciclos?
    se querem fazer comparacoes comparem TUDO

    comparem exigencia de atualizacao dos conteudos, exigencia das varias materias lecionadas, etc…

      • emlu on 23 de Setembro de 2023 at 2:28
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Vamos comparar TUDO. Por exemplo, eu sou Professor do 1º Ciclo, Mestre em Ciências da Educação e Doutorado em Educação. Sinto que os meus colegas do 2º Ciclo ao Secundário que tiraram a Licenciatura e que nunca mais voltaram a uma faculdade têm tido uma muito maior atualização de conteúdos em relação a mim.

        • JT on 23 de Setembro de 2023 at 20:46
        • Responder

        Comparar tudo implica ter conhecimento de tudo.
        Você arroga-se conhecedor da realidade do 2.º, 3.º ciclo e secudário, sem nunca lá ter dado aulas.
        O mesmo se passa com quem se compara consigo.
        Que tal comparar-se a si próprio e deixar os outros?
        Ganhe juízo e tenha humildade, sr. doutor mestre e sei lá o quê.

    • ulme on 22 de Setembro de 2023 at 14:42
    • Responder

    grau de indisciplina nas salas etc…

    • All on 22 de Setembro de 2023 at 16:15
    • Responder

    Então, quando os senhores professores ingressaram no 1.º Ciclo já não sabiam que essas eram as regras?
    Feio ter inveja dos outros ciclos de ensino! Se têm habilitações para o 2.º/3.º Ciclos e Ensino Secundário, então concorram a esses Ciclos! A monodocência é assim.
    E olhem que até defendo que se acabe com a monodocência nalguns aspetos, pois temos professores que não estão minimamente preparados para o ensino da Matemática no 1.º ciclo neste momento. Muitos nem Matemática tinham no Secundário quando estudaram. Devia fazer-se como o Inglês em que há um Grupo de Recrutamento (120) específico.
    Que eu saiba quem lecionava secundário (há muitos anos) tinha 20 tempos letivos, etc. E isso tb mudou. Hoje também temos 1100 minutos, mais 150 de TE. Ou acham que planificar para diferentes turmas e níveis de ensino é a mesma coisa que preparar apenas para uma turma de um nível. Exceção quando temos vários anos na mesma turma do 1.º ciclo!
    Haja Paciência.

      • Jose Santos on 22 de Setembro de 2023 at 17:50
      • Responder

      Já vi que está muito mal informado. Fala do que não sabe.

      • Maria on 24 de Setembro de 2023 at 9:16
      • Responder

      Na “mouche”. Subscrevo. Decorrar a anualmente mais de 200 nomes e apelidos desde já, não tem por certo o mesmo desgaste que os colegas do 1 ciclo.

        • Maria on 24 de Setembro de 2023 at 9:21
        • Responder

        Decorar

    • LB on 22 de Setembro de 2023 at 16:27
    • Responder

    Como é possível comparar o incomparável!!!
    O trabalho de um professor do 1º ciclo com o trabalho/pressão de um professor do secundário que tem de preparar os alunos para os Exames Nacionais, por forma a que estes consigam as médias elevadíssimas que lhes estão a ser exigidas para ingressarem em determinados cursos! É caso para dizer: cada macaco no seu galho…

    • Luluzinha! on 22 de Setembro de 2023 at 16:41
    • Responder

    Esta imbecil tendência para tudo nivelar! Não se pode comparar o 1º ciclo de ensino com complexidade dos níveis de ensino do 3º ciclo e secundário. É de quem não tem mesmo a mínima noção da realidade! Enfim…

      • Luluzinha! on 22 de Setembro de 2023 at 18:21
      • Responder

      *com a complexidade…

      • De acordo com a Luluzinha on 23 de Setembro de 2023 at 2:45
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Não se pode comparar o 1º ciclo de ensino com a complexidade dos níveis de ensino do 3º ciclo e secundário. Por exemplo, Eu sou professor do 1º ciclo, mestre em ciências da educação, doutorado em educação e docente numa ESE. A complexidade do nível de ensino que ministro aos meus alunos, que serão futuros professores, não tem nada a ver com a complexidade que os docentes do 3º ciclo e secundário ministram aos seus alunos. Não há mesmo a mínima noção da realidade.

        • JT on 23 de Setembro de 2023 at 20:47
        • Responder

        Por isso é que defendo que pessoas como o sr. não deviam ganhar o que ganham. E os outros que estão “abaixo” de si deviam ganhar muito mais.
        Comece a partilhar o seu ordenado com os restantes, doutor mestre coiso.

          • TJ on 24 de Setembro de 2023 at 1:04

          Se deseja ganhar o mesmo… estude.

    • Amélia Rodrigues on 22 de Setembro de 2023 at 16:44
    • Responder

    Quantos alunos tem, por ano, um professor do ensino secundário, do segundo ou do primeiro ciclo? No final da carreira, quantos milhares são? Quantas horas de pesquisa, de atualizações?
    Comparemos o que é comparável! De resto, respeitemo-nos!

      • Apoiante da Amélia Rodrigues on 23 de Setembro de 2023 at 2:55
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Por exemplo, sendo eu professor do 1º ciclo, mestre em ciências da educação, doutorado em educação e docente numa ESE, nem imagina as horas de pesquisa e de atualizações que eu tenho tido, comparado com colegas meus do ensino secundário ou do segundo ciclo que, após terem acabado o curso, nunca mais voltaram a estudar numa faculdade. Comparemos o que é comparável!

    • Joana on 22 de Setembro de 2023 at 16:56
    • Responder

    O que é mesmo grave é que, para além da complexidade dos conteúdos do ensino secundário, a suposta componente não letiva seja ocupada em aulas de substituição e em apoios. E eu pergunto, que raio de redução da componente letiva é esta?

    • PFonseca on 22 de Setembro de 2023 at 17:28
    • Responder

    Acho muito injusto a forma como os/as colegas do 1º ciclo são tratados/as.
    Depois dos pais, são as pessoas mais importantes na vida das crianças.
    Muito mais importantes que os professores que se lhe seguem.
    Por isso mereciam tudo e muito mais.
    A professora que mais me marcou foi a minha professora da primária.
    Já fiz a 4ªclasse á mais de 43 anos e ainda me recordo dela com carinho.
    Foi quem me ensinou a ler, a escrever e a fazer contas, ás vezes com uns “bolos”, réguadas pelo meio.

      • Cândida on 22 de Setembro de 2023 at 18:08
      • Responder

      Escreve-se “… há mais de 43 anos…”

      • Eduardo Silva on 22 de Setembro de 2023 at 23:04
      • Responder

      Deve escrever-se às vezes. Ás, só se for de um baralho de cartas, por exemplo.

      • Fernandes M on 23 de Setembro de 2023 at 8:25
      • Responder

      Não marcou muito bem. Escreveu com erros de português.

    • Miguel Ribeiro on 22 de Setembro de 2023 at 18:17
    • Responder

    “São 25 horas, que dão um total de 1500 minutos em sala de aula.”
    Se formos corretos, diremos “em sala de aula e do tempo de intervalo”, e este equivale a cerca de 2 horas e meia!!!
    Não haverá forma de equilibrar a balança. Aliás, dentro do mesmo ciclo, professores de disciplinas diferentes têm sortes diferentes; e mesmo professores de disciplinas iguais têm as vidas diferentes, pois as turmas assim o obrigam.
    Haja diversidade e “pilim” ao fim do mês! No resto… “assobia para o lado”!

    • Maria on 22 de Setembro de 2023 at 18:51
    • Responder

    Ei tenho a mesma idade e o mesmo tempo de serviço e sou do secundário…porque é que trabalha mais 11 anos do que eu? Não sabe fazer contas? Este é o unico pais da europa, que eu conheça, onde os professores primários e educadores são a mesma carreira e ganham o mesmo…não falo em quem é nais importante no ensino, porque isso não faz sentido, mas que são formações e trabalhos diferentes, isso não há duvida. .. e estar sempre a reclamar de barriga cheia fica mal , mesmo muito mal e revela muito do espirito de quem reclama.

    • Alexandre Silva on 22 de Setembro de 2023 at 20:16
    • Responder

    Maria e Lulu
    Como estou feliz por nenhum dos meus filhos não vos ter como professoras! Vós sois do mais sujo e vergonhoso que existe. O tal “professor caramba ” é absolutamente fantástico comparado convosco. Um chegano é uma pessoa cheia de aprumo comparado com tanta miséria humana que vós representais.

      • Ser secundário nunca será o mais importante on 22 de Setembro de 2023 at 21:08
      • Responder

      Nas próximas greves e manifestações venham pedir união entre os docentes mas lembrem-se destes comentários os quais, no fundo, são representativos da opinião generalizada. Assim não vão onde. Aliás, não vão à lado nenhum, cambada de imbecis que só têm o que merecem. Os Costas divertem-se com uma classe profissional em que cada um tem “o nariz mais empinado do que o outro”. Arrogantes vaidosos,

        • LB on 22 de Setembro de 2023 at 22:57
        • Responder

        Caro Alexandre e secundário, dor de cotovelo é tão feio!!!
        O trabalho de um professor do primeiro ciclo é muito importante, não é isto que está em causa. O que não é aceitável é considerarem que estão a ser prejudicados quando se comparam com os professores dos 2º,3º ciclos e secundário.
        Sr. Alexandre Silva, não faça juízos de valor e comentários insultuosos sobre pessoas/professores que não conhece. É essa a educação que dá aos seus filhos!!! O facto de gostar de ler os comentários do ” professor Karamba”já diz muito acerca da sua essência. E não se esqueça que ele é um dos que critica com veemência ” os professores da tanga”… a quem será que ele se refere?!!!

    • naopodemcuspirnopratoondecomem on 22 de Setembro de 2023 at 20:41
    • Responder

    E quantas turmas tem as professoras primárias?! 8, 9, 10 turmas ?!!… Ah…é só uma?! Calem-se…

    • Moi on 22 de Setembro de 2023 at 22:09
    • Responder

    Este choradinho já enjoa e sí serve para desvalorizar, ainda mais, o trabalho dos professores, que não pode ser medido em número de horas semanais na escola. Um dos grandes erros dos governos foi o de andarem sempre a reboque dos choradinhos destes profissionais, talvez porque o Nogueira é do 1.º ciclo, e terem unificado a carreira.
    Os educadores e professores do 1.º ciclo trabalham com uma turma com 25 crianças pequenas, em regra, de um único ano escolaridade. Os restantes, lecionam várias turmas de níveis diferentes. Eu já cheguei a ter 10 turmas de 3 níveis diferentes do 3.º ciclo e secundário. Se fizermos as contas são mais de 250 alunos adolescentes, muitos com graves problemas de comportamento. Acrescem as direções de turma, tutorias, projetos e montes de burocracias.
    Quanto à formação científica é só comparar: eu tenho uma licenciatura de 5 anos, na área das ciências, numa universidade de Lisboa mais um curso de profissionalização em serviço; os professores do 1.º ciclo da minha idade têm o Magistério Primário (11.º ano) mais um curso de um ano de complemento de formação, tirado numa escoila superior de educação, que lhes confere uma licenciatura para efeitos profissionais.
    Há anos que as horas de redução do artigo 79.º são cumpridas na escola, a trabalhar com alunos (apoios, clubes, etc.), o que implica que, quanto mais horas de redução um professor tem, mais tempo tem de estar a trabalhar na escola.

      • Je on 23 de Setembro de 2023 at 3:41
      • Responder

      Concordo inteiramente consigo. Posso dar o meu exemplo: já tive uma turma com crianças do 1° ano ao 4° ano. Portanto, 4 anos diferentes, durante 5 horas diárias, 4 fichas diferentes por hora, 4 planificações por semana e um só quadro, dividido em 4, para dar matéria para os 4 anos. Mas isto não se compara com 4 horas de aulas diárias, em que cada hora se dá a 1 ano do 3° ciclo e secundário. Esta última situação é muito mais difícil. Comparando a formação científica, eu tive 4 anos de licenciatura, 3 anos de mestrado e 4 anos de doutoramento. Portanto, a sua formação científica foi muito mais difícil do que a minha.

        • Ich on 23 de Setembro de 2023 at 8:20
        • Responder

        Mon Cher Je, que pena tanta formação para dividir o quadro em 4. Menos. Dificuldades terão todos os professores. A questão é se faz bem o seu trabalho. As antigas mestras sabiam muito do que ensinavam e nunca estudaram tanto. O que aproveitam os seus alunos de tamanha sabedoria sua? Essa é a questão. É por vocação? Parabéns. Mas olhe para o lado.

          • Moi on 23 de Setembro de 2023 at 18:45

          Não perceboa necessidade de fazer um mestrado e um doutoramento, provavelmente em ciências da educação, para lecionar ao 1.º ciclo. Deve ter sido para encurtar o tempo entre escalões. Queixam-se da sobrecarga de trabalho, mas depois têm tempo para fazerem estas formações! Quem tem 3 e 4 níveis, no 3.º ciclo e secundário, não tem tempo para tal!
          Quanto aos níveis, a grande maioria dos professores do 1.º ciclo leciona uma turma e um nível. Os probelasm disciplinares quase não existem e a carga burocrática muito menor. Imagine ser DT de uma turma dos cursos profissionais em que abundam as faltas e as participações disciplinares.
          Parem mas é de olhar para o vosso umbigo.

    • Eduardo Silva on 22 de Setembro de 2023 at 23:11
    • Responder

    Caro senhor Moi, parabéns pela sua lucidez e educação. Expôs muito bem a realidade. Bem haja. Sucinto, claro e pertinente. Assim fossem todos. 👍

    • Eduardo Silva on 22 de Setembro de 2023 at 23:13
    • Responder

    Disse sr Moi, mas, se for uma senhora, mantenho tudo o que escrevi. 👍

    • Semprealerta on 23 de Setembro de 2023 at 9:28
    • Responder

    Que vergonha. É por estas e por outras que a classe docente não saiu nem sairá da cepa torta.
    Tenham vergonha e abstenham-se de comentários deste tipo. Cada um só olhar para o seu umbigo e pisa o mais que pode o colega do lado.
    A lei pode estar mal feita como tantas outras neste país, mas é a lei que temos. São tantas as injustiças contra a classe docente e vêm para aqui fazer comentário que só vos deviam envergonhar.
    Ninguém é melhor do que ninguém. Todos são importantes e todos são precisos. O importante é que cada um faça o seu trabalho e que o faça bem feito.

      • Moi on 23 de Setembro de 2023 at 18:57
      • Responder

      Concordo que todos são importantes. Por isso, é que não suporto o constante “olhar de cima” dos professores do 1.º ciclo e dos educadores, com queixinhas absurdas, que só deixam a classe ficar mal! É o calendário escolar que tem mais duas semanas porque não têm exames nem provas finais, quando, a maioria, depois da avaliação dos alunos, entra de “férias” porque não têm serviço de exames nem os outros milhentos serviços burocráticos que os restantes professores têm de fazer em julho. Depois, é porque têm 25 horas semanais e os outros têm 22. Porque será? E agora são as horas do art.º 79.º convertidas em anos!!

    • Alexandre Silva on 23 de Setembro de 2023 at 9:45
    • Responder

    Caro LB
    Antes de fazer juízos de valor, leia os comentários absolutamente insultuosos da dita maria sobre colegas dos ditos ciclos “menores” e verificará quem insulta quem.

    • José Carlos Campos on 23 de Setembro de 2023 at 15:46
    • Responder

    Estou a aguardar a aposentação e é com enorme desgosto, que continuo a constatar, que sempre que os professores monodocentes reivindicam aquilo que entendem como equitativo e justo para o seu grupo de docência, vejam os seus pares de outros níveis de ensino e educação a reagirem de uma forma tão negativa, sectária e discriminatória.
    Sem entrar em mais polémicas estéreis, só gostaria de clarificar que as educadoras de infância e os professores do 1º ciclo nunca puseram em causa os direitos dos seus colegas de outros níveis e, somente, lutam por aquilo que entendem justo.
    Sem a união de todos os docentes esta classe não chega a lado algum.

    • Ana on 23 de Setembro de 2023 at 23:40
    • Responder

    Ter de aulas no básico e secundário é demasiado exigente, por tudo supracitado.Ter várias turmas é diferente de ter uma.Chega-se a ter centena e tal elementos numa turma com co.portamentos diferentes e com implementação de estratégias completamente diferentes.Nestes níveis, os alunos estão na adolescência.Lidar com adolescentes exige um esforço hiper.Os programas , os manuais são diferentes e carecem de uma preparação constante e exigente.Depois a varkedades de níveis que um professor do ensino básico e secundário dá podem ser 6 , mais profissionais , efas etc.
    E PARA A MALTA DO PRIMEIRO CICLO FICAR MAIS ESCLARECIDA ,,a redução das horas leti as converte-se em horas não letivas que tem de cumprir na escola a dar apoios , na bi bioteca , em substituições.E a correção de exames?
    Nem concordo com a carreira única.A ser assim , os professores do secu ndário poderiam ser atre

    • João 0rnelas on 24 de Setembro de 2023 at 19:09
    • Responder

    Se os Prmários estão tão mal e têm tanta habilitação, concorram ao Secundário
    ( é o concorres! )

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