Fevereiro 2023 archive

Lista Colorida – RR21

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR21.

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O Polígrafo Desmente o PM António Costa

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/antonio-costa-na-tvi-descongelar-todas-as-carreiras-teria-um-custo-de-e1-300-milhoes-de-despesa-permanente

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271 Colocados na RR21

Foram colocados 271 professores, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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S.TO.P. convoca marcha de professores em Lisboa para dia 25

O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Profissionais de Educação – anunciou, na manhã desta sexta-feira, uma nova marcha, em Lisboa, para o próximo dia 25. Em resposta à “contínua intransigência do Ministério da Educação e aos ataques ao direito à greve”, afirmou aos jornalistas André Pestana, líder daquele movimento sindical.

S.TO.P. convoca marcha de professores em Lisboa para dia 25

 

 

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Reserva de Recrutamento n.º 21

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 21.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 20 de fevereiro, até às 23:59 horas de quarta-feira dia 22 de fevereiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 21

Listas – Reserva de recrutamento n.º 21

 

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Tolerância de Ponto (Carnaval)

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O Conselho de Escolas elaborou uma Recomendação sobre a Situação Atual das Escolas

O Plenário do Conselho das Escolas reuniu extraordinariamente no dia 16/02/2023, nas instalações do ME em Caparide, para analisar a proposta de decreto-lei que define as medidas excepcionais e temporárias de conclusão do ensino secundário e analisar a situação atual das escolas.

Neste âmbito, o Plenário aprovou por unanimidade o PARECER n.º 1/2023 e a RECOMENDAÇÃO n.º 1/2023, os quais foram já enviados para o gabinete de Sua Excelência o Sr. Ministro da Educação.

António Castel-Branco, PCE, 16/02/2023

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A Ler: Olhe Que Sim, Olhe Que Sim!

(…)

Continua aqui:

Olhe Que Sim, Olhe Que Sim! – O Meu Quintal

 

 

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Notas rápidas sobre os professores e profissionais da educação e as greves de vários sectores.

 

No dia em que desfilaram 140 000 pessoas, professores na maioria, em Lisboa, o Ministério anunciou serviços mínimos que obrigaram já não só a cuidar de crianças com fome ou com problemas de saúde (o que jamais justificaria serviços mínimos, deveriam ser as câmaras a assegurar isto e não professores), mas a dar aulas, regulares. Esta foi a “negociação”. Imposição de dar aulas. Dois membros do Estado, e um da UG, militante do
PS, são os 3 árbitros que decidiram isto – está na mão deles, que não são um tribunal, o exercício do directo à greve – 48 anos de sindicatos controlados pelo Estado não deveriam ter chegado para conter os ímpetos autoritários dos governos? Quando forem declarados ilegais, daqui a meses ou anos, já a greve não teria efeito.

Em greves parciais como os professores estão – na minha opinião bem – os funcionários judiciais, com condições deploráveis de vida e trabalho; e os ferroviários, e os guardas prisionais, entre outros. Greves a tempo parcial, como fazem os docentes, são normais, legais e legítimas. Não são as greves que nos prejudicam a vida, mas as más condições de trabalho de quem presta estes serviços.

Embora à frente de uma manifestação de 140 mil, quando tudo devia ser exigido, quando a força de um sector exige condições mínimas de negociação, Mário Nogueira – concorde-se ou não com ele, eu não concordo – disse em discurso, “estamos dispostos a ceder”. O que respondeu o Ministério? Mais serviços mínimos, que aniquilam qualquer direito constitucional à greve. No quadro da UE o Governo é claro – o Estado é pessoa de bem para os bancos e os gestores, os serviços públicos apodrecem aos nossos olhos, diariamente.

O pouco que o Ministério diz “ceder” piora a condição dos professores, já que os do quadro passam a ser flexíveis, passam a poder ser colocados (obrigatoriamente pelos directores) noutra escola do mesmo Agrupamento, pagando os custos do tempo e da deslocação. Esta é a solução para a falta de docentes – uberizá-los. Aos dos quadro.

Mesmo que possa concorrer todos os anos (e não de 5 em 5 anos) para não andar de casa às costas, como não abrem vagas, esta “cedência” é inútil. As vagas não abrem onde as pessoas vivem.

O Ministério não está disposto a “ceder”. Até na gestão de um quiosque quando há uma reunião deve haver uma ordem de trabalhos que é por todos aprovada. Todos os grupos de trabalho que participo antes da reunião enviam uma proposta de ordem de trabalhos, que é previamente submetida à votação. A ordem de trabalhos em discussão contempla uma pequena parte das exigências dos professores. No restante, que é a maioria, não há negociação porque o Ministério se recusa a colocar os temas na ordem de trabalhos. É um pouco como se conta de Ford a produzir carros, quando lhe pediram para mudar de cor, “façam os carros que quiserem desde que sejam pretos”

Quando o Ministério diz que “cede” os jornalistas não são meros pés de microfone. Devem ouvir o Ministério, os professores e decidir – sim, decidir, eles jornalistas, com os dados e análise em mão – quem tem razão, segundo um critério de verdade, verificação fontes, etc.

Raquel Varela

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Distâncias no QZP 02.07

São 97km entre o Agrupamento de Escolas de Souselo, Cinfães até ao Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. O percurso entre estas duas escolas que se situam no mesmo “mini-QZP” é feito em 1 hora e 29 minutos.

Em linha reta são pouco mais de 30 km, mas não há heliporto em nenhuma das duas escolas.

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António Costa Fala Sobre os Professores na TVI

… para esclarecer que não irá contar qualquer tempo de serviço aos professores.

António Costa não se lembra que foi Ministro do Governo Sócrates quando já por duas vezes foi congelada a carreira dos professores?

 

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Distâncias Dentro do QZP 01.09 (Área Metropolitana do Porto)

Exemplos de distâncias dentro do QZP 01.09 (Área metropolitana do Porto).

Estas distâncias de 70 km por estrada de facto poderão ser 50 km em linha reta, mas dificilmente se consegue ir de uma ponta a outra dentro de um QZP em linha reta, a não ser mesmo de balão, helicóptero ou de avioneta.

Para fazerem as vossas análises podem aceder ao mapa elaborado pelo Blog.

Este mapa ficará sempre na barra lateral direita do Blog.

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Já chegámos ao ponto em que vale tudo?

 

 

Foi, finalmente, conhecido o Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a legalidade da Greve Nacional decretada pelo STOP e pelo SIPE…

 

O “frenesim” que se verificou no passado dia 15 de Fevereiro, por essa divulgação, provou que:

 

– Não ter lido o Parecer da PGR gerou, de modo geral, um certo “drama e horror”, perfeitamente desnecessários e injustificados;

 

– A maior parte da Comunicação Social não se deu sequer ao trabalho de ler o referido Parecer, constituindo-se, dessa forma, como o principal aliado do Ministério da Educação;

 

– A estratégia do Ministério da Educação, que bem poderá ser considerada como potencialmente sórdida e ardilosa, consumada pela divulgação de uma “Nota à Comunicação Social”, constitui-se obviamente como uma tentativa desesperada de intoxicar a “opinião pública” contra a presente luta dos profissionais de Educação;

 

– Além da tentativa de intoxicação da “opinião pública”, o Ministério da Educação também pretenderá, através de  uma interpretação desse Parecer, que bem poderá ser considerada como “não balizada”, “demasiado livre” ou “muito criativa”, atemorizar, descredibilizar e desmobilizar os profissionais de Educação;

 

– No fundo, pretenderá o Ministério da Educação fazer passar a ideia, enviesada, de que os profissionais de Educação serão uns “fora-da-lei”, prevaricadores da pior espécie, sem contudo ser capaz de refutar os motivos invocados pelos mesmos e que fundamentam a luta em curso…

 

Ou seja, o Ministério da Educação, em vez de contradizer cabalmente os motivos que levaram os profissionais de Educação à presente luta, parece antes procurar os eventuais “erros processuais” da Greve, atendíveis para poder “ilegalizar” a luta dos profissionais de Educação…

 

E não refuta os motivos que levaram os profissionais de Educação à presente luta  porque, na verdade, não consegue desmentir factualmente nenhum desses fundamentos…

Estando disso privado, paradoxalmente pela sua própria acção, restará ao Ministério da Educação a “política do vale tudo”…

 

Do anterior, decorre uma pergunta:

 

– Prevalece o Parecer do PGR ou a interpretação desse parecer pelo Ministério da Educação, contida na Nota por si enviada à Comunicação Social?

 

Não sou Jurista, mas não me parece credível que uma interpretação de um Parecer possa prevalecer sobre o próprio Parecer, portanto vejamos, de forma resumida, alguns aspectos do próprio Parecer, constantes nas Conclusões do mesmo:

 

– Os aviso prévios de greve, além de contemplarem toda a jornada diária, devem também contemplar a modalidade de greve parcial, ou seja, a greve aos primeiros tempos do horário diário (20.ª);

 

– Se não existir concordância entre os avisos prévios de greve e a execução da mesma, poderá afigurar-se uma violação do princípio da boa-fé que, em casos extremos e excepcionais, poderá ser considerada como uma conduta abusiva no exercício do direito à greve e, portanto, ilícita (21.ª);

 

– Dada a exiguidade factual existente, não se pode concluir pela existência de greve abusiva e, portanto, ilícita (22.ª);

 

– Como a lei não estabelece um limite máximo de prejuízo que a greve pode causar, não é invocável o princípio da proporcionalidade como fundamento de ilicitude (23.ª);

 

– Se a proporcionalidade fosse um requisito de greve, muitos sectores, como os transportes, em que os prejuízos pela paralisação são maiores, ficariam impedidos de fazer greve e de protestar, ficando assim mais expostos aos arbítrios das entidades laborais (24.ª).

 

E já que se fala em “arbítrios das entidades laborais”, não pode deixar de se referir este aspecto da Nota à Comunicação Social do Ministério da Educação:

 

– Nessa Nota, o Ministério afirma que o Parecer é claro quando refere que executar a greve em divergência com os avisos prévios relativos à mesma afecta a legalidade do exercício desse direito…

 

O principal problema da, peremptória, expressão “afecta” é que, pela verdade, não corresponde ao exarado no Parecer da PGR… Quando muito, a expressão correcta deveria ser poderá afectar a legalidade do exercício do direito à greve…

 

Em primeiro lugar, não corresponde porque não ficou provado, nem poderia, por essa não ser uma competência do Conselho Consultivo da PGR, que exista uma divergência material entre os avisos prévios de greve e a execução da mesma…

 

Em segundo lugar, o Parecer da PGR afirma que, à luz dos dados disponíveis, não se pode concluir pela existência de greve abusiva ou ilícita, pelo que, e pela verdade, a expressão “afecta a legalidade” não passará de uma mera convicção, sem qualquer fundamento jurídico…

 

Portanto, o Ministério da Educação parece continuar a efabular sobre a Realidade, tentando substituí-la por factos alternativos e inverdades que, no fundo, são o mesmo que mentir, mas sem uma carga tão pejorativa…

 

A propósito do Parecer da PGR, uma última palavra à Presidente da CONFAP, mas também a todos os que a têm acompanhado na defesa de que os profissionais de Educaçãotêm o direito inalienável de fazer Greve, desde que seja aos Sábados, Domingos e Feriados, pelos alegados prejuízos que causam:

 

– A todos os anteriores, sugere-se a leitura atenta e compreensiva do referido pronunciamento, em particular das Conclusões 23.ª e 24.ª…

 

Não pode valer tudo. Não podemos deixar que valha tudo.

 

(Paula Dias)    

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Mapa dos 63 QZP com todas as Escolas

O Blog DeAr Lindo construiu o mapa dos novos 63 QZP com os respetivos 818 Agrupamentos de Escolas/Escolas Não Agrupadas.

Por este mapa, podem no Google Earth medir as distâncias em linha reta entre as escolas mais distantes de cada QZP. Existem algumas escolas do mesmo QZP que distam mais do que 50KM entre si, em linha reta, o que pode representar em muitos casos mais de 75 km por estrada.

Podem identificar as maiores distâncias dentro do mesmo QZP na caixa de comentários.

 

 

 

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Rogério Alves na CNNP Sobre o Parecer da PGR

A ouvir com muita atenção.

 

Afinal, é ilegal ou não a greve dos professores convocada pelo STOP? Rogério Alves desmistifica os contornos da lei

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AINDA A DEMISSÃO (LEVANTAMENTO) DOS DIRETORES… Luís Sottomaior Braga

 

Insisto na ideia mesmo que haja gente a gargalhar.

Isto devia ser feito assim:

Movimento coletivo. Para ser eficaz.

Reunião geral de Diretores, subdiretores e adjuntos/as.

Proposta: ultimato com data marcada ao Governo. Ou negoceia mesmo tudo (e não só concursos) ou no dia x entramos com o pedido de demissão coletivo. E todos os presentes votam e comprometem-se.

Texto elaborado para divulgar com problemas e soluções (medidas a tomar).

Seria uma espécie de “MFA” da mudança no quadro opaco em que estamos.

Afinal embora muitos colegas nos vejam como “coronéis”ou “brigadeiros”, pouco mais somos realmemte que “tenentes” ou “capitães”….

E forçando a metáfora também nós levamos com a incompetência da “brigada do reumático” dos boys dos órgãos centrais (façam lá o computo dos processos disciplinares fúteis que caem sobre atos banais de equipas diretivas).

E, como há muitos membros de equipas diretivas sindicalizados os sindicatos e as associações podiam ajudar a organizar.

Para os que estão mais amarrados ao lugar (que não é o meu caso), acho que nem chegavam a entregar a cartinha, tal a força da ameaça.

E ganhavam o respeito de muita gente ao terem sido uma força de desbloqueio.

 

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Os pintainhos à volta da galinha – José Afonso Baptista

 

Tu não vais acreditar. Coisas do arco da velha que até parecem invenção, mas não, pura realidade. Eu conto.

O Chão da Vã é uma aldeia ribeirinha que existe mesmo, com este nome esquisito, tem código postal e tudo, para não pensares que invento: Chão da Vã 6000-540 Juncal do Campo, Castelo Branco. Os cinco pintainhos à volta da galinha, adivinha, eram cinco crianças em frente de uma regente escolar, todas sentadas em tropeços de cortiça, bem juntinhas, coladinhas, por razões que adiante se verão.

Não sei se sabes o que era uma regente escolar, mas hoje, com a crise que aí vai, é fácil de explicar. Naquele tempo, meados do século passado, nem havia professores que chegassem, nem Salazar queria que houvesse. As crianças, pensava ele, sufocavam as Finanças. O que é que o homem fez? Fechou as Escolas do Magistério, que formavam os professores, e criou a classe das regentes escolares, muito mais baratinhas, nem precisavam de ter a 4ª classe, bastava que fossem pessoas de bem, boa conduta, e que transmitissem fielmente a imagem do regime, a União Nacional. Meninas, às vezes ainda adolescentes, que não queriam trabalhar no campo, que canseira, aceitavam ser regentes em troca de um salário de 300 escudos só nos meses que trabalhavam, um euro e meio na moeda atual. Como vês, professora, professor, o problema não é novo. As nossas crianças continuam um grande estorvo para as Finanças.

Um dia, o Senhor Inspetor Escolar, naquele tempo dobrava-se a língua, contou um episódio verdadeiro que não vais acreditar. Eu ia almoçar com alguma frequência a casa do Senhor Inspetor, o pai do meu melhor amigo nessa época. E contou ao almoço a história mais estapafúrdia que ouvi em termos de pedagogia pura, vivida, ali, no terreno. Foi ao Chão da Vã visitar o Posto Escolar, com a regente em plena sessão de trabalho, muito concentrada, crianças muito atentas. Todas foram lendo, uma após outra, para o Senhor Inspetor ver a qualidade do trabalho desenvolvido. E liam mesmo.

Pequeno pormenor: só havia um livro de leitura, que a regente abria no regaço, voltado para ela, e as crianças do outro lado aprendiam a ler com o livro ao contrário. Professoras de hoje, atentai, aposto que os vossos alunos não têm esta habilidade adquirida de ler de pernas para o ar. A boa pedagogia tem contornos inimagináveis. Mas também, o que é que isso interessa, ler podem ler ao contrário, o que não podem é desatinar com a linha do regime.

Salazar tinha coisas que hoje não lembrariam nem ao diabo. O homem deve ter aprendido as primeiras letras com uma regente escolar e por isso, em vez de ler que as Finanças sufocam as crianças, lia que as crianças sufocam as Finanças. Teimava em ler o livro ao contrário.

Passou por aí um ministro que tinha uma ideia estrambólica: não adianta ensinar bem um chorrilho de asneiras e barbaridades. Punha o foco mais naquilo que se ensina e menos na maneira como se ensina. No fundo, é a linha dos adeptos do eduquês, que defenderão que a regente do Chão da Vã ensinou o que devia, as crianças aprenderam a ler bem, o modo pouco importa. As crianças são livres de ler como sabem. Se as línguas semíticas, como o árabe e o hebraico, se leem da direita para a esquerda, ao contrário das línguas românicas e outras, pode dar jeito ler com o livro ao contrário. Imaginem que os futuros jovens que aprenderam a ler com o livro ao contrário são colocados nas Finanças em Castelo Branco. Os contribuintes chegam e poisam os seus documentos em cima do balcão. Nenhum problema: a leitura é igualmente acessível ao cliente, que lê de frente, e ao funcionário, que lê ao contrário. Aqui se vê que o mundo é perfeito. Mas fica-me uma desconfiança: acho que o governo e os professores atuais também não aprenderam a ler da mesma maneira, não sei se aprenderam de pernas para o ar, mas de certeza que uns aprenderam da direita para a esquerda e outros da esquerda para a direita. Com outro problema: muitos só aprenderam a ler o que está na cartilha. Herança trágica.

Fiquei ligado ao Chão da Vã, não apenas por esta lição de pedagogia, mas por uma lição de vida, hoje muito atual, em que um “regente” de engenharia foi chamado a desempenhar as funções de engenheiro diplomado. O Chão da Vã não tinha nem capela, nem igreja, nem o sino a dar as horas ao som do hino de Fátima. Falha inadmissível. A construção de um edifício desta envergadura exigia um projeto, uma “planta”, que a junta de freguesia do Juncal tinha de submeter à Câmara de Castelo Branco.

Cá dê um mestre arquiteto de alto gabarito para trabalho de tamanha responsabilidade? Não havia, mas a junta convidou um ótimo “regente de engenharia”, que era eu. Com razão, eu andava no 5º ano do liceu, tinha uma régua, um esquadro, um tira linhas e habilitações muito superiores às das regentes escolares, preenchia todos os requisitos.

Somos um país de génio: “se não tens cão, caças com gato”. É a verdadeira afirmação do génio luso, que o ME está a aplicar aos professores. Com uma dificuldade: os professores não são propriamente animais domésticos, mas mordem e arranham que se desunham.

A Câmara aprovou o projeto, a igreja fez-se e até hoje não caiu. Mestre Afonso Domingues, lembram-se, o arquiteto cego que projetou a Abóbada do Mosteiro da Batalha, como reza a linda narrativa de Alexandre Herculano, foi aqui substituído por outro Afonso, nem mestre, nem arquiteto, nem talento, nem coragem de dormir sob o teto da obra acabada de construir, mas tinha régua e esquadro, o suficiente para ser regente. Os regentes vão ser a salvação da escola. Ensinam de pernas para o ar? Sim, mas fica tudo mais barato e equilibram as Finanças. Como diria Madame de Pompadour, depois de mim, o dilúvio!

Diário As Beiras. 2023.02.16

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NÃO PARAMOS – E ONDE NOS LEVA O CAMINHO?

        Decorrem as negociações entre Ministério e Sindicatos. As principais reivindicações não constam da Ordem de Trabalhos. O que preocupa o Senhor Ministro (o Governo) é, desde o início, as medidas que têm que forçosamente tomar para seguir diretivas de Bruxelas- colocações de professores, vínculos laborais. Outras reivindicações? É como se durante quase três meses de Manifestações, Greves, com prejuízo de alunos, pais e dos próprios professores, enquanto docentes e pais, não tivessem existido.

Não é problema do Ministro, nem do PrimeiroMinistro, que haja milhares e milhares de portugueses insatisfeitos? Para que serve o Governo de um país? Para manter as mágoas àqueles que durante anos seconservaram calados à espera que houvesse melhoria nas condições de trabalho, que houvesse alguém de bom-senso na educação, que cumprisse o que um Estado “pessoa de bem” deverá cumprir, ou seja, pagar o que deve?! Para deixar arrastar situações de inquietação social durante meses, como se nada se passasse?? Temos um Governo de pessoas que se fingem cegas e surdas a quem pagamos, como se fossem gente normal, para resolver as situações de governação do país??

Sentindo já esta desorientação na docência, muitos estudantes foram-se afastando dos Cursos de Formação, sendo jovens, para não se comprometerem com uma profissão mal paga, difamada, agredida, onde não se reconhece o trabalho (em grande parte feito em casa) e na qual a Entidade Patronal não cumpre com os principais deveres de proteção da integridade física e moral dos seus funcionários.

Já se prevê o futuro, sem profissionais de Educação, mas a quem manda neste país não importa. Cada vez mais se goza, é o termo, goza com os professores, indo negociar sem ligar a reivindicações, não entregando propostas a tempo, esperando que o desespero tome conta de quem não aguenta o cansaço.

Por quanto tempo vai durar este impasse? É muito benéfico para as nossas crianças! Quem não cuida dos mais novos e frágeis não é digno de estar à frente de um povo. Nem com minorias.

 

       Já me desliguei da profissão, mas não me mantenho indiferente a tanto destrato. É superior às forças de qualquer PESSOA de BEM.

Por Fátima Ventura Brás- Prof.ª Ensino Básico

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Comunicado do S.TO.P – Reação ao Parecer da PGR

Após tomada de conhecimento do Parecer da PGR sobre a greve decretada pelo S.TO.P, vimos esclarecer que:
1. Pela sua natureza, o Parecer da PGR é apenas o Parecer de um órgão consultivo que não vincula os Tribunais, não podendo, por isso, determinar se uma greve é legal ou ilegal.
2. O atual Parecer não vem dar cobertura às acusações efetuadas pelo ME, limitando-se, em grande medida, a produzir generalidades teóricas sobre o exercício do direito à greve.
3. No concreto, concluiu o Parecer que:
i) Conclusão 22ª: “No entanto, atentos os factos indicados na informação fornecida, este Conselho Consultivo não pode concluir, dada essa exiguidade factual, a existência de «greve abusiva», tanto mais que o apuramento e comprovação da matéria de facto e a consequente aplicação do direito constitui um labor que, em concreto, extravasa as suas competências, constituindo, sim, tarefa da função judicial”.
ii) Conclusão 23ª: “Não estabelecendo a lei um limite máximo de prejuízo que a greve pode causar, não é invocável, a este propósito, um princípio de proporcionalidade como fundamento da ilicitude”.
4. Daqui se conclui que, ao contrário do que o comunicado de imprensa do ME pretendeu difundir, esta greve é lícita e não é abusiva.
5. Resulta ainda, da conclusão 11ª do mesmo Parecer, que os trabalhadores têm direito de adesão e revogação da sua decisão de adesão à greve, “pois os trabalhadores podem aderir à greve e revogar a sua decisão, nos termos da lei”, como foi, aliás, sempre sustentado pelo nosso Departamento Jurídico.
6. O Parecer não se pronuncia quanto à propalada ilegalidade de atos de solidariedade entre trabalhadores aderentes à greve, tal como o ME e alguma Comunicação Social quiseram fazer crer. Tratou-se, portanto, de uma tentativa de desmobilização da luta dos trabalhadores através da calúnia e da intimidação.
Finalmente:
O atraso deliberado na divulgação deste Parecer, pronto desde o dia 9 de fevereiro, apenas revelado pelo ME em dia de reunião negocial, pode ser lido como uma tentativa de condicionar a negociação. Porém, entendemos que este documento não vem retirar qualquer fundamento às justas razões dos Profissionais da Educação nem tão pouco condicionar as suas legítimas formas de luta.
A Direção do S.TO.P.

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Entrevista a Luís Sottomaior Braga – Professores em greve. Protestos dos pais? “A CONFAP que diga quanto recebe do Estado”

(…)

Continua aqui:

Professores em greve. Protestos dos pais? “A CONFAP que diga quanto recebe do Estado”

 

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TRUQUES FRAQUINHOS DE BOYS QUE TÊM DE ESTUDAR MAIS….. (Luís Braga)

TRUQUES FRAQUINHOS DE BOYS QUE TÊM DE ESTUDAR MAIS…..

No meio daquela desgraça, pode parecer que estes detalhes que vou apontar são irrelevantes. Mas não são.
Têm importância e mostram mais que simbolicamente a manhosice, a má fé e tendência para o truque baixo de quem produz coisas assim.
Ou isso, ou ignorância (e não sei o que é pior).
O artigo 27º da proposta de DL dos concursos prevê os malfadados e lamentáveis conselhos de QZP.
Nada mais há a dizer sobre a criação da figura e o que representa.
Mas, depois de criar o monstro, o Governo decide alindá-lo nas normas com ainda mais arbitrariedade.
O texto do artigo proposto (que é todo para saltar fora, do ponto de vista de sindicatos que tenham juízo) diz assim:
Artigo 27.º
Conselho de Quadro de Zona Pedagógica
1 – O conselho de QZP é composto pelos diretores dos AE/EnA inseridos na área geográfica do QZP.
2 – Compete ao conselho de QZP:
a) Proceder à distribuição inicial de serviço aos docentes mencionados no nº 1 do artigo anterior.
b) Elaborar horários compostos por serviço letivo a prestar em dois AE/EnA, pertencentes ao mesmo QZP, obedecendo a regras a definir por DESPACHO DO MEMBRO DO GOVERNO RESPONSÁVEL pela área da educação;
c) Proceder à distribuição de serviço resultante de necessidades temporárias que surjam no decurso do ano escolar aos docentes mencionados no n.º 1 do artigo anterior que permanecem com insuficiência de componente letiva.
3 – O funcionamento do conselho de QZP é regulado por REGIMENTO INTERNO.
Chamo a atenção para a alínea 2, b) . As regras a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação não podem ser deixadas à arbitrariedade de um despacho de membro do Governo.
Elas também têm de ser objeto de negociação coletiva (o despacho vai redundar na bandalheira e no espremer até sangrar de quem estiver nessa situação).
Mas o que me irrita mais, porque é mais insidioso e se aproveita da ignorância alheia, é OUTRA COISA.
Criado o órgão, tenta-se colocar as normas internas fora do escrutínio público.
No nº 3 diz-se:
“3 – O funcionamento do conselho de QZP é regulado por regimento interno.”
A expressão Regimento interno não é inocente.
Se dissesse “Regulamento” (sem o adjetivo interno, porque não é um regulamento interno), o documento regulador do funcionamento do dito Conselho teria de ser sujeito a Consulta Pública alargada (ou pelo menos audiência de interessados), nos termos do CPA, porque o que o Conselho vai fazer tem impacto em terceiros (os professores, externos ao órgão).
Com este truque linguístico (temos de andar atentos às palavras, porque os membros do Governo são ambos de Letras e manhosos), o Governo entrega aos Diretores a auto-regulação do seu clube, que passa a ser privado, porque os regimentos são feitos pelo próprio órgão.
Se disser “regulamento” tem de haver consulta pública e podia alguém colocar a questão de que outros órgãos das escolas (conselho pedagógico e conselho geral) podiam intervir nisto e fazer as normas internas (com impacto externo) do clube.
Já agora, o mesmo se passa com os Regulamentos Internos das escolas que todos deviam ser sujeitos a Consulta Pública (que não são umas conversas nos departamentos, ok?, são coisa mais complexa).
Aliás, por não serem, são todos nulos (o que teria grandes efeitos, por exemplo sobre a ADD, que ninguém aproveita).
Só que não é por lhe chamarem “Regimento” (ou até Regulamento INTERNO) que uma coisa passa a sê-lo se materialmente não o for (O Direito não é um jogo de palavras é ação sobre o real e regulação dele).
Fica já prometido:
– se miseravelmente criarem o órgão e isto ficar escrito assim, no meu QZP, como interessado afetado pelas competências do órgão, irei impugnar individualmente este ponto em tribunal, custe o que custar e demore o que demorar.
E, com alguns recursos, estou em condições de garantir que o Conselho de Diretores do meu QZP vai ter grandes dificuldades em sequer ser instalado.
Aos boys assessores do Governo aconselho que se informem melhor sobre o que escrevem e que se informem bem sobre quem está a fazer a promessa.
Há 15 anos, houve uma lei sobre gestão escolar que mudou por causa de um processo meu que foi até ao Supremo Tribunal Administrativo (que se ganhou em todas as instâncias).
Contra a vontade do Governo e DREN da altura fui presidente de um conselho executivo.
E, aos 51 anos, estou ainda com mais ânimo para lutar contra estas habilidades violadoras de direitos, promovidas por gente que não merece um cêntimo dos que lhes pagamos para nos governar ou assessorar quem nos governa.
Na verdade, nada tenho a perder, só a ganhar. Puseram-me nessa posição, agora aguentem.

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Manipulações pseudo-juridicas… Luís Sottomaior Braga

 

Perdi algum tempo da minha vida a ler o parecer da PGR e as suas mais de 80 páginas (que li todo). A conclusão do comunicado do Ministério é um abuso indigno de um linguista.

E quem fez o comunicado, ou não leu tudo o que recebeu, ou confunde as perguntas e seus pressupostos com a conclusão….

Basta para tal ler (entre outras) a conclusão 22 do parecer (página 81) que diz taxativamente:

“No entanto, atentos os factos indicados na informação fornecida este Conselho Consultivo não pode concluir, dada essa exiguidade factual, a existência de “greve abusiva” tanto mais que o apuramento e comprovação da matéria de facto e a consequente aplicação do direito constitui um labor que, em concreto, extravasa as suas competências, constituindo, sim, tarefa da função judicial.”

Assim, o CC da PGR aos autos da “ilegalidade” disse nada e até houve uma Conselheira Maria Cação Rodrigues Cavaleira que, com uma escrita cristalina e simplificadora (no meio da palha enevoada das 80 e tal páginas) diz tudo.

O comunicado do Ministério é uma mistificação e num país a sério seria inadmissível um tal grau de manipulação.

Muito triste todo este episódio. E a conclusão é que com este ministro isto não vai melhorar, só piora.

Por mim, parava a greve e recomeçava, depois do Carnaval, sem estes serviços mínimos e em dias alternados para acabar o falacioso da greve contínua.

 

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Pela Póvoa de Varzim

Os professores entraram no Correntes D’Escritas.

 

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Terminou a Reunião ME/Sindicatos

A reunião entre o ME e os Sindicatos terminou pouco depois das 20 horas, sem direito a pizas, e será retomada dia 17 de fevereiro (sexta-feira).

Mário Nogueira após a reunião disse que ficou agendada a última reunião para o dia 23 de fevereiro, pelo que só após essa reunião final poderá ser solicitada a reunião suplementar.

Alegou que os pareceres podem ser dados até 30 dias após o conhecimento do documento, mas que estaria disponível para o fazer antes de cumprido esse prazo.

A reunião de hoje parece que apenas chegou ao artigo 24.º da nova proposta da revisão do diploma de concursos.

Por este andar vamos entrar na primavera sem qualquer proposta para as principais exigências dos professores, e assim vai o governo esmorecendo a luta dos professores que entram amanhã em serviços mínimos no seu máximo.

 

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Hora das Pizas, Perdão, do Jantar…

Demora a reunião a terminar….

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Parecer da PGR sobre a greve docente

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Nota à Comunicação Social do Parecer da PGR

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Um Novo Concurso de “Mochila às Costas”

Pedro Barreiros, na SIC Notícias disse no que se vai transformar este novo diploma de concursos.

Se o ME quer acabar com “a casa às costas“, Pedro Barreiros, da FNE, disse que o ME vai criar um novo modelo de concursos que se vai definir como um concurso de “mochila às costas“.

E é isto o que irá acontecer com imensos professores dos quadros que terão de acumular funções em mais do que uma escola dentro do mesmo QZP.

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Paulo Prudêncio – Queremos regressar às décadas de 1980 e 1990 como se fez em 2013 e se quis recuperar em 2022?

Queremos regressar às décadas de 1980 e 1990 como se fez em 2013 e se quis recuperar em 2022?

 

 

A base de dados do concurso centralizado de professores é tão moderna como a do multibanco ou da via verde. Abdicar disso será, como se comprovou em 2013 com a BCE, caótico.

É só pensar um bocado o que seria, e em nome da educação dos consumidores ou da redução das emissões de carbono, prescindir do multibanco ou da via verde.

Precarizar professores (em 130 mil só 80 mil é que são do quadro de uma escola ou do desmiolo dos agrupamentos) é que gera toda a tortuosidade procedimental que historicamente nos atrasa e que terá hoje mais um episódio tragicómico como se fosse uma negociação.

E depois, há o detalhe de termos mais 40 quadros de divisão administrativa em vez de apenas 1 como seria moderno e razoável; e esse estado caótico impede uma organização decente e civilizada da rede escolar e dificulta tudo. Mas acima de tudo, impressiona o desconhecimento até da história mais recente; e já nem se sabe se se mistura com obsessão ou impreparação.

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E Isto Lá É um Recuo…

A proposta apresentada ontem não é um recuo às posições dos sindicatos, mas apenas uma proposta que visa os interesses da gestão dos recursos humanos por parte do Ministério da Educação.

Permitir o concurso interno anual e colocar em pé de igualdade os docentes QZ e QZP, impedindo os QZP de se movimentarem para a sua zona de residência não é do interesse dos professores, mas sim de quem gere os recursos humanos, mantendo os professores presos aos QZP de vinculação (ou adjacentes).

 

Ministério recua: professores do quadro também vão poder mudar de escola todos os anos

 

Nova proposta do ME acaba com os concursos internos de quatro em quatro anos. Graduação profissional será também aplicada nas colocações a nível local.

Todos os concursos de professores vão voltar a realizar-se a um ritmo anual, incluindo o que se destina apenas à movimentação de docentes do quadro (concurso interno). Esta é uma das principais novidades da proposta de diploma do Ministério da Educação, a que o PÚBLICO teve acesso, sobre o novo regime de gestão e recrutamento de docentes, enviada nesta terça-feira aos sindicatos de professores e que estará em negociação nas rondas marcadas para esta quarta e sexta-feira.

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Se não agora, quando?

Se não agora, quando?

 

Em protesto contra um vasto número de questões que se foram acumulando, sem resposta, ao longo de sucessivos governos e anos, há mais de dois meses que estão activas greves no sector da Educação. Neste período, ocorreram quatro grandes manifestações em Lisboa e muitas mais por todo o país. Analisando o fenómeno, não importa sob que ângulo, é forçoso reconhecer que ele só é explicável por haver uma genuína, verdadeiramente espontânea rejeição dos professores relativamente às políticas que lhes têm sido impostas.
Se descermos ao detalhe, as causas mais próximas são, entre outras, uma crescente falta de professores, de professores de educação especial e psicólogos, de pessoal não docente, queixas relativas ao facilitismo e à indisciplina galopantes, ao aumento exponencial da inútil sucata burocrática, à precariedade, às regras abusivas que dificultam a progressão na carreira, ao desadequado e iníquo modelo de avaliação do desempenho, à extorsão de tempo de serviço, a salários baixos, ao tratamento desumano dispensado aos professores velhos e doentes e ao menosprezo pelos alunos mais vulneráveis, em nome de uma “inclusão” que exclui.
Se virmos de cima, é afinal a escola mínima, amputada de conhecimento e orientada para formar cidadãos disponíveis para aceitar trabalho apenas remunerado com salário mínimo, que os professores contestam. É este ensino público para os pobres, enquanto os ricos fogem para os melhores colégios privados, que os professores rejeitam.
Com efeito, passaram-se sete anos sob influência de uma ideologia pedagógica que reduziu os professores a meros receptores de directivas para produzir sucesso martelado e certificar a ignorância. Sete anos de uma propaganda que fala da geração mais preparada de sempre, quando apenas se trata, coisa bem diferente, da geração que mais tempo permaneceu, obrigatoriamente, na escola. Ora se houvesse dúvidas sobre a determinação dos professores em romper com o estado a que chegou o sistema de ensino, elas foram varridas pela gigantesca manifestação de sábado passado.
Aqui chegados, subsiste a dúvida maior: estará, finalmente, o Governo consciente de que tem de negociar ou, outrossim, continuará com a esperança, como maliciosamente o Presidente da República sugeriu, em que “há um momento em que a simpatia, que de facto há na opinião pública em relação à causa dos professores, pode virar-se contra eles”?
Se prevalecer a primeira hipótese, que me parece imperiosa e a única admissível, o Governo tem de negociar com seriedade, remover o seu descolamento da realidade, até aqui patenteado, corrigir a inércia para responder à crise e aceitar que o problema da recuperação do tempo de serviço não pode ser iludido. Tem custos? Naturalmente que sim. Mas os sindicatos já se manifestaram receptíveis a dilui-los ao longo de vários anos e a soluções parciais, para quem por elas opte, de traduzir parte deles em tempo válido para efeito de reforma. Tudo por forma a não prejudicar o equilíbrio das contas públicas. Por outro lado, importa recordar que, já em 2019, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República disse ser essa uma falsa questão, apresentando custos para a recuperação total de todo o tempo de serviço de todas as carreiras especiais da função pública bem inferiores aos que o Ministério das Finanças invoca.
A propósito do decantado “equilíbrio das nossas contas públicas”, Fernando Medina, em entrevista à TVI, disse recentemente: “O país não tem só professores”. Fernando Medina tem razão. O país não tem só os professores. Tem o escândalo da TAP (3.200 milhões) para pagar, os desmandos dos bancos (22.049 milhões, segundo números recentes do Tribunal de Contas) para amortizar, a Jornada Mundial da Juventude (80 milhões) para organizar, a Brisa (140 milhões) para compensar, a Ucrânia (250 milhões) para ajudar, mais, entre tantas outras “liberalidades”, os politicamente muito convenientes aumentos dos magistrados e juízes, de 2019, e as milionárias e imorais indemnizações de agora e do futuro, para continuar a “honrar”.
Mas, se não agora, quando perceberia o Governo que tem de fazer justiça?
In “Público” de 15.2.23

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Raiva, cortar às escondidas e um mito da Monarquia: a perspectiva de um professoR

Luís Sottomaior é professor de história do segundo ciclo mas, mais do que isso, é sub-director no Agrupamento de Escolas da Abelheira – Viana do Castelo. Foi director e estudou gestão escolar.

Sabe mais do dia-a-dia de uma escola do que os governantes, segundo o próprio. Assim falou com o ZAP, não só verbalizando a sua experiência individual enquanto professor, mas também como alguém que está há muito tempo dentro do universo da administração escolar.

A conversa com o Luís decorreu dois dias depois de nova manifestação nacional de professores em Lisboa, que no sábado passado terá juntado cerca de 150 mil pessoas.

E antes de deixar outras críticas: “Em relação à Segurança Social, há pessoas que não podem estar doentes porque, se ficarem, vão ser indigentes. Há professores a dormir em rulotes. Outros ficam durante uma semana, ou mais, a dormir no carro – porque é difícil arranjar alojamento”.

Outra situação “absolutamente chocante” é a dos professores que não têm subsídio de desemprego por não terem horários completos, alertou.

“Reformados pobres”

Há um “clima de comunhão” entre os docentes. As opiniões divergem, como sempre, mas sentem que esta é a última oportunidade para se fazer uma viragemdos problemas.

Porque há que pensar mais além: “Se os professores não tiverem solução para os seus problemas de carreira, vão ser reformados pobres. Eu próprio penso nisso.

Falta devolver aos docentes seis anos de serviço e falar sobre isso, “mais do que salário, é falar sobre aposentação”.

O custo da recuperação integral das carreiras dos professores custaria ao Estado 331 milhões de euros por ano, segundo os cálculos do Ministério das Finanças. “O que é uma gorjeta”.

“O Governo tem dinheiro para pagar salários mas não quer repor a justiça salarial em termos de reforma. E esse valor até seria maior, mas houve professores que já se reformaram, por isso vai custar menos”

Depois, um aviso sobre o que, considera este docente, o Executivo socialista anda a esconder: “O que este Governo está a fazer, em relação aos professores, é o que o Governo de Passos Coelho queria fazer às claras: cortar nas reformas – algo que foi recusado. Agora o Governo está a cortar às escondidas. E não se tem falado sobre isso, na comunicação social”.

“Desta vez é a sério”

O ZAP já tem escutado a frase “desta vez é a sério”, quando se fala nas greves, nas manifestações, nos protestos dos professores.

O que mudou na postura agora? Luís responde: “Quando uma coisa é muito espremida, chega o momento em que não há mais nada a espremer. Salta a mola”.

Ao longo dos últimos 15 anos os problemas acumularam-se. As pessoas estão mais velhas, havia expectativas de melhoria de carreira e a carreira piorou, no acordo com Isabel Alçada (ministra da educação, em 2010) sobre o estatuto da carreira de docente as pessoas não perceberam o que ia acontecer. Agora perceberam e não estão a gostar”.

Em resumo: “O quadro é muito pior, condições de trabalho pioraram, o centralismo do ministério aumentou, a burocracia representa uma carga maior… As pessoas reagem”.

A transição da gestão escolar para as Câmaras Municipais não resulta, avisa o professor. Porque é um mito: “A municipalização é um mito político português, ainda dos tempos da Monarquia Constitucional, que a República agravou. Os municípios não são todos iguais, a estrutura e a capacidade de gestão divergem muito”

Em França, por exemplo, e num processo que provavelmente vai chegar a Portugal, a municipalização gera desigualdades porque as políticas municipais não são iguais em todo o lado.

“As pessoas acham que o sistema educativo nacional é muito grande… Não é. Há muitas ideias feitas erradas sobre este assunto. É um mito político que visa sobretudo desorçamentar: o Governo quer entregar as despesas às Câmaras Municipais, mas muitas vezes não quer entregar os recursos para fazer essas despesas. Devíamos ter feito outra reflexão antes de entrar neste mito”.

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Sobre a alegação de que se “fechou” o Terreiro do Paço

Na sequência de um post publicado ontem aqui e que só hoje vi, alegando que no final da Manifestação deste sábado não se esperou no Terreiro do Paço por todos os colegas que nela vinham, gostaria de dar o meu testemunho factual.

Nos cartazes convocadores da Manifestação sempre constou as 15h para o seu inícioFoi em função dessa hora que se organizaram os autocarros, mas há sempre alguns que param para almoçar ou por qualquer outra razão podem chegar com algum atraso. Também o pessoal de Lisboa que era o 1º Distrito a desfilar, por ter sido o 1º a iniciar a Greve por Distritos, só chega em pleno passado um “bocadinho”…

Não tomei nota da hora exata em que a marcha arrancou, mas nós, os 9 presidentes das entidades promotoras, às 15h já estávamos a agarrar na faixa que abriu o desfile, faltavam os Bombos à nossa frente que, entretanto formaram; vieram de seguida uma série de canais televisivos, rádios, imensos fotógrafos e muitos jornalistas de outros meios de comunicação colocar questões aos organizadores, fazer perguntas, ouvir as respostas e arrancámos de seguida, deviam ser 15h20m ou 15h30m, o habitual nestas situações.

Descemos a Av. da Liberdade, amplas praças e ruas sempre ladeados por milhares de pessoas que saudavam a enorme MarchaFinalmente, a faixa da frente Em defesa da Profissão Docente deu entrada no Terreiro do Paço e estacionou junto ao palco, por nós contratado para o efeito.

Depois de muitas dezenas de milhares de colegas terem chegado e permanecido no Terreiro dos Professores, com palavras de ordem, animação de palco por dirigentes dos vários sindicatos convocantes e atuaçãode agrupamentos musicais escolares, esperámos VÁRIAS HORAS (até voltámos a chamar ao palco um grupo musical de uma escola de T. Vedras) pela chegada dos muitos milhares de colegas que ainda se encontravam em marcha.


Entretanto, ANOITECEU e quando começou a chuva (que depois parou), nós que estávamos no palco a adiar as 9 intervenções, víamos recrusceder a deslocação de milhares de colegas, muitos deles com bandeiras dos diversos sindicatos, em direção aos autocarros fretados, metro, barcos e comboios.

Foi só após toda esta factualidade que a PRÓ-ORDEM usou da palavra aos microfones, bem como, os presidentes das restantes organizações sindicais promotoras desta iniciativa. Aliás, comecei por referir na minha intervenção que tínhamos estado ali a adiar as intervenções finais, fazendo um compasso de espera (foi esta expressão que usei, está gravado) para que TODOS os colegas chegassem, mas dadas as circunstâncias não podíamos adiar mais.

O “problema” é que uma manifestação com cerca de 150 mil pessoas leva largas horas a chegar ao local da concentração e quando chegam os últimos os primeiros já se cansaram de esperar, querem ouvir rapidamente os discursos dos organizadores e regressarem a suas casas: nestas circunstâncias, não há uma solução óptima

Todavia, o mais importante é que foi a maior manifestação desde o primeiro 1º de Maio de 1974, participaram nela, por exemplo, os colegas André (do STOP e do MAS), os colegas Gabriel Mithá Ribeiro (Deputado do Chega) e TODOS os que nela quiseram participar. 

Filipe do Paulo, Presidente da PRÓ-ORDEM

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Aumenta a Penalização Para Quem Não Aceitar um Horário

Os docentes contratados que não aceitem uma colocação passam a ser penalizados  também no ano subsequente à não aceitação.

No entanto esta penalização pode ser relevada caso se verifique uma alteração anormal das circunstâncias pessoais ou familiares do candidato, devidamente comprovadas.

Com esta penalização subsequente os candidatos terão de fazer melhores escolas na altura de concorrerem. Acho no entanto que deveria haver ao longo do ano um período em que o candidato pudesse retirar ou acrescentar novas escolas.

 

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Mudou-se o Nome para “Conselho de QZP”

Mas no fundo é exatamente a mesma coisa.

Deixa de haver insuficiência de horas atribuídos numa escola com graves prejuízos para os alunos (pois era desta sobra de horas de um docente que muitos alunos tinham outras ofertas na escola que não as letivas).

E fazer horários entre duas ou mais escolas para um mesmo docente é do mais absurdo que existe e que irá colidir com o projeto educativo ou organização interna de cada uma das escolas.

 

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As Propostas para Amanhã

 

PROPOSTA NOVO REGIME DE CONCURSOS

 

PROPOSTA DE PORTARIA QZP

 

ANEXO DA PORTARIA DE QZP

 

 

Os sindicatos vão ter muito para ler e analisar até amanhã.

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Diretores de escolas ameaçam demitir-se devido aos serviços mínimos

Agora em Vídeo na CNNP.

Diretores de escolas ameaçam demitir-se devido aos serviços mínimos

 

Diretores criticam a decisão e têm dúvidas sobre como vão conseguir cumprir o acórdão nas escolas.

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Sobre a alegação de que se “fechou” o Terreiro do Paço

Sobre a alegação de que se “fechou” o Terreiro do Paço

 

Na sequência de um post publicado ontem aqui e que só hoje vi, alegando que no final da Manifestação deste sábado não se esperou no Terreiro do Paço por todos os colegas que nela vinham, gostaria de dar o meu testemunho factual.

Nos cartazes convocadores da Manifestação sempre constou as 15h para o seu início. Foi em função dessa hora que se organizaram os autocarros, mas há sempre alguns que param para almoçar ou por qualquer outra razão podem chegar com algum atraso. Também o pessoal de Lisboa que era o 1º Distrito a desfilar, por ter sido o 1º a iniciar a Greve por Distritos, só chega em pleno passado um “bocadinho”…

Não tomei nota da hora exata em que a marcha arrancou, mas nós, os 9 presidentes das entidades promotoras, às 15h já estávamos a agarrar na faixa que abriu o desfile, faltavam os Bombos à nossa frente que, entretanto formaram; vieram de seguida uma série de canais televisivos, rádios, imensos fotógrafos e muitos jornalistas de outros meios de comunicação colocar questões aos organizadores, fazer perguntas, ouvir as respostas e arrancámos de seguida, deviam ser 15h20m ou 15h30m, o habitual nestas situações.

“Descemos a Av. da Liberdade, amplas praças e ruas sempre ladeados por milhares de pessoas que saudavam a enorme Marcha. Finalmente, a faixa da frente “Em defesa da Profissão Docente” deu entrada no Terreiro do Paço e estacionou junto ao palco, por nós contratado para o efeito.

Depois de muitas dezenas de milhares de colegas terem chegado e permanecido no “Terreiro dos Professores”, com palavras de ordem, animação de palco por dirigentes dos vários sindicatos convocantes e atuação de agrupamentos musicais escolares, esperámos VÁRIAS HORAS (até voltámos a chamar ao palco um grupo musical de uma escola de T. Vedras) pela chegada dos muitos milhares de colegas que ainda se encontravam em marcha.

Entretanto, ANOITECEU e quando começou a chuva (que depois parou), nós que estávamos no palco a adiar as 9 intervenções, víamos recrusceder a deslocação de milhares de colegas, muitos deles com bandeiras dos diversos sindicatos, em direção aos autocarros fretados, metro, barcos e comboios.

Foi só após toda esta factualidade que a PRÓ-ORDEM usou da palavra aos microfones, bem como, os presidentes das restantes organizações sindicais promotoras desta iniciativa. Aliás, comecei por referir na minha intervenção que tínhamos estado ali a adiar as intervenções finais, fazendo um compasso de espera (foi esta expressão que usei, está gravado) para que TODOS os colegas chegassem, mas dadas as circunstâncias não podíamos adiar mais.

O “problema” é que uma manifestação com cerca de 150 mil  pessoas leva largas horas a chegar ao local da concentração e quando chegam os últimos os primeiros já se cansaram de esperar, querem ouvir rapidamente os discursos dos organizadores e regressarem a suas casas: nestas circunstâncias, não há uma solução óptima…

Todavia, o mais importante é que foi a maior manifestação desde o primeiro 1º de Maio de 1974, participaram nela, por exemplo, os colegas André (do STOP e do MAS), os colegas Gabriel Mithá Ribeiro (Deputado do Chega) e TODOS os que nela quiseram participar.

Filipe do Paulo, Presidente da PRÓ-ORDEM

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Diretores de escolas admitem demitir-se devido aos serviços mínimos

Um dos pontos da discórdia é a obrigatoriedade de dar 3 horas de aulas por dia. Presidente da Associação de Dirigentes Escolares diz que é difícil cumprir e é uma limitação ao direito à greve.

Greve dos professores. Diretores de escolas admitem demitir-se devido aos serviços mínimos

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Vigília por uma escola pública de qualidade

A Escola Pública está a viver momentos decisivos que marcarão, indubitavelmente, o futuro da educação em Portugal e das gerações que estamos a formar.
Só uma Escola Pública de qualidade poderá sustentar os alicerces de uma sociedade justa, sustentável, evoluída e preparada para os desafios de um mundo cada vez mais globalizante.
Com o custo de vida cada vez mais elevado e com os baixos salários que as famílias auferem, torna-se imperioso envidar todos os esforços para que todos os cidadãos saiam à rua em defesa da Escola Pública de qualidade! Escola esta que tem formado excelentes profissionais em todas áreas e que hoje se destacam tanto a nível nacional, como a nível internacional!
Nos últimos 20 anos, tem havido, na verdade, um desinvestimento na área da Educação em Portugal, com os profissionais da educação a serem sistematicamente desvalorizados e ignorados nas suas reivindicações. Tal situação está a tornar-se insustentável!
Desta forma, apelamos às comunidades educativas das Escolas da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, bem como aos cidadãos em geral, que se juntem a nós nas iniciativas que estamos a promover, para que nos ajudem a alterar esta realidade e  venha a ser possível  promover um ensino de exigência e de qualidade!”

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