A oportunidade de classificar menos e avaliar mais

 

Há quem esteja a ver a pandemia como uma oportunidade de mudança de certos paradigmas instituídos. Na questão da avaliação dos alunos e das suas aprendizagens este tema é recorrente.

A defesa do abandono dos testes como ponto central da avaliação é hoje em dia um debate aceso. A impossibilidade da idoneidade na realização de testes à distância, trouxe uma adaptação forçada de elementos avaliativos. Os defensores do método “alternativo” viram a oportunidade e estão a aproveitá-la, contra a frustação dos que defendem os testes como única e exclusiva forma de aferir conhecimentos.

Pandemia “é oportunidade” para retirar peso aos testes escritos na avaliação

Diretores e professores concordam: o sistema avaliativo tradicionalmente aplicado na vasta maioria das escolas deve ser alvo de uma reforma. Uma transformação que pode ser instigada pela adaptação que as escolas já foram obrigadas a fazer, devido ao ensino à distância.

iretores e professores consideram que este é apenas um passo no caminho certo, aquele que já deveria ser o da educação, e que as escolas devem aproveitar esta oportunidade para mudar o paradigma.

“Toda a gente dá valor” a um teste escrito, “professores, pais e alunos”. “Até dá a ideia de que se não houvesse testes escritos o aluno não poderia ser avaliado, e pode”, diz o dirigente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

A discussão adensa-se com o anúncio da possibilidade de um próximo ano letivo híbrido (com ensino presencial e à distância), por força da ausência de uma vacina que trave a atual pandemia de covid-19. Pode este critério de avaliação prevalecer com a mesma ponderação? Filinto Lima diz que “há outros critérios que devem ter maior ponderação, como a apresentação oral de trabalhos”.

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57 comentários

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    • Alexandra Almeida on 3 de Junho de 2020 at 15:10
    • Responder

    Se é assim tão bom “avaliar à distância”, então acabem com os exames presenciais! Não acham?
    O IAVE manda o exame para os alunos que “no conforto das suas casas” e o explicador ao lado, o fazem…
    SINCERAMENTE!
    IGNORÂNCIA!

    Que os testes não são a única forma de avaliação, todos sabemos… Agora menosprezar o elemento mais credível no leque avaliativo, é não perceber nada do assunto!
    Sabe este senhor, por acaso, que há alunos que durante 6 meses tinham entre 40 e 60% a uma determinada disciplina e agora enviam os trabalhos 100% certinhos?…

    • Matilde on 3 de Junho de 2020 at 15:42
    • Responder

    Lendo o artigo publicado no DN:

    Esta é, de facto, a melhor oportunidade para se passar a avaliar mais e a classificar menos, abandonando, entre outros, os testes como pontos centrais da avaliação…

    Esta é, de facto, a melhor oportunidade para passar a privilegiar a criatividade e a imaginação em detrimento da memorização…

    Esta é, de facto, a melhor oportunidade para a emergência de um novo paradigma e para a desconstrução do sistema actual…

    Estava tudo a ir tão bem, não estava? Pois… Só que não…

    Porque subitamente: aparece o fantasma dos Exames, de forma quase furtiva, sem que nada o fizesse prever, quando tudo estava a ir tão bem!
    Em todo o seu esplendor e em toda a sua glória, eis que surgem os Exames, num contexto onde, aparentemente, não teriam lugar para aparecer…

    Afinal, a realização de Exames continua a ser defendida, apesar de tudo o que anteriormente foi afirmado no sentido exactamente oposto… Incongruente, paradoxal, contraditório, incompatível, incoerente, sem lógica, desconexo, inconciliável…

    Tem que existir COERÊNCIA e CONSISTÊNCIA no modelo que vier a ser adoptado, seja ele qual for… Sem isso, não haverá um modelo, haverá apenas um conjunto de medidas avulsas, uma espécie de “manta de retalhos”, sem credibilidade, sem fiabilidade e sem qualquer leitmotiv…

    E quando o “exorcismo” parecia ter sido realizado com êxito… aparece, de novo, o fantasma…

    Já não há paciência nem tolerância…

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 20:50
      • Responder

      Sim, sim… engenheiros cheios de imaginação e formar neurocirogiões com mildfulness e rimas de criatividade… Já agora para a vacina do COVID… uma resma de cientistas ”barras” nos Florais de Bach…

        • Matilde on 3 de Junho de 2020 at 22:08
        • Responder

        Tanto preconceito que por aí vai…

        Por favor, não confundir coisas boas (criatividade e imaginação) com coisas ligeiramente duvidosas (“mindfulness” e “florais de Bach”)… 🙂

        E, já agora, relembro que não existem “mentes brilhantes” sem criatividade e sem imaginação, seja em que domínio for…

      • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 16:29
      • Responder

      @Matilde

      Ninguém consegue aplicar o que não tem.
      E explico:
      Considero muito correcto que se avalie a imaginação e a criatividade DESDE QUE haja desafios que permitam deduzir essas valências.
      Porém, e por regra, antes de se aplicarem os conhecimentos numa tarefa criativa, têm de ser assimilados, em primeiro lugar, os conhecimentos básicos.
      Sem conhecimentos básicos, seja em que disciplina for, não é possível a sua aplicação correcta. E a criatividade pode evidenciar-se em desafios de aplicação correcta de conhecimentos. Nunca de forma determinista.

      Ora para ministrar conhecimentos básicos, geralmente prescritos nos Programas Curriculares, demora imenso tempo (praticamente um ano lectivo, de cada vez).
      E uma actividade em que se permite ao aluno ser criativo ao aplicar os conhecimentos adquiridos pode comprometer grandemente o pouco tempo que se tem para se ensinar o básico exigível.

      Esse pressuposto implica reduzir drasticamente o tempo para o ensino de conhecimentos suficientes e comprometer o restante tempo em exercícios “criativos”.

      Além de que nem todas as disciplinas são propensas à aplicação criativa dos conhecimentos. Só mesmo eventualmente na forma, e não no conteúdo.
      Mas para isso existem as disciplinas de expressão artística, aliás muito subvalorizadas.
      As quais, convenhamos, não podem andar a reboque dos caprichos de outras disciplinas, o que acontece frequentemente.

      A disciplina de Matemática, por exemplo, particularmente no Ensino Secundário, permite a aplicação criativa de conhecimentos. Mas é preciso que o aluno os tenha interiorizado de forma correcta.

      Não subscrevo a tese de que o Ensino Regular venha a assumir o paradigma dos Cursos Profissionais, em que a componente prática é predominante e dá facilmente azo a trabalhos criativos. Mas, volto a dizer, nem todas as áreas do conhecimento são propícias para explorar a componente criativa.
      Assumir tal paradigma acaba por desvirtuar o grau de exigência que é requerido para alunos que queiram singrar no Ensino Superior. E isso é perverso!
      Existe Ensino Regular e Ensino profissionalizante, e julgo que estas valências devem existir para garantir a oferta diversificada a alunos com diferentes perspectivas de futuro.

      O exemplo paradigmático da subversão em que pode cair o acto criativo é, por exemplo, a subversão de factos históricos aplicados em “Romances Históricos”, em que há uma tendência real para criar mitos que não correspondem à realidade factual.

      É preciso ter ciudado e bom senso quando se fala de criatividade e imaginação no Ensino, de forma generalista.

    • Maria de Fátima on 3 de Junho de 2020 at 16:17
    • Responder

    Esse sistema só vai beneficiar o aluno que tem explicador que o ajude na realização dos trabalhos e na preparação das apresentações orais. Até basta que o aluno faça uma pesquisa na internet ,que obtém já realizados por outros, os trabalhos que lhe são propostos pelos professores e o mesmo acontece relativamente às apresentações orais.
    Na minha opinião o aluno têm de ser confrontado no momento, sem ajudas, ou seja individualmente, com as situações que têm de resolver e de solucionar. Estamos a falar de crianças e jovens ainda em crescimento, que necessitam de estímulos e assim conseguir desenvolver competências, que a meu ver só se desenvolvem se houver empenho e motivação do próprio aluno, quando confrontado individualmente com as situações.


  1. o aluno pode ser avaliado sem testes, mas no secundario o que diferencia um 14 de um 16 ? ou um 18 de um 19 ? ou um 12 de um 13?

    Se querem isso estão mudem a nomenclatura da escala, façam como os americanos, A ,B ,C, D , F

      • Matilde on 3 de Junho de 2020 at 16:54
      • Responder

      Pois, o problema é justamente esse: se o paradigma mudar, tudo o resto também deverá ser alterado, desde a escala até à forma como se processam as candidaturas ao ensino superior… E a escala tanto pode ser essa como outra qualquer, desde que seja consonante com o modelo que se pretende edificar…

      O que não tem qualquer lógica é afirmar-se que o paradigma se alterou, mas continuar com os procedimentos anteriores…
      Tem que existir coerência entre todos os procedimentos e os instrumentos utilizados têm que ter consistência interna… Se não for assim, ficaremos no reino da “brincadeira” e do “faz de conta”…

        • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 20:55
        • Responder

        … eu acho que deviam entrar em Medicina, por exemplo, a citar trechos completos do Paulo Coelho … ou os mais fortes no jogo da macaca…

          • Matilde on 3 de Junho de 2020 at 21:49

          Sem ironias, acredite que eu acho isso há muito tempo…

          Só quem nunca se confrontou com jovens angustiados, ansiosos, em esgotamento e exaustão psicológica e, muitas vezes, fortemente deprimidos, à custa da média necessária para entrar em Medicina é que pode achar o contrário…

          E isto para já não falar do perfil de competências relacionais que intrinsecamente um jovem candidato a Medicina deveria ter, mas que muitas vezes não tem… Mas isso também não interessa para nada. Ter a média necessária é quanto baste para muitos…
          Horizontes pequeninos, esses…

          Entrar em Medicina pode não ser um “conto de fadas” e podia ser muito menos dramático para alguns…

          • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 23:01

          Não é preconceito é pragmatismo e estar um bocado farto de ouvir , até à exaustão, uma mentira sobre o que é, o que foi, e o que deveria ser a Escola! Onde está a imaginação sem conhecimento?Explique-me…

          • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 23:07

          … pois, lá está… diz-me que a sua bitola é o Paulo Coelho… Estamos conversados!
          E sabe… daquela senhora que gosta muito da Escola Pública, ocupa um cargo destacado na política, mas tem os filhos no Colégio Alemão? E só não os têm em Eton, porque não podem… Mas amam a criatividade, e os miosótis floridos… e todas coisas luminosas que vão alumiando o Mundo… Estão a segmentar, ainda mais, as Escolas com uma aparência contrária… É o chamado tiro pela culatra…

          • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 16:50

          @Matilde

          Nada se faz sem trabalho!
          Por vezes é necessário assumir algum sacrifício quando se pretendem atingir determinados objectivos.

          O contrário é o facilitismo!
          Em nome de quê? De NÓS acharmos que ELES são uns sacrificadozinhos?

          Para superar desafios é preciso Força de Vontade. Nem todos a têm e desistem.
          Mas quem supera um grande desafio, acredite:
          O sentimento de realização pessoal é impagável!
          E promove a auto-confiança e reforça o amor-próprio!


  2. depois para as universidades passamos a usar o GPA (Grade Point Average), o desempenho do aluno no SAT e cartas de recomendação dos professores


  3. usando o sistema atual portugues , onde o que conta é a media do secundario + exames nacionais esse paleio do artigo nao tem nenhum sentido

      • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 16:42
      • Responder

      E nos outros países, como é?
      O sistema de avaliação é precisamente o mesmo.

      O sistema alemão ainda é mais pragmático:
      Quem não evidencia capacidades no ensino regular, é aconselhado a tirar um curso prático, para alimentar os postos da indústria alemã.

      A igualdade de oportunidades é um mito.
      Pois isso pressupõe que todos os seres humanos sejam fisiologicamente iguais e com as mesmas capacidades, o que é falso.
      Só os líricos marxistas é que ignoram esse facto.
      E tentam nivelar tudopor baixo para “fabricar” o conceito de que todos são iguais e têm asmesmas oportunidades.
      Tretas!


  4. aaa e ja me esquecia …. AS REGRAS NAO MUDAM A MEIO DO JOGO

    • MaisumCosta on 3 de Junho de 2020 at 17:22
    • Responder

    Lá voltamos aos construtivismos da treta. Estas” mudanças de paradigma” vejo-as defendidas por alguns directores, psicólogos, empreendedores, etc., etc., etc. (muitos eteceteras, mesmo, com motivações várias) mas não pelos professores, professores mesmo, que exercem diariamente na escola. E depois, o Filinto, sempre o Filinto, chiça!
    A prioridade, antes de qualquer discussão, devia ser o regresso à escola, o regresso à normalidade, acalmar, assentar, recomeçar a vida e acabar com novos normais e novos paradigmas que, verdadeiramente, são ovos de serpente.

    • Luluzinha on 3 de Junho de 2020 at 18:31
    • Responder

    Isso, esvaziem, paulatinamente, as funções normativas do professor e transformem-no num mero “entertainer”. Também não entendo a aversão de algumas pessoas a tudo o que diga respeito a exames, diabolizando qualquer forma de aferição mais formal de conhecimentos e competências. Qualquer dia, nada se faz, nada se avalia, nada é mensurável, porque tudo deve ser muito leve, muito ligeiro, muito divertido, muito informal, enfim, muito vazio.

    • Matilde on 3 de Junho de 2020 at 21:10
    • Responder

    Regista-se, com agrado e satisfação, o facto de, finalmente, ter emitido uma opinião não apenas prescritiva de correcções ao nível da Língua Portuguesa… 🙂

    “…nada é mensurável…”

    Pelo contrário, TUDO é mensurável, mas com instrumentos válidos e adequados àquilo que se quer medir ou avaliar…

    Mas para isso, e em primeiro lugar, é necessário definir o que se quer avaliar e todos os parâmetros ou variáveis que compõem o objecto da avaliação; em segundo lugar, é impreterível definir os propósitos ou as finalidades da avaliação que se pretende efectuar…

    E são essas definições que carecem (ainda) de esclarecimentos e de aclaração, senão continuaremos a discutir “batatas”…

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 21:47
      • Responder

      Esta intervenção foi imaculada, no ponto de vista da clareza… e nada gongórica… um brinco de Lógica!

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 23:11
      • Responder

      ”… e todos os parâmetros ou variáveis que compõem o objecto da avaliação; em segundo lugar, é impreterível definir os propósitos ou as finalidades da avaliação que se pretende efectuar…”

      E depois desta… não é preciso dizer mais nada sobre aquilo que estamos a falar e da sua limpidez retórica…

        • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 9:46
        • Responder

        Explico-me melhor: contrariamente ao que afirmou lá em cima, a minha bitola não é o Paulo Coelho ou o Jogo da Macaca…

        A minha “bitola” é qualquer coisa que NÃO SEJA o absurdo de esforço, sobretudo ao nível da memorização, que é exigido aos jovens candidatos ao curso de Medicina ou a outros cursos com médias igualmente astronómicas… E isso tanto pode ser o Paulo Coelho e o Jogo da Macaca como outra coisa qualquer, desde que não assuma o carácter de “vida ou morte”, “tudo ou nada”…

        “Onde está a imaginação sem conhecimento? Explique-me…”
        A imaginação e a criatividade estão em interdependência e em correlação com o conhecimento e isso não é o mesmo que uma relação causal (causa-efeito), como está implícito nas suas palavras…
        A sua perspectiva acerca da aquisição do conhecimento, parece-me reducionista, nos termos anteriores…

        Por outro lado, uma “mente brilhante”, o que quer que isso seja, não pode ser medida por critérios estritamente numéricos, como o são as médias de ingresso ao ensino superior.

        Se uma mente brilhante, em termos estritamente cognitivos, não for capaz de “brincar”, no sentido de ser criativo e imaginativo e de desfrutar, divertir-se e até rir de si próprio e dos outros…
        No fundo é isto: tem que haver vida, para além das médias… (inspiração momentânea à luz das palavras de Jorge Sampaio, há uns anos, sobre o défice…).

        O que é realmente preocupante é ver jovens com capacidades cognitivas acima da média, mas “formatados” e “alienados”, sem capacidade de espírito crítico, alheados da realidade e sem capacidade de “brincar”…

        Quanto à tal senhora, é o habitual registo hipócrita e destituído de ética que vinga na generalidade dos políticos em Portugal… Esse parece ser o nosso “fado”, lamentavelmente…

          • MaisumCosta on 4 de Junho de 2020 at 11:08

          A Matilde, como muitos outros que desvalorizam o conhecimento e a avaliação rigorosa e formal, traça um cenário negro e completamente desajustado da realidade do ensino e aprendizagem e do trabalho dos professores nas nossas escolas. Aquilo que descrevem como sendo o ensino na escola de hoje é falso. O cenário que traçou é globalmente irreal. Os professores não despejam matéria, como muitos dizem, os professores preocupam-se com os seus alunos como pessoas e procuram chegar a todos. Mas isso é diferente de uma agenda contra exames, contra testes, contra a sala de aula, contra o conhecimento e avaliação rigorosa para todos para que tenham as mesmas armas, na medida do possível, na vida que terão pela frente. A generalidade dos professores é culta e sabe distinguir entre o ensino que prepara para a vida, com conhecimentos e saber nas várias áreas disciplinares, e a sua desvalorização e substituição por uma escola pública de mínimos que parte do princípio de que, se é para todos, não pode ser exigente em conhecimento.

    • Paulo Pereira on 3 de Junho de 2020 at 22:08
    • Responder

    Propostas superficiais e generalistas dão sempre azo a reacções igualmente generalistas e corporativistas.

    Há opiniões absolutamente distintas no modo de avaliar se dermos a palavra a:
    a) Educadores;
    b) Professores do 1.º Ciclo;
    c) Professores do 2.º e 3.º Ciclos;
    d) Professores do Ensino Secundário;
    e) Professores de Cursos profissionais.

    O grande problema do processo avaliativo é o “umbiguismo” de cada um dos docentes tipificados atrás, e que tende para fazer generalizações absurdas para os demais, convencidos que são “eles” que têm a razão.

    Depois há os “teóricos”, ou seja, os académicos que mal conhecem as dinâmicas de cada uma das tipologias de docentes, e vai daí, propõem orientações generalistas e universais sem ponderar as diferentes etapas da aprendizagem em função dos ciclos de ensino.
    Depois encontramos situações absurdas em que, por exemplo, educadoras do pré-escolar fazem generalizações sobre o modo de avaliar a docentes do 3.º Ciclo e Secundário. E vice-versa. Ou seja, “umbiguismo” e algum grau de idiotia.

    Obviamente que há que ponderar o TODO da Educação enquanto Sistema, analisando todas as suas partes, e não fazer generalizações universais, pois cada Ciclo avaliativo tem especificações próprias no que refere à avaliação dos alunos.

    Sendo certo que há um certo vício e comodismo por parte da maioria dos docentes (particularmente do 2.º Ciclo ao Secundário) em recorrer sistematicamente às avaliações SOMATIVAS, através de testes escritos, não convém esquecer que a componente FORMATIVA, também tem de ser equacionada. Esta última, todavia, é bem mais complexa, pois implica ter de fazer sistematizações e quadros de referência para avaliar da forma mais imparcial possível.
    E não está fora de cogitação que uma avaliação Formativa tenha também de ser convertida num valor, para efeitos de Classificação. Se não o fosse gerar-se-ia um relativismo nas decisões, ocultadas em malabarismos retóricos, e uma tendência real para arbitrariedades. Ora isto seria sinónimo de falta de profissionalismo.

    Percebe-se que a avaliação Somativa e a avaliação Formativa têm diferentes valências e pesos para cada Ciclo de Ensino. Julgo não ser controverso dizer que a avaliação somativa tem maior peso no Ensino Secundário. Do mesmo modo que a avaliação Formativa tem maior peso no pré-escolar e 1.º Ciclo.
    Porém, ambas devem coexistir. Até mesmo no Ensino Superior.

    Dispensar avaliações somativas é disparatado!
    Porém, o grande desafio consiste em criar sistemas validados para que as avaliações formativas se façam com rigor.
    Há demasiados académicos que defendem, em abstracto, a incidência maior da componente formativa nas avaliações. Porém, ainda não vi nenhum a apresentar sistemas credíveis para aplicar de forma rigorosa a avaliação formativa.

    O que se constata, na maioria dos casos, é o “desenrascanso” e as interpretações pessoais sobre o assunto.
    Num país como Portugal, o que se costuma dizer é: “para quem é, carapau basta!”
    E assim se vai exercendo a profissão…

      • Paulo Pereira on 3 de Junho de 2020 at 22:25
      • Responder

      …Além de que há uma diferença grande entre Educação e Ensino.

      A Escola educa como complemento à Família.
      O Ensino consiste em ministrar conhecimentos para habilitar o aluno de competências para o mercado de trabalho ou para a progressão de estudos. Neste processo, a Educação actua de forma subsidiária (educação inter-pares e para a cidadania), pois o processo de Ensino e Aprendizagem também promove a educação do aluno, com valências suplementares às da Família.

      • Brigas on 3 de Junho de 2020 at 23:02
      • Responder

      Paulo Pereira, acabaste por ser mais teórico que os teóricos que mencionas e muito bem.
      Quando dizes”não vi nenhum a apresentar sistemas credíveis para aplicar de forma rigorosa a avaliação formativa”, só tenho a dizer… Claro que não viste nem verás. Pois quantificar isso de forma idónea e correta ia ocupar 30horas do dia.
      Aliás tu próprio no teu imenso post não o fazes.
      Dizes que todos pensam no seu umbigo…lógico a experiencia pessoal subrepõe-se e ainda bem, falam daquilo que sabem.

      Tu no post , para mostrares que não pensas no teu umbigo acusas e escondes-te atrás de teorias não praticáveis e fora dos atuais moldes de seleção de alunos para o ensino superior.

        • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 14:55
        • Responder

        @Brigas

        Considero de mau tom tratar-me por “tu”, quando não nos conhecemos. Essa prática é muito comum entre “camaradas” professores, e já estou habituado. Mas adiante!

        Quanto ao que disse:
        Eu não estou aqui para lhe dar soluções, nem sou pago para isso.
        O que lhe digo é que ninguém pode exigir a alguém fazer algo para o qual não está preparado.
        Quantificar de forma idónea e correcta, para um principiante, demora bem mais de 30 horas, se quer saber. Mas com a prática, o investimento inicial de tempo acaba por compensar a médio prazo, e pode ser sempre melhorado de ano para ano. Assim haja Vontade e empenho!

        Se, pelo contrário, a atitude é desistir porque “ia ocupar 30 horas por dia”, julgo estarmos esclarecidos sobre a predisposição para mudar paradigmas. Ou seja, o que dá “trabalho” é uma chatice, certo?

        Eu não sou apologista de trabalhar mais, e de criar trabalho acrescido para os docentes, pois estes já muito fazem, para além das 35 horas semanais.
        Porém, se houver um investimento extra para se estudarem métodos de avaliação formativa sistematizados, o tempo que se acaba por gastar compensa no futuro.

        Ou seja, investir no estudo (trabalhar mais) para trabalhar menos.

        Pela minha experiência, tenho constatado que é muito comum muitos docentes “reinventarem a roda” todos os anos, e não capitalizam os conhecimentos e o trabalho produzidos em anos anteriores. Isso é algo ridículo e eespelha um pouco a mentalidade reinante…

        A avaliação formativa não pode ser generalizada em abstracto. Há vários tipos de avaliação formativa, específicos de cada disciplina curricular, e mesmo em cada disciplina, há trabalhos e actividades em que a avaliação formativa pode ter especificidades próprias.
        No fim de contas, tem as mesmas particularidades de um teste escrito de avaliação sumativa.

        Quem deveria dar formação aos docentes sobre os princípios da avaliação formativa?
        Obviamente, os CENTROS DE FORMAÇÃO!
        Mas, pelo que tenho observado nas últimas acções de formação sobre Autonomia e Flexibilidade Curricular, as mesmas resumem-se a “brainstormings” vagos, teóricos, e sem aplicação no concreto.

        Nota:
        se o texto é longo, não me preocupo muito. Quem quiser, lê; quem não quiser, ignore-o. Não utilizo o Tweeter para escrever resumos sobre assuntos complexos, pois a mensagem é facilmente deturpada e mal interpretada.

          • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 15:45

          E já que, apesar dos meus longos textos, pode haver quem interpreta mal o que escrevo, declaro desde já que sou defensor da avaliação FORMATIVA e SUMATIVA em todos os níveis de ensino.
          Desde que haja sensatez em aplicar de forma diferenciada os dois tipos de avaliação, adequando as suas predominâncias aos diferentes Ciclos de ensino.

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 3 de Junho de 2020 at 23:14
      • Responder

      Muito bom, parabéns. Claro.

    • josé lopes on 3 de Junho de 2020 at 22:38
    • Responder

    Dois alunos empenham-se nas tarefas e experiências de aprendizagem propostas pelo professor, e de acordo com as suas capacidades e formas de aprender. Um deles desenvolve as aprendizagens de forma rápida e imediata; o outro revela mais dificuldades, exige mais atenção e explicações do professor, tem de se empenhar mais, mas também, ao fim das aulas, as tarefas ficam prontas e corretas. Pergunto: formativamente, ambos se envolveram e ambos realizaram as aprendizagens propostas: a nota relativamente ao empenho e responsabilidade deve ser a mesma?
    Atrevo-me a dizer que haverá algum consenso em se atribuir uma mesma nota a ambos (e até deveríamos ponderar se o aluno que precisa de se empenhar, e o faz, não devia ser valorizado, mas não vou problematizar isso neste momento….). Mas, como classificamos o domínio dos conhecimentos? Vamos usar o critério de um aluno realizar as tarefas com mais qualidade do que o outro, sendo essas atividades formativas (classificar trabalho de natureza formativa?) Ou temos de prever momentos de avaliação sumativa, testes ou outros? Quem responde, independentemente do paradigma usado…?

      • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 15:13
      • Responder

      @José Lopes

      O que interessa é o processo e o trabalho final.

      Convém perceber que há alunos com capacidade de aprendizagem muito mais rápida que outros. Para estes últimos, o esforço para atingir o objectivo é acrescido.

      Esta variável – a capacidade de percepção e assimilação dos conhecimentos – só me parece pertinente de ter em conta se o aluno mais “lento” não se esforça e fica para trás.
      O outro, o que capta a informação de forma imediata, tem uma característica nata. Não me parece justo avaliar as potencialidades apenas.
      Pois há alunos em que reconhecemos enorme potencial mas são desleixados e pouco empenhados.

      Aí vale a fábula da Lebre e da Tartaruga.

      A realidade da Vida por vezes é cruel para os menos capazes, ou com mais dificuldades.
      A Escola pode facultar tempos extra e tecnologia para que os alunos menos capazes se possam superar.
      Mas a Vontade de superar as suas dificuldades cabe exclusivamente ao aluno.

      Bonificar uma classificação só porque o aluno é um “coitado”, considero incorrecto.
      A única excepção está consignada na Lei para os alunos CEI ou NEE.

      Isto tudo, não tendo em conta as vicissitudes socio-económicas em que o aluno se enquadra.

      • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 15:28
      • Responder

      Resumindo:
      Perante os casos que aponta, considero que a nota relativamente ao empenho e responsabilidade deve ser a mesma, sim.
      E tanto mais assim deve ser quanto o resultado final foi semelhante.

      Se assim não fosse, estaríamos a valorizar uma característica nata de um aluno.
      Ora isso não me parece que tenha que ver com o ensino e a aprendizagem.
      E seria extremamente penalizador para o aluno que, não obstante ter tido mais dificuldades, se esforçou e conseguiu atingir os mesmos objectivos.


  5. Acabar com os testes de avaliação, não servem para nada, já que todos passam até ao 9 ano.
    Menos trabalho e os alunos agradecem e ficam certamente mais inteligentes!!!!!


    1. E no secundário?
      Fazem testes ?
      E qual o ritmo de trabalho no secundario após não fazerem testes até ao 9?

      E qual o método de entrada na universidade?

      É só líricos.

    • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 11:42
    • Responder

    MaisumCosta:

    “A Matilde, como muitos outros que desvalorizam o conhecimento e a avaliação rigorosa e formal, traça um cenário negro e completamente desajustado da realidade do ensino e aprendizagem e do trabalho dos professores nas nossas escolas.”

    Em que momento, de qualquer um dos meus comentários, me referi sequer aos professores ou ao seu trabalho???

    “Os professores não despejam matéria, como muitos dizem, os professores preocupam-se com os seus alunos como pessoas e procuram chegar a todos” e “A generalidade dos professores é culta e sabe distinguir entre o ensino que prepara para a vida…”.

    Em que momento, de qualquer um dos meus comentários, afirmei o contrário disso ou teci considerações que possam remeter-se para esses temas???

    Ou eu estou a escrever numa Língua completamente desconhecida para si, ou então @ senhor@ está, intencional e ardilosamente, a deturpar as minhas palavras e a interpretá-las abusivamente…

    Qual é o seu objectivo verdadeiro?

    • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 11:51
    • Responder

    MaisumCosta:

    E antes de responder, se o pretender fazer, tente, por favor, não cair na tentação da desonestidade intelectual…

      • MaisumCosta on 4 de Junho de 2020 at 12:23
      • Responder

      Eu apresentei de uma forma muito abreviada o que considero fundamental num sistema de ensino e também o bom senso que muitos professores demonstram em não se limitarem a seguir aquilo que nos tem vindo a ser imposto sob forma de doutrina pelo ME. A nova cartilha, poderíamos chamar-lhe (que de nova tem pouco). Parece-me claro o que está implícito naquilo que diz e defende. É uma perspectiva, a qual não partilho, como parece que ficou claro, também.

        • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 12:51
        • Responder

        Parece-me que finalmente compreendi:

        Utilizou indevida e abusivamente os meus comentários, como meio para expressar as suas próprias opiniões…
        Tem tanta legitimidade como eu para expressar essas opiniões, utilizar terceiros para esse fim é que já não parece nada legítimo nem aceitável, sob todos os pontos de vista…

        “A nova cartilha, poderíamos chamar-lhe (que de nova tem pouco). Parece-me claro o que está implícito naquilo que diz e defende.”

        Vê-me como “mensageira da nova cartilha”??? Entendi bem???

        Se for assim, esclareço: não estou, nem nunca estarei, “doutrinada” por nenhuma “cartilha”, muito menos pela do actual MEC… Cartilhas outorgadas por pessoas ou por entidades? Não, muito obrigada!…

        Se sigo alguma “cartilha” é, apenas e só, aquela que eu própria vou construindo, alicerçada nas minhas convicções e valores pessoais e na experiência profissional e académica, que não escondo nem branqueio…

        Penso por mim e assim continuarei. E isso não significa que não oiço os outros ou que a sua opinião não me interessa ou que não possa ser importante para mim… Se esta forma de agir, em determinados momentos, afrontar algum espírito menos aberto e pouco receptivo ao pensamento livre, temos pena… Não há nada a fazer…

    • joao marques on 4 de Junho de 2020 at 15:18
    • Responder

    Totalmente de acordo consigo, Matilde.

    Um obrigada pela seriedade com que aborda a questão, apresentando argumentos inteligentes e fugindo à ignorância e monocromatismo de alguns comentadores que se esforçam por alinhavar umas frases batidas e nada mais.
    E uma das minhas frases favoritas: “Examinations consist of the foolish asking questions the wise cannot answer”
    (Oscar Wilde)
    E esta também: ““Eu acredito na intuição e na inspiração. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando à luz à evolução. Ela é, rigorosamente falando, um fator real na pesquisa científica”.

    (Em outras palavras, Einstein queria compartilhar as maravilhas do conhecimento, mas sempre contando com a beleza do universo amplo, subjetivo e criativo. E, é claro, relativo.)

      • Luluzinha on 4 de Junho de 2020 at 16:43
      • Responder

      Tão poético! Espero que nunca precise ser operado por um cirurgião imaginativo!

        • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 17:25
        • Responder

        Existe um número bastante significativo de médicos e de cirurgiões deveras imaginativos e criativos e que, para além da sua actividade profissional, também se dedicam à escrita (prosa e/ou poesia), à pintura ou a outros domínios artísticos…

        Por isso, o grau de probabilidade de alguém ser operado por um desses “cirurgiões imaginativos” deverá até ser muito elevado… 🙂

        Ser imaginativo ou criativo não é sinónimo de ser irresponsável nem negligente, como a Luluzinha parece querer insinuar…

        Mas, claro, para as mentes mais retrógradas e conservadoras é praticamente impossível admitir que possa ser assim…

        • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 4 de Junho de 2020 at 18:13
        • Responder

        Habitualmente , para a defesa de uma suposto inatismo criativo, que faria desabrochar conhecimentos como tojos nascem pelos montes, há sempre uma saraivada de nomes que vão estalar no zinco : ele é o da Vinci; o Einstein; por vezes o Rimbaud… vai variando… Há alguns que escolhem mal e atiram com o Oscar Wild: um erudito, estudioso, aluno brilhante , aplicado… É o que dá não ler os Clássicos… Como o tempo escasseia, como aluno de sabatina, copiei um texto que vasculhei num ermo internético… E que me faz o favor do argumento, em minha conta…
        ” Oscar Fingall O’Flahertie Wills Wilde é o nome completo daquele que viria a ser um dos maiores escritores do século XIX. As turbulências e confusões cercam sua vida desde o dia do seu nascimento; uma dúvida até os dias de hoje. (…)Isso se torna irrelevante diante da grandiosidade de sua obra, desenvolvida durante os seus 46 anos de vida.

        Esse irlandês, nascido em Dublin, era filho de um médico, Sir William Wilde, morto em 1876 e uma escritora, Jane Francesca Elgee, árdua defensora do movimento da Independência Irlandesa, fazendo com que desde criança Oscar Wilde estivesse sempre rodeado pelos maiores intelectuais da época.

        Criado no Protestantismo, Oscar Wilde foi um aluno brilhante, sobretudo nos estudos das grandes obras clássicas gregas e pelos seus altos conhecimentos dos idiomas. Estudante na Portora Royal School de Enniskillem, onde ingressou em 1865, ganhou vários prêmios por esse seu destaque, inclusive no Trinity College, em Dublin, e no Magdalen College, Oxford, onde ingressou em 1874, saindo 4 anos depois. Nessa mesmo época, em 1878, ganhou o prêmio Newdigate, com a clássico “Ravena”.

        Desde cedo, sobressaía-se entre os demais estudantes, tanto pela sua inteligência quanto pelo temperamento forte e anticonvencional, levando-se em consideração a alta moralização dos costumes no século XIX. Mantinha sempre um ar de superioridade por onde ia, mas, sua forte personalidade e seu brilho natural sobrepunham-se a isso, tornando-o figura indispensável.
        Etc… e tal…

      • Paulo Pereira on 4 de Junho de 2020 at 17:04
      • Responder

      @Joaomarques

      Pois, esqueceu-se de um facto:

      As pessoas que refere, cientistas e outros profissionais, podem considerar a imaginação e a criatividade como um aspecto fundamental para as suas pesquisas.

      Porém, já tinham toda a bagagem de conhecimentos, adquirida de forma metódica e rigorosa.

      Resumindo:
      Acabou por meter os pés pelas mãos e o carro à frente dos bois.

      Sugiro que pense um pouco sobre aquilo que escreveu e tenha em consideração que a aquisição de conhecimentos é um processo diacrónico.

      Até um artista, antes de o ser, foi aprendiz e teve de adquirir conhecimentos básicos para se tornar um mestre.
      O Leonardo da Vinci não nasceu ensinado.
      Nem ninguém!


  6. A avaliação é um tema delicado que me “atormenta” há bastante tempo. Concordo com a essência deste artigo, a avaliação deve ir para além da mera classificação. Eu sei, a classificação é importante, sem dúvida. Mas a avaliação deve também servir para melhorar as aprendizagens dos alunos. Com este objetivo, desenvolvi uma aplicação gratuita para Android, que aproveito para divulgar (não sei se me é permitido…). Quem quiser saber mais: http://emorbita.net/

    • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 18:10
    • Responder

    “É preciso ter ciudado e bom senso quando se fala de criatividade e imaginação no Ensino, de forma generalista.”

    Leu o artigo em causa publicado no DN? Leu as declarações que lá estão e quem as proferiu?

    Se leu, não faz qualquer sentido dirigir-me aquela afirmação; Se não leu, e com todo o respeito, vá ler primeiro e depois dirija a sua afirmação, não a mim, mas ao Dr. Filinto Lima e à Dra. Paula Carqueja…

    • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 18:14
    • Responder

    O meu comentário anterior é dirigido a Paulo Pereira (16:29).

    • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 18:25
    • Responder

    Paulo Pereira (16:50):

    Com todo o respeito, mais uma vez, não me vou sequer dar ao trabalho de contrariar o seu comentário, absolutamente pejado de “clichés”…

    • joao marques on 4 de Junho de 2020 at 20:19
    • Responder

    1º- é Oscar Wild (?!) ou Oscar Wilde?

    2º – “…copiei um texto que vasculhei num ermo internético… E que me faz o favor do argumento, em minha conta…” Lindo! Só copiado mesmo, e mesmo assim, não entendeu nada de nada.

    Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco :

    Está reprovado !

      • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 4 de Junho de 2020 at 23:27
      • Responder

      Obrigado José Marques, agradeço-lhe… não lhe ganho: apanhou-me no ”e” … Vê-se que é um erudito e já estou contra os muros… apanha-me com a facilidade de raposa em ninho de pata chocadeira…. Você é fino demais para mim Marques… Ainda por cima reprova-me! Já ficava bem com a reprimenda do ”e”, mas a sua crueldade foi mais além.. Apre!
      Sobre contestar o facto que o Wild era um tratante de um , digamos… ”marrão”, antes de se tornar um imaginativo, é que nada , caro Marques…
      Fale-nos, porque vejo que é sábio e de letras gordas, como o Einstein era mau aluno, ou o Gates não acabou o curso… Aí , você esmaga-me!
      Aceite a minha reverência , como aceito, que remédio… ! seu risco vermelho em meu parco curriculum argumentativo… Em um primeiro e em um segundo, pontinhos, você arrasou-me! Vê-se que é um imaginativo…

    • Luís Marques on 4 de Junho de 2020 at 21:52
    • Responder

    @Paulo Pereira,

    “Sugiro que pense um pouco sobre aquilo que escreveu e tenha em consideração que a aquisição de conhecimentos é um processo diacrónico.
    Até um artista, antes de o ser, foi aprendiz e teve de adquirir conhecimentos básicos para se tornar um mestre.
    O Leonardo da Vinci não nasceu ensinado.
    Nem ninguém!”

    Obrigado pela sugestão. É que, sinceramente, isto nunca me tinha passado pela cabeça! (um pouco de sarcasmo)
    Até lhe digo mais, a memória é importantíssima e não há capacidades ou criatividade e imaginação sem conhecimentos e vice-versa.

    Mas o que se discute aqui é outra coisa. Voltando ao texto introdutório, é saber-se se esse conhecimento está dependente de testes escritos, exames e avaliação sumativa por excelência. Se não há outros modos de aprender e de se avaliar. Se a avaliação é a mesma coisa do que a classificação.

    Vejo os professores a elaborarem resmas e paletes de testes escritos neste momento. Ensinam para os testes e exames. Faziam o mesmo antes – logo na 1ª semana de aulas registam na agenda, religiosamente, os 2 testes sumativos do 1º, 2º e 3º períodos lectivos. E espanto-me! Quando pergunto o porquê desta organizaçaõ temporal tão “perfeita”, a esquadro e transferidor. Respondem-me que é assim porque são anos de exame….

    É isso e mais o nunca ousarem pôr em causa nada. Dá muito menos trabalho. Acaba-se uma unidade didáctica e sai um ou dois testes para a mesa do fundo.

      • Matilde on 4 de Junho de 2020 at 22:02
      • Responder

      Subscrevo inteiramente.

    • Alguém on 4 de Junho de 2020 at 23:56
    • Responder

    E penso que nem sequer devemos ensinar as crianças a comer com talher. Pelo contrário, devemos dexar a sua criatividade encher as mãos e o cabelo com cerelac, de preferência até aos 40 anos.
    Também devemos eliminar os exames de código da estrada e de condução pois é de bom tom permitir que a criatividade avance a 200 km por hora e, se possível, em contramão.
    Elimine-se a gramática, essa velha castradora da língua criativa, e cultive-se livrevremente um qualquer papaguear babélico ou troglodita.
    Para quê regras de cálculo? Abaixo as regras e os regradores! Se alguma ponte cair porque alguém fez cálculos criativos e coloridos, usando cores em vez de números, que se dane! Desde que a ponte caia com toda a criatividade possível, por exemplo, caindo na direção da lua.
    O Sr. Doutor não sabe anatomia? Pois, realmente, ter de saber o nome dos músculos todos, incluindo esse diabólico esternocleidomastóideo, era uma seca! Mas não faz mal, relaxe! Cortar uma perna ao doente ou o cabelo a uma boneca é a mesma coisa. Aliás considero que cortar uma perna é bem mais criativo.
    Também não sei para que é necessário aprender história da arte, ter que decorar aquelas cenas todas das colunas coríntias, os motivos das gravuras de Foz Coa e mais umas quantas maçadas. Afinal de contas até o José Castelo Branco sabe que Leonardo da Vinci foi um glorioso jogador de baseball americano e sempre se recusou a empinar coisas, aliás como é timbre de um bom criativo.
    Last but not least, eis a prova maior de que a criatividade vale mais do que qualquer exame. A Lili Caneças tornou-se astronauta num ápice. Não precisou de estudar nem de fazer qualquer prova. Chegou aos States e disse ao taxista: quero ser astronauta, leve-me à NASA. O taxista levou-a a um hospital psiquiátrico onde a criatividade impera. Então, meteram-lhe um foguete no rabo e colocara-na em órbita.
    É o que merece toda a gente que anda a vender a ideia de que se aprende sem esforço, que a criatividade nasce de geração espontânea, que ninguém precisa de prestar provas de nada: um belo foguete no rabo!

    • Sorceress on 5 de Junho de 2020 at 0:16
    • Responder

    TEMOS UM HACKER NO CHAT OU DE ALGUÉM COM PODERES DE MODERADOR OU ADMINISTRADOR A DESTRUIR O CHAT :
    – ALGO PRECISA DE SER FEITO!!

    ARLINDO, O TARECO (MODERADOR DO CHAT) DISSE QUE JÁ FALOU CONTIGO E, COMO NADA FIZESTE , QUE FIQUE PÚBLICA A MINHA POSIÇÃO, porque se te manda-se um mail era capaz de ter o mesmo efeito da conversa que tiveste com o Tareco.

    PRECISAS DE MUDAR OS TEUS DADOS DE ACESSO E TAMBÉM A PALAVRA PASSE DO MAIL QUE DESTE PARA CRIAR O CHAT NO CBOX. DEPOIS APAGAS O CHAT E COMEÇAS UM CHAT NOVO SEM AUTORIZAÇÕES .
    DEPOIS PODES ESCOLHER UMA PESSOA NOVA DA TUA CONFIANÇA PARA O MODERAR.

    NÃO POSSO SER EU OU O TARECO OU RUI OU OUTRA PESSOA QUE JÁ TENHA SIDO MODERADOR OU ADMINISTRADOR (porque a nossa imagem já está gasta e porque um de nós até poderia, eventualmente, ser o artista que continua a apagar o chat e banir indiscriminadamente) .
    DEVE SER ALGUÉM NOVO E EM QUEM CONFIES COMPLETAMENTE.

    Se, depois de fazeres isto, o chat continuar a ser apagado, tens de mudar de chat. PORQUE NESTE CASO FOI MESMO HACKEADO!
    Existem outros chats disponíveis na net, mas pesquisa antes, para escolheres um sem fragilidades (ou com poucas fragilidades) que o exponham a ataques de hackers.

    POR OUTRO LADO.
    SE A TUA INTENÇÃO É MESMO DEIXAR MORRER O CHAT… ENTÃO DEIXA-O MORRER COM DIGNIDADE:
    Não o deixes agonizar numa morte lenta enquanto o “Hacker (ou algum moderador ou administrador mal intencionado) vai apagando tudo e banindo quem lhe apetece. Ao mesmo tempo que uns quantos trolls dão saltos de alegria e aproveitam a confusão para atuarem sem controle.
    – ESCREVE UM ARTIGO EXPLICANDO PORQUE JÁ NÃO QUERES UM CHAT NO TEU BLOG E PRONTO!!! APAGAS E CHAT E FIM!

    Assinado: Sorceress (moderadora do chat)

    • Matilde on 5 de Junho de 2020 at 9:23
    • Responder

    Excluindo o presente ano lectivo, dadas as alterações impostas pela situação epidemiológica COVID-19, o Sistema Educativo Português está arquitectado, há vários anos, da seguinte forma, no que respeita à avaliação externa:

    – Provas de Aferição no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade;

    As Provas de Aferição foram instituídas em 2016, ano em que foram extintas as Provas Finais de Ano, no 4º e no 6º anos de escolaridade, que relevavam para a classificação final atribuída nas disciplinas de Português e de Matemática;
    As classificações obtidas pelos alunos nas Provas de Aferição não relevam para a classificação final atribuída nas várias disciplinas sujeitas às mesmas, mas, e como é óbvio, não podem deixar de vistas como efectiva avaliação externa;

    – Provas Finais de Ciclo, no 9º ano de escolaridade, relativas às disciplinas de Português e de Matemática.
    As classificações obtidas pelos alunos nas Provas Finais de Ciclo relevam para a classificação final atribuída nas duas disciplinas sujeitas às mesmas;

    – Dois Exames obrigatórios no 11º e outros dois no 12º anos de escolaridade, todos com relevo na classificação final atribuída nas várias disciplinas sujeitas aos mesmos e com efeitos na eventual candidatura ao ensino superior.

    Momentos de avaliação externa é o que parece não faltar no Sistema Educativo Português… E como já existem há vários anos, será, por certo, possível realizar um balanço acerca da sua existência e dos seus efeitos práticos… Impõem-se, assim, duas perguntas:

    – Que vantagens ou benefícios efectivos se reconhecem a esses momentos de avaliação externa?

    – Que contributo tem sido dado por esses momentos de avaliação externa, para a melhoria efectiva das aprendizagens dos alunos e do efectivo sucesso escolar dos mesmos?

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 5 de Junho de 2020 at 9:38
    • Responder

    Matilde responda-me antes ao seguinte: qual é o país, a miríade, que não tem provas de avaliação para ingressar no Ensino , dito, Superior?

      • Matilde on 5 de Junho de 2020 at 10:08
      • Responder

      O que pretende, é assim uma espécie de “inversão do ónus da prova”, uma estratégia ardilosa para evitar responder a duas perguntas concretas, directas e sem subterfúgios…

      Vá lá, faça um pequeno esforço, seja honesto intelectualmente e responda às questões colocadas… Não será assim tão difícil, ou será??? 🙂

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