Na obra de Gil Vicente, “O Auto da Barca do Inferno” surge uma personagem, Brísida, como todas as outras, caracterizando um determinado grupo da sociedade, esse grupo ainda está bem presente na sociedade atual, as “Alcoviteiras”…
Caracterização direta e indireta da personagem-tipo: A caracterização da Alcoviteira é sobretudo indireta. Brísida era mentirosa (“três almários de mentir”), mexeriqueira(“cinco cofres de enleos”), ladra(“alguns frutos alheos”), cínica(“trago eu muita bofé”), convencida(“e eu vou pera o paraíso”),enganadora(“barqueiro mano meus olhos”).
À conta do medo, da desinformação e do pânico abafado que se vive hoje em dia com o COVID 19, difama-se à porta da escola qualquer professor que falte. Seja por conta de um dia de férias ou por atestado médico, aparece, logo, à porta da escola, quem afirme que o docente foi contaminado e está de quarentena, ou, até, já…
A sociedade continua a viver destes pequenos enredos que lhe dão ânimo e pouco desenvolvimento…
Chegou-nos por email este alerta pedagógico, como todos devem ser. Como é nosso dever e não direito, devemos sempre e em todas as ocasiões ser pedagógicos, deixemos as ironias, tiques de superioridade e o egocentrismo para quem não é professor com P…
O motivo deste contacto é o de alertar para uma incorreção que detetei no documento enviado para as escolas com as indicações para estas elaborarem os planos de contingência.
Imagino que os serviços do Ministério da Saúde estejam no limite, pelo que toda a ajuda será importante.
Ao longo do texto é referido várias vezes que o vírus é o COVID-19. Ora, é pedido que conste nos planos de contingência uma explicitação do que é o vírus, pelo que considero importante que tenhamos no país planos de contingência sem incorreções científicas.
Face à enorme confusão que constato existir, decidi dar um pequeno contributo para esclarecer alguns aspetos básicos, com informação obtida em fontes fidedignas, claro.
Deixei para trás a reserva da exposição e, à semelhança do que já faço para os meus alunos, tento explicitar alguns aspetos científicos de uma forma que seja mais fácil compreender .
É uma informação que poderá querer considerar ao elaborar o(s) plano(s) de contingência do seu agrupamento. Como bióloga ficarei triste se no meu país tivermos documentos com informação que não obedece às regras da nomenclatura…
Com os melhores cumprimentos e votos de bom trabalho,
Este governo quer levar a cabo a municipalização no retângulo de terreno a que chamam Portugal dê por onde der, mas que prendas levarão os minicípios.
O desinvestimento na escola pública nos últimos anos tem levado a um agravamento das condições de trabalho nas escolas e, consequentemente, ao aumento das desigualdades entre alunos. Embora se tenha visto alguns “lavar de cara” de edifícios escolares mais antigos, aqueles que há trinta anos eram as coqueluches escolares, hoje, são verdadeiros poços sem fundo de problemas por resolver.
A degradação dos edifícios por falta de manutenção, o equipamento informático obsoleto que provoca constantes constrangimentos no dia a dia, a redução de orçamentos, o equipamento de climatização obsoleto que além de provocar falta de condições de trabalho é de dispendioso em relação a outras soluções atuais e a carência de recursos humanos no que diz respeito a Assistentes Operacionais e Técnicos. São razões para pensar bem se será opção aceitar a municipalização por parte das autarquias.
As verbas que,supostamente serão transferidas para as autarquias, têm que ter em conta o estado das escolas e de todas as suas carências, logo não podem se realizadas de forma equatitativa, mas com base nas necessidades.
As autarquias que veem a municipalização como uma “coisa” que trará vantagens, que comecem a pensar melhor no que lhes querem impingir. Não faltam, por aí, “cancros” vestidos com cetim.
Pedido de salvaguarda da saúde das pessoas nas Escolas de Portugal, em especial as crianças e jovens, relativamente à exposição aos Campos Eletromagnéticos e potenciais efeitos nocivos na saúde humana
Para: Ao Presidente da Assembleia da República; Ministério da Saúde; Ministério da Educação; Ministério do Ambiente; ANACOM; Presidente da Câmara do Município de Vila Nova de Famalicão
Petição Pública
Ao Presidente da Assembleia da República; Ministério da Saúde; Ministério da Educação; Ministério do Ambiente; ANACOM; Presidente da Câmara do Município de Vila Nova de Famalicão
Pedido de salvaguarda da saúde das pessoas nas Escolas de Portugal, em especial as crianças e jovens, relativamente à exposição aos Campos Eletromagnéticos e potenciais efeitos nocivos na saúde humana.
Contextualização:
Foi instalada uma antena de telecomunicações no Lar de Idosos de Gavião, Vila Nova de Famalicão, a 4 de dezembro de 2019, a cerca de cinco metros da vedação que o separa da Escola D. Maria II, com cerca de 700 alunos. Esta antena emite a máxima radiação, segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), entre a distância de 50 e os 200 metros – exatamente o local onde estão instalados os edifícios e os recreios da escola. A comunidade educativa ficou extremamente preocupada com a saúde de todos, principalmente das crianças e jovens.
Factos:
– A Resolução 1815 do Conselho da Europa (27 Maio/2011) exorta todos os Estados Membros da UE a aplicar os Princípios da PRECAUÇÃO (mais vale prevenir do que remediar) e ALARA (radiação eletromagnética tão baixa quanto razoavelmente possível).
– Múltiplos Estudos Científicos a nível internacional indiciam que existem riscos aumentados de problemas de saúde devido à exposição a campos eletromagnéticos.
– Recentemente (15/11/2019), 252 cientistas da ElectroMagneticField (EMF), de 43 nações, assinaram o Apelo Internacional em que alertam urgentemente para uma maior proteção da saúde na exposição aos campos eletromagnéticos.
Abrangência:
A população está progressivamente a ser exposta, de forma permanente, crescente e involuntária (imposição), a diferentes campos eletromagnéticos. A exposição das pessoas nas Escolas, em especial as crianças e jovens é deveras preocupante. Esta é uma questão de saúde pública de toda a comunidade educativa e de todos os estabelecimentos de ensino, a nível nacional, com ou sem antena de telecomunicações perto porque a Tecnologia 4G estará brevemente implementada na totalidade das escolas públicas de todos os níveis de ensino, conforme Resolução de Conselho de Ministros nº7ª/2020 de 7 de fevereiro.
Os abaixo assinados solicitam à Assembleia da República:
– A retirada da antena de telecomunicações colocada junto da escola Básica D. Maria II – Vila Nova de Famalicão.
– A Moratória da implementação da cobertura de rede de 4ª Geração (4G) em Portugal, na totalidade das escolas públicas de todos os níveis de ensino.
Muito obrigado a todos!
Notas:
Para o vosso entendimento, solicita-se a consulta dos seguintes links com o maior cuidado e atenção:
https://tvi24.iol.pt/sociedade/programa-alexandra-borges-livro/livro-de-reclamacoes-antena-de-telecomunicacoes-junto-a-escola-e-lar-de-idosos
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 9 de março, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 10 de março de 2020 (hora de Portugal continental).
Finalmente saiu…
O Despacho Normativo n.º 3-A/2020, de 5 de março, que altera o Regulamento do Júri Nacional de Exames e aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/0000300046-1.pdf”]
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Falta saber se os professores terão compensação por aulas dadas duas vezes… de resto não é mais do que lógico que os alunos não sejam prejudicados por uma situação da qual não são responsáveis.
Escolas terão dar aulas suplementares aos alunos que fiquem em isolamento. Ministério da Educação não prevê, para já, medidas excecionais mas garante que as faltas por motivo de quarentena estão justificadas.
Despacho Normativo n.º 3-A/2020 – Diário da República n.º 46/2020, 1º Suplemento, Série II de 2020-03-05
Educação – Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação
Altera o Regulamento do Júri Nacional de Exames e aprova o Regulamento das Provas de Avaliação Externa e das Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário
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“Foi ainda aprovado o decreto-lei que atualiza a base remuneratória da Administração Pública e o valor das remunerações base mensais nela existentes.
Em cumprimento do Programa do Governo, que aponta para um aumento anual da massa salarial em torno dos 3%, as despesas com pessoal são reforçadas em 854 M€, em 2020, o equivalente a um aumento de 3,8% face a 2019. O referido acréscimo resultará, numa primeira fase, do impacto das medidas relativas ao descongelamento das carreiras, que se sentirá de forma significativa até 2020, do aumento do emprego público promovido nos últimos anos e do efeito extraordinário da reposição do tempo em algumas carreiras, que se concluirá em 2021.
Deste modo, os trabalhadores que aufiram a base remuneratória da Administração Pública ou cujo valor da remuneração base mensal se situe até ao valor do montante pecuniário do nível 5 da Tabela Remuneratória Única (TRU) terão, em 2020, uma atualização salarial de €10,00, sendo a remuneração dos trabalhadores que não se encontrem nesta condição atualizada em 0,3%. Estas atualizações são retroativas a 1 de janeiro.
Ao proporcionar melhores e mais dignas condições de trabalho e de vida aos trabalhadores de todas as carreiras e categorias que auferem remunerações mais baixas, o Governo está a contribuir para o reforço da coesão social e do combate à pobreza.”
Governo cria concursos especiais de ingresso no ensino superior através de vias profissionalizantes e especializadas
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira, dia 5 de março, o Decreto-Lei que cria os concursos especiais de ingresso no ensino superior para os estudantes que tenham concluído o ensino secundário através das vias profissionalizantes e de cursos artísticos especializados.
O Decreto-Lei tem por objetivo a criação de uma nova via de ingresso para os estudantes que concluam o ensino secundário através de ofertas educativas e formativas profissionalizantes e de cursos artísticos especializados e que queiram frequentar o ensino superior, reduzindo, desta forma, as desigualdades que ainda persistem relativamente a estes estudantes no momento de ingressarem no ensino superior.
O Decreto-Lei prevê que os estudantes façam exames nas próprias instituições de ensino superior às quais se candidatam, tendo em vista avaliar se dispõem dos conhecimentos e competências consideradas indispensáveis ao ingresso e progressão no ciclo de estudos aos quais apresentem candidatura.
Atualmente 45% dos estudantes do ensino secundário frequentam as vias profissionalizantes e é propósito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior valorizar a especificidade e identidade do ensino profissional, reequilibrando a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior.
A medida agora proposta vem no seguimento dos desígnios do Governo, inscritos no Contrato de Legislatura, e que passam por alargar a base social de participação no ensino superior garantindo que até ao fim da Legislatura cerca de 40% dos estudantes do ensino profissional prossigam estudos no ensino superior, o que representa cerca de 10 mil inscritos até 2023. Isto significa mais do que duplicar o número de inscritos registado em 2017-18, altura em que o número se fixava em 4500.
O Decreto-Lei segue em linha com uma recomendação da OCDE aquando da avaliação aos sistemas de ensino superior, ciência, tecnologia e inovação, concluída em 2018, na qual aquela organização sugeriu que o sistema de acesso ao Ensino Superior se adaptasse à diversidade de estudantes provenientes do ensino secundário e ao tipo de competências dos mesmos, eliminando a desigualdade que atualmente se verifica entre os estudantes que realizam o ensino secundário na via científico-humanística e aqueles que o concluem através das vias profissionalizantes e de cursos artísticos especializados.
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“Foi-lhe aconselhado a vir trabalhar quinta e sexta-feira [dias 27 e 28], na segunda-feira de manhã a professora ligou para a escola a questionar o que faria [uma vez que só lecionava à tarde]. Eu assumi o risco de dizer à professora para não vir trabalhar enquanto não tivesse o resultado e ela a partir de segunda-feira não voltou a lecionar nesta escola”, afirmou o diretor da escola da Amadora tendo esta quarta-feira vindo-se a confirmar que esta estava infetada.”
Uma professora da Escola Básica 2/3 Roque Gameiro, na Amadora, está infetada com coronavírus. A escola foi evacuada e encerrada esta quinta-feira.
A TSF avança que a mulher foi hospitalizada esta quarta-feira, que leciona a disciplina de Fisico-Química aos alunos do 7.º ano e que esteve de férias em Itália durante o Carnaval.
O blogue sabe de fonte segura que a escola se mantém aberta e em funcionamento.
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Resultado: os trabalhadores sentem-se desmotivados. De norte a sul do país, 36,6% admitiram estar completamente desmotivados ou ter um nível motivacional baixo, enquanto 43,4% disseram estar mediamente motivados. “Apenas 19% apontou um nível motivacional elevado”, disse Lúcia Miranda.
Apesar da pouca motivação e salários baixos, a maioria sente que o seu trabalho é reconhecido por alunos, pais, professores e diretores. No entanto, “há 30% que considera que o seu trabalho não é respeitado por ninguém”, disse a autora do estudo e vice-presidente do STAEE da zona norte.
Para os investigadores, o perfil identificado no estudo apresenta um grupo de trabalhadores – mulheres, já com alguma idade e sobrecarga e desgaste profissional – que tendencialmente poderão vir a usufruir de baixas médicas e a necessitar de apoio médico e psicológico.
Os funcionários queixam-se também de não serem chamados a participar nas decisões que dizem respeito a alterações ao seu local de trabalho.
Lúcia Miranda deu como exemplos as mudanças de horário de trabalho, a mobilidade dentro da própria escola ou quando as autarquias decidem mudar um funcionário de uma escola para outra.
No total, “72,7% dizem não participar nas decisões. É uma percentagem muito elevado”, criticou a investigadora em declarações à Lusa.
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As escolas que já estão sob a alçada da gestão municipal, começaram a sentir os efeitos negativos da dependência decisória do executivo camarário. A aquisição de materiais e serviços estão condicionados pela vontade da autarquia, limitando o trabalho escolar. Um exemplo: o pedido para aquisição de produtos de desinfecção para mitigar a epidemia que está a decorrer, está a ser ignorado em várias autarquias sem justificação, ficando as escolas reféns da decisão politica de cada autarca. E não é só neste tipo de produtos mas em muitas outras necessidades para desenvolver o trabalho exigido no modelo curricular da flexibilidade e inclusão.
Se alguém ainda não tinha percebido os efeitos da descentralização/municipalização, então basta conhecer o que se está a passar nos concelhos em que as câmaras municipais assumiram a descentralização/municipalização da educação…
Alguém tem visto, ou ouvido a secretária de estado? Além de uma fugaz intervenção a 28 de novembro de 2019, nunca mais apareceu. Que andará a preparar? Parece que ninguém sente a sua falta…
Uma mulher de 32 anos foi condenada a um ano e seis meses de prisão, suspensa na execução por três anos, por ter agredido uma professora primária na escola Ressano Garcia, em Lisboa.
A 5 de fevereiro deste ano a mãe de um aluno de 10 anos foi à escola, em Campo de Ourique, tirar satisfações por o filho apresentar um arranhão na face. Já no interior do estabelecimento, a mulher confrontou uma professora, de 54 anos que acusou de ter agredido a criança. A docente explicou que apenas tinha intervindo para separar dois alunos.
A Coutinho, Neto & Orey no âmbito da sua atividade de recrutamento encontra-se a desenvolver um processo de seleção para o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. (Camões, I.P.)
Prazo limite de candidatura: 13/03/2020 (novo prazo)
I – Enquadramento da ação
O Projeto PRO-Português, a implementar na República Democrática de Timor-Leste (RDTL), tem como objetivo global “contribuir para a consolidação do sistema educativo de Timor-Leste, através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do Ensino Não Superior” e, como objetivos específicos, “i) constituir uma Bolsa de Formadores Nacionais, a nível de Posto Administrativo, e consolidar as suas competências técnico-científicas, didático-pedagógicas e linguístico-comunicativas para ministrarem Cursos de Língua Portuguesa (Níveis A2, B1 e B2); ii) reforçar as competências linguístico-comunicativas em Língua Portuguesa de docentes de todos os níveis de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do Ensino Não Superior de Timor-Leste”.
II – Enquadramento da função
As atividades dos Professores de Língua Portuguesa visam cumprir os seguintes objetivos:
No quadro das responsabilidades do INFORDEPE, incrementar a qualidade do ensino nacional em Timor‐Leste, visando, essencialmente, a proficiência linguística, com vista à capacitação do universo de professores em exercício no domínio da Língua Portuguesa;
Reforçar a proficiência em Língua Portuguesa do quadro docente de todos os ciclos de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do ensino não superior timorense, de escolas dos 65 Postos Administrativos, em regime presencial e b-learning;
Contribuir para o cumprimento e monitorização das metas definidas nos indicadores do Projeto, de acordo com o sistema de Monitoria e Avaliação com base em Resultados;
Executar todas as tarefas relevantes no âmbito das suas competências atribuídas pelo Camões, I.P.
III – Principais Responsabilidades
Reportando, organizacionalmente, ao/à Coordenador/a Geral e ao Camões, I.P., e funcionalmente, ao Coordenador-Adjunto para a área científico-pedagógica e ao Coordenador-Adjunto para as áreas de administração, finanças e logística, o/a Agente da cooperação na categoria de Técnico para exercer funções de Professor/a de Língua Portuguesa terá como principais responsabilidades:
Ministrar cursos de formação no âmbito da Língua Portuguesa (Níveis A2, B1 e B2), de acordo com a estratégia e o programa de formação definidos;
Elaborar a respetiva programação anual/mensal (cronogramas de formação para as atividades a implementar) e proceder à monitorização dos objetivos, atividades e resultados, conforme previsto no Documento de Projeto e respetivo Quadro Lógico;
Conceber os modelos pedagógicos e elaborar os documentos programáticos e operacionais/planos de formação e de intervenção dirigidos aos formadores e aos diferentes públicos-alvo, de acordo com o previsto no Documento de Projeto;
Elaborar manuais de formação e/ou outros materiais didático-pedagógicos especializados de suporte a cada curso/atividade, tanto para a modalidade presencial como para o regime b-learning;
Garantir a qualidade do processo educativo/formativo, ao nível da implementação e afirmação da Língua Portuguesa;
Apoiar e orientar o processo de planeamento das sessões de formação com os formadores, nomeadamente no que respeita a bibliografia para consulta e materiais didático-pedagógicos;
Identificar necessidades de formação específicas dos formadores e formandos sob a sua supervisão, dentro do contexto dos objetivos do Projeto;
Apoiar na conceção dos instrumentos necessários à realização das atividades, ao levantamento de necessidades, à recolha de dados quantitativos e qualitativos do Projeto e outras informações solicitadas, assim como à definição de modelos de acompanhamento, monitorização e avaliação dos indicadores constantes no Quadro Lógico;
Organizar e apresentar mensalmente pontos de situação/relatórios e cronogramas das atividades pelas quais é responsável, incluindo do grupo de formadores que coordena, de acordo com modelos previamente estabelecidos;
Garantir e ser responsável pela boa organização dos Dossiês Técnicos e Pedagógicos relativos às atividades por si desenvolvidas, incluindo do grupo de formadores que coordena, para que seja possível a consulta rápida de todo e qualquer documento físico ou digital produzido no âmbito da intervenção;
Dinamizar atividades de promoção e divulgação da língua portuguesa, dirigidas a diferentes públicos;
Participar em reuniões institucionais e de natureza técnica convocadas pela Coordenação;
Participar nos processos reflexivos e troca de experiências/ideias sobre a intervenção, facilitando a disseminação das melhores práticas e lições aprendidas;
Todas as demais responsabilidades e atividades compatíveis com a natureza e âmbito do cargo e das suas competências.
IV – Requisitos
A – Obrigatórios:
Licenciatura Pré-Bolonha ou Mestrado Bolonha que confira habilitações profissionais para a docência da disciplina de Português no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundário, numa das seguintes áreas:
Ensino de Língua e Cultura Portuguesas (Língua Segunda/ Língua Estrangeira);
Ensino de Línguas Modernas com componente de Língua Portuguesa;
Linguística Portuguesa.
Mínimo de 5 anos de experiência comprovada no ensino de Língua Portuguesa em contextos multilingues e multiculturais.
Fluência oral e escrita em Língua Portuguesa;
Excelentes conhecimentos de informática na ótica do utilizador.
B – Preferenciais:
Experiência de trabalho em formação de adultos;
Experiência de trabalho no setor da educação, preferencialmente na área da formação de formadores/professores;
Participação em projetos no âmbito da Cooperação para o Desenvolvimento;
Experiência na elaboração e publicação de materiais didáticos para o ensino do Português Língua Não Materna;
Bons conhecimentos de Inglês e Francês;
Conhecimentos de Tétum.
V – Competências Minímas:
Capacidade para trabalhar em contexto internacional e intercultural e em contexto de países em desenvolvimento;
Excelente capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, bem como capacidade de adaptação a contextos complexos de tomada de decisão;
Capacidade demonstrada na gestão de conflitos;
Capacidade de organização, definição de prioridades e de gestão do tempo;
Boa capacidade de análise de problemas e de formulação de estratégias;
Orientado/a para a obtenção quotidiana de resultados;
Capacidade de automotivação e autoaprendizagem;
Capacidade para trabalhar sob pressão e autonomamente;
Flexível no desempenho das suas funções e fácil adaptação em contextos de mudança permanente;
Seriedade e ritmo de trabalho forte com postura e comportamento pessoal exemplar adequado à posição oferecida;
Capacidade para aceitar e cumprir instruções superiores, bem como ensinar e transmitir conhecimentos a outros colaboradores locais, ajudando à sua capacitação técnica e profissional com autonomia.
VI – Outras Aptidões:
Aptidão psicológica e física para trabalhar num clima semitropical;
Disponibilidade para residir em Timor-Leste e respeitar a cultura local.
VII – Horário e Local de Trabalho
35 horas semanais, a exercer numa das capitais dos 12 Municípios ou Região Administrativa Especial de Oecusse-Ambeno.
VIII – Condições Contratuais
Os contratos, a celebrar de forma tripartida (Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal/Camões, I.P., MEJD/INFORDEPE e o professor contratado), terão a duração prevista até 31 de dezembro de 2020, podendo ser renovados, por mais duas vezes, por períodos sucessivos de 12 meses, dentro do prazo de vigência do projeto.
Encontra-se disponível até às 18 horas de dia 18 de março de 2020 (hora de Portugal continental), a aplicação informática Recenseamento de Docentes – Reanálise, que permite efetuar a análise das reclamações efetuadas pelos docentes, alteração de dados anteriormente inseridos e/ou inserir novos docentes.
Daqui a pouco tempo aproxima-se o final do 2.º período e até ao dia de hoje ainda não foi publicado o Despacho Normativo que regulamenta as provas de avaliação externa e as provas de equivalência à frequência dos ensinos básico e secundário para 2020.
Assunto: Plano de Contingência e orientações às Escolas
Senhores(as) Diretores(as) / Presidentes de CAP
Tendo tomado conhecimento de um email emitido pela senhora Diretora-Geral da DGAE sobre o cancelamento de reuniões agendadas por aquela Direção-Geral acompanhado de outras indicações, informo que apenas deverão tomar a devida nota relativamente a esses cancelamentos.
O Plano de Contingência – com as respetivas Orientações às Escolas – está a ser ultimado pela DGEstE e será enviado com a maior celeridade possível.
Exmos. Senhores Diretores de AE e ENA e Presidentes de CAP
Perante a última comunicação da Direção Geral da Saúde e face às medidas apresentadas, comunica-se que cumprindo os procedimentos de segurança definidos, estarão asseguradas as condições para manter o agendamento das Sessões de Esclarecimento Progressão na Carreira, agendadas para o Porto, para
Prometeu e cumpriu. Pelo menos numa casa… o certo é que está empenhado em dar solução a um problema que o governo chuta para canto. Enquanto isso, os deputados que foram desmascarados com moradas falsas nem o subsidio devolveram…
O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, vai inaugurar a primeira Casa Temporária para Professores na próxima quarta-feira, dia 4 de março pelas 14h30, na Rua da Figueirinha (Edifício Ferro de Engomar), n.º 20.
Verificando-se a conclusão das obras de recuperação do imóvel, as instalações foram completamente equipadas com todo o mobiliário necessário. Esta residência está preparada para receber 3 professores.
Atento à problemática da colocação de professores, muitas vezes longe da sua área de residência e que enfrentam preços de arrendamento privado demasiado altos para os seus rendimentos, o Município de Oeiras está a desenvolver um plano de apoio no alojamento dos docentes, bem como de outros profissionais que enfrentem as mesmas dificuldades, como é o caso dos polícias.
Dos vários projetos que estão já em curso, destaca-se a residência que está a ser projetada para a Fábrica da Pólvora, em Barcarena, que se estima que fique concluída dentro de dois anos e meio e que terá uma quota de 40 quartos destinados a professores deslocados.
No Município de Oeiras há, em média, aproximadamente 100 docentes deslocados anualmente, provenientes maioritariamente do Norte do país, existindo poucas alternativas de alojamento, o que faz subir o valor das casas e/ou quartos.
Este Novo Ciclo de Desenvolvimento continua firmemente apostado na criação de todas as condições necessárias para que todos os alunos do concelho possam ter desempenhos de excelência.
A frase que dá título a esta crónica é do jornalista Hernâni Carvalho e abriu uma edição especial do programa “Linha Aberta”, da SIC, emitido no passado dia 24 de Fevereiro. A Escola Básica e Secundária de Salvaterra de Magos foi aí apresentada como um local violento e inseguro. No programa é dito que dentro do estabelecimento de ensino se consome e trafica droga. É narrada uma tentativa de violação de uma aluna de dez anos e descrita uma situação encobridora do facto. Com efeito, disse a mãe da vítima, no programa, que a filha acabou referenciada como se tivesse ficcionado o sucedido, quando a violação não se consumou apenas porque alguns alunos acudiram aos gritos da menor e a socorreram, logo existindo testemunhas do crime tentado. A criança veio a sofrer longamente de ataques de pânico e foi internada para tratamento. Mais dois casos arrepiantes são descritos no programa: um de bullying grave exercido sobre uma aluna do 8.º ano, que culminou com uma tentativa de suicídio (evitado por intervenção hospitalar), e outro de alunos ameaçados com arma branca por socorrerem uma criança que estava a ser sufocada por marginais. Recorde-se que eram desta escola os dois alunos envolvidos, há cinco anos, num incidente, fora do estabelecimento escolar, que terminou com o homicídio de um deles.
Tudo visto, parecia legítimo esperar uma reacção imediata de quem de direito, designadamente do tosco ministro da Educação. Tanto mais que no programa foi dito, por um técnico da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, que situações idênticas são recorrentes noutras escolas. Mas, aparentemente, nada aconteceu, como lamentou (e bem) Hernâni Carvalho.
Como é isto possível? Tenho para mim que as proclamações idílicas para o século XXI e a aura de modernidade com que o PS mascarou ideias pedagógicas do século passado (cuja aplicação resultou em desastre aqui e lá fora) são responsáveis pela normalidade perversa em que está mergulhado o sistema de ensino. O respeitinho burocrático imposto a uma classe docente proletarizada e precarizada mergulhou-a num torpor que a incapacita para reagir eficazmente à permanente erosão das condições de trabalho nas escolas e ao lento desmoronar dos valores fundacionais da educação personalista. Estamos a afastar os nossos jovens do mundo perceptível aos sentidos, permitindo paulatinamente a sua substituição pelo mundo virtual das redes sociais e do lixo televisivo. E, face a isto, os políticos não têm a coragem de promover medidas práticas eficazes.
O ordenamento disciplinar vigente nas escolas é caracterizado pelo sentimento de impunidade relativamente aos pequenos delinquentes. A carência de cuidados parentais, que muitas vezes os caracteriza, não pode ser motivo de segregação. Mas não justifica que os dispensemos do cumprimento de regras de comportamento básico ou lhes confiramos “direitos” particulares, que prejudiquem os outros.
Em matéria de incidentes disciplinares, demasiados órgãos directivos optam por abordagens branqueadoras, protectoras da sua própria imagem e do ME, chegando, no limite, a omiti-los. No dizer do ministério (casos “isolados” e “residuais”), a violência há muito que deveria inexistir, já que “diminui” de ano para ano. O pior é que a realidade desmente as graças obtidas com a administração contínua do sacramento da “escola inclusiva” e as homilias imbecis de frei Tiago no “5 para a Meia-Noite”. Basta estar atento às manchetes dos jornais e às rotinas hospitalares, onde chegam os que levam “no focinho”.
Chegou-nos por email este desabafo… depois da ministra Temido ter afirmado que está disposta a ultrapassar a linha ténue e decretar quarentena obrigatória…
“A campanha política continua! Ouvimos na TV os ministros em uníssono a pregar que os trabalhadores do público ou privado, que estiveram em zonas de risco do coronavírus/COVID-19, não serão penalizados em caso de quarentena a nível de vencimento. No entanto existem algumas dificuldades em passar esta mensagem. A Saúde 24 continua a ler a cartilha e nada diz nem ninguém assume. Já a Delegação de Saúde diz que se deve ir trabalhar, pois o despacho agora saído sobre o assunto, segundo o Delegado de Saúde, só em caso de ida ao hospital é que passa a vigorar. Até lá nada feito!
Claro que o trabalhador deve fazer prova do local onde esteve. Até porque há sempre quem se aproveite da desgraça alheia.
A quarentena é feita para salvaguarda de todos e funciona como prevenção. A interrupção da mesma e a deslocação para o trabalho (mas promovendo o distanciamento social e evitando o contacto físico!!) pode funcionar como um eventual meio de propagação e a ser assim quem assume? O Delegado de Saúde? Bem sei que para o Governo seria muito melhor todos os trabalhadores nesta situação meterem baixa médica, mas será racional. Quem querem enganar? Sejam honestos, não brinquem com as palavras e de forma clara e transparente esclareçam a sociedade.”
De cada vez que um aluno se queixa de dor de cabeça, lá saco eu do termómetro… caso ultrapasse os 37ºC, telefono ao enc. de educação para o vir buscar à escola.
E quem não procedeu a qualquer mexida no recenseamento presume-se que tacitamente aceitou todos os dados inseridos.
Pior será se alguma escola não indicou os docentes para a norma travão, ou não submeteu esse apuramento.
Com este apuramento concluído a próxima fase que se aproxima é a abertura do concurso externo que deverá sair nos próximos dias. Em 2019 o aviso de abertura foi publicado no dia 6 de março.
Pior que o Vírus acho que é o alarme social que por aí vem.
Caro(a) XXXXXX
Assunto: SUSPENSÃO DO ENCONTRO REGIONAL A REALIZAR NO AGRUPAMENTO FREI JOÃO DE VILA DO CONDE NOS PRÓXIMOS DIAS 6 E 7 DE MARÇO
Fica suspenso o Encontro eTwinning considerando a fundamentação que se seguir se apresenta, devidamente articulada entre o Agrupamento de Escolas Frei João a Coordenação do eTwinning PT e o CFAE da Póvoa de Varzim e Vila do Conde:
Tendo em conta a situação de algum alarme social que se vive, em geral no País e, em especial nesta região (Póvoa de Varzim e Vila do Conde), até devido aos recentes acontecimentos verificados n’As Correntes de Escrita;
Tendo em conta que essa situação de alarme social se tem revelado crescente, quer entre os docentes, quer entre os próprios encarregados de educação, tendo já alguns contactado a escola anfitriã, manifestando as suas reais preocupações;
Considerando que esta situação levou a que, até à data, se tivessem verificado já muitas desistências de docentes inscritos e admitidos, situação que, tudo indica, continuará a crescer nos próximos dias;
Por outro lado, indo ao encontro das medidas cautelares e de prevenção previstas nas alíneas b) e c) do Despacho n.º 2836-A/2020, de 2 de março, em que se recomenda que devem ser equacionadas a ocorrência de situações como a “Suspensão de eventos ou iniciativas públicas, realizados quer em locais fechados quer em locais abertos ao público” e a “Suspensão de atividades de formação presencial, dando preferência a formações à distância”, situações rigorosa e exatamente enquadradas no que está previsto para o Encontro dos dias 6 e 7;
Considerando, ainda, que o primeiro dia de trabalhos do Encontro decorre durante um dia em que estarão na escola mais de um milhar de alunos, e que todas as medidas cautelares e planos de contingência devem salvaguardar, antes de mais, esses mesmos alunos;
Cuidadosamente ponderados os fundamentos expostos, e dada a necessidade de adotar as medidas mais adequadas à conjuntura e à situação – até para definição de prosseguimento ou cancelamento de questões organizativas que a realização de um evento destes envolve – venho comunicar a V. Ex.ª que fica suspensa a realização da Ação / Encontro Regional eTwinning “O trabalho colaborativo em diferentes contextos” prevista para os próximos dias 6 e 7 deste mês.
No âmbito da prevenção e controlo de infeção do Coronavírus (COVID-19) e nos termos do Despacho n.º 2836-A/2020 de 2 de março e independentemente do Plano de Contingência a que o Agrupamento é obrigado, nos termos deste despacho, determinam-se, a partir de amanhã, as seguintes disposições:
Cancelamento de todas as reuniões.
Cancelamento de todas as visitas de estudo.
Cancelamento de todos os eventos, nomeadamente as Cerimónias de atribuição dos Prémios de Mérito.
Outras iniciativas realizadas quer em locais fechados quer em locais abertos.