Maio 2020 archive

Aulas no verão para combater desigualdades…

Até nem era mau de todo se permitissem férias em setembro, outubro ou novembro aos professores e alunos, mas coo não permitem…

Unicef pede que escolas recebam crianças no verão para diminuir desigualdades

A diretora da Unicef Portugal defendeu que as escolas deviam acolher, durante o verão, as crianças que tiveram dificuldades de aprendizagem através no ensino à distância imposto pela pandemia para tentar diminuir as desigualdades.

Desde meados de março que os alunos desde o 1.º ano até ao 10.º ano estão fechados em casa em ensino à distância e assim vão permanecer até ao final do ano letivo.

Em declarações à Lusa, a diretora executiva da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) Portugal, Beatriz Imperatori, alertou que nem todos estão a conseguir aprender através deste novo modelo de ensino, que o próprio ministro da Educação já reconheceu não ser ideal, mas ser a solução possível durante o período de pandemia de covid-19.

Muitas das crianças e jovens contactadas pela Unicef Portugal revelaram que o ensino à distância “é giro mas não se aprende o mesmo”, contou à Lusa a Beatriz Imperatori.

O desafio que lançamos é que a escola, antes de abrir, possa chamar as crianças mais vulneráveis e possa trabalhar com elas durante o verão de forma formal e não formal para que estejam mais bem preparadas no regresso às aulas”, defendeu.

Para que no regresso às aulas as diferenças estejam minimizadas, as crianças podem frequentar atividades extraescolares durante o verão, podem andar em Atividades de Tempos Livres ou oficinas criativas, o que lhes permite adquirir novos conhecimentos mas também voltar a ter um ambiente escolar.

A representante da Unicef em Portugal lembrou que o papel da escola é o de garantir que todos têm as mesmas oportunidades e que nas escolas os professores sabem quem são os que parece estarem a ficar para trás.

Nos últimos meses, docentes, diretores e até partidos políticos têm alertado para o facto de a pandemia fazer aumentar as desigualdades.

Entre as famílias carenciadas, mais de 50 mil alunos não tinham acesso à internet ou estavam sem computador quando começou o ensino à distância, um problema que foi sendo gradualmente resolvido com a ajuda das comunidades escolares, autarquias e até de voluntários que ofereceram ou emprestaram equipamentos.

No entanto, referiu Beatriz Imperatori, “algumas destas crianças não tinham proximidade a estes meios e por isso foi difícil conseguirem tirar o melhor partido”.

A representante da Unicef considerou que não basta entregar um computador a uma criança e esperar que ela consiga tirar o máximo partido do equipamento, assistir às aulas e fazer os trabalhos que lhes pedem.

Em casa, muitas crianças não têm quem lhes possa tirar as dúvidas e mesmo os pais com mais formação académica estão sem grande disponibilidade para acompanhar os filhos, porque estão em teletrabalho.

Sem aulas presenciais, muitos docentes optaram por enviar trabalhos para os alunos fazerem, mas sem o acompanhamento presencial que existe em sala de aula. Em muitas escolas, as aulas em direto contavam-se pelos dedos de uma mão.

Mas a preocupação da diretora da Unicef prende-se também com os que estão com dificuldades em lidar com os efeitos da pandemia que, de um dia para o outro, os forçou a estar confinados, longe da família e amigos.

A ameaça de morte pela doença, diariamente transmitida pelas notícias, foi outro dos problemas apontados pela representante da Unicef: “É preciso voltar a dar uma perspetiva diferente às crianças. Houve muitas que ficaram temerosas, porque a comunicação social andou muito em torno do eixo vida e morte”, alertou.

Também aqui a escola poderá ajudar a dar uma perspetiva diferente às crianças, tentando explicar as medidas tomadas e os seus efeitos, uma vez que as crianças não têm ainda maturidade para poder perceber o problema como um todo.

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Carreiras e vencimentos docentes no pós ou durante COVID19

 

As informações têm estado sobre o máximo sigilo, não têm revelado nada, porque também não o podem fazer, os cenários são muitos e imprevisíveis.

Até ao final do ano, e se nada surgir em contrário, as progressões estão asseguradas. O que acontecerá depois de 31 de dezembro ainda é uma incógnita, mas começam a ouvir-se um ou outro cenário. A economia caiu, o PIB cai, o défice aumenta… Nada disto pode parecer uma novidade, é lógica.

Vamos sofrer com tudo isto? Vamos. Resta saber de que forma.

Para já podemos conhecer-nos que o tal aumento “prometido” de 1% não acontecerá. Como vamos pagar a crise, ainda não sabemos ou temos a certeza, mas a austeridade não está fora da mesa. Tudo depende como a situação do país, da Europa e do mundo evoluir, e de como o governo, os patrões e a pulação reagirem.

Estamos num limbo de incerteza, mas prefiro estar vivo para pagar esta crise do que a deixar de herança a quem cá ficar. Não quer isso dizer que o farei calado e sem criticar a opção de serem sempre os mesmos a pagar a crise. Se ajudamos os bancos durante a crise que eles provocaram, estamos agora na situação em que o favor tem de ser devolvido da mesma forma.

Cortes salariais “não serão a primeira opção” do governo num cenário de austeridade

Ministra da Modernização do Estado e da Administração Publica admite a possibilidade de um eventual congelamento das progressões de carreira.

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E VERGONHA NA CARA, NÃO?! – Francisco Gomes

 

 

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Carta Aberta – O tudo de uns é o nada de outros

Carta Aberta – O tudo de uns é o nada de outros

Tenho pena, tenho mesmo muita pena, que sejam sempre os mesmos os parentes pobres do sistema, que se queira poupar sempre à custa dos mesmos, que se exija que as coisas corram bem sempre contando com a boa vontade, a disponibilidade, a motivação, a flexibilidade, a criatividade, a determinação, a generosidade, a empatia, o respeito, a liderança, o comprometimento, a paciência, a capacidade de adaptação, a justiça, a equidade na diversidade, o bom senso, a coerência, a otimização, a reflexão, a análise, o espírito de sacrifício, os recursos, esticando a corda até ao limite…
Assume-se como certo, desde sempre, embora não esteja escrito em contrato algum, nem exista qualquer tipo de protocolo, nem tenha sido feita qualquer negociação, que os docentes devem e têm de comprar o material que necessitam para trabalhar, passo a explicar:
– o professor compra, com o seu dinheiro, todo o material de uso corrente que necessita para preparar as aulas e para lecionar (cadernos, lápis, borracha, esferográfica, dossiers, etc.);
– o professor, quando sente necessidade de possuir mais alguns recursos, nomeadamente livros, para melhor preparar os seus alunos para os momentos de avaliação ou para o exame, encomenda-os e paga-os do seu bolso;
– o professor, tantas e tantas vezes, por motivos diversos e variando de escola para escola, imprime em sua casa aquilo que necessita para usar nas aulas com os seus alunos; alguns, até, adquirem uma plastificadora e as respetivas folhas para conseguirem garantir a reutilização e durabilidade de alguns desses recursos;
– o professor que leciona disciplinas que pressupõem a utilização de calculadora gráfica tem de tratar de adquirir uma; e, se o ensino à distância se mantiver, para além deste ano letivo, convém começar a pensar em encomendar uma mesa digitalizadora;
– o professor, no desempenho das suas funções, trabalha cada vez mais com recursos e plataformas digitais, no entanto, as escolas não têm computadores para os docentes trabalharem fora das suas aulas (às vezes nem têm para trabalharem durante as aulas). Assim, cada docente tem de possuir um computador portátil, que leva para a escola, todos os dias, para conseguir cumprir com aquilo que lhe é exigido;
– o professor tem de ter ligação à internet em sua casa, pois não há hora para “desligar” da escola, trabalha fora de horas, recebe mails oficiais fora de horas e envia mails oficiais fora de horas; – o professor, muitas vezes, utiliza o seu telefone ou telemóvel pessoal para contactar com os pais e/ou encarregados de educação dos seus alunos, disponibilizando o seu contacto para que estes o possam fazer no sentido contrário;
Estes são alguns exemplos que comprovam que os professores são os únicos funcionários públicos que têm que levar para o seu local de trabalho as ferramentas que necessitam para exercer a sua profissão (quem parar em frente a uma escola, antes da hora do início das aulas, até poderá pensar que está junto de uma aerogare, pois há quem faça viagens de alguns dias com menos bagagem do que a quantidade de coisas que os docentes levam diariamente para a escola). A verdade nua e crua é que se o ensino à distância funcionou, e continua a funcionar, foi, e é, à custa dos recursos que os docentes têm nas suas casas, adquiridos e mantidos pelos próprios.
Para além do referido acima, existem alguns casos em que um professor quando chega de novo a uma escola é informado que terá de lecionar em diferentes polos dessa unidade orgânica, não existindo horários dos transportes públicos que permitam fazer, por essa via, as necessárias deslocações; note-se que, quando concorreu, não fazia parte dos requisitos ter carta de condução e possuir viatura. Os outros funcionários públicos fazem as suas deslocações em serviço nas viaturas oficiais, tendo alguns, até, direito a condutor.
Aquilo que muitos pensam, e que poucos contradizem, é que os professores ganham muito bem e têm muitas férias. Sobre isto, também tenho algumas coisas a dizer. Vou falar do meu caso concreto, servindo como exemplo para o leitor perceber o que se passa com milhares e milhares de professores deste país:
– os professores nunca trabalharam tanto, nunca lhes foi exigido tanto como nos dias que correm (não estou a falar das mudanças radicais que vivemos nos últimos meses, em consequência da pandemia que assola o mundo, e para as quais tivemos de dar resposta num tempo recorde), no entanto, estou a receber o mesmo que recebia há 18 anos, tendo durante algum tempo deste período recebido ainda menos. E não, contrariamente àquilo que se julga, não há professores a ganhar milhares de euros por mês;
– no ano letivo transato, contabilizei 80 horas passadas em reuniões, após o horário letivo normal da minha escola (tenho-as todas anotadas no meu caderno, um daqueles que uso em trabalho e foi comprado com o meu dinheiro…); cumpre-me aqui esclarecer que estas horas não são pagas nem como horas extraordinárias, nem de qualquer outra forma, e não incluem o restante trabalho realizado para a escola, pela noite dentro e aos fins-de-semana; imaginem, não é o meu caso, as dificuldades e angústias por que passa uma professora que se encontra colocada numa escola, longe dos restantes familiares, e que tem consigo filhos pequenos;
– sou coordenadora de departamento curricular (não me disponibilizei para o efeito, não votei em mim e não posso recusar o cargo) e recebo uma gratificação por exercer essa função; devido a esse acréscimo no meu vencimento base, subo no escalão do IRS, e aquilo que realmente recebo a mais por esse cargo corresponde a 42% do valor dessa bonificação; registei, também, todas as horas que trabalhei por conta do departamento, durante dois meses, não contando os contactos informais com colegas que são realizados frequentemente, e, através de uma básica regra de três simples, cheguei à conclusão que cada uma dessas horas foi paga pela módica quantia de 3,85 euros (esta remuneração é inferior ao valor pago por hora de trabalho de um funcionário público que receba o ordenado mínimo). Aqui, tenho de abrir um pequeno parêntesis: acho absurdo, para não dizer indecente, que um “técnico superior”, após 5 anos a estudar numa universidade, seja remunerado desta forma e questiono-me, com muita frequência, se valerá a pena pagar cursos superiores aos nossos filhos, nestas condições.
Estivemos a “desbravar terreno” durante quase dois meses no ensino à distância e, no meio de muita angústia e noites mal dormidas, conseguimos chegar a um patamar satisfatório nesta nova e tão diferente modalidade. Neste momento, regressamos todos à escola gerindo as incongruências que nos foram impostas pela tutela, no meio de evidente desnorte. Recebemos fortes recomendações para cumprirmos o distanciamento social, para fazermos a higienização frequente das mãos e cumprirmos com as regras da etiqueta respiratória. Para além destes cuidados, temos de usar máscaras. E é de máscaras que quero falar… Pois bem, no primeiro dia de aulas deste retorno à escola, dia 11 de maio, recebemos duas máscaras laváveis, numa embalagem que continha, também, um panfleto com as instruções de lavagem e utilização das mesmas. Com a primeira lavagem, à mão, antes ainda da primeira utilização, uma das máscaras que me deram começou a desintegrar-se, ou seja o TNT, que deveria funcionar como filtro fixo no interior da máscara, começou a apartar.
Afinal, entregaram-me máscaras de qualidade duvidosa! Nas instruções, era também referido que as máscaras não devem ser utilizadas mais do que 4 horas seguidas, devem ser lavadas após cada utilização e usadas bem secas. Isto é gozar com a nossa cara! Num dia em que tenho aulas de manhã, à tarde e tenho uma reunião ao final do dia, como aconteceu na segunda-feira passada, tenho de utilizar, no mínimo, 3 máscaras.
O meu serviço entregou-me duas (mesmo havendo dias em que necessito de 3), que tenho de usar sempre que estiver no interior da escola, que devo lavar e secar para utilizar no dia seguinte. Esta é a prova de que as máscaras fornecidas na minha escola, e é da minha escola que falo, não foram em quantidade que permita o seu uso em exclusivo dentro das instalações escolares e muito menos obedecem aos padrões de qualidade recomendados. Mais uma vez, está o sistema à espera que os professores comprem os acessórios que necessitam para trabalhar. Mais uma vez, verificamos que nos outros serviços públicos são fornecidas máscaras descartáveis aos funcionários.
Será que alguém ainda pensa que a educação “pesa” muito nas contas do estado? Se as escolas tivessem as mesmas condições que os outros serviços, o estado teria muitos mais, mas mesmo muitos mais, encargos com a educação!
Estou a trilhar o 25º ano da minha carreira profissional e gostei da escola desde o primeiro dia em que nela entrei, já lá vão 41 anos. Neste momento, estou cansada e farta e só me apetece mudar de vida. Pior do que estar exausta, é sentir a ingratidão, o abandono e o desrespeito…

Rosa Maciel

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As Atividades de Apoio à Família no Pré-Escolar Podem Abrir Já Dia 1 de Junho

Depois de esclarecer a dúvida sobre  este artigo, junto de responsáveis do ME, informo que as Atividades de Apoio à Família promovidas pelas autarquias na Educação Pré-Escolar, que complementam o período antes e após as atividades letivas podem funcionar já a partir do dia 1 de Junho.

O número 4 que refere: “4 — Sem prejuízo do disposto no n.º 2, as demais atividades de apoio à família e de ocupação de tempos livres ou similares apenas podem funcionar a partir do final do ano letivo.” aplica-se apenas aos ATL ou outras atividades que complementam a atividade não letiva, que não as Atividades de Apoio à Família.

Assim, fica sem efeito o artigo anterior que fazia uma leitura errada, mas à letra do texto, uma vontade que não é a do Ministério da Educação.

Assim, os pais podem ficar descansados que os períodos antes e após a atividade letiva do pré-escolar continuará a ser assegurado.

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Segunda-feira as escolas vão-se encher de alunos… do 1.º e 2.º Ciclo

 

Com a terceira fase de desconfinamento não serão só os alunos do Educação Pré-Escolar que regressarão à escola, haverá muitos mais a regressar.

Com as medidas anunciadas ontem e legisladas hoje, as famílias não terão outra hipótese de deixar as crianças nas escolas de acolhimento, em casa dos avós ou entregues a si mesmos.

O fim do teletrabalho obrigatório, o fim da suspensão de serviço, a cessação do apoio excecional à família por assistência a filhos ou outros dependentes a cargo decorrente da opção de não deixar os filhos ou outros dependentes na creche, ama, ou centros de atividades ocupacionais e a reabertura de valências, vai deixar muitos pais sem alternativa.  Para muitos o corte de vencimento que são sujeitos os que recorrem ao apoio excecional de apoio à família está a tornar-se insustentável. Juntando-se a tudo isto, teremos a pressão por parte dos patrões para o regresso ao trabalho.

As escolas deverão estar à espera de um aumento significativo do número de crianças a frequentar as escolas de acolhimento.

Isto traz outros problemas. As escolas de acolhimento não estão preparadas para o E@D a não ser através do telensino, o que faz com que, ou os alunos levam de casa o equipamento informático para assistirem às aulas síncronas e assíncronas que estão a decorrer, ou limitar-se-ão a aulas assíncronas ao final do dia quando voltarem a casa. Mais uma a juntar ao role de razões para a fomentação de desigualdade de oportunidades entre os alunos…

Não esquecer que com o aumento de número de alunos nas escolas de acolhimento será necessário destacar mais pessoal docente e não docente para essas escolas.

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Fazem Falta as Avaliações Finais de Forma Presencial

Com a chegada do final do ano letivo e com a avaliação final dos alunos considero importante que as reuniões de avaliação sejam feitas de forma presencial.

O novo limite de concentração passa a ser 20 pessoas com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020, que prorroga a declaração da situação de calamidade, no âmbito da pandemia da doença
COVID -19.

Com este número limite, qualquer conselho de turma poderá reunir presencialmente.  Algo que considero fundamental e até desejável, desde que com os devidos distanciamentos e regras da DGS.

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Norma 2/JNE – Instruções para a realização, classificação, reapreciação e reclamação das Provas e Exames do Ensino Básico e Secundário.

Quase em Junho lá saiu a Norma 2 do Júri Nacional de Exames com as instruções para a realização, classificação, reapreciação e reclamação das Provas e Exames do Ensino Básico e Secundário.

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