21 de Março de 2020 archive

Até quando…? – Carlos Santos

A interrogação é esta, para a qual não há resposta num futuro que se apresenta incerto.
Reconheço ser natural que nós, professores, tenhamos preocupação com os alunos, com a sua avaliação, com os exames, com o seu futuro académico… Porém, não deixo de ficar surpreendido com tantos professores a demonstrarem espanto, tristeza e, até, alguma revolta com a informação veiculada sobre a probabilidade de não haver aulas presenciais nas escolas no 3º período, situação que não era difícil de imaginar que viesse a acontecer.
Anoto que já fora noticiado que “Cientistas alertavam para nova vaga do vírus até final do ano”.
Não posso deixar de dizer que me é difícil entender o motivo de tanto espanto na classe docente perante esta realidade, quando as entidades internacionais apontaram para a 2ª semana de maio como pico da pandemia em Portugal e o primeiro-ministro já adiantou esperar que seja para final de abril, com incidência até final de maio, e ainda ontem na comunicação ao país frisou que daqui por 3 meses (finais de junho) terá de ser feito um balanço. [para bem da verdade se diga que estas datas vão mudando de dia para dia e há pouco fiquei a saber que no dia catorze do mês vindouro iremos todos assistir ao pico da coisa que, vejam só, ninguém controla]
Referiu que ainda teremos de enfrentar esta pandemia no próximo inverno, uma vez que é previsível a vacina só estar disponível dentro de, sensivelmente, um ano devido ao período de testes e de espera para verificação da inexistência de efeitos secundários.
A princípio, víamos pela televisão diante dos nossos olhos o nosso futuro e continuámos adormecidos a agir como se não fosse nada connosco, confiando que o vírus nada iria querer de nós por sermos um pequeno país esquecido no extremo da europa. E ninguém foi capaz de dizer isso a um vírus com manifesta atitude predatória!
Somos um povo habituado a ver as coisas a acontecerem à distância confiando que, oxalá, não chegue até nós e, neste caso, mais uma vez assim aconteceu, visível no comportamento das pessoas que se manteve inalterável. Acontece que, com sinais inequívocos que há muito se evidenciavam nos milhares de seres humanos a perecerem na China e noutros países do oriente, a alastrar-se para a europa, e o nosso povo – no seu infinito provincianismo e imaturidade – andou durante semanas a sentar-se no sofá a comentar o caso do português infetado num navio de cruzeiro no outro lado do mundo, incapazes de se consciencializar do que estava para acontecer.
Os nossos governantes, longe de estarem isentos de responsabilidades, para um vírus que andava a matar há 3 meses (desde dezembro) não foi capaz de criar atempadamente um plano de contingência que envolvesse medidas de prevenção, de controlo de fronteiras e de procedimentos que chegassem às escolas antes de as terem fechado (tardiamente), nem a outros locais, nem o apetrechamento com desinfetantes, máscaras, luvas e de ventiladores para os hospitais.
Escavei no passado e redescobri o que já todos sabemos: somos um povo ímpar; não somos organizados nem precavidos; por qualquer razão somos os peritos do remedeio e do desenrascanço, pelo que, não é surpreendente o que se assistiu até aqui.Ninguém, em delírio, poderá dizer que nada fazia prever o que por aí vinha.
Mais um pormenor. A isto soma-se um risco económico difícil de calcular por economistas que garantem vir a refletir-se numa crise financeira pior do que a de 2008.
“Num gesto inédito a comissão europeia retira limitação de 3% de défice orçamental dos estados”. Equaciona igualmente a compra de dívida soberana para evitar que países como o nosso entrem em bancarrota e tenham de pedir ajuda internacional, como aconteceu em 2011.
“Carlos Costa [governador do Banco de Portugal] defende emissão de eurobonds para enfrentar crise europeia”. E os “Economistas admitem queda até 8,5% do PIB”. Toda esta situação é demasiado séria para incompetência, negligência e experimentalismos.
Sendo o país do mundo com maior percentagem de população emigrada, tendo vindo a verificar-se o regresso de muitos portugueses por falta de emprego devido à pandemia, os quais, na sua maioria, não foram examinados pelas entidades de saúde, isso deve inspirar-nos preocupações acrescidas.
E os números têm essa coisa terrível – não mentem.
Segundo os últimos dados, devido ao COVID-19, em 24 horas lamentam-se:
627 mortes em Itália num número superior a 4.000 e com uma taxa de infeção que poderá de 5 a 10 vezes superior ao oficial se se tivessem feito mais testes;
em Espanha com cerca de 300 falecimentos e mais de 4.000 novos casos nas últimas 24 horas;
e o nosso país registou mais 260 casos acrescidos de 6 óbitos.
Ora, vejamos, perante toda esta situação, continuam a considerar que o mais importante é a avaliação dos alunos?
Perdoem-me, mas não me consigo comover com alguma lacuna que venha a haver nas aprendizagens dos alunos e estar mais preocupado com a sua saúde e a de todos nós.
E não faltam coisas que me preocupam muito mais, como os excessivos comportamentos de risco para poderem ser aceitáveis: a falta de hábitos de higiene do nosso povo; a falta de civismo, de sentido coletivo e de cidadania; os ajuntamentos nas praias, pubs e noutros locais de portugueses mandados para casa para cumprir isolamento quando a morte inundava a europa, estava a invadir Espanha e o vírus já morava entre nós; os porcos que cospem, atiram lixo e beatas para o chão, ou deitam as luvas descartáveis para a rua contribuindo para a propagação do vírus; as pessoas que não cumprem a distância de segurança, os procedimentos de higiene e higienização.
As pessoas estão angustiadas com a falta de máscaras, mas o meu desassossego está mais voltado para a máscara de indiferença perante a situação que muitos ainda têm colocada na cara, revelador da nossa ignorância coletiva.
Haverá, pois, algo mais assustador do que a irresponsabilidade do homem?
E diante de tudo isto, não é aceitável haver colegas de profissão a afirmarem publicamente que não estamos a trabalhar, denotando uma falta de bom-senso que poderá prejudicar toda uma classe que – ao contrário dessas insinuações – se está a desdobrar para que o sistema ainda vá funcionando e os alunos não saiam demasiado prejudicados.
Farão, também, parte do conjunto de população que acha que os professores só trabalham na escola e nada fazem em casa?!
Neste momento estamos a trabalhar tanto como se estivéssemos na escola. Todo o dia a elaborar fichas, materiais didáticos, criar procedimentos para, à distância, chegar até aos alunos, articular com os colegas, e começamos já a acusar dores nas costas pela exigência deste trabalho que está longe de significar estarmos de férias, pelo que não se precipitem a dizer despautérios antes de abrirem a boca.
Mas ainda não há verdadeira consciência de que este inimigo invisível não escolhe as suas vítimas; de que ninguém está a salvo, independentemente da sua condição económica ou social, da sua cor de pele ou género, da sua raça, etnia, idade ou religião; de que não há nenhum sítio seguro se não cumprirmos as normas de higiene e segurança. Há muito que esta deixou de ser uma situação do “eu” para ser uma situação do “eu e os outros”. Cada um de nós deixou de ser responsável apenas pela sua vida, mas por todas as outras vidas.
Inquieta-me muito mais toda esta falta de consciência que coloca em risco a vida de todos nós. A negligência e a irresponsabilidade tão habituais na natureza humana dos latinos deixaram de ser apenas um incómodo, pois agora implicam doença e morte. Ninguém está dispensado desta guerra que só poderá ser vencida se formos mais inteligentes do que este inimigo silencioso. Nada é insignificante num tempo em que tudo importa.
A luta pela sobrevivência está aí e pode tocar a qualquer um de nós ou daqueles que nos são próximos. Na China as pessoas cumprem e estão a conseguir erradicar a doença. Por cá, isso só será possível se deixarmos de pensar tanto nos nossos umbigos e começarmos a atuar como um formigueiro, como um coletivo.
A irresponsabilidade é uma arma entre nós que respira morte, pelo que, cabe a todos e a cada um de nós o dever de cumprir e fazer cumprir o plano nacional de contingência.
Se pudéssemos não deixar entrar o vírus pelo simples ato de fecharmos a porta, era bem mais simples. Mas, a verdade é que irá requerer muito mais de nós.
Precisamente por isto e muito mais, sinto-me algo incomodado pela enorme preocupação de muitos professores pelo facto de provavelmente as escolas não abrirem no 3º período. Querem o quê? Que no pico da pandemia – momento em que é expectável que o número de infetados e de mortes esteja no auge – mandar as crianças para a escola e irmos felizes e inconscientes conviver em harmonia colocando ainda mais em risco a vida de toda a gente?
Então, façam o favor de cumprir as indicações e conselhos das autoridades e o isolamento social contribuindo assim, não só para a preservação da vossa própria saúde, mas também para a salvaguarda da saúde de todos nós.
A nós, professores, cumpre continuarmos a trabalhar à distância com os nossos alunos, mas, sobretudo, sensibilizar pais e alunos para não saírem de casa desnecessariamente e cumprirem as medidas de prevenção do coronavírus.
Não sei como dizer isto de outra forma, mas ninguém está de fora, pois todos nós nos tornámos parte do acontecimento, parte do problema, mas também parte da solução.
Aos nossos concidadãos ligados à saúde uma palavra de apreço pelo risco que estão a correr para salvar vidas na luta contra a pandemia e a todos os que diariamente, nos mais diversificados locais, estão a contribuir para o bem comum.
Se há coisa que este vírus nos ensinou foi que a nossa vida é precária e não devemos dar nada por garantido, pelo que todos vamos aprender a dar mais valor à vida e aos direitos conquistados, nem que sejam os mais simples, como poder sair à rua e andarmos em liberdade sem constrangimentos.
Eu sei que tudo isto é assustador, mas seria impossível terminar sem deixar uma palavra de esperança. Se outros estão a conseguir vencer este inimigo terrível, também está ao nosso alcance fazermos com que isso aconteça no nosso seio. Numa situação em que tudo é incomum, que em comum todo e cada um de nós tenhamos a vontade e a atitude de fazer com que a superação desta situação nos espreite de um futuro muito próximo.
Juntos vamos conseguir!
Desejo a continuação do bom trabalho a todos e, em particular, aos colegas de profissão.

Carlos Santos

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Ferramenta Colaborativa em Português “Trello”

O Trello permite que você trabalhe de forma mais colaborativa e faça mais.
Os quadros, listas e cartões do Trello permitem organizar e priorizar seus projetos de maneira divertida, flexível e gratificante.  Podemos simplesmente fazer um quadro para cada turma e colocar os conteúdos nos diversos tipos de ficheiros. A vantagem é colaboração com, Alunos,  Encarregados de Educação e outros colegas de determinada Área Curricular. Após o Registo no “Sign Up”,  é só mudar a língua para Português.

 

 

 

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A candidata portuguesa ao Global Teacher Prize

 

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

Professora portuguesa na corrida para melhor do Mundo

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

“Eles têm de ser olhados como iguais e não serem superprotegidos” para que um dia tenham o seu projeto de vida. A professora de Educação Especial, de Tondela, é uma das 50 finalistas do Global Teacher Prize mundial, equiparado ao Nobel da Educação, cujo vencedor é divulgado a 12 de outubro. Não é a primeira vez que há um finalista português.

 

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Comunicado – Afirmações sobre a avaliação final do terceiro período são extemporâneas e conjeturais

 

Download do documento (PDF, 143KB)

 

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No Ministério da Educação não Existe Ninguém com Dois Palmos de Testa, Por Mais Curtos que Sejam?

Phosga-se! – Série 2 | O Meu Quintal

 

Mas Quem É Responsável Por Estas Propostas? (Phosga-se!) | O Meu Quintal

 

 

 

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O Sector Bancário do Costume -Criminoso e Ganancioso

(…)

Continua aqui:

Banks Pressure Health Care Firms to Raise Prices Amid Coronavirus Crisis

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Carta Aberta ao Senhor Ministro da Educação

 

Ex.mo Senhor Ministro da Educação:

Num período tão conturbado como imprevisto, pretendo, na qualidade de docente da Escola Secundária de Ponte de Lima, manifestar as minhas preocupações e apresentar algumas sugestões para tentar atenuar os efeitos sociais e pedagógicos de um grave problema transnacional, com repercussões imediatas no nosso quotidiano, no sistema educativo e, em particular, no percurso escolar dos alunos .

Estamos confrontados com uma situação excecional, que afeta as relações interpessoais, originada pelo distanciamento forçado nas nossas comunidades educativas, com o qual todos temos de aprender a lidar, demonstrando coesão profissional, solidariedade pessoal e sentido de pertença institucional. As novas aprendizagens são caracterizadas pela incerteza, imprevisibilidade e crescente ansiedade.

Mais do que uma preocupação em cumprir programas e remediar um problema emergente (como gostaríamos de poder continuar a exercer a nossa atividade profissional em contexto escolar!), poderemos ver neste período de exceção uma oportunidade para desenvolver e consolidar determinadas competências transversais. De facto, se conseguirmos que os nossos alunos sejam mais responsáveis, autónomos e solidários, estaremos a promover uma cidadania proativa, a qual se repercutirá positivamente no sistema educativo, no percurso académico e no seu sucesso escolar.

De uma forma esclarecida, é nosso dever procurar minimizar o impacto negativo de uma pandemia que está a alterar substancialmente o “modus vivendi” e o “modus operandi” tradicionais. E não poderá ser com ansiedade, insegurança e pânico generalizado que conseguiremos criar as condições necessárias para um regime alternativo de ensino.

O ensino à distância estará condenado ao fracasso se imperar o medo e a incerteza e se a principal estratégia adotada passar pela quantidade descontrolada de recursos e trabalhos enviados aos alunos. Alguns poderão realizar (com ou sem ajuda), outros irão procurar copiar e um número indeterminado irá certamente ignorar, por não terem acesso aos meios tecnológicos, por desmotivação, opção individual, falta de apoio ou de controlo familiar.

Os resultados expectáveis de uma eventual sobrecarga de trabalhos, a realizar em contexto extraescolar, poderão ser inversamente proporcionais à dimensão dos mesmos. Além de se poderem reproduzir desigualdades socioculturais, com que critérios se irão avaliar estes trabalhos ou a falta dos mesmos?

A prioridade deverá ser a de assegurar que, num ambiente de indefinição e preocupação permanentes, os alunos consigam aprender a superar as adversidades, a serem persistentes e a manterem-se bem informados (procurando distinguir a boa da má informação), cumprindo as recomendações da Direção-Geral de Saúde e do Governo. Ao mesmo tempo, ajudá-los na gestão das emoções (é fundamental manter abertas as linhas de apoio psicológico), na organização do trabalho, no aconselhamento da prática da leitura, assim como no despertar da curiosidade por uma modalidade de ensino e aprendizagem à distância, que deverá ser garantida para todos (como pretende a recente comunicação da Área Governativa da Educação e da Presidência sobre a intervenção educativa para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade). A não ser assim, estaremos a negar os pressupostos de uma escola pretensamente inclusiva.

Com a divulgação de uma multiplicidade de recursos, disponibilizados em plataformas digitais, os alunos serão motivados para aprendizagens lúdicas de conteúdos dos programas de diferentes disciplinas.

Sob a supervisão do Ministério da Educação e a coordenação das direções escolares, das associações de pais e encarregados de educação e dos diretores de turma, o sucesso desta modalidade alternativa de ensino à distância dependerá de professores preparados (se necessário, disponibilizando-lhes formação específica online), de encarregados de educação disponíveis e de uma efetiva adesão dos alunos.

Aproxima-se mais um momento de avaliação sumativa interna. Com uma interrupção abrupta do 2.º período letivo, que terá inviabilizado a realização de alguns instrumentos de avaliação, previstos nos critérios gerais e específicos das escolas, talvez fosse sensato e oportuno equacionar a possibilidade de o Ministério da Educação determinar o caráter semestral das avaliações internas (seria uma antecipação e experimentação de uma proposta alternativa já apresentada), remetendo para o 3.º período, a avaliação final do semestre. E na eventualidade de não ser possível regressar à normalidade das nossas escolas, no próximo período letivo, os professores saberiam, antecipadamente, que esse momento de avaliação corresponderia ao final de ano ou de ciclo de estudos e ponderariam todas as implicações de uma avaliação sumativa interna, com caráter excecional.

A realizarem-se as avaliações sumativas internas neste final de 2.º período, seria recomendável que as propostas de avaliação tivessem um caráter provisório (poderiam ser finais se não houvesse novo momento de avaliação), as quais voltariam a ser analisadas, ponderadas e ratificadas em conselho de turma, no final do presente ano letivo, independentemente de as aulas terem ou não sido retomadas.

Na expectativa de que esta situação seja rapidamente ultrapassada, para voltar à normalidade e às rotinas diárias das nossas escolas, apresento os melhores cumprimentos.

Atenciosamente.

Ponte de Lima, 21 de março de 2020

Prof. Teodoro da Fonte

 

 

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As Educadoras de Infância também estão em teletrabalho

As educadoras também se esforçam-se por não deixar os seus alunos sem atividades. Usando os meios ao seu dipor, vão fazendo chegar atividades curriculares aos seus meninos e meninas que por estes dias se encontram em casa. As boas práticas de uns podem servir sempre de exemplo a outros.

Bem hajam.

 

 

Já lanchámos e agora a Constancinha vai ter a aula dela à distância! Hora de ouvir uma história contada pela professora! Obrigada, Educadoras Ana Alves e Marta Costa. Bem haja também à Carina Filipe, à Carla Ferreira, à Cila Maria, à Aires Celia, à Fátima! São uma equipa fantástica, em todos os momentos e em qualquer momento, sempre a levar a cabo missões nobres! Muito orgulho em vocês! 👏 Muitos beijinhos nossos! 😘 Que em breve nos possamos abraçar novamente com o carinho com que sempre o fizemos! ❤️#CrecheMariazinhaLemos

Gepostet von Ângela Silva Pinho am Dienstag, 17. März 2020

 

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