8 de Setembro de 2020 archive

Cinema Sem Conflitos: “Programação Festival Ficasc – Ilha de São Miguel (Açores)”

Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense – FICASC consultem a Programação do centro de ciência viva dos Açores – Expolab e Escolas em https://cinemasemconflitos.pt/.

Os filmes também estarão disponiveis ao público em geral para portugal continental,  necessitando apenas de uma inscrição online para assistir. Festival em Direto em https://www.ficasc.com.br/programacao-ficasc

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência,  Ambiente  e Género em  https://cinemasemconflitos.pt/

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RAM – LISTAS DO CONCURSO DE CONTRATAÇÃO INICIAL COM RESERVA DE RECRUTAMENTO (08/09/2020)

 

Listas do concurso de contratação inicial com reserva de recrutamento:

– Lista de colocação – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08 : https://www.madeira.gov.pt/…/ListaColocacaoReservaRecrutame…

– Lista ordenada definitiva de candidatos admitidos – Reserva de Recrutamento – 2020/09/08: https://www.madeira.gov.pt/…/ListaOrdenadaReservaRecrutamen…

 

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Escola 20|21… e agora? Resultados do Inquérito #SomosSolução

Escola 20|21… e agora?

A pouco mais de duas semanas do arranque formal das aulas, quais são as expetativas dos professores para o novo ano letivo?

Depois do fecho generalizado das escolas e dos novos paradigmas do ensino à distância impostos pelo confinamento, qual é o sentir dos professores para o novo ano letivo? Estão asseguradas as condições de saúde pública, de infraestruturas técnicas e pedagógicas e de know-how técnico que permitam ensinar e aprender em segurança? A propósito do 2.º Flash Event “Escola 20|21… e agora?” promovido pelo #SomosSolução, relativo ao novo ano letivo, lançamos um questionário curto aos professores cujos resultados, agora, aqui se descrevem.

1. Na sua opinião, à data de início do ano letivo

Na opinião de mais de 80% dos dois milhares de professores inquiridos, à presente data (setembro de 2020), as escolas não têm as infraestruturas e recursos humanos necessários para assegurar o ensino 100% presencial. Dois em cada três professores é de opinião que não estão asseguradas as condições necessárias para o ensino presencial (ver figura 1). Também na opinião de dois terços dos inquiridos as escolas não têm as infraestruturas para o ensino à distância. E ainda que apenas um em cada quatro acredite que os professores estão capacitados para o ensino à distância, um formato misto (ensino presencial + à distância) é a modalidade preferida pela maioria. Também 90% dos professores é de opinião de que se for necessário reativar o ensino à distância, é preciso apostas na formação adicional dos professores.

Figura 1. Na sua opinião…

2. Se a decisão fosse sua…

Se a decisão fosse dos professores, face à informação disponível agora sobre a evolução da covid19, no ano letivo de 2020/2021, cerca de dois terços dos professores preferia dar aulas em formato misto ou, sendo presenciais, com recurso às ferramentas do ensino à distância (p.e., plataformas de gestão de conteúdos, avaliação digital, apps educacionais,…) (ver figura 2). Metade dos inquiridos preferia dar aulas presenciais, e apenas 38% preferia aulas completamente à distância. Contudo, 87% dos professores diz que quer dar aulas, sejam de que tipo forem.

Figura 2. Se a decisão fosse dos professores….

3. Em que medida se sente capacitado…

Finalmente, inquirimos os professores sobre o seu grau de capacitação para usar as ferramentas do ensino à distância caso esta modalidade tivesse que ser reintroduzida. Mais de dois terços dos professores sente-se capacitado para usar ferramentas de comunicação online (email, fóruns, chats,…), usar ferramentas para aulas à distância (Zoom, MS Teams, Google Meet, …) e de gestão de conteúdos (Moodle, Blackboard, …) e plataformas digitais (Escola Virtual, LeYa Educação,…). Contudo, apenas um pouco mais de metade dos professores referiu estar capacitados para usar as ferramentas de avaliação online.

Figura 3. Em que medida se sente capacitado….

Questões da Assistência

No âmbito do flash event, os professores puderam submeter um conjunto de questões que gostariam de ver respondidas pelos oradores (se não assistiu ao evento ao vivo, pode rever o evento aqui). A figura 4 apresenta a nuvem de palavras construídas a partir das 212 questões colocadas pelos inscritos no evento. As principais preocupações dos professores incidiram sobre a interação dos professores, alunos e escolas, do ensino à distância, e do risco associado às aulas.

Figura 4. Núvem de palavras das 212 questões propostas pelos inscritos no evento aos oradores.

A associação das palavras (bigramas) é apresentada na figura 5. A ordem das palavras das questões revelou mais uma vez as preocupações com as aulas presenciais, o uso de máscara e as condições de segurança. As questões relacionadas com o ensino desenvolveram-se em torno da distância social, das aulas presenciais, à distância e do regime misto, associadas às orientações do ministério. Finalmente, as questões relacionadas com os grupos de risco, e com a interação entre professores e alunos na sala de aula, fazem parte das grandes preocupações dos professores para o novo ano letivo.

Figura 5. Bigrama de palavras obtido das 212 questões da assistência para os oradores.

Em suma…

A larga maioria dos professores é de opinião que as escolas não têm condições para o ensino presencial, ainda assim prefere dar aulas de qualquer tipo, quer sejam presenciais, online ou mistas. Seja qual for o formato, se as infraestruturas existiram, dois em cada três professores gostaria usar as ferramentas do ensino à distância, apesar de 90% ser de opinião que é preciso reformar a formação no uso destas ferramentas.

Notas:

A ficha técnica do estudo está disponível neste link.

A menção a marcas comerciais ou freeware não tem qualquer endosso, explicito ou implicto, do #SomosSolução.

A base de dados para análise e estudo independente está disponível neste link. Qualquer uso destes dados, obriga à referenciação da sua fonte.

 

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Só 1% dos docentes do 1.º e 2.º ciclos é considerado jovem

 

De acordo com o relatório anual “Education at a Glance”, divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os docentes com idades abaixo dos 30 anos representam uma minoria em Portugal, que se posiciona entre os últimos de uma lista de 39 países.

No 3.º ciclo e ensino secundário, a proporção daqueles que no relatório são classificados como “professores jovens” era, em 2018, de apenas 2%, um número inferior à média da OCDE (10% no 3.º ciclo e 8% no secundário).

Mas é entre o 1.º e 2.º ciclos que os docentes nesta faixa são menos (em termos percentuais) representando apenas 1% do corpo docente.

O envelhecimento do corpo docente tem sido uma tendência transversal à maioria dos países da OCDE, que no relatório alerta para uma pressão acrescida sobre os governos nos próximos anos para recrutar e formar novos professores, uma vez que uma grande parte alcança a idade da reforma na próxima década.

Esta tendência, no entanto, é mais acentuada em Portugal e, segundo os dados revelados, entre 2005 e 2018, a proporção de professores jovens no ensino secundário caiu 15 pontos percentuais.

Por outro lado, os professores mais jovens são também, em média, os mais mal pagos e, no mesmo relatório, a organização intergovernamental destaca igualmente o salário dos docentes do ensino público.

Em 2019, os docentes portugueses continuavam entre os mais bem pagos, comparativamente com outros trabalhadores com cursos superiores, ultrapassados apenas pela Lituânia e Costa Rica, que ocupam o 2.º e 1.º lugares, respetivamente, da lista comparativa da OCDE.

Significa isto que, à semelhança daquilo que foi registado no relatório de 2018, os professores das escolas portuguesas ganharam em 2019, em média, mais do que outros trabalhadores com formação superior, quando se compara o salário médio de ambos, uma tendência que contraria a maioria dos países da OCDE, revela um relatório hoje divulgado.

Na maioria dos países, os salários dos professores tendem a aumentar conforme os anos de serviço e experiência, mas em Portugal a diferença salarial entre os docentes em topo de carreira e aqueles em início de carreira é ainda maior.

A média da OCDE aponta para salários entre 78% e 80% mais altos entre as duas classes. Já os docentes portugueses em topo de carreira ganham, em média, mais 116% do que os mais jovens.

Ainda assim, o relatório refere também que em Portugal, entre 2005 e 2019, os professores do ensino básico e secundário com 15 anos de experiência e mais qualificações sofreram, em média, uma redução salarial de 6%, enquanto a média da OCDE aponta para um aumento entre 5 e 7%.

Em Portugal, à semelhança da maioria dos países, os salários dos profissionais representam a maior fatia da despesa pública na Educação (72% no ensino superior e 85% no básico e secundário, em 2017).

Comparando com a média da OCDE, Portugal gastou menos por aluno em 2017, em todos os níveis de ensino, mas dedicou uma maior percentagem do PIB à Educação (5,2%).

Por outro lado, e ao contrário da maioria dos restantes países, as despesas do Estado português por aluno são superiores nas instituições de ensino público, onde a despesa foi de, em média, cerca 8.900 euros por estudante, em comparação com os 7.100 direcionados para cada aluno do privado.

Ainda assim, acrescenta o relatório, entre 2012 e 2017, a despesa pública com a Educação caiu a um ritmo médio de 1,1% ao ano, enquanto o número de alunos diminuiu em média em 2% ao ano.

“Isto resultou numa taxa média de crescimento anual de 0,9% nas despesas por aluno durante este período”, explica a OCDE.

In Notícias ao Minuto

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Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – Coordenação de Ensino em Espanha/Andorra

 

Abertura de Procedimento Concursal Simplificado Local – Coordenação de Ensino em Espanha/Andorra

Informam-se todos os interessados que se encontra aberto um procedimento concursal simplificado destinado ao recrutamento local de 1 professor da rede de ensino português no estrangeiro para o 1º CEB, língua espanhola ou língua catalã – horário a prover, em vacatura, AND02.

 

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Cinema Sem Conflitos/Primeiro Plano/Ficasc – Convidam para o debate de ideias para as questões ambientais…

No ano de 2020, o Cinema Sem Conflitos encetou esforços em conjunto com a organização do FICASC – Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra Catarinense, Rede Primeiro Plano  para trazer este festival ao público Açoriano, com o intuito de alertar e sensibilizar para as questões ambientais da contemporaneidade a nível global, nomeadamente sustentabilidade, florestas, povos indígenas e cinema e educação.  Poderá ainda assistir ao Festival Online consulte toda a programação Aqui.

Filmagem/Fotografia por @maiviewpoint

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Cinema Sem Conflitos: “Bug´s Club”

Título:  “Bug´s Club” | Autores: “Frank Pocelet

Existe um lugar secreto onde todos os personagens de animação se encontram.

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Que escola, e em que democracia, na sociedade que aí vem – Paulo Prudêncio

 

 

Que escola, e em que democracia, na sociedade que aí vem

É importante pensar para lá da pandemia, até porque se prevê a sobreposição do isolamento físico sobre o gregário na sociedade que aí vem; e dito assim para simplificar. E se no espaço do isolamento físico estão os que acreditam no absolutamente digital, no gregário não encontramos os que o rejeitam nem sequer os neoluditas (aqueles que se opõem às novas tecnologias e/ou às novas relações laborais que delas decorrem). É um debate centrado num “enxame digital” e nos “gigantes da web – os GAFAM (Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft) – que nos querem controlar” (Naomi Klein) e que hierarquizam prioridades: “Ensino à distância, 5G, telemedicina, drones e comércio online generalizado”. Acima de tudo, há uma estratégia à procura da melhor posição global no “monopólio da inteligência artificial que governará o mundo” (Vladimir Putin).

A escola não escapará ao vórtice. Os milhões que se prevêem para o digital escolar em Portugal talvez melhorem o que existe, mas abrirão mais espaço ao isolamento físico que se impõe também por obra de países e organizações não democráticas.

Portanto, quando se pensa no futuro da democracia, e do bem público e comum numa sociedade mais justa e igualitária, defende-se o espaço gregário onde é imperativa a escola como instituição nuclear e estruturante dos princípios fundadores que consolidam a razão e a ciência. Digamos que é um espaço de segurança democrática dependente da nossa vontade. E como a escola portuguesa está consensualmente asfixiada num doentio emaranhado depois de quase duas décadas de políticas comuns de contracção, e radicalmente antagónicas nos conceitos, urge um reinício assente, desde logo, na simplificação organizacional.

Além da essencial redução de alunos por turma e por escola ou organização, há quem use a ideia de escola como abrangente sala de estudo (ou biblioteca: A. Nóvoa) em clima de conectivismo (tese de George Siemens que seria preciosa na pandemia) e currículo completo. Um espaço gregário onde os alunos estudam, pesquisam, socializam e aprendem, com os professores e com os pares, num ambiente em que os conteúdos digitais são construídos no interior da escola de modo a contrariar os massificados e homogeneizados.

Essa ideia de escola necessita de educar para detalhes decisivos e já testados: horários escolares sem campainhas e que instituam intervalos descentrados no tempo, e decididos pelos professores, de acordo com as exigências das diversas disciplinas e das idades dos alunos. Esses horários escolares, em escolas bem dimensionadas, permitirão diversas soluções de co-ensino. Uma vez que a combinação interdisciplinar permite todas as possibilidades, é necessário tempo e previsibilidade para a construção de projectos que considerem o perfil dos professores, as instalações e os respectivos horários; e essas variáveis não só não se definem por decreto, como oxigenam a inovação, a autonomia e a responsabilidade.

Estando aqui, importa precisar estilos de ensino sem engavetar teorias. O triângulo decisivo – alunos, professores e conhecimentos – é intemporal “como percebeu Hubert Hannoun”. A ultrapassagem dos conflitos e contradições da educação, e da tensão da relação pedagógica (professor/aluno), tem os conhecimentos como mediadores e data e reequilibra três propostas: pedocentrismo, magistercentrismo e rogerianismo.

Finalmente, se também urge, como a pandemia revelou, uma escola que não substitua a sociedade e que integre no currículo as sessões realizadas fora da escola desde que reconhecidas pelos professores, então estamos no domínio da consolidação democrática. Mas para tudo isto, é essencial que o professor volte a liderar a ideia de escola. Aliás, “um dos motivos pelos quais é tão difícil prever qual será o final da nossa história com a Inteligência Artificial prende-se com o facto de esta história não ser apenas sobre máquinas. Também é uma história sobre seres humanos.” (Kai-Fu Lee em As superpotências da inteligência artificial – a China, Silicon Valley e a nova ordem mundial).

Professor e editor do blogue Correntes

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