17 de Setembro de 2020 archive

Pais levaram filho com suspeita de covid para a escola

A falta de consciência de alguns membros revela a falta de respeito que têm pela comunidade educativa.

Felizmente para muitos vivemos num país em que a CPCJ não tem recursos humanos suficientes para dar a resposta adequada e o acompanhamento necessário a todos os casos que por aí vegetam.

Neste caso em concreto uma visita da CPCJ a casa desta família, talvez viesse a revelar mais do que se esperaria…

Pais levaram filho com suspeita de covid para a escola

Um aluno da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), de Leiria, testou, esta quarta-feira, dia 16, positivo à covid-19. O pai do jovem está infetado e a mãe em isolamento. O aluno aguardava o resultado da análise, mas não cumpriu a quarentena recomendada pelas autoridades de saúde. A escola denunciou a situação à PSP.

Esta quarta-feira, o aluno foi à apresentação da turma, tendo estado numa sala com 17 alunos, mais o diretor de turma. A diretora da escola e outros elementos do staff estiveram também na sala, onde alertaram precisamente para os cuidados e a responsabilidade que todos devem ter no contexto da pandemia.

Celeste Frazão, directora da ESALV, revela que, ao final do dia, levou com um “balde de água fria” quando recebeu um telefonema da autoridade de saúde de Leiria a informar que um aluno tinha testado positivo.

 

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A falta de regras, civismo e “educação” à porta das escolas

 

As escolas, somo alguém disse, não transmitem o vírus, mas à porta da escola anda à solta desenfreado.

As escolas estão todas em funcionamento, hoje foi o último dia estabelecido pelo governo para que tal acontecesse. Dentro das escolas aplicam-se regras de distanciamento, de uso de máscara, deslocamento por percursos pré-estabelecidos, a tal bolha de que tanto se fala.

Mas à porta das escolas a bolha rebenta. À entrada das escolas os encarregados de educação amontoam-se ao “largar” os filhos e ficam por ali à conversa uns com os outros. Os alunos juntam-se da parte de fora dos portões, acabados de sair dos autocarros e abraçam-se, dão as mãos, cumprimentam-se… À saída a mesma coisa. Os pais aglomeram-se à conversa enquanto esperam os filhos e os alunos, mal saem dos portões da escola organizam-se em grupos em que a proximidade é a palavra de ordem. O uso de máscara é rapidamente esquecido e despedem com apertos de mão, palmadas nas costas, união de punhos e até com dois beijos na face.

Isto de manter o distanciamento social e proteger a si e ao outro é coisa difícil de “fazer”…

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Contratos e Aditamentos 2020/2021

Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas proceder à submissão de contratos e aditamentos.

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE

 Nota informativa

 

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Portugueses não acreditam que distanciamento nas escolas será cumprido

 

Lisboa, 17 de setembro de 2020 – Em período de rentrée (regresso ao trabalho/ ensino), apenas 4,9% dos portugueses considera que o distanciamento será cumprido nas escolas. 34,5% gostaria que o teletrabalho passasse parcialmente a fazer parte da sua atividade profissional. A maioria dos portugueses afirma ter mudado as suas férias devido à pandemia da Covid-19. Estas são conclusões de um novo estudo conjunto da multidados.com – the research agency e Guess What.

De acordo com as conclusões do estudo, 22,0% dos portugueses não concordam com o regresso presencial dos alunos às aulas e são apenas 3,9% os que indicam que não vão enviar os seus filhos para a escola durante o mês de setembro.

Quando questionados sobre a probabilidade de as aulas serem lecionadas presencialmente e sem interrupções até ao final do ano escolar, verifica-se um otimismo significativo dos portugueses, dado o valor médio 6,8 (numa escala de 0 a 10). No entanto, caso as aulas sejam interrompidas, 42,8% dos portugueses assumem que se sentem pouco preparados para voltar a ter os seus filhos em casa.  Apenas 4,9% acredita que o distanciamento recomendado de 1,5/2 metros será cumprido nas escolas, uma medida com a qual 20,7% concorda. Sendo ainda menos (12,9%) aqueles que apoiam o facto de cada grupo dever estar restrito a uma zona da escola.

TRABALHO

Os resultados divergem quanto à situação profissional dos inquiridos. 20,9% dos portugueses afirmam que mantiveram as mesmas condições que tinham antes da pandemia, enquanto 20,0% afirma que esteve em teletrabalho, mas já voltou ao escritório. 2,6% dos inquiridos revelam também que a sua empresa fechou durante o período da pandemia.

34,5% dos inquiridos revelam que gostariam que o teletrabalho passasse a fazer parte da sua atividade profissional de forma parcial e desde que acordado com a organização. 9,7% revela preferência pelo cumprimento da atividade profissional, na totalidade, em teletrabalho. Em média, e numa escala de 0 (nada produtivo) a 10 (completamente produtivo), os portugueses classificam o seu desempenho em teletrabalho como produtivo (7,69), bem como a produtividade da organização neste formato (6,38).

FÉRIAS

63,9% dos portugueses afirmam ter passado as suas férias em território nacional, enquanto 4,4% dos inquiridos gozaram do seu período de descanso no estrangeiro. Já 16,4% permaneceu na sua residência habitual. Dos portugueses que passaram as férias em Portugal, a região do Algarve foi a preferida (28,0%), seguindo-se os distritos de Lisboa (7,4%) e Aveiro (6,7%). 27,1% dos inquiridos passaram as suas férias em casa de férias própria ou de familiares, enquanto 23,6% optou por casa de férias alugada e 17,4% por hotel.

79,7% dos portugueses experimentaram uma estadia diferente do habitual, uma decisão que grande parte (46,7%) revela dever-se à pandemia. 54,5% dos inquiridos que optaram por uma autocaravana fizeram-no por ser uma solução mais barata para combater a redução de rendimentos provocada pela Covid-19. A autocaravana é, em média, também a que reúne o nível mais elevado de segurança (9,25), seguindo-se casa de férias própria ou de familiares (8,97) e aldeamento (8,9) – considerando uma escala onde 0 é muito inseguro e 10 é muito seguro.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 1 e 15 de setembro de 2020.

Resumo do estudo AQUI.

 

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Requerimento a entregar com a declaração médica

Divulgamos requerimento que deverá acompanhar a declaração médica, para que sejam justificadas, por lei, as faltas dadas ao serviço.
A declaração médica deve mencionar que o professor pertence a um grupo de risco. Mais deve mencionar o artigo 25º-A da Lei nº 31/2020.

Com os melhores cumprimentos,

A Direção Nacional

SPNL

Requerimento

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As escolas “covidadas” de 16/09/2020

 

Dois alunos com Covid nos colégios Fomento. 59 estudantes do Mira Rio e Planalto ficam em quarentena

Professora com Covid-19 suspende arranque do ano letivo em escola de Braga

 

 

 

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Cinema Sem Conflitos: “Guzhi”

Título:  “Guzhi” | Autores: “Mu-Jen Wu

Um general com um só braço veio a uma floresta. Ele foi assombrado e incomodado pela ilusão até que se perdeu. Naquela época, apareceu uma pessoa desconhecida, que se parecia com a versão mais jovem do general mas fisicamente apto. O que o general deve fazer …?

Mais videos didáticos sobre Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência em  https://cinemasemconflitos.pt/

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O ano da tranquilidade responsável e partilhada

 

O ano da tranquilidade responsável e partilhada

1. Sabemos mais hoje do que em março. Quando as escolas fecharam em março e mesmo quando reabriram parcialmente em maio e junho, não sabíamos tudo o que sabemos hoje. Quanto tempo teríamos de conviver com o vírus, se conseguíamos todos ter acesso fácil ao equipamento de proteção individual, o grau de desigualdade que o ensino a distância geraria. Abrimos o ano letivo com mais dados sobre formas de contaminação, com mais comportamentos de higiene, proteção e distanciamento rotinados, com as escolas preparadas para a transição de regimes sempre que necessário, com orientações sobre recuperação de aprendizagens e alinhamento com a avaliação, com todos os recursos educativos produzidos e disponibilizados no site “Apoio às Escolas” durante o terceiro período. Os professores beneficiaram de formação que continuará este ano sobre ensino a distância. O currículo fica centrado nas Aprendizagens Essenciais, para uma melhor gestão.

2. As escolas estão preparadas e têm mais recursos. As escolas têm hoje planos de contingência, formas de organização previstas para outros regimes de ensino, mais cerca de 3300 professores para o apoio aos alunos que mais ficaram para trás, mais 900 técnicos para apoio ao desenvolvimento pessoal, social e comunitário, os espaços estão organizados, os percursos marcados, os procedimentos para atuar em caso de suspeita ou contágio. Dispõem ainda de uma bolsa de recrutamento para agilizar a substituição de assistentes operacionais.

3. As escolas não estão sozinhas. O trabalho de preparação das escolas tem sido acompanhado por orientações emanadas desde o final do ano letivo, disponibilizadas a 3 de julho e durante o mês de agosto. Como é hábito desta equipa ministerial, o contacto com os diretores é direto e frequente, para ajudar a resolver problemas com a agilidade necessária e possível. As autoridades de saúde, as equipas locais de saúde, acompanham as escolas na tomada de decisão. Todo o dispositivo de apoio às escolas desenvolvido no terceiro período continua e reforçar-se-á.

4. O risco existe. Não vale a pena ter ilusões. A abertura das escolas coloca mais pessoas na rua e existe mais risco de contágio. Estar preparado não significa que o risco desaparece, significa saber atuar perante o que pode acontecer.

5. Gerir o risco é gerir equilíbrios. Percebemos nos últimos meses o que era óbvio. Escolas fechadas prejudica uma geração que fica com aprendizagens por fazer. Significa também o enorme aumento de desigualdades. Estamos a viver com uma pandemia. “Viver com” significa construir os equilíbrios possíveis entre a mitigação do contágio, a garantia de que as crianças e os jovens não têm o seu desenvolvimento pessoal e académico seriamente comprometido, a manutenção de uma economia que, mantendo tudo parado, se afunda gerando ainda mais desigualdades, com tudo o que isso acarreta – mais pobreza, menos saúde, menos rendimentos, mais injustiça. Não há, pois, soluções boas. Há um equilíbrio constante, com as palavras de ordem: antecipar, monitorizar, rever, agir. Um recuo numa decisão não é derrota para ninguém. É a ação necessária em função do conhecimento que temos.

6. A confiança é um elemento fundamental. O Serviço Nacional de Saúde funcionou. Os profissionais de saúde sabem o que estão a fazer. As decisões e orientações para as escolas são todas produzidas pela saúde. Eu sou linguista, outros terão outras profissões. A minha opinião sobre a pandemia vale zero. Sei que o conhecimento sobre a pandemia evolui muito rapidamente. Confio nos médicos e nos investigadores e respeito as suas orientações. Se cada cidadão se tornar epidemiologista de café, todos contribuímos para o caos.

7. A abertura das escolas é um compromisso partilhado. Para que o risco seja mitigado, precisamos de todos. Do Governo que decide, apoia e providencia. Das famílias, que devem confiar que o risco na escola não é superior ao de outros espaços que os filhos frequentaram durante o verão. De todos os profissionais da educação e da comunidade envolvente, inexcedíveis desde o primeiro momento. Se cada um fizer a sua parte, no respeito por regras e pelos outros, o risco não desaparece, mas diminui. O maior risco não está nas escolas. Está nos espaços envolventes, nos comportamentos fora da escola. Aqui as famílias são agentes críticos de saúde pública. Não podem relaxar.

8. O medo e a razão não andam de mãos dadas. É normal que tenhamos receios. Não é normal que o receio tolde o discernimento. Há procedimentos instituídos. Uma suspeita ou um contágio são geridos localmente, não significam que a escola tenha de fechar ou que as soluções sejam iguais para todas as turmas. O medo gera incerteza e incapacidade de agir. Por isso, há protocolos e procedimentos a seguir.

9. As crianças precisam da escola como espaço de alegria. Nós, adultos, somos os responsáveis por manter a serenidade dos alunos. Torná-los conscientes de regras, mas recordar-nos que eles precisam de uma escola que seja promotora de alegria e bem-estar. Estiveram já demasiado tempo fechados.

Hoje, atingimos um consenso em torno da necessidade de retomar a atividade presencial. A capacidade física das escolas não aumentou durante o verão, os recursos aumentaram, mas são finitos. As medidas de proteção são cumulativas: máscara, higiene das mãos, distanciamento, etiqueta respiratória, organização em bolhas. Retomamos com responsabilidade, mas conscientes de que, quanto mais tranquilos estivermos, mais longe chegaremos. Estar tranquilo não é esperar passivamente que tudo corra bem. Ser responsável não é viver em alarmismo. Daí precisarmos de partilhar desta tranquilidade serena que se impõe.

 

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