29 de Setembro de 2020 archive

A Difícil Decisão de Decidir o Que Deve Ser Presencial e à Distância

Enquanto decisor de questões tão simples, mas ao mesmo tempo complexas quanto esta, não é fácil decidir o trabalho que deve ser feito de forma presencial e o trabalho que deve ser feito à distância.

Não tomo decisões radicais dizendo que tudo deve ser feito à distância ou de forma presencial. Devo avaliar aquilo que realmente pode ser feito de uma forma ou de outra.

Em primeiro lugar defendo sempre que tudo deve ser feito de forma presencial, frente a frente, cara a cara e olhos nos olhos. No entanto, há situações que podem e devem ser passadas para a distância.

No início do ano tomei a decisão de deixar à consideração de cada departamento ou grupo disciplinar decidir a forma de reuniões entre pares. Decidi que ficaria na decisão de cada coordenador de departamento ou grupo disciplinar optar pela melhor forma de reunião. Dei apenas as seguintes regras: Onde houvesse professores novos que as reuniões fossem presenciais para que cada um pudesse se conhecer de forma pessoal. Seria estranho que professores novos na escola não se conhecessem pessoalmente e isto já aconteceu durante o terceiro período onde professores novos colocados nunca chegaram a conhecer pessoalmente os restantes professores da escola até final do ano letivo e ainda hoje são apenas uma figura de avatar numa plataforma virtual. Também optei por influenciar as reuniões à distância onde o número de elementos permitisse o distanciamento entre todos. Calhou relativamente bem, porque neste caso as reuniões à distância calharam precisamente nos departamentos onde não existiu nenhum docente novo na escola.

No caso das reuniões com os encarregados de educação, quando a maioria das escola optou por as anular ou passar para a distância, sempre optei para que todas fossem feitas de forma presencial, respeitando todas as regras de distanciamento. Neste caso a opção também foi feita por perceber que caso a opção fosse para passar para reuniões à distância nem metade dos pais compareciam e neste caso prefiro ter pais informados sobre um ano completamente diferente dos anteriores.

Há decisões que precisam de ser tomadas em função da realidade de cada uma das escolas e tomar decisões que podem não ser iguais à generalidade das escolas compete a quem tem de decidir escolhe-las. E isso garanto que não é fácil, nem consensual.

Perceber o que é importante ser presencial e à distância é uma opção que deve ser gerida caso a caso, em função de cada realidade e com muita ponderação. Mas quem toma decisões destas não se deve nunca ficar numa redoma isolado do risco das decisões que toma.  No meu caso apenas estive presente em 28 reuniões de pais, quando alguns achavam demasiado arriscado a decisão de se fazer estas reuniões de forma presencial. Não sou Trump, nem Bolsonaro, mas há riscos ou atitudes que se devem tomar para menorizar situações de risco futuras.

Quantos às coisas inúteis que se fazem nas escolas aconselho vivamente que se passem todas para a distância, até porque em muitos casos se tornam mais produtivas desta forma. Mas há sempre coisas que devem ser feitas de forma presencial, quanto mais não seja para conhecer um professor novo que chega à escola e transmitir os valores de uma escola cara a cara. E se alguma vez perdermos estes pequenos gestos iremos perder de vez o sentido da responsabilidade que devemos ter para a educação da nossa sociedade.

Poderia não fazer este artigo, mas se não o fizesse iria por deixar de dizer aquilo que sinto sobre este assunto.

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O que falha em Portugal para termos uma Educação de sucesso?

 

Uma distribuição mais equilibrada dos recursos materiais entre escolas desfavorecidas e favorecidas ou, existindo diferença, é a favor das primeiras; uma menor diferença de recursos educacionais entre alunos favorecidos e desfavorecidos; um maior e melhor acesso às novas tecnologias e à internet e a existência de programas de promoção de um uso correto e responsável das mesmas; frequência do pré-escolar por dois ou mais anos; um menor número de retenções; mais professores qualificados; menos alunos por turma; um número adequado de pessoal não docente; horários letivos equilibrados, nem horas a mais nem horas a menos (o ideal é entre 24 a 27 horas por semana. Menos de 20 e mais de 39 são nocivas); existência de espaços na escola para os estudantes fazerem os seus trabalhos de casa, com funcionários que os ajudem e supervisionem nessa tarefa; disponibilização de atividades extracurriculares culturais, desportivas ou musicais; programas de tutoria para os alunos; comunicação assídua com os pais e um maior envolvimento destes na comunidade escolar. Em traços gerais, estes são os pontos fortes de um bom sistema de educação.

 

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Portugal no 3.º lugar na falta de Assistentes Operacionais

É o tal problema dos rácios… 1 para 21, mas esquecem-se de ter como critério o horário das escolas…

 

Portugal é o terceiro país onde os diretores de escolas sentem mais falta de funcionários

Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

s diretores das escolas portuguesas são dos que mais sentem a falta de recursos humanos e consideram que isso influencia negativamente o desempenho escolar dos alunos, segundo um estudo da OCDE que coloca o país em terceiro lugar.

Logo a seguir ao Japão e a Marrocos surge Portugal como o país onde os diretores mais lamentaram a falta de recursos humanos, revela o inquérito divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado em 2018, durante a realização dos testes PISA (Programe for Internacional Student Assessment).

Além dos testes PISA feitos por estudantes de 15 anos, a OCDE realizou inquéritos a alunos e diretores e um dos temas abordados foi precisamente a perceção sobre a falta de professores e restantes funcionários assim como as suas qualificações.

Quando se analisa todos os funcionários – professores, assistentes técnicos e operacionais – Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

Já os diretores da Bulgária, Montenegro e Polónia são os que menos relatam este problema, segundo o estudo Effective Policies, Successful Schools (Políticas Efetivas, Escolas de Sucesso), que analisa dados de 79 países e economias.

Alguns diretores sentem que o maior problema é a falta de professores enquanto outros se queixam da falta de funcionários. Em Portugal, os diretores apontam mais o dedo à escassez de assistentes técnicos e operacionais, considerando que prejudica o ensino.

 

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Plenário Sindical online  30 de setembro de 2020 – 18:00 h  – SPZC

 

Plenário Sindical online

 30 de setembro de 2020 – 18:00 h 

ORDEM DE TRABALHOS
  1. Análise Político Sindical;
  2. Impacto da Pandemia (COVID 19) na vida das escolas;
  3. Progressões na carreira e Avaliação de Desempenho;
  4. Concursos de Professores

Inscrição obrigatória 

Plataforma zoom: 

Como requisito técnico necessário, terá que instalar a aplicação ZOOM

Em alternativa pode aceder à reunião online no site do Zoom.us, colocando o ID que vai receber no seu e-mail após a inscrição.

Para esclarecimentos adicionais e personalizados podem utilizar os nossos contactos que pode consultar em www.spzc.pt

Inscreva-se aqui até às 12:00 h do dia 29 de setembro

 

Com a confirmação da inscrição serão enviadas credenciais e instruções para participar no Plenário

Saudações sindicais

 

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Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

O Arlindo referiu todos os números aqui no Blog.

A Zona de Lisboa e Algarve vão ser as primeiras a sentir, mas não as únicas…

 

Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

Na semana passada, havia mais de três mil vagas para preencher nas escolas portuguesas. O vice-presidente da Associação Nacional de Professores, Manuel Oliveira, diz que a tendência é para piorar e que as reservas de recrutamento estão a esgotar-se. Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos, assegura que o problema é estrutural e não se resolve a “apagar fogos”.

A contabilidade não está feita, mas serão muitos os alunos portugueses, sobretudo das regiões de Lisboa e vale do Tejo e do Algarve, que começaram as aulas com furos no horário. Filosofia, Matemática, Geografia, Inglês e Informática/TIC são as disciplinas com mais falta de docentes.

Todas as segundas-feiras chegam às escolas novos professores contratados para suprir as faltas ou substituir os colegas de atestado ou baixa médica, que entregaram a declaração por pertencerem a grupo de risco da covid-19 ou, ainda, que se reformaram.

Até agora, nas três reservas de recrutamento realizadas, já foram colocados 18 335 professores, o que corresponde a mais do dobro do ano passado pela mesma altura (em que tinham sido colocados 7204) e a mais de metade dos professores que concorreram neste ano e fazem parte das listas de contratação inicial.

LER MAIS AQUI

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Cinema Sem Conflitos: “Moonday”

 

Título:  “Moonday” | Autores: “Rianne Stremmelaar

Imagens do meu diário de sonhos…

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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O que é ser professor? É ter uma tarefa de grande nobreza.

 

 

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