“Balha-me” Deus… nem consigo comentar!
As crianças necessitam de brincar umas com as outras e não é à distância.
Chapéus com hélices são a solução para a distância social nos jardins de infância em Arcos de Valdevez
A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro héllices.
Os chapéus foram montados pelos próprios alunos e apelidados de “estamos de volta”, informa a autarquia num comunicado divulgado nas redes sociais. Segundo a autarquuia, cada hélice tem 1,20 metros e funciona “como uma sugestão amiga de afastamento”.
Segundo a autarquia, foram oferecidos às crianças 380 destes dispositivos que tentam promover a segurança de uma forma lúdica. Compostos por sete peças em polipropileno, a montagem do mesmo serve como um “elemento de grande originalidade e cariz pedagógico”, segundo a autarquia.
A ideia recolhe, nas redes sociais, aplausos pela criatividade e críticas pelo distanciamento que cria entre as crianças.
Esta iniciativa não é novidade, tendo já sido usada na China quando as crianças regressaram às aulas, no início de abril.
Esta segunda-feira, a diretora-geral da Saúde lembrou, no dia da criança, que é essencial que os mais novos voltem a brincar uns com os outros, mas avisou para a necessidade de não esquecer que é essencial manter as regras de segurança, apelando especial cuidado por parte dos educadores.




14 comentários
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Se tal for considerado uma brincadeira que as protege qual o problema? Será que ficam com traumas???
É um bocado foleiro mas se for usado na brincadeira tudo bem.
Aliás devia ser de uso obrigatório para os adultos
Vê-se bem que não percebes nada de crianças com esta idade. Deixa-te ser avô, porque já não te lembras de como é ser pai de crianças desta idade.
Limita-te à tua área de ensino,já tens com que te entreter.
1- Equiparo a medidas do género: colocar uma divisória entre cada criança. Isto contraria a natureza que cumpre respeitar nesta faixa etária, de descoberta, inquietude e de interação social insaciável. Se a alternativa a estar em casa é esta então é preferível estar em casa.
Acontece que existe alternativa: tomar os cuidados com trocas de roupa, higiene, desinfeção de objetos partilhados, …, mas sem sacrificar o desenvolvimento das crianças num contexto de felicidade e de acordo com as necessidades de um envolvimento social e emocional ricos e positivos.
2- Quem considera «giro e divertido», experimente colocar este chapéu ridículo e desrespeitoso junto a um grupo de crianças e verifiquem quantas o colocam e por quanto tempo. Então sim, poderemos retirar ilações sobre o entendimento destas em relação a este objeto disparatado. Trabalho com crianças e jovens e pela minha experiência e observação deste «público», apenas por decreto este adereço seria adotado pelas crianças.
3- Quem teve esta ideia, só pode trabalhar longe do contexto diário do convívio com crianças e deveria ser obrigado a colocar este chapéu para provar da alegria que de forma alienada pretende atribuir aos outros pela sua utilização.
É um completo absurdo.
Nota Biográfica Vereadora Emília Cerdeira
Emília da Graça Neto Cerdeira é natural do Mónaco, solteira, mestre em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (2012) e encontra-se inscrita na Ordem dos Farmacêuticos, com a cédula profissional 19222.
De Outubro de 2012 a Novembro de 2013 foi Farmacêutica no Laboratório de Manipulados da Farmácia Barreiros, no Porto.
De Novembro de 2013 a Outubro de 2017 foi Farmacêutica na Farmácia de Chafé, Viana do Castelo.
De 2013 a 2017 exerceu funções como membro da bancada do Partido Social Democrata na Assembleia Municipal.
Em Outubro de 2017 assume o cargo de Vereadora e a responsabilidade pelas áreas da Educação; Associativismo; Juventude e Desporto; Sistema de Gestão da Qualidade; Gestão do Sistema de Informação e Modernização Administrativa.
Pedagogia é coisa que não falta à Exma. Sra. Dra. Vereadora da Educação da Câmara Municipal…
É uma imagem que dá que pensar…e muito.
Quem são os mentores desta ideia tão cruel e nada inclusiva?
“Voltei à escola! a sério? Para andar com um helicóptero na cabeça e não “fazer amigos”… prefiro ficar em casa…sempre tenho vizinhos mais próximos e aprendi a lavar as mãos … a não me aproximar tanto, etc… mas acima de tudo a pensar e a ter a cabeça livre …o que falta a muitos adultos…é pena porque também eu lhes sei ensinar”.
Ai, espero que as crianças não levantem voo!
E já agora, escreve-se helicóptero! É um absurdo ler a quantidade de erros neste blog supostamente vinculado a pessoas com responsabilidades educativas.
Deve ser por isso que a palavra se encontra entre aspas. Também podemos pensar que está assim escrito por ser a forma como as crianças o dizem, ou então como o autor imaginou que dizem.
No final entende-se como uma critica, mas para isso é necessário olhar para lá da ortografia, isso é muito difícil para a maioria.
Chinesices..Não tarda estão a dar as de morcego com pangolim nos refeitórios.)))
Os adultos( alguns) é que precisavam duns “chapéus” desta categoria.
1- Equiparo a medidas do género: colocar uma divisória entre cada criança. Isto contraria a natureza que cumpre respeitar nesta faixa etária, de descoberta, inquietude e de interação social insaciável. Se a alternativa a estar em casa é esta então é preferível estar em casa.
Acontece que existe alternativa: tomar os cuidados com trocas de roupa, higiene, desinfeção de objetos partilhados, …, mas sem sacrificar o desenvolvimento das crianças num contexto de felicidade e de acordo com as necessidades de um envolvimento social e emocional ricos e positivos.
2- Quem considera «giro e divertido», experimente colocar este chapéu ridículo e desrespeitoso junto a um grupo de crianças e verifiquem quantas o colocam e por quanto tempo. Então sim, poderemos retirar ilações sobre o entendimento destas em relação a este objeto disparatado. Trabalho com crianças e jovens e pela minha experiência e observação deste «público», apenas por decreto este adereço seria adotado pelas crianças.
3- Quem teve esta ideia, só pode trabalhar longe do contexto diário do convívio com crianças e deveria ser obrigado a colocar este chapéu para provar da alegria que de forma alienada pretende atribuir aos outros pela sua utilização.
É um completo absurdo.
Ideia disparatada e absurda!
Se observarem bem, as crianças não parecem nada divertidas e confortáveis…
Sinceramente, lembrei-me logo das “orelhas de burro”…
Foi infeliz quem teve a ideia, mas obrigar as crianças a envolverem-se na montagem de um adereço que as vai afastar dos amigos ainda faz menos sentido e responsabiliza igualmente quem está no direto e concretiza este tipo de propostas.
O que estamos a passar para estas crianças??? Estamos a compactuar e reforçar algo que vai totalmente contra a sua natureza e espontaneidade…
Lamentável falta de Bom Senso.
Eu até acho os bonés bastante parvos… Mas se vão para a escola terão de haver regras… Ah, já sei… traumatiza as criancinhas… Tudo o que sejam regras, mesmo no meio de um pandemia, é sempre para a brigada , pós-moderna, do trauma entrar em acção!
P.S. Tenho dois rebentos, na minha actualidade, que estão naquela idade da liberdade e … em que avezinhas chilreiam, enquanto eles se enlaçam , e da interacção social imparável e coiso e tal… e tenho os meus pais velhos e não quero que eles vão desta para melhor… como fizeram em países tão nórdicos e sábios. Por este último, e por respeito aos outros, as minhas crianças param com a interacção social, em prol da sociedade!