É o título da notícia em papel.

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Mai 18 2023
A FENPROF decidiu, finalmente, “bater com a porta”, apesar de ainda não se saber se o “processo negocial” com o Ministério da Educação foi ou não dado por definitivamente encerrado…
E ainda bem que o fez, apesar da decisão de abandonar a reunião com a Tutela, no passado dia 15 de Maio, pecar por, inconcebivelmente, tardia…
No dia 15 de Maio ocorreu mais uma negociação suplementar, pedida pelos próprios Sindicatos, que se adivinhava como mais uma plausível encenação, à luz dos simulacros observados em todas as anteriores rondas negociais…
Por um instante, ver e ouvir Mário Nogueira, aparentemente muito indignado com o Ministério da Educação, proferindo palavras duras contra o mesmo, funcionou como uma espécie de momento catártico, de certa forma exultante, ainda que de curta duração…
Esse breve instante, deu, entretanto, lugar a várias inquietações:
– Porque motivo(s) permaneceu a FENPROF, durante tanto tempo, em simulacros de negociação, aceitando fazer parte de uma degradante pantomina, que se arrastou por vários meses?
– Se os motivos invocados por Mário Nogueira, para justificar o abandono da reunião do passado dia 15 de Maio, forem tidos por verdadeiros, como compreender que tenha sido a própria FENPROF a solicitar ao Ministério negociações suplementares?
O número de reuniões ordinárias já havidas não teria sido suficiente para se perceber os intuitos da Tutela?
– De que serviriam tais negociações adicionais, se a atitude do Ministério se pautava, desde o início, pelo não acolhimento das pretensões sindicais, conforme reconhecido por Mário Nogueira?
– Ao visionar as imagens que passaram nas televisões, mostrando a entrada para a reunião e o abandono da mesma pela FENPROF, fica-se com a sensação de que, desde o início, poderia haver a intenção, plausivelmente premeditada, de não ficar até ao fim…
Se tiver existido essa intenção prévia, o discurso a que se assistiu posteriormente ao concretizado abandono, terá sido uma espécie de encenação, que já estaria prevista e preparada?
A FENPROF, recorde-se, entrou de forma titubeante na presente luta, acabando por ser arrastada para a mesma pelo STOP…
Na primeira reacção à Greve por tempo indeterminado convocada pelo STOP, a FENPROF considerou que aquele não era o momento adequado para se convocar uma Greve, com a justificação de que ainda estavam a decorrer negociações com o Ministério da Educação…
Contudo, e passados poucos dias, a mesma Federação de Sindicatos que tinha considerado a Greve convocada pelo STOP como intempestiva e injustificada, acabou por também convocar Greves parciais por Distrito e até antecipou para Fevereiro uma Manifestação, inicialmente prevista somente para o mês de Março…
E parece que, no presente, continua a “correr atrás dos prejuízos”, sem conseguir alcançar resultados condicentes com a responsabilidade de ser a maior Federação de Sindicatos de Professores…
Nenhuma das formas de luta promovidas pela FENPROF, desde que aderiu à presente contestação das políticas da Tutela, produziu os efeitos desejados ou impediu o Ministério de levar a cabo os próprios desígnios, e a maior prova disso acabou por ser a promulgação do Diploma do novo regime de recrutamento de Professores…
Numa publicação datada de 8 de Maio de 2023, a FENPROF afirma no seu site oficial que:
“Promulgação do regime de recrutamento não era inevitável; Rever este diploma passará a ser o novo objectivo de luta dos professores”…
De facto, essa promulgação não seria inevitável, se os maiores Sindicatos tivessem promovido medidas de contestação e de ruptura, consonantes com a gravidade dos problemas, ao invés de proporem, consecutivamente, iniciativas que foram perdendo o impacto e em que já poucos repararão ou levarão a sério…
Resta-lhes, assim, continuar a “correr atrás dos prejuízos”, como se confirma pela afirmação da própria FENPROF: “Rever este diploma passará a ser o novo objectivo de luta dos professores”…
Por outras palavras, quando não se consegue obter sucesso, tenta-se mascarar o insucesso, sem nunca o admitir, e muda-se o objectivo de luta…
Enquanto milhares de Professores se confrontam, nestes dias, com a angústia e a incerteza, causadas pela publicação do Decreto-Lei n.º 32-A/2023 de 8 de Maio, e com a aplicação de inúteis e insanas Provas de Aferição, a FENPROF decidiu organizar uma nova forma de luta, conforme também consta no seu site oficial:
– Uma Caravana, tendo como itinerário principal a Estrada Nacional Nº 2, saindo de Chaves com destino a Faro, a decorrer entre os dias 22 e 30 de Maio…
O Ministro da Educação deve estar radiante com mais uma “inovadora” forma de reivindicação que, com certeza, não causará qualquer constrangimento ou prejuízo à continuidade das intenções perversas do Governo…
Por certo, assistir-se-á ao habitual “folclore” e a um gasto injustificado de derivados de combustíveis fósseis, que poderão servir para tudo, menos para o que realmente importará:
– Forçar o Governo a retroceder e a tomar em consideração as principais pretensões docentes…
Com seriedade, como poderá uma Federação de Sindicatos exigir o que quer que seja do Governo, chegando a eleger o próximo dia 6 de Junho (6-6-23) como um dia previsivelmente histórico, sem que tenha havido, até agora, algum progresso favorável e assinalável, relativo à satisfação das pretensões docentes?
Decorrente dos acontecimentos do passado dia 15 de Maio, assiste-se, agora, à troca de acusações e a desmentidos, entre a FENPROF e o Ministério da Educação…
E essas imputações recíprocas, mais não fazem do que reforçar a desconfiança com que se olha para ambas as partes…
A FENPROF estará, talvez, agora, a “colher o que semeou” ao longo dos últimos meses:
– O desempenho do papel de um negociador “dócil, tolerante e ingénuo”, acabou num retumbante negociador “enganado”…
Ou, então, os únicos verdadeiros enganados em todo este “processo negocial” serão talvez os Professores, que vão assistindo a estes “coups de théâtre”, muitas vezes duvidando de que os seus interesses estejam a ser devidamente acautelados por aqueles que oficialmente os representam…
Enquanto tudo o anterior, as injustiças e iniquidades prosseguem, impávidas e serenas, com o novo Diploma sobre a Carreira Docente…
(Paula Dias)
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Mai 18 2023
Estamos no tempo da escolaridade obrigatória (EO) de longa duração. Obrigatória para garantir o direito de todos à educação. De todos, ao longo da vida, desde o berço até à cova. Estamos no tempo da inclusão, plasmada na lei, que não permite deixar ninguém para trás: NO CHILD LEFT BEHIND. Estas são as orientações das organizações mundiais que Portugal subscreveu.
Não sei se podemos reinventar a escola “ex novo” de acordo com o atual paradigma. A verdade é que estamos a tentar construir um novo edifício sobre as ruínas e alicerces de uma construção antiga, com as mesmas paredes e uma história enraizada em dogmas e práticas obsoletas.
Chumbar os alunos hoje é crime, é incumprimento da lei, das orientações da ONU e das suas agências. O governo e o ministério da educação (ME) ainda não souberam encontrar as respostas adequadas para cumprir a lei, nem deram às escolas os meios para se organizarem nesse sentido, nem formaram os professores para seguir as novas orientações, nem lhes deram as condições mínimas para poderem compreender e executar este plano de ação. As escolas e os professores chumbam os alunos, deixam-nos para trás, porque não aprenderam a educar cada um de acordo com o seu perfil. O desinvestimento na formação de professores, que se agravou com o aumento da população escolar, obrigou a recrutar em massa professores sem as devidas habilitações. A profissão docente não teve as respostas adequadas e desceu vários níveis. O ensino obrigatório está mergulhado no caos e sem horizontes para progredir. Continuamos no caminho do empobrecimento.
A velha Universidade de Coimbra, onde nasceram e de onde irradiaram o ensino “ex cathedra”, o “magister dixit”, a “lição”, que contagiaram todos os níveis de educação, está num processo de mudança que visa repensar as modalidades e estratégias de aprendizagem e investigação adaptadas aos meios e objetivos do mundo atual. A Reitoria incentiva a mudança e as várias faculdades e centros de investigação apostam em projetos inovadores em linha com o que de melhor se faz nos países mais avançados. Vejo do mesmo modo os departamentos do Instituo Politécnico num notável processo de emancipação para se nivelarem por cima, nas suas áreas de formação e investigação, com o que de melhor se faz nas universidades. Está em marcha o caminho da confiança e do prestígio. O ensino superior “mexe” e bem porque tem conhecimento, iniciativa e autonomia para responder a novas exigências, apesar da escassez de orçamentos e de recursos. Porque é que a EO não “mexe” como o ensino superior?
Há escolas do ensino básico e secundário, públicas e privadas, alinhadas com as orientações das organizações internacionais, mas, infelizmente, são ainda uma exceção. A matriz enraizada nas mentalidades de muitos pais, professores e alunos, e imposta pelo ME, é a matriz da competição, da seleção e da exclusão, com níveis de desperdício únicos na europa. A lógica de organização é a do pescador que lança a rede, captura o peixe grosso e lança ao mar o peixe miúdo, excluindo anualmente milhares de alunos na EO, outros tantos impedidos de entrar no superior por incapacidade financeira e outros ainda que emigram para países mais atrativos depois de concluírem mestrados e doutoramentos.
Michel Foucault (Surveiller et punir, Gallimard, 1993) investiga a origem da prisão, digna sucessora da masmorra, da fogueira e da guilhotina, e situa-a num espaço de modernização a partir do século XVI. A prisão deixa de ser um instrumento de penalização dos crimes para ser um espaço de reabilitação dos delinquentes de modo a torná-los dóceis e úteis, e alarga esta orientação humanitária às escolas e colégios, forças armadas e igreja. A estratégia comum para a docilidade era vigiar, controlar, castigar, submetendo a exercícios, notações, classificações e exames. No serviço militar, o corpo cansado fica mais submisso, na escola, o exercício deixa menos espaço para a indisciplina e o barulho. A régua e a palmatória são de uso corrente, o programa único e os exames asseguram a submissão e a docilidade e no fim do ano os “bons” passam e os “maus” chumbam. A igreja, sempre presente, mantém viva a dicotomia entre a virtude e o pecado e ameaça com o inferno quem não mereça o paraíso. Tudo isto é o retrato do passado? Ou permanece a mentalidade de que o papel da escola é selecionar os “bons” e eliminar os “maus”? Onde fica aqui a inclusão?
A meritocracia domina a organização dos sistemas de ensino. O mérito é um valor respeitável quando traduz trabalho, dedicação, disciplina, inteligência, talento, honestidade como atributos da pessoa. Michael Sandel publicou em 2020 A Tirania do Mérito (The tyranny of merit: what’s become the common good? New York: Farrar, Straus and Giroux), onde sustenta que não podemos avaliar o mérito da pessoa sem ponderar os meios de que dispõe, ou seja, muitas pessoas podem ter todo o mérito, talento e qualidades pessoais, mas não têm os meios indispensáveis para desabrochar. Os ricos dispõem de todos os meios, os pobres não têm acesso ao próprio mérito. Uma criança sem livros, sem computador, sem internet, exposta a todas as desigualdades e injustiças não tem espaço para o mérito; um jovem pode ter todo o mérito para os mais altos voos no ensino superior, mas não tem capacidade financeira para o frequentar. O mérito não é apenas um atributo da pessoa, é também o resultado das suas circunstâncias. A inclusão será compatível com a tirania do mérito?
Diário as beiras 2023.05.18
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Mai 17 2023
Amanhã (18 de maio) acaba às 18 horas a candidatura ao concurso externo.
Neste concurso quem não entra pela Norma Travão (NT) ou pela Vinculação Dinâmica (VD) precisa também de candidatar-se para ser candidato à Contratação Inicial (CI) e às Reservas de Recrutamento (RR).
Farei amanhã mais um alerta, para os mais desprevenidos, porque já sei que às 19 horas de amanhã irá alguém questionar-me se o concurso já terminou.
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Mai 17 2023
O diploma sobre a carreira docente, que visa corrigir as assimetrias criadas com o período de congelamento do tempo de serviço, vai seguir para aprovação do Conselho de Ministros esta quinta-feira.
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Mai 17 2023
Aparentemente, só na escola dele e na minha é que não se realizaram as provas de aferição.
Ah, pois é! Só não sei onde enquadrar as inúmeras escolas que também não realizaram a prova e que vão ficar invejosas em não fazerem parte da lista.
Só não se realizaram provas em duas escolas, diz o Ministério. Associação de Agrupamentos de Escolas Públicas tinha dado conta de problemas na realização da prova nos computadores “de uma forma generalizada”.

O Ministério da Educação indica que apenas em duas escolas do país não se realizaram provas de aferição de Tecnologias de Informação e Comunicação do 8.º ano, contrariando a informação avançada pelos diretores de escolas.
Esta terça-feira, o ministério indica que 7.450 alunos do 5.º e do 8.º anos do ensino básico realizaram provas de aferição: 7.257 em regime online e 193 offline.
Relativamente à nova data para as provas de aferição que ficaram por realizar, o Ministério da Educação salienta que, até 26 de maio, as escolas são livres de escolher o dia preferível.
Esta terça-feira, o presidente da Associação de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, revelou à Renascença que se registaram problemas nas provas de aferição em várias escolas, “de forma uma generalizada”.
A meio das provas – curiosamente nas de Tecnologias de Informação e Comunicação – registaram-se interrupções e impedimentos, como “atualizações de programa que não deviam ter acontecido, bloqueios da plataforma e códigos errados”.
“As provas de aferição também serviram para aferir estas situações que não foram tidas em conta pelo IAVE”, critica Filinto Lima.
Haverá mais provas a serem feitas e o presidente da Associação de Agrupamentos de Escolas Públicas espera que as falhas registadas esta terça-feira “sejam corrigidas”.
“Não é admissível, durante uma prova de aferição, termos atualizações nos computadores. A partir de amanhã, devem ser situações normalizadas para que as provas decorram sem qualquer constrangimento”, apela.
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Mai 17 2023

O diploma sobre a carreira docente, que visa corrigir as assimetrias criadas com o período de congelamento do tempo de serviço, vai seguir para aprovação do Conselho de Ministros esta quinta-feira. Sindicatos do sector e Governo terminaram a negociação suplementar na segunda-feira sem terem chegado a acordo numa ronda de negociações que ficaram marcadas pela saída da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) da discussão.
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Mai 17 2023
Todos os problemas do País vão desaparecer durante uns tempos.
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Mai 17 2023
Daqui a pouco tem lugar uma Conferência de Imprensa do ME que prevejo seja para fazer o balanço da negociação que terminou sem acordo.
Espera-se que o ME mostre a sua enorme disponibilidade para a negociação com os “malditos” dos sindicatos a mostrarem-se intransigentes e a não cederem às benesses que foram dadas aos professores.

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Mai 17 2023
Aplicação disponível de 17 a 25 de maio de 2023 (18:00 horas de Portugal continental) para os estabelecimentos de ensino efetuarem a validação das candidaturas.
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Mai 17 2023
A prova de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), para o 8.º ano, ficou marcada pelo adiamento em muitas escolas. Problemas de instalação do servidor nos computadores dos alunos, bem como de criação de senha, provocaram constrangimentos.

Segundo soube o DN, várias escolas de norte a sul do país tiveram de adiar a Prova de Aferição por vários motivos. “Houve problemas para gerar a senha de TIC. Houve ainda muitas dúvidas e questões sobre o acesso porque este ano é o programa que cria a senha para os alunos entrarem e há ainda outra senha para abertura de prova. Essa, às 9.00 horas não funcionava. Entretanto, o secretariado de exames enviou nova senha porque a primeira tinha sido um lapso”, explicou ao DN Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim. A somar a estas dificuldades técnicas esteve ainda a greve de professores, não sujeita a serviços mínimos, o que levou as escolas a não terem condições para aplicar as provas. “No meu agrupamento, não se realizaram por causa da greve. Não havia professores, suplentes e vigilantes. Fizeram todos greve”, sublinha o dirigente escolar.
Estes problemas, adiantou, levarão à necessidade de um novo calendário de provas. Uma tarefa “complicada” na reta final do ano letivo. “Se tiver de reagendar as provas, vai causar muito transtorno porque já tenho o calendário feito. A única forma de as aplicar é marcar em aulas de outras disciplinas, o que não é de todo o ideal”, afirma Arlindo Ferreira. O responsável alerta ainda para a possibilidade de inviabilidade das provas, “a manter-se uma grande adesão de professores à greve”, que termina a 26 de maio.
Arlindo Ferreira alerta ainda para a “turbulência nas escolas”, numa altura em que os diretores deviam já estar a preparar o próximo ano letivo. “É nesta altura que se avaliam projetos e se tomam decisões. Se o ambiente fosse tranquilo era isso que se faria. Não há grande espaço para isso. Será, talvez, um arranque do próximo ano mal preparado“, conclui.
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Mai 16 2023
De acordo com reportagem na SICN sobre as provas de aferição, só houve 10 escolas com a prova de aferição adiada devido à greve.
Tenho uma enorme dificuldade em compreender este número, pois não existe nenhuma “plataforma” para indicar se alguma prova que estava agendada para hoje realizou-se ou não.
Se existe não a conheço e por isso não tive onde colocar essa informação da prova que não se realizou na minha escola, embora tivesse informado o Agrupamento do JNE (agora em brincadeira… não sei se receberam a comunicação ou a transmitiram).
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Mai 16 2023
… teve hoje uma atualização. Que não foi fácil resolver.
Tudo isto serve para avaliar como correm estas provas e daqui tirar-se ilações.
Mas como até os Ministros não se sentem responsáveis pelas suas asneiras, temo que ninguém do IAVE se auto-avalie com todos os problemas que estão a acontecer com o DAVE.
Porque um Instituto que tem como missão avaliar os alunos, devia também ter mecanismos para ser avaliado.
Do Fórum PAEB
Atualização do Intuitivo
“Contudo, feita a atualização o programa apresenta erro (JavaScript Error). ”
“É, de todo, inconcebível, proceder-se a uma atualização do aplicativo no decorrer de uma prova que estava devidamente agendada/calendarizada. Não entendemos como é que isto pode acontecer, uma vez que o período para realização das provas é do conhecimento nacional. Face a este constrangimento, na sala onde estavam apenas 16 alunos, não houve um único computador que não bloqueasse! Acresce ainda o facto de a atualização efetuada durante a realização da prova, não permitir que os alunos voltassem ao aplicativo/prova.
Perante o avolumar de tarefas e de responsabilidades que competem ao responsável informático, é desumano e extremamente ingrato e injustificável o descaso e a falta de consideração revelada pelo empenho e trabalho desenvolvido nas escolas.”
Outros desabafos no Fórum que até agora não tiveram resposta
“Instalei a nova versão, gerei passwords que supostamente seriam novas mas foram iguais às anteriores.
Tenho uma turma inteira na sala em que apenas 1 aluno consegue entrar.
O que fazer?”
“Temos alunos em que o acesso não funciona, dá “incorrect username or password”.
Já verificamos que nas etiquetas estão algarismos cortados, não sendo este o problema, pois foi verificado na pauta do vigilante os dados de acesso.
Por diversas vezes temos relatos em que a plataforma bloqueou, tendo sido necessário reiniciar a aplicação.
Como proceder?”
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Mai 16 2023
Vigiei hoje de manhã uma das poucas provas de aferição que, em minha opinião, pode e deve ser feita com recurso às novas tecnologias de Informação: a Prova TIC. Constituída por catorze tarefas, desde a alteração da palavra passe, à criação de um sítio na internet, de uma apresentação em formato digital ou de um infográfico, passando pela receção e envio de correio institucional com ficheiros em anexo, guardar ficheiros na nuvem, fazer trabalhos de grupo até à submissão da prova e término da sessão, a prova que abordou temas como a importância da água e a desinformação que cresce pela mundo digital, com especial destaque para as fake news, começou logo mal. Quando nos foi entregue a palavra passe que daria acesso à prova, o que vinha impresso era: PrimaVERA. Porém, com esta palavra de acesso, ninguém conseguiu aceder o que, para começar, já era um pequeno problema… Deste modo, munidos de toda a calma e experiência que caracterizam um professor, conseguimos descobrir – por tentativa e erro – que a verdadeira palavra passe era “primaVERA” e não “PrimaVERA” (atente o leitor no pequeno detalhe).
Ultrapassado o primeiro obstáculo, tivemos um sistema lento, computadores que bloquearam a cada dois minutos, um programa que congelou em determinadas tarefas, alunos que tiveram de entrar e sair mais de dez vezes, outros que saltaram várias tarefas para chegarem ao fim e conseguirem submeter a prova. Entre as 8h e as 9h30, só por uma vez conseguimos ter todos os alunos a realizar a prova em simultâneo, ou seja, sem quaisquer problemas técnicos. A dada altura, olhei para um miúdo que, com ar desolado, me disse: Stora, já entrei e saí tantas vezes que estou quase a desistir de completar a prova. Ou outro que, em tom de desabado, atirou: Que experiência horrível, stora! É claro que há sempre os que não querem desistir: Agora, vou tentar uma última vez….
Quis obviamente saber o que pensaram da prova. Para o Muhammad, esta foi uma experiência perfeitamente desnecessária: as tarefas eram muito básicas e o programa era demasiado lento; o Guilherme considerou a prova fácil mas foi preciso muita paciência, stora. E depende de cada escola e dos computadores que tem. Os nossos, mesmo assim, eram portáteis novos. Em TIC faz sentido fazer assim, nas outras disciplinas, não.
Uma notícia do Expresso online de 15 de maio da autoria de Isabel Leiria, informava que segundo o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (vulgo IAVE, para nós professores), organismo responsável pela realização dos testes de avaliação externa, existem todas as condições para o arranque das provas de aferição em formato digital. Relembramos que os testes realizados em formato digital visam simplificar o processo avaliativo e que este ano serão feitas em computador mais de 500 mil provas do 2º, 5º e 8º anos. Prevê-se que este processo de desmaterialização da avaliação se estenda de forma progressiva aos exames nacionais e que esteja concluído em 2025.
As provas de aferição do ensino básico não contam para a nota final dos alunos, servem apenas para perceber qual o seu grau de conhecimentos relativamente aos conteúdos em avaliação. Como forma de tranquilizar o enorme nervosismo de alguns dos alunos a quem o programa encravou mais de dez vezes ao longo da prova (e tínhamos connosco dois técnicos de informática na sala a acudir a todos – e foram muitos – os pedidos de ajuda), tentei explicar-lhes que estávamos a ser – eles e nós – perfeitos ratos de laboratório, numa experiência levada a cabo pela primeira vez e, por isso mesmo, dever-nos-íamos sentir felizes, qual cobaias de um sistema experimental que visa anular o desperdício de papel, poupar árvores, proteger a natureza, preservar o planeta e fui por aí fora, dando largas à minha ainda fértil imaginação.
Porém, a realidade é outra. Não irei aprofundar aqui as razões que terão levado a que a esmagadora maioria dos responsáveis pelos agrupamentos de exames do país tenha posto o lugar à disposição, como não vou gastar carateres sobre o absurdo de provas de aferição em formato digital para alunos do 2º ano, numa altura em que estes alunos ainda estão em fase de desenvolvimento da sua motricidade fina e em processo de aquisição de competências de leitura e de escrita. O absurdo da realização de provas e exames em formato digital, por exemplo na disciplina de Português, é preocupante. Mas não fica por aqui. Chega quase a ser ridículo! Citando Ana Cristina Leonardo, crianças cujo controlo para usar uma caneta ou um pincel ainda estão nos primórdios, cuja caligrafia é ainda hesitante mas que de repente são elevadas à categoria de dactilógafas em busca do acento e da tecla da maiúscula (…). É igualmente despropositado transmitir aos alunos a insignificância da escrita manual quando é uma das grandes lutas travadas pelos professores no seu dia a dia (Público, 12 de maio 2023).
Enquanto professores, procuramos mudança e queremos inovação. Precisamos de computadores nas salas de aula que funcionem e de acesso à internet que não caia. Porém, antes da nossa capacitação digital e da capacitação digital dos nossos alunos, há outras competências que devem ser adquiridas. Talvez seja pertinente relembrar que o facilitismo generalizado que se vem verificando pode não ser a solução para os nossos problemas… Talvez seja importante recordar aos nossos governantes que, na prova de aferição de hoje, os professores de Portugal só não se sentiram sapos cegos porque, infelizmente, há muito que começaram a ver onde tudo isto nos iria levar.
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Mai 16 2023

Para se ter uma profissão também é preciso sorte. Coitados dos professores! Que mais irá acontecer aos professores?!
Os professores, anteriormente, tiveram um ministro Tiago Brandão que não existia, agora, têm um ministro João Costa que existe, mas nada faz.
Antigamente as pessoas falavam, falavam e iam presas, agora falam, falam e ninguém liga nada.
Este Governo tenta vencer os professores por saturação e cansaço, divide os professores dando a uns e não dando a outros para os desmobilizar e pô-los uns contra os outros.
O que se passa com os professores é o exemplo da forma como este Governo atua. Diz que negoceia para ganhar tempo, a seguir dá umas esmolas e no final é uma mão cheia de nada. Ameaça professores com faltas injustificadas, questiona atestados médicos, etc.
Este ministério é useiro e vezeiro em apontar o dedo em riste aos professores. Esta prepotência, acosso constantes e quero posso e mando não vão acabar bem. Uma coisa é impor por bem, outra é impor por mal.
Este ano escolar foi o mais conturbado de que há memória, mas pouco se avançou.
Este Governo ficará na história como um dos mais antiprofessores.
O estado caótico no ensino com falta de tudo e mais alguma coisa passou a ser natural na comunidade escolar: falta de professores; falta de assistentes operacionais; falta de material; falta de instalações; falta de capacidade para resolver os problemas dos professores.
No fundo, há falta de vontade política para resolver os problemas do ensino acumulados ao longo dos anos. Bom-senso precisa-se, mas não existe.
Tendo em conta o ambiente encarquilhado que se vive nas escolas, seria um ato de inteligência evitar mudanças de supetão – as provas de aferição digitais são um exemplo disso.
No Ministério da Educação nada se faz atempadamente para os professores se adaptarem e interiorizarem as mudanças.
A Educação está sempre em constantes transmutações, em que é impossível haver um fio condutor.
O Ministério da Educação é gerido por burocratas, muitos deles nunca estiveram numa sala de aula de uma escola. A experiência docente desses senhores é zero.
Os professores manifestam-se incessantemente, chamam à atenção e indignam-se, mas começam a ver que não adianta nada. As reuniões existem ‘para inglês ver’.
Tem de se mudar a forma de luta. Já se viu que com greves constantes não se consegue mais do que pequeninas vitórias.
A greve de zelo, como forma de protesto e reivindicação. Os professores estão no local de trabalho e fazem o seu serviço, dentro do que lhes é humanamente e fisicamente possível, sem dar horas à escola. Naturalmente haverá atrasos que se vão repercutir nas escolas.”
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Mai 16 2023
Na disputa entre “palácios”, entre Presidente da República e Governo, é cada vez mais visível uma “fissura” que pode ser um renovar da esperança para que a pugna docente chegue a bom porto.
Após seis longos meses de aturadas negociações entre os membros do Governo e as organizações sindicais do corpo docente, o Ministro da Educação João Costa afirmou que “houve 18 ou 19 pontos de aproximação aos sindicatos”. Tendo eu participado em todo esse processo negocial, não estou certo de que tenham sido tantos, mas, sim, graças à luta do conjunto do movimento sindical docente, os professores conseguiram fazer valer uma questão para si nuclear, qual seja o facto de ter ficado contemplada a graduação profissional como critério único para o recrutamento e colocação, quando o Governo pretendia que as escolas tivessem autonomia para contratar uma parte dos seus docentes com base num “perfil de competências”.
Não fora toda esta luta dos professores e também não teria sido possível consagrar neste novo regime jurídico dos concursos para a docência o caráter anual para todos eles, pois na proposta do ME eles passariam até a ter apenas periodicidade quinquenal!…
O recém-publicado Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio, estabelece o novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de técnicos especializados para formação, cria o modelo de “vinculação dinâmica”, que permitirá, desde já, a entrada nos quadros de mais de oito mil professores contratados. Continuando este regime legal a aplicar-se nos anos seguintes àqueles que reúnam os 1095 dias de tempo de serviço para a ele acederem.
Para os docentes contratados que não possam ou não queiram aceder a esta vinculação, são criados três novos índices remuneratórios que os beneficiam em função do respetivo número de anos de serviço.
Aqueles docentes ficarão no próximo ano na escola em que se vincularam, mas no concurso interno de 2024 serão obrigados a concorrer a todos os Quadros de Zona Pedagógica, cujo número passará dos atuais dez, com grandes distâncias a percorrer, para 63, reduzindo significativamente as distâncias a percorrer. Isto para que a verdadeira colocação em lugar de quadro respeite a graduação profissional, evitando assim as chamadas ultrapassagens que aconteceram em concursos anteriores.
Explicando melhor, no modelo atual, sempre que há vinculação entre concursos, muitos professores que vinculam ultrapassam os que já estão colocados, na medida em que ocupam vagas que eram desejadas por professores com melhor graduação profissional. Agora a colocação temporária e transitória dos professores que vinculam corrige este problema, sendo que, a partir de 2024, todos concorrem em igualdade de circunstâncias para as vagas existentes.
Não obstante a enorme luta de que os professores têm dado provas nos últimos tempos, ainda não foi possível impormos ao ME outras reivindicações importantes como a recuperação integral do tempo de serviço e um modelo específico de aposentação que se aplique a todos os professores.
O Presidente da República quase que esgotou o prazo constitucional de 40 dias para a promulgação do Decreto-Lei supra-referido (ainda que o Governo estivesse interessado na sua rápida referenda e publicação de modo a não atrasar mais o lançamento dos concursos) e, quando finalmente, o promulgou, não o fez (e bem) sem que previamente tenha publicado uma nota oficial, manifestando a sua discordância quanto ao respetivo conteúdo e tendo aproveitado para cominar ao Governo a “recuperação faseada do tempo docente prestado e ainda não reconhecido”.
No âmbito da designada disputa entre Palácios, ou melhor, entre o órgão de soberania Presidente da República e órgão de soberania Governo, ou de forma mais prosaica, entre Marcelo e Costa, é cada vez mais visível uma “fissura” que, a par da luta dos professores, pode constituir um renovar da esperança para que a continuada pugna docente chegue finalmente a bom porto…
Mas, enquanto tal não sucede, no âmbito da plataforma sindical de que fazemos parte, vamos integrar a caravana dos professores que entre os dias 22 e 30 do corrente irá percorrer a mítica Estrada nacional nº 2, com paragem em escolas da respetiva região, como forma de dar visibilidade e força às reivindicações do corpo docente.
Caso o Ministério persista em não dar resposta às principais reivindicações do corpo docente, faremos uma ação histórica no dia 6 do 6 de 23, com duas grandiosas manifestação de professores nesse dia, em Lisboa e Porto.
Filipe do Paulo – Presidente da Pró-Ordem e da Federação Portuguesa de Professores
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Mai 16 2023
Com o início da greve às provas de aferição que tem início hoje, muitos dos problemas destas provas vão ser ocultados pela não realização das mesmas.
Assim,
E hoje é apenas o primeiro dia.
Podem relatar outras situações na caixa de comentários.
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Mai 15 2023
“Subdiretor de agrupamento de escolas demite-se por causa de pressões contra as greves e contra si de Delegado Regional de Educação do Norte”
Este título resume o que venho aqui contar.
Amanhã entrego ao diretor do meu agrupamento, depois de uma longa conversa sobre isso hoje, o meu pedido de cessação imediata de funções como subdiretor do agrupamento de escolas da Abelheira, a escola onde sou professor para o resto da vida, enquanto quiser.
Vou pedir exoneração imediata.
Não sou obrigado a continuar em funções.
O cargo é de exercício voluntário.
O meu diretor foi pressionado por minha causa pelo Senhor Delegado Regional de Educação do Norte em reuniões e telefonemas.
Não lhe foi dito para me demitir, que essas coisas são sempre subtis. O piano já foi chamado de pianoforte e ficou só piano. Há certas pessoas que são sempre pianinhos…..
Foi-lhe dito que a greve às provas de aferição da semana passada era uma ideia de radicais que “estavam a dar má imagem da escola e dele (diretor).”
E que a greve tem graves problemas de moralidade (o senhor Delegado gosta de dar sermões).
Subtilmente foi sugerido numa reunião que viriam problemas se não me “controlasse”. Por “problemas” entendam-se: eventuais processos disciplinares a mim e a ele (sobre outras coisas, um deles na calha).
Aliás, a sanha é de tal maneira que até me foi imputada uma intervenção destrambelhada numa reunião onde não estive presente e que alegadamente terá melindrado um qualquer membro do governo.
A conversa com o senhor Delegado, na sede no Porto, deve ter sido interessante.
O meu diretor foi lá para ser notificado do arquivamento de um processo e saiu de lá alarmado com a perspetiva de que terei um PD e que isso cairia em si.
A conversa com o delegado resvalou para a greve de fome e questionamento sobre ela.O senhor delegado, pelos vistos, é pessoa que gosta de dar opinião, aos que julga seus subordinados, mesmo sobre aquilo que não é da sua conta.
Num dos dias de greve às provas de aferição, há 8 dias, o senhor Delegado telefonou para acabar de apertar os parafusos do receio que tinha instalado nesse primeiro dia.
Ouvi o telefonema (dos 2 lados) porque o som estava alto e estava sentado ao lado. Trabalhamos em openspace.
O responsável da DGESTE Norte, mesmo sabendo que nada houve de ilegal na greve de há 8 dias às provas de aferição, lembrou, entre outras coisas sumarentas, que os dirigentes escolares, ao contrário do que eu julgava, na sua opinião douta, tem de ser solidários com as posições politicas do governo ou calar-se ou sair.
Eu não sou dirigente capacho, não sou boy e não estou para aturar isto.
Não preciso ser subdiretor para ser quem sou.
Servi bem a comunidade da minha escola.
E servirei bem a dar aulas a tempo inteiro.
O meu diretor não vai ter de passar nenhum problema por ter o desafio de me segurar.
O senhor delegado parece querer a minha cabeça. Dou-lha de bom grado e ofereço a bandeja.
Por mim, a equipa diretiva e a escola a que pertenço não vão ter problemas por eu insistir em continuar em fazer o meu trabalho. E ser grevista e dar opinião pública sobre a falta de respeito aos professores.
Eu saio sem problemas.
E ninguém, mesmo um inspetor com carreira enriquecida com cargos políticos de nomeação PS, que exerce o cargo em substituição há largos meses, me atemoriza. Venham os processos.
Mas saio, porque se a minha presença causa incómodo e justifica receio de problemas, não me manterei a mais.
Problemas desses repercutem-se só em mim.
Não quero ser fonte de desconforto para a escola ou para ninguém. Por isso saio pelo meu pé.
Se o problema é comigo, o senhor delegado regional pode procurar saber de mim no sitio onde, depois de amanhã, darei as minhas aulas.
Já que não teve coragem de falar comigo daquilo de que me mandou recado.
O senhor delegado regional vai negar o seu papel nesta história. Óbvio…..o segredo destes métodos é negar o que se faz ocultamente.
A ironia é que tanta gente me atirava a cara que os dirigentes escolares não se demitem em solidariedade com a luta dos professores.
Serei o primeiro. E até quero ver a solidariedade comigo…..(não tenho expetativas).
E não duvidem que estarei ainda mais na luta.
Mais livre. E continuarei a dizer que Portugal não pode ser isto.
E continuarei a dizer que não me conformo com a injustiça e falta de respeito aos professores.
Antes de ser subdiretor, mantenho-me professor e, antes disso, cidadão de uma República, estado de direito democrático.
Luís Sottomaior Braga
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Mai 15 2023
Todos os agrupamentos de exames – responsáveis pela elaboração e classificação de provas – do Norte, Centro e Sul bateram com a porta, desagradados com a “desconsideração pelo seu trabalho por parte do Ministério da Educação (ME)”.
O DN apurou com várias fontes que, desde o meio da tarde desta segunda-feira, as “demissões” começaram a multiplicar-se, começando com os responsáveis pelos exames da zona Norte, seguindo-se o Centro e, finalmente, Lisboa. Há, a nível nacional, 35 agrupamentos de exames. Norte, Centro e Lisboa totalizam 27.
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Mai 15 2023
Sendo este artigo o anunciado pelo S.TO.P. para a proibição de substituição de grevistas, deixo-o aqui para interpretação dos professores e das direções.
Julgo que a leitura correta do ponto 1 é suficiente para não haver dúvidas do que diz este artigo.
Índice: Código do Trabalho (Online) em vigor desde 2009
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Mai 15 2023
Foram dois os principais motivos que levaram a FENPROF a sair da reunião de negociação suplementar sobre a correção de assimetrias provocadas pelo congelamento do tempo de serviço aos professores.
Em primeiro lugar, o facto de o Ministro da Educação ter revelado aos sindicatos que o documento que apresentou na primeira reunião de negociação não vai sofrer qualquer alteração, mesmo após a realização de três reuniões políticas e de uma outra de teor técnico, o que revela que este processo dito negocial não passou de uma encenação.
Mas, acima de tudo, pela postura anti-democrática e discriminatória ao insistir em prosseguir com os procedimentos disciplinares contra os professores que fizeram a greve da Administração Pública a 17 de março, para a qual não estavam decretados serviços mínimos, em oposição ao sucedido com greves anteriores, consideradas ilegais por parecer da Procuradoria Geral da República. Concordando com este procedimento do ME, ao considerar que os professores aderiram à greve de boa fé, a FENPROF condena a existência de dois pesos e duas medidas.
No próximo dia 18 de maio, a FENPROF irá apresentar ao DIAP de Lisboa todos os casos de que tem conhecimento de faltas injustificadas e processos disciplinares aplicados indevida e ilegalmente a estes professores e educadores.
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Mai 15 2023
Eu não diria melhor do que o Paulo Guinote disse neste artigo.
O problema não é a enorme dificuldade da aplicação… é a relação entre o tempo disponível e a quantidade de computadores onde aplicar.
Se o presidente do Iavé não percebe isso ou é mesmo [pi-pi-pi] ou está a fazer-nos a nós de…
Associação dos professores criticou o facto do “manual de instruções” ter chegado dois dias antes do arranque das provas. Presidente do IAVE responde e afirma que “até os alunos” a conseguem instalar.
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Mai 15 2023
E está a prestar declarações em direto, insultando o ME, o Ministro da Educação e o Secretario de Estado, sobre a injustificação de faltas aos professores na greve da Administração Pública.
Passado dois minutos todas as TV retiraram o direto.

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Mai 15 2023
Primeiro balanço da reunião negocial com o Ministro da Educação onde este não apresentou nada de novo. Além do tema em cima da mesa, o S.TO.P. questionou por exemplo sobre a contagem integral do tempo de serviço, a Mobilidade por Doença, sobre os docentes nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (que o ME diz que vai salvaguardar brevemente), sobre os Assistentes operacionais, os Assistentes técnicos e Técnicos Superiores de Educação,…
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Mai 15 2023
Só posso considerar que o anúncio desta nova forma de luta antes da reunião com o ME é sinal que não haverá nenhuma cedência de parte a parte para a reunião de hoje.

A Estrada Nacional 2 vai ser palco da próxima ação que as organizações sindicais de docentes irão concretizar. Com saída de Chaves a 22 de maio e chegada a Faro no dia 30, a caravana terá sete etapas plenas de contactos com a população, concentrações e plenários de professores, entre outras atividades.
De carro, de moto ou de bicicleta, o grande painel móvel que consta do cartaz, será acompanhado por professores.
No próximo dia 17 de maio, quarta-feira, as organizações sindicais de docentes apresentarão esta grande iniciativa que antecede a greve nacional e as manifestações previstas para 6-6-23. Esta apresentação terá lugar, em simultâneo, no marco de saída, em Chaves, e no de chegada, em Faro. Convidamos os/as Senhores/as Jornalistas a acompanharem a
Em Chaves, serão dadas as informações relevantes sobre a primeira metade do percurso da caravana, com as informações sobre a segunda parte a serem prestadas em Faro. Na Conferência de Imprensa, será feito um ponto de situação sobre a luta dos professores após a reunião no ME que se realizará hoje, dia 15, num momento em que, para além do dia 6-6-23, se aproxima o final do ano letivo e, com ele, os períodos de avaliações finais e exames sem que o ME e o governo tenham resolvido a questão principal das reivindicações dos professores e educadores: a contagem integral do tempo de serviço congelado.
Lisboa, 15 de maio de 2023
As organizações sindicais
ASPL, FENPROF, PRÓ-ORDEM, SEPLEU, SINDEP, SIPE, SPLIU e SIPE

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Mai 15 2023
Recebi informações que todos os responsáveis do Júri Nacional de Exames do Norte puseram o seu lugar à disposição por desconsideração do seu trabalho pela tutela e por outras questões de índole profissional.
Acresce ainda que ainda não foram nomeados os docentes para os diversos Agrupamentos de Exames e que ninguém está disponível para fazer parte do trabalho nos Agrupamentos com as condições que o ME oferece.
Deixo a minha solidariedade a todos os que tomaram esta posição.
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Mai 15 2023
Como estão a correr as Provas de Aferição vai ser muito difícil motivar alguma escola para ser Escola Piloto para a realização das provas finais em formato digital.
Mas posso estar enganado.
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Mai 15 2023
Para quem começa a prova amanhã às 9:00 é de uma enorme utilidade este apertar do prazo.
Exmo. (a) Sr.(a)
Diretor(a)/Presidente da CAP/ Diretor(a) Pedagógico(a)
O Júri Nacional de Exames (JNE) informa que as escolas não devem instalar o servidor TIC em Offline até ao início da tarde do dia de hoje, 15 de maio de 2023.
Com os melhores cumprimentos,
Luís Duque de Almeida
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Mai 15 2023
Ex.mos Representantes Sindicais
Os professores portugueses contratados da EPM-CELP vêm referir o seguinte, relativamente à
triste situação atual, após a saída do decreto que rege este concurso em vigor (DL n.o 32-A/2023
de 8 de Maio):
Nas rondas negociais com os sindicatos, o que estava a ser debatido era a vinculação no
concurso 2023/2024, e, nas posteriores declarações dos Exmos. Senhor Ministro da Educação e
o Senhor Secretário de Estado da Educação, em momento algum foi referido o ano letivo
2024/2025, logo, naturalmente, foi assumido por sindicatos e pelos docentes nas EPE, que os
dirigentes máximos do Ministério da Educação se referiam ao ano letivo em discussão, o ano
letivo 2023/24.
Após o esclarecimento prestado pela Exma. Diretora da DGAE, ficou claro que todos os docentes
cujo vinculação foi negociada, terão a sua situação resolvida no concurso externo já a decorrer…
todos… menos nós os professores nas EPE. Mais, mediante esta/este exclusão/adiamento, a
precariedade deste grupo de docentes agudiza-se. Pois veem-se impossibilitados de vincular,
quer pela Norma Travão, quer pela Vinculação Dinâmica, quer em segunda prioridade (pois com
tantos milhares de vagas a abrir para vincular, nenhumas haverá para 2a prioridade). Pior…
fazendo contas e olhando para as ofertas, em anos anteriores, de Contratação Inicial e de
Reservas de Recrutamento 1 (as duas colocações como contratado que permitem acumular um
ano de serviço completo), facilmente se conclui que o número de horários completos e anuais
a serem disponibilizados para 2023/2024 será dramaticamente inferior ao habitual. Assim, os
professores portugueses contratados nas EPE, não veem a sua justa pretensão de vinculação
concretizada, e perante a incerteza que resulta desta realidade, do cansaço acumulado de anos
e anos de precariedade e da revolta por verem promessas não serem cumpridas, veem-se
igualmente condicionados de terminar o seu vinculo com as EPE e regressar a Portugal, pois ao
contrário do que sucedia até à publicação deste novo decreto lei a reger os concursos, já nem o
lugar que há anos garantiam em Contratação Inicial, é uma certeza.
Sem qualquer hipótese de vinculação no concurso a decorrer, este conjunto de docentes, têm
surpreendentemente (depois das promessas públicas de vinculação proferidas) mais uma vez …,
as suas vidas profissionais e pessoais em suspenso, à espera de um Decreto-Lei que regerá os
“quadros de Escolas Portuguesas no Estrangeiro”, sobre o qual nada sabem e nada foi adiantado.
Por tudo isto, temos de demonstrar insatisfação e revolta por esta exclusão do concurso e a
necessidade de reparação em tempo útil desta nova injustiça, permitindo-nos a vinculação em
2023/2024. Da nossa parte serão adotadas todas as diligências necessárias à reparação da
situação injusta a que nos continuamos a ver forçados.
Agradecemos o apoio do sindicato, incluindo-nos nas próximas negociações e diligências, como
por exemplo na próxima reunião com ME agendada para amanhã, expondo e alertando, uma
vez mais, para a nossa situação profundamente injustiça, que se arrasta há décadas sem
qualquer resolução e que já conta com um historial de injúrias e discriminações por parte do
nosso governo.
Com os melhores cumprimentos
Professores portugueses contratados da EPM-CELP
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/05/carta-aberta-aos-sindicatos-dos-professores-contratados-da-epm-celp/
Mai 14 2023
Desde que foi anunciado pelo Ministro da Educação o primeiro número de vagas à Vinculação Dinâmica nunca consegui compreender como se chegava a esse número.
A Nota Informativa diz o seguinte na página 18:
Mais se informa que foram consideradas para abertura de vaga, nos termos do n.º 1 do artigo 43.º do referido decreto-lei, as colocações finalizadas pelos AE/ENA ao longo do mês de dezembro de 2022, considerando-se assim as mesmas equiparadas a colocações ativas a 31 de dezembro para efeitos do presente concurso.
Neste caso até consideraram os horários temporários que terminaram de Dezembro de 2022 e não estavam ativas em 31/12/2022.
Mais uma vez retirei as colocações em horário anual pela Contratação Inicial e todas as colocações até à Reserva de Recrutamento 14, pois estes horários em princípio estariam todos ativos em 31/12/2022.
É possível que muitas colocações em horário anual não tenha sido aceites.
Mas também se deviam somar as colocações em horário temporário que estivessem ativas em 31/12/2022 e essas não considerei, assim como não considerei as colocações em Contratação de Escola.
Existem 13.863 colocações em horário anual até à RR14, sendo que as colocações no QZP7 superam largamente as colocações no QZP1.
Existem enormes discrepâncias entre este quadro das colocações anuais com o quadro de vagas abertas para a Vinculação Dinâmica. E eu continuo a suspeitar que as vagas que abriram são um isco para que os professores do Norte concorram este ano à Vinculação Dinâmica, porque não representam a realidade dos contratos ativos em 31/12/2022.

O próximo quadro é o número de vagas que abriu para a Vinculação Dinâmica que em nada tem a ver com o número de colocações que provavelmente deveriam estar ativas em 31/12/2022.

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Mai 14 2023
Este documento apresenta uma lista colorida com os candidatos ordenados à contratação Inicial 2022/2023, onde apuramos os candidatos que não estavam colocados na Reserva de Recrutamento 14 (ou seja, aqueles que não reúnem logo o 1.º critério para a Vinculação Dinâmica) e os docentes que estão pela Norma Travão (verde e amarelo, de acordo com a legenda) que não são candidatos à Vinculação Dinâmica porque estão pela 1.ª prioridade.
Assim, os candidatos que não estão pintados são aqueles que podem reunir as restantes condições para serem candidatos à Vinculação Dinâmica.
Este documento pode servir para uma decisão mais fundamentada da vossa parte.
Legenda:
Vermelho – Não colocados na RR14
Verde – Norma Travão (nesse grupo)
Amarelo – Norma Travão (noutro grupo)
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Mai 14 2023

É verdade que os 8233 professores em condições de concorrer ao regime de vinculação dinâmica entrarão nos quadros, ficando com maior segurança contratual. Mas não acabarão os dias “da casa às costas”.
Notícia completa para assinantes.
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Mai 14 2023
Muita gente me tem feito telefonemas e mandado mensagens por causa do concurso e mormente da Vinculação dinâmica.
Tenho gosto em atender as pessoas que acham que possa ter algo a dizer para as ajudar.
Dá-me satisfação sentir o apreço delas dessa forma.
Mas tenho a sensação que muitos ficam desiludidos. A minha forma de pensar tende a desiludir.
Um dos maiores defeitos que tenho é uma certa dureza racional que me faz ser um bocado seco nas respostas.
Não me considero má pessoa mas, numa crise, olho numa lógica de risco.
Assim em pontos:
A. Nível geral
1. Não estaríamos assim se tivéssemos arriscado mais nas greves (3 dias seguidos de greve total). O governo não teria feito estas habilidades. Isto é a minha “introdução ralhete”.
2. Marcelo promulgou porque teria de enfrentar o circo mediático do Governo a dizer falsamente que não promulgar seria prejudicar 8 mil professores que não vinculavam. Não era verdade, mas ele sabe e sinalizou aos profs….lutem para prevenir o próximo ano.
3. Ao promulgar, Marcelo lançou o presente e futuro caminho de luta: disse que, para o ano, não podem ser obrigados a concorrer a nível nacional. Logo, isso significa mais luta e reivindicações de mudança da lei.
4. As vagas abertas este ano para Vinculação são um engodo falso. Ponto. Não querem dizer nada sobre o futuro. O tal concurso a nível nacional, que ē preciso lutar para evitar (ou mitigar nos seus efeitos) é que vai selar destinos.
5. Como os quantitativos foram inchados, não vai haver depois vagas para contratados e mobilidades entre QZP. E a redistribuição dos QZP velhos para os novos vai ter efeitos imprevistos, até para quem está neles (e não em mobilidade) por causa dos mapas feitos às 3 pancadas (estive a ver alguns casos e fizeram-me lembrar a “ignóbil porcaria” – ver DR. Google)
5. As boas noticias é que o futuro é nosso. A falta de professores vai ser avassaladora (mais vagas) e o concurso ē anual (há esperança anual de correcção de enganos).
B. Nível individual
1. Cada um deve analisar as suas hipóteses olhando para a sua graduação e a verificando a origem e colocação dos que estão à sua frente (são horas de pesquisa, mas pode dar frutos)
2. Devem pensar que as vagas virtuais e de engodo deste ano estão inchadas e este ano dá Norte com os 30% a mais que lá meteram face ao que seria lógico. Mas para os últimos 30%, com a batota previsível no ano que vem dá quase certamente sul e algarve no ano seguinte e sem remissão.
3. Concorrer pode dar desterro, mas não concorrer pode dar desemprego (vai haver menos horários para contratação, diluidos que estão nas vagas inchadas). Vai haver substituições e incompletos (e quem quer trabalhar tem de estar atento a como concorre aí). E não se esqueçam da novidade do conselho de diretores.
4. A decisão implica falar com a família e combinar um prazo para o risco. Eu sou um otimista e acho que em 2 ou 3 anos isto tudo vai melhorar (o futuro é nosso com a falta de professores), mas os próximos anos vão ser de ajuste que será anual. Quem quiser estar no sistema tem de olhar a esta dinâmica.
E não digo mais nada como conselho. E sei que não foram grande coisa.
A decisão é muito das circunstâncias de cada um.
E isso é chato de dizer a quem pede conselhos.
Há mesmo uma forte componente de risco individual, que só o conhecimento pleno das circunstâncias particulares de cada um permite medir.
Mas ponderem bem, avaliem com racionalidade.
Tenho aprendido nos últimos tempos que o arrependimento de não fazer é a pior emoção possível.
Poder fazer e não ter feito, por não ter ponderado bem e julgar que podia emendar depois.
O que fizerem neste caso tem mesmo peso e não devem ter a atitude “seja o que Deus quiser”.
Decidam o que decidam, ponderem bem o risco de não fazer. Têm muitos dias e não há nada pior do que conviver com decisões para a vida toda e arrepender-se de não ter refletido bem.
E seja como for, quando forem chamados à luta pensem nisto: se tivéssemos feito uma greve total de 3 dias talvez o governo não tivesse lata de vos causar estas escolhas diabólicas.
E, agora, quando estivermos a lutar para, entre outras coisas, acabar com o concurso obrigatório a todo o pais, temos pela frente um governo bem mais fraco que o que existia em dezembro.
E com um presidente que disse ao que vinha e apoiará o barulho que fizermos.
Luís Sottomaior Braga
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Mai 14 2023
Deixar apenas um dia disponível para aplicar a prudência anunciada neste manual?
A instalação dos servidores offline, na generalidade dos equipamentos, não deverá gerar problemas de maior, sendo, não obstante, mais prudente proceder à instalação dos servidores com antecedência relativamente à aplicação das provas.
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Mai 13 2023
Mais de 250 mil alunos vão realizar as provas, o que significa instalar uma aplicação em 250 mil equipamentos. Associação Nacional de Professores de Informática diz que será difícil.
Os professores de informática alertaram nesta sexta-feira para as dificuldades de conseguir instalar em tempo útil no computador de todos os alunos a aplicação necessária para a realização das provas de aferição digitais, que começam na terça-feira.
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Mai 13 2023
Somente quando as pessoas começarem a pensar por si mesmas, a formar opiniões independentes, é que a mentira perde o seu poder. E isso, obviamente, não interessa aos políticos de carreira.
Muito se tem falado da degradação das instituições por parte dos políticos. A instituição que mais tem sido massacrada, com o propósito de a reduzir a um local de doutrinação, é a escola.
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Mai 13 2023

Centenas de professores vão marcar presença este sábado no Estádio do Vizela, no jogo com o Famalicão, como forma de agradecimento a Igor Julião, futebolista que, em janeiro passado, saiu publicamente em defesa de uma classe que nos últimos meses tem protestado “contra a degradação das condições de trabalho dos seus profissionais”.
Na altura, na receção ao Rio Ave Igor Julião foi o Homem do jogo e aproveitou a passagem pela flash interview da Sport TV para deixar o seu apoio aos professores afirmando: “Aproveito esse espaço para dizer o seguinte: o Vizela nessa semana visitou onze escolas e quero mandar uma mensagem para os professores. Todos os dias de manhã vemos os professores a lutar pelos direitos deles e, como jogador de futebol, uso esse espaço para dizer que estamos com eles nesse momento, esperamos que eles consigam os direitos deles”. A partir desse momento tornou-se o jogador preferido dos professores que este sábado vão agradecer ao jogador.
A iniciativa parte do grupo Missão Escola Pública, que está a mobilizar os professores da zona norte para a iniciativa denominada “Apoio dos professores ao jogador Igor Julião”, com o objetivo de juntar um milhar de docentes.
Refira-se que o FC Vizela disponibiliza bilhetes a preço simbólico, de valor inferior ao habitualmente praticado para o público em geral.
Na página do evento percebe-se que haverá muita gente presente, de Famalicão, Braga, Felgueiras e de muitas outras localidades da região, mas também de outras zonas do país.
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