Abril 2023 archive

Para onde vai a presente Luta?

Para onde vai a presente Luta?

 

 

Dentro da Classe Docente, existe, há muitos anos, uma certa predisposição para a desagregação e para a fragmentação, plausivelmente originadas pelas diversas situações profissionais aí presentes…

Dentro da Classe Docente parecem coexistir muitas “formas de sentir” e profusas “facções”, que frequentemente desencadeiam “explosões de susceptibilidades”, pródigas amofinações, discórdias e conflitos de interesses, todos culminando na ausência de consensos…

O resultado mais óbvio do anterior, tem sido uma divisão insanável e permanente da Classe Docente…

A presente luta não conseguiu abolir essa falta de coesão, ainda que, aparentemente, a possa ter atenuado…

A solidariedade entre as partes que compõem a Classe Docente parece ser algo inalcançável, tal como também o será o acordo e a convergência de acções entre todas as estruturas sindicais que representam os Professores…

A presente luta parece ter chegado ao “ponto de marasmo” e a prova disso é o facto de, neste momento, ser muito difícil conseguir indicar uma escola ou um agrupamento onde sejam visíveis, ou se façam sentir, inequívocos efeitos de uma genuína contestação de Professores…

E quando alguma escola ou agrupamento sobressai por via de determinada forma de protesto, isso é invariavelmente interpretado como uma excepção e não como uma regra…

Como excepções também têm sido vistos os Professores que têm ousado desobedecer…

– As Greves parecem ter perdido adesão…

– As Manifestações, em número elevado, têm juntado milhares de Professores que, nesse contexto, dão visibilidade ao seu descontentamento, mas que no dia seguinte entram na sua escola e se mostram incapazes de desobedecer ao que quer que seja…

– Participa-se nas Manifestações, convive-se com os pares, registam-se esses momentos, publicando-se muitas fotografias nas redes sociais, e no dia seguinte volta-se à escola para obedecer escrupulosamente a todas as ordens e, até, em alguns casos, para voluntariamente, ir além das mesmas…

– No dia seguinte ao da Manifestação estarão todos novamente disponíveis para aceitar a infernal rotina, que consome e aprisiona, repetindo-se todos os automatismos comportamentais e todos os vícios de funcionamento…

– No dia seguinte ao da Manifestação, quando se entra na escola, recalca-se o pensamento crítico e a contestação, que darão novamente lugar à obediência e ao conformismo…

Que impacto terão essas Manifestações no alcance das pretensões docentes? Afinal, para que servem essas Manifestações?

Talvez sirvam como potenciais “catarses colectivas” ou como forma de “lavar as Almas”, partindo do princípio de que o espírito de comunhão ajudará a aliviar algumas tensões…

Mas depois das Manifestações tem sido assim:

– A Classe Docente parece continuar a acreditar que os resultados desejados por si aparecerão sem custos e sem sacrifícios pessoais, atribuindo a outros a responsabilidade por uma “solução mágica” dos seus problemas…

Mas esta luta só se tornará realmente séria e consequente quando cada um for capaz de assumir a sua quota-parte de responsabilidade pelas soluções dos problemas e os necessários sacrifícios pessoais e se acabarem com as “desculpas” para não desobedecer…

Para que alguma coisa, efectivamente, mude será necessária a coragem dos destemidos…

Cada Professor parece continuar a defender, primordialmente, os seus próprios interesses e só depois, muito depois, o bem comum…

Enquanto a visão for sectarista, assente no individualismo de pensar apenas em si próprio, não se chegará a lado nenhum…

E bastou, há pouco tempo atrás, o Governo ter anunciado o Diploma do novo regime de gestão e recrutamento de Professores, para se constactar de imediato essa desunião confrangedora..


(Imagem roubada da Internet, de autor desconhecido).

Estará esta luta perdida?

Com toda a honestidade, não sei se estará perdida, mas seguramente estará muito longe de ser ganha…

As principais estruturas sindicais, que supostamente representam os Professores, e que deveriam ter um papel decisivo na presente luta, parecem preferir continuar a acreditar e a defender que a “Terra é plana”:

– Supostamente, o próximo dia 6 de Junho “será um dia histórico, exceto se o governo não quiser que a tranquilidade volte às escolas”, pode ler-se no site oficial da FENPROF…

Mas alguém ainda acreditará que, até ao próximo dia 6 de Junho, o Governo possa ser acometido por uma epifania e retroceder nas suas perversas intenções?

Por outras palavras, e de modo absurdo, 6 de Junho de 2023 “será um dia histórico”, que antes de o ser já não o era…

Ou, então, a afirmação da FENPROF anteriormente citada, destina-se apenas ao “consumo interno” dessa estrutura sindical e não é para ser levada a sério, nem tida em consideração, pelos restantes receptores dessa mensagem…

No momento, dos últimos anos, em que a Classe Docente mais precisava de Sindicatos consentâneos com acções competentes e impávidas, as principais estruturas sindicais têm tido uma prestação lastimável, mostrando-se incapazes de corresponder às expectativas daqueles que representam…

Depois do fracasso evidente relativo às “rondas negociais” com a Tutela, incentivo e apoio jurídico disponibilizado aos Professores que pretendam desobedecer às insanidades e às injustiças decretadas pelo Ministério da Educação? Nada. Silêncio absoluto…

Muito “folclore”, presenças em simulacros de negociações e requerimentos, junto do Ministério da Educação, para novos simulacros de negociação, que não levam a lado nenhum? Com certeza. Muitos…

Parece que há, de facto, estruturas sindicais tão “convencionais”, tão “responsáveis” e tão “moderadas”, que jamais incentivarão ou praticarão qualquer desobediência ou ruptura face à Tutela…

E assim vai a luta…

(Paula Dias)

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Blogosfera – Anabela Magalhães

Escute os Professores, Senhor Presidente da República! E vete!

 

 

Quando nem os possíveis “beneficiários” estão de acordo com esta ignomínia… como é possível que primeira maioria absoluta do país se deixe enrolar nas trapalhadas do desgoverno vergonhoso?!!!

Aqui lhe deixo um último apelo – Escute os Professores, Senhor Presidente da República! E vete!

 

 

 

Nota minha: Infelizmente acho que a promulgação já foi feita e enviada para publicação em Diário da República.

 

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A Recuperação dos 6A6M23D Custaria Apenas 236 Milhões

Hoje resolvi fazer um estudo rápido sobre os custos BRUTOS para o estado com a recuperação integral dos 6A6M23D.

Usei os dados que o Jornal Publico noticiou aqui, com o número de docentes por escalão em Dezembro de 2022 e apliquei os 6A6M23D a estes docentes com os valores de vencimento a 2022 para a comparação ser nos mesmos valores.

A tabela tem  os valores brutos, que como todos sabemos são depois aplicados descontos para o IRS e para a CGA/SS.

A injeção de dinheiro na TAP daria para pagar a recuperação dos 6A6M23D a todos os professores nos próximos 15 a 20 anos e garantidamente o governo passaria por menos vergonhas do que aquelas que tem passado.

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Vencimentos 2023 (Atualizado)

O IGEFE publicou ontem o Aditamento à Nota Informativa n.º 1 sobre as remunerações, com a entrada em vigor das atualizações salariais.

As atualizações salariais do Decreto-Lei n.º 26-B/2023, de 18 de abril tem efeitos ao dia 1 de janeiro de 2023, e os aumentos entre janeiro e abril de 2023, para efeitos de IRS, estão dispensados de retenção na fonte.

 

 

 

 

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Marcelo Vai Aprovar Diploma de Concursos Para Não Prejudicar 8 Mil Professores

…também disse que há muitas páginas por escrever sobre a JUSTA recuperação do tempo de serviço.

 

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Saída em bloco de palestra durante intervenção de Ministro da Educação

 

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O VETO PRESIDENCIAL NÃO ATRASA NADA SÓ MELHORA. LEMBREM ISSO EM MENSAGENS AO PRESIDENTE

Que tal aproveitarem um bocadinho do fim de semana longo, para escreverem (mandem uma.mensagem no correio eletrónico da presidencia) ao detentor da maioria absoluta presidencial, que tem poderes de controlar o governo, a dizer o seguinte:

♦️ O governo e seus satélites (vide Filinto e quejandos) andam numa fona a tentar martelar a mensagem de que, se Marcelo vetar o diploma de concursos atrasa o concurso e põe em risco o inicio do ano.

♦️ Isso é uma descabelada e orquestrada mentira.

♦️ O concurso faz-se, e a tempo, pela lei atual.

♦️Vetar a asneira em marcha não prejudica nada na abertura do ano (se a lei funcionou no ano passado e até se gabaram disso….).

♦️Até as 10 mil vinculações se podem fazer para o ano (mesmo com a lei nova, fazem-se este ano, mas o dano, o desterro PERPÉTUO é só no ano que vem).

♦️E de que serve ser “vinculado” e ser desterrado para longe de filhos, familia e terras de residência escolhida para sempre…..?

Por isso, não há pressa em promulgar e o veto não estraga, nem prejudica ou atrasa nada.

Se há pressa é em vetar para obrigar a corrigir os males que a nova lei trará em 2024-25.

O governo que se organize para governar bem e se deixe de demagogias baratas.

PS: E, Filinto, as tuas lutas de autarca e militante socialista de Gaia não justificam colaborares vilmente numa manobra demagógica assim.

Sabes bem que o que andas a dizer é contra os teus colegas professores e é uma mentira que serve para criar o quadro para destruir famílias e prejudicar vidas já frágeis.

E a conversa de que um diretor ou subdiretor deve alinhar pela politica do governo, mesmo que ela seja vil, só vale para boys. Isso queriam eles nas Dre e nos gabinetes. Que fossemos todos videirinhos como eles.

Eu escolhi servir o povo, a lei e o Estado não o bem destes governantes.

Filinto, não vou ter a tua carreira politica, mas vou morrer em paz com o que fiz.

Luís Sottomaior Braga

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Pela Primeira Vez o Concurso Externo Vai Abrir em MAIO!!!

Já no dia 18 de abril tinha publicado um artigo com as datas de abertura do concurso desde o ano 2015, no entanto também tenho as datas anteriores a 2015 e nunca aconteceu que o concurso tenha tido início apenas durante o mês de Maio.

Este ano isso é garantido, visto que estamos em fim de semana e o dia 1 de maio é feriado, pelo que só depois do dia 2 de maio é que pode ter início a publicação do aviso de abertura do concurso para se dar início à primeira fase do concurso que para além de integrar no quadro 2401 docentes irá ordenar os candidatos à contratação inicial.

Em média, nestes últimos 8 anos, passaram 42 dias entre o início da candidatura e a publicação das listas provisórias, pelo que se apontar esta média as listas provisórias serão apenas publicadas  em meados de junho. Após a publicação das listas provisórias passaram também em média 60 dias para as mesmas se tornarem definitivas, o que irá apontar para meados de agosto a data de publicação das listas definitivas do concurso externo.

Como poderão facilmente imaginar apenas no mês de agosto deverão ser as preferências para a contratação inicial e para a mobilidade interna, sendo mesmo impossível que se conheçam as colocações em meados de agosto como nos quatro anos anteriores.

E por muito que a DGAE queira antecipar estas datas será muito difícil que aconteça, pois existem prazos legais que têm de ser cumpridos com as reclamações e com os recursos hierárquicos.

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Casa à(s) Costa(s)” nas mãos do Professor Marcelo

Agora, cabe ao Presidente da República emendar o erro e não promulgar esta medida que contribui para a destruição da Escola Publica, sob pena de ficar para a história como o Presidente da República, também Professor, que validou uma lei inaceitável que impõe a precariedade a uma carreira profissional que deve ser valorizada por todos.

Casa à(s) Costa(s)” nas mãos do Professor Marcelo

 

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VIOLÊNCIA CONTRA PROFESSORES. NAS ESCOLAS – Luís Sottomaior Braga

 

Esta é infelizmente uma das noticias do dia.

A minha solidariedade a todos profissionais de educação da escola e mormente às vitimas das agressões.

No passado, senti várias vezes no corpo e alma o que estão a sentir e compreendo a dificuldade de gerir várias emoções e a tristeza, quando se passa por isso.

Há uns meses, houve um pai de um aluno que entrou pela sala do diretor da minha escola à procura do “caxxão” do Braga (não creio que fosse para me dar parabéns).

Está acusado pelo Ministério Público e vai ser julgado brevemente.

Há largos anos que falo disto como questão central de politica educativa, mas os políticos não querem saber, enlevados pelas suas ideias iludidas de flexibilidades, avaliações maiatas e inclusões “fifty four”.

Há uns meses, fiz uma.petição para a Assembleia a pedir medidas para isso que, infelizmente, não teve ainda as assinaturas suficientes para obrigar a ser debatida em plenário.

Acho que homenagear a nossa colega, agredida e humilhada, pode ser obrigar os políticos a ouvir a verdade destes casos.

Podem ajudar, divulgando e assinando?

Fica o link
https://peticaopublica.com/mobile/pview.aspx?pi=PT115866

 

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Comparação das Vagas Abertas com as Previsões do Blog, por Grupo e QZP

Em 17 de Setembro de 2022 apuramos 2.346 vagas a abrir em 2023 na Norma Travão.

Foram abertas 2401 vagas, pelo que erramos apenas por 55 vagas.

Neste quadro fazemos a comparação por grupo de recrutamento e QZP com a diferença das vagas reais e das que previmos na altura.

Acertamos em 98% das nossas previsões, o que demonstra mais uma vez a qualidade dos nossos estudos.

Abrir aqui o mesmo quadro em pdf

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2.º Conjunto de Email de Encarregados de Educação Que Não Enviam os Filhos às Provas de Aferição

Chegaram-me mais uma série de emails de Encarregados de Educação (em que alguns deles também são Professor@s) dizendo que não vão enviar os seus educandos para a realização das provas de aferição.

Não consigo perceber se esta tendência tem vindo a generalizar-se, mas parece que existe um enorme descontentamento na realização desta provas em suporte on-line, em especial junto das crianças mais jovens (2.º e 5.º ano).

 

 

Estou a pensar seriamente em não permitir que o meu filho as faça. Anda no 2 ano.

Os motivos são simples: a não necessidade em sujeitar crianças a esta pressão, a não aferição do que cada um sabe ou não ( bem sabemos o que não se consegue fazer quando se está nervoso /a), a imaturidade perante esta situação, a dificuldade em usar corretamente um teclado de computador (ainda estão a aprender a escrever, processo que não se finaliza num ou dois anos), as consequências futuras quando estiver na mesma posição ( inevitavelmente ficará sempre nervoso, ansioso…), o que o poderá prejudicar a nível académico.É caso para dizer “não há necessidade”.

Cristiana Gonçalves

 

 

 

Sou professora do 1 ciclo e mãe de uma menina que frequenta o 2° ano.
Como é óbvio, sou totalmente contra esta tontice em torno das provas.
A minha filha não irá fazer. Também, na turma dela, de 20 alunos, não irão pelo menos 12.
Tal como eu, os respetivos EE não concordam com esta atrocidade.

Susana Alves

 

 

A minha filha não fará as provas de aferição. Enquanto mãe e professora acho que estas provas não refletem o que é trabalhado no dia a dia dos nossos alunos; e vão expor alunos muito pequenos a frustrações desnecessárias, sem qualquer efeito prático.

Andreia Reis

 

Corroborando em pleno com as palavras da Andreia, como mãe e professora, também já tomei a decisão de que, o Bernardo não fará as Provas de Aferição.

Ana Batista

 

 

 

A minha filha não fará as provas.
Frequenta o 5o ano.
Discordo profundamente da aplicação das provas de aferição, muito mais realizadas em computador. A minha filha não tem computador e não me parece razoável “treinar” alunos tão pequenos em meia dúzia de dias. É um fator de stress e ansiedade perfeitamente desnecessário.
O ME mente quando diz que há recursos para esta mudança abrupta; não há.
Convido-o a visitar as escolas deste País, a maioria sem condições mínimas de conforto e condições de trabalho, para Professores e Alunos. Escolas onde os computadores estão completamente obsoletos e a Internet é péssima.

Ana Isabel Marques

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Lista Colorida – RR29

Lista colorida com colocados e retirados da RR29.

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187 contratados na RR29

Foram colocados 187 contratados na Reserva de Recrutamento 29, distribuídos de acorde com a tabela abaixo.

Apenas 27 contratações a sul: não é por falta de horários… mas por falta de candidatos! Isso explica certas decisões que pouco ou nada resolvem.

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Reserva de Recrutamento n.º 29

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 29.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira dia 2 de maio, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 3 de maio de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 29

Listas – Reserva de recrutamento n.º 29

 

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Porque cada vez há menos professores disponíveis para aceitarem as colocações…

Levantamento das penalidades aplicadas nos termos do art.º 18.º e do art.º 44.º

 

Exmo/a Sr/a Diretor/a / Presidente da CAP,

Informa-se que as penalidades aplicadas nos termos do art.º 18.º e do art.º 44.º, do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, se consideram levantadas para os devidos efeitos, no âmbito do Concurso de Contratação de Escola.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

 

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Levantamento das penalidades no âmbito do Concurso de Contratação de Escola

Quando a falta de professores aperta…

 

Informa-se que as penalidades aplicadas nos termos do art.º 18.º e do art.º 44.º, do Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação em vigor, se consideram levantadas para os devidos efeitos, no âmbito do Concurso de Contratação de Escola.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

 

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Professora agredida por aluno com mata-leão em escola Porto

 

Agressão ocorreu perante a turma que terá rido e batido palmas.

Professora agredida por aluno com mata-leão em escola Porto

Um aluno da Escola Básica e Secundária do Cerco, no Porto, agrediu uma professora com um golpe de mata-leão no passado dia 17 deste mês.

A agressão ocorreu perante a turma, que, segundo o Correio da Manhã, reagiu com “risos e aplausos”.

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Atualização da Tabela de Vencimentos 2023 – EduProfs

 

Atualização da Tabela Vencimentos 2023 

(maio e junho)

 

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A diferença na luta dos professores

Participei pela primeira vez, na terça-feira, por compromisso com a escola pública e por
imperativo de consciência, na “descida da avenida”. E, de facto, pude comprovar que descer a
Avenida da Liberdade no dia 25 de abril é literal e metaforicamente uma satisfação muito grande
para qualquer democrata, sobretudo neste tempo em que valores democráticos, como a
liberdade, a igualdade, a verdade e a transparência, estão a ser tão delapidados. Até por aqueles
que mais tinham obrigação de os defender. Mas nesse dia desfilaram na avenida muitos grupos
de cidadãos, e ainda bem, com as mais diversas motivações, incluindo muitas associações
sindicais e profissionais de diferentes setores públicos e privados.

No entanto, há uma diferença assinalável entre a atual luta dos professores e todas as outras
lutas que se fizeram representar na descida da avenida. Essa diferença é a exigência de
recuperarmos os 6 anos, 6 meses e 23 dias que António Costa, Mário Centeno e Tiago Rodrigues
nos roubaram em 2018, através da habilidosa e cínica fórmula de descongelamento dos 10 anos
tempo de serviço efetivamente prestado pelos professores portugueses nas escolas públicas do
nosso país.

A realidade é que as outras reivindicações dos professores, todas elas justas e necessárias a uma
escola pública mais democrática e com mais qualidade, se podem agregar na expressão “luta por
melhores condições de trabalho”. Neste sentido, há um significativo número de reivindicações
dos professores que se comparam com reivindicações de profissionais de outras áreas, que
também lutam por “melhores condições de trabalho”. E ainda bem que estamos todos em luta,
já que a política de “contas certas” e de “austeridade disfarçada” deste governo, à custa de
colossais cativações na Educação e na Saúde, por exemplo, e de uma colossal carga de impostos
sobre o setor privado, que esmaga as micro, pequenas e médias empresas, é uma vilania. Todos
temos, portanto, o dever de lutar por um Portugal melhor e o direito a manifestar a nossa
“indignação”.

Ora, a recuperação do tempo de serviço trabalhado pelos professores e que nos foi roubado em
2018 não é, como referi, apenas mais uma reivindicação dos professores do conjunto de
reivindicações por “melhores condições de trabalho”. Esta reivindicação é intocável para os
professores porque representa a restituição de muito dinheiro que nos está a ser roubado, a nós
e aos nossos filhos e filhas, desde 2018. E que nos continuará a ser roubado a todos, até ao fim
dos nossos dias, se esta infame e cobarde injustiça não tiver quem a resolva. Sem esses seis anos
e meio, todos os professores estão a ganhar muito menos do que o que deviam e terão reformas
muito inferiores àquelas a que teriam direito. Dependendo dos casos, nomeadamente o escalão
em que se encontrava em 2018 e, claro, a sua longevidade, cada professor pode ter um corte de
30, 40 ou 50 mil euros nos seus rendimentos até ao final dos seus dias. É muito dinheiro para
roubar a um trabalhador. Claro que comparado com os montantes envolvidos na TAP (3200
milhões de verbas públicas injetadas, 500 mil euros para apenas uma indemnização, mais de 55
milhões oferecidos a um senhor americano, etc…), isto parece pouco dinheiro. Mas, para quem
vive honestamente apenas do seu salário, como acontece com a esmagadora maioria dos
professores, é muito dinheiro. É muita qualidade de vida roubada às nossas famílias.

Por tudo isto é que a luta pelos 6 anos, 6 meses e 23 dias não é apenas mais uma reivindicação.
Como vi num magnífico cartaz no dia 25 de abril, a descer a avenida, esta revindicação traduz
uma questão da mais elementar justiça: “Só queremos o que é nosso! 6.6.23”. Se fôssemos
governados por gente com a estrutura e a honestidade intelectual que se deve exigir a um
governante, esta questão já estaria resolvia há muito tempo… Infelizmente, o Primeiro Ministro
tem mentido repetidamente sobre este assunto. É mentira que a restituição do que ele (António
Costa) nos roubou custe 1300 milhões de euros. É mentira que essa nossa reivindicação ponha
em perigo a sustentabilidade das constas públicas. É mentira que que a recuperação desse
tempo de serviço nos coloque em situação de privilégio em relação a todas as outras carreiras
da função pública. Infelizmente, o Ministro da Educação, este como o anterior, não tem peso
político, isto é, não tem relevância política dentro do governo. Não tem, pelo menos, voz
suficiente para impor uma solução para este problema, que ele sabe que é justa e necessária.
Infelizmente, o Presidente da República nunca mais larga o papel de comentador político e, por
isso, nunca mais assume o seu papel de garante do “normal funcionamento das instituições”. O
“normal funcionamento das instituições”, Sr. Presidente da República”, impunha que este
governo, que nas palavras de um ex-ministro é uma “pessoa de bem”, pagasse o que deve aos
professores.

“Nós só queremos o que é nosso. 6.6.23”. Obrigado, Paula Sanches, pelo teu cartaz de enorme simplicidade, concisão e clareza!

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O problema da falta de professores está resolvido. Vamos importá-los…

 

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse hoje (23) que um acordo assinado com Portugal vai facilitar o reconhecimento de diplomas de ensino fundamental e médio naquele país.

O acordo foi assinado nesse sábado (22) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante viagem oficial ao país. Trata-se de um complemento ao Tratado de Amizade celebrado entre os dois países em 22 de abril de 2000, sobre  equivalência de estudos no Brasil (ensino fundamental e médio) e em Portugal (ensino básico e secundário).

De acordo com Santana, que está na comitiva presidencial em Lisboa, o acordo pretende desburocratizar a tramitação do processo de reconhecimento dos estudos de brasileiros que moram em Portugal e de portugueses que moram no Brasil.

Atualmente, segundo o ministro, cerca de 5 mil processos estão em tramitação na embaixada brasileira para reconhecimento de estudos. Entre as medidas para acelerar os pedidos estão o reconhecimento automático e a tramitação eletrônica (online) dos processos.

“Isso vai facilitar. O mesmo ano equivalente no Brasil será reconhecido aqui [em Portugal] automaticamente”, afirmou.

Durante entrevista, o ministro da Educação também disse que o governo brasileiro pretende retomar um acordo para formação de professores em Portugal.

“Queremos retomar a formação de professores brasileiros em Portugal. Temos centenas de acordos com universidades brasileiras e portuguesas, e também a revalidação de cursos de nível superior. Vamos discutir e ver se na próxima reunião de cúpula , no ano que vem, a gente possa tratar dessa questão”, disse.

Acordo com Portugal pretende acelerar validação de diplomas

Logo Agência Brasil

 

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Falta de professores é o “grande contra” para a recuperação das aprendizagens

 

O presidente do Conselho das Escolas foi ouvido no Parlamento sobre a aplicação do Plano 21/23 Escola+.

Falta de professores é o “grande contra” para a recuperação das aprendizagens

O presidente do Conselho das Escolas (CE) – o órgão que representa os directores junto do Ministério da Educação (ME) – reafirmou, esta quarta-feira, que “o grande contra para o plano de recuperação das aprendizagens e para o trabalho das escolas é a falta de professores”, que se tem vindo a agravar nos últimos anos.

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Comparação entre as previsões do blogue e as vagas da Portaria (Norma Travão)

Mais uma vez apresentamos a comparação entre a previsão de vagas lançadas pelo blogue a 17  de setembro de 2022 e as vagas reais apresentadas na Portaria n.º 111-A/2023 a 26/04/2023.

Estão contempladas mais 55 vagas em comparação com as previsões do blogue, resultado de horários temporários equiparados a anuais. Os QZP’s 7 e 10 são aqueles onde mais se nota este fenómeno, principalmente nos grupos 100, 110 e 930.

Nos grupos do 3º ciclo e secundário assiste-se também a um fenómeno interessante: muitos dos candidatos que ficaram em completos e anuais no QZP 7 nos últimos 3 anos, acabaram por não reunir condições. Significa que estes professores denunciaram ou não aceitaram as colocações obtidas. O exemplo mais evidente está no grupo 300, onde 20 professores se encontram nestas condições.

 

entre

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Que vagas são estas 2401? Porque não são mais de 10.000?

 

As vagas publicadas em DR na Portaria n.º 111-A/2023, são as da Norma Travão, ainda faltam as tais da Vinculação Dinâmica que, fazendo contas de “sumir”, serão 8000 ou mais.

Ou estarei errado? Não é no site do governo que está publicada esta frase? Através desta proposta, será possível vincular, ainda em 2023, mais de 10 mil professores.”

É claro que essas vagas não podem ser publicadas enquanto não for promulgado o novo diploma de concursos pelo Presidente Marcelo… Cheira-me que ainda esta semana teremos notícias dele…

 

 

 

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Vagas do concurso externo dos quadros de zona pedagógica e do ensino artístico especializado da Música e da Dança

Vagas QZP – 2401
Vagas Escolas/Conservatórios – Ensino Artístico 23

 

Portaria n.º 111-A/2023

Vagas para o concurso externo
 
O número de vagas dos quadros de zona pedagógica, discriminadas por grupo de recrutamento, nos termos do Decreto -Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro, na sua redação atual, a preencher pelo concurso externo, no ano escolar de 2023/2024, previsto na alínea b) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto -Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na sua redação atual, é o constante do anexo I à presente portaria, da qual faz parte integrante.
Vagas para o concurso externo do ensino artístico especializado da Música e da Dança
 
1 — O número de vagas de cada estabelecimento de ensino público do ensino artístico especializado da Música e da Dança, a preencher pelo concurso externo, no ano escolar de 2023/2024, regulado pelo Regime de Seleção e Recrutamento de Docentes do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança, publicado em anexo ao Decreto-Lei n.º 15/2018, de 7 de março, na sua redação atual, é o constante do anexo II à presente portaria, da qual faz parte integrante.
2 — As vagas referidas no número anterior são discriminadas por referência ao respetivo código nos grupos e subgrupos das disciplinas curriculares dos cursos do ensino artístico especializado da Música e da Dança, definidos nos termos das Portarias n.os 693/98, de 3 de setembro, e 192/2002, de 4 de março.

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Momento de Humor

… realizado por um colega do Agrupamento de Escolas Dr. Mário Fonseca, em Lousada.

 

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Provas de aferição com recurso a computadores portáteis. E se avariarem?

Provas de aferição com recurso a computadores portáteis. E se avariarem?

 

Provas do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade passarão a ser feitas nos computadores providenciados pelo Ministério da Educação, mas eventuais avarias terão de ser acauteladas pelos pais. Diretores de escolas também se mostram preocupados com riscos de falhas informáticas, que terão de ser acauteladas pelos próprios professores.

Este ano, as provas de aferição vão ser muito diferentes do habitual. Pela primeira vez, os alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos vão realizar as provas em plataformas digitais, ou seja, através dos computadores portáteis escolares.

Para o mesmo teste, as escolas vão poder dividir os estudantes em dois turnos. Os alunos devem usar os portáteis pessoais que foram entregues pelo Ministério da Educação, mas também podem usar os computadores das bibliotecas e salas de informática das escolas.

As provas podem ser feitas online ou offline, para evitar que os alunos sejam afetados por falhas de rede. Caso sejam feitos sem ligação à rede, será necessário descarregar os enunciados antes do início das provas.

Todos os alunos têm portáteis aptos para os exames?

Nem todos. Há pais que se recusam a aceitar os equipamentos, porque não se querem responsabilizar em caso de avarias.

Mas as escolas não se responsabilizam por eventuais danos?

Os prazos de garantia dos dispositivos que foram entregues aos alunos em 2021 estão prestes a terminar e terão de ser os pais a lidar com os custos das reparações.

Para resolver este problema, o presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, sugere que o seguro escolar passe a cobrir o uso dos portáteis escolares.

Uma medida que, segundo o mesmo, já foi proposta ao Ministério da Educação.

Os riscos de eventuais falhas informáticas estão acautelados?

Não exatamente. À Renascença, Filinto Lima explica que existe um manual de procedimentos enviado pelo Governo às escolas.

No entanto, o presidente da ANDAEP avisa que é impossível que haja professores capazes de dar apoio informático em todas as escolas.

Os alunos estão preparados para fazerem as provas em computadores?

É uma dúvida dos diretores de escolas, que expressam preocupação com os alunos do 2.º ano, mais especificamente.

Segundo Filinto Lima, as crianças entre os seis e os sete anos ainda estão a aprender a escrever e a desenvolver a caligrafia, pelo que deveriam realizar provas escritas.

 

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Monodocentes dizem que isenção de aulas a partir dos 60 não acaba com “discriminação”

Movimento dos Professores em Monodocência está à espera de ser recebido por João Costa para apresentar as suas propostas. Ministro anunciou que a partir dos 60 anos terão isenção total de aulas.

Monodocentes dizem que isenção de aulas a partir dos 60 não acaba com “discriminação”


A intenção anunciada pelo ministro da Educação de, a partir dos 60 anos, isentar de horas de aulas os educadores de infância e os docentes do 1.º ciclo é “manifestamente insuficiente para repor a equidade entre estes e os seus colegas dos restantes ciclos de escolaridade. É o que transmite ao PÚBLICO a educadora de infância Paula Gomes em nome do Movimento de Professores em Monodocência (MPM), lançado em 2020 nas redes sociais e que reúne cerca de dez mil profissionais.

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Pela educação e pela liberdade – Santana Castilho

 

Comemorámos ontem mais um 25 de Abril, 49 anos após o poder ter passado do Estado Novo para a III República, estando em crise muitas das melhores ideias de Abril, particularmente no que respeita à educação e à liberdade.
Eu sei que a plenitude da liberdade é desígnio utópico. Com efeito, os modelos de organização social, particularmente os modernos, assentam cada vez mais em ligações de interdependência, das mais variadas naturezas. Mas é o grau de liberdade o determinante maior da nossa qualidade de vida. Dito isto, rejeito que seja plenamente democrática uma sociedade que não paute o seu desenvolvimento pela universalização do bem-estar dos seus cidadãos, desde que de passo síncrono com um profundo respeito pelas suas liberdades individuais. Porém, conciliar e exercer a liberdade de pensamento dentro das organizações, formais ou informais (partidos políticos, grupos religiosos, redes sociais ou grupos de opinião) é cada vez mais difícil, para não dizer penoso.
A pandemia instaurou uma espécie de pensamento único, intolerante ao contraditório das correntes dominantes, e promoveu falsos moralismos e pretensos argumentos de autoridade para defesa de medidas sanitárias, que se constituíram como instrumentos repressivos, usados contra quem ousasse divergir. Reconheça-se que com o apoio generalizado da sociedade, que facilmente trocou liberdade por segurança, e com a ajuda de uma comunicação social que se demitiu de investigar e se limitou a reproduzir, sem sindicar. Com efeito, a legalidade democrática é frequentemente vítima de uma promiscuidade evidente entre a comunicação social e as agendas globalistas, sejam elas económicas, políticas ou de costumes.
A Constituição (CRP) é assumida cada vez mais como estorvo e cada vez menos como a referência que se jurou respeitar e cumprir. Assim, o legado de Abril de 1974 está presentemente ameaçado por uma revisão constitucional que PS e PSD, sem terem para tal pedido mandato aos eleitores, se preparam para fazer. E que propõem? Suprimir o direito à liberdade, consignado no artigo 27º da CRP, para que os cidadãos possam ser detidos sem ordem judicial, para que a livre circulação seja proibida sem necessidade de decretar o estado de emergência e para que o Estado possa devassar as comunicações privadas, com a mesma ligeireza com que a PIDE devassava o correio. Se permitirmos isto, enterramos de vez o 25 de Abril e o desiderato constitucional de construir “um país mais livre, mais justo e mais fraterno”.
Perdida a soberania e a independência para uma Europa governada por não eleitos, hoje alienada pela guerra e subserviente aos EUA, saibamos ao menos continuar a manter a protecção constitucional à liberdade, à liberdade de opinião e circulação, à educação, à saúde, à habitação e à cultura. E saibamos promover uma cidadania activa, que se oponha à crescente dessintonia entre as práticas governamentais e o respeito por esses direitos fundamentais.
Cumulativamente, a educação vive a maior crise da democracia. Temas centrais, geradores dum conflito que já dura há seis meses (contagem do tempo de serviço, redução da burocracia imperante, mobilidade por doença, respeito pelos horários legais de trabalho consagrados na lei, criação de condições para o rejuvenescimento da profissão docente, discriminação laboral dos professores em monodocência, destruição sistemática da coerência curricular, interferência governamental na independência intelectual, científica e metodológica dos professores, entre outros) continuam a ser olimpicamente ignorados por parte do ministro da Educação, em sede das negociações.
António Costa não está apenas desatento ao desmoronamento do nosso sistema de ensino, submetido a ideologias destemperadas, apresentadas como pedagogias modernas. Está completamente desinteressado e alheio. Boiou no mar encapelado da “geringonça” porque a sua sobrevivência apenas dependia dos seus dotes de manipulador e malabarista político de vida inteira. Agora afogou-se, porque a maioria absoluta revelou o vazio absoluto do seu pensamento reformista e estratégico.
A sociedade aguenta mais três anos a esbracejar no lamaçal de incompetências e mentiras, que têm vindo a corromper a democracia portuguesa?
In “Público” de 26.4.23

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Aos professores e a todos os trabalhadores que lutam pelos seus direitos – Raquel Varela

Aos professores e a todos os trabalhadores que lutam pelos seus direitos, o texto que fiz e que foi lido pelo professor Ricardo Silva.

Não posso estar convosco hoje e desfilar, como faço sempre, a celebrar a revolução. Na verdade, tirei o dia para ir passear com a minha mãe, que se reformou cheia de vida aos 62 anos, continua a trabalhar no que gosta voluntariamente e tem hoje saúde e bem-estar para aos 72 anos passearmos juntas, em programas culturais, que – de quando em quando – fazemos, juntas. Nunca deixo de estar na Av. da Liberdade, mas a minha mãe é, como diz um adágio anarquista, a “única autoridade a que me submeto”.
Queria que todos os professores, a maioria são professoras, tivessem a vida que ela teve. Acesso à cultura, trabalho com prazer, respeito dos colegas, e direito a reformar-se numa idade que pode usufruir do lazer ou continuar a trabalhar a um ritmo autodefinido, e com autonomia.

Os professores, as professoras, juntos, de todas as idades e sexos, nacionalidades, e áreas distintas, têm protagonizado lutas nestes 6 meses que são um exemplo para o país. Com um movimento de base, democrático, nas escolas, que exige “parar de mentir” sobre os critérios de avaliação de docentes e de alunos, que exige uma escola de cooperação, escrupulosa e exigente, que forma conhecimento crítico, em vez de competências aligeiradas.

Na luta tiveram a cooperação que no dia a dia lhes é vedada com critérios kafkianos de avaliações, que só avaliam de facto os gestores que as criaram numa “governação por números” que tem feito da escola – um lugar maravilhoso – um espaço de tortura onde se prolongam os horários de trabalho, e se esvazia o sentido da educação.

Riram mais em greves e manifestações, onde ergueram as suas vozes em defesa da educação, do que em anos em salas de professores vazias, sem alma, onde se afogam mágoas, queixas e injustiças. De vítimas passaram a sujeitos de luta.

O salário não é dado – os trabalhadores quando trabalham pagam o seu próprio salário. É-lhes devido o que trabalharam bem como, no mínimo, os aumentos para fazer face à inflação.

É com os professores – e com os médicos, enfermeiros, funcionários judiciais, maquinistas – que temos um compromisso assumidos. Não é com a obscena riqueza que circula entre a dívida “pública” e os bancos.

Os professores lutam contra a precariedade e uma lei que os coloca, mesmo aos que estão fixos em escolas, na mão arbitrária de diretores não eleitos, que os podem alocar a outras escolas de mega agrupamentos, com custos de deslocação, como forma de retaliação ou simplesmente porque “podem, querem e mandam”.

Ao mesmo tempo, nestes meses, os professores deram uma lição de democracia e solidariedade – ao manterem as lutas contras as tentativas de lhes retirar o direito à greve, e ao fazerem fundos de greve entre profissões. Falta-lhes, porém, a solidariedade – efetiva, com gestos – dos outros trabalhadores do país.

Pese embora a relativa solidão com que têm lutado é impressionante o apoio público que têm, é exemplar que não baixem os braços, com coragem, e nos vão dando a “aula mais importante” – só há democracia real quando nos locais de trabalho há democracia e dela brota a solidariedade.

São um exemplo, para todos os outros trabalhadores dos serviços públicos e das empresas. Sou grata pela lição. Estou ao vosso lado. Para que possam trabalhar com prazer, deixar de trabalhar com saúde, trabalhar para viver. 25 de Abril sempre!

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Portugal livre e democrático? Sim, mas só quando La Famiglia quiser…

 

No passado Domingo, La Famiglia, ou seja, o Governo e os seus apoiantes, esteve reunida no Porto, a pretexto das comemorações dos 50 anos do Partido Socialista…

Terá havido uma grande festa, orquestrada por vários paladinos teóricos da Democracia, munidos de muitos discursos laudatórios, dirigidos ao líder do Partido Socialista António Costa…

 O Chefe de La Família”, de quem os respectivos devotos esperarão protecção e algumas benesses, terá sido agraciado com juramentos de obediência e lealdade, a lembrar um sistema semelhante ao da vassalagem, plausivelmente assente na recíproca prestação de serviços…

E teria sido a festa perfeita, não estivessem no exterior do Pavilhão, onde a mesma decorria, milhares de cidadãos em protesto contra as políticas do Governo…

O “Chefe de La Família”, certamente embevecido pela veneração e pela idolatria, fez por ignorar o confronto com o Povo e a festa lá continuou, imperturbável e completamente alheada do que se passava fora daquela redoma…

Mas fora da redoma, havia uma realidade visível e audível: um grande protesto, realizado por milhares de cidadãos, muitos deles profissionais de Educação, que se fez ver e ouvir durante várias horas…

La Famiglia, com uma postura cínica e hipócrita em relação aos protestos e às reivindicações, primou pelo desrespeito face aos seus concidadãos, brindando-os com obstinação, arrogância e prepotência política…

As agressões infligidas por esta Famiglia à Escola Pública, e em particular à Classe Docente, não têm sido metafóricas, como comprovam os factos:

 Em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo Partido Socialista;

– Em 2023, a saga do Partido Socialista contra os profissionais de Educação, em particular contra os Professores, continua, sem fim à vista;

– Nunca, como nesses Governos, a Classe Docente foi tão desprezada, vilipendiada ou acossada…

Quando esta Famiglia exerce funções governativas, o país tende a transformar-se num potencial Feudo, posto ao serviço do Partido Socialista…

E é nessa altura que também costumam emergir muitas “eminências pardas”, muitos “ungidos da intelligentsia (Thomas Sowell), muitos “compadres” e muitas “comadres”, todos à procura de poder usufruir de benefícios e proveitos pessoais, quase sempre obtidos à custa do erário público, ou seja, à custa dos contribuintes portugueses…

Esta Famiglia não tem tido qualquer pudor em usar o país em proveito próprio e exemplos disso são conhecidos praticamente todos os dias…

A propósito das comemorações dos 50 anos do Partido Socialista, o seu Secretário-Geral, António Costa, dirigiu aos Portugueses este convite:

Mas queremos que estas comemorações sejam abertas, motivadoras e participadas. Assim, saúdo as portuguesas e os portugueses, convidando-os a que se juntem a nós e que conheçam melhor o PS, a sua história e o seu papel fundamental na construção do Portugal livre, democrático, moderno e solidário. Um Portugal de todos e para todos”…

Palavras bonitas, mas integralmente contraditadas pelas acções…

No caso de António Costa, “o diabo não está nos detalhes ou nos pormenores”, o diabo costuma estar nas suas acções, frequentemente dominadas pela sobranceria e pela arrogância…

E à luz do que se passou no Porto, no passado Domingo, as afirmações anteriores de António Costa, não podem deixar de ser qualificadas desta forma:

– Mais cínicas e mais hipócritas deve ser praticamente impossível…

Portugal livre e democrático? Sim, mas só quando La Famiglia quiser…

Não foi, certamente, para isto que se fez o 25 de Abril de 1974…

Ainda assim, saúdo convictamente o 25 de Abril de 1974, sem ele não seria possível divulgar o presente texto, nem exercer o direito de expressar livremente opiniões, concordando ou discordando do mesmo…

Reafirmo, no presente, o que defendi em 12 de Março passado, num outro texto publicado pelo Blog DeAr Lindo, intitulado Resistir e Desobedecer, onde, pela primeira vez, falei na possibilidade de a presente luta se ver obrigada a enveredar pela Desobediência Civil, nomeadamente este parágrafo:

– Depois de esgotadas todas as vias possíveis de entendimento ou de negociação, a Desobediência Civil é uma transgressão da lei, no sentido em que se recusa obedecer-lhe e cumpri-la, mas é uma insubordinação legitimada pelo direito à insurgência contra determinadas normas jurídicas e medidas governamentais, consideradas como atentatórias às virtudes da Democracia…

Nessa altura, o texto em causa suscitou alguma estranheza, por parte de uns e o acordo e desacordo de outros, todos no pleno direito de expressarem livremente as suas opiniões…

Após a referida publicação, outros autores também abordaram a temática da Desobediência Civil, o que me leva a acreditar que esse assunto não pode ser visto, e não está a ser visto, como um tabu e que, afinal, a ideia de Desobediência talvez não seja tão excêntrica e despropositada, quanto inicialmente poderia parecer…

Perante todas as indubitáveis manigâncias do Ministério da Educação, praticadas em nome do Governo, já se percebeu que sem desobediência será praticamente impossível ganhar a presente luta…

Em homenagem à Liberdade conquistada pelo 25 de Abril de 1974, neste momento parece haver apenas um caminho:

– Resistir e Desobedecer…

Assim haja a coragem para o concretizar…

 

(Paula Dias)

 

 

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Em Abril eramos muitos mil – João Fernandes

Em Abril eramos muitos mil
Na madrugada da liberdade
Erguemos as vozes
Num ritual de libertação
Fomos cravos vermelhos
Choros de alegria
No Carmo fomos multidão
Fraternalmente irmãos solidários
Salgueiro Maia o nosso capitão
A voz de tantas vidas adiadas
A fala desta liberdade
Aprendemos palavras escondidas nas trevas
Perdemos os medos
Sentimos em nós a esperança a crescer

A história fez-se espontaneamente
Seremos sempre Abril

João Fernandes

 

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Os maus exemplos que os “democratas” seguem com orgulho…

A falta de professores é um problema crónico por toda a Europa. Mas não é por isso que o caminho da desvalorização da profissão não cessa.

Apesar de Portugal ter como exemplo outros países que seguiram o tenebroso caminho que o país está a seguir, em relação à profissão de professor, não é por isso que se desvia desse caminho.

O problema estrutural da formação de professores tem décadas e apesar da abertura de mais vagas no ensino superior  para candidatos a professores, demorariam décadas a resolve-lo.

A contratação de professores, em Portugal, é gerida como uma mercearia de bairro, à moda antiga e com um livro de calotes muito extenso.

Qualquer empresa sabe que se quer ter bons profissionais tem que os motivar e apresentar um conjunto de benefícios que os atraia. O estado não é uma empresa, mas para captar qualquer profissional já não basta o fator “emprego para a vida”. O segredo para resolver o problema de falta de profissionais está nas vantagens que o estado lhes pode oferecer, se o estado oferece piores condições de trabalho, ordenados mais baixos, uma carreira com cortes absurdos (balizada por uma avaliação baseada no desmérito) e os desloca da sua área de residência sem qualquer contrapartida financeira, está à espera de quê?

O problema é que o estado ainda se tem como o melhor dos empregadores e julga que todos o veem como tal.

Não tardará muito a termos os exemplos da notícia abaixo a acontecer nas nossas escolas, em números superiores ao que já temos (porque já temos). Quando isso for demasiado para  se esconder, talvez a sociedade acorde e se lembre que a democracia não trouxe só liberdade, a responsabilidade também veio acopulada.

 

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Relatos de EE Que Não Vão Enviar os Filhos para as Provas de Aferição

Ao longo do dia de hoje chegaram-me inúmeros relatos de Encarregados de Educação que optaram por não enviar os filhos à escola para a realização das Provas de Aferição.

Como as provas de aferição não têm qualquer influência nos resultados dos alunos e em muitos casos os pais sabem que para os seus filhos estas provas são mais um momento de perturbação na rotina escolar dos seus filhos, é normal que cada vez mais pais optem por esta solução.

Os relatos que me chegaram estão perfeitamente identificados e como tal deixo-os tal como me chegaram.

 

Sou mãe, encarregada de educação e professora.
Tenho uma filha a frequentar o 5 ano e não vai fazer nenhuma das Provas.
Comuniquei isso na reunião de entrega das avaliações do segundo período e esclareci os restantes pais para a inutilidade das mesmas.
Ao dispor
Anabela Sousa
O meu filho não vai fazer porque este ME desconsidera, de uma forma aberrante, os professores.
Acrescento que estas provas de aferição em formato digital sem haver um acompanhamento sério prévio com tempo e com várias sessões de experimentação, (como por exemplo fichas realizadas nesses moldes) só vai criar stress desnecessário! Coisas feitas em cima do joelho só para mostrar serviço não correm bem! Ou seja, estes alunos estão a ser usados como cobaias, para o ME atingir os seus objetivos, quem nem se sabe bem quais são! Qual o motivo disto ser tudo feito à pressa? Os fins não justificam os meios! Para além disso, independentemente das PA serem ou não em papel, para quem servem? Visto não terem qualquer peso na avaliação final e os alunos já terem um ano letivo em cima, onde já foram avaliados de forma contínua, para que sujeita-los a isto? Miúdo que já estão cansados, saturados, a precisar de descansar!
Ruth Sá
Quando nos apercebemos, cá em casa, de que efetivamente as Provas de Aferição deste ano iriam ser feitas por computador, ponderamos o assunto, e avisamos a Professora de que o nosso filho (que frequenta o 2.º ano) não iria participar.
Não porque temessemos os feitos da ansiedade ou qualquer stress adicional, mas porque não vemos qualquer benefício ou utilidade em aferir conhecimentos de crianças tão pequenas via computador.
Mais, fizemo-lo antecipadamente, já para tentar evitar o que entendemos como todas as perdas associadas à preparação deste novo modelo de Provas…
1) não queremos que ele desperdice minutos da aula a ser treinado para escrever num computador (ao invés, preferimos que treine a caligrafia);
2) não queremos que ele nos peça o computador para treinar com o teclado em casa, com receio de fazer má figura (antes corra e brinque livremente lá fora);
3)  e não queremos que a Escola desperdice tempo, energia e recursos em organizar algo que não serve minimamente alunos tão novos (seria tão melhor organizarem atividades e visitas de estudo!);
Já foi constrangedor ter de explicar ao meu filho o quão importante é aprender a ler e a escrever bem, apesar de existirem vídeos tutoriais para ensinar coisas, o Google permitir pesquisas por voz e já existirem programas de computador que escrevem automaticamente como se fosse um ditado (tudo argumentos dele…)
E vem agora o Ministério da Educação colocar crianças de 7 anos a responder por computador, colocando em causa os nosso argumentos?
Com que fundamento? (Se até as neurociências o refutam..)
Assim, enquanto pais e encarregados de educação, recusamo-nos a colaborar com estas Provas
Vemo-las apenas como uma forma camuflada de condicionar e incentivar à aprendizagem e avaliação de míudos via computador. (Talvez para mitigar uma futura falta de Professores quem sabe…)
E eles terão mais do que tempo para isso.
Olívia e Carlos Santos
A minha filha começou a mostrar muita ansiedade pela realização das PA digitais. Penso que se fossem em suporte papel ela iria encará-las como um teste de avaliação. Neste momento, quando se fala do assunto começa logo a dizer que o computador pode falhar, que ela pode não conseguir responder a tempo… como tal, a decisão foi tomada: não irá à escola nestes dias!
Não acho pertinente a realização destas provas e acima de tudo devo zelar pelo bem-estar da minha filha, já que o Estado não pensa no que sentem crianças do 2° ano perante estas situações.
Vanessa Monteiro
A minha filha anda no 5 ano e ainda não lhe foi atribuído computador. Por este facto e, por considerar que uma prova de aferição sem os alunos durante todo ano letivo não fazerem qualquer exercício em formato digital nas disciplinas a avaliar, a minha filha não irá realizar as ditas provas
Um abraço,
Eduarda Adriano
As minhas filhas não vão comparecer nas Provas de 5 e 8 ano. Enquanto mãe não concordo e como Professora é melhor nem dizer o que me vai na alma!
Obrigada
Eduarda Ribeiro

 

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CONCURSOS MADEIRA – CALENDARIZAÇÃO

 

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Diretores alertam que alunos correm o risco de começar próximo ano letivo sem professores

 

Concurso de professores ainda aguarda pela luz verde de Marcelo Rebelo de Sousa.

Diretores alertam que alunos correm o risco de começar próximo ano letivo sem professores

Março é o mês que marca o arranque dos concursos para a colocação de professores. Mas, este ano, o calendário não está a seguir o caminho que é habitual. Tudo porque o concurso ainda não arrancou. As listas com as colocações costumam sair até ao dia 31 de agosto, mas com os atrasos torna-se cada vez mais difícil cumprir os prazos.

Já lá vão quase dois meses. Tudo está nas mãos do Presidente da República. É Marcelo Rebelo de Sousa quem vai promulgar ou vetar o decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, aprovado em Conselho de Ministros a 17 de março.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas alerta que o novo diploma pode ficar congelado, e nem chegar a ser aplicado já neste concurso.

“Pode não haver tempo para que os resultados deste novo diploma sejam conhecidos em tempo útil. Este é um concurso muito complexo, muito moroso, e que normalmente arranca em março. Estamos quase em maio”, avisa Filinto Lima. O ano letivo “pode começar com muitos professores ainda sem estarem nas escolas”, já que os docentes normalmente apresentam-se ao serviço no primeiro dia de setembro.

Este diretor reconhece que o novo modelo de concurso proposto pela tutela pode até ficar congelado. “Há até o risco do diploma que venha a ser promulgado pelo presidente da República não poder ser colocado em prática este ano”, lembra.

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CONCURSOS RAM – 2023/2024 – AVISO DE ABERTURA

Foi publicado o Aviso de Abertura nº 211/2023, de 21 de abril do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação especial na Região Autónoma da Madeira para o ano letivo 2023/2024, que enviamos em anexo.
NOTAS:
Prazos de Inscrição:
As candidaturas ao concurso são precedidas de uma inscrição obrigatória, nas seguintes datas:
– Concurso externo e de contratação inicial: de 24 a 28 de abril de 2023;
– Mobilidade interna: de 30 de maio a 01 de junho de 2023;
IMPORTANTE:
– Os candidatos que tenham lecionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da rede pública da Região Autónoma da Madeira, no período compreendido entre 1 de setembro de 2022 e a data de abertura do concurso, estão dispensados da inscrição obrigatória referida nos números anteriores;
– Os candidatos sem vínculo aos estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da RAM (redes pública e privada) deverão remeter a inscrição acompanhada dos documentos constantes no ponto 10, preferencialmente em formato PDF, exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço [email protected], solicitando o respetivo recibo de entrega da mensagem enviada;
– Os candidatos com vínculo aos estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da RAM (rede privada e escolas profissionais privadas) preenchem o formulário (B) e apresentamos documentos nos estabelecimentos do ensino particular e cooperativo, instituições particulares de solidariedade social e escolas profissionais privadas.
A inscrição faz-se mediante o preenchimento dos formulários a seguir enunciados:
Formulário A – Candidatos ao concurso externo/contratação inicial com reserva de recrutamento da RAM, sem vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM (rede pública e privada);
Formulário B – Candidatos ao concurso de contratação inicial – nos termos do n.º 5 do artigo 40.º do regime jurídico dos concursos de pessoal docente da RAM, indivíduos que no ano letivo anterior àquele a que respeita o concurso tenham adquirido habilitação profissional após a publicação do aviso da abertura do concurso;
Formulário C – Candidatos ao concurso de mobilidade interna nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 36.º do regime jurídico dos concursos de pessoal docente da RAM, sem vínculo aos estabelecimentos de educação/ensino/instituições de educação especial da RAM.
Prazos de Candidatura:
– Concurso externo e concurso de contratação inicial – de 24 a 26 de maio de 2023;
– Mobilidade Interna – de 19 a 21 de junho de 2023;
– Afetação aos QZP – de 12 a 14 de junho de 2022;

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Devolva-se a escola aos professores e cumpra-se Abril, antes que a máquina o impeça – Paulo Prudêncio

Debata-se as causas da desvalorização do professor e proponha-se caminhos possíveis. E repita-se que se deve aos professores a melhor ideia das democracias – a invenção da escola pública.

Devolva-se a escola aos professores e cumpra-se Abril, antes que a máquina o impeça

Nem o mais pessimista diria que 49 anos depois do 25 de Abril estaríamos nesta queda da escola pública. É difícil apresentar conclusões nos estudos sobre educação, mas a falta de professores – e a sua precarização e proletarização – é uma ilação irrefutável que recupera a exigência de cumprir Abril.

E por mais que políticos, financeiros e pedagogos prognosticassem a subalternização do professor, a realidade contrariou-os. Aliás, o digital na pandemia reforçou o seu papel e a Inteligência Artificial sublinha-o com um sério alerta: a máquina poderá dominar os humanos e o ensino das massas.

Para se sistematizar o debate, e como quase tudo começa nos EUA, “repita-se” sumariamente dados de Nova Iorque, e não tarda da Lapa de Lisboa e da Foz do Douro do Porto: as principais faculdades matriculam mais estudantes dos 1% mais ricos do que dos 60% com menos rendimentos; paga-se 66.200 euros de propinas anuais nas escolas para ricos, enquanto o investimento nas públicas é de 13.200 euros; contrata-se explicadores do secundário por 880 euros a hora; o aumento brutal das desigualdades educativas é maior do que no apartheid americano em 1950.

Acima de tudo, privilegia-se escolas para ricos, com propinas elevadas, turmas pequenas, currículos completos, uso sensato do digital sem viciar no desperdício de tempo e professores imprescindíveis. Em contraposição, as escolas dos restantes têm conteúdos digitais massificados, turmas numerosas, currículos mínimos e professores como guardadores “uberizados” (o “desatento” Governo português acaba de o acentuar nos concursos).

Mas voltando ao título deste texto, debata-se as causas da desvalorização do professor, nomeadamente a aura pedagógica que sustentou os cortes financeiros, e proponha-se caminhos possíveis. E, antes de mais, repita-se que se deve aos professores a melhor ideia das democracias – a invenção da escola pública –, assente na intemporalidade do ensino e da moderação, como acentuam as neurociências e a psicologia cognitiva.

Salvo melhor opinião, a desvalorização do professor foi um erro histórico com a participação de pedagogos. Advogou-se, como inclusivo, o radicalismo da escola centrada na aprendizagem, em oposição à escola que, por cá, se afirmou na ditadura. Foram extremos que se tocaram. Confundiu-se pedagogia com ideologia.

Verdade seja dita que se ignoraram os avisos (década de 1980) de que a democracia exigia dos professores a selecção dos conteúdos (com conhecimentos, destrezas, valores e atitudes), e das formas de avaliação, que ultrapassaria a relação contraditória com os alunos. Desconstruíram-se três teses que ainda hoje se confrontam: a da harmonia, do psicoterapeuta Carl Rogers, baseada em relações individualizadas e empáticas, mas inaplicável em turmas; e duas de desequilíbrio: magistercentrismo (o professor-rei de Alain, Dewey e Durkheim) e pedocentrismo (o aluno-rei de Freinet, Montessori e Summerhill).

Além de tudo, e é hoje cientificamente mais claro, há diversos estilos para ensinar, mas é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento no que se refere ao modo como cada um aprende. Se na investigação é imperativa a busca desse conhecimento, nas políticas educativas requer-se equilíbrio e prudência. Inclusivamente, a destemperada centralidade na aprendizagem inscreveu um diabólico aprender a aprender como uma espécie de absurdo assente em desconhecer a desconhecer ou ignorar a ignorar. Confundiu-se ciência com o valor moral positivo dado ao estímulo para aprender, agravado com a hierarquização de estilos de aprendizagem.

A partir de dado momento, não era inclusivo treinar as memórias de médio e longo prazos nem estimular a repetição, o estudo em casa, a atenção nas aulas e até o respeito pelos professores. Nem sequer se valorizava o número de alunos por turma e perdeu-se também a articulação com a sociedade em áreas fundamentais como a saúde mental, as emoções e o sono. Aliás, o ensino superior, que “desapareceu” da formação contínua, impôs, na formação inicial, um vazio no treino de professores que aumentou o desconhecimento sobre estilos de ensino.

Em suma, a falta de professores estruturou-se. Devolver-lhes a escola exige mudar as inalteradas políticas – na carreira, avaliação e gestão das escolas – aplicadas até 2009. Trata-se de duas recuperações: de quem “fugiu” e da atractividade do exercício. Mas será difícil. Os endeusadores da concorrência desenfreada não se comovem com fraquezas e depressões. No ultraliberalismo domina a selecção natural. Sobrevivem os fortes, a quem se promete a riqueza material. As massas de perdedores são recursos à mercê da gestão financeira que espera pela substituição de professores por máquinas numa tele-escola 2.0.

Pois bem, aclame-se que a hermenêutica de Abril começa com a decência no uso do bem comum. Não é belo deixar tanta desigualdade às próximas gerações, até porque a revolta de eleitores será ainda mais caótica se combinada com o domínio das máquinas e o poder de autocratas. Cumprir Abril é devolver à escola a democracia e os seus professores enquanto há tempo num tempo tão incerto.

 

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SENHOR PRESIDENTE, NÃO SE PREOCUPE….VETE E VETE DEPRESSA – Luís Sottomaior Braga

No Verão passado acumulei férias para estar este ano com 45 dias por gozar.
Mas tenho a certeza absoluta que vou recordar 2022 como um Verão espantoso, mesmo a trabalhar.
Como 2023 será o 10o a trabalhar como dirigente escolar, sei que a comparação vai incluir o contraste com o caos angustiante que se prepara, pela teimosia do Governo, para 2023.
A serenidade de 2022 vai deixar saudades para a confusão e angústia de 2023.
E isto é independente da lei que for aplicada.
A nova lei é inaceitável para QA, QZP e contratados.
É inaceitável para portadores de incapacidade e para QZP em trânsito para os QZP mais pequenos. Não é aceitável para os professores em geral.
E, por isso, deve ser vetada pelo Senhor Presidente.
O concurso pode atrasar, mas já houve anos piores e estamos todos vivos.
Nunca esteve toda a gente com aulas a 15 de setembro e este ano vai ser pior, mas não por causa dos concursos.
Faltam professores e não se coloca o que não há e demora anos a inventar. A falta de professores devia ser o foco mas embora fossem contas simples de fazer os azelhas que nos governam ignoraram o tema até ele rebentar nas mãos.
A nova lei de concursos não inventa os professores que não há e vai afastar alguns, por desincentivo face às agruras da colocação.
A questão dos prazos de concurso é prejuízo pequeno, face à dimensão dos outros.
Por isso, espero que o presidente vete e não se deixe impressionar com argumentos burocratico-administrativos como “atrasar o concurso.”.
Não atrasar o concurso pode ser dar cabo da vida……
Eu sei que muita gente achará lérias minhas e não acreditará (já estou habituado ao mau juizo sobre mim, que dói e é muitas vezes cruel,mas não controlo, dado que dirigente escolar não tem direito ao beneficio da dúvida dos professores).
A suspeição inclui julgamento sem direito a contraditório que é algo cruel.
Mas como subdiretor “que vai passar o Verão a trabalhar”, prefiro isso a calar-me e ter na consciência o mal definitivo de muita gente.
E isto inclui quem conheço ou não.
A acção justa, como as leis, deve ser geral e abstrata.
DIzer isto faz de mim um chato. Mas prefiro ser um chato justo. E não se muda a natureza.
Era mais popular se me calasse com esta coisa do veto.
Já perdi alguma coisa com esta luta e agora é ir em frente no rumo traçado. Tenho muita pena de haver quem me deixe de falar e me bloqueie. A ironia é que há quem tenha essa animosidade até cruel mas venha a ter vantagem com o que eu digo.
Mas o que digo não é ato benemérito. É só justiça e coerência.
Há uns tempos, expliquei que a lei dos concursos não me afeta em nada (sou QA colocado na sua cidade a 5 m de casa a pé).
Afeta o meu Verão.
Para os que se lembrem de um texto que escrevi aqui, em que disse que ía abordar o concurso na perspetiva da justiça de 10 casos, a quem ele afeta, já que não tenho interesse próprio nele, tenho a dizer que, revendo os casos, a nova lei afeta negativamente e até em definitivo a vida de todas essas pessoas (o que significa, em paralelo, milhares similares).
O DL deve ser vetado, renegociado mas o concurso faz-se e este pode ser um ano de transição para um sistema mais justo, pactuado e bem ponderado.
Por isso, como dizia o outro:
qual é a pressa?

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Atraso no concurso de professores ameaça complicar arranque do próximo ano letivo

 

Diretores de escolas preocupados com atraso no concurso de colocação. Novo diploma ainda não foi promulgado por Marcelo, que espera respostas a dúvidas levantadas.

Atraso no concurso de professores ameaça complicar arranque do próximo ano letivo

Desde 2015, apenas por uma vez o concurso de professores não arrancou em março. Este ano, já vamos em finais de abril e o procedimento está dependente ainda da promulgação do novo diploma legal por parte do Presidente da República. Uma situação que, segundo Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, e autor do blogue «ArLindo» (um dos mais lidos no setor da Educação), pode comprometer o arranque do próximo ano letivo.

“Começa a ser preocupante que se aguarde por um diploma que pode atrasar o arranque do próximo ano letivo, pois atrasando uma fase do concurso todas as restantes terão de atrasar também. Não me parece que por este andar o Ministério da Educação (ME) consiga publicar as listas em meados de agosto, como nos últimos quatro anos. Aliás, prevejo que, este ano, as listas de colocações da Contratação Inicial e da Mobilidade Interna só sejam conhecidas também no final de agosto”, explica ao DN, Arlindo Ferreira.

Contudo, o dirigente escolar diz estarmos “ainda a tempo para que as listas de agosto consigam sair até ao dia 31”, mas, sublinha, “o tempo começa a ficar curto para que o concurso corra em prazos normais”.

O decreto-lei sobre o novo regime de gestão e recrutamento de professores foi aprovado no passado dia 17 de março, em Conselho de Ministros. O ministro da Educação, João Costa, disse que as alterações representavam uma “reforma estrutural” e que melhorariam as condições de trabalho dos professores, “combatendo também a precariedade”. A revisão do regime de recrutamento esteve em negociação com as organizações sindicais mais de cinco meses e terminou sem acordo. No decorrer das negociações, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar um acordo entre sindicatos e ME até à Páscoa. Contudo, não só não houve acordo, como a presidência da República disse ter ficado com dúvidas, que enviou posteriormente ao ME. Dúvidas que, segundo o DN apurou, até à data ainda não foram esclarecidas

 

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