A Lei da Rolha em relação às escolas

De outra forma não se podia falar de tranquilidade…

 

Governo não revela números de infecções em escolas desde o início do ano lectivo

Pelo menos cinco estabelecimentos já tiveram que encerrar de forma temporária ou enviar alunos para casa por causa de casos covid-19. O ano lectivo em Portugal arrancou entre 14 e 17 de Setembro.

O Ministério de Educação não revela quantos casos de infecção foram, até esta altura, detectados em escolas desde o início do ano lectivo. Esta terça-feira, uma semana depois do início do novo ano escolar, o PÚBLICO questionou a tutela para perceber, por um lado, quantas escolas tinham registado infecções (em alunos, funcionários ou professores) e, por outro, quantas turmas foram colocadas em ensino à distância por causa do mesmo motivo e quantos alunos estão em isolamento.

Na resposta, que chegou esta quarta-feira, fonte do Ministério da Educação não revela nenhum destes dados e redirecciona as perguntas para o documento publicado no início de Setembro pela Direccção-Geral da Saúde (DGS) que tem como objectivo orientar os estabelecimentos escolares ou de educação perante casos suspeitos, confirmados ou mesmo surtos.

 

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10 comentários

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    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 24 de Setembro de 2020 at 11:34
    • Responder

    Sim, já está suficientemente clara a abordagem deles.

    Só enviam para casa os que estiveram muito próximo.

    Só testam os que tiverem sintomas ou contactos muito próximos.

    Anseiam que a maioria dos infetados não revele sintomas graves que impliquem internamento.

    Os mais fracos estarão desprotegidos, e entregues à sua sorte, mas são fatalidades que eles vão aceitar.

    Deixar o vírus circular. Profs e seus familiares que caiam pelo caminho ou fiquem com sequelas, são danos colaterais aceitáveis.

    Nunca iremos saber quantos profs e respetivos familiares ficarão infetados.

    Nunca iremos saber os verdadeiros números das infeções que vão ocorrer nas escolas.
    As escolas vão ser o principal veículo transmissor do vírus, mas se os alunos infetados assimtomáticos não forem testados, a realidade ficará oculta, como aconteceu na Suécia relativamente às escolas, e a generalidade da população ficará mansa.

    É esta a abordagem, e só mudará se os internamentos começarem a entupir os hospitais.

    Protejam-se colegas, o melhor que conseguirem, estamos a ser, e continuaremos a ser, carne para canhão, bem como os nossos familiares.

    É esta a estratégia. Aceite por nós e por toda as entidades e sociedade em geral, com a complacência e brandos costumes usuais nos portugueses.

    • Rui on 24 de Setembro de 2020 at 12:05
    • Responder

    É as lei da rolha no ME, nos sindicatos, na Associação Nacional de Pais e na Associação de Diretores.

    • PROFET on 24 de Setembro de 2020 at 12:24
    • Responder

    Estão a brincar com o fogo! No governo, julgam que são impermeáveis à Justiça… mas tirem o cavalinho da chuva se pensam que vão ficar impunes, porque desta vez são muitas vidas que estão em jogo. Os membros do governo (ir)responsáveis irão pagar bem caro.

    • Maria on 24 de Setembro de 2020 at 12:25
    • Responder

    Teremos de ser nós a divulgar os casos. Neste blogue não se pode criar um espaço para esse fim?

    • PROFET on 24 de Setembro de 2020 at 12:46
    • Responder

    Sim, seria bom que este Blog disponibilizasse um espaço para esse fim, para sabermos o que se está a passar na realidade, já que é de todo impossível confiar neste governo. E, existindo esse espaço aqui, seria bom que cada um de nós o divulgasse pelas escolas, redes sociais, etc. Fazer um género de uma lista colorida para este fim, deveras importante, e que poderá ter um enorme impacto na comunidade educativa e em todo o país.

    • Barlavento on 24 de Setembro de 2020 at 14:42
    • Responder

    Eu posso começar já a pôr a boca no trombone:

    Pelo menos 3 agrupamentos em Portimão com casos positivos.
    Tudo muito camuflado para que não se saiba.

    • Atento on 24 de Setembro de 2020 at 14:52
    • Responder

    ……………..
    ………………………………

    O número de infetados (e de mortos) nas Escolas só não se sabe e não é publico se os PROFESSORES forem uma MXRDA igual ao Ministério…..DENUNCIEM em BLOGUES……DENUNCIEM no FACEBOOK……DENUNCIEM na Comunicação Social………

    Não sejam uns MERDAS

    Não sejam uns COVARDES

    Não sejam um NOJO iguaL ao Cagão Rodrigues!…..

    ……………………..
    ………………………………………

    • Matilde on 24 de Setembro de 2020 at 17:16
    • Responder

    Grandes defensores da transparência! Grandes defensores da honestidade!

    O Governo não revela o número de infecções nas escolas porque assim é muito mais fácil ludibriar e manipular a opinião pública e o que se diz sobre a realidade…

    Sem a divulgação de números oficiais (de infecções e de encerramentos totais ou parciais) é muito mais fácil amenizar e mascarar a realidade e afirmar que tudo está a decorrer tranquilamente e com toda a normalidade, mesmo que isso não corresponda à verdade…

    E isso não deixa de ser censura, na medida em que não se permite o acesso livre a informação que, pela sua importância para todos, deveria ser do domínio público…

    Truques, artimanhas e tiques de autoritarismo que, em última análise, em nada contribuem para a tão apregoada tranquilidade dos cidadãos nem para o nível de confiança depositado em quem nos governa, muito pelo contrário…

    Promover a desinformação e querer impor confiança e tranquilidade é algo que só passa pela cabeça de governantes “muito pequeninos”, aspirantes ao caciquismo… E alguns “donos” da informação estão a ser tacitamente cúmplices desta farsa…

    • Brandão Rodrigues on 24 de Setembro de 2020 at 21:26
    • Responder

    Estudante infetado na escola básica e secundária Mestre Domingos Saraiva (Algueirão – Sintra). Metade dos alunos da turma a faltar por orientação dos encarregados de educação. Não existem orientações para os docentes que estiveram em contato com o estudante.

    • PROFET on 24 de Setembro de 2020 at 22:32
    • Responder

    Pois está claro! Se não forem os pais a tomar uma posição firme e responsável para não sujeitarem os seus filhos ao risco de se contaminarem num ambiente tão propicio ao contágio como o de uma escola e, por conseguinte, infetarem também a sua família…. o que acontecerá? quem se responsabilizará? Nem sequer testam os outros colegas e os professores da turma… O meu filho não retornará à escola tão cedo. Prefiro até que perca o ano e que tente ser mais autodidata. Antes isso do que ficar contaminado e contaminar a minha família e os outros.

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