3 de Setembro de 2020 archive

Medidas para apoio aos alunos em grupos de risco

 

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Plano de Ação Para a Transição Digital

Encontra-se em marcha o Plano de Ação para a Transição Digital, aprovado pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 30/2020, de 21 de abril.

As principais ações deste plano são:

• disponibilização de equipamento individual a alunos e professores (várias fases de entrega);
• garantia de conectividade móvel gratuita para alunos e professores;
• acesso a recursos educativos digitais de qualidade (p. ex. manuais digitais; repositórios de RED);
• forte aposta num plano de capacitação digital de docentes;

Este plano prevê a formação de professores e a criação de um embaixador com 50% da componente letiva e não letiva em serviço no CFAE.

De setembro a Dezembro de 2020 prevê-se o seguinte:

• Identificação dos Formadores e dos Embaixadores (até 11 de setembro);
• Formação de formadores (setembro, outubro e novembro);
• Anonimização dos docentes (outubro);
• Preenchimento do diagnóstico por parte dos docentes (outubro / novembro);
• Constituição das turmas de nível 1, 2 e 3.

De janeiro a Agosto de 2021:

• Desenvolvimento da formação das primeiras turmas de nível 1, 2 e 3;
• Criação dos grupos de trabalho nas Escolas para a elaboração do PADD;
• Início da formação dos docentes na modalidade de projeto;
• Avaliação intermédia do Plano de Capacitação Digital dos Docentes.

E de setembro de 2021 a agosto de 2023:

• Continuação do desenvolvimento das turmas de nível 1, 2 e 3;
• No final de cada ciclo de avaliação intermédia, responder ao Check-in para feedback das competências digitais dos professores, avaliação do impacto da formação e reformulação e ajustamento aos PADD das Escolas;
• Criar novos planos de capacitação digital para os docentes.

 

Mais informações neste PDF.

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Começou… O que não teve intervalo…

 

Covid-19: criança infetada coloca 32 pessoas em quarentena em creche na Feira

O Centro Social e Paroquial de Romariz, em Santa Maria da Feira, tem 28 crianças e quatro funcionários em quarentena devido à infeção de uma menina com o novo coronavírus, revelou esta quinta-feira fonte da instituição.

Segundo informa a direção dessa instituição particular de solidariedade social do distrito de Aveiro, o diagnóstico surgiu após a mãe de uma das utentes da creche ter sido diagnosticada com covid-19, após o que a filha, de 4 anos, também foi confirmada como doente, apesar de “assintomática”.

O pároco José Manuel Andrade, da direção do referido equipamento social, disse que o caso obrigou a remeter parte das crianças que frequentam a instituição para isolamento domiciliário, “juntamente com os pais”, tendo sido seguidas “todas as instruções da Direção-Geral da Saúde (DGS)”.

Também quatro funcionários ficaram assim em quarentena.

O mesmo centro social mantém em funcionamento, contudo, tanto a creche como o jardim-de-infância, assim como as valências de ocupação de tempos livres, o que, no total, significa que “cerca de 35 crianças” continuam a ser acolhidas diariamente na instituição.

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Qual é o melhor dia para iniciar (o ano letivo)

 

 

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Transformar a Crise em Oportunidades – Propostas para 2020/21 – SPNL

 

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Regresso à Escola, qual? Raquel Varela

 

Regresso à Escola, qual?

Não tenho simpatia por discursos anti-sindicais contra professores, ou contra seja quem for, soa-me sempre a um certo perfume de elitismo e ditadura. A resistência, cheia de acertos e muitos erros, é sempre pouco apreciada pelo poder em geral. E tenho muito respeito pelos docentes, que trabalham em péssimas condições. O que (ainda) existe de bom nas escolas deve-se sobretudo a eles. Mas a sinceridade exige a crítica, construtiva porque a escola e os docentes são centrais à sociedade.

Vejo agora uma determinação dos sindicatos com greves e protestos a regressar às escolas que nunca vi contra o ensino online que colocou em causa a saúde mental (e física) de centenas de milhares de crianças e jovens. Foi uma fraude, que levou ao sofrimento ético (sensação de fazer parte de uma mentira), hoje reconhecida até pelas mais liberais instituições, como a OCDE. Falhou em toda a linha. Estou em crer que a razão dos docentes é sobretudo uma – há milhares de professores em burnout que se sentiram menos mal em casa, com o ensino online, do que nas escolas, onde estavam sujeitos a condições adversas de trabalho, que os levam ao burnout. O risco do vírus- muito baixo, mas existente -, é na verdade usado para ocultar outro risco, alto e existente em todas as escolas – o mal estar laboral. O medo do vírus é muito mais longínquo do que o medo da burocracia, relatórios esquizofrénicos, avaliação e assédio, aulas inúteis, programas desinteressantes, indisciplina, directores.

Os professores não estão, na minha opinião, só nem sobretudo com medo do vírus. Estão com medo da escola. E isso não é novo – já tinham, na sua maioria, quase 80% declarava estar em exaustão emocional no trabalho quando conduzimos o estudo do brunout. E a verdade é que os sindicatos em geral lutaram muito mais contra o ensino presencial do que, de facto e com sucesso, contra as condições reais e diárias das escolas, que estavam muito mal, e adoeciam os professores, muito antes da pandemia.
Ora, só por pensamento mágico podem pensar que a recusa em voltar às escolas os retira do burnout. Na verdade todas as formas de teletrabalho não transformam o nosso trabalho na nossa casa confortável. É precisamente o contrário – a curto prazo a casa confortável será transformada no inferno do trabalho. Não é a casa que vai ao trabalho, é o trabalho que vai para casa.
Pensar que o retorno à esfera privada (casa) resolve os problemas da esfera pública (trabalho e sociedade em geral) é um crença, que durará – não creio – mais do que poucos meses a ruir. Como tantas outras.

 

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Turmas mistas: ainda existem e são uma chaga – Alberto Veronesi

 

Turmas mistas: ainda existem e são uma chaga

 

Em primeiro lugar permita-me esclarecer que o termo turma mista significa ter no mesmo grupo/turma alunos de anos diferentes. Estas turmas são também conhecidas por turmas multinível. Com o esclarecimento já percebemos que bom não pode ser. Mas, mais que isso, gostava que se percebesse a gravidade desta situação já se verificar também em Lisboa em 2020.

Se há uns anos este era um problema dos meios longínquos das cidades (escolas de 1.º Ciclo com poucos alunos sobretudo em zonas rurais), agora é um problema das cidades e isto é a consequência, não só da demografia, mas sobretudo do desinvestimento que tem sido feito na escola pública.

Confesso que desconhecia este fenómeno dentro das grandes cidades, mas fiquei estupefacto quando fui confrontado com esta situação em plena capital de Portugal. Sim, há escolas em Lisboa que têm turmas mistas. A chaga social, citando David Justino, chegou a Lisboa.

Perguntará agora o leitor, que problemas estão associados às turmas mistas?

Para mim existem pelos menos três grandes problemas, a saber:

– O insucesso escolar, que diversos estudos associam a estas turmas.

– As desigualdades de oportunidades que alunos, muitas vezes do mesmo agrupamento, terão no seu percurso escolar. Uns beneficiam de um professor inteiramente dedicado ao nível em que se encontram, outros terão que dividir a atenção do professor com outros colegas, do outro nível.

– O desgaste dos professores, devido a uma enorme sobrecarga de trabalho a que as turmas multinível os obrigam.

Portanto, importa realçar que à heterogeneidade esperada e normal de um grupo de trabalho de um mesmo ano de escolaridade juntar-se-á, na solução das turmas mistas, uma outra heterogeneidade decorrente da coexistência de anos de escolaridade distintos, dentro de uma mesma sala de aula, o que traz claras desvantagens para todos.

O problema tende a piorar quando se consegue identificar um padrão nestas turmas. São geralmente em escolas TEIP (Território Educativo de Intervenção Prioritária), geralmente, situadas em Bairros Socias.

Ora, é exatamente aqui que a intervenção deve ser prioritária. É nestas escolas que o investimento deve ser superior por forma a que estas crianças, já por si em situação de desigualdade em relação aos seus pares, conseguissem através da educação de qualidade, com turmas mais pequenas e mais recursos humanos, alcançar o sucesso e poderem “sonhar” com a possibilidade de um dia apanharem o elevador social.

Estranho, no entanto, que os pais, contribuintes, não reclamem nem tão pouco percebam o problema que afetará os próprios filhos. Aceitam impávidos e serenos as soluções que o Estado lhes oferece, como se de um favor tratasse, quase que agradecendo a oportunidade que este lhes dá de poderem ter os filhos a estudar.

Estranho, também, que o Governo, em plena pandemia, não só aceite turmas com mais de 20 alunos, como também as aceita em regime misto.

Não estranho, porém, que, quem possa, quem conheça e não ignore estes problemas, “fuja” para o ensino privado. Será que se trata de uma estratégia de redução de despesa na Educação?  Fica a questão.

 

 

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A Cidadania não é facultativa

 

A Cidadania não é facultativa

O que é doutrinação ideológica? Educar para a diminuição da violência doméstica? Educar para o respeito pela sexualidade do outro? Educar para uma consciência sobre o nosso papel na sustentabilidade do planeta?

Há notícias sobre um “despacho do secretário de Estado que manda chumbar dois alunos”. Este despacho, de acordo com o que se lê, é vingança de um marxista cultural, uma tentativa gramsciana de doutrinação numa ideologia.

 

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