Grupo de recrutamento de Intervenção Precoce aprovado na Assembleia da República
3 de Junho de 2020
As propostas do BE, do PCP e do PAN foram aprovadas para a criação do grupo de recrutamento de Intervenção Precoce. O governo tem, agora, nas mãos “o menino”. Por estranho que pareça, a bancada do PS foi o única a votar contra a criação deste grupo de recrutamento.
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E para quê tanta euforia? Será assim tão importante a criação de mais mini-grupo dentro do grupo de docentes especializados já existente? Vamos continuar a espartilhar…
Na maioria dos casos, nos Agrupamentos de referência são colocados dois ou três docentes para dar resposta a crianças/casos distribuídas muitas vezes por 2 ou 3 concelhos . Como ficarão estes docentes em cada Agrupamento? O número justifica a criação de conselho de docentes?… Ou será que os vão afastar do emanado no ECD? Há coisas tão mais importantes para a carreira que se poderiam estar a negociar…
Bom, seja como for, este é o primeiro passo. Convém é que os candidatos ao grupo sejam bem informados acerca do trabalho em IP. Não é “Educação Especial para os mais novos.” Devem ser informados que vão ter cerca de 25, 30 famílias “a seu cargo”; que farão 45 minutos em cada contexto: domicílio ou JI ou creche, ou ama e vão a correr para o seguinte; que farão dezenas de reuniões por período para articular com famílias, terapeutas, hospitais, educadores, CPCJ, EMAT, etc; que terão de trabalhar em todo o concelho; que poderão ter que fazer à volta de 200km por semana com o seu carro; e que as ajudas de custo são mínimas ou nenhumas – 11 cêntimos por km, mas só num raio superior a 5 km
A monitorização do trabalho é apertadíssima e não há lugar a facilitismos.
O objetivo é capacitar as famílias, não é fazer intervenção como nas escolas. Têm que estar disponíveis praticamente 24h, em função das necessidades das famílias, Enfim, e vão ter que acompanhar os oceanos de problemas que as famílias vivem.
A IP lida com problemas graves e precisa de profissionais e equipas estáveis. Os candidatos não deverão pensar: “se não gostar, depois mudo “. Portanto informem-se bem antes de concorrerem a um grupo como este.
Eu já trabalhei na IP e o que diz não é verdade. Desde quando tem devestes 24 horas disponível e ter 25 a 30 famílias!!!!
Deve estar equivocada ou então gosta de destilar veneno.
Falo da minha experiência pessoal. A sua informação está totalmente desatualizada, ou então trabalhou num concelho com densidade populacional baixa. De facto, mesmo dando apoio a 25-30 famílias, ainda há “lista de espera”. Esta é a realidade do norte litoral.
Quanto à disponibilidade, sorte a sua porque não precisou de trabalhar “fora de horas”.
Mantenho a minha opinião relativamente à informação que deve ser prestada aos docentes candidatos, para não concorrerem na ilusão de que vão ser “professores de educação especial do Pré-escolar”. A realidade é outra bem diferente.
8 comentários
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Finalmente…………Grupo recrutamento Intervenção Precoce.
E para quê tanta euforia? Será assim tão importante a criação de mais mini-grupo dentro do grupo de docentes especializados já existente? Vamos continuar a espartilhar…
Na maioria dos casos, nos Agrupamentos de referência são colocados dois ou três docentes para dar resposta a crianças/casos distribuídas muitas vezes por 2 ou 3 concelhos . Como ficarão estes docentes em cada Agrupamento? O número justifica a criação de conselho de docentes?… Ou será que os vão afastar do emanado no ECD? Há coisas tão mais importantes para a carreira que se poderiam estar a negociar…
Mais uma vez o senhor Rui Cardoso publica uma fake new.
O Parlamento não aprovou a criação do Grupo de Intervenção Precoce.
O Parlamento aprovou Resoluções que RECOMENDAM a criação desse grupo.
Se não sabe o que é um RECOMENDAÇÃO consulte um dicionário.
Vê-se que percebes pouco do processo legislativo.
Se não sabes podes consultar um manual sobre o tema.
Uma Resolução é uma mera recomendação. Não tem qualquer valor vinculativo. Todos os anos são aprovadas milhares de Resoluções que não dão em nada.
Bom, seja como for, este é o primeiro passo. Convém é que os candidatos ao grupo sejam bem informados acerca do trabalho em IP. Não é “Educação Especial para os mais novos.” Devem ser informados que vão ter cerca de 25, 30 famílias “a seu cargo”; que farão 45 minutos em cada contexto: domicílio ou JI ou creche, ou ama e vão a correr para o seguinte; que farão dezenas de reuniões por período para articular com famílias, terapeutas, hospitais, educadores, CPCJ, EMAT, etc; que terão de trabalhar em todo o concelho; que poderão ter que fazer à volta de 200km por semana com o seu carro; e que as ajudas de custo são mínimas ou nenhumas – 11 cêntimos por km, mas só num raio superior a 5 km
A monitorização do trabalho é apertadíssima e não há lugar a facilitismos.
O objetivo é capacitar as famílias, não é fazer intervenção como nas escolas. Têm que estar disponíveis praticamente 24h, em função das necessidades das famílias, Enfim, e vão ter que acompanhar os oceanos de problemas que as famílias vivem.
A IP lida com problemas graves e precisa de profissionais e equipas estáveis. Os candidatos não deverão pensar: “se não gostar, depois mudo “. Portanto informem-se bem antes de concorrerem a um grupo como este.
Eu já trabalhei na IP e o que diz não é verdade. Desde quando tem devestes 24 horas disponível e ter 25 a 30 famílias!!!!
Deve estar equivocada ou então gosta de destilar veneno.
Falo da minha experiência pessoal. A sua informação está totalmente desatualizada, ou então trabalhou num concelho com densidade populacional baixa. De facto, mesmo dando apoio a 25-30 famílias, ainda há “lista de espera”. Esta é a realidade do norte litoral.
Quanto à disponibilidade, sorte a sua porque não precisou de trabalhar “fora de horas”.
Mantenho a minha opinião relativamente à informação que deve ser prestada aos docentes candidatos, para não concorrerem na ilusão de que vão ser “professores de educação especial do Pré-escolar”. A realidade é outra bem diferente.