Maio 2023 archive

É urgente trazer adultos à sala – Santana Castilho

 

O último número teatral de António Costa foi uma rasteira palaciana, que nada teve de corajosa. Na senda do seu costumado jeito, serviu-lhe para desviar as atenções dos desastres da governação e mostrar que mentir compensa. Em 2001, António Guterres demitiu-se para evitar o pântano político. Em 2023, António Costa mergulhou definitivamente no pântano que criou.
É neste quadro pantanoso que desmontar as incongruências indizíveis da degradação a que se chegou na Educação não será tarefa simples. Mas clama, urgentemente, por adultos na sala. Olhemos para as mais recentes:
– A prova de aferição de Expressão Artística do 2º ano pediu a alunos de 7/8 anos para criarem uma escultura em pé com uma folha de papel e para imitarem o movimento e o som de uma minhoca e de um sapo cego. Sim, leu bem. De um sapo, mas cego!
Para além deste grotesco, não resultam ganhos das provas de aferição. Quando delas saem conclusões válidas sobre as dificuldades dos alunos, nada acontece de diferente para as resolver. O passado mostra que apenas lhes sucedem mais papéis para preencher e mais cascatas de formação lírica, a que os professores se submetem com a tolerância dos burros de carga.
– O ministro de Educação foi dar a sua bênção a mais uma iniciativa de caricato “eduquês”. Todos os dias, cada aluno da Escola Básica Integrada Dr. Anastácio Gonçalves, em Alcanena, é examinado pelo “termómetro da felicidade”, ao entrar na sala de aula. A geringonça socorre-se da inteligência artificial para “avaliar os seus pensamentos, sentimentos e comportamentos e definir as emoções que está a sentir” (O Mirante, de 30.4.23). Estas eloquentes informações são depois transmitidas aos docentes, que as integrarão nas suas estratégias metodológicas e didácticas.
– De acordo com o relatório Resultados Escolares: Sucesso e Equidade, da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEC), 91% dos alunos do 1º ciclo, 95% do 2º ciclo, 90% do 3º ciclo, 77% dos cursos científico-humanísticos do secundário e 70% dos cursos profissionais concluíram os respectivos ciclos de estudo nos anos previstos, isto é, sem chumbos.
Mas, que sucesso maravilhoso é este? Encontramos a resposta noutro relatório, Provas Finais e Exames Nacionais: Principais Indicadores – 2022, da mesmíssima DGEC. Com efeito, considerando apenas o 3º ciclo (porque, prudentemente, o ME acabou com a avaliação externa final no 1º e 2º), em Português houve 37% de negativas, com uma média de 2,9, numa escala de 1 a 5, e em Matemática só 42% dos alunos conseguiram nota positiva, ainda assim com a mais que sofrível média de 2,5, na mesma escala de 1 a 5. Eis a medíocre expressão quantitativa dos conhecimentos adquiridos, demonstrados em sede de exames nacionais, pelos 90% dos celebrados percursos de sucesso.
E já que estamos em época de inúteis provas de aferição, recordemos as conclusões que o IAVE extraiu das de 2021 (5º e 8º anos): a percentagem de alunos que respondeu “sem dificuldades” oscilou, ao longo dos diferentes domínios de avaliação, entre uns pobres 2,7 e 44,2%, verificando-se que, na maioria deles, essa percentagem ficou abaixo dos 20%.
Fica agora mais claro o significado verdadeiro de tantos terminarem os ciclos de estudos sem chumbos? Dito de modo mais curto e grosso: o Ministério da Educação promove e celebra a ignorância, obrigando os professores a passarem de ano os alunos, independentemente daquilo que eles sabem.
As narrativas avaliativas institucionais estão desprovidas de credibilidade e não conseguem mascarar os resultados medíocres das aprendizagens dos alunos. Assim, a questão crítica está longe de ser a decantada recuperação dos efeitos da pandemia ou a falta de professores. A questão crítica reside na mudança radical das políticas públicas de educação. Como é evidente, este apelo à mudança é impossível de concretizar sem o afastamento completo dos responsáveis políticos e seus satélites pelo desastre a que chegámos. E como é mais evidente ainda, tal mudança não passa, por ora, de uma utopia necessária a alunos, professores e famílias. Sintetizando, para além da conjuntura, é o futuro que está em causa. É urgente trazer adultos à sala. Para recuperar o senso comum e servir o povo e o Estado.

In “Público” de 10.5.23

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Para Apoio à Vinculação na Norma Travão (Lista de Candidatos)

Para apoio à vinculação na Norma Travão 2023 deixamos a lista colorida, elaborada em 17 de setembro de 2022, com a previsão dos candidatos a vincular este ano, através da Norma Travão.

A lista colorida seguinte (clicar na imagem) apresenta a lista de candidatos que reúnem condições para a Norma Travão de acordo com a lista ordenada e respeitando o seguinte código de cores:

AMARELO – Reúne condições noutro grupo de recrutamento
VERDE – reúne condições no mesmo grupo de recrutamento

Desta forma poderão perceber melhor onde ficarão colocados no concurso externo.

 

Esta lista foi feita com base nas nossas previsões de vagas que pouco diferenciam das vagas reais apuradas pelo ME, pelo que se chama a atenção de algumas divergências nas previsões.

 

Abrir aqui o mesmo quadro em pdf
 

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Segundo o Ministro da Educação, 20% das Declarações São Falsas (MPD)

…resta saber se as falsas declarações falsas se reportam a prestação de dados falsos fornecidos pelos docentes ou de declarações médicas forjadas, ou se de facto os docentes não teriam as doenças que os médicos declararam que o docente as tinham. Porque são duas coisas muito diferentes uma da outra.

 

Mobilidade por doença dos professores: 20% das declarações apresentadas eram falsas

 

Segundo João Costa, no processo de constituição de juntas médicas apresentaram-se apenas “dois centros, um em Lisboa e outro no Norte”

 

Um em cada cinco professores que pediram mobilidade por motivos de doença prestaram declarações falsas, revelou, esta tarde, o ministro da Educação João Costa, em declarações no Parlamento.

O ministro aproveitou ainda a oportunidade para voltar, então, a defender a necessidade da realização de juntas médicas, para que a mobilidade beneficie os professores que dela precisem.

“As juntas médicas têm vindo a realizar-se na aferição das situações de mobilidade por doença e neste momento, temos já detetadas cerca de 20% de declarações falsas que motivaram a mobilidade por doença, portanto, ainda bem que as juntas médicas estão a acontecer para nos permitir dar a mobilidade por doença a quem, de facto, precisa e identificar estas irregularidades, que existem”, disse.

Segundo João Costa, no processo de constituição de juntas médicas apresentaram-se apenas “dois centros, um em Lisboa e outro no Norte”.

De momento, “as juntas medicas só estão a realizar-se nestes dois pontos” e “não estão previstas novas localizações”, disse o ministro, em resposta a questões colocadas pela deputada Carla Castro da Iniciativa Liberal.

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Cerca de 1.200 alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina

Cerca de 1.200 alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina

 

João Costa, que está a ser ouvido em audição regimental pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, fazia um balanço do número de alunos sem professor a, pelo menos, uma disciplina, em resposta ao deputado António Cunha, do PSD.

 

João Costa, disse esta terça-feira no parlamento, contrariando o balanço feito pelo PSD, que alertou para o “risco de colapso” da escola pública, que cerca de 1.200 alunos estão sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.

O ministro da Educação, que está a ser ouvido em audição regimental pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, fazia um balanço do número de alunos sem professor a, pelo menos, uma disciplina, em resposta ao deputado António Cunha, do PSD.

“A escola pública vive um período crítico e corre o risco de colapsar se continua esta política do deixa andar”, tinha afirmado o deputado social-democrata, citando uma estimativa da Por data, segundo a qual cerca de 250 mil alunos poderão estar sem aulas daqui a três anos.

Na mesma intervenção, António Cunha tinha ainda afirmado que, atualmente, o número de alunos sem aulas ascendia aos cerca de 18 mil.

A realidade, respondeu João Costa, está “muito longe desse número”. O balanço feito pelo ministro excluiu, no entanto, as necessidades de substituição que se encontram ainda no processo habitual de contratação, através de reserva de recrutamento ou de contratação de escola.

Ainda durante o período reservado às questões do grupo parlamentar do PSD, os deputados insistiram também no plano de recuperação das aprendizagens, afetadas durante a pandemia da covid-19.

O ministro da Educação já tinha anunciado que o plano seria prolongado no próximo ano letivo, mas acrescentou que as medidas a prorrogar seriam decididas durante o 3.º período, com base nos resultados do mais recente diagnóstico das aprendizagens, que deverão ser divulgados em breve.

A propósito das provas de aferição, que este ano se realizam em formato digital, pela primeira vez, por todos os alunos do ensino básico, João Costa respondeu às críticas apontadas pela deputada Inês Barroso, recordando que as competências digitais também estão previstas no currículo do 1.º ciclo.

“Não fazemos generalizações de nada” antes do projeto-piloto, sublinhou, referindo-se à avaliação feita pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) ao projeto-piloto conduzido no ano passado, segundo a qual “não existem efeitos significativos da modalidade nos desempenhos dos alunos”.

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224 Aposentados em Junho de 2023

No mês de Junho de 2023 aposentam-se 224 docentes, subindo o número de aposentados em 2023 para 1545, prevendo-se assim que o número deste ano supere os 3 mil aposentados e se aproxime das 3515 aposentações, já previstas há mais de 5 anos.

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A Ler no “O Meu Quintal” do Paulo Guinote

Porque Mente O Ministro Costa? – O Meu Quintal

 

Ora Bem… – O Meu Quintal

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Começa Hoje o Período de Adoção dos Novos Manuais Escolares

Começa no dia de hoje o período de apreciação, seleção e adoção de Manuais Escolares para 2023/2024.

Os manuais a adoptar este ano são os seguintes:

Para acederem ao Manual com as Orientações para a Adoção dos Manuais Escolares clicar aqui.

 

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No Novo Diploma de Concursos um Docente Poderá Manifestar Quase 5 mil Preferências

Para quem é do quadro ou pretende concorrer à vinculação não mudará muito a forma de concorrer, sendo que até agora se vinculava em 10 QZP e agora o concurso irá contemplar 63 QZP, mais 13 sub QZP que fazem parte dos QZP 01.09, 07.01 e 07.02 (mas apenas para efeitos de completamento de horários).

Quem quiser concorrer a todo o pais terá de preencher 63 QZP.

Quem concorrer à contratação e pretender concorrer a todas as opções de horários terá de repetir os 63 QZP por 3 intervalos de horários, sendo que também terá de repetir as 189 opções para concorrer a horários temporários.

No total um docente que queira concorrer à contratação inicial para todo o pais a todo o tipo de horários terá de manifestar 378 preferências indo pelo caminho mais simples que é concorrer por QZP.

Se quiser concorrer por Agrupamentos (que são 811 mais algumas escolas de Hotelaria e Turismo) terá de multiplicar as 811 preferências pelos 3 tipos de intervalo de horários e pela duração do contrato que duplicará as preferências. Neste caso teria de manifestar 4866 preferências para concorrer a todo o pais para todo o tipo de horários, se fizer a opção de concorrer por agrupamento.

Infelizmente a opção de concurso por códigos de concelho desapareceu o que não dá para fazer diversas conjugações que os professores já estavam habituados.

 

 

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Concurso para vinculação de mais de 10 mil professores arranca na quarta-feira

Concurso para vinculação de mais de 10 mil professores arranca na quarta-feira

 

Um dia depois de o Presidente da República ter promulgado o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, aprovado ainda em março pelo Conselho de Ministros, o ministro da Educação fez o anúncio

 

O ministro da Educação anunciou hoje que a portaria das vagas para a vinculação de mais de 10 mil professores será publicada até ao final do dia e o concurso deverá arrancar na quarta-feira, após a promulgação do diploma.

Hoje será publicada a portaria das vagas para a vinculação dinâmica dos cerca de 10.500 professores que reúnem os requisitos para vincular este ano e estamos em condições de amanhã abrir o concurso“, afirmou João Costa.

O ministro da Educação falava em conferência de imprensa, no Ministério da Educação, em Lisboa, um dia depois de o Presidente da República ter promulgado o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, aprovado ainda em março pelo Conselho de Ministros.

“Este é um diploma que tem como foco principal a redução da precariedade dos professores”, defendeu João Costa, recordando que, entre a vinculação dinâmica e a chamada “norma-travão”, que já vigorava anteriormente, vão entrar para os quadros do Ministério da Educação cerca de 10.700 professores ainda este ano.

De acordo com o novo regime, os professores poderão vincular quando acumularem o equivalente a três anos de serviço, uma alteração que, de acordo com o ministro, permitirá reduzir para metade a precariedade na profissão docente.

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Amanhã Deve Abrir o Concurso Externo

Com a publicação do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 a DGAE já pode publicar o aviso de abertura do Concurso Externo, que é a primeira fase do concurso 2023/2024 e que permite também ordenar os candidatos à Contratação Inicial.

Tudo deve estar pronto para começar o concurso e a probabilidade do concurso começar amanhã é enormíssima, tendo em conta o atraso que já leva esta abertura do concurso.

Se tal acontecer, aconselho uma leitura muito atenta do aviso de abertura do concurso antes de submeterem a candidatura. O concurso será bastante diferente dos anos anteriores, tendo em conta a entrada em vigor da vinculação dinâmica, que é um novo mecanismo de concurso e que deve ser muito bem ponderada a sua escolha.

 

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Decreto-Lei n.º 32-A/2023 (Diploma de Concursos Publicado)

Eis que agora à noitinha foi publicado o Diploma que rege o concurso do pessoal docente, denominado Decreto-Lei 32-A/2023.

 

 

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O Que Dizem os Sindicatos da Promulgação do Diploma de Concursos

Presidente da República promulga diploma sobre professores, mas com sérios avisos ao governo

 

O Diploma de concursos de professores hoje aprovado pela Presidência da República enferma, tal como tem sido reforçado pela FNE ao longo do processo negocial com a tutela, de várias injustiças tais como:

– nesta proposta de diploma não ficou estabelecido o respeito pela graduação profissional e tempo de serviço, o que vai levar a que continuemos a assistir a ultrapassagens que já existiam e ainda a novas situações que foram criadas e que não ficaram resolvidas.

– o regime de remuneração e vinculação dos docentes contratados, o regime de mobilidade interna, a criação do conselho de QZP e as condições para o destacamento por ausência de componente letiva são matérias promotoras de injustiça.

– o modelo de vinculação dinâmica levará a ultrapassagens devido aos requisitos definidos.

FNE

 

Professores. STOP acusa Marcelo de dar a mão ao Governo

 

STOP lamenta “profundamente que o Presidente da República queira ficar associado a um dos maiores ataques à classe docente” ao promulgar o novo regime de concursos.

O sindicato Stop lamentou esta segunda-feira “profundamente que o Presidente da República queira ficar associado a um dos maiores ataques à classe docente”, ao promulgar o novo regime de concursos e “mais uma vez dar a mão ao Governo”.

S.TO.P.

Promulgação do regime de recrutamento não era inevitável; Rever este novo diploma passará a ser novo objetivo de luta dos professores

 

O Presidente da República promulgou o diploma sobre recrutamento e concursos de docentes, como já tinha sido anunciado por ocasião da sua visita à Ovibeja. Ainda assim fez questão de tornar público que o governo não aceitou algumas sugestões da Presidência.

Para a FENPROF, da não promulgação não viria mal ao mundo, por dois motivos:

 

  1. De uma forma geral, o regime que aquele diploma estabelece só entrará em vigor no próximo ano letivo (2024/2025). A não promulgação poderia abrir um novo espaço de negociação, do qual poderia resultar a eliminação daquelas que a FENPROF considerou como linhas vermelhas;
  2. Não seria posta em causa a vinculação de 8000 docentes contratados, pois o governo está obrigado, por diretiva comunitária, a eliminar os elevados níveis de precariedade dos docentes. Bastaria que, para este ano letivo, fossem negociadas regras para um concurso de vinculação extraordinário mais positivas do que as que constam do regime de vinculação dinâmica, que excluirá milhares de docentes com mais de 1095 dias de serviço (3 anos) e provocará ultrapassagens, excluindo da vinculação docentes com mais tempo de serviço do que aqueles que abrange.

 

Recorda-se que o regime agora promulgado está longe de corresponder às propostas apresentadas pela FENPROF, visando garantir estabilidade ao corpo docente das escolas e eliminar a precariedade, mas, ainda assim, bem diferente do projeto inicial apresentado pelo ME, o que só foi possível por força da luta dos professores.

 

Lisboa, 8 de maio de 2023

O Secretariado Nacional da FENPROF

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António Costa Elogia Promulgação do Diploma de Concursos

Estava para fazer um trocadilho com sapos e cegos, mas deixo na vossa imaginação.

 

“Fim da precariedade”: António Costa elogia promulgação de documento sobre recrutamento de professores

 

Primeiro-ministro garante que “para muitos acabarão os dias da casa às costas”.

António Costa elogiou, esta segunda-feira, a promulgação do documento sobre recrutamento de professores, promulgado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O primeiro-ministro apontou os avanços feitos para o “fim da precariedade”.

“O decreto hoje promulgado pelo Presidente da República é uma importante notícia para a estabilidade da vida dos docentes. Com este diploma milhares de professores vão finalmente ser vinculados. Para muitos acabarão os dias ‘da casa às costas'”, escreveu nas redes sociais.

Marcelo Rebelo de Sousa apresentou uma proposta concreta sobre a vinculação dos professores, através de um diploma do Governo sobre recrutamento de pessoal docente, de acordo com uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, para não “adiar as expectativas de cerca de oito mil professores”.

António Costa reforçou que o trabalho para “dignificar a carreira de docente” será continuado, com a “vinculação dinâmica de quem complete 1095 dias de serviço”.

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BALANÇO DA PROMULGAÇÃO….

 

Afinal podemos ter ganho alguma coisa…..

Vejamos o que diz o último parágrafo do comunicado do PR:

O PR “Espera, contudo, que o diálogo com os professores prossiga, nomeadamente quanto ao futuro dos professores agora vinculados por um ano, assim como quanto à recuperação faseada do tempo docente prestado e ainda não reconhecido.”

NOTAS minhas….

1. Diálogo é mais profundo que negociação. A contrario, o que Marcelo diz é ….”realmente não andam a negociar em diálogo.” “Tratem disso” (os negociadores passaram a ter um papão se se portarem mal).

2. Diz mais: “Para o ano estes, que agora vinculam não podem realmente ir dar a volta a Portugal” (só para o ano tem de concorrer realmente).

3. “O que eu, PR, quero é recuperação faseada do tempo docente prestado e ainda não reconhecido” (o PR é um homem com uma inteligência verbal acima da média e não vai nos jogos linguísticos costistas – é isto e não “mitigação, aceleração ou assimetrias”).

O presidente disse ….”Passa”, mas o efeito do próximo ano não se vai verificar e negoceiem a sério coisas sérias.”

Cabe aos professores continuar a lutar a sério.
E sem medo.

Eu tenho um boy do PS à perna para conseguir a minha demissão do meu cargo dirigente mas não vou parar.

Este sinal politico é claro e definitivo. O PR vai gerir o governo assim. Acumular agravos ou pô-los a fazer o que lhe diz. O agravo será não fazerem o que lhes diz.

O que diz quem pode vetar e dissolver.

Hoje realmente, realmente, isto foi um lançamento para uma nova fase do jogo.

Talvez não seja uma derrota assim tão grande como dizia o 1o impulso.

 

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Presidente da República promulga diploma sobre professores

 

1. A Casa Civil da Presidência da República tem acompanhado, de muito perto, em contacto com o Governo e recebendo as Associações Sindicais, quer o presente regime legal, quer a matéria, ainda pendente, da recuperação faseada do tempo de serviço dos docentes.

2. Quanto ao presente diploma, foram formuladas várias sugestões e, também, apresentada proposta concreta sobre a vinculação dos professores, no sentido de a tornar mais estável, sem, com isso, introduzir desigualdades adicionais às já existentes.

3. Apesar de não ter colhido consagração a proposta apresentada, nem outra, mais minimalista, a certa altura aventada no diálogo com a Presidência do Conselho de Ministros, o Presidente da República entende dever promulgar o presente quadro jurídico.

4. Fá-lo tendo em atenção a publicação pelo Governo, no Diário da República, da Portaria n.º 111-A/2023, de 26 de abril, que abre concurso apenas para dois mil professores, para o ano próximo, fundada na versão da lei vigente e porque a nova lei não foi promulgada nem publicada e, portanto, não entrou ainda em vigor.

5. Adiar a promulgação, embora no prazo legal de 40 dias, que termina a 15 de maio, ou recusar essa promulgação, neste contexto, representaria adiar as expetativas de cerca de oito mil professores, além de deixar sem consagração legal algumas das suas reivindicações pontuais, aceites pelo Governo.

Por essa razão determinante, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que regula a titularização e os concursos para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.

Espera, contudo, que o diálogo com os professores prossiga, nomeadamente quanto ao futuro dos professores agora vinculados por um ano, assim como quanto à recuperação faseada do tempo docente prestado e ainda não reconhecido.

Importaria que o ano letivo de 2023-2024 não fosse, ao menos para alguns alunos e famílias, mais um ano acidentado, tal como foram, por razões muito diversas, os três que o precederam.

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Provas de aferição – Comentário de António Carlos Cortez

Excelente intervenção de António Carlos Cortez na SIC Notícias sobre as provas de aferição.

 

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Provas de Aferição do 2.º Ano – Ponto de Situação

Até ao dia 11 de maio de 2023 decorrem as provas de aferição práticas do 2.º ano (Educação Física e Expressões).

Desde o dia 5 de maio decorre ao mesmo tempo uma greve ao serviço da provas de aferição que vai até ao dia 11 de maio.

Na passada sexta-feira (primeiro dia de greve às provas de aferição) o Ministro da Educação disse que a greve não estava a afetar a realização das provas.

Vimos questionar os docentes das várias escolas do país se a greve está a ter impacto na realização das provas de aferição do 2.º ano, ou se a mesma não tem qualquer expressão e as provas estão a realizar-se normalmente.

Podem na caixa de comentários do blog ou na rede social FB informar que escolas estão a aderir à greve e dos impactos que está a ter na realização das provas.

 

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O quanto a escola me deu Confesso e admito: porquê sair, porquê deixar e abandonar a escola se nos querem na escola?

Porquê deixar a escola se na escola fomos, e somos, felizes?Na escola valorizaram o meu esforço convertido em grandes percentagens e valores trazidos para casa como troféus assim como troféu é o sorriso de um professor, a alegria genuína e simples de um professor e um sorriso basta ao invés de valores e percentagens, um sorriso basta.O reconhecimento de como somos capazes e de quanto somos capazes e somos capazes de muito mais.A paixão ainda maior, como se maior fosse possível, por todos os bichos mais o mundo natural do professor Fernando, o carinho do professor Fernando tantas vezes a fazer de pai destes meninos perdidos e ensinar é fácil no meio da relação.O método e a análise míope e minuciosa dos dados, a elaboração de relatórios e a extrapolação de mil conclusões laboratoriais sempre sob o olhar atento da professora Cristina. A exigência, o rigor e a disciplina da professora Alda para quem a físico-química é a mãe de todas as ciências e mãe é a palavra chave. Na escola encontrei outra família, hoje a minha família, um lugar ao sol, um papel e uma função, uma razão de ser.Nestes parâmetros, a conclusão do 12° ano e a média de acesso à universidade não podia deixar de saber a orfandade depois de 6 anos nos braços da escola, no colo da escola e tantos professores e amigos para trás.Não me lembro sequer de ter tempo para me despedir e a vida empurrou-me para a frente.E nunca mais voltei a ver os meus queridos professores, mentores, pais e mães senão nestas palavras, abraços de eterno agradecimento mesmo se a preto e branco.Se voltei a visitar a escola foi apenas quando o tempo deixou, durante as férias uma visita fugaz às salas vazias num olá de paredes ocas e o eco da voz como única resposta e nem a minha sombra como prova de 6 anos de vida.E porque não devemos regressar aos lugares onde fomos felizes, virei as costas para não mais voltar e parti à procura de outras escolas noutras paragens para devolver a triplicar toda esta vontade de saber, aprender, pensar, reflectir e ensinar para o outro, em função do outro, com o outro, esta criança a olhar-me do espelho deserta para não crescer. Perdoe-me por conseguinte quem esperou mais de mim mas não há forma de explicar ou reiterar como o professor é criador de mundos e nas suas mãos todo o processo de acreção.De nós depende o futuro e a pandemia recente a prova já esquecida. Em Portugal, pelo menos, ou não estivéssemos na rua. Tivéssemos outros salários e o vizinho já não olharia de lado ou de alto e o ensino no centro do gozo ao invés de orgulho nas conversas de café.Sou professor e tenho orgulho de ser. Formei-me em Ensino de Biologia e Geologia, variante Biologia e o aprendido entre a escola Secundária e a Universidade permite-me o trabalho diário com os excluídos da sociedade, os alunos, entenda-se, e não os professores. Os meus alunos e respectivas famílias contam-se entre os mais carenciados de Londres e de literacia a esperança falta-lhes tudo e cada vez mais falta-lhes tudo.É como ter uma grande família cheia de primos, filhos, netos, irmãos, pais, tios e cunhados e há sempre algo a acontecer e alguém a precisar e vivemos todos juntos numa casa sempre pequena apesar de grande para quem olha de fora e os miúdos sempre a correr. O reconhecimento, não obstante o frenesim, corresponde a um lugar no quadro há mais de 10 anos e ao topo da carreira há mais de 4 e se tudo dou à escola a verdade é a de continuar a receber de volta.Porquê sair se nos querem na escola, diz-me a criança no espelho. Porquê deixar a escola se na escola fomos, e somos, felizes?

 

João André Costa

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António Costa: um cidadão cumpridor do Código da Estrada ou um 1º Ministro com uma acção ardilosa?

 Pelos “esclarecimentos” prestados por João Galamba Ministro das Infraestruturas na conferência de imprensa, que o próprio convocou em 29 de Abril de 2023, pode concluir-se, nomeadamente, que:

– Após os incidentes, alegadamente, ocorridos no Ministério das Infraestruturas, envolvendo o ex-Adjunto Frederico Pinheiro, a primeira pessoa a quem o Ministro João Galamba terá telefonado foi ao 1º Ministro António Costa;

– O 1º Ministro António Costa não terá atendido esse telefonema, por supostamente se encontrar a conduzir…

– Por, naquele momento, o 1º Ministro se encontrar incontactável, o Ministro João Galamba terá recorrido a outros elementos do Governo para se aconselhar sobre os incidentes ocorridos nas instalações do Ministério que tutela, tendo-lhe sido sugerido, por algum desses pares, que reportasse a situação ao SIS…

Se foi como o Ministro João Galamba descreveu na referida conferência de imprensa, como qualificar a actuação do 1º Ministro António Costa no dia dos supostos incidentes?

Vejamos:

– Se o 1º Ministro se encontrava, de facto, a conduzir no momento em que o Ministro João Galamba o tentou contactar por via telefónica e não o atendeu por esse motivo, fez muito bem António Costa, porque o Código da Estrada deve ser cumprido por todos os cidadãos…

– Mas, partindo do princípio de que o 1º Ministro terá na sua lista de contactos o número de telefone do Ministro João Galamba e que, por esse motivo, facilmente teria percebido que não era um número desconhecido a tentar contactá-lo, o mais lógico e avisado seria que, na primeira oportunidade, parasse o carro para devolver a chamada telefónica ao seu Ministro…

Contudo, e pelas palavras do próprio Ministro João Galamba, depreende-se que o 1º Ministro não o terá feito… Porque motivo não o fez?

Que justificações poderão existir para que um 1º Ministro não responda à tentativa de contacto de um dos seus Ministros, manifestando um presumível desinteresse por conhecer os motivos que levaram esse elemento do Governo a contactá-lo?

Por seu lado, em 1 de Maio de 2023, sobre a intervenção do SIS nos referidos incidentes, o Gabinete de António Costa comunicou que:

O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado. Nem tomou qualquer diligência. O ministério das Infraestruturas deu – e bem – o alerta pelo roubo de computador com documentos classificados. As autoridades agiram em conformidade no âmbito das suas competências legais”, conforme se pode ler no Jornal Observador…

O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado”?

Então, aconteceu um incidente no Ministério das Infraestruturas, alegadamente, tão grave que justificou um pedido de intervenção ao SIS, e o Chefe do Governo considera que não tinha que ser informado, pelo seu Ministro, acerca dessa suposta gravidade, nem das acções que se seguiram?

Se o 1º Ministro considera que não tinha que ser informado, afinal, a quem devem reportar os Ministros para dar explicações sobre as eventuais incidências da sua acção governativa?

Os Ministros respondem, afinal, perante quem?

Que autoridade deve ser reconhecida ao 1º Ministro?

O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado”?

É aceitável e verossímil que o Gabinete do 1º Ministro considere como normal que o mesmo não tenha sido informado acerca do pedido de intervenção do SIS realizado pelo Ministério das Infraestruturas?

Afinal, o que pretenderá o Gabinete do 1º Ministro com a mencionada comunicação?

Desonerar o 1º Ministro da autoridade e da responsabilidade que lhe competem enquanto Chefe do Governo?

Omitir o teor da sua eventual participação nesta trapalhada, ilibando-o de qualquer responsabilidade?

António Costa será um cidadão cumpridor do Código da Estrada ou a justificação de estar a conduzir e, por isso, incontactável, não passará de mais uma manigância, no sentido de não se comprometer com as decisões tomadas pelo seu Ministro, nomeadamente o alerta realizado junto do SIS?

Os Portugueses têm o direito de saber se António Costa agiu como um exemplar cidadão cumpridor do Código da Estrada ou se agiu como um 1º Ministro ardiloso, inconfiável ou negligente e isso não é um pormenor sem qualquer importância…

Até porque se António Costa tivesse intervindo atempadamente, informando o seu Ministro de que a situação em causa não reunia os critérios necessários para ser reportada ao SIS, ter-se-ia evitado parte significativa desta trapalhada…

Assim, pergunta-se:

– António Costa estava efectivamente a conduzir e, por esse motivo, não acompanhou, em tempo útil, o desenrolar do incidente ou terá sabido, desde o início, do que se estava a passar no Ministério das Infraestruturas, mas optou por não agir em conformidade com os seus deveres de 1º Ministro?

– O que fará de João Galamba um indefectível Ministro para António Costa?

Se, pela manutenção de João Galamba no Governo, António Costa quis demonstrar ao Presidente da República quem é que mandava no Governo, o mínimo que se pode dizer é que o 1º Ministro escolheu muito mal o meio pelo qual fez essa afirmação de Poder…

Não podendo, agora, dar o dito por não dito, terá que suportar esse erro crasso e arcar com as respectivas consequências…

O 1º Ministro decidiu, em consciência, manter João Galamba em funções, segundo as suas declarações proferidas por si na noite do passado dia 2 de Maio…

Infere-se, assim, que não terá sido uma decisão irreflectida ou impulsiva, o que a tornará ainda mais incompreensível…

Os Portugueses aguardam por esclarecimentos cabais acerca desta situação absolutamente rocambolesca, marcada por vários aspectos em que será muito difícil acreditar…

E não pode deixar de se assinalar a extraordinária generosidade e a imensurável benevolência com que João Galamba tem sido tratado pelo 1º Ministro, absolutamente contrastantes com o indisfarçável desprezo e a notória intolerância com que o Chefe do Governo tem brindado os profissionais de Educação, em particular os Professores…

(Paula Dias)

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Em Direto: Esclarecimento sobre greve às provas de aferição

Esclarecimento sobre greve às provas de aferição

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António Costa: um cidadão cumpridor do Código da Estrada ou um 1º Ministro com uma acção ardilosa?

António Costa: um cidadão cumpridor do Código da Estrada ou um 1º Ministro com uma acção ardilosa?

 

Pelos “esclarecimentos” prestados por João Galamba Ministro das Infraestruturas na conferência de imprensa, que o próprio convocou em 29 de Abril de 2023, pode concluir-se, nomeadamente, que:

– Após os incidentes, alegadamente, ocorridos no Ministério das Infraestruturas, envolvendo o ex-Adjunto Frederico Pinheiro, a primeira pessoa a quem o Ministro João Galamba terá telefonado foi ao 1º Ministro António Costa;

– O 1º Ministro António Costa não terá atendido esse telefonema, por supostamente se encontrar a conduzir…

– Por, naquele momento, o 1º Ministro se encontrar incontactável, o Ministro João Galamba terá recorrido a outros elementos do Governo para se aconselhar sobre os incidentes ocorridos nas instalações do Ministério que tutela, tendo-lhe sido sugerido, por algum desses pares, que reportasse a situação ao SIS…

Se foi como o Ministro João Galamba descreveu na referida conferência de imprensa, como qualificar a actuação do 1º Ministro António Costa no dia dos supostos incidentes?

Vejamos:

– Se o 1º Ministro se encontrava, de facto, a conduzir no momento em que o Ministro João Galamba o tentou contactar por via telefónica e não o atendeu por esse motivo, fez muito bem António Costa, porque o Código da Estrada deve ser cumprido por todos os cidadãos…

– Mas, partindo do princípio de que o 1º Ministro terá na sua lista de contactos o número de telefone do Ministro João Galamba e que, por esse motivo, facilmente teria percebido que não era um número desconhecido a tentar contactá-lo, o mais lógico e avisado seria que, na primeira oportunidade, parasse o carro para devolver a chamada telefónica ao seu Ministro…

Contudo, e pelas palavras do próprio Ministro João Galamba, depreende-se que o 1º Ministro não o terá feito… Porque motivo não o fez?

Que justificações poderão existir para que um 1º Ministro não responda à tentativa de contacto de um dos seus Ministros, manifestando um presumível desinteresse por conhecer os motivos que levaram esse elemento do Governo a contactá-lo?

Por seu lado, em 1 de Maio de 2023, sobre a intervenção do SIS nos referidos incidentes, o Gabinete de António Costa comunicou que:

“O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado. Nem tomou qualquer diligência. O ministério das Infraestruturas deu – e bem – o alerta pelo roubo de computador com documentos classificados. As autoridades agiram em conformidade no âmbito das suas competências legais”, conforme se pode ler no Jornal Observador…

“O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado”?

Então, aconteceu um incidente no Ministério das Infraestruturas, alegadamente, tão grave que justificou um pedido de intervenção ao SIS, e o Chefe do Governo considera que não tinha que ser informado, pelo seu Ministro, acerca dessa suposta gravidade, nem das acções que se seguiram?

Se o 1º Ministro considera que não tinha que ser informado, afinal, a quem devem reportar os Ministros para dar explicações sobre as eventuais incidências da sua acção governativa?

Os Ministros respondem, afinal, perante quem?

Que autoridade deve ser reconhecida ao 1º Ministro?

“O primeiro-ministro não foi nem tinha de ser informado”?

É aceitável e verossímil que o Gabinete do 1º Ministro considere como normal que o mesmo não tenha sido informado acerca do pedido de intervenção do SIS realizado pelo Ministério das Infraestruturas?

Afinal, o que pretenderá o Gabinete do 1º Ministro com a mencionada comunicação?

Desonerar o 1º Ministro da autoridade e da responsabilidade que lhe competem enquanto Chefe do Governo?

Omitir o teor da sua eventual participação nesta trapalhada, ilibando-o de qualquer responsabilidade?

António Costa será um cidadão cumpridor do Código da Estrada ou a justificação de estar a conduzir e, por isso, incontactável, não passará de mais uma manigância, no sentido de não se comprometer com as decisões tomadas pelo seu Ministro, nomeadamente o alerta realizado junto do SIS?

Os Portugueses têm o direito de saber se António Costa agiu como um exemplar cidadão cumpridor do Código da Estrada ou se agiu como um 1º Ministro ardiloso, inconfiável ou negligente e isso não é um pormenor sem qualquer importância…

Até porque se António Costa tivesse intervindo atempadamente, informando o seu Ministro de que a situação em causa não reunia os critérios necessários para ser reportada ao SIS, ter-se-ia evitado parte significativa desta trapalhada…

Assim, pergunta-se:

– António Costa estava efectivamente a conduzir e, por esse motivo, não acompanhou, em tempo útil, o desenrolar do incidente ou terá sabido, desde o início, do que se estava a passar no Ministério das Infraestruturas, mas optou por não agir em conformidade com os seus deveres de 1º Ministro?

– O que fará de João Galamba um indefectível Ministro para António Costa?

Se, pela manutenção de João Galamba no Governo, António Costa quis demonstrar ao Presidente da República quem é que mandava no Governo, o mínimo que se pode dizer é que o 1º Ministro escolheu muito mal o meio pelo qual fez essa afirmação de Poder…

Não podendo, agora, dar o dito por não dito, terá que suportar esse erro crasso e arcar com as respectivas consequências…

O 1º Ministro decidiu, em consciência, manter João Galamba em funções, segundo as suas declarações proferidas por si na noite do passado dia 2 de Maio…

Infere-se, assim, que não terá sido uma decisão irreflectida ou impulsiva, o que a tornará ainda mais incompreensível…

Os Portugueses aguardam por esclarecimentos cabais acerca desta situação absolutamente rocambolesca, marcada por vários aspectos em que será muito difícil acreditar…

E não pode deixar de se assinalar a extraordinária generosidade e a imensurável benevolência com que João Galamba tem sido tratado pelo 1º Ministro, absolutamente contrastantes com o indisfarçável desprezo e a notória intolerância com que o Chefe do Governo tem brindado os profissionais de Educação, em particular os Professores…

(Paula Dias)

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29 mil professores a menos em 10 anos

Os professores estão entre as profissões que mais diminuíram entre 2011 e 2021. Há hoje menos 29 mil professores, mas são ainda a quinta profissão mais numerosa do país .

 

https://www.pordata.pt/portugal/populacao+empregada+segundo+os+censos+por+algumas+das+principais+profissoes+(2011+)-3756-325800

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Mãe

 

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertavam junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubessem como ainda amo as rosas,
talvez não enchessem as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — quer me ouvir? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que dezenas na moldura;

ainda oiço a tua voz:
          Era uma vez uma princesa
          no meio de um laranjal…

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixei-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in “Os Amantes Sem Dinheiro”

 

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Apoio Aos Professores

Em 29 de janeiro de 2023, Igor Julião, jogador do Vizela, assumia uma posição pública a favor dos professores.
Não foi o único, mas foi dos primeiros. E ficar-lhe-emos eternamente gratos por isso. Em breve, novidades, aqui.

Igor Julião: defesa do Vizela é o preferido dos professores portugueses

“Quando menos esperávamos, surgiu do futebol um alerta para a educação”

 

 

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INFORMAÇÕES – GREVE ao serviço das provas de aferição 2023

GREVE ao serviço das provas de aferição 2023

 

 

Para os dias 5 a 11 de maio de 2023 a greve ao serviço das provas de aferição não têm serviços mínimos decretados.
Esclarecimentos
– A greve é para pessoal docente ou outro pessoal com funções docentes (como técnicos especializados ou técnicos superiores que estejam a leccionar e sejam convocados para serviço das provas). O pessoal não docente não está abrangido.
– A greve é apenas ao serviço das provas de aferição nos dias com pré-aviso de greve.
Dúvidas recorrentes sobre a greve às provas de aferição de 5 a 11 de maio e depois de 16 a 26 de maio (ATUALIZAÇÃO):
1) Os colegas convocados como suplentes podem substituir os vigilantes que façam greve?
NÃO. Nenhum grevista pode ser substituído. Ele não está a faltar está a fazer greve. (Artigo 535º do CT – Proibição de substituição de grevistas);
2) Podemos fazer greve a todo o serviço durante as horas para que fomos convocados para o serviço às provas de aferição?
NÃO. Só podemos fazer greve ao serviço das provas;
3) Então, se tivermos à mesma hora no nosso horário outra função (componente letiva ou não letiva), o colega que faz greve deve cumprir essa função?
SIM. Caso a direção ordene o contrário deve ser-lhe pedida que coloque essa ordem por escrito;
4) Há lugar a desconto no vencimento no caso de cumprirmos a função inicial?
NÃO. Porque continuamos a cumprir o nosso horário. A greve é apenas a uma determinada e específica função que não tem retribuição em si mesma;
5) No caso do serviço às provas de aferição estar convocado para fora das horas do nosso horário e fizermos greve, há lugar a desconto no vencimento?
NÃO. Tal serviço tem de ser considerado como trabalho extraordinário, contabilizado e pago como tal. Nada tem a ver com a retribuição mensal devida pelo trabalho normal dos trabalhadores docentes, que continua a ser devida como habitualmente.
Os pré-avisos de greve às provas de aferição pode encontrá-los na seguinte ligação:

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O SOCICOSTISMO / RÁBULA PALACIANA – ACORDAI POVO QUE DORMIS

O SOCICOSTISMO / RÁBULA PALACIANA

ACORDAI POVO QUE DORMIS

 

Hã, hã, como é que é (…)

O Costa, Primeiro (ainda), não aceitou a demissão do ministro “infra” Galamba. E estão admirados?! Eu não! Muito bem jogado por Costa.  Eu já explico a manobra política; Costa a correr contra o tempo. Há 10 anos atrás, Passos Coelho sacrificou as eleições em nome do interesse nacional. Primeiro Portugal. Ao contrário, agora com António Costa vivemos momentos políticos de puro egoísmo político pessoal. Primeiro Costa e em segunda prioridade Portugal.

O SociCostismo é o socialismo de António Costa. Diz a genealogia que partilha o ADN com o SociCratismo, o socialismo de José Sócrates. São família política. É característica destes políticos e desta política, os filtros, a filtragem enganadora das emoções. Não há nem naturalidade nem emocionalidade nem expressividade. Apenas a frieza gélida dos interesses imediatos a desenrascar. O fim e propósito para concretizar o desiderato pessoal justifica os meios. As máscaras do oculto escondem a obsolescência da inutilidade das políticas e dos actos governativos falhados.

Ai Costa, Costa, que até parece que ao André Ventura queres enganar. A mim não! Citando AV, e a pergunta/questão interrogativa (in)tencional : “O primeiro-ministro estará louco? Perdeu completamente o juízo? Quer arrastar o país para uma guerra institucional e para um circo de falta de credibilidade?”. Reagiu assim o líder do Chega, no Twitter (em 02/05/23; às 9:08 PM). E mais disse acerca de Costa: “O que vimos hoje foi um certo desequilíbrio emocional, uma precipitação política e uma vontade de confronto”. Situação que, acrescentou, “deixa sem grandes condições de continuidade o Governo de António Costa”, (SicN, em 02 de maio de 2023). Falando ainda de “exercício de vitimização”; auto-vitimização por parte de António Costa.

Se Costa avaliou e decidiu mal e se “está louco?”. NÃO! Não está não;  até está muito lúcido e a criar o ponto de fuga, a “oportunidade covarde” para sair e provocar eleições antecipadas. Mostrar quem manda no Governo. Passar a batata quente ao PR, vitimizar-se (em nome da maioria absoluta e da estabilidade política podre), humilhá-lo na praça pública (mandou às urtigas a solidariedade institucional) e ganhar o braço de ferro. Por agora.       

“O país que se lixe”.

 

Costa quer a dissolução da AR e acabar com a Comissão de Inquérito ao caso TAP. Quer parar a Revisão Constitucional. Não quer fazer Reformas.  Quer manter as águas estagnadas. Quer estancar as sondagens em queda. Corre contra o tempo. Sabe que o que vem a seguir é pior e a situação política e social de contestação tende a agravar-se e muito.  Está a arrepiar caminho e a fazer contenção de danos. Grande injustiça/traição (mais uma), de Costa para com Marcelo.                    

Encostou-o às cordas, uma provocação/cilada que tem por objectivo a demissão/queda do Governo e a ida ao tapete do PR (ignorou avisos e sinalética). Com animalidade política, Marcelo tem de encaixar, digerir cínica e astutamente o momento e, de sorriso amarelo, esperar algum tempo que Costa “arda em lume brando”, desgastando ainda mais o Governo, e no “tempo/mom” preciso e determinado, servir friamente a resposta política. A Constituição confere o poder de dissolução do Parlamento a Marcelo, na qualidade de Presidente da República. Tendo o SociCostismo tantas aventuras e desventuras, Costa deu um murro no estômago a Marcelo. Foi “Judas”!  Marcelo terá a última palavra e poderá escrever o capítulo final desta tragicomédia de intriga palaciana e encenação envenenada. Ou Costa, fica a dúvida-(in)certeza. Aposto que quem vai partir a corda primeiro vai ser o Primeiro-ministro,                     

António Costa.  Esta gente anda a ler muito o “Príncipe”, de Maquiavel,  e a tentar conjugar/aplicar os conceitos/ideias em política, de ser simultânea e idealmente “amado e temido” na arte de bem-mal governar.

Carlos Calixto

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Novas formas de luta até ao final do ano letivo

Eu sou daqueles que entendem que os próximos meses serão decisivos para a luta dos professores contra o roubo de tempo que lhes foi feito em 2018 e contra um conjunto de outras barbaridades que nos impedem de cumprir com eficácia e com efetividade a nossa missão junto dos nossos alunos.

Como é evidente, toda esta luta dos professores, nomeadamente as greves, também contribuem para introduzir alguma a ineficácia e alguma inefetividade no sistema, aproveitando alguma opinião pública para atacar os professores por causa desses prejuízos para os alunos. O seu raciocínio é o seguinte: os professores, ao mesmo tempo que combatem as decisões do governo que prejudicam a “escola pública”, eles próprios, com a sua luta, estão também a contribuir para algum prejuízo da mesma “escola pública”. Acusando-nos, assim, de alguma hipocrisia. A falácia desse raciocínio resolve-se com perguntas sobre a guerra na Ucrânia: de quem é a responsabilidade de, neste momento, existir uma guerra na Ucrânia com milhares de mortos dos dois lados? É do agressor ou do agredido? É de Putin ou de Zelensky? É do invasor ou de quem tem de defender o seu território? Para mim, neste contexto, bem como na situação dos professores, a resposta é muito clara: a culpa é do agressor e não do agredido que tem de se defender. O que significa que, para mim, a culpa e a responsabilidade por tudo o que de negativo está a acontecer na Educação Pública em Portugal, com o que isso representa de benefícios para o ensino privado, é de António Costa e de João Costa. Eles são os agressores. Todos os prejuízos que os alunos possam sofrer neste e nos próximos anos letivos são da responsabilidade daqueles que deviam resolver as questões e não as resolvem. Eles é que são os ladrões e os invasores. Os professores são os agredidos que têm, por todos os meios ao seu alcance, de se defender do roubo do seu património (tempo e dinheiro) e da “invasão” das suas condições de trabalho, as quais, de dia para dia, se têm vindo a agravar com as decisões deste e de outros governos.

Assim sendo, o meu entendimento é que os docentes devem continuar com a sua luta e que devem mesmo procurar novas formas de luta, cada vez mais duras e mais radicais, até ao final deste ano letivo.

As minhas sugestões, como meras contribuições para que se possa iniciar uma discussão sobre esta matéria entre todos os interessados, seriam as seguintes:

– encontrar formas radicais/diferentes/originais de luta que marcassem todas as semanas e que nos levassem em crescendo até ao dia 06/06/23, no qual se deveria voltar a fazer uma gigantesca manifestação em Lisboa, ou em Lisboa e no Porto, que fechasse escolas por todo o país;

– uma forma de luta original em Educação, mas muito usada na Saúde, seriam as demissões, que, nos meses de maio e de junho, teriam efeitos muito significativos na organização dos exames nacionais, se, por exemplo, todos os docentes dos Conselhos Gerais e dos Conselhos Pedagógicos se demitissem, nem que fosse, como fazem os médicos, para, mais tarde, todos voltarem a assumir os seus lugares, o que seria fácil de consensualizar dentro das escolas/agrupamentos;

– outra forma de luta a considerar devia ser a luta “à francesa”, isto é, manifestações muito ruidosas e intensas, em data a designar, nas imediações dos edifícios do Conselho de Ministros, do Ministério da Educação, das Delegações Regionais da DGEstE e de outros edifícios públicos onde estejam pessoas que já nos deveriam ter ouvido e ainda não ouviram;

– por último, julgo que se deveria pensar também em greves bem convocadas e que afetassem o arranque do próximo ano letivo, uma vez que há muito trabalho que os docentes fazem em julho, que, a não ser feito, pode comprometer o normal início do próximo ano letivo em muitas das nossas escolas.

Que comece a discussão e que participem todos os interessados…

Por mim, a luta continua!

Espero que a luta seja cada vez mais radical e mais intensa, até nos devolverem o que é nosso!

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Mais Uma Semana a Aguardar a Abertura do Concurso Externo

E começa a ser bastante preocupante este atraso.

Seria de bom senso que a DGAE já tivesse aberto o concurso externo com as regras do Decreto-Lei 132/2012, sem estar a aguardar pela EVENTUAL publicação de um novo diploma de concursos. Ninguém garante nesta altura que as palavras de Marcelo sobre a promulgação deste diploma, para não gorar as expectativas de 8 mil docente, possa ocorrer quando estes 8 mil docentes, em especial uns 6 mil do norte do pais, não querem esta vinculação dinâmica.

Não promulgar este diploma seria dar um passo para o BOM FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS, como Marcelo pediu ao governo.

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Ramiro Marques (1955-2023)

Tive hoje conhecimento do falecimento do Professor Ramiro Marques que na altura de início deste blog também se movia pela Blogosfera com um blog de referência no panorama nacional, denominado Prof Blog. Muitas vezes criticado por algumas das suas análises, mas que era uma voz ativa junto dos professores.

Os mais sinceros sentimentos à família da equipa do Blog DeAr Lindo.

 

Morreu Ramiro Marques, um homem de referência como professor e autor

 

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Lista Colorida – RR30

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR30.

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224 Contratados na RR30

Foram colocados 224 contratados distribuídos de acordo com a tabela abaixo.

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Provas de Aferição – urge reconhecer o erro.

Provas de Aferição – urge reconhecer o erro.
 | Servido por José Manuel Alho

Não defendo as Provas de Aferição (PA) nos exatos termos em que são aplicadas.

No caso mais clamoroso – o do 1º Ciclo – elas fariam sentido somente no 4ª ano. Assim, os resultados obtidos, bem como o leque de conclusões que deles se poderia retirar, não significam especiais ganhos. Desde logo porque, em caso de deteção precoce de dificuldades, não são alocados outros recursos para recuperar os alunos. As ilações ditarão, quando muito, a obrigatoriedade de refletir, de criar mais projetos e de conceber outros grelhados que assoberbarão (ainda mais) os professores com documentação usualmente inócua. A tutela não tem feito a sua parte.

Este ano, com a inovação de serem realizadas digitalmente. As crianças do 1º Ciclo carecem de aperfeiçoar a sua motricidade fina e a competência caligráfica, por muito que @lguns entendam não estar na moda, é crucial. De resto, subscrevo a posição da Fenprof quando também assinala “Ao exigir que todas as escolas participem nas provas de aferição em suporte digital, e não apenas as que consideram ter já capacidade tecnológica e competências digitais dos envolvidos neste processo (tal como no ano anterior), o ME introduz também como objetos de avaliação infraestruturas, conetividade, acesso a equipamentos digitais, bem como a consistência das competências para o uso de plataformas, distanciando-se ainda mais do objeto e propósito enunciados para estas provas.”

Por exemplo, pedir a alunos de 7 anos de idade para imitarem o som e o movimento de uma minhoca e de um sapo cego (qual será o som de um sapo com visão?!) roça a fatuidade científica, pedagógica e didática.

A Prova de Aferição de Educação Artística. Sobre guiões, por uma questão de higiene e sanidade intelectuais, faço questão de não os adjetivar. No entanto, urge apelar ao bom senso, exigindo, pelo menos, que as tarefas propostas sejam exequíveis no tempo inicialmente estipulado, evitando cair no cinismo de alertar que as provas só estarão concluídas quando todos os alunos forem avaliados. De resto, é premente devolver ao 1.º Ciclo o conhecimento e a sensibilidade quem sabe da poda. Especialistas de gabinete poderão não ser garante suficiente de equilíbrio e razoabilidade. Por exemplo, pedir a alunos de 7 anos de idade para imitarem o som e o movimento de uma minhoca e de um sapo cego (qual será o som de um sapo com visão?!) roça a fatuidade científica, pedagógica e didática.

Sobre a Diferenciação Pedagógica. Matam-se os professores, recorrendo a ousadas – mas pouco valoradas – estratégias que garantam a diferenciação pedagógica para alunos com medidas universais, medidas seletivas e medidas adicionais e, no momento da Provas de Aferição, todos parecem ser metidos no mesmo saco, sem direito a adaptações dimensionadas e proporcionadas à especificidade inserta no seu RTP (Relatório Técnico-Pedagógico). Será que, no Ministério da Educação, o conceito de diferenciação pedagógica (só) foi criado para a (rasa) arraia-miúda implementar? Afinal, de quem deveria vir o exemplo? Ou a diferenciação pedagógica, para a tutela, resumir-se-á à leitura de enunciados e à concessão de tempo suplementar para a realização das provas?

Processo pesado e hiperburocratizado. Seria de esperar que, numa atmosfera de economia digital, o processo de preparação e de implementação destas PA fosse mais enxuto em vez de se revelar esta desagradável e mui penosa surpresa. Pesado. Hiperburocratrizado. Extenuante. Um dia destes, será preciso ir a Coimbra cursar uma qualquer variante para estar habilitad@ a cumprir com todas as minudências requeridas.

Em conclusão, importaria reconhecer o erro de continuar a promover, nestes termos, as Provas de Aferição. Corresponderia a um ato de inteligência. Natural

 

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Reserva de Recrutamento n.º 30

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 30.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 8 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira dia 9 de maio de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 30

Listas – Reserva de recrutamento n.º 30

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Era este “sapo cego” que queriam que imitassem?

 

 

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O Funcionamento das Escolas é Uma das 4 Exigências do Presidente da República

O Funcionamento das Escolas (em normalidade) foi a segunda das quatro condições exigidas por Marcelo Rebelo de Sousa ao Governo do PS para resolver os problemas dos Portugueses.

Posto isto, resta ao Ministro da Educação dar cumprimento a esta exigência do Presidente da República, ou será incluído no lote dos Ministros que nada fazem.

Pela ordem anunciada pelo Presidente da República ficam aqui as 4 exigências para a resolução dos problemas dos Portugueses.

  • Preço dos bens alimentares;
  • Funcionamento das Escolas;
  • Rapidez na justiça;
  • Preço na aquisição da habitação.

 

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Prova de aferição pede a crianças para imitarem minhoca e sapo cego

A prova de aferição de Expressão Artística do 2º ano, realizada esta quinta-feira, pedia aos alunos de 7/8 anos para imitarem o movimento e o som de uma minhoca e de um sapo cego. “Face a isto, rimos ou choramos?”

Prova de aferição pede a crianças para imitarem minhoca e sapo cego

 

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As greves e manifestações distritais continuam até 12 de maio

 

 

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Os Prós e os Contras dos Exames

Os exames nacionais acabam por ser a única forma de controlar um pouco as inflações das notas internas que são prática de muitos estabelecimentos particulares.

Por isso defender o seu fim total teria implicações que beneficiaria, na sua maioria, as escolas particulares.

 

PCP quer acabar com exames e defende avaliação contínua

 

Projeto dos comunistas quer tornar o ensino português mais inclusivo através da introdução de um regime de avaliação contínua em detrimento da realização de exames nacionais.

 

 

Quase 40 escolas inspecionadas por inflação de notas. Sete têm de “repor legalidade”

 

A análise das classificações internas dos alunos ao longo de vários anos e a relação desses resultados com as notas obtidas nos exames nacionais tem permitido identificar estabelecimentos de ensino onde existe uma prática reiterada de inflação das notas.

 

“Num universo de mais 400 escolas públicas, aparecem quatro” com problemas na atribuição das notas e “no universo de escolas privadas, que é quatro vezes menor, o número de escolas com comportamentos desviantes é dez vezes maior”, lamentou o ministro.

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Pelas Palavras de Marcelo, Hoje Anda a Analisar Leis Para Promulgar

Pelo que, antes de sair para a coroação do Rei Carlos saberemos ou não se vai promulgar o Diploma dos Concursos.

No fim de semana anunciou que o faria pelos oito mil professores que vinculariam, mas com grandes reparos ao diploma.

Se lhe chegaram milhares de professores  para que não seja promulgado o diploma de concursos, seria uma boa resposta política de Marcelo a António Costa, não o fazer.

O mesmo se poderá passar com o diploma “Acelerador da Carreira” que irá entrar na negociação suplementar, sem qualquer acordo previsível com as organizações sindicais.

 

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Ministro da Educação recebido por protesto de professores em Famalicão

Ministro da Educação recebido por protesto de professores em Famalicão

 

O ministro da Educação foi hoje recebido, em Vila Nova de Famalicão, por um grupo de professores em protesto que prometeu ser “uma assombração” para exigir ao Governo “negociação séria” e garantir que os docentes não vão desistir.

O que nós queremos é ser um lembrete, uma assombração na cabeça do ministro e de toda a equipa governativa  para relembrar que, por onde o Governo passar, vai ter um grupo de professores a lembrar o que está em cima da mesa e que nós não vamos desistir de uma negociação seria”, afirmou à Lusa Carla Gomes, uma das docentes em protesto.

João Costa está a visitar uma escola em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, na iniciativa Governo Mais Próximo, no âmbito da qual a maior parte dos ministros do Governo está a visitar locais em vários concelhos do distrito.

Em declarações aos jornalistas, já no final da visita e ainda com cerca de 15 professores em protesto, o ministro garantiu que estão a ser dados passos nas negociações com os docentes.

“O Governo nunca tem estado numa posição intransigente, tem estado numa posição de boa-fé negocial, também de responsabilidade porque sabemos que o mais fácil seria fazer tudo, mas sabemos também que os compromissos financeiros que podemos assumir nos obrigam a não dar saltos maiores do que as pernas”, afirmou João Costa.

Segundo o ministro, “não corresponder a todas as reivindicações não significa falta de vontade de dar passos e é isso que se tem vindo a fazer”.

Em Vila Nova de Famalicão, João Costa assistiu à inauguração da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola da Escola Secundária Camilo Castelo Branco.

À chegada do ministro, o grupo de professores, cerca de 30, pertencentes ao movimento Todos por Portugal, prometeu “não dar tréguas” ao Governo: “Queremos relembrar que não estamos mortos”, disse Carla Gomes, garantindo que, caso o ministro pense que o cansaço poderá levar os professores a desistir da luta, “isso não irá acontecer”.

Na quinta-feira, João Costa vai participar na reunião do Conselho de Ministros que vai ter lugar em Braga.

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