Junho 2020 archive

1/3 dos alunos passa o 9.º ano com negativa a Matemática

 

Um em cada três alunos passa o 9.º ano com negativa a Matemática

Ao contrário da maioria das disciplinas, os resultados a Matemática de alunos do 9º ano tem vindo a descer e 33% entram no 10º ano com negativa. De acordo com um relatório da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), divulgado pelo Público, as notas subidas e o número de negativas nas restantes disciplinas desceu nos últimos sete anos até ao ano letivo de 2017/2018. Matemática é mesmo a exceção: em 2011/2012, apenas 23% transitavam de ano com negativa à disciplina.

Na lista estão ainda disciplinas como Inglês e Físico-Química, em que 9% dos alunos transitam para o 10.º ano com negativa. A disciplina de Língua Portuguesa desceu bastante nos últimos anos, tendo agora apenas 3% dos novos alunos do ensino secundário com negativa à disciplina.

O relatório refere ainda que Matemática é também a disciplina onde é mais difícil recuperar desta negativa: apenas 18% o fizeram no 10º ano de 2017/2018, mas a mesma estatística era de 16% em 2011/12. O mesmo refere também que é na Matemática que são visíveis menos benefícios de um chumbo, com apenas 30% dos  alunos a recuperarem e terem positiva no 9.º ano após terem ficado retidos.

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Atividades de Enriquecimento Curricular, 2019/2020

 

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Estatísticas da Educação 2018/2019 – Dados preliminares

 

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As aulas continuam nos Conservatórios…

 

Ensinar e aprender música através de um computador

Daniel Simões, professor de Piano, Canto e Teoria e Análise Musical no Colégio da Via Sacra, em Viseu, e na Escola Profissional da Serra da Estrela, confessa que dar aulas à distância “tem sido uma verdadeira odisseia”. “Numa quinta-feira, fomos informados de que as escolas iriam fechar portas, na segunda-feira seguinte, subitamente, vemo-nos numa situação de confinamento em que a única alternativa é lecionar à distância”, lembra. O professor explica ainda que de início o processo de adaptação não foi fácil mas que, com o tempo, foi encontrando as estratégias certas para que os alunos saíssem o menos prejudicados possível com a situação, acrescentando ainda que “em termos de organização é, claramente, muito mais trabalhoso e, por vezes, stressante, pois há todo um conjunto de materiais e tarefas que é necessário fazer chegar a cada aluno individualmente para se poder desenvolver trabalho. Isso requer uma grande concentração e organização para que não haja falhas, quer na planificação das tarefas, quer na correção e entrega das mesmas”.

Marco Pereira, professor de guitarra clássica no Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, tem preparado as suas aulas de uma forma diferente para que os seus alunos se sintam motivados, como, por exemplo, “através da criação de pequenos jogos, questionários, consultas de vídeos sobre guitarra na internet, abordagens a outros estilos musicais, entre outros”.

Apesar de a adaptação a este novo método de ensino ser cada vez maior, continuam a existir alguns entraves que dificultam a aprendizagem. Rodrigo Santos, aluno do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, explica que as falhas de internet têm sido, até ao momento, a maior dificuldade em ter aulas online. “Como toda a gente sabe, a internet nem sempre nos possibilita chamadas com ótima qualidade e, no caso da música, muitas vezes o áudio sai com cortes, ou de vez em quando, a velocidade acelera ou diminui, o que nos prejudica, por exemplo, quando estamos a tocar todos juntos, em classe de conjunto”, exemplifica o estudante. Para o professor Daniel Simões, para além dos problemas a nível de Internet também têm surgido dificuldades na aprendizagem dos alunos mais novos, onde o ensino presencial ocupa uma posição de extrema importância. “O mais difícil para mim são, sem dúvida, as aulas de instrumento dos alunos mais pequenos – 1.º e 2.º anos. Devido à sua tenra idade, ainda não dominam a linguagem musical, ou seja, não conseguem fazer uma associação dos símbolos musicais ao seu significado e, por isso, são necessárias tarefas como apontar na partitura, ajudar na marcação da pulsação, correção da postura, que, à distância, se tornam quase impossíveis”, refere.

Já para o professor de guitarra clássica Marco Pereira, para além de dificuldades técnicas, existe também o fator do desgaste físico e psicológico que este modelo de ensino implica. “Não posso deixar de parte a dificuldade física e mental que tem sido para mim, por ter de passar horas consecutivas sentado ao computador dando as aulas com um tom de voz normalmente acima da média e outras tantas horas corrigindo atividades e comunicando com toda a comunidade escolar”, desabafa.

José Carlos Sousa, diretor pedagógico do Conservatório Regional de Música de Viseu Dr. José Azeredo Perdigão, conta que devido às dificuldades de comunicação que este novo modelo de ensina tem levou a que a escola tomasse medidas de forma a compensar a situação, como por exemplo, os professores pedirem aos alunos para gravarem peças/exercícios que são enviadas para os docentes. Contudo, as aulas de conjunto são as que mais dificuldades enfrentam e que menos soluções têm. “Nas aulas de turma, o trabalho é muito mais complicado pois não é possível em nenhuma plataforma informática que os alunos toquem em conjunto e o professor em sua casa os possa ouvir e orientar. Neste contexto os alunos fazem um trabalho individualizado das peças que estão a trabalhar e não em conjunto. É claro que aqui há um prejuízo evidente, em todas as orquestras e grupos de música de câmara só podemos fazer o trabalho individual de cada um e não o trabalho de grupo que é importantíssimo”, explica o diretor que acrescenta ainda ser normal existirem algumas dificuldades devido à rapidez com que este método de ensino foi implementado. “Quando se implementa em tempo record um novo sistema de comunicação entre alunos/professores, há sempre dificuldades, pois não tivemos possibilidade de fazer formação de professores para a utilização destas plataformas e alguns professores apresentaram algumas dificuldades que fomos ultrapassando. Os alunos, com a ajuda dos encarregados de educação, no geral, conseguiram adaptar-se bem a este novo modelo de comunicação”, salientou.

Estas dificuldades e a mudança quase súbita de método de ensino é algo que na opinião de Daniel Simões prejudica tanto alunos como professores. “Sinto que todos estamos a sair prejudicados. Os alunos repentinamente deixaram de trabalhar segundo os processos metodológicos de ensino a que estão habituados e, por isso, muito tempo foi investido na habituação a esta realidade. Por outro lado, os professores tiveram de se reinventar e fazer tudo o que lhes era possível de forma a minimizar as consequências negativas desta modalidade de ensino que se abateu abruptamente sobre todos nós. Isso implicou um trabalho redobrado e que, por vezes, não correspondeu às nossas expectativas enquanto docentes nesta nossa missão que é ensinar”, sublinha.

Para o docente Marco Pereira, as dificuldades variam um pouco de aluno para aluno. “Alguns conseguem captar e aplicar rapidamente as indicações pelo que têm completado com sucesso as tarefas, outros demoram mais tempo a perceber o que é pedido, sinto que precisam mesmo da presença de um orientador na aula e de uma motivação constante para manter o foco”, realça.

“É muito diferente estar a ouvir o professor a tocar e, cada um em sua casa, de auscultadores nos ouvidos, apenas tocar com ele, em vez de ouvirmos todas as pessoas a tocar em conjunto na mesma sala”, salienta o aluno do Conservatório Rodrigo Santos, que acrescenta ainda que, na sua opinião, neste momento, seria possível realizar aulas presenciais cumprindo todas as normas de segurança. “Considero que as aulas individuais poderiam acontecer, usando máscara e respeitando a distância de segurança do professor. No caso da classe de conjunto, poder-se-ia considerar a opção de termos aulas em salas maiores e com menos alunos de cada vez”, diz. O docente Daniel Simões, apesar de não considerar este método de ensino como “ideal”, frisa que foi a única solução possível e que permite “que os alunos continuem a trabalhar, pois na aprendizagem de um instrumento musical a prática diária é muito importante”.

Uma das queixas mais recorrentes nos últimos tempos quanto a este novo método de ensino prende-se com o facto de existir um elevado número de trabalhos a realizar pelos alunos. “Sinto-me um pouco mais sobrecarregado, mas compreendo também o ponto de vista dos professores”, refere Rodrigo Santos que acrescenta ainda que esta sobrecarga surgiu devido ao facto de terem menos tempo de aulas. O professor de piano e canto, Daniel Simões, concorda que houve um aumento ao nível da realização de trabalhos tanto para alunos como para professores, situação que diz ser causada devido às alterações repentinas nos métodos de ensino/aprendizagem. “A sobrecarga é maior para alunos e professores, penso que isso se deve em grande parte ao facto de termos entrado nesta modalidade de ensino de uma forma abrupta, sem qualquer tipo de formação ou orientação pedagógica prévias. Contudo, com o decorrer do tempo, creio que os professores se foram ajustando de forma a corresponder de forma mais eficaz às necessidades individuais de cada aluno”, explica. Marco Pereira assume que, desde a mudança para o online, tem dedicado mais tempo ao trabalho, mas que o facto de trabalhar através do computador fez com que se deixasse de perder tempo em deslocações o que permite uma maior flexibilização de horários.

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Contratações ao longo deste ano letivo (vídeo)

O vídeo seguinte apresenta a evolução das colocações ao longo deste ano letivo por RR e grupo de recrutamento (para melhorar a visualização são apresentados apenas os 20 grupos com mais colocações).

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A Pastor foi da DGesTE para a presidência do CD da ADSE

 

A diretora-geral dos Estabelecimentos Escolares, Manuela Faria, 61 anos, licenciada em Direito, foi nomeada esta sexta-feira para presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Proteção e Assistência na Doença (ADSE), lê-se no Diário da República.

No despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Administração Pública (n.º 6134-B/2020), publicado em Diário da República na sexta-feira, pode ler-se que foi determinado que Maria Manuela Pinto Soares Pastor Fernandes Arraios Faria foi nomeada para o cargo de “presidente do conselho diretivo do Instituto de Proteção e Assistência na Doença, I. P. (ADSE, I. P.)”.

Quem virá a seguir?…

 

 

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30,6% das crianças regressaram ao Jardim de Infância

 

Apenas 30,6% das crianças da educação pré-escolar regressou ao jardim de infância, de acordo com um levantamento da Fenprof feito em todos os distritos do país e hoje divulgado.

“O Ministério da Educação facilitou e sete em cada 10 crianças não regressaram”

A Fenprof sublinha que este resultado significa que “quase 70% continua em casa ou os pais encontraram alternativa ao jardim de infância”.

Este levantamento foi feito com base em informações relativas a 579 jardins de infância, contando-se neste número 91 agrupamentos completos, que totalizam 358 do total de jardins de infância considerados neste levantamento, de acordo com os dados apresentados.

Ministério da Educação facilitou e sete em cada dez crianças não regressaram

 

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Reserva de Recrutamento “até ao fim”…

Este ano a Reserva de Recrutamento estende-se até, pelo menos, 15 de junho. Nunca, que me lembre, tal aconteceu.

 

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A regionalização “em marcha” a coberto da pandemia…

Na conferência de imprensa dada pelo PM, não foi proferida uma palavra sobre este tema ou a aprovação do decreto-lei que altera a orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Mas no comunicado do Conselhoe de Ministros está bem escrito… A regionalização avança em silêncio…

 

O diploma consagra a eleição indireta dos respetivos presidentes por um colégio eleitoral composto pelos presidentes e vereadores das câmaras municipais e pelos presidentes e membros das assembleias municipais (incluindo os presidentes de junta de freguesia) da respetiva área territorial, no sentido de garantir uma maior representatividade de todos os eleitos locais e uma melhor administração ao nível regional, reforçando a legitimidade democrática e a transparência ao nível da governação regional. A eleição será fixada para o mês de setembro.

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Orientações técnicas da INEE para apoiar a educação durante a pandemia da COVID-19

 

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As muitas escolas da pandemia…

“Um crime contra as crianças”

Um colega meu que tem os filhos numa escola de Braga que cumpre o horário completo de aulas à distância descobriu que a sobrinha, com sete anos, apenas tinha duas horas de aulas por semana numa escola em São João da Madeira. Mandou um e-mail à Direção-Geral da Educação a pedir esclarecimentos, perguntando se isto era legal. Não me parece que vá gostar da resposta.

O filho de um antigo aluno meu, que vive em Esposende, tem cinco horas por semana. Mas ele tem sorte. Noutro agrupamento de Esposende estiveram sem aulas online até há cerca de 15 dias. Por pressão dos pais, algumas turmas têm agora uma hora por semana. Uma conhecida que vive em Ponta Delgada contou-me que, no caso da filha, simplesmente não há aulas à distância. Como havia alunos sem acesso às tecnologias, a escola decidiu que não havia aulas para ninguém. A professora manda um plano semanal de trabalho e depois envia as correções para os pais verificarem o trabalho dos alunos. Num município que não identifico para não denunciar a professora, há um agrupamento que não permite aos professores estarem mais do que uma hora por semana. Há uma professora que está mais tempo, mas pediu aos pais para não dizerem nada, porque podia ter problemas com isso. Em Oeiras, há uma escola que tem 30 minutos à terça e à sexta-feira. Já um amigo que vive em Lisboa (Agrupamento de Escolas Professor Lindley Cintra) tem a miú­da com apenas 30 minutos de aulas por semana. Na mesma escola, há outra turma com zero minutos.

A minha filha, de oito anos, tem duas horas de aulas por dia, com um intervalo, pelo meio, de uma hora, para trabalho autónomo. Tem ainda duas aulas de Inglês por semana. O trabalho que está a ser feito na escola dela, o Colégio Leonardo da Vinci, é notável. Mas não se fique com a ideia de que os bons exemplos são apenas de escolas privadas. Um amigo de Esposende e outro do Porto, ambos com os filhos no ensino público, relatam-me ótimas experiências — em tudo semelhantes à da minha filha.

Tudo o que descrevi acima, com uma ou outra imprecisão, são casos reais. Mas não fique com a ideia de que são casos isolados. O Centro de Economia da Educação da Universidade Nova de Lisboa tem recolhido informação sistemática sobre este assunto. A variabilidade é enorme. Para se ter uma ideia, 15% dos alunos não têm acesso em casa a computador com internet.

Compreendo o desejo de muitos que pedem para que as escolas reabram já. Até porque as escolas do primeiro ciclo já reabriram na maioria dos países. Mas essa exigência é errada. Tal como a telescola que foi anunciada a 9 de abril serviu de desculpa para não se enfrentar a sério o problema das desigualdades que se iam criar, abrir agora as escolas por mais duas ou três semanas não servirá para nada.

O que se está a fazer com muitas crianças é um crime. Falamos de crianças do primeiro ciclo do ensino básico, que estão a aprender a ler, a escrever e a contar. Crianças de seis e sete anos que têm o cérebro em formação. Um atraso na aquisição destas competências pode afetá-las para a vida toda. Muitas já partem em desvantagem, dado o ambiente familiar de onde vêm. Não atuar agora de forma decisiva é condená-las.

Em Inglaterra e noutros países, há cada vez mais pressões para que as escolas abram no verão, para apoiarem os alunos que ficaram para trás. Em Portugal, a UNICEF pede o mesmo. Há escolas privadas que o vão fazer. O Colégio Mundos de Vida, escola bilingue em Famalicão, propõe uma escola de verão, integralmente em inglês, durante todo o mês de julho, aos seus alunos. Setembro funcionará como um quarto período letivo, onde apenas se consolidarão os conhecimentos do terceiro período. Apesar de as aulas funcionarem “normalmente” à distância, consideram necessário o esforço extra.

A 30 de março, assustado com a solução que se desenhava, escrevi que a forma como se ia lidar com as desigualdades criadas com o fim das aulas presenciais seria “o grande teste à governação socialista”. Para já, estão a falhar miseravelmente. E fazem-no com a conivência da FENPROF, sindicato de que me vou desvincular. Quando um Governo socialista e um sindicato comunista se marimbam para os danos causados nas crianças mais pobres, faz algum sentido dizer-se que a esquerda é pela igualdade? Não culpo só o Governo e o sindicato, afinal, se aceitam esta solução, é também porque não querem enfrentar nem a opinião pública nem os professores, que continuam a apoiar as escolas fechadas e não querem ouvir falar de planos extraordinários de recuperação.

Como me dizia um amigo, João Pires da Cruz, às vezes parecemos uma anedota: “Pega-se em qualquer questão, por exemplo a reação à epidemia, e percebe-se que a única coisa bem-sucedida foi aquilo em que era preciso não trabalhar. Em tudo aquilo em que seria preciso trabalhar falhou-se.

In Expresso, Luís Aguiar Conraria, Professor de Economia da Univ. do Minho

 

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12 crianças e quatro auxiliares estão em isolamento profilático em creche

O medo de muitos pais e pessoal das creches e do EPE…

Creche em Torres Vedras em quarentena depois de caso positivo

Uma dúzia de crianças e quatro funcionários da creche do Centro Paroquial de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, estão em isolamento profilático, depois de uma criança ter testado positivo à covid-19, disse hoje a sua diretora.

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Lista Colorida – RR33

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR33.

Relembro a legenda de cores:

VERDE – Candidatos colocados no mesmo grupo de recrutamento
AMARELO – Candidatos colocados noutro grupo de recrutamento
VERMELHO – Candidatos que renovaram
LARANJA – Candidatos retirados (oferta de escola, desistiram, …)

 

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147 Contratados colocados na RR33

Foram colocados 147 contratados na reserva de recrutamento 33… 102 desses horários no grupo 100.

Fica a tabela com os dados de todos os grupos de recrutamento…

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Reserva de recrutamento n.º 33

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 33.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 08 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 09 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

 

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Por uma escola humanizada – Raquel Varela

 

Por uma escola humanizada

Costa anunciou ontem um pacote de transição digital nas escolas. Este era o momento para anunciar redução alunos por turma, melhoria dos salários de professores e funcionários. Retorno a aulas de grande curiosidade e valor cientifico, num turno, presenciais, e deixar muitas horas livres para brincadeira e socialização, noutro turno. Em vez disso vai-se colar as crianças a um ecran. Este foi o momento excepcional em que aprendemos neste experimento mundial obrigados pelas medidas da pandemia que o “ensino” online não funciona – em vez disso prego a fundo rumo ao desastre.
Os professores, até agora, empenhados e descontentes, ou reagem impedindo isto ou vão descobrir que com o ensino em casa não se livram da escola de que não gostavam. Pelo contrário, essa mesma escola de que já não gostavam vai passar agora a ser a sua casa, que vão odiar tanto ou mais do que a escola. Em breve vão ter saudades até das filas de trânsito quando se descobrirem totalmente alienados dos seus alunos, o seu sentido da vida, e a casa transformada em tudo o que de mau há hoje nas escolas, sem nada do que há de bom. Para o país, se esta “transição” avançar, imposta sem qualquer discussão democrática, vai ser um retrocesso civilizacional. Esperamos a lista de empresas que vão vender estes pacotes ao Estado e respectivos mediadores de interesses. Já que vendem o último pedaço de Estado social – a educação – ao mercado, acabando com um serviço que estava fora da alçada do mercado – que nos digam de forma transparente quem vai ficar com o dinheiro dos nossos impostos, enquanto transformam os nossos filhos em autómatos, obsesos, e (ainda mais) desfuncionais do ponto de vista relacional.

Quem acha que isto é um problema de pais, alunos e professores, que pensam na qualidade do trabalho e na felicidades das pessoas (e esse deve ser o objectivo), desengane-se. Não seremos 4 milhões os afectados, mas 10 milhões. Esta força de trabalho sairá da escola sem qualquer capacidade de pensar a totalidade, autonomia ou complexidades de raciocínio, saberão carregar o polegar num ecran. Portanto não conseguirão dar conta do trabalho real, seja no público seja no privado.

Assumi há muito com confiança o meu papel de “velho do Restelo” neste campo. Tenho anos, já décadas, de trabalho cientifico nesta matéria. Sou contra qualquer aparelho na escola, acho que os telemóveis deviam ser proibidos, até no recreio, que quadros interactivos, e mesmo o famoso power Point, só servem para dispersar. Acho que uma escola seria apaixonante para os alunos e professores se tivesse aulas magistrais clássicas, de manhã, dadas por professores de excelência cientifica muitíssimo bem pagos, e um amplo espaço verde e de convívio livre onde o desporto, os trabalhos manuais diversos (construir coisas com as mãos) e o lazer fossem pelo menos metade do dia. Isto que assistimos é tudo o contrário do que defendo – a “transição digital” é, como já tantos no campo da filosofia alertaram, a barbárie tecnológica.

In Raquel Varela

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PEES – Medidas do governo para a Escola Digital e retirada de amianto

 

 

 

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400 milhões? Pago para ver…

Escolas “pagam para ver” investimento de 400 milhões anunciados por Costa

“Eu pago para ver”, responde o presidente da Associação Nacional de Directores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, pedindo “menos intenções e mais acções” ao Governo. Filinto Lima, que dirige a outra organização do sector, a Associações dos Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, alinha pelo mesmo discurso, dizendo esperar que o programa anunciado “possa estar no terreno quando os alunos chegarem às escolas” para o próximo ano lectivo

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Protesto à publicação das listas provisórias de acesso aos 5º e 7º escalões da carreira docente

 

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400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

Governo aprova 400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

O Governo vai lançar um programa para assegurar a universalização do acesso e utilização de recursos educativos digitais, um investimento no valor de 400 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, esta quinta-feira.

“Esta crise demonstrou bem como é essencial combater as desigualdades, designadamente aquelas do ensino à distância”, afirmou António Costa em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, sublinhando a necessidade de assegurar o acesso ao ensino digital em suporte digital.

O programa que foi hoje aprovado pelo Conselho de Ministros faz parte do Programa de Estabilização Económica e Social, que vai enquadrar o futuro Orçamento Suplementar.

De acordo com o documento apresentado durante a intervenção do primeiro-ministro, está prevista a aquisição de computadores, conetividade e licenças de ‘software’ para todas as escolas públicas, “dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar”.

O Governo vai também apoiar a produção de novos recursos didáticos e educativos, no sentido de incrementar a desmaterialização de manuais escolares.

Nesta primeira fase do programa de universalização da Escola Digital, vai também ser desenvolvido um programa de capacitação digital dos docentes.

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Atualização da Norma 2/JNE/2020

 

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Repensar as escolas – José Pacheco

 

Num dos mais recentes estudos realizados a nível mundial, com respondentes de 59 países, sobre os efeitos da pandemia covid-19 nas escolas, a OCDE traça um cenário bastante otimista sobre o modo como os sistemas educativos responderam de imediato aos problemas surgidos. No entanto, são referidas algumas dificuldades.

Uma das primeiras ideias com que se fica da leitura do relatório “Schooling disrupted, Schooling rethought” é que ainda estamos na 1.ª fase das mudanças operadas nas escolas, sendo necessário enfrentar com realismo a 2.ª fase, que já está entre nós, representando um período que exige medidas de distanciamento, tal como cuidados de higienização em larga escala. Aliás, o relatório é quase um guião para preparar essa 2.ª fase a todos os níveis da escola e da comunidade.

As respostas dadas pelos diferentes sistemas educativos revelaram a existência de uma notável resiliência, flexibilidade e autonomia para que estratégias urgentes e de continuidade das atividades de aprendizagem fossem estabelecidas, de modo a enfrentar as consequências resultantes do encerramento da escola presencial.

Os professores e os alunos, bem como as famílias e outros agentes escolares adaptaram-se de forma inovadora aos desafios surgidos com a pandemia, sobretudo na realização de atividades escolares através do ensino à distância. Porém, os resultados indicam que os professores não têm uma ideia suficientemente positiva quanto à avaliação que fazem sobre a eficácia dessas atividades.

As estratégias de continuidade das atividades escolares promoveram o desenvolvimento profissional dos professores, pelo que o ensino à distância pode ser associado à melhoria das escolas e das aprendizagens, estando também ligado à promoção de uma aprendizagem mais autónoma e independente dos alunos. Aliás, conclui-se que as mudanças verificadas nas escolas revelaram o enorme potencial de inovação que estava adormecido em muitos dos sistemas educativos. Ou seja, a escola sai desta crise mais credibilizada socialmente.

Desta 1.ª fase, em que as escolas tiveram uma elevada capacidade de mobilização de sinergias, e ainda na perspetiva da OCDE, há duas lições a tirar. A primeira, mais negativamente, está relacionada com as desigualdades e as disparidades no acesso e no uso das tecnologias digitais, constituindo um sério problema quando são comparados alunos de diferentes grupos socioeconómicos. Ao invés, a outra lição reforça a convicção de que a pandemia está a contribuir para fomentar as competências indispensáveis para a educação do século XXI.

Para isso, e uma vez garantidas as condições indispensáveis para uma escola diferente (mais digital nas suas atividades de ensino e aprendizagem, com mais comunicação ao nível da comunidade educativa e mais autónoma na gestão do currículo), é urgente refletir sobre o que é que a escola exige aos alunos, quer ao nível do conhecimento que é essencial, independentemente das possíveis formatações curriculares, quer ao nível das competências socioemocionais.

No relatório citado, é bem evidenciada a alteração que a pandemia provoca no modo de os alunos olharem para os problemas do mundo, a partir das aprendizagens realizadas na escola.

In Público

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Alexandra Leitão volta (mais ou menos) atrás nos cortes salariais

 

Isto de conversa de politico tem muito. Primeiro deita-se ao ar, depois, se não tiver a aceitação do público recua-se um bocadinho.

Ministra volta atrás, descarta congelamento das carreiras e admite aumentos na Função Pública

Em entrevista à TSF, a ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, alinhou-se ao discurso do primeiro-ministro de que a recuperação económica não será feita através de uma linha de austeridade. “O Estado tem de pilotar a retoma, com investimento público e com a recusa de políticas de austeridade, que retirem rendimentos às pessoas”, disse a ministra.

“Sempre numa lógica de responsabilidade, temos de assumir que podemos ter de fazer ajustes. Mas, neste momento, não vislumbramos que esses ajustes passem por cortes ou congelamentos”, explicou.

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LURDES TEVE AZAR: O PAI DEIXOU-A ESTUDAR (Movimento Humor sem Medo

 

LURDES TEVE AZAR:
O PAI DEIXOU-A ESTUDAR

A Lurdes sempre foi aplicada.
A alegria do pai.

Podia ter começado a trabalhar aos 16, aos 18,
como tantas da sua criação.
Num banco. Nas Finanças. Naquela empresa de automóveis. Ou na Câmara.
Mas o pai tinha outros planos para ela.

Estudante aplicada, boa aluna, faz o liceu
e entra na universidade.
Acaba aos 22.
E começa a trabalhar.

No tempo das vacas gordas, a Lurdes, perdão a Dra. Lurdes, podia reformar-se aos 55 de idade, com 30 de serviço.
Mas quando chega aos 55 de idade, já com 33 de serviço,
a Lei mudara seis meses antes.
Tem de continuar a trabalhar.

A Dra. Lurdes tem muitos colegas que se reformaram
pela Lei Velha.
Mas a ela já não a deixaram reformar-se.
As colegas passam os dias no café, os meses a viajar,
os anos a descansar. Justamente.
A cuidar dos netos.
Ela continua a trabalhar. Todos os dias.

Um dia – há sempre uma luz ao fundo de um túnel… – a Esquerda promete-lhe acabar com a injustiça!
Sempre preocupada com os trabalhadores,
a Esquerda faz aprovar outra Lei: reforma aos 60,
com 40 de serviço.

A Dra. Lurdes, no entanto, volta a ter azar: aos 60 de idade
só tem 38 de serviço.
E quando chega aos 40 de serviço já tem 62 de idade.
Não dá!, dizem-lhe.
Mais uma vez não dá para ela!
Para outros (os de 60+40), sim. Para ela (62+40), não.

Parece estúpido? É mesmo estúpido, mas é assim.
A Lei esquerdista apenas se aplica a quem tem simultaneamente 60 de idade e 40 de serviço.

Ou seja, os nascidos em 1959 e que começaram a trabalhar em 1979 puderam reformar-se em 2019 sem penalização.
Os nascidos em 1960 e que começaram a trabalhar em 1980 podem reformar-se em 2020.

A injustiça, afinal, continua. E, agora, ainda é maior do que antes.
Que azar! Azares sucessivos.

A Dra. Lurdes tem agora 64 anos, quase 65. E 42 anos
de serviço, quase 43.
O Estado diz-lhe para continuar mais dois anitos.

Em 2022, quando finalmente chegar à reforma,
terá trabalhado 45 anos.
Aqueles seis meses em que não apanhou a Lei Velha significam ter de trabalhar mais 15 anos do que as colegas. Meia vida!

Agora, quase aos 65, a Dra. Lurdes vê-se obrigada
a usar o computador.
Cumpridora, acata as ordens
e dá o seu melhor. Todos os dias.
Mesmo no dia em que se esquece de ligar o microfone
e provoca a galhofa dos alunos.

Acertaram! A Dra. Lurdes é professora.
Se tivesse sido deputada, não teria aturado os “filhos dos outros” (aturaria outros “filhos”…) e só tinha precisado de 12 anos para chegar à reforma.

A Lurdes teve sorte: o pai deixou-a estudar.
Hoje pensa que talvez fosse melhor ter ido para os empregos com que sonhava na infância – a Caixa, as Finanças,
a companhia dos telefones ou a empresa dos automóveis. Até mesmo a Câmara.

– Este texto muito esclarecedor
foi escrito (a rogo do Movimento de Humor)
pelo nosso amigo Mário Martins
(um dos excelentes jornalistas de Coimbra).

Obrigado amigo Mário Martins.

Desenho do cartunista Gomes

 

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Grupo de recrutamento de Intervenção Precoce aprovado na Assembleia da República

 

As propostas do BE, do PCP e do PAN foram aprovadas para a criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce. O governo tem, agora, nas mãos “o menino”. Por estranho que pareça, a bancada do PS foi o única a votar contra a criação deste grupo de recrutamento.

Projeto de Resolução 105/XIV
 
Projeto de Resolução 207/XIV
 
Projeto de Resolução 173/XIV

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A oportunidade de classificar menos e avaliar mais

 

Há quem esteja a ver a pandemia como uma oportunidade de mudança de certos paradigmas instituídos. Na questão da avaliação dos alunos e das suas aprendizagens este tema é recorrente.

A defesa do abandono dos testes como ponto central da avaliação é hoje em dia um debate aceso. A impossibilidade da idoneidade na realização de testes à distância, trouxe uma adaptação forçada de elementos avaliativos. Os defensores do método “alternativo” viram a oportunidade e estão a aproveitá-la, contra a frustação dos que defendem os testes como única e exclusiva forma de aferir conhecimentos.

Pandemia “é oportunidade” para retirar peso aos testes escritos na avaliação

Diretores e professores concordam: o sistema avaliativo tradicionalmente aplicado na vasta maioria das escolas deve ser alvo de uma reforma. Uma transformação que pode ser instigada pela adaptação que as escolas já foram obrigadas a fazer, devido ao ensino à distância.

iretores e professores consideram que este é apenas um passo no caminho certo, aquele que já deveria ser o da educação, e que as escolas devem aproveitar esta oportunidade para mudar o paradigma.

“Toda a gente dá valor” a um teste escrito, “professores, pais e alunos”. “Até dá a ideia de que se não houvesse testes escritos o aluno não poderia ser avaliado, e pode”, diz o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A discussão adensa-se com o anúncio da possibilidade de um próximo ano letivo híbrido (com ensino presencial e à distância), por força da ausência de uma vacina que trave a atual pandemia de covid-19. Pode este critério de avaliação prevalecer com a mesma ponderação? Filinto Lima diz que “há outros critérios que devem ter maior ponderação, como a apresentação oral de trabalhos”.

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Corte salarial ponderado no OE que está a ser ponderado…

É tudo uma questão de ponderação , bem poderada…

Marcelo diz que cortes salariais terão de ser “ponderados”

Questionado pelos jornalistas a propósito das palavras da ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, que garantiu que os cortes salariais “não serão a primeira opção” do Governo num cenário de austeridade, Marcelo Rebelo de Sousa lembra “que isso terá de ser ponderado no quadro de um orçamento complementar que ainda está a ser ponderado”.

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Professores que garantem aulas presenciais e não presenciais no 11.º e 12.º ano

Há quem não concorde com as diretrizes do governo sobre as aulas no 11.º e 12.º ano, continuando a assegurar aulas não presenciais aos alunos que não vão à escola. Isto sim, é um ato de revolução, de profissionalismo e ética.

11.º e 12.º anos. Há professores que continuam a garantir ensino a alunos que faltam

A presença nas aulas presenciais que arrancaram no dia 18 de maio para os 11.º e 12.º anos não é obrigatória, mas “grande parte dos alunos estão a ir” e “o número deve aumentar à medida que o tempo passa”. A certeza é de Filinto Lima, dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Para aqueles que faltem, a escola não está, de acordo com as diretrizes do Governo, obrigada a garantir-lhes o ensino à distância, a não ser aos alunos que pertençam a grupos de risco (mediante apresentação de um atestado). Mas há professores que têm ido além do seu horário laboral nas salas de aula para garantir o acompanhamento de todos.

 

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Mobilidade por doença 2020/2021 – Formalização do Pedido

 

Aplicação disponível entre o dia 3 de junho e as 18:00 horas de 9 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

 

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Nota informativa

 

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O Plano de Educação Digital chega com o próximo ano letivo

Enquanto o SE da Educação fala em como o E@D foi um remendo, dadas as circunstâncias, para que o ano letivo não terminasse na Páscoa, o ministro da Economia fala em revolucionar tecnologicamente a Educação. Avançar com o Plano de Educação Digital parece que é uma prioridade. Será que depois de tudo o que se fez até agora à custa dos professores e alunos, vão dar-nos condições de trabalho? Espero bem que sim.  Que isto não seja mais um plano para “inglês ver”, sugando os professores e alunos, tal como desenvolvendo fossos sociais entre a comunidade educativa.

Nas ultimas declarações do primeiro ministro sobre o assunto, o mesmo anunciou que, para combater as desigualdades, pretende que todos os alunos tenham acesso a equipamentos e internet. Para alguns alunos será um “esforço” para breve, mas a medida será “universal” no próximo ano letivo. Resta saber se o governo e a escola vão continuar a viver à custa dos computadores dos professores…

Escola digital já no próximo ano letivo? O Governo diz que sim

O Plano de Educação Digital tem de ser acelerado no próximo ano letivo. O ministro Pedro Siza Vieira diz que o projecto está já em curso e não pode esperar mais, até para precaver uma eventual segunda vaga da pandemia de Covid-19.

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E@D é apenas um remendo

 

O secretário de Estado Adjunto e da Educação reconheceu esta terça-feira que a solução do ensino à distância para o terceiro período letivo é um “remendo”, sublinhando que não substitui o trabalho presencial.

Não pensemos que o que aconteceu neste terceiro período, e está a acontecer, é uma mudança paradigmática na educação. É um remendo para poder levar este ano letivo até ao fim e agora interessa-nos estarmos num trabalho de preparação para o próximo ano letivo”, afirmou João Costa.

Nenhum sistema educativo no mundo estava preparado para isto e aquilo que fizemos, de março para cá, foi, no fundo, arranjar uma solução de emergência”, considerou João Costa.

Esta distância que agora foi criada é uma machadada muito grande nestas áreas de competência, nas competências sociais e nas competências emocionais. Porque a essência do ato educativo está na dimensão relacional”, referiu.

Não é realista imaginar que uma criança do primeiro ciclo de escolaridade tem as competências de autonomia, de organização, de planeamento, de controlo, de regulação emocional para trabalhar 20 horas por semana autonomamente e cinco horas por semana com o professor”, considerou Pedro Cunha, que é também especialista em psicologia educacional.

Esta dependência das famílias não é justa, na medida em que há pais que têm capacidade, formação, disponibilidade para apoiar os seus filhos, mas há outros que simplesmente não conseguem e por muito intencionados que estejam sentem-se perdidos e isto também é um enorme acelerador de desigualdades”, explicou.

Olhando para o futuro, o secretário de Estado considerou ainda que o contexto atual, que “pôs o sistema educativo debaixo de uma lupa”, mostrou também a importância de pensar o currículo de forma diferente, de forma integrada e interdisciplinar, e com uma atenção maior sobre as literacias mediática e digital.

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LISTAS PROVISÓRIAS DO CONCURSO DE MOBILIDADE INTERNA – ANO ESCOLAR 2020/2021 REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

 

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Carta Aberta SPEF e CNAPEF ao Ministro da Educação. Educação Física 2020/2021

Carta Aberta SPEF e CNAPEF ao Ministro da Educação. Educação Física 2020/2021

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Concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

 

Aplicação disponível de 2 a 12 de junho (18:00 horas de Portugal continental) para os estabelecimentos de ensino efetuarem a validação das candidaturas.

 

SIGRHE

 

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Os chapéus “helicóptro” chegaram às escolas

“Balha-me” Deus… nem consigo comentar!

As crianças necessitam de brincar umas com as outras e não é à distância.

Chapéus com hélices são a solução para a distância social nos jardins de infância em Arcos de Valdevez

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro héllices.

Os chapéus foram montados pelos próprios alunos e apelidados de “estamos de volta”, informa a autarquia num comunicado divulgado nas redes sociais. Segundo a autarquuia, cada hélice tem 1,20 metros e funciona “como uma sugestão amiga de afastamento”.

Segundo a autarquia, foram oferecidos às crianças 380  destes dispositivos que tentam promover a segurança de uma forma lúdica. Compostos por sete peças em polipropileno, a montagem do mesmo serve como um “elemento de grande originalidade e cariz pedagógico”, segundo a autarquia.

A ideia recolhe, nas redes sociais, aplausos pela criatividade e críticas pelo distanciamento que cria entre as crianças.

Esta iniciativa não é novidade, tendo já sido usada na China quando as crianças regressaram às aulas, no início de abril.

Esta segunda-feira, a diretora-geral da Saúde lembrou, no dia da criança, que é essencial que os mais novos voltem a brincar uns com os outros, mas avisou para a necessidade de não esquecer que é essencial manter as regras de segurança, apelando especial cuidado por parte dos educadores.

 

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Outros números epidémicos – Mário Silva

 

2020

1488

Nº de profs na lista de espera para subir ao 5º escalão

857

Nº de vagas para o 5º escalão

2348

Nº de profs na lista de espera para subir ao 7º escalão

1050

Nº de vagas para o 7º escalão

0

Nº de profs na lista de espera para subir ao 5º e 7º escalão nos Açores

Todos

Nº de profs com acesso ao 5º e 7º escalão na Madeira

Conclusões:

– se o ritmo de vagas se mantivesse igual ao deste ano, o último da lista tinha de esperar 2 anos e meio para subir de escalão

– como há flutuações, facilmente se compreende que em média, espera-se mais 4 a 5 anos para subir de escalão

– também facilmente se compreende que deste modo, a maioria dos profs vai chegar à idade da aposentação ainda no 6º escalão

– Há docentes de 1ª categoria e de 2ª categoria, e pelos vistos os primeiros trabalham nas ilhas…

A grande ironia, é que os professores são avaliados quantitativamente de forma normativa, com critérios de subjetividade suprema e com efeitos coercivos e penalizadores, sendo a avaliação formativa inexistente, o que é um enorme paradoxo, quando é exigido que, como avaliadores, estabeleçam critérios de avaliação para os alunos antagónicos àqueles a que são sujeitos como avaliados. Isto evidencia uma hipocrisia e cinismo dos dirigentes governamentais, que criaram um artificialismo para implementar o modelo da categorização dos professores em titulares e não titulares sugerido em 2008, discriminando negativamente a maioria dos docentes, condenando-os a um ‘congelamento’ remuneratório implícito.

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Perguntas frequentes sobre o PREVPAP 01-06-2020, 3.º aditamento

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/06/untitled.pdf”]

 

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Hoje Grande Parte dos Docentes dos Quadros Recuperam Mais 339 Dias de Serviço

Os docentes dos quadros que optaram pelo faseamento do tempo de serviço recebem hoje mais 339 dias dos 1018 dias devolvidos pelo ME. A próxima tranche a receber será em 1 de junho de 2021 de mais 339 dias de serviço.

Quem subiu de escalão a partir do dia 1 de janeiro de 2019 podia recuperar de imediato os 1018 dias.

Retomo aqui o simulador do blogue feito na altura para apoiar a decisão da opção pelo faseamento.

 

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