Aqui estou eu– em casa. Mas a minha mente e o meu coração estão com os colegas que se dirigem à Manifestação em Lisboa, sobretudo depois de ouvir ontem, de novo, as inverdades do Ministro João Costa.
Afirmou que decorrem negociações! Pois, Sr. Ministro, forçadas por uma greve que dura há mais de um mês!!! A opinião pública, pouco atenta aos pormenores profissionais, acredita nestas afirmações distantes da verdade. O Ministro esqueceu que tinha encerrado o processo negocial e o tinha adiado para os primeiros meses do novo ano!!
Também esquece que tem que dar o primeiro passo para reiniciar esse processo, convocando os Sindicatos e que é o Senhor e o seu Ministério que têm vindo a prejudicar famílias e alunos, ao fazer de conta de que nada se está a passar nas escolas– sim, à espera que os professores se cansem de perder salário para os vencer pelo desânimo– enquanto as crianças há mais de um mês vivem a situação de não saber quais as aulas de cada dia e perdem tempo precioso de aprendizagem. Durante a primeira semana de greve, o Sr. Ministro passou por professores em greve sem dizer “Bom dia”; nessa semana, a comunicação social não falou de Greve de Professores- tal o bloqueio à informação.
Quem encerrou as negociações em novembro e as prorrogou para o início de 2023? Foi o Ministério da Educação, o mesmo que afirma em Janeiro que DECORRE o PROCESSO NEGOCIAL. Um processo unilateral, em que os representantes dos professores vão receber ordens para transmitir aos seus associados? Não pode mais ser!
É com descaso e inverdades, com perseguições e pedidos de pareceres de verificação de legalidade, com desconfianças e no fundo, só AMEAÇAS que acrescentam desrespeito a quem grita “RESPEITO”por se sentir pontapeado por ‘superiores e inferiores,’ que o Governo do nosso País pretende trazer calma a pessoas tão cansadas??
Ponham-se no lugar do outro. Deixem a má vontade e as birras. Olhem para o interesse dos alunos e do país.
SE NÃO FOR POSSÍVEL, MUDEM-SE OS ATORES.
Fátima Ventura Brás – 42 anos de Serviço- 8.º Escalão




2 comentários
Subscrevo colega.
Obrigada. Muito há a dizer. Foi o que surgiu na emoção do momento.