Janeiro 2023 archive

António Leite Promete Apenas Trabalho, Nada Mais

António Leite, hoje no Fórum da TSF prometeu trabalho por parte do ME para a recuperação do tempo de serviço e pelo fim das quotas, mas não quer criar falsas expectativas aos docentes por haver outras carreiras com problemas semelhantes.

Esqueçam as outras carreiras e comecem pelos professores, pode ser?  Assim já demonstram alguma aproximação para terminar uma greve que irá dura o resto do ano letivo.

 

 

 

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A Greve no Forum TSF (com audio)

 

 

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Hoje

Agrupamento de escolas General Serpa Pinto – Cinfães

100% de adesão

Agrupamento de escolas D Dinis em Lisboa

Escola Secundária José Belchior Viegas, S. Brás de Alportel!

AE Professor Ruy Luís Gomes, Almada

Agrupamento de Escolas Dr. Ramiro Salgado

Rio Arade – Lagoa (Algarve)

Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena

S. Torcato – Guimarães

Agrupamento de Escolas Dr. Alberto Iria – Olhão

Escola Secundária Martins Sarmento

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Quem ainda não percebeu foi o Primeiro Ministro

Que os professores querem a recuperação de todo o tempo de serviço (incluindo o que foi perdido na transição da carreira de MLR) , o fim das quotas e o aumento salarial para 2023 em função da inflação.

 

O resto fica apenas da perceção do primeiro ministro.

 

“Há erro de perceção.” Costa esclarece que autarquias não vão contratar professores

 

 

 

O primeiro-ministro, António Costa, esclareceu esta terça-feira que não vão ser as câmaras a contratar professores, mas os agrupamentos escolares, admitindo haver “algum erro de perceção”.

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E de um dia para o outro – 16 pedidos de matrículas

Há situações que surpreendem e está que me aconteceu hoje é daquelas mais surpreendentes de todas.

Como sabem, termina em dezembro o ano escolar no Brasil e no mês de janeiro costuma ser a altura do ano que mais brasileiros se matriculam no sistema de ensino português.

De ontem para hoje fui apanhado de surpresa com 16 pedidos de matrícula de alunos provenientes do Brasil para diferentes anos de escolaridade.

Desconheço se os recentes acontecimentos no Brasil podem estar a empurrar para fora do país uma nova vaga de emigrantes, mas que a democracia pelo Brasil está doente, isso é um facto.

Depois do parque escolar ter sido ajustado à redução do número de alunos, agora não tenho espaço para assegurar mais uma vaga de alunos provenientes do estrangeiro, a não ser que se volte ao tempo das aulas no 1 ciclo em regime duplo.

 

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A Luta continua…

Vimos pela presente informar que os docentes do Agrupamento João Villaret, em Loures, ao abrigo do art. 57º da Constituição da República Portuguesa, estão mobilizados para realizar greve no dia 10 de janeiro, manifestando-se à porta da sede de Agrupamento (Infantado), através de um cordão humano, pelas seguintes razões:

1) MELHORIAS NA CARREIRA PROFISSIONAL ATRAVÉS DE:
a) Aumento salarial (que compense a inflação)
b) contagem do tempo integral de serviço
c) valorização das habilitações adquiridas ao longo da carreira docente
d) progressão sem quotas
e) contratação e vinculação justas
f) proteção da mobilidade por doença
g) resolução injustiça CGA/ SS

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Os professores não querem esmolas. – Pedro Chagas Freitas

Os professores não querem esmolas.

Querem um caminho. Querem um futuro, pelo menos uma promessa de futuro. Querem que, mais do que com palavras ocas, lhes mostrem a importância que têm, que têm de ter, para o futuro do país: para o futuro de qualquer país.

Os professores não querem esmolas.

Querem reconhecimento, querem dignidade, querem condições de trabalho. Querem que entendam o que tantos deles têm de passar, o que tantos deles têm de superar, para conseguir, todos os dias, encarar o futuro, o deles e sobretudo o de quem está sentado à frente deles, com um sorriso nos lábios, com esperança nos lábios.

Os professores não querem esmolas.

Querem carinho. Querem ser vistos como pessoas, com família, com saudade, com dificuldades, e não como se fossem culpados, só culpados, do tanto que há para melhorar na educação, do tanto que quem manda não consegue melhorar — e que, cobardemente, tenta atirar para as costas deles, alimentando um ódio inexplicável que muitos têm deles.

Os professores não querem esmolas.

Querem justiça. Querem que aquilo que fazem, aquilo que melhoram, aquilo que têm e tiveram de passar, o mérito que muitos deles têm, o incrível trabalho que muitos deles fazem, seja premiado, não por favor, não por pena. Só por justiça. A mais elementar, a mais básica, justiça.

Os professores não querem esmolas.

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Quais serão as outras matérias que o ME quer negociar?

 

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Reuniões negociais ME/Sindicatos a 18 e 20 de janeiro

 

O Ministério da Educação convocou os sindicatos do setor para uma nova reunião negocial sobre a revisão do regime de recrutamento e mobilidade para os dias 18 e 20 de janeiro.

 

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Um Diretor que fala assim, não é gago…

Para ouvir e ver como se explica a escola de hoje e os seus problemas… clicar na imagem. Vale a pena…

 

 

 

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Turnos do Acampamento

Face à ausência de respostas, FENPROF acampará junto ao Ministério da Educação, de 10 a 13 de janeiro, em vigília de protesto e luta

 

 

A FENPROF considerou 10 de janeiro como prazo para o Ministro da Educação abandonar as intenções, manifestadas em documentos entregues aos sindicatos, para revisão do regime de concursos e também para calendarizar processos negociais relativos a outras matérias, como a carreira, combate à precariedade, aposentação, horários de trabalho ou mobilidade por doença.

Não se prevendo que, até amanhã, aquelas solicitações mereçam resposta, a FENPROF e os Sindicatos de Professores que a integram, como anunciaram, irão acampar junto ao Ministério da Educação, aí permanecendo de 10 a13 de janeiro, como forma de protesto e luta, mas também demonstração de disponibilidade para a negociação,  esperando que também seja essa a vontade dos responsáveis ministeriais. Concluído este período, a partir de dia 16, segunda-feira, iniciar-se-á uma greve que, distrito a distrito, correrá todo o território continental. Esta sequência de greves distritais terminará com a Manifestação Nacional marcada para 11 de fevereiro, em defesa da profissão de Professor.

Entretanto, para o dia em que for marcada nova reunião no ME, será convocada uma grande Concentração/Manifestação de Professores e Educadores, prevendo-se que a mesma possa acontecer na terceira semana de janeiro, de acordo com declarações de responsáveis do ministério.

Este acampamento de protesto pela falta de soluções para os problemas que afetam e desvalorizam a profissão docente decorrerá de acordo com a seguinte organização:

 

10 de janeiro:

– 16:00 horas: Início do acampamento, com declarações à comunicação social sobre os seus objetivos; neste primeiro dia será o Secretário-Geral Adjunto da FENPROF José Feliciano Costa a permanecer até ao dia seguinte com outros dirigentes, delegados e ativistas do SPGL.

 

11 de janeiro:

– 16:00 horas: Mudança de turno; neste segundo dia, será o Secretário-Geral Adjunto da FENPROF Francisco Gonçalves a permanecer até ao dia seguinte com outros dirigentes, delegados e ativistas do SPN.

 

12 de janeiro:

– 16:00 horas: Mudança de turno; neste terceiro dia, será o Secretário-Geral da FENPROF, Mário Nogueira, a permanecer até ao dia seguinte com outros dirigentes, delegados e ativistas de SPRC e SPZS.

 

13 de janeiro:

– 16:00 horas: Levantamento do acampamento, com declaração à comunicação social sobre as ações seguintes: greve por distritos, a partir de dia 16, e Manifestação Nacional em defesa da Profissão de Professor, em 11 de fevereiro.

Ao longo do período de permanência no local, decorrerão atividades que serão divulgadas oportunamente pelos Sindicatos que ali permanecerão.

 

Lisboa, 9 de janeiro de 2023

O Secretariado Nacional da FENPROF

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Nada Irá Mudar Até Lá

Mário Nogueira irá acampar a partir de amanhã em frente ao Ministério da Educação e os autocarros para dia 14 continuam marcados.

 

Ministério da Educação convoca sindicatos para reunião em 18 e 20 de janeiro

 

 

É a terceira ronda de um processo negocial que se iniciou em setembro.

O Ministério da Educação convocou os sindicatos do setor para uma nova reunião negocial sobre a revisão do regime de recrutamento e mobilidade para os dias 18 e 20 de janeiro.

É a terceira ronda de um processo negocial que se iniciou em setembro, e cuja última reunião foi em 8 de novembro, sendo que o ministro da Educação já tinha remetido para o mês de janeiro novo encontro, justificando que, até lá, o Governo iria fazer o levantamento das necessidades do sistema educativo para desenhar propostas concretas.

Apesar de não terem criticado, na altura, o adiamento, várias estruturas sindicais têm pressionado a tutela para agendar a terceira reunião, acusando o Ministério da Educação de ter suspendido a negociação.

Em comunicado, o Ministério refere que será também “analisada uma proposta de calendário negocial sobre outras matérias”.

A abertura de outros processos negociais é uma das reivindicações das oito estruturas sindicais, incluindo a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), que organizaram um acampamento de quatro dias, a partir de terça-feira, à frente do Ministério da Educação, em Lisboa.

Contactado pela Lusa após o anúncio das novas reuniões negociais, o secretário-geral da Fenprof explicou que as ações de luta vão, para já, manter-se como previstas, porque “a convocação de uma reunião, por si só, não altera nada”.

Os sindicatos definiram o dia 10 de janeiro, terça-feira, como o prazo para a tutela recuar em algumas das propostas que apresentou no âmbito da negociação da revisão do modelo de recrutamento e mobilidade, e iniciar novos processos negociais sobre outros temas.

Além desse acampamento, convocaram também uma greve por distritos, entre os dias 16 de janeiro e 08 de fevereiro e uma manifestação em Lisboa no dia 11 de fevereiro.

Entretanto, decorre, desde 9 de dezembro, uma greve por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), que já entregou pré-avisos de greve para todo o mês de janeiro. No sábado, realiza uma marcha nacional em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço.

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) também iniciou na semana passada uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas, que se vai prolongar até fevereiro.

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Pela TV

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Posição da Federação de Pais da Póvoa de Varzim

…que compreende e defende a posição do pessoal docente  que luta em defesa da escola pública.

Se tivéssemos um governo preocupado com as preocupações dos pais  já teríamos visto  abertura para alguma negociação sobre as reinvindicações dos professores.

 

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Terá Havido Hoje Colocações por MPD

Devem ser escassas pois as contingências já devem ter sido esgotadas.

 

Mobilidade por motivo de doença (art.º 9.º)

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

Tendo sido hoje divulgados os resultados no âmbito do procedimento de Mobilidade de docentes por motivo de Doença 2022/2023, regulado pelo art.º 9.º do Decreto-Lei n.º 41/2022, de 17 de junho, informa-se V. Exa. que poderá consultar os dados relativos aos docentes que saíram ou foram colocados no AE/ENA que V. Ex.ª dirige através desta forma de mobilidade, na plataforma SIGRHE – Situação Profissional > Movimentação de docentes.

Com os melhores cumprimentos,

A Subdiretora-Geral da Administração Escolar

Joana Gião

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Chegou a hora de os Professores dizerem: Basta! – Alexandre Parafita

Estou, incondicionalmente, solidário com os Professores e com a greve que iniciaram. Ando há anos a escrever sobre os seus dramas (em especial em artigos no JN).

Desde que uma Ministra de tão nefasta memória, nomeada por Sócrates, poisou na cadeira da Educação, nunca mais os professores tiveram sossego.

A desautorização, o desrespeito, a humilhação, nas escolas e na sociedade, o congelamento de carreiras, as estranhas regras de mobilidade, a terrível burocracia a recair sobre os professores (que os obriga a trabalhar pela noite e madrugada fora…), as turmas e horários sobrecarregados, a violência impune nas escolas, os novos e enigmáticos modelos de recrutamento… vêm tornando o exercício da profissão de professor numa verdadeira tortura.

Se este Ministro não tem capacidade de se sentar à mesa com quem representa os professores e de atender ao seu desencanto e revolta… então que siga o caminho do seu ex-colega Pedro Nuno (esse deu conta a tempo que estava mais…)

 

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Hoje

Escola Comandante Conceição e Silva (Agrupamento de escolas António Gedeão em Almada)

AE Santiago do Cacém

Agrupamento de escolas Alexandre Herculano

 

Águas Santas em luta…pela escola pública…

Agrupamento de escolas General Humberto Delgado, Loures

Agrupamento de Escolas Abel Salazar, Matosinhos, escolas todas (cinco) encerradas.

Várias escolas de Albufeira poente

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis – Grijó

Agrupamento de Escolas de Padrão da Légua

 

 

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A Escola: Um lugar que já não é como era. – André Rodrigues

A Escola: Um lugar que já não é como era. 

Como estudante, e participante diário na escola acho que, a escola portuguesa precisa de Inovar, conteúdos programáticos adaptados à geração, de modo que demonstremos mais interesse sobre a escola.

Falar mais sobre a atualidade no mundo, falar mais sobre educação financeira e como este mundo está a evoluir com as criptomoedas, mais projetos que envolvam alunos, como o Ubuntu: precisamos de mais felicidade.

Na minha opinião precisamos de um verdadeiro ‘upgrade’ na escola portuguesa, como referia Tânia Gaspar: a necessidade de a escola “se atualizar e conseguir acompanhar os jovens no seu modo de contacto com o conhecimento”.

E a necessidade deste ‘upgrade’ não vem de agora, já deveria ter sido feito há muito tempo e deve acompanhar as necessidades de uma geração, e não estamos a fazê-lo, mas um dia vai ter que ser feito — mais cedo ou mais tarde.

A escola é cada vez mais vista como uma espécie de prisão, e temos que mudar esse paradigma, e se o mudarmos, acredito que este estudo terá outros resultados (claramente satisfatórios).

Esta falta de inovação não é culpa dos professores, dos alunos, do pessoal não docente, dos pais ou dos diretores, é culpa de um “sistema predefinido” que não muda à anos, não evoluiu, não se adaptou às novas gerações, aos novos pensamentos.

E é por isto tudo que falta motivação às pessoas que frequentam diariamente aquele espaço, e como disse Pedro Chagas Freitas: “Falta felicidade às escolas.”

Alunos, professores e pessoal não docente, desmotivados daquilo que devia ser a motivação deles, desmotivados do local onde passam a maior parte do dia, crianças e jovens cada vez mais tristes, isto reflete o dia-a-dia do espaço escolar.

E com isto surgem questões: “Será que algum dia vamos conseguir inovar?”; “Será que teremos uma mudança significativa” — tudo incógnitas.

🔗 Ler em artigo: https://www.mais-sobre-educacao.uno/2023/01/a-escola-um-lugar-que-ja-nao-e-como-era.html

 

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ADD, UMA INUTILIDADE CANCERÍGENA – António Paulo Costa

 

A maior parte dos professores argumenta contra o atual sistema de avaliação do desempenho docente (ADD) por este não permitir reconhecer, em termos práticos – isto é, com uma avaliação de Muito Bom ou de Excelente e respetivas consequências -, o seu infindável trabalho com os alunos. Têm duplamente razão: não apenas nem todos veem premiado o seu trabalho quando isso seria justo, como aqueles que obtêm classificações muito altas (por exemplo, >9 na escala até 10) veem depois “martelada” a sua avaliação para apenas Bom por conta das famigeradas quotas. Isto é como mostrar a PlayStation a um miúdo que trabalhou mesmo bem e a seguir retirar-lha da frente com um sorriso de hiena, o que torna este sistema uma coisa desmoralizante para avaliados, massacrante para avaliadores e cancerígena para as relações entre colegas.

Vou elaborar mais um bocadinho. Os teóricos da Pedagogia distinguiram há muito tempo a avaliação referida a critérios da avaliação referida a normas. No primeiro caso, o dispositivo de avaliação tem de permitir verificar se é cumprido um dado critério. Por exemplo, nos centros de inspeção automóvel faz-se avaliação referida a critérios: os pneus estão carecas? o veículo emite gases excessivos? a direção está desalinhada? Não satisfaz o critério. Reprovado a vermelho. Note-se que este veículo não é comparado com o veículo inspecionado antes, nem com o veículo inspecionado a seguir. Chumba por si, sem importar se é melhor ou pior do que os outros. Sai-se de uma avaliação criterial com um carimbo aprovado/não aprovado, ou algo parecido. Ponto final.

Numa avaliação referida a normas, estabelece-se uma comparação entre o desempenho de um dado indivíduo com o desempenho (normal) do grupo a que pertence. O dispositivo de avaliação referida a normas tem de permitir seriar rigorosamente os indivíduos do grupo, estabelecendo quem são os que estão acima da norma do grupo, os que estão dentro da norma do grupo e os que estão abaixo da norma do grupo. Estão a ver os percentis de desenvolvimento dos bebés? É uma avaliação referida à norma. Quando me dizem que o meu Zé está no percentil 95 de altura para a idade dele, significa que apenas 5% dos miúdos da idade dele são mais altos do que ele. Aqui está a comparação entre o indivíduo e o grupo. Estar no %95 não é bom nem é mau. Não pode ser condutor de tanques militares. Pode pintar tectos e mudar lâmpadas.

Mas, o que é a atual ADD? Uma salgalhada conceptual. Por imposição de uma política que impõe competição entre docentes, pretende-se fazer uma avaliação normativa no interior de cada escola/grupo – o tal universo de avaliados. Assim, em teoria o dispositivo permitiria determinar a norma dessa escola/grupo, os que estão acima da média (e que podem ser premiados com menções Muito Bom e Excelente), os que estão na média e os que estão abaixo da média (sujeitando-se às consequências disso, não necessariamente punitivas). Mas isto é a teoria. Na prática, constroem-se dispositivos de avaliação tendencialmente criterial (o docente planifica com rigor? o docente contribui para a ligação à comunidade? o docente fez as horas de formação a que estava obrigado?), como se faz na avaliação do carro na inspeção, para depois fazer-se uma seriação. O resultado é desastroso. Não só porque a avaliação criterial é difícil, mas porque um dispositivo feito para ela não é eficiente para seriar desempenhos. Esta ADD é, pois, um disparate técnico. Gostava que os gurus da avaliação escrevessem uma “folha” acerca disto, eles que são tão profícuos na folhagem pedagógica.

Mas há mais. Andei a vasculhar estatísticas de exoneração de professores por incompetência. Sim, isso mesmo. Um sistema de ADD com qualidade tem de permitir pôr a andar ou reciclar aqueles que manifestamente não se adequam ao conteúdo funcional da docência. E um sistema tão cancerígeno como o atual tem de poder justificar-se pelo menos como instrumento de exclusão dos maus professores das salas de aula. Bom, não só não encontrei nada (e o Governo seria suficientemente safado para brandir isso contra os professores), como não conheci diretamente mais do que 2 situações de exoneração na minha vida de professor, ambas por conduta imprópria e não por desadequação ao perfil requerido para ser docente (exceto na parte da conduta).

Que se conclui daqui? Se o atual sistema de ADD é demolidor da motivação dos melhores professores e se não é eficaz para excluir os piores professores, não serve para nada. Qualquer departamento de recursos humanos empresarial poderia ensinar ao ME o efeito da desmotivação e do sentimento de injustiça na produtividade, na disponibilidade, no envolvimento do trabalhador. Sai seguramente muito mais caro do que atuar de forma a manter o trabalhador empenhado, focado, feliz e produtivo. Mas esta gente não aprende nada. Escreve uma linha dourada no CV e vai embora à sua vida.

Por fim, eis como antevejo três eixos do futuro da avaliação do desempenho docente:
1) Formativa. Baseada em feedback oportuno, sobretudo dos seus pares, não para punir nem “congelar”, mas para melhorar.
2) Iterativa. O desempenho de cada docente num dado momento seria comparado com o desempenho do próprio docente no ciclo anterior, tendo em vista apreciar a sua evolução.
3) Compromissiva. Detetadas fragilidades ou potencialidades, cada docente comprometer-se-ia a elaborar e a cumprir, no ciclo avaliativo seguinte, um plano de ação que o levasse a ultrapassar essas fragilidades ou a capitalizar ainda mais as suas potencialidades. Caso optasse por não o fazer, seria então ponderado o “congelamento” da sua evolução na carreira, temporário ou definitivo, em termos a definir.

Este seria um paradigma totalmente diferente, mais baseado na cooperação do que na competição, mais responsabilizador e respeitador da autonomia do docente, menos “vertical”, mais estimulante do desenvolvimento profissional e pessoal. Temos de o discutir, porque a alternativa ao cancro ADD atual tem de partir de nós próprios e não ser deixado na mão dos mesmos, de onde sairá apenas uma metástase ADD.

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O primeiro Natal depois de ti, Ava-Mae – João André Costa

“Desde o início do 7° Ano, a Ava-Mae tem sido extremamente ofensiva para com os professores e pessoal auxiliar, regularmente recusando-se a cumprir o determinado pelo professor e expressando profanidades em resposta.”
Assim começava por versar a escola da Ava-Mae, aluna ainda no 7° ano e os professores já de cabeça em água e cabelos em pé sem saber o que e como fazer para apaziguar um furacão de metro e meio de altura mas cujo vórtice trazia o fim imediato a todas as aulas por onde passasse.
Mas não só, ou não estivesse a catraia em risco de exclusão em resultado de repetidas agressões sempre que desafiada por um qualquer colega e os dias passados em casa de conta há muito perdida.
Conclusão: em meados de 2020, com a pandemia em modo de pausa e as escolas de novo abertas, recebemos a Ava-Mae por um período de 6 semanas.
O objectivo? Recomeçar do zero e em 45 dias dar à Ava-Mae uma outra escola, uma escola onde as expectativas sobrepõem-se às consequências, uma escola onde a responsabilidade faz as vezes do castigo e a disciplina não é senão o eco da confiança depositada desde o primeiro minuto nos ombros desta pequena grande aluna.
O objectivo? Voltar a acreditar na escola e sorrir ao fim do dia.
Trabalhar diariamente com crianças cujos problemas de comportamento vão literalmente do 0 aos 100 entre dificuldades de aprendizagem, agressividade e desobediência (tudo por esta ordem) significa esta dificuldade imensa para explicar a quem nos rodeia o porquê da insistência em continuar, incansavelmente, a trabalhar com estes pequenos seres mais os seus problemas sem fim.
Simplifiquemos e temos a Ava-Mae de sorriso rasgado no meio do campo de jogos a cada intervalo e hora de almoço a distribuir caneladas por todos os alunos sem destrinça, dó ou piedade pelas canelas dos ditos e futebol para que te quero.
Não obstante, lembrem-se, estávamos em plena pandemia com o distanciamento social como regra de ouro imposta pelas mais altas instâncias.
No entanto, as mais altas instâncias não conheciam a Ava-Mae nem tampouco esta necessidade imensa de contacto.
Talvez assim se explique o porquê de os alunos, todos os alunos, mas não só, professores e pessoal auxiliar por igual, tudo fazerem menos admoestar os golpes sem fim desta pequena reguila que pouco mais pedia para além de um pouco de atenção.
Por não haver outra oportunidade para o contacto físico até Ava-Mae entrar em campo. Por ser permitido, pelo menos em jogo. Por ser possível. Por não ser impossível voltar a ter o toque.
Mesmo se à custa de caneladas. Mesmo se em troca de algumas nódoas negras. E poder voltar a rir.
Sim, à custa de chutos e pontapés. E assim se resumem as necessidades educativas e o significado de trabalhar numa escola de ensino especial.
E acreditem ou não, não fossem estes chutos e pontapés e a alegria contagiante de Ava-Mae e talvez não tivéssemos sobrevivido ao distanciamento social mais a pandemia.
Por já estar mais do que comprovado o estreito abraço da depressão aquando dos confinamentos.

https://www.nature.com/articles/s41562-022-01453-0

https://www.news-medical.net/amp/news/20220530/Increase-in-depression-and-anxiety-rates-in-the-UK-identified-during-COVID-19-lockdowns.aspx

Se findas as 6 semanas a Ava-Mae regressou à escola, a sua marca, literalmente, não foi esquecida, antes trazida na memória, nos braços e nas pernas durante os longos meses seguintes, assim alumiando o caminho enquanto se desenha um sorriso nos lábios.
A Ava-Mae veio visitar-nos há pouco: tem a irmã mais nova, também em risco de exclusão, na nossa escola, por outras 6 semanas. Aquando da sua visita, tive a oportunidade e a felicidade de lhe agradecer. Mas também explicar a importância do seu papel naquele que foi para muitos o período mais difícil das suas vidas.
Para mim, foi.
Se de caminho passaram dois anos e meio, este foi verdadeiramente o primeiro Natal depois de ti, Ava-Mae. O primeiro Natal em que pudemos estar todos juntos outra vez, sorrir outra vez, abraçar outra vez, respirar outra vez, beijar, tocar, abraçar, chorar, recordar, sentir, viver, não temer.
Obrigado por nos fazeres chegar até aqui. Incompreensivelmente à custa de pontapés.
Mas era tudo o que tínhamos e na verdade não doíam nada.
O que doeu foi aprender a gostar de ti e de todas as Ava-Mae deste mundo. E o que dói é ver-vos partir depois de sorrir outra vez ao fim do dia na escola.

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Carreiras Gerais vs Pessoal Docente (Mais Uma Ultrapassagem)

Há uns anos o pessoal docente congratulava-se de ter o topo da carreira equiparado ao topo das carreiras gerais.

Em 2022 o topo da carreira geral situava-se nos 3 404,60€ e o 10.º escalão nos 3 405,09€. Ainda estávamos 0,49€ acima da carreira geral.

Em 2023 o topo da carreira geral passou para os 3 525,85€ e o 10.º escalão para os 3 473,19€. Passamos a ficar abaixo da carreira geral 52,66€.

 

Assim, a carreira docente voltou a ficar abaixo da carreira geral no que respeita ao seu topo.

Atenção que nestes valores incidem todos os descontos que atiram para quase metade o vencimento líquido de ambas as carreiras.

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Viana do Castelo: Nem a chuva travou a marcha de centenas de professores do Alto Minho

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Continua aqui:

Viana: Nem a chuva travou a marcha de centenas de professores do Alto Minho

 

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A Ler com Atenção – Domingo – O Meu Quintal

(…)

Continua aqui:

Domingo – O Meu Quintal

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Em Lisboa… só há professores em 3 grupos de recrutamento

O Ministro da Educação acha que esta onda de protestos se deve a um plano de um qualquer sindicato e que os professores são mentecaptos incapazes de perceber o que se passa no terreno. Pela primeira vez desde há muito tempo, vejo um movimento real, com professores reais (aqueles que trabalham mesmo com alunos), cansados de esperar por uma mudança que nunca chega. Assistimos durante os últimos 15 anos a uma degradação sem precedentes da escola pública de onde muitos saíram desiludidos.

Como o Ministro não valoriza as palavras dos professores, talvez os números seguintes clarifiquem o que se passa no terreno e sirvam para entender o abismo que temos pela frente. Estes números deviam estar bem presentes na mente de quem coordena os desígnios da Educação em Portugal.

Analisando as listas de professores por colocar, percebemos que as 13171 candidaturas correspondem a 9533 professores disponíveis. Desses, perto de 9100 estão distribuídos pelos grupos 100, 110, 260 e 620. Sobram perto de 400 professores para os restantes 30 grupos.

Olhando para estes professores por colocar e cruzando esses dados com o n.º de ordem do último colocado num horário completo, temos uma ideia bastante precisa do número real de professores disponíveis para cada QZP.

A conclusão é óbvia; não há professores! A região de Lisboa não tem professores disponíveis em praticamente nenhum grupo de recrutamento! E falo só de horários completos… para incompletos a coisa é ainda pior.

Nesta região, se eliminarmos da equação os grupos de Educação Pré-Escolar e Educação Física (100, 260 e 620), percebemos sobram cerca de 100 professores para mais de 30 grupos de recrutamento. Imagino a ginástica feita para preencher os horários que vão aparecendo.

Mas se o panorama é negro nessas zonas, o cenário não é muito melhor no restante país: na maioria dos grupos há meia dúzia de professores e até no QZP 1 há grupos onde não existe nenhum professor.


No quadro apresento os números dos QZP’s 1, 7 e 10, mas se clicarem na imagem terão acesso a um PDF com os números de todas as zonas.

E os pais/EE aceitam tranquilamente esta situação? Não seria a altura da CONFAP mostrar que se preocupa com o estado a que isto chegou? Os milhares de alunos sem professor não são uma preocupação destes dirigentes?

Esta situação verdadeiramente dramática não se pode separar das condições de trabalho dos professores: precariedade, fracos vencimentos, quotas na avaliação, vagas de acesso, falta de respeito, burocracia,… tenho amigos professores que abandonaram a profissão (alguns eram do quadro). Tenho a certeza que NENHUM deles pensa regressar!

A mudança necessária é gigantesca: inverter este cenário implica mostrar à sociedade que os professores são reconhecidos, valorizados e respeitados… com ações concretas e sem palmadinhas nas costas.

Estará o ministro João Costa preparado para este desafio?

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Algumas perguntas estapafúrdias sobre a samarra de António Costa…

  Em 2017, António Costa era 1º Ministro do Governo apoiado pela “Geringonça”.

– Em 2017, Américo Pereira, marido da ex-Secretária de Estado da Agricultura, Carla Alves, era Presidente da Câmara de Vinhais.

Em 11 de Fevereiro de 2017, o 1º Ministro António Costa visitou a Feira do Fumeiro de Vinhais, tendo sido recebido por Américo Pereira, na qualidade de Presidente da Câmara de Vinhais.

Durante essa visita, Américo Pereira ofereceu a António Costa uma samarra, conforme noticiou o Jornal Público nessa altura:

“Antes da intervenção do primeiro-ministro, o autarca local Américo Pereira já tinha vincado que “esta terra não é deprimida” para depois oferecer a António Costa uma samarra, o agasalho usado no campo para combater o rigoroso frio transmontano.” (Jornal Público, em 11 de Fevereiro de 2017).

De resto, existem imagens, captadas por diversos canais televisivos, do momento em que António Costa foi presenteado por Américo Pereira e outras posteriores do 1º Ministro trajando com essa indumentária e, até, aludindo a tal oferta…

No passado dia 5 de Janeiro, a SIC Notícias recuperou essas imagens e passou-as no programa Edição da Noite (cerca das 21h e 8m), a propósito da polémica instalada em torno de Américo Pereira e que culminou com a demissão de Carla Alves, sua esposa, do cargo de Secretária de Estado da Agricultura, apenas 26 horas depois de ter sido empossada…

Decorrente do anterior, há perguntas que se impõem:

– A samarra oferecida por Américo Pereira a António Costa foi comprada com dinheiro público ou com dinheiro privado?

Se foi adquirida com dinheiro privado, a título pessoal, porque motivo se publicitou essa oferta com grande alarido, tornando-a do domínio público?

Se foi adquirida com dinheiro público, que justificação poderá existir para se esbanjar o erário público, de forma tão fútil e leviana?

E, já agora, a questão da samarra faz recordar a dos Cabazes de Natal, oferecidos a funcionários autárquicos, em nome de alguns Presidentes de Câmara, mas presumivelmente adquiridos com verbas do orçamento camarário, provenientes do erário público ou talvez com recurso a algum tipo de contabilidade paralela, vulgarmente designada por “saco azul”…

Ou seja, o mais provável é que a promoção de uma imagem de benemérito seja realizada, afinal, à custa de todos os contribuintes…

Algumas perguntas como as anteriores, até poderão parecer “mesquinhas” e “estapafúrdias”, mas talvez não seja bem assim porque:

– Todos os cidadãos têm o direito de saber como é gasto o dinheiro do erário público angariado à custa da cobrança dos seus impostos e de outras contribuições, independentemente dos montantes que possam estar em causa;

– Os titulares de cargos públicos, onde se incluem os membros dos órgãos executivos do Poder Local e o 1º Ministro, estão sujeitos ao escrutínio do exercício das suas funções, a obrigações declarativas e a códigos de conduta, legalmente estabelecidos…

Por outras palavras, o desempenho de todos os cargos públicos obedece ao dever de transparência e à observação da ética na gestão da “coisa pública”…

A eventual aquisição, com dinheiros públicos, de bens para usufruto privado não cabe na lógica anterior…

E o que aqui está verdadeiramente em causa é a atitude displicente, muitas vezes observada, com um certo cariz provinciano, de desculpabilização e de condescendência perante actos potencialmente oportunistas e sem preocupações éticas, tão típica de mentalidades terceiro-mundistas…

Porque muitos dos injustificáveis milhões de euros malgastos, que dilapidam o erário público, começam quase sempre por ser dezenas, centenas e milhares…

Porque para se chegar às “grandes corrupções e peculatos”, quase sempre, se começa por “favorzinhos”, “cunhazinhas”, “atençõezinhas” e “lembrancinhas”…

Metaforicamente, por este país fora, quantas samarras terão sido oferecidas em prol do servilismo?

O 1º Ministro ter-se-á preocupado com a origem do dinheiro que pagou tal presente? Ter-se-á perguntado quem o comprou e com que dinheiro?

O actual Governo, chefiado por António Costa, parece, cada vez mais decadente e inquinado pelo provincianismo, pelos “clubes de amigos”, pela futilidade e pela falta de ética e moral…

Muita arrogância e excesso de confiança numa maioria absoluta parlamentar podem dar nisso e, no caso presente, parece que deram mesmo nisso…

Na Educação, a obstinação e a cegueira prosseguem, em linha com a actuação geral do 1º Ministro…

Para que não haja qualquer dúvida, não tenho qualquer embirração com samarras, enquanto traje tradicional de algumas regiões do país…

A minha embirração é com políticos que parecem confundir o exercício dos seus cargos públicos com amizades de café…

(Paula Dias)

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Um Pouco por Todo o País

Braga

Porto

Aveiro

Coimbra

Leiria

 

Santarém

Setúbal

 

 

 

Se os vídeos estiverem indisponíveis é porque estão associados a este Grupo no Facebook.

 

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Noticiário, Local E Não Só

Noticiário, Local E Não Só – O Meu Quintal

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Pais e escola armazém que não tem prateleiras

A Lei é para aplicar… e no futuro as crianças só têm a beneficiar.

 

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Inscrições de Transporte para Dia 14

Com a previsão de céu limpo para dia 14 em Lisboa é muito provável que esta marcha ultrapasse largamente o número da manifestação anterior e consiga ser a maior de sempre, organizada por um único sindicato.

Em alguns concelhos menores já me constou que há no mínimo 5 autocarros cheios para o dia 14.

 

Inscrições de transporte para a Marcha pela Escola Pública (14 de janeiro de 2023)

 

Autocarros auto-organizados por comissões de Greve/ajuda S.TO.P.

Formulários de inscrições já existentes, para viagem ida e volta de autocarro, nas diversas localidades já auto-organizadas e possivelmente a organizar (EM ATUALIZAÇÃO, clicar em cima do nome):

Alentejo Litoral (Sines / Santiago/ Grândola /Alcácer) (WhattsApp – 969025688)

Algarve

Amarante / Penafiel / Lousada

Aveiro / Águeda

Beja

Braga

Bragança / Macedo de Cavaleiros

Chaves (Marisa Pires – 934941044)

Coimbra / Pombal

Covilhã / Guarda / Fundão /Castelo Branco

Fafe

Ferreira do Zêzere

Fermentelos / Anadia / Mealhada / Condeixa

Figueira da Foz / Marinha Grande / Torres Vedras

Guimarães

Leiria / Caldas da Rainha 

Lousada (Caíde / Nogueira) 

Mação / Abrantes / Entroncamento

Mira /Coimbra

Mirandela / Vila Real

Melgaço / Monção / Valença

Ovar

Porto

Portalegre / Estremoz / Évora

Póvoa de Varzim / Vila do Conde

Santa Maria da Feira (inscrição por mensagem no Messenger) 

Setúbal

Viana do Castelo

Vila das Aves

Vila Nova de Famalicão

Vila Nova de Gaia / Grijó / Espinho 

Viseu

INSCRIÇÕES para outros concelhos ainda sem autocarro.

 

A PARTILHAR COM OS COLEGAS E NAS ESCOLAS (placards sindicais de docentes e não docentes)!

 

Nota: caso existam/encontrem OUTROS forms, pf., enviem-nos por email: [email protected]

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Obrigado, António Sampaio da Nóvoa

Obrigado, professores

 

As políticas públicas têm sido fracas e desinteressantes. A educação está sem governo.

A pandemia provocou a maior transformação de que há memória na história da educação e do ensino. De forma caótica, desorganizada, confusa, mas tornando inevitável uma mudança há muito necessária. É preciso não ceder a futurismos que imaginam uma educação sem escolas e sem professores, com as aprendizagens a realizarem-se em casa através do recurso a tecnologias cada vez mais sofisticadas. A educação deve ser reforçada como bem público e comum, na linha do último Relatório da UNESCO: Reimaginar juntos os nossos futuros: um novo contrato social da educação.

Em Portugal, tem faltado um sentido de mudança, um debate, uma ideia de transformação e de futuro. Tudo se esvai numa gestão curta, sem visão e sem ambição. As políticas públicas têm sido fracas e desinteressantes. A educação está sem governo.

Os processos de transformação e de metamorfose da escola não se constroem a partir de novas leis, reformas ou tecnologias, mas com a criação de condições para partilhar ideias e experiências, com liberdade e apoio dos poderes públicos. O Presidente Macron disse-o com coragem na abertura do ano escolar: temos pela frente um “grande trabalho”, mudar de método na maneira de pensar a educação, devolver o poder às escolas e aos professores, valorizar o trabalho de quem quer experimentar e fazer diferente, celebrar um pacto com os professores, atribuir-lhes uma remuneração adicional. “É uma verdadeira revolução coperniciana que vos proponho, e peso as minhas palavras”, afirmou.

Em Portugal, a regra tem sido a indiferença ou mesmo o esquecimento, quando não alguma hostilidade, em relação aos professores.

Há quase vinte anos, assistimos a políticas educativas que, apesar da sua clarividência em muitos temas, procuraram ganhar legitimidade acusando os professores de imobilismo e corporativismo. É de má memória a tese de que perder os professores não seria grave se se ganhassem os pais e a opinião pública.

Depois, entre 2011 e 2015, veio um governo explicar que havia professores a mais, que a pior opção para um jovem seria escolher um curso de educação ou de formação de professores e que educar não tinha qualquer ciência.

Nos últimos sete anos, o melhor que se pode dizer é que houve indiferença em relação aos professores. Iniciativas de atracção de jovens para a profissão? Nada. Políticas de formação de professores? Nada. Mudanças no recrutamento dos professores? Nada. Novos processos de indução profissional? Nada. Medidas de protecção dos professores e do seu bem-estar? Nada. Disposições para facilitar e desburocratizar o dia-a-dia dos professores? Nada. Valorização das carreiras docentes? Nada. Incentivos para projectos de inovação? Nada.

Mas o pior é mesmo a falta de reconhecimento da profissão, a inexistência de uma ideia de futuro, o que causa um mal-estar profundo. O Presidente Macron tem razão, uma vez mais, quando aponta a necessidade de reconstruir um sentido para a profissão, e convida os responsáveis políticos a apoiarem sem reservas os professores. Acrescenta ainda que as dinâmicas de inovação devem ser construídas por adesão voluntária dos professores, no exercício da sua autonomia e liberdade: “Estamos aqui para vos ajudar, de forma séria, porque vocês vão mudar a vossa vida, e a vida dos vossos alunos”.

Em Portugal, os movimentos recentes dos professores acordaram-nos. Estão a romper com a letargia reinante. Temos de lhes dizer “Obrigado”. Porque com este gesto abrem um tempo de debate sobre os caminhos da educação. Não é apenas o seu futuro que está em causa, é mesmo o futuro da escola como espaço público e comum.

Se a política não serve para assumir uma maior responsabilidade pelo futuro, como escreveu Max Weber, então para que serve? Se as políticas de educação não servem para apoiar uma reflexão sobre os futuros da educação, para abrir novas possibilidades de futuro, então para que servem?

Os professores são decisivos para o nosso presente e para o nosso futuro. Nada os pode substituir. A transformação da educação começa com os professores. Merecem o nosso respeito e gratidão.

António Sampaio da Nóvoa
Professor, Universidade de Lisboa
in
Público

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A obsessão com a escolha dos professores

A obsessão com a escolha dos professores

 

 

A obsessão com a escolha dos professores provocou um insanável conflito com quem governa. Tudo começou (2005) com as mais do que debatidas políticas na carreira e na avaliação, sustentadas por um modelo de gestão (2009) que abriu portas à autocracia.

 

Continua aqui.

 

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Pela saúde da escola pública – Miguel Guedes

 

Pela saúde da escola pública

No momento em que a escola pública é alvo dos maiores ataques, pela ganância e cobiça de quem desvaloriza o seu valor fundador como semente de democracia, igualdade e progresso, é impossível não estabelecer paralelismos com os ataques ao SNS e à dificuldade que tem havido em racionalizar e garantir a progressão na carreira dos seus profissionais, em número e qualidade, valores maiores e garante de uma resposta capaz, de confiança e certezas. É a saúde da educação pública que está em causa, numa luta que promete fazer parar o país antes que ele se perca em actividades extracurriculares à História fora de aulas. Nunca a escola pública correu tantos perigos, nunca teve tantos algozes capacitados, ao virar da esquina do Parlamento, para a enfraquecer e destruir.

É ao poder político que compete dar o sinal que entende a algumas das legítimas reivindicações dos professores e comunidade escolar. Numa economia assolada pela espiral inflacionista, com a perda do poder de compra dos salários e pensões abaixo da inflacção, um mercado especulativo e disfuncional na habitação que justifica a criação (e bem) de um ministério, a subida das taxas de juro que prometem entregar casas das famílias aos bancos, com os fenómenos de demagogia e assalto ao sector público que germinam e proliferam, as legítimas greves no sector da educação devem ser proporcionais ao dano que, inevitavelmente, causarão a centenas de milhares de crianças e jovens que, após meses de covid à distância, irão mesmo ficar sem aulas, comprometendo a recuperação do seu percurso escolar e a dinâmica das famílias que, em tempo normal de trabalho, não as conseguirão reter em casa com acompanhamento.

A “municipalização” dos concursos poderá ser uma questão ultrapassável e eivada de preconceito e maus entendimentos. Mas décadas de subinvestimento nas escolas e nos seus profissionais, que culminam nos últimos anos de acrescidas dificuldades e congelamento do tempo de serviço e progressão nas carreiras, são verdades absolutas que resistem, indesmentíveis, à prova de todas as boas intenções. Uma actualização equilibrada e progressiva de vencimentos, uma avaliação de desempenho decente (que não seja autolimitada por “numerus clausus” e “ratios” completamente alheios à avaliação), uma nova equação para a “norma-travão” que, por inadequação à realidade, tem afastado docentes da vinculação e estabilidade, limitações ao excesso de burocracia e maiores garantias de respeito pelo papel dos professores nas escolas, terão de ser imperativos para a manutenção dos laços de estabilidade mínima entre aqueles que elegeram uma maioria absoluta pela ilusão de estabilidade e segurança que estes nove meses de permanente gestação executiva tudo têm feito para ilidir. Uma greve geral prolongada na educação pode ser dinamite no fim de um inverno rigoroso para o Governo. Competirá a António Costa perceber o momento.

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Directores escolares acusam ministério de “novas afrontas” aos professores

Em carta aberta, a Associação Nacional de Dirigentes Escolares apela ao ministério que se centre na solução dos problemas de base da Educação.

Directores escolares acusam ministério de “novas afrontas” aos professores

 

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Lista Colorida – RR15

Numa altura em que 5 professores estão no seu 4.º contrato, publico a Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR15.

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638 Contratados colocados na RR15

Foram colocados 638 contratados na Reserva de Recrutamento 15, distribuídos segundo a tabela seguinte:

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Reserva de Recrutamento n.º 15

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 15.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 09 de janeiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 10 de janeiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 15

Listas – Reserva de recrutamento n.º 15

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Pela Escolinha – Parte 2

O apoio da Associação de Pais na luta dos professores e do pessoal não docente, em defesa da Escola Pública.

 

A Associação de Pais da EB1/JI de Argivai compreende as manifestações dos Professores, uma vez que é evidente a continua desvalorização da carreira docente por parte do governo central ao longo de vários anos. Precisamos de Professores nas nossas escolas, profissionais renovados e motivados, sob pena de condenarmos a Educação e inviabilizar um país desenvolvido e sustentado. Estamos portanto certos que os motivos que os movem são adequados e a procura por uma carreira mais justa e motivadora deve ser da responsabilidade de todos!
A greve convocada pelos sindicatos de Professores durante o mês de Janeiro, veio inviabilizar o normal funcionamento das aulas no primeiro tempo da manhã neste arranque do 2º período e causar muitos constrangimentos às famílias e, em especial, às crianças!
Está a ter grande impacto nos Pais e EE a incerteza de saber se podem ou não deixar os seus educandos na escola à primeira hora e, consequentemente, efeitos negativos nas suas atividades profissionais.
Acresce ainda a angustia das crianças que, neste processo, têm que estar na escola às 9h00, diariamente aguardar para saber se podem ou não entrar para um dia normal ou, se têm que voltar 1 hora mais tarde!
Por isso, pretendemos unir esforços, pois enquanto Associação de Pais defendemos a proteção das famílias e das crianças.
Neste sentido, informamos que já solicitámos à Federação das Associações de Pais da Póvoa de Varzim que transmita a nossa posição junto da Confederação Nacional das Associações de Pais e esta, por sua vez, junto do Ministério da Educação.
Póvoa de Varzim, 6 de janeiro de 2023
Associação de Pais da EB1/JI de Argivai

 

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Mais zonas pedagógicas

Pelos vistos as CIM já não são a base dos futuros QZP.
Segundo o senhor Ministro, o trabalho que tem sido feito pela equipa, já tendo em conta as propostas dos sindicatos, permitiu o aumento do número de QZP muito além dos 23 iniciais.

 

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Greve nas escolas dá falta justificada para ficar com os filhos?

Greve nas escolas dá falta justificada para ficar com os filhos?

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Pela Escolinha

Os protestos à porta começaram mais tarde e lentamente, contudo têm vindo a crescer como em tantos outros sítios.

Ao fim de um mês de greve o que a primeira imagem representa é o sentimento dos professores. Sentem-se completamente abandonados pelo Ministério da Educação, que até hoje só criticou quem marcou a greve e por conseguinte criticou todos os professores que até hoje fizeram greve.

 

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