30 de Setembro de 2020 archive

A Saúde24 aconselha 3 dias em casa por “sintomas gripais”, mas…

Um conselho vale o que vale, cada um é livre de aceitar segui-lo ou não, mas o que acontece a quem o seguir?

A Saúde 24 aconselha a permanência em casa durante um período de três dias, mas quem justifica essas faltas?

Como estão a proceder os agrupamentos? Quem passa o atestado médico? A Saúde 24 assegura a informação ao médico de família e o “doente” vai buscar o atestado à Unidade de Saúde Familiar, ou é o “doente” com “sintomas gripais” que tem que marcar uma consulta?

Há procedimentos que ficaram com a “solução” a meio…

Como estão a proceder nos vossos Agrupamentos? Deixem os vossos comentários…

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Já não bastava o COVID, agora aparece a Legionela…

 

Detetada legionela em dois centros escolares de Paredes

 

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Período Probatório 2020/2021

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Presidente da CAP

Informo V.ª Exa. de que está disponível até às 18h do dia 06 de outubro, na plataforma SIGRHE, no separador SITUAÇÃO PROFISSIONAL, um formulário eletrónico para recolha dos dados relativos aos requisitos cumulativos para a dispensa do período probatório, de acordo com a Nota Informativa e as Perguntas Frequentes em anexo.

Assim, caso no AE/ENA de V.ª Ex.ª estejam colocados docentes que ingressaram na carreira em resultado das listas de colocação no concurso externo e no concurso de mobilidade interna de 2020/2021, publicadas em agosto de 2020, deverá V.ª Ex.ª aceder à plataforma SIGRHE e selecionar o separador PERÍODO PROBATÓRIO:

  1. Após selecionar o nome do docente, deverá pressionar o lápis amarelo e, para cada uma das questões apresentadas, selecionar a hipótese aplicável ao docente.
  2. Seguidamente, deverá pressionar o botão confirmar/gravar dados.
  3. Para submeter, é necessário inserir a password e pressionar o botão submeter.
  4. No período em que o questionário está disponível é possível reverter a submissão de um registo para corrigir/alterar dados já submetidos.

 

Com os melhores cumprimentos,

O Subdiretor-Geral da Administração Escolar

César Israel Paulo

Nota Informativa Período Probatório 2020

Perguntas frequentes – Período Probatório 2020-2021

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Começaram as promessas aos mesmos de sempre…

Nada que não se estivesse à espera, mas ainda são só promessas…

 

OE2021: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO DEVERÃO SER AUMENTADOS NO PRÓXIMO ANO

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Envelhecimento e falta de docentes, proposta por Manuel Queirós

 

A comunicação social noticiou no últimos dias que a maioria dos professores tem idade superior a 50 anos e que haverá falta de docentes durante o presente ano letivo.
Estes dois problemas estão completamente ligados entre si. Por um lado é necessário rejuvenescer a classe docente, por outro lado, se permitirem um aposentação mais cedo haverá problemas na sua substituição, em algumas disciplinas.
A solução é fácil? Não. É possível resolver o problema? Sim.
A questão toda está no “Como?”. A resposta é de uma simplicidade admirável: Tornar a profissão docente mais atrativa.
No curto prazo é necessário fazer regressar ao concurso os muitos professores profissionalizados que enveredaram por outras profissões durante a crise anterior. Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 12h semanais o horário mais pequeno. Abrir todas as vagas possíveis no quadro definitivo.
A longo prazo será necessário trabalhar com as Universidades para reabrir os cursos específicos para a docência. Reabilitar a imagem dos professores (talvez a parte mais difícil depois de anos a fazerem o contrário). Repensar o concurso nacional e o tamanho dos QZPs.
Obviamente que será necessário algum dinheiro para realizar estas propostas, mas se não se fizer nada vamos regressar ao tempo dos anos 80 e ter pessoas a lecionar sem formação própria para o efeito.

 

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Dia Mundial dos Professores e os Professores na linha da frente – Webinar

 

 

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Audiências caíram mais de 70%?

Não é de admirar. Já todos estávamos à espera, afinal de contas o ensino presencial está de regresso e veio para ficar (dê por onde der).

Não me entendam mal, eu sou a favor que a emissão continue. Pode ser que alguns dos alunos que cumprem ou terão de cumprir quarentena aproveitem (pelo menos os interessados ou com pais responsáveis). Sempre pode ser que evitemos de construir uns quantos planos de recuperação de aprendizagens por via das quarentenas que por aí proliferam.

#EstudoEmCasa voltou, mas as audiências caíram mais de 70%

 

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O Medo – Santana Castilho

O Medo

Começou um ano lectivo marcado pelo sacrifício de boa parte das necessidades de crescimento de crianças e jovens à decantada segurança sanitária. Os alunos regressados à escola tiveram certamente dificuldade em reconhecer os rostos dos colegas e dos professores, parcialmente tapados por máscaras sanitárias. A comunicação verbal, elemento essencial em aula, sairá fortemente limitada pelas máscaras, dificultando as aprendizagens. A quase supressão dos recreios, as limitações de todo o tipo de convívio e de contacto físico, as restrições ao uso das casas de banho, bares e refeitórios, não contribuirão para o bem-estar dos alunos.
A perturbação angustiante da nossa vida social e das nossas emoções, causada pelo cemitério de números e dados estatísticos sobre a covid-19, pobremente contextualizados e explicados, em que se transformaram os noticiários televisivos, terá consequências de caráter permanente.
Uma informação séria relacionaria sempre o aumento do número de infectados com o incremento do número de testes aplicados. Com efeito, a duplicação desse número não quer dizer, necessariamente, que tenha aumentado a disseminação do vírus. Uma informação séria daria mais importância à evolução do número de mortos e internados que ao número de infectados. Com efeito, se este número aumenta e aqueles diminuem, uma leitura possível é que o vírus esteja a perder perigosidade. Uma informação séria alarmaria menos e relativizaria mais. Por exemplo, poderia recordar-nos dados fornecidos por Graça Freitas (30.1.19), sobre a epidemia de gripe de então: taxa de incidência de 89,3 casos por 100 mil habitantes, quando hoje 20 por 100 mil nos atiram para o índex de país perigoso; 12.380 óbitos no mês de Janeiro; 23 pessoas internadas em cuidados intensivos numa só semana.
Muita informação do mesmo tipo, despejada continuamente sobre as pessoas, acaba desempenhando o papel de trolls perniciosos, apostados em moldar as nossas emoções e fomentar o medo, para nos dispor a aceitar regras, sem lhes questionar a validade.
As zaragatoas nas ventas de quem não tem sintomas, procurando um coronavírus em cada esquina, trouxeram aos trabalhadores com piores salários (restaurantes e zonas turísticas) desemprego e layoff e às empresas com crónicas fragilidades financeiras (a maioria) uma espiral de falências. Já em finais de Abril, os números divulgados pelo Banco de Portugal eram assustadores e ainda a procissão ia no adro. O medo transformou os lares dos velhos em prisões e condenou-os a penas que não podem entender. O medo encerrou os parques infantis ao ar livre, castrando imbecilmente as crianças do direito de brincarem. As múltiplas proibições e obrigações, redefinidas hora-a-hora por catadupas de informações inúteis, incoerentes e contraditórias, são impostas pelas novas brigadas dos costumes sanitários, que despejam álcool-gel na inteligência dos cidadãos, enquanto o vírus comtempla o esplendor da desumanização que os humanos criaram e o pivot da pátria é expulso da comissão de honra de Luí Filipe Vieira.
Poucos parecem reflectir sobre o preocupante modo de governar pelo medo, a pretexto da segurança sanitária, aceitando as constantes restrições à liberdade, decididas sem respeito pela legalidade constitucional, num apagar sistemático das interacções sociais fundadoras do relacionamento humano.
O medo é um fenómeno psicológico caracterizado pela tomada de consciência de que estamos expostos a um perigo, seja ele real ou imaginário. Quem não se lembra do papão e do escuro, ameaças da nossa infância, ou dos espectros recentes dos vários fins do mundo, dos choques apocalípticos dos meteoros com a terra, do terrível bug informático, que sorveria toda a organização da nossa sociedade no virar do milénio, ou dos sucessivos anúncios da iminente terceira guerra mundial?
Só a inteligência e a análise serena dos factos nos pode ajudar a distinguir o medo legítimo e razoável do medo despropositado e exagerado, originado por coisas que acabam por nunca acontecer. O medo favorece a ascensão dos piores, corrói a lucidez e é terreno fértil para demonizar os que não vão na onda da histeria colectiva. A continuarmos assim, não me surpreenderá que eu ainda viva para lutar contra vacinações obrigatórias, impostas a sociedades sem vontade própria e alimentadas por sistemas de ensino meramente utilitários.
In Público de 30.9.20

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