Setembro 2020 archive

Protestos por segurança nas escolas face à Covid

 

 

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Porque falham as nações com turmas numerosas, por Paulo Prudêncio

 

Porque falham as nações com turmas numerosas

O ensaio Porque Falham as Nações, de Daron Acemoglu e James Robinson, conclui sobre a história universal dos últimos três milénios: as nações não falham por causa da geografia, da cultura ou da ignorância, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em “elites” e oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). E sublinha que só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se repercute positivamente no crescimento económico, nas empresas, na cultura e na escolarização.

Congo, que tem abundantes riquezas naturais, permanece há séculos nos lugares cimeiros dos países pobres porque vive subjugado à extracção. Mobutu é o exemplo recente. E é curioso: foram os portugueses que deram a conhecer a escrita aos congoleses, no século XVI, mas em pleno século XXI a nação de Camões e Pessoa ainda não erradicou o abandono escolar precoce nem a pobreza do seu território. O facto também se deve a “elites” extractivas. Foi assim com a escravatura, com o ouro, com as especiarias, com o colonialismo e com a recente crise de empresas parasitárias associadas ao sistema bancário, que resultou no desinvestimento nos últimos 15 anos em estruturas como a escola pública, depois de duas ou três décadas promissoras (sublinhe-se que os resultados em educação surgem duas décadas depois).

O excesso de alunos por turma é um indicador extractivo que a pandemia radiografa. E, nem por acaso, o parlamento reprovou, em Junho, a inclusiva redução de alunos por turma (é preferível uma lei que estabeleça turmas de 20 com excepções por inexequibilidade, do que turmas de 30 com as mesmas excepções). Foi Nuno Crato quem decretou o aumento das turmas e a extracção resiste a tudo: fim da troika, geringonça, superavit e pandemia. Explicou a sentença em 15 de Junho de 2013: “Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade.” O ex-ministro contrariou o sistema inclusivo relatado por William Golding, Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante três décadas, numa entrevista à RTP2 nesse ano: “Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes.”

A epifania de Crato tornou-se imutável e não apenas por pragmatismo. É aconselhada e considerada madura por “gurus” da inclusão escolar, uma área muito prejudicada com as turmas numerosas. A educação tem este azar com políticas extractivas, suportadas por “gurus”, que a representação institucional não consegue transformar em inclusivas. Na educação até existem associações científicas de professores nas mais diversas áreas, só que não são ouvidas; também por culpa própria. E há 16 sindicatos.

Noutro exemplo da mesma família que explica a prevalência extractiva, os governos de Sócrates, e também de Barroso, impuseram um elenco de medidas reprovadas por todos, mas que continua vigente. Destacam-se: avaliação de profissionais assente numa burocracia impessoal que saturou os exercícios, sistemas de avaliação de alunos “amigos” da exclusão da educação especial ou daqueles de quem se espera fracos resultados académicos, e modelo extractivo de gestão das escolas públicas.

Até se criam instituições para alargar a representatividade, só que rapidamente passam a ilusões. Transformam-se em câmaras de eco mediático de quem governa. É assim nas nações que falham. Nesta fase, salientam-se as diligentes organizações de dirigentes escolares (é um exercício temporário que representa 0,8% dos professores e que, pasme-se, já vai em três espécies de associações) e de encarregados de educação. Têm a palavra mediática ajustada sobre tudo o que é didáctico, científico e organizacional. Para se perceber melhor, e pensando na actualidade, é como se na saúde, e quando se mediatizam actos médicos, infecções e epidemias, não se ouvissem especialistas, ordens e sindicatos, mas o dirigente hospitalar e o profissional dos utentes e amigos dos hospitais.

Acima de tudo, se o ensino tivesse representação institucional inclusiva, era difícil avançar com propostas destinadas ao insucesso, havendo soluções estruturais, exequíveis e sustentadas para o problema. A redução de alunos por turma foi reprovada no parlamento, mas os papéis partidários satisfizeram os desígnios populares e anularam um imperativo que é um indicador inclusivo para o sucesso das nações a médio e longo prazo, e uma componente crítica decisiva em tempos de pandemia.

 

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Cinema Sem Conflitos: “Love is Blind”

Título:  “Love is Blind” | Autores: “Chris Ullens

A curta-metragem cômica e sombria de Fergie retrata uma jornada de femme fatale em stop-motion colorido, onde uma série de seus amantes malfadados acabam como mobília doméstica.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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Quantas escolas fechadas e quantas turmas em casa? – Alexandre Homem Cristo

 

Quantas escolas fechadas e quantas turmas em casa? 

Se a pergunta do título fosse dirigida à situação em França, haveria uma resposta objectiva. Devido a casos de Covid-19 nas escolas francesas, a 4 de Setembro, contavam-se 22 estabelecimentos escolares encerrados. Uma semana depois, a 10 de Setembro, eram 32. E, nas últimas contas (18/09), havia 89 estabelecimentos escolares encerrados — ou seja, apenas 0,15% dos mais de 61 mil estabelecimentos da rede pública. E se a pergunta do título fosse destinada à situação no Reino Unido, haveria igualmente uma resposta concreta: cerca de 99,9% das escolas mantêm-se abertas. Mas os dados vão mais longe e explicam-nos que 900 escolas estatais (4% do total) não estão integralmente abertas (i.e. enviaram alunos ou turmas para quarentena doméstica) — um número que corresponde à contagem da semana passada e que quadruplicou a da semana anterior.

Se alguém colocar a mesma pergunta sobre a situação em Portugal, não encontrará resposta. Pelo menos, não encontrará resposta oficial. Ao contrário dos exemplos acima, onde membros do governo ou autoridades públicas de educação comunicam com transparência e fazem um ponto de situação semanal, não existe esta sistematização da informação no nosso país. Assim, os dados conhecidos referentes ao arranque do ano lectivo neste contexto de pandemia são aqueles que a comunicação social (nacional ou regional) e canais informais vão reportando, com todas as insuficiências desse exercício casuístico, pois imensas situações não chegam ao conhecimento público. Deveríamos então fazer como os franceses e os ingleses? Sim, sem qualquer dúvida. E desengane-se quem classificar esta informação como desnecessária: que o Governo não cumpra este dever de transparência é um erro que poderá custar-lhe caro na própria gestão da pandemia nas escolas.

Primeiro, porque a informação parcial e de má qualidade gera uma percepção pública errada sobre o regresso ao ensino presencial. Neste caso, o melhor travão para os alarmismos corporativos e para os receios das famílias é mesmo disponibilizar informação oficial com transparência. Se partirmos da experiência de França e Reino Unido, os dados mostram que o encerramento de escolas foi residual e que é ainda muito baixo o número de situações onde surgiu a necessidade de quarentenas de alunos e turmas. Ao contrário do que levaria a crer o frenesim noticioso, que diariamente dá nota de encerramentos e turmas enviadas para casa, a situação nas escolas está (ainda) relativamente tranquila. A partilha dos dados por parte do Ministério da Educação teria, certamente, um efeito apaziguador.

parte indispensável da gestão da pandemia em contexto escolar. Sem essa recolha de dados, não é possível avaliar a situação actual das escolas e perceber a sua evolução, compará-la com os indicadores nacionais dos contágios, medir a eficácia dos protocolos sanitários em vigor nas escolas e, por fim, proceder aos ajustes necessários (sanitários ou educativos). E, claro, não se podem escrutinar as opções tomadas. Note-se que, em França, essa utilidade já se manifestou: face à experiência das primeiras semanas de aulas e aos dados obtidos, as autoridades francesas consideraram que o protocolo sanitário nas escolas tinha de ser revisto, nomeadamente em relação às quarentenas. Assim, perante um caso positivo numa turma, em vez de envio automático para casa dos alunos e do professor, a opção passará a ser de os manter na escola — a quarentena apenas será accionada quando existirem três casos na mesma turma. O objectivo das autoridades francesas é evidente: prevenir que as escolas encerrem desnecessariamente, ou que o ensino presencial seja interrompido para milhares de alunos de forma desproporcional.

Em Portugal, quando as quarentenas começarem a suceder-se, inviabilizando, na prática, o ensino presencial, também as orientações sanitárias serão revistas, seguindo o exemplo francês? Com que dados avaliará o Ministério da Educação essa possibilidade? E que informação terão as comunidades escolares (e a sociedade civil) para escrutinar a situação pandémica nas escolas? Nenhuma destas perguntas tem resposta. E esse grande vazio começa a ganhar forma de elefante na sala.

O Governo pediu ao país que o arranque do ano lectivo e o retomar do ensino presencial fossem abraçados com responsabilidade e serenidade por parte das famílias e dos profissionais da educação. Sim, essa mensagem está correcta. Mas contém também uma omissão que faz toda a diferença: se o Governo não comunicar com transparência e não confiar nas famílias e professores, o ambiente nas comunidades escolares será sempre de tensão, ansiedade, receios e desconfiança. Há uns meses, demorou-se muito a gerar o consenso social sobre a necessidade de reabrir as escolas para que as crianças voltassem a ser crianças. Agora, para manter as escolas abertas, tornou-se importante tratar os portugueses como adultos e, com transparência, divulgar os dados sobre o impacto da pandemia nas escolas. Era bom que, desta vez, o Governo não demorasse demasiado tempo para o entender.

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Turma de Coimbra em isolamento profiláctico

Começo a questionar esta dualidade de critério. Temos turmas em que o isolamento só se aplica ao infetado e temos outras em que se aplica a toda a turma.

É de referir que esta turma é do 1.º ciclo e que as crianças não são obrigadas a usar máscara nem dentro nem fora da sala de aula. Será por isso? Se for este o critério, vai ser uma “sangria” de isolamentos, durante todo o ano, neste ciclo de ensino e no EPE…

 

Turma da Solum – Sul em isolamento profiláctico

Um caso de covid-19 na Escola Básica (primeiro ciclo) da Solum – Sul, Coimbra, ditou, hoje, que uma turma fosse posta em isolamento profiláctico.

 

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A Estupidez É uma Doença Muito Pior

… porque quem sofre deste vírus nunca na vida terá cura.

 

Membro de comunidade ameaça de morte funcionários e professores por haver um caso de Covid-19 na escola do filho

 

O caso remota para a Escola EB 2,3 Guilherme Correia de Carvalho, em Seia.

Num vídeo direto partilhado nas redes sociais é possível ver um pai a deslocar-se para a escola, onde o filho frequenta o quinto ano, após descobrir que, alegadamente, havia um caso positivo de Covid-19 naquele estabelecimento de ensino.

“Meus amigos, fiquem todos a saber que na escola Guilherme de Carvalho, em Seia, há um caso positivo de Covid. Não deixem os vossos filhos ir para a escola que eu agora vou matar aqueles senhores à porrada. Vou dar uma sova àqueles senhores todos”, começa por dizer o pai, descontrolado, enquanto se deslocava para a escola de automóvel sem o cinto de segurança colocado.

“Se acontecer alguma coisa aos meus filhos eu mato tudo. Eu mato os professores todos”, atira o pai. As autoridades foram entretanto alertadas pelo mesmo: “Já chamei a GNR. A GNR já lá vai.”

Ao chegar à escola, o homem em fúria, ameaça o funcionário da portaria que lhe pede para ter calma. “Se acontecer alguma coisa aos meus filhos, mato-vos a todos. Faço aqui uma morte”, grita o pai.

De acordo com a mãe da criança, o menino tem asma e ninguém avisou os pais para o facto de ter sido confirmado um caso positivo naquele estabelecimento de ensino. “Um menino com asma e nem sequer avisam…”

Entretanto, as ameaças do pai continuaram e o mesmo exigiu ao funcionário da portaria que chamasse o diretor da escola, afirmando que o matava. Já o porteiro, manteve a calma e continuou a pedir ao pai que fizesse o mesmo: “Tenha calma, tenha calma.”

Pouco depois, a GNR chegou à escola e o pai, ainda furioso, exigiu que fosse feito um exame de Covid-19 ao filho. As autoridades acabaram por acalmar o homem.

Veja o momento:

 

 

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Com falta de auxiliares nas escolas pais foram «convidados a ser voluntários»

 

Com falta de auxiliares nas escolas pais foram «convidados a ser voluntários»

A situação aconteceu na Escola Primária de Aldeia dos Chãos, em Santiago do Cacém, onde a falta de auxiliares tem causado muita preocupação aos encarregados de educação, que segundo a ‘SIC’, foram «convidados a ser voluntários» na impossibilidade de colocarem mais gente.

De acordo com o canal televisivo os pais enviaram um pedido ao Ministério da Educação para colocar cinco pessoas nas escolas do concelho do Cacém, mas a resposta do organismo não foi a esperada, pois sugeriu uma mobilização de auxiliares, apenas durante três horas e meia por dia.

«Não é com três horas e meia que se consegue higienizar, tomar conta das crianças e manter o distanciamento, se num ano normal já é difícil, este ano ainda é pior», disse uma das mães à ‘SIC’, adiantando também que o agrupamento fez inclusive um convite aos pais para que fossem voluntários nas escolas.

«O Ministério diz que o agrupamento tem funcionários a mais. O agrupamento diz que não, devido ao desdobramento de horários. A solução foi convidar os pais a serem voluntários nas escolas. Os pais entenderam que não pode ser assim», explicou.

A encarregada de educação revelou que são 66 crianças com cinco professores, sublinhando que a falta de profissionais «causa muito transtorno às famílias e este é um ano que os pais não podem deixar passar, não pode valer tudo».

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Professores de 1º ciclo participam em projeto de investigação e divulgação da astronomia

Professores de 1º ciclo participam em projeto de investigação e divulgação da astronomia

 CoAstro: Um Condomínio de Astronomi@ é um projeto de ciência cidadã, que procurou descobrir se o envolvimento de professores do 1º ciclo na investigação em astronomia promove a disseminação, quer de resultados, quer de processos científicos, às crianças e restantes membros da comunidade escolar.

Para Ilídio André Costa, o autointitulado “administrador do condomínio“: “O CoAstro permitiu perceber como um projeto de ciência cidadã, sem recursos humanos ou financiamento próprios, pode contribuir, com efeitos duradouros e abrangentes em termos de público, para que a escola se abra à comunidade e esta à escola, e para que o público se abra à investigação e esta se abra ao público“.
Este projeto de investigação, coordenado pelo Planetário do Porto – Centro Ciência Viva e desenvolvido na Unidade de Ensino das Ciências (UEC1) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e no Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA2), foi o tema da tese3 de doutoramento de Ilídio André Costa. Costa é professor no Agrupamento de Escolas de Santa Bárbara (Fânzeres, Gondomar), mas está atualmente destacado no Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), a desenvolver trabalho no Planetário do Porto.

Para Costa, o autointitulado “administrador do condomínio”: “O CoAstro permitiu perceber como um projeto de ciência cidadã, sem recursos humanos ou financiamento próprios, pode contribuir, com efeitos duradouros e abrangentes em termos de público, para que a escola se abra à comunidade e esta à escola, e para que o público se abra à investigação e esta se abra ao público”.

Uma das orientadoras do projeto é Carla Morais (UEC & Dep. Química e Bioquímica da FCUP), que acrescenta: “O projeto de ciência cidadã CoAstro permitiu que ao longo de vários meses professores do 1.º ciclo, astrónomos e divulgadores de ciência participassem de forma colaborativa em processos de investigação e de divulgação da astronomia”.

Numa primeira fase, professores do 1.º ciclo participaram em dois projetos de investigação do IA, um relacionado, com a determinação de parâmetros estelares e outro com a deteção de exoplanetas.

No projeto “Estrelas”, os professores analisaram espectros de estrelas-padrão e calcularam a respetiva luminosidade, recorrendo ao Data Release 2 da missão GAIA (ESA). No projeto “Planetas” e após aprenderem linguagem de programação Python, os professores produziram um vídeo do trânsito de Mercúrio. Analisaram ainda curvas de luz de estrelas obtidas com o satélite TESS (NASA), para sinalizar, através da plataforma online Planet Hunters, a eventual presença de exoplanetas, pelo método dos trânsitos4.

Numa segunda fase, desenvolveram iniciativas de divulgação de astronomia junto dos seus alunos e comunidade escolar, com o apoio de comunicadores e de investigadores do IA.“O projeto constituiu-se como uma via de alcançar a consciencialização, a compressão e o envolvimento com a ciência e a com a natureza do conhecimento científico, tendo alcançado expressividade não apenas pela participação empenhada e competente de todos os intervenientes diretos, mas também pelo seu alargamento à comunidade destinatária das iniciativas de divulgação – grupos de professores, alunos, encarregados de educação, outros membros da comunidade educativa”, comenta Carla Morais, que também é investigadora no Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto (CIQUP).

Desta forma, a astronomia alcançou diretamente cerca de um milhar de participantes, mas pelo efeito desmultiplicador de influências que a escola permite, terá alcançado indiretamente um número muito maior de pessoas e que não é possível de contabilizar.

Para além dos contributos científicos para a astronomia, Os resultados do CoAstro revelam, para os professores do 1º ciclo, aumento de conhecimentos da área da astronomia e dos processos envolvidos na produção de conhecimento. Houve ainda uma alteração nas suas atitudes e crenças em relação à astronomia, bem como um aumento na qualidade das suas práticas de divulgação científica.

Para astrónomos e profissionais da divulgação, o CoAstro contribuiu para a alteração da perceção que tinham da classe profissional dos professores. Por outro lado, consideraram que o trabalho desenvolvido reforçou neles a perceção sobre a importância e finalidades das práticas de divulgação, promovendo novas competências comunicacionais e novas formas de estruturar essas mesmas práticas de divulgação.

Para o investigador do IA e diretor do Dep. de Física e Astronomia da FCUP, Mário João Monteiro: “este projeto, enquanto estudo de caso, foi importante ao permitir explorar a forma como comunidades distintas – divulgadores, investigadores, professores – podem colaborar para benefício de todos os envolvidos, tendo ainda um impacto significativo nas comunidades ligadas a estes profissionais. A Astronomia pode efetivamente ser um bom ponto de partida para reforçar o papel e a importância da Ciência na sociedade através de um projeto de Ciência Cidadã com características muito particulares”.
Imagens e vídeo em alta resolução disponíveis em: https://tinyurl.com/IA-CoAstro

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Prorrogada a declaração da situação de contingência

 

Comunicado do Conselho de Ministros de 24 de setembro de 2020

 1.  O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que prorroga a declaração da situação de contingência em todo o território nacional, no âmbito da pandemia da doença Covid-19, até às 23h59m do dia 14 de outubro de 2020.

 

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Caso positivo de covid-19 numa escola implica fazer «gestão do risco» mas não justifica isolamento da turma

 

Caso positivo de covid-19 numa escola implica fazer «gestão do risco» mas não justifica isolamento da turma

O primeiro caso positivo de covid-19 identificado ontem entre os alunos da Escola Secundária Afonso de Albuquerque, na Guarda, levantou algumas dúvidas sobre os procedimentos a seguir. Foram realizados testes aos contactos considerados de risco identificados pelo jovem e os restantes elementos da turma a que pertencia o aluno prosseguiram com as actividades lectivas. «Foi feita uma análise ao percurso do aluno e identificados os contactos mais próximos», explicou ao TB, o delegado de saúde, José Valbom.

Os colegas referenciados pelo aluno foram contactos que aconteceram em «períodos em que não se consegue estar com máscara ou porque almoçaram juntos ou estiveram na explicação». Caso haja algum resultado positivo será «aberto um segundo anel de observação» e assim consecutivamente «as vezes que forem precisas».

O delegado de saúde da Guarda, José Valbom, explicou ao TB que não se justifica ter a comunidade escolar parada e do ponto de vista «epidemiológico também não é eficaz». «A comunidade escolar precisa de vida. Deve continuar a sua actividade. É um grupo pouco vulnerável». Além disso, José Valbom sublinha que é suposto que comunidade educativa adopte as medidas correctas. «Se houver comportamento de risco numa sala de aula em que esteja o professor é porque alguma coisa falhou. A comunidade escolar tem de se auto-responsabilizar e não pode ter comportamentos de risco», aponta.

O delegado de saúde reitera a necessidade de cumprir o plano de contingência das instituições, como o uso de máscara, cumprir a etiqueta respiratória e o distanciamento social e reduzir os contactos ao mínimo entre professores e alunos.

José Valbom diz ter «confiança» na comunidade escolar e que «os professores são pessoas diligentes e competentes e penso que isso está a ser feito». «Penso que os pais devem ter também essa expectativa sobre a comunidade escolar. Estou convencido que no ambiente de turma não há comportamentos de risco», reforça.

José Valbom sublinha que outras situações venham a acontecer e que o risco «é global». O delegado de saúde refere que os pais e a comunidade em geral «está com ideia pré-definida que este problema se resolve com a separação», mas esta fase, sublinha, «não se vai resolver com a separação física». E avisa que não é a autoridade de saúde local ou regional que vai decidir encerrar uma escola. «Tem de ser uma decisão do Ministério. E é altamente desaconselhável privar os miúdos do seu meio ambiente natural», sustenta.

Sempre que surge um caso positivo numa escola é necessário fazer «a gestão do risco» e analisar «porque cada caso é um caso», explica José Valbom. E as medidas que se tomam num caso identificado num lar são diferentes das de uma escola. «Num lar as pessoas são altamente dependentes e vulneráveis. Numa escola estamos a falar de um grupo que é muito resistente a este vírus». O delegado de saúde sustenta que «parar uma comunidade escolar não é gestão de risco. É uma medida cega de intervenção». «A probabilidade de adoecer e as sequelas são radicalmente diferentes», sublinha José Valbom.

 

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Workshop Online – Desenvolvimento da Competências Sócio Emocionais Baseadas em Mindfulness

 

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A Lei da Rolha em relação às escolas

De outra forma não se podia falar de tranquilidade…

 

Governo não revela números de infecções em escolas desde o início do ano lectivo

Pelo menos cinco estabelecimentos já tiveram que encerrar de forma temporária ou enviar alunos para casa por causa de casos covid-19. O ano lectivo em Portugal arrancou entre 14 e 17 de Setembro.

O Ministério de Educação não revela quantos casos de infecção foram, até esta altura, detectados em escolas desde o início do ano lectivo. Esta terça-feira, uma semana depois do início do novo ano escolar, o PÚBLICO questionou a tutela para perceber, por um lado, quantas escolas tinham registado infecções (em alunos, funcionários ou professores) e, por outro, quantas turmas foram colocadas em ensino à distância por causa do mesmo motivo e quantos alunos estão em isolamento.

Na resposta, que chegou esta quarta-feira, fonte do Ministério da Educação não revela nenhum destes dados e redirecciona as perguntas para o documento publicado no início de Setembro pela Direccção-Geral da Saúde (DGS) que tem como objectivo orientar os estabelecimentos escolares ou de educação perante casos suspeitos, confirmados ou mesmo surtos.

 

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Cinema Sem Conflitos: “Kuap”

Título:  “Kuap” | Autores: “Nils Hedinger

Um girino de alguma forma deixa de se tornar um sapo e é deixado para trás, sozinho. Mas há muito a descobrir no lago e a primavera certamente voltará no próximo ano. Uma pequena história sobre crescimento.

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No final levas uma palmada nas costas…

… um elogio vazio de significado.

O governo já se esqueceu e se tornar a acontecer far-se-á de esquecido…

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Será o futuro do Ensino Secundário…

 

…”Palmela”?

 

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Abertura do Procedimento Concursal do PCAFE 2021

Exmo. (a) Senhor(a) Diretor(a)

Tendo a Coordenação do Projeto Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (PCAFE), em Timor-Leste, manifestado a necessidade de docentes para o exercício de funções no referido Projeto, em 2021, venho informar que entre os dias 24 de setembro e 8 de outubro p.f. estará aberto um procedimento concursal com vista à recolha de candidaturas de docentes com qualificação profissional nos grupos de recrutamento de código 100, 110, 230, 300, 330, 400, 420, 500, 510, 520 e 550.

O Aviso de Abertura do procedimento encontra-se disponível no portal da DGAE.

Mais informo que, entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro, estarão disponíveis as candidaturas para efeitos de validação a efetuar pelos Diretores de Agrupamento/Escola não Agrupada.

Assim, solicito a V. Ex.ª que proceda à divulgação desta comunicação junto de todos os docentes.

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

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Esclarecimento sobre a noticia «Baixas a 100% só vão ser pagas em outubro»

 

Esclarecimento sobre a noticia do Correio da Manhã: «Baixas a 100% só vão ser pagas em outubro»

A propósito da notícia desta quarta-feira do Correio da Manhã com o título «Baixas a 100% só vão ser pagas em outubro», o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esclarece que:

– Os subsídios por isolamento profilático têm sido pagos a 100% desde o início. Esta prestação, criada em março, tem sido paga desde então no montante que corresponde a 100% da remuneração de referência dos trabalhadores que, embora não estando doentes, estão impedidos de trabalhar por razões de saúde pública, certificadas pela autoridade de saúde.

– Até ao momento foram pagos 88.258 subsídios por isolamento profilático, num montante de 40,2 milhões de euros.

– Quanto à baixa por doença Covid-19, verificou-se uma alteração de regras introduzida pela Lei n.º 27-A/2020 (Orçamento Suplementar), que passou a prever que os trabalhadores que a contraiam sejam remunerados a 100% da remuneração de referência nos primeiros 28 dias (e não a 55% nos primeiros 30 dias, sem período de espera nos primeiros três dias, como até então).

– Essas regras foram regulamentadas através do Decreto-Lei n.º 62-A/2020, de 3 de setembro. A operacionalização desta nova regra é paga em outubro, com retroativos a 25 de julho, data de entrada em vigor do Orçamento Suplementar.

 

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Turma do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira com atividade letiva suspensa

 

Turma do Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira com atividade letiva suspensa

Caso positivo de aluna obrigou a suspender aulas presenciais de turma do 2º ciclo, mas maioria dos alunos volta à escola já amanhã.

As aulas de uma turma do 5º ano do Agrupamento de Escolas Padre José Augusto da Fonseca, de Aguiar da Beira, foram, hoje, suspensas, após uma aluna ter testado positivo à Covid-19.

“Os alunos dessa turma foram mandados para casa, como medida de prevenção e por forma a assegurar a segurança de toda a comunidade escolar”, esclareceu ao nosso jornal a diretora do agrupamento, revelando que as crianças voltam à atividade letiva normal já amanhã, à exceção da aluna com infeção e outras quatro crianças que estiveram em contacto direto e vão ficar em quarentena, conforme ordenou a Direção-Geral de Saúde.

 

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Lista Colorida – RR3

Lista Colorida atualizada com os colocados e retirados da RR3.

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2173 Contratados Colocados na RR3

Foram colocados 2173 contratados na Reserva de Recrutamento 3, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de Recrutamento 3

Reserva de recrutamento n.º 3

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 3.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de quinta-feira, dia 24 de setembro, até às 23:59 horas de sexta-feira, dia 25 de setembro de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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Entre o prevenir e o remediar – Alberto Veronesi

 

Entre o prevenir e o remediar

Para evitar o descalabro, há que assumir o erro que foi a decisão de iniciar todos os ciclos ao mesmo tempo, sem que as escolas tenham condições humanas e económicas necessárias para se tornarem locais seguros

Os números de infeções por covid-19 aumentam de dia para dia e percebemos todos que não abrandarão nos próximos tempos. Bem sei que o número de infeções não significa número de doentes, porque há muitos assintomáticos, nem de internados, pois têm diminuído. Mas significa pessoas em isolamento obrigatório de pelo menos, até decisão em contrário, 14 dias. Sabemos todos, também, que as recuperações têm períodos diferentes e podem durar mais de um mês! É previsível que, começando a ter de isolar infetados, muitos serviços, mas sobretudo as escolas, venham a ter repercussões imprevisíveis. É sobre estas que gostaria de tecer alguns comentários.

Quando fecharam e sobretudo quando decidiram que não abririam para todos antes de setembro, pensei que teriam tempo suficiente para preparar o regresso em condições de as manterem abertas o mais tempo possível. Estávamos em final de abril! Pensei mal. Porque, dizem, nessa altura estavam, não sabemos bem quem, a preparar o regresso da creche, pré-escolar e disciplinas de exame. Não havia tempo para preparar no incerto e a tanto tempo de distância.

Quando terminaram os exames e deu-se o fecho do ano letivo, continuava a incerteza do futuro a coibir os nossos governantes de planear. Porque planear terá um significado diferente para uns e para outros.

É hoje certo e sabido, e dito por todos os especialistas, que não é possível recuperar a economia com escolas fechadas e enquanto os pais tiverem de manter os filhos em casa.

É certo e sabido que o ensino à distância, apesar de todo o reconhecido esforço da maioria dos intervenientes e sobretudo dos professores, não é eficaz nem consegue ser substituto do ensino presencial, sobretudo nos mais novos, do 1.º e 2.º ciclos.

É hoje certo e sabido, concorde-se ou não, que as escolas têm cada vez mais um papel de assistencialismo social, pelo que os especialistas fazem justamente destas um fator decisivo, alertando para a necessidade de medidas eficazes para conter eventuais contágios.

Estas três premissas são a base. Um dos principais pilares de sustentação na recuperação económica seria manter as escolas abertas e em segurança. No entanto, o que o Governo fez foi mostrar uma impreparação atroz, orientando como possível, se possível e com recursos a roçar o ridículo.

Mas creio que, agindo em vez de reagir, podemos tentar emendar esta inépcia demonstrada pelo Ministério, bastando que haja vontade política e possibilidade de investir alguma coisa na educação, com retorno garantido na economia.

As escolas dos mais novos não devem fechar. Sugiro que se mantenham a creche, o pré-escolar, os primeiro e segundo ciclos em ensino presencial, e que os restantes ciclos sejam colocados em ensino misto, ou à distância, consoante a disponibilidade de meios, em colaboração com as freguesias, autarquias e associações locais para a disponibilização de espaços e material.

Para os professores de risco apresento a mesma solução de que já tenho vindo a falar há meses: os professores de risco de cada agrupamentos ficariam responsáveis pelos alunos de risco desse mesmo agrupamento.  Para além disso, estes professores poderiam ficar responsáveis pelas turmas de professores que tivessem de ficar em isolamento. Será que o Sr. Ministro acha que um professor que se encontre infetado com covid-19 deva continuar a trabalhar à distância?

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Alunos de diferentes turmas misturados em EMRC

Se as aulas de EMRC funcionassem à distância, talvez se conseguisse cumprir as normas, mas como a autorização não chega é o presencial tem de existir a todo o custo…

Reduzido número de inscritos e imposição de um mínimo de dez alunos para atribuir professor obrigam a formar turmas mistas. Há estudantes da disciplina de Tecnologias que são obrigados a partilhar teclados e rato ou a ter aulas sem equipamento.

A lógica de funcionamento em “turmas-bolha”, recomendada pelo Ministério da Educação, está a ser subvertida nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica. São poucos os alunos que escolhem esta disciplina opcional, pelo que as escolas são forçadas a juntar na mesma sala jovens de turmas diferentes.

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Cinema Sem Conflitos: “Ipso”

Título:  “Ipso” | Autores: “Alfred Mathieu/ Valentin Barret/ Guillaume P. Soulier

Em um futuro próximo, a superpopulação da galáxia leva cada indivíduo a coletar lixo para permitir que todos vivam juntos.

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Sugestão de Leitura – As cadeiras também falam, por Joaquim Forte Falcão

 

Sinopse

A essência da vida é vivermos a partir dos sonhos, perpetuados e indagados na eterna senda da vida. O teatro nasce quando o homem sonha, simboliza as suas próprias conversas… Certo dia, «as cadeiras também falam», tornam-se no próprio conhecimento desvendando a luz perpetua que há em nós.

Clique na imagem

 

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Escola Secundária de Palmela passa turmas do 11.º e 12.º para E@D

 

Escola Secundária de Palmela passa turmas do 11.º e 12.º para Ensino a Distância

No decorrer da tarde do dia 22 de setembro a Escola Secundária de Palmela terminou as atividades letivas às 15:40h em virtude de não dispor do número suficiente de Assistentes Operacionais que assegurasse a vigilância e a higienização dos espaços escolares.

 

 

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As garantias do ME sobre a substituição de docentes

 

Ministro da Educação garante que não vão faltar docentes de substituição neste ano letivo

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Cartoon do Dia – Confinamento… à chuva – Paulo Serra

 

 

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Cinema Sem Conflitos: “Inscape”

 

Título:  “Inscape” | Autores: “Leo Uhara

Inscape conta a história de um homem na busca de algo que preencha seu próprio vazio.

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Um início de ano letivo esquisitamente tranquilo

 

A D. Graça anunciou ontem que o início do ano letivo decorreu com tranquilidade. Deixe-me discordar, D. Graça.

As escolas já encerram, as turmas também e há alunos, professores e AO’s em quarentena. E assim vai ser ao longo de todo o ano letivo. Isto não é tranquilidade.

O início do ano letivo pode ter sido tudo, mas não foi tranquilo porque não há tranquilidade nas escolas, todos estão receosos, até os alunos na sua inocência.

Quem contabiliza os números nas escolas? Alguém o está a fazer? Algum dia teremos acesso a eles?

Nas notícias só aparece a ponta do icebergue, os casos que não se conseguem abafar ou que é impossível esconder. Os relatos que nos chegam apontam para mais casos do que aqueles que são mostrados nas comunicação social. Casos isolados de um ou dois infetados, aqui e ali. Estamos no início de ano letivo tranquilo…

Os professores, os AO’s, os AT’s e os diretores esforçaram-se para garantir um ano letivo o mais tranquilo possível, mesmo sabendo que não o vai ser. Fizeram os possíveis e os impossíveis com o que tinham disponível. Cumpriram à risca as regras, sempre que possível, mas o esforço, só por si, não é suficiente. Os meios são muito mais importantes, mas esses não foram disponibilizados, insistiu-se em apostar na sorte e deixar a roleta girar.

Uma coisa é certa, na boca daqueles que não frequentam escolas diariamente, tudo estará tranquilo e na forma do ideal.

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“Este regresso à escola e aos treinos requer muitas precauções e cuidados.”

 

“Este regresso à escola e aos treinos requer muitas precauções e cuidados.”

Em virtude do regresso das aulas presenciais, o Desporto Escolar produziu um vídeo sobre o início do ano letivo 2020-21 e da retoma da Educação Física e do Desporto Escolar.

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Máscaras? Medidas de protecção? As escolas fazem o que podem

 

Máscaras? Medidas de protecção? As escolas fazem o que podem

Se há uma semana a preocupação andava ao redor da não obrigatoriedade do uso de máscaras nas escolas do Reino Unido, passada essa mesma semana deparamo-nos com a realidade portuguesa onde, e apesar da obrigatoriedade, as limitações, para não dizer os perigos, estão à vista de todos.

Comecemos pela dimensão das turmas, sempre à volta dos 30 alunos, para não dizer 36 alunos e um professor numa sala de aula cujas janelas serão sempre insuficientes para ventilar tantas almas a respirar no mesmo espaço. E quem diz numa sala de aula também diz num contentor, ou não estivesse a escola em obras há cinco anos, quatro para além do previsto.

O distanciamento físico entre alunos? Não há mesas individuais para todos, os quais não têm outro remédio senão sentarem-se lado a lado nas mesas de sempre mas, atenção, com fita-cola ao meio para separar os espaços de cada um. Acrílicos? Não há dinheiro.

Assim como não há dinheiro para mais funcionários e, por conseguinte, não há capacidade para higienizar as mesas e cadeiras a cada intervalo. E não havendo funcionários nem recursos para substituir os que estão doentes e/ou com filhos doentes em casa, também não há capacidade para limpar as casas de banho duas vezes ao dia sem esquecer, igualmente duas vezes ao dia, todos os corrimãos, maçanetas e interruptores da escola. Quem limpa o que pode quando há tempo é o professor que tem a família à espera em casa e não lhes quer pegar nada.

Voltando ao uso de máscara pelos alunos, está tudo bem até tocar o telemóvel, dentro ou fora da sala de aula, sendo que em qualquer das situações o aluno atende, sem máscara, pois claro, senão não se percebe nada. “Shiu”, diz para a professora de indicador furioso na boca, e como a professora já tem quase 40 anos disto e não está para ameaças sem esquecer o pneu furado e o olho negro ao chegar a casa, mais vale deixar o rapaz ao telefone e delicadamente pedir-lhe que termine a chamada lá fora, ao que ele anui. Ufa.

Lavar as mãos? Se nas escolas já há muito se queixam da falta de papel higiénico, ao fim de uma semana já pouco sobra de álcool gel, encomendar mais só no fim do mês e a lista de espera para entregas é ainda maior. Encomendar já? Já disse, não há dinheiro e a senhora da secretaria está de baixa em casa que o filho tem tosse e só volta, assim esperamos, daqui a duas semanas.

O ensino, não esquecer, é inclusivo, mas o pior é explicar ao miúdo que sofre de autismo profundo a necessidade do uso de máscara, prontamente feita em pedaços, para não dizer pior. E naquela turma há outros três como ele. E ensinar numa turma assim? Já há muito tempo que não se ensina, cabendo ao professor a gestão do espaço de aula, turma a turma, hora a hora e dia a dia até à, há muito ansiada, reforma final. Há quem não chegue lá, mas isto são outras conversas.

Quanto aos intervalos e à hora de almoço numa escola com o limite de 89 turmas, mas este ano com 94, é de todo impossível manter qualquer distanciamento físico nos corredores — e então quando chove ainda menos. Circuitos de sentido único? Estão marcados no chão mas como os alunos são tantos não se vêem e os funcionários já sem voz de tanto gritar.

O espaço do bar mais parece uma sala de concerto dos tempos do antigamente com os miúdos todos ao molho e fé em Deus e na cantina os mais velhos sentam-se à vontade, qual take-away qual quê, não havendo quem se lhes dirija pelas razões supracitadas, ergo o pneu furado e um olho negro. Ao menos os meninos não passam fome. Estes, pelo menos, ou não fosse a escola ainda o lugar onde muitos comem a única refeição do dia.

Máscara? Só têm se lhes dermos e muitos são os professores a desembolsar o dinheiro para que os miúdos possam entrar na escola. A máscara, claro, é a mesma todos os dias.

As aulas de Educação Física? São feitas de acordo com todas as regras, distanciamento de três metros entre os alunos, pequenos grupos de cada vez, higienização dos materiais, tudo. O pior é nos intervalos quando os miúdos estão todos a jogar à bola e lá vai o distanciamento pelo cano abaixo.

Os namorados? Lá os vamos apanhando aos beijos e enrolados atrás do pavilhão A, para não dizer nas casas de banho onde só pode estar um de cada vez e quando não têm máscara ainda é o menos.

Voltando às máscaras, as que são da moda e de marca andam de mão em mão, que é como quem diz de boca em boca, trocadas a bel-prazer entre alunos mais preocupados com selfies, TikTok e Instagram do que outra coisa qualquer. Inclusivamente, já temos influencers com 12 anos que não podem perder tempo com a seca das aulas. Mas isto também são outras conversas e o pior são os pais que lhes deram um telemóvel para as mãos.

O mesmo não podem dizer os alunos asmáticos, para quem o uso de máscara não é apenas um sufoco mas também a causa da asma, bastando às vezes um pouco de pó. A solução é óbvia, não podem andar de máscara. Quanto à restante população escolar, a conversa é a de sempre entre narizes de fora, máscaras no queixo, penduradas na orelha ou a servir de cotoveleira.

Sejamos francos, as escolas fazem o que podem e quanto ao resto é uma questão de tempo. Basta olhar para os portões dos estabelecimentos de ensino ao fim do dia e centenas de alunos amontoados sem máscara nem distanciamento para nos acudir e então nos transportes nem se fala.

A máscara obrigatória é mesmo para inglês ver, é um adereço e eu queria que não fosse assim, mas é, eu queria distribuição gratuita e ilimitada de máscaras, eu queria não ver ninguém a tocar na máscara ou na cara ou no nariz, a comichão, a impressão, o calor, eu queria muita coisa, inclusivamente, e acima de tudo, não queria um vírus, mas a realidade é esta.

A realidade é esta, uma realidade onde estamos todos a fazer de conta e a fazer de conta que vai ficar tudo bem. E enquanto assim for, continuaremos a ir para a escola e a ensinar, na medida do possível, pois claro. Até deixarmos de fazer de conta.

 

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Santiago do Cacém com 38 professores em quarentena

 

Santiago do Cacém com 38 professores em quarentena

O Município de Santiago do Cacém já tinha adiado o início do ano letivo, que estava previsto para 14 de setembro, e tem agora 38 professores em quarentena.

 

 

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Cinema Sem Conflitos: “In Our Skin”

Título:  “In Our Skin” | Autores: “Rosa Beiroa

In Our Skin é uma celebração dos corpos femininos, destacando o excepcional e o extraordinário que reside nos gestos aparentemente rotineiros de despir-se e criando uma conexão com sentimentos e sensações muitas vezes esquecidos.

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Fim da primeira parte: Bolhas 0 x Intervalos 0 -Correntes

 

Fim da primeira parte: Bolhas 0 x Intervalos 0

Se cada turma é uma bolha escolar para enfrentar os tempos difíceis da pandemia, repito o que escrevi em 8 de Julho de 2020: “o ministro da Educação integra os fóruns do futebol e das aulas em Setembro. É natural que com tanta informação já confunda intervalos dos jogos com os escolares. Se não se percebe que diga que os alunos vão caber todos na mesma sala, que não haverá desdobramento de turmas, que a única obrigatoriedade é a máscara a partir do 2º ciclo e que distanciamento não, é ainda mais surpreendente que elimine os intervalos escolares.

Portanto, se é decorrente da pandemia que se insiste na desconcentração dos intervalos e no desdobramento de turmas, é importante que se diga que vai para além do que disse, e desdisse, o ministro. Precise-se: com a aplicação das duas ideias, uma escola com 1000 alunos nunca tem mais do que 250 na escola (e descongestiona muito o seu exterior) e um máximo de 60 (um valor entre 15 e 60) a frequentar cada um dos espaços ou serviços fora das salas de aula; e com a vantagem de se manterem as especificidades fundamentais dos horários já a pensar no pós-covid-19 (não se sabe quando será, obviamente).

Ou seja: as propostas dos desdobramentos (ou turnos) e dos intervalos são sustentadas e evitam os 3 c´s (aproximação física, espaços fechados e aglomeração de pessoas). Repito: “grupos de 10 ou 15 nas turmas para frequência presencial semanal alternada não exige que um professor leccione também à distância, duplicando a sua carga horária e o seu desgaste energético ou contratando outro professor. O professor terá a turma na plataforma, até para antecipar todos os futuros, e lecciona apenas as aulas presenciais onde controlará o processo. A RTP memória é mais um apoio para a semana em casa. É preferível ter metade da carga curricular presencial do que nenhuma; ou dito doutro modo: é preferível aprender menos do que não aprender.”

Como também é óbvio, desconcentrar intervalos não implica que os tempos lectivos não comecem todos ao mesmo tempo. A ideia de desconcentração acentuou-se com as aulas de 90 minutos (1998) para todos os anos de escolaridade e disciplinas (do 5º ao 12º). Aulas com esse tempo nem sempre são aconselhadas com idades e didácticas tão diversas. Ter os intervalos ao critério dos professores, antecipando-os e continuando as aulas depois ou prolongando-os no início das aulas, não significa que alunos e professores não estejam a horas para as aulas seguintes. Basta pensar um bocado. E nada disto altera a forma tradicional de fazer horários; pelo contrário: melhora-a. Este modelo de intervalos descongestiona os serviços da escola, educa para o silêncio nos espaços comuns e pode ser articulado por disciplina, ano ou conjunto de salas. Está documentado com resultados muito positivos e sem ser preciso ir à Finlândia. Pode ser aplicado em qualquer escola e prepara-a para um ambiente mais inovador, autónomo e responsável. Oxigena as bolhas, e protege-as, e elimina o ruído das campainhas. Claro que há alternativas mais complexas que exigem uma adaptação à tipologia de cada escola. De qualquer dos modos, iniciamos a segunda parte da pandemia com um empate a zero entre as bolhas e os intervalos e a temer uma prolongada ineficácia.

 

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AULAS DO 1.º CICLO EM ESCOLA DAS LARANJEIRAS SUSPENSAS “NOS PRÓXIMOS DIAS”

Este vai ser o nosso quotidiano… abre, fecha, suspende, (des)suspende… pelos alunos, pelos professores, pelos AO’s… vai ser um entra e sai como nunca visto.

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Escola de Penedono encerra amanhã para desinfeção

 

Covid-19 encerra Escola EB 2/3 de Penedono

A Escola Básica 2/3 de Penedono , em Viseu, com cerca de 200 alunos, não vai abrir na segunda-feira, depois de uma das três cozinheiras da cantina ter testado positivo para covid-19.

Este caso, conhecido na sexta-feira, dita assim o primeiro encerramento de uma escola neste ano letivo por causa da covid-19.

O diretor do Agrupamento de Escolas do concelho, Romeu Santos, residente em Sernancelhe, onde é Provedor da Santa Casa da Misericórdia, também está infetado desde o início deste mês, mantendo-se ainda em casa a recuperar.

Os elementos da direção escolar, professores e restantes funcionários fizeram o teste, com resultado negativo para todos, exceto a referida cozinheira, que não tem contacto direto com os alunos.

“O que sabemos é que a escola vai estar encerrada segunda-feira para desinfeção, mas terça-feira deveremos voltar a trabalhar”, afirmou ao JN um professor da escola, Luís Figueiredo,

“Sem cantina, a escola não funciona “, adianta o professor. O edifício ao lado, que alberga os alunos do ensino básico e do pré-escolar, também vai estar fechado, uma vez que as refeições saem do mesmo refeitório.

Carlos Esteves, presidente da Câmara de Penedono, realça que este é o primeiro caso de covid-19 num habitante do concelho. “Fui informado, na sequência do testes mandados fazer pela Autoridade de Saúde do ACES Douro Sul, aos assistentes operacionais e aos assistentes técnicos da Escola EB 2,3 do Agrupamento de Escolas do nosso concelho , e um dos testes deu resultado positivo”, lê-se num comunicado divulgado no Facebook do município. No documento, o autarca lamenta não ter sido informado pelas autoridades de Saúde.

 

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A solução, simples e não muito cara, para os professores de risco

 

A solução é simples e não muito cara. Os professores nessas condições – e eu até posso ser um deles – adquirem um equipamento completo de protecção ( não é difícil arranjar ou mesmo confeccionar um que não precisa respeitar as exigências dos verdadeiros ) coberturas para os sapatos, luvas, etc e apresentam-se assim para dar aulas. Simples.
Conseguem imaginar a repercussão deste acto?
Já imaginaram isso nos telejornais?
Já imaginaram a reacção dos alunos?
E dos pais dos alunos?
E dos senhores directores, nomeadamente aqueles que são directores porque como ex-professores de trabalhos manuais ou do ensino primário, nunca poderiam atingir um cargo tão elevado ( no entender deles)!
Meus caros, deixem-se de choradeiras e ajam como gente crescida, com formação superior (ao contrário de muitos desses arrivistas directores) sentido crítico e não, apenas, carneirada bem amestrada e temente ao São superior hierárquico. Cresçam e se estiverem afim de se comportarem como gente crescida e não quiserem ter que arcar com o ónus de agirem sózinhos, digam isso aqui.
Comecemos aqui a organizar acções conjuntas -não litúrgicas – que respondam de forma efectiva e intransigente -sempre no respeito pela lei que os nossos governantes desprezam – sem bandeirolas na mão mas com determinação e inteligência nos procedimentos.
Eu estou preparado e tu?

Luís Sottomaior Braga

 

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Idade e Graduação dos candidatos da Norma-Travão 2021

Provavelmente lá para Junho, quando sair a lista dos professores que entraram nos quadros, os jornais (e sindicatos) darão destaque às idades desses professores. E os números que aparecerem nessa altura não serão muito diferentes daqueles que são apresentados neste artigo.

Sendo assim a média das idades (em setembro de 2021) desses professores rondará os 45 anos, havendo no entanto grupos onde os valores ultrapassam os 50 anos. Também a norte (como é sabido) as idades são superiores. Parece-me óbvio, com base nestes dados, que o rejuvenescimento da classe será uma empreitada muito complicada!!!

Mais do que a idade (importante para os jornais) sabemos que é a graduação que determina a nossa posição na lista e por isso apresento a média das graduações dos candidatos nos diferentes grupos e QZP’s.

Desta forma, nos QZP’s 1, 3 e 4 a graduação está acima de 31 enquanto que nos QZP’s 7, 8, 9 e 10 a graduação é inferior a 27. Isto significa que para vincular a norte os candidatos têm, em média, mais 4/5 anos de serviço.

 

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O programa é quadrado e os professores quadrados como ele…

 

Os programas continuam imutáveis há anos, continua-se a ensinar o que se ensinava há 30 anos e, como se ensinava há tantos anos, fala-se do olho de Camões, daquele que nunca regressou, de equações que de nada nos servirão, pois nunca mais servirão um qualquer objetivo e estudam-se as flores em vez de se ensinar a adorar a sua beleza.

Continua-se, taxativamente, a seguir o manual que nos impingiram de como era e devia de ser a educação neste retângulo que, agora, também pode ser um quadrado.

Fala-se de flexibilidade, é a moda do agora, mas ninguém entende onde flexibilizar, nem está disponível a flexibilizar por flexibilizar. O programa não é flexível, é obrigatório, tem de se cumprir, daquela forma que há tantos anos nos disseram que era para cumprir, todo.

O programa não muda, continua extenso, não tem em conta os interesses de a quem é transmitido. Sim, transmitido. Não é ensinado. Ninguém está disposto a aprender algo com o qual não se identifica, em que não se revê, que não entende para que lhe servirá.

Fala-se, agora, muito em espirito critico. Por muito que se fale disso, isso não se ensina, adquire-se através da experiência. E é experiência que um futuro programa deverá ter em conta. Qual flexibilização que ninguém quer aplicar e de que todos têm medo…

A fábrica de torneiras que, hoje e ontem, a escola foi e é, tem, um dia, de se tornar num campo de pasto onde as ovelhas deixem de ter a coloração branco sujo e passem a ser ovelhas negras, todas elas livres de abandonar o rebanho quando e como quiserem.

E para quem o definir, para quem o impingir, o tal programa flexível, ou, antes, livre, fica a inspiração que há tantos anos me levou por aí…

“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Cântico negro, José Régio

 

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