…resta saber se as falsas declarações falsas se reportam a prestação de dados falsos fornecidos pelos docentes ou de declarações médicas forjadas, ou se de facto os docentes não teriam as doenças que os médicos declararam que o docente as tinham. Porque são duas coisas muito diferentes uma da outra.
Mobilidade por doença dos professores: 20% das declarações apresentadas eram falsas
Segundo João Costa, no processo de constituição de juntas médicas apresentaram-se apenas “dois centros, um em Lisboa e outro no Norte”

Um em cada cinco professores que pediram mobilidade por motivos de doença prestaram declarações falsas, revelou, esta tarde, o ministro da Educação João Costa, em declarações no Parlamento.
O ministro aproveitou ainda a oportunidade para voltar, então, a defender a necessidade da realização de juntas médicas, para que a mobilidade beneficie os professores que dela precisem.
“As juntas médicas têm vindo a realizar-se na aferição das situações de mobilidade por doença e neste momento, temos já detetadas cerca de 20% de declarações falsas que motivaram a mobilidade por doença, portanto, ainda bem que as juntas médicas estão a acontecer para nos permitir dar a mobilidade por doença a quem, de facto, precisa e identificar estas irregularidades, que existem”, disse.
Segundo João Costa, no processo de constituição de juntas médicas apresentaram-se apenas “dois centros, um em Lisboa e outro no Norte”.
De momento, “as juntas medicas só estão a realizar-se nestes dois pontos” e “não estão previstas novas localizações”, disse o ministro, em resposta a questões colocadas pela deputada Carla Castro da Iniciativa Liberal.

6 comentários
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Ex.mo sr (minúsculo) Ministro,
eu estou à espera da minha junta médica por Lupus Eritematoso Sistêmico e aguardo ansiosamente por esse dia, se tal acontecer, que duvido.
Vale a pena salientar que a vida coloca cada pessoa no seu lugar, e o futuro vai ficar encarregado do fazer, com
um político que menospreza a dignidade humana e um valor fundamental que é a saúde, sempre com esse seu sorriso
cobarde e sem ética alguma de mais um governo fraudulento ao que estamos habituados à muitos anos.
Os professores devem lembrar-se deste ano e no fundo, levar muito em consideração a alternativa de voto, sendo apolítico, faço questão de votar e talvez tenha o prazer de um dia, passar por si e dizer que o sr. (minúsculo) é um fraude no seu todo, e talvez um pouco de doença não fazia mal ao seu corpo porque a mente já está contaminada.
Esta agressividade com que falo é pelo sofrimento causado a mim, e a tantos outros colegas, e até mesmo a morte a alguns.
Nota: os mentirosos aqui nunca fomos nós
Cordialmente
Nuno Martins
A alínea a) do nº 1 do artigo 11º do DL 41/2022, de 17 de junho refere que:
“1 – A verificação das mobilidades por motivo de doença autorizadas ao abrigo do presente decreto-lei concretiza-se através de:
a) Submissão às juntas médicas regionais, a funcionar junto da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, para comprovação das declarações prestadas”.
Face ao exposto, por que motivo não se cumpre a legislação? Por que motivo as juntas médicas não se realizam na área de residência do docente em mobilidade por doença? Sabendo que muitos dos docentes colocados em mobilidade por doença sofrem de patologias graves, por que motivo obrigam alguns a percorrer um infindável número de quilómetros e a esforço desumano? O Ministério da Educação no seu melhor!
Estranho os Organizações Sindicais não se manifestarem!
Tão conveniente e oportuno o momento de divulgação desta notícia, imediatamente antes do concurso e consequentes manifestações e greves… Estes 20% suplantam os acontecimentos de corrupção dos últimos tempos protagonizados pelo PS – TAP, Galamba, etc
Estou de consciência tranquila sobretudo por nunca ter votado PS.
20%???? O numero peca por (muito) escasso. E o grande culpado é a falta de profissionalismo dos médicos, que passam atestados como quem come amendoins. E ninguém os pode pôr em causa, assim como alguns srs/sras professores/as, que se alegam impolutos e acima de qualquer critica.
E quem disser o contrário, é cego, mente ou utiliza o expediente.
O seu comentário quase parece uma cifra eclética. Acha 20% pouco? Eu sinto-me envergonhada. Médicos que passam atestados como quem come amendoins?
O que acontece, agora, aos prevaricadores?