Cerca de 1.200 alunos sem aulas a pelo menos uma disciplina
João Costa, que está a ser ouvido em audição regimental pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, fazia um balanço do número de alunos sem professor a, pelo menos, uma disciplina, em resposta ao deputado António Cunha, do PSD.

João Costa, disse esta terça-feira no parlamento, contrariando o balanço feito pelo PSD, que alertou para o “risco de colapso” da escola pública, que cerca de 1.200 alunos estão sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.
O ministro da Educação, que está a ser ouvido em audição regimental pela comissão parlamentar de Educação e Ciência, fazia um balanço do número de alunos sem professor a, pelo menos, uma disciplina, em resposta ao deputado António Cunha, do PSD.
“A escola pública vive um período crítico e corre o risco de colapsar se continua esta política do deixa andar”, tinha afirmado o deputado social-democrata, citando uma estimativa da Por data, segundo a qual cerca de 250 mil alunos poderão estar sem aulas daqui a três anos.
Na mesma intervenção, António Cunha tinha ainda afirmado que, atualmente, o número de alunos sem aulas ascendia aos cerca de 18 mil.
A realidade, respondeu João Costa, está “muito longe desse número”. O balanço feito pelo ministro excluiu, no entanto, as necessidades de substituição que se encontram ainda no processo habitual de contratação, através de reserva de recrutamento ou de contratação de escola.
Ainda durante o período reservado às questões do grupo parlamentar do PSD, os deputados insistiram também no plano de recuperação das aprendizagens, afetadas durante a pandemia da covid-19.
O ministro da Educação já tinha anunciado que o plano seria prolongado no próximo ano letivo, mas acrescentou que as medidas a prorrogar seriam decididas durante o 3.º período, com base nos resultados do mais recente diagnóstico das aprendizagens, que deverão ser divulgados em breve.
A propósito das provas de aferição, que este ano se realizam em formato digital, pela primeira vez, por todos os alunos do ensino básico, João Costa respondeu às críticas apontadas pela deputada Inês Barroso, recordando que as competências digitais também estão previstas no currículo do 1.º ciclo.
“Não fazemos generalizações de nada” antes do projeto-piloto, sublinhou, referindo-se à avaliação feita pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) ao projeto-piloto conduzido no ano passado, segundo a qual “não existem efeitos significativos da modalidade nos desempenhos dos alunos”.

1 comentário
Do Judas hipócrita do Marcelo, nem falo… aqui do sonso, ele só está a rir-se porque beneficiou duma representação sindical a roçar a inutilidade, gozada nas pseudo-negociações, e a combater mais entre si que contra o governo, e que desperdiçou o apoio capital de 120 000 docentes numa união que tão cedo não se volta a ver; porque beneficiou de pseudo-greves que já incluem serviços mínimos e de greves destruídas por esses serviços mínimos ilegais, sem que o sindicato que as lançou tenha lutado contra elas com ferocidade; porque beneficiou por a partir de certa altura certos sindicatos “inovadores” que criticavam a luta fofa dos “sindicatos do regime” se terem tornado promotores de acampamentos e vigílias inócuas em vez da tal “luta inovadora” que iria fintar os serviços mínimos – só queriam mesmo era um lugar à mesa; porque beneficiou das próprias hesitações da classe docente, sempre com medo de “desagradar” e que num dia iam manifestação fora com bombos e pandeiretas – bum, bum bum, taratata, bum bum bum bum – e no outro dia caprichavam em obedecer religiosamente a tudo na escola, desde atividades não letivas a serviços extraordinários sempre a dizer “sim, sr diretor” e claro em não fazer as greves lançadas e que não foram destruídas por serviços mínimos. Assim, claro que se ri. Por enquanto…