A solução, simples e não muito cara, para os professores de risco

 

A solução é simples e não muito cara. Os professores nessas condições – e eu até posso ser um deles – adquirem um equipamento completo de protecção ( não é difícil arranjar ou mesmo confeccionar um que não precisa respeitar as exigências dos verdadeiros ) coberturas para os sapatos, luvas, etc e apresentam-se assim para dar aulas. Simples.
Conseguem imaginar a repercussão deste acto?
Já imaginaram isso nos telejornais?
Já imaginaram a reacção dos alunos?
E dos pais dos alunos?
E dos senhores directores, nomeadamente aqueles que são directores porque como ex-professores de trabalhos manuais ou do ensino primário, nunca poderiam atingir um cargo tão elevado ( no entender deles)!
Meus caros, deixem-se de choradeiras e ajam como gente crescida, com formação superior (ao contrário de muitos desses arrivistas directores) sentido crítico e não, apenas, carneirada bem amestrada e temente ao São superior hierárquico. Cresçam e se estiverem afim de se comportarem como gente crescida e não quiserem ter que arcar com o ónus de agirem sózinhos, digam isso aqui.
Comecemos aqui a organizar acções conjuntas -não litúrgicas – que respondam de forma efectiva e intransigente -sempre no respeito pela lei que os nossos governantes desprezam – sem bandeirolas na mão mas com determinação e inteligência nos procedimentos.
Eu estou preparado e tu?

Luís Sottomaior Braga

 

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25 comentários

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    • Berta Loureiro on 20 de Setembro de 2020 at 17:49
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    Concordo.,Subscrevo. Vou começar já a fazer o fato…

    • Maria on 20 de Setembro de 2020 at 17:51
    • Responder

    Isso é brincar ao Carnaval e eu já não tenho pachorra para fazer figuras tristes!
    Acho é que os sindicatos têm de se reunir com o Ministério o mais depressa possível e arranjar uma solução.
    Olha eu a entrar na minha escola assim. Os primeiros a criticar eram os meus colegas!

    • Maria Luísa Soares on 20 de Setembro de 2020 at 18:13
    • Responder

    Concordo com tudo o que escreveu!
    Alguém pensa como eu!

    • Luis on 20 de Setembro de 2020 at 18:16
    • Responder

    Isto lembra os “desfiles” dos sindicatos quando aparecem com narizes de palhaço , bandeira ao alto e a cantar o tiroliroló.

    Demasiado cénico para ser levado a sério. Típico daqueles profs que só não seguiram artes cénicas pq a mãe não deixou.

    Sindicatos e Associações de professores têm de atuar de forma seria e assertiva.

    • João on 20 de Setembro de 2020 at 18:19
    • Responder

    O colega, se possui o sentido crítico de que fala, avance. Diz estar preparado, força. Ou precisa de ir em grupo? Onde é que está então esse espírito crítico?

    • Fernando, el peligroso de las verdades. A pôr o Braga do pífaro em ordem. on 20 de Setembro de 2020 at 18:47
    • Responder

    Professor de trabalhos manuais és tu, ó Braga. Deves trabalhar muito pífaro com as mãos, deves!

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 20 de Setembro de 2020 at 18:52
    • Responder

    https://www.spzn.pt/pt/noticias/go/atualidade-consulta-online-sobre-as-condi-es-de-funcionamento-das-escolas

    Consulta on-line promovida pela FNE.

    • Rui Filipe on 20 de Setembro de 2020 at 18:54
    • Responder

    Eu tenho um fato de apicultor.Serve?
    Ou posso encomendar uma burca?!

    • João Cotrim on 20 de Setembro de 2020 at 19:16
    • Responder

    Ficavas tipo astronauta marreco.

    • António B. on 20 de Setembro de 2020 at 20:04
    • Responder

    “… professor do ensino primário…”???? É por este tipo de gente que os professores não chegam a lado nenhum! Que idiota!

    • José Silva on 20 de Setembro de 2020 at 20:43
    • Responder

    O problema do luis braga não será o covid. Talvez continue a ser azia crónica, motivada pelo que se sabe. E ter mau figado também não o ajudará. Por isso uma simples consulta de clinica geral talvez ajude. Entreta to vai chupando renie.

    • Ana on 20 de Setembro de 2020 at 23:13
    • Responder

    Deveria ser criada uma bolsa, a nível nacional, com os professores de risco que não podem ir à escola. Estes dariam apoio @D aos alunos de risco que não podem frequentar as aulas presenciais.

    • Muito grave... on 21 de Setembro de 2020 at 8:38
    • Responder

    A situação é grave, muito grave, até porque a saúde (ou será doença) 24 está a mandar trabalhar, nas escolas, sintomáticos, sem fazer teste!!!! Deve ser para ver o que acontece…

    • Falcão on 21 de Setembro de 2020 at 10:18
    • Responder

    Eu era capaz de dizer que este texto não é do Luís Braga. Pelo menos do Luís Braga que eu conheço! Até porque ele sabe que não temos professores para fazer isto. Basta ler o comentário da Maria que ficou logo muito preocupada com os comentários dos seus colegas. Se fica preocupada com a opinião dos colegas, imagino só como seria encarar o diretor (e escrevo sempre diretor com letra minúscula, porque sim, mesmo que alguns atuais e outros ex não o mereçam, como é exatamente o caso do Luís Braga, um dos poucos diretores que nunca deixou de ser colega).
    Um abraço para o Luís Braga!

    • Falcão on 21 de Setembro de 2020 at 10:40
    • Responder

    Concordo com a opinião da Ana, faz todo o sentido: professores de risco, para alunos de risco. E há muitos dos dois lados.

    Quanto ao que diz o “Muito grave”, a ser verdade, é mesmo muito grave. Mas não me espanta: os professores são e sempre foram “carne para canhão”. E toda a gente que as escolas só estão abertas porque, como diz o primeiro, isto não pode voltar a parar e, digo eu o que ele pensa mas não diz, os pais para irem trabalhar precisam de depositar os filhos nalgum lado! E os professores que os aturem que é para isso mesmo que servem e o resto é conversa para boi dormir!

    Finalmente, quanto aos sindicatos: era só o que faltava tomarem medidas duras, isso ia estragar o arranjinho da geringonça, o Nogueira manda uns bitaites e vai dizendo ahh e tal agarrem-me se não eu vou-me a eles… não passa de pura coreografia para enganar o pagante, e o S.TO.P que merece todo o meu respeito, tem de perceber que o pessoal está cansado de greves, as greves significam tirar dinheiro aos professores, para dar ao governo que depois o entrega ao Ramalho que foi ao Parlamento falar em inglês aos deputados e gozar à cara podre com o Zé Povinho. Caro Pestana: greve de zelo! É o único caminho… fazer o mínimo possível, nada de atividades fora do essencial que é a sala de aula, nada de articulações, nada de projetos e projetinhos, PAA’s fofinhos e floridos, nada de reuniões, apenas dar aulas, de forma competente e séria e já é muito bom!

    Claro que para isto seria necessário haver alguma união e sentido de classe. Como se vai ver já nos comentários seguintes, os bons e xalentes professores, os grandes profissionais, os magníficos docentes, os que acham que devemos sempre fazer tudo e mais alguma coisa, os sacerdotes do ensino, os lambe botas dos diretores e outros azémolas parecidos, virão já aí em catadupa zurzir neste zeco, que é isto e aquilo, que nem devia ser professor, que é uma vergonha, que é um mau exemplo, que dá má imagem da classe, e mais um ror de sentenças e juízos de valor… sem perceberem que enquanto forem todos uns carneiros amestrados, vão sendo comidos de cebolada, ano após ano, sem apelo nem agravo!

      • Berta Loureiro on 21 de Setembro de 2020 at 14:35
      • Responder

      Estou chocada… Já desisti…. Os meus 32 anos de serviço e dedicação, não valem nada. A culpa não é do governo nem do ministro, nem dos sindicatos… A culpa é minha que acreditei na democracia, acreditei na Escola…. Mas a escola, são as pessoas que lá trabalham e o resultado está à vista.
      Lamento por mim e por todos os que como eu descobriram tarde de mais que em Portugal a democracia e a liberdade são sinónimo de SALVE-SE QUEM PUDER.

    • Maria Santos on 21 de Setembro de 2020 at 11:16
    • Responder

    Falcão, excelente reflexão!!
    Somos de uma desunião atriz infelizmente.

    • Maria Santos on 21 de Setembro de 2020 at 11:17
    • Responder

    Falcão, excelente reflexão!!
    Somos de uma desunião atroz, infelizmente.
    Bom trabalho

    • Evy on 21 de Setembro de 2020 at 11:26
    • Responder

    Braga e Falcão com razão. Tenho pena de quem pensa no que os colegas vão pensar e está a gastar energia a escrever sobre colegas, com C maiúsculo, que estão a tentar ajudar e não a dizer balelas. E tenho orgulho em dizer que nunca pertenci à carneirada, às vezes com algumas repercussões para mim… mas valeu a pena.
    Colega Falcão estou em casa, sou de risco elevado e os meus filhos também estão… As faltas vão comecar a aparecer e ao que parece brevemente virá a polícia a casa/CPCJ porque não existe “enquadramento legal” para o meu caso. Estou esquecida e os meus filhos também. O que fiz durante 22 anos nas escolas por onde passei, a dedicação, o amor que coloquei em cada coisa que fiz, em cada criança que passou pelas minhas mãos, em cada pai e mãe desorientados que orientei, em colegas que ajudei, são agora recompensados pelo esquecimento da parte de quem devia me proteger.

    Cumprimentos para todos os Colegas
    Evy

    • ensino doméstico on 21 de Setembro de 2020 at 13:02
    • Responder

    Evy ensino doméstico a solução para os seus filhos.

  1. Oh João Cotrim e não era bom para marrecar?

    • Falcão on 21 de Setembro de 2020 at 19:55
    • Responder

    Colega Evy,

    Em primeiro lugar, deixo-lhe um abraço solidário pois imagino o desalento e a sensação de impotência que tal situação lhe tem provocado. Infelizmente vivemos num país miserável, que trata os seus professores abaixo de cão, com todo o despudor e falta de sensibilidade. Um país que tem governo(s) que não atua(m) de pronto e não condena(m), veementemente e na hora, as agressões a professores que se têm multiplicado!

    Em concreto, e porque concordo consigo (vale a sempre não seguir a carneirada), talvez lhe apontasse uma estratégia de desgaste e erosão: vá até ao Palácio de Belém, uma e outra vez, avise as televisões, leve um cartaz com uma frase que dê um bom soundbyte nos media, envie um email ou ligue pessoalmente para as agendas das televisões e explique que vai solicitar uma audiência ao Exmo. Sr. Presidente da República (esse ser televisivo que tira selfies com todo o mundo e o outro ainda, e ainda aparece em todo o lado, com exceção das escolas, e que recebe toda a gente com exceção de professores). Convide formalmente o Mário Nogueira, o Dias da Silva e o André Pestana para esse(s) momento(s) em Belém (desses 3 garanto-lhe que 1 deles é bem capaz de aparecer e se solidarizar com a sua situação, não custa muito adivinhar qual), e não desista de denunciar o seu problema que é o de muitos professores e respetivas famílias.

    Infelizmente, neste miserável país que temos, para que algo mude, temos mesmo de ENVERGONHAR publicamente (sim, eu sei que eles não têm vergonha nenhuma, mas em situações de aperto até fingem que têm) os políticos que nos (des)governam!

    A verdade é uma: fazem falta a este país cidadãos como o malogrado João Carlos Saldanha! E disse!

    • Ilda on 21 de Setembro de 2020 at 20:39
    • Responder

    Não acredito na falta de respeito … e suposta superioridade!

    • Sónia Irina on 22 de Setembro de 2020 at 20:48
    • Responder

    Caros colegas! Sou professora de elevado risco. Se não o fosse, eu não sei como agiria (no entanto, há gente saudável a passar muito mal, a ficar com graves sequelas e, até , a morrer por causa por uma gripe chamada Covid19 ). Enquanto puder, vou dar aulas ao ar livre, se assim me for possível. A partir do momento que não puder, eu não vou meter o meu nariz numa sala de aula onde alunos estão sem máscara ( no 1° ciclo) e sem condições para cumprir a distância de segurança. Se até agora as gripes, comuns, eram passadas com toda a facilidade, não é por o SNS dizer o que lhe apetece (literalmente falando) que o Covid vai tolerar e decidir diminuir a sua capacidade de propagação. MAS ATENÇÃO: Não vou meter baixa, se não estiver doente. Vou permanecer na escola mas , vou chamar a comunicação social para denunciar o facto de o meu local de trabalho não cumprir as normas de segurança e higiene no trabalho. SIMPLES? COMPLICADO? Digam o que disserem, gostem ou não, eu sei que tenho direitos!!! Vocês não? Obviamente, não os terão se não lutarem por eles. Acho ridículo ao ponto que os nossos governadores (independentemente da posição política) chegaram, no modo como tratam os professores. E o pior ainda, aqueles que estão abrangidos por um estatuto que requer maior sensibilidade. Estou a ficar cansada disto. Vocês não? Ou estão mas preferem ficar escondidos, enquanto outros lutam, também, pelos vossos direitos? Eu tenho tentado ter calma, confesso… mas JÁ NÃO DÁ MAIS! É pela nossa sobrevivência. E com este vírus… todos, e repito, TODOS, devemos ter condições de higiene e segurança no trabalho. Salas com mais de 15 ou 20 alunos?! Só podem estar a gozar conosco!!!!!! Não entendo, também, como os pais se esqueceram de como as gripes se espalhavam no passado. Bastava um para todos apanharem… e agora quê? O COVID é mais simpático e não vai passar dos 30 cm? Sim, porque uma secretária com dois alunos, não dá sequer meio metro de espaço entre eles. Têm vergonha de dar a cara? Eu não! Eu tenho é vergonha de compactuar com ESCRAVIDÃO ASSALARIADA! DESRRESPEITO PELOS DIREITOS HUMANOS… e acima de tudo andar aqui feita marionete (ou cobaia)) movida por meia dúzia de atrasados emocionais qur andam a brincar com a vida DOS OUTROS!!! MAS vocês não se importam, pois não? Têm mais vergonha de dar a cara que de compactuar com esta palhaçada!

      • Maria Luísa Soares on 22 de Setembro de 2020 at 22:56
      • Responder

      Muito bem!
      Aplaudo a sua atitude! Tenho pena que não haja muitos colegas como a Sónia!

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