27 de Setembro de 2020 archive

As Minhas Previsões Para as Restantes Reservas

No quadro deste artigo coloco a vermelho as minhas previsões para o número de colocados até à Reserva de Recrutamento 14.

Estas previsões apenas têm em conta o número de colocações dos anos anteriores e poderá ser diferente da realidade caso surjam motivos “normais” para a época que vivemos que justifiquem o aumento de pedidos de horários.

Após a Contratação inicial ficaram nas listas 21.769 docentes, pelo que muitos pedidos de horários devem em breve passar para a contratação de escola por ausência de candidatos nas listas para determinadas zonas e grupos de recrutamento.

Se a profissão fosse mais atrativa, o acesso ao ensino superior na área da educação poderia levar a mais jovens seguir a via do ensino. É difícil perceber que o grande problema do futuro do ensino está no número reduzido de estudantes que querem vir a ser professores?

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18.335 Colocações de Contratados Até à RR3

Em nenhum ano anterior foram colocados tantos docentes contratados com este ano até esta altura do ano.
Até à Reserva de Recrutamento 3 foram feitas 18.335 colocações que representam já mais metade dos docentes nas listas para a contratação inicial e por isso estranho que o Ministro da Educação diga que este ano não vão faltar professores para substituição.

Não sei em que terra vive o nosso ministro, mas por estes dados antes do Natal a maior parte dos grupos de recrutamento não terão professores nas listas em número suficiente para as necessidades da maior parte das escolas.

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Ainda Não Há Dia Fixo para as Reservas de Recrutamento

E desde a Reserva de Recrutamento 1 que os dias da semana nunca se repetem.

Para que todos os dias de semana sejam testados até à Reserva de Recrutamento 5 não me admirava que por causa do feriado de 5 de outubro a RR5 saísse no dia 13 de outubro (terça-feira).

 

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Só 16 estabelecimentos com casos positivos?

Não é esse número que nos chega via email e msn… por exemplo, ontem chegou-nos uma mensagem a alertar para casos em 3 agrupamentos em V. N. de Gaia… verdade ou não? Não temos confirmação.

Há (pelo menos) 16 escolas com casos de covid-19, mas não há dados oficiais

Nem o Ministério da Educação, nem a Direcção Geral de Saúde (DGS) revelam o número de casos de covid-19 nas escolas, depois da reabertura do ano lectivo. Mesmo sem dados oficiais, é possível contabilizar, pelo menos, 16 estabelecimentos com casos positivos.

Esta contagem foi feita pela Rádio Renascença junto das instituições de ensino público e privado que reportaram infecções do novo coronavírus. No total, são 16 as escolas assinaladas com casos de covid-19 entre alunos, professores e funcionários, considerando dados contabilizados até sexta-feira às 16 horas.

Começando a norte, o Agrupamento de Escolas António Feijó, em Ponte de Lima, reportou um aluno infectado que deixou a sua turma de quarentena em casa, mas a escola continua aberta.

No Centro Escolar da Lixa e na Escola Secundária da Lixa, em Felgueiras, há uma pessoa infectada que deixou 21 alunos e dois profissionais do Agrupamento em isolamento.

No Colégio Eurythmia no Porto, há quatro profissionais infectados. Mas depois de ter encerrado inicialmente para reforço de higienização, a escola já está a funcionar.

Liceu Francês Internacional no Porto reportou dois casos que colocaram 161 alunos a ter aulas à distância, mas que já voltaram às aulas.

No Colégio de Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, três alunos da mesma família testaram positivo na primeira semana de aulas, levando três turmas ao isolamento.

No Jardim de Infância da Escola Básica Nº 3 de Espinho, há 20 pessoas em quarentena depois de uma funcionária e de uma criança terem sido diagnosticadas com covid-19, mas o estabelecimento não fechou.

Em Viseu, a Escola Básica 2,3 de Penedono encerrou por falta de funcionários depois de uma ter testado positivo à covid-19 e continua sem abrir.

Na Guarda, a Escola Secundária Afonso Albuquerque tem um aluno infectado, mas as aulas seguem normalmente e nenhuma turma ficou de quarentena.

Em Leiria, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, um aluno infectado foi à aula de apresentação do ano lectivo, mas usava máscara e nenhuma turma ficou isolada, continuando a funcionar normalmente.

Na Escola Profissional de Leiria, foi reportado um caso positivo de covid-19, mas nenhuma turma ficou em isolamento.

Politécnico de Leiria também continua a funcionar depois de dois casos positivos, um na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e outro na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar que funciona em Peniche.

Colégio do Planalto em Lisboa colocou 59 estudantes em quarentena depois de dois alunos terem testado positivo, mas não encerrou.

Escola Secundária Básica 1 / Jardim de Infância das Laranjeiras, em Lisboa, encontra-se encerrada por tempo indeterminado depois de funcionários terem testado positivo. É a falta de funcionários que mantém o espaço fechado.

No Colégio Saint Julian’s em Lisboa, três alunos da mesma família testaram positivo, deixando três turmas em isolamento, mas continua a funcionar.

Escola Secundária de Palmela colocou 21 turmas no regime de aulas à distância, depois de ter sido confirmado um caso positivo num assistente operacional. A escola encerrou inicialmente por falta de funcionários, mas já está a funcionar.

Finalmente, a Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, tem uma turma em isolamento após uma aluna ter testado positivo.

 

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O martírio, dos professores, de andar com a casa às costas

 

“Às vezes, acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”

São 18 586 os professores contratados colocados até ao momento. Quantos deles foram colocados, e aceitaram a colocação, longe de casa não se sabe ao certo, mas estima-se que sejam alguns milhares. Que vida levam e como é que a pandemia veio afetá-la?

É de Mirandela e há 12 anos que o seu futuro profissional tem o prazo de validade de um ano letivo, que só conhece em finais de agosto, princípios de setembro, e que é diferente a cada ano.

Ilda Cristina Contins, 40 anos, professora de Matemática e Ciências Naturais, já passou pelo Laranjeiro, em Almada, por Odivelas e Amadora, na Grande Lisboa, por Pias e Amareleja, no Alentejo, por Faro, Silves e agora Loulé, no Algarve. A cada ano, volta à casa de partida, que é a da família, e de lá sai rumo a sul, à procura de casa adotiva. Já perdeu a conta àquelas por onde passou, mas são uma das maiores dificuldades que um professor deslocado enfrenta. Em poucas semanas, há que encontrar alojamento e os preços raramente são de feição.

“Na região de Lisboa e arredores são incompatíveis com o salário de um professor contratado, a maioria divide casa ou aluga quarto. No Algarve, os preços são um bocadinho melhores, mas em junho, julho, os senhorios querem as casas para alugar aos turistas. É complicado”, diz.

Este ano, a pandemia jogou a favor de Cristina, no que à casa diz respeito, porque permitiu-lhe manter a que tinha. “Com a quebra no turismo, os senhorios preferiram jogar pelo seguro e eu fiquei. Com os anos, os contratados vão conseguindo fazer alguns cálculos que lhes permitem antecipar em que zona serão colocados e com que horários. Esta vida requer jogo de cintura”.

Requer. E Cristina parece tê-lo. Assim como dedicação à causa. Em março, quando as escolas fecharam, não pôs sequer a hipótese de voltar para Mirandela e fazer de lá a base para o ensino à distância. A dar aulas ao primeiro ciclo do ensino básico num meio desfavorecido e a uma turma em que a maioria não tinha computador ou acesso às tecnologias, a professora ficou por perto, para garantir que não deixava ninguém para trás. “Todas as semanas ia entregar fichas e trabalhos ao agrupamento, que os encarregados de educação iam buscar e depois traziam. Assim, os meus meninos não perderam o contacto com a escola”.

A 700 quilómetros de casa, que permitem apenas visitas em período de férias letivas, este ano nem na Páscoa pôde matar saudades da família, devido ao confinamento.

Em todos os concursos, “por descargo de consciência”, candidata-se a colocações na sua região, mas sem qualquer esperança de conseguir vaga. “A maioria dos professores são do norte e a maioria das vagas está no sul. Seria preciso que um elevado número de professores lá em cima se reformasse para existir uma hipótese de ficar lá e mesmo assim as vagas que vão surgindo vão para os mais graduados e efetivos que pedem mobilidade. Às vezes acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”, diz Cristina, que tem o Algarve e o Alentejo como alternativas de eleição.

Apesar de este ser o seu terceiro ano na região algarvia, o que pode dar ideia de alguma estabilidade, a verdade é que quando o ano acaba, nunca sabe, com certeza, o que o próximo lhe reserva. Este ano, foi colocada na terceira reserva de recrutamento, no agrupamento de escolas Duarte Pacheco, em Loulé, com turmas de 5.º e 6.º anos, a dias de o novo ano letivo arrancar. “Ainda fui a tempo da receção aos alunos e da reunião de pais da minha direção de turma”.

Não é fácil estar longe da família, não é fácil manter um relacionamento amoroso estável nem tantas vezes adiar a vida pessoal (e os filhos) à espera que a carreira assente, não é fácil a solidão e o isolamento dos lugares novos, que pesam (e desmotivam) mais à medida que o tempo passa, mas Cristina não desiste de ser professora. Nem em tempos de pandemia, que levou muitos colegas a não concorrerem (ou aceitarem colocação) a lugares muito longe de casa. “Para quem tem filhos e família constituída é mais complicado sempre, mas acho que este ano ainda mais. Por não quererem estar longe neste contexto, mas também porque não estão para se deslocar, com tudo o que isso implica, por um horário incompleto e temporário, que pode deixar de existir se se passar a teletrabalho, por exemplo”.

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Que dirá, agora, a Graça em relação a esta informação?

Que medidas serão aplicadas? Quando? Continuarão a passar a mensagem que a escola é o lugar mais seguro para se estar? O uso de máscara passará a ser obrigatório para todos os alunos? A resposta a estas e mais perguntas durante os próximos capítulos diários…

“Crianças com sintomas transmitem o vírus como os adultos”

Perito da organização encarregado de vigiar e controlar as ameaças para a saúde dos europeus, o italiano Bruno Ciancio tem uma certeza: nunca vamos estar totalmente preparados para os ataques da Natureza e o que é verdade num momento pode deixar de o ser logo a seguir.

Ao contrário do que aconteceu há seis meses, agora parece assente que o confinamento deve ser a última opção. O responsável do ECDC garante que o foco na covid-19 não fez aumentar as mortes por outras doenças, está preocupado com as sequelas deixadas pelo vírus nos doentes ligeiros e assegura que as crianças com sintomas, sobretudo as mais pequenas, transmitem o vírus até mais do que os adultos.

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Cinema Sem Conflitos: “Mermaids And Rhinos”

Título:  “Mermaids And Rhinos” | Autores: “Viktória Traub

As memórias de Tilda de oito anos de sua família como visões surrealistas ganham vida: a avó ex-sereia membro do circo, a mãe eroticamente superaquecida e o pai desaparecido cujo coração partido, raiva e ciúme se manifestam como um rinoceronte.

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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