Junho 2020 archive

Lista Colorida – RR35 (FINAL)

Lista Colorida deste ano letivo, atualizada com colocados e retirados da RR35. Para o ano há mais!

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8 Contratados colocados na RR35 (FINAL)

Foram colocados 8 contratados na Reserva de Recrutamento 35 (e também a última deste ano). Parabéns à colega do 550 que ficou colocada na Secundária das Taipas num Completo Anual.

Aqui está a tabela com as 8 colocações:

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O setembro do nosso desconfinamento… David Rodrigues

O setembro do nosso desconfinamento…

“(…) desconfinar não é simplesmente voltar a ocupar o espaço comunitário, mas é poder, sim, habitá-lo plenamente; poder modelá-lo de forma criativa, com forças e intensidades novas, como um exercício deliberado e comprometido de cidadania. Desconfinar é sentir-se protagonista e participante de um projeto mais amplo e em construção, que a todos diz respeito. É não conformar-se com os limites da linguagem, das ideias, dos modelos e do próprio tempo.”

Cardeal José Tolentino de Mendonça, discurso proferido no 10 de Junho de 2020

Na altura em que escrevo este texto, a meio do mês de junho, ninguém tem uma previsão credível sobre o que é, o que foi e o que será esta pandemia. Vivemos num estado de incerteza e de pragmatismo situacional que desassossega as pessoas que gostam de atuar em função de previsões e estão convencidas da imprescindibilidade do planeamento. Já tínhamos vindo a ser alertados para a instabilidade e o risco do futuro das nossas sociedades através de, entre outros, Edgar Morin, Ulrich Beck, Robert Castel. A Educação manteve-se resguardada destas ameaças radicais. Salvo as reformas e a legislação, o campo da Educação tem-se de mudado de uma forma reformista em que as mudanças são graduais e previstas.
Chegou a pandemia e tivemos em todos os setores da sociedade de “rasgar os lençóis para fazer ligaduras”. Na Educação o que fizemos não foi adaptar o ensino presencial para o “Ensino à Distância” (EaD); foi talvez pôr em ação um “Ensino Doméstico Apoiado”. A ironia é que depois de tanto tempo a querer trazer a família para a escola, acabamos por levar a escola para a família… Milhares e milhares de professores disponibilizaram-se para enfrentar uma tarefa extraordinariamente generosa: aprender “em andamento” novas formas de chegar aos alunos utilizando todos os meios tecnológicos e não tecnológicos disponíveis para que nenhum aluno ficasse sem contacto com a escola. Os resultados deste ciclópico esforço são ainda mal avaliados, mas não é arriscado prever que se fez o melhor que era possível face às condições e recursos disponíveis.
Países com estruturas sociais consideradas bem mais sólidas que Portugal, não reponderam melhor. Não há dúvida que esta pandemia deixará assim mesmo cicatrizes visíveis. Citaria três delas: a) o agravamento da desigualdade ao circunscrever crianças a ambientes familiares carenciados de informação simbólica, de condições de trabalho e de apoio próximo, b) o empobrecimento das formas de comunicação educativa e, como ela, da motivação, da personalização e dos afetos, e, c) as percas na socialização e na aprendizagem, mais sensíveis ainda para os alunos com Necessidades Educativas Específicas que, por norma, estão mais dependentes do estímulo da socialização e de ambientes de interação e aprendizagem mais personalizados.
E agora coloca-se a questão: e setembro? Passada (esperemos…) esta pandemia, como irão as escolas retomar o seu trabalho? Diríamos que “ninguém sabe” exatamente, mas podemos formular votos… Temos usado a imagem do airbag para dizer que esta pandemia talvez o tenha feito sair e, por muito que se queira, não é possível voltar a fazê-lo caber no minúsculo espaço de onde saiu… Cinco áreas de atuação parecem prioritárias para que o próximo ano letivo decorra bem:

Acesso às Tecnologias Digitais O maior e mais imediato sobressalto desta pandemia foi a desigualdade provocada pelo não acesso de alunos mais carenciados a meios tecnológicos que lhes permitissem seguir o ensino. Vimos que esta foi, afinal, uma das dificuldades menos complexas de resolver. Um esforço notável de autarquias (p. ex. só a CM de Lisboa distribuiu 3400 computadores por alunos carenciados), junto com empresas, associações filantrópicas, etc., permitiram uma rápida evolução nesta matéria. De notar a resolução do Conselho de Ministros 41/2020 que atribui 400 M Euros à “Universalização da Escola Digital”. Uma medida essencial sobretudo se conceber (como realmente concebe) que não basta “despejar” tecnologias na escola que é preciso enquadramento pedagógico, formação para professores e alunos e ainda de um dispositivo de avaliação e monitorização para se saber da pertinência e utilidade do investimento. É acabar a viagem interrompida do “Magalhães”, mas certamente em bases novas alicerçadas no que, entretanto, aprendemos.

Autonomia das escolas Por muitas dificuldades que existam nas escolas (comunicação, colegialidade), elas continuam a ser o lugar onde está quem mais sabe sobre Educação na sua comunidade. É preciso uma confiança acrescida nas escolas que, dispondo de um grupo de profissionais com formação, especialização e experiência, serão o grupo em que mais se pode confiar para fazer tudo o melhor possível. Precisamos que, conhecendo como conhecem os seus recursos e onde estão, delineiem e desenvolvam planos para fazer chegar a todos os seus alunos o bem básico de uma educação de qualidade.

Reflexão das escolas Precisamos que se use em toda a sua plenitude a possibilidade de flexibilidade curricular. Isto significa que não deve existir uma obsessão com “dar todos os itens do programa”. Se estes já estavam bem sobrecarregados seria uma corrida obsessiva procurar “dar” o programa do respetivo ano mais os conteúdos que “ficaram por dar” do ano anterior. Esta visão de ourivesaria de currículo (valorizar cada micrograma do currículo) não é possível nem desejável. Aqui é muito importante serem avaliados e priorizados quais os conteúdos que têm implicações em aprendizagens posteriores. Pensar o currículo como indissociável e uno é uma ideia muito conservadora, porque esquece que o currículo está em permanente mutação e hipertrofia o “programa” esquecendo que existem outras aquisições para além dos conhecimentos (capacidades, atitudes e competências) que devem ser consideradas. Assim, precisamos de contar com quem ajude (pense com) os professores para a gestão de um currículo razoável, suscetível de ser cumprido e útil para o próximo ano letivo.

Trabalhar juntos Precisamos de cooperar para sabermos o quão importante é ensinar e aprender de outras formas. A escola tem mudado, mas não tem mudado o suficiente para colmatar o fosso que se foi cavando entre as formas de aprender na sociedade e na escola. Não se trata só do “admirável mundo novo” das tecnologias, trata-se de entender o valor da inclusão, da interação, do contacto com a comunidade, da investigação, do desenvolvimento de projetos, enfim de toda uma panóplia de modelos, de formas de interação que valorizem, responsabilizem e escutem o aluno.
Temos recebido várias preocupações de professores perguntando como e com que recursos se vão recuperar as aprendizagens. Lembramos que a aprendizagem não precisa de ser recuperada, pois podemos sempre contar com a capacidade de aprendizagem dos nossos alunos, pessoas que estão na fase mais fulgurante e proativa da sua vida. Mas que recursos teremos? Os melhores para nos levar daqui são os que nos trouxeram até aqui, isto é, toda a comunidade educativa e em particular os professores. Precisamos de recuperar do medo e apoiar toda a comunidade escolar no compromisso nesta recuperação da confiança, da serenidade. É desejável que exista um reforço de meios humanos e materiais nas escolas (vamos perguntar-lhes o que precisam?) mas não é sensato nem correto pensar noutras estruturas para vencer esta dificuldade.
Regressar à escola (à “escola presencial”) pode constituir uma oportunidade de reflexão e uma alegria. Quando dizemos “oportunidade de reflexão” não nos referimos a uma óbvia oportunidade de melhoria, mas sim a uma rutura que nos faça voltar a pensar sobre as finalidades da Educação, o que nos ajuda a aprender, como devemos ensinar, qual o papel das Tecnologias Digitais, o currículo, a organização da escola. Pensar também sobre como a escola é uma alavanca essencial para o cumprimento dos Direitos Humanos de todos os alunos. Pensar, ainda, como fortalecer a escola como a frente principal de combate à desigualdade, ao proporcionar às crianças e jovens acesso a uma cultura científica humanística e universal. Os professores, como todas as pessoas que trabalham em Educação (e todos os funcionários públicos) são agentes de Direitos Humanos.
Mas é também um regresso da alegria, do brincar, de correr, de dançar, do desporto, de conversar, de pregar partidas, de discutir, de debater, de concordar de não concordar, de se encontrar. Sabastian Naslund, um famoso navegador solitário norueguês, disse no fim de uma das suas longas viagens “Entendi agora o que a Humanidade sempre soube desde sempre: não há pior castigo do que ser afastado da nossa comunidade”.
Que seja “O setembro do nosso contentamento”!

in Jornal de Letras

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A RR35 foi a última deste ano letivo

 

 

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Reserva de recrutamento n.º 35

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 35.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 22 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 23 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Concurso Externo de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança 2020/2021 – Listas Provisórias

 

Estão disponíveis para consulta as listas provisórias de admissão e de exclusão do Concurso Externo do ensino artístico especializado da música e da dança para o ano escolar 2020/2021.

Listas

 

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Devolução de Manuais Escolares – Propostas de procedimentos para Escolas e Pais

 

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Meet@ua para esclarecer as dúvidas dos estudantes do Secundário – Universidade de Aveiro, de 22 a 26 de junho

Meet@ua para esclarecer as dúvidas dos estudantes do Secundário

Universidade de Aveiro, de 22 a 26 de junho

 

É, provavelmente, o maior evento online alguma vez promovido por uma Universidade nacional. Chama-se meet@ua e, em tempos de distanciamento físico, é a resposta da Universidade de Aveiro (UA) às questões dos alunos do secundário que já estão com os olhos no Ensino Superior. O evento online, que decorre de 22 a 26 de junho, vai colocar milhares de jovens a conversarem com professores e estudantes da UA sobre as respetivas licenciaturas e mestrados integrados.

Porque nenhum sonho pode ser parado pela Covid-19, mas ciente da necessidade de se manterem as regras de distanciamento, a UA, à distância de um clique, quer dar a conhecer não só a oferta formativa – numa apresentação que será dada a cada interessado prelo próprio diretor de cada um dos cursos e por um estudante – como também a própria instituição.

Para além de todas as dúvidas que podem esclarecer com os responsáveis que cada curso, os alunos do secundário vão ficar a conhecer as condições de estudo, de investigação e de desenvolvimento pessoal e social proporcionadas pela UA aos seus estudantes.

Para participarem, os estudantes do 11.º e 12.º anos, entre 1 e 18 de junho, têm de fazer o registo aqui e indicarem qual ou quais os cursos em que estão interessados. Em https://www.ua.pt/pt/estudar os futuros estudantes da UA podem já descobrir tudo o que a universidade tem para lhes oferecer!

 

 

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Propostas De Horários Para O “B-Learning” – 2020/2021

 

A indefinição do futuro nunca foi tão notória como agora, programa-se a curto prazo dando pequenos passos no sentido que se julga como mais certo.

Na Educação os passos têm sido pequenos, experimentando e analisando os resultados na perspetiva de se ter uma visão do que poderá acontecer no início próximo ano letivo.

A hora do pânico e do não se saber o que fazer já passou, os professores estão a trabalhar com os seus alunos tendo adotado as estratégias que julgaram apropriadas e necessárias. Nem tudo correu bem, nem tudo corre bem, as contingências são inúmeras e enormes, mas cada um está a dar o seu melhor dadas as circunstâncias e a falta de preparação que todos tinham e ainda têm.

O final deste ano letivo, embora tivesse sido alargado, está a chegar a passos largos. Em relação ao próximo ano letivo não convém pôr a carroça à frente dos bois, mas convém estar preparado para todas as possibilidades.

O terceiro período foi caracterizado pelo Ensino Remoto de Emergência através do «E-learning», o processo de ensino-aprendizagem interativo e à distância que faz uso de plataformas web, cujos recursos didáticos são apresentados em diferentes suportes e em que, no caso de existir um formador, a comunicação com o formando se efetua de forma síncrona (em tempo real), ou assíncrona (com escolha flexível do horário de estudo), o próximo ano letivo não pode funcionar da mesma forma.

Tem-se falado muito do «B-learning», o processo de ensino-aprendizagem que combina métodos e práticas do ensino presencial com o ensino à distância, mas ainda não se pode dizer que vamos trabalhar com este método de ensino, o avançar ou não da pandemia ditará como se iniciará o próximo ano letivo. Mas convém traçar todos os cenários possíveis, convém estar preparado para tudo.

Nesse sentido temos que ter em conta as especificidades dos diversos ciclos de ensino, logo as soluções devem diferir de uns para os outros.

As Creches e o EPE deverão funcionar em pleno com as diretrizes que já foram emanadas pela tutela e pela DGS. Os outros ciclos terão de se adaptar aos novos tempos, ainda que temporariamente, de forma a garantir um ensino de qualidade e equitativo.

No 1.º Ciclo, as coisas complicam-se nos dois primeiros anos. As crianças do 1.º e 2.º anos não são suficientemente autónomas para que o «B-Learning» possa funcionar em pleno e sem constrangimentos.

Partindo do princípio que haverá abertura da tutela ao desdobramento de turmas e horário duplo, a solução poderá passar por aí. As turmas do 1.º e 2.º anos poderão ser desdobradas (metade dos alunos e metade dos alunos de tarde) para ser possível o ensino presencial na integra. Nestes anos torna-se impossível o «B-Learning» dadas as características da idade alvo destes alunos, da falta de autonomia e do facto de serem anos cruciais nas aprendizagens. Um aluno que não seja bem acompanhado num 1.º e 2.º ano poderá sofrer consequências no resto da sua vida académica.

Quanto ao 3.º e 4.º anos poder-se-á optar pelo ensino «B-Learning». A redução de concentrações de alunos dentro dos recintos escolares é uma das razões que podem sustentar esta opção. O desdobramento de turmas também é aconselhável, ficando as escolas a funcionar em regime duplo para todos os alunos. O sistema de ensino «B-Learning» pode ser dividido em 3 horas presenciais e 2 horas não presenciais através de momentos assíncronos e síncronos, dependendo o horário da decisão dos agrupamentos ao abrigo da autonomia dos agrupamentos. Para a disciplina de Inglês e visto no próximo ano o 3.º ano já estar abrangido pela nova matriz, propõe-se que se elabore uma portaria antecipando a entrada em vigor da mesma, também para o 4.º ano de forma a uniformizar os horários.

Relativamente ao 2º e 3º ciclo, partimos do pressuposto que o ensino presencial irá manter-se nos moldes atuais, ou seja, com um corte de 50% da carga letiva semanal. Não foi incluída a disciplina de Educação Moral e Religiosa por ser facultativa, bem como a Oferta de Escola que varia muito de escola para escola.

* Oferta de escola e Educação Moral e Religiosa não foram incluídas pois não são obrigatórias

* Os horários foram elaborado tendo como base as matrizes de 2º e 3º ciclo em blocos de 50 minutos

Sobre o Ensino Secundário e cursos de formação e profissional, o modelo é semelhante, podendo ser utilizado este formato como base de trabalho.

Será recomendável um aumento de recursos humanos a trabalhar nas escolas durante o vigor destas medidas, uma vez que o desdobramento das turmas assim o requer, tal como a recuperação de aprendizagens referentes ao ano letivo de 2019/2020, traduzindo-se almejada equidade de oportunidades e redução do fosso, produzido neste 3.º período, entre alunos.

Rui Cardoso – Blogue DeAr Lindo

Alexandre Henriques – Blogue ComRegras

 

 

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Educação e pandemia – Eduardo Marçal Grilo

 

Educação e pandemia

Muito tem sido dito e escrito sobre as consequências que a pandemia do coronavírus poderá ter na evolução dos processos educativos, designadamente nas formas como se ensina e aprende nos diferentes níveis de educação desde a educação pré-escolar até ao ensino superior. Trata-se, a meu ver, de uma falsa questão, que deriva certamente de se terem encetado experiências de ensino não convencional designadas como “Ensino a Distância” mas que, como disse o Professor António Mendes numa reunião do Conselho Geral da Universidade de Aveiro, deveriam ser consideradas como “Ensino Remoto de Emergência”.

Vivem-se hoje tempos muito conturbados, mas é nestas alturas que se tem de manter a serenidade e não tratarmos questões de fundo utilizando argumentos de circunstância.

A situação vivida nas escolas portuguesas nos últimos meses constitui uma experiência interessante com mérito indiscutível desde que a consideremos apenas como uma solução provisória e temporária para atenuar e minimizar os graves danos introduzidos pelo aparecimento de um fenómeno externo às escolas, que obrigou ao seu encerramento e ao confinamento de alunos e professores nas suas respetivas casas. Foi nestas circunstâncias que os responsáveis políticos encontraram um conjunto de soluções alternativas que, em certa medida, criaram condições para que pelo menos alguns dos alunos pudessem manter-se minimamente ativos e envolvidos em processos de aprendizagem com alguma utilidade.

Em minha opinião e depois destas experiências que foram realizadas com recurso à televisão e aos meios tecnológicos mais avançados dos computadores, dos telefones celulares e dos tablets, importa que se proceda a uma avaliação séria do que correu bem e do que correu menos bem, sendo certo que haverá seguramente uma conclusão que eu tiro de imediato: o ensino presencial não tem uma verdadeira alternativa nas tecnologias do ensino a distância.

Note-se que, na avaliação que deve ser feita relativamente a todas estas experiências, importa que professores, alunos e pais identifiquem os aspetos negativos, que em minha opinião deverão ser certamente muitos, mas importa também que sejam analisados os pontos positivos, que os há seguramente, os quais podem constituir ensinamentos relevantes não apenas para a melhoria do ensino presencial, mas sobretudo para se colocarem as novas tecnologias ao serviço da educação de uma forma mais interessante e eficaz.

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Assistentes Sociais Sem Reposicionamento Remuneratório e Sem Possibilidade de Acesso para Requererem a Mobilidade

Assistentes Sociais na linha da frente nas Escolas. Sem Reposicionamento Remuneratório á vista (recebem cerca de 200€ a menos mensais) e sem  Possibilidade de Acesso para Requererem a Mobilidade pelo Ministério da Educação!

Numa altura de calamidade, o trabalho dos A.S. quadruplicou, dispararam pedidos de ajuda ás famílias. Entre telefonemas aos alunos e famílias, refeições, distribuição de cabazes com comida e apoio psicossocial, não sobra tempo para quase mais nada. O trabalho dos A.S. é visível entre a comunidade escolar, mas invisível aos olhos de quem merece o reconhecimento, o Ministério da Educação!

Sem Reposicionamento Remuneratório até ao momento, os A.S. vincularam nas Escolas entre Março e Junho (outros ainda aguardam), enterrando assim na Carreira como Técnicos Superiores, quando o termo correto seria Assistentes Sociais, não somos técnicos! Retiram aos A.S. cerca de 200€ a menos e obrigaram muitos deles a meio de março, a mudar de Escola, onde vincularam. Estes não conseguem pagar casa, pagar contas e sustentar a própria família! Foi-lhes prometido o Reposicionamento Remuneratório, através da avaliação de desempenho ou na falta desta, porque as escolas não eram obrigadas a avaliar os A.S., ser contabilizado o tempo de  exercício profissional prestado em escolas. Promessa que ficou na gaveta do Ministério da Educação! Já imaginaram, se fizerem as contas mensais, e retirarem a 1333 (Técnicos Especializados) cerca de 200€ a menos em cada um, quanto o Ministério da Educação arrecada mensalmente? E se alargarmos as contas para anualmente?

Quanto á Mobilidade, muitos dos os A.S. ficaram vinculados a cerca de 300 km de casa, e estão impossibilitados de pedir a sua mobilidade, porque o Ministério da Educação, alega a quem o faça que não terá autorização. Como pode um A.S. subsistir, apoiar alunos e famílias se ele próprio vê negado direitos que lhe são essenciais?

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Hipocrisia à distância: a escola finge ser educadora e os pais fingem que os seus filhos estão a aprender

Hipocrisia à distância: a escola finge ser educadora e os pais fingem que os seus filhos estão a aprender

Não quero aulas online para os meus filhos enquanto enfrentamos uma pandemia mundial. Quero que estejam seguros em casa sem outra preocupação de terem de realizar mil tarefas. Não me interessa se terminarem o ensino secundário aos 17 ou 18 anos. Na frente, isso não vai fazer a mínima diferença. A saúde mental e emocional importa mais do que o conteúdo.
Aceito, com carinho, sugestões de links para visitar museus e vídeos de desenhos educativos. Nem precisaria, mas entendo que as escolas privadas precisam de manter esta caução para justificar o pagamento das propinas.
Não quero que os professores dos meus filhos se tornem, de um dia para o outro, youtubers destreinados que fazem vídeos de qualidade duvidosa. Estes profissionais merecem respeito. Não quero que tenham as suas imagens expostas, que sejam cobradas por algo que não foram contratadas para fazer, e que se Encarreguem com gravações, edição e tudo o mais que envolva fazer vídeos.
Não quero que a minha família tenha mais preocupação além de passar o dia a cozinhar, a limpar, a desinfetar a casa e a passar álcool num saco de mercado. Estamos em modo de sobrevivência. Há uma diferença entre ajudar a fazer os trabalhos de casa e passar três horas por dia a ser responsável por uma obrigação que está na escola e que não consegue cumprir por razões óbvias. Por mais que faças um vídeo intrigante, não se chama Educação.
Não quero que os meus filhos estejam à frente do aluno da escola pública porque aqui há um computador para todos e espaço para eles estudarem. Se todas as crianças não podem seguir aulas online por falta de recursos, não quero que os meus filhos tenham esta “vantagem” porque podemos pagar. A pandemia não pode ser outra razão para alargar a divisão social.
Quero que a escola se reinvente e se reinvente não significa transformar um professor num youtuber, mas aprender a desistir de conteúdos, entender que a aprendizagem vai além do que é dado pela escola e aceitar que o ano letivo já não se enquadra em 2020.
O oposto disso é apenas pretensão. A escola finge estar a cumprir o seu papel e os alunos fingem que estão a aprender. Uma hipocrisia à distância.

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Sérgio Afonso É O Novo Delegado Regional Do Norte

Sérgio Afonso É O Novo Delegado Regional Do Norte

Sérgio António Moreira Afonso, o atual Diretor do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, foi nomeado como novo Delegado Regional do Norte da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares, face à saída do seu antecessor, João Gonçalves, para novo Diretor Geral da DGEstE.

Desde 2015 Diretor do Mega-Agrupamento de Escolas Gaia Nascente (1 Secundária, 2 Básicas EB23 e 8 Básicas 1.º Ciclo), Sérgio Afonso é ainda Membro do Conselho Municipal de Educação de Vila Nova de Gaia e Vice-presidente da Comissão Pedagógica do Centro de Formação de Associação de Escolas Gaia Nascente, sendo reconhecido entre os seus pares como um perito em legislação educativa.

Antes ainda conta com um percurso profissional intimamente ligado ao sistema educativo, onde foi Adjunto do Diretor do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, Subdiretor e Vice-presidente do Agrupamento de Escolas Adriano Correia de Oliveira, tendo exercido funções como Professor Cooperante da Prática Pedagógica do Curso de Professores do Ensino Básico, grupo de recrutamento (110) de onde é oriundo.

Fonte: Comregras

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É preciso menos alunos por turma para o regresso às aulas

 

É preciso menos alunos por turma para o regresso às aulas

O Orçamento Suplementar apresentado ontem no Parlamento pelo novo ministro das Finanças foi anunciado como o balão de oxigénio de investimento público para responder à pandemia. A recuperação económica e o reforço dos serviços públicos foram objetivo anunciado – daí chamarem-lhe suplementar, e não retificativo.

Era legítima a expetativa de quem foi ao Orçamento à procura de verbas suplementares para serviços públicos essenciais que estiveram e estarão na linha da frente do combate à crise e aos seus efeitos, e é compreensível a indignação de quem não encontrou no documento uma única referência à escola pública e às necessidades do próximo ano letivo.

Pelo contrário, quem ler o Orçamento verá que o quadro plurianual de programação orçamental 2020-2023, acrescentado noutras rubricas, mantém inalterado o valor para o ensino básico e secundário e administração escolar em 5708 milhões, e nem mais um euro.

Segundo o Orçamento Suplementar, o próximo ano letivo será igual a todos os anteriores ou, pior, igual aos últimos meses. Ambas as ideias são trágicas. A primeira, porque não é concretizável face à pandemia e não fazer nada só agravará alguns problemas estruturais da escola pública. A segunda, porque se baseia na perigosa ilusão de que o sucesso do ensino à distância depende de equipar os alunos, os docentes e as escolas.

Sem equívocos, o programa de modernização digital é uma boa notícia que só peca por tardia, mas não resolve o problema essencial da educação em 2020/2021. As limitações do contacto educativo à distância não decorrem do acesso a computadores, mas do afastamento das crianças e jovens em relação à escola. Esse afastamento tem consequências pedagógicas e sociais e prejudica até direitos fundamentais das crianças e dos jovens.

É dado adquirido que o ensino à distância agrava as desigualdades. A Fenprof realizou um inquérito a 3500 docentes e 93,5% consideraram que o ensino à distância veio agravar as desigualdades entre os alunos. Particularmente preocupante é a ideia de que, em meados de maio, mais de metade (54,8%) dos professores continuava sem conseguir contactar os seus alunos, mas 70,5% estavam a lecionar novos conteúdos. Há dimensões da escola e da educação pré-escolar que não são substituíveis pelo ensino à distância, mesmo que ele se realizasse em condições pedagógicas perfeitas, o que está muito longe de se verificar. A socialização com os pares e com os docentes, dentro e fora das salas de aula, é um contributo insubstituível no percurso de desenvolvimento das crianças e dos jovens. O confinamento em casa impede essa socialização e prejudica de forma particular as crianças e os alunos com necessidades educativas especiais.

Os danos do afastamento serão tão mais permanentes quanto o tempo que ele durar. O que devia estar no centro do debate não são apenas os instrumentos do ensino à distância, mas as condições para o regresso às escolas em tempos de pandemia. Há muitos fatores que têm de ser tidos em conta, mas há um ao qual não é possível escapar: a diminuição do número de alunos por turma e o acompanhamento dos alunos que ficaram para trás durante este período. Vai ser preciso contratar mais professores, mais assistentes operacionais, mais técnicos especializados.

Sobre isto, nem uma palavra no Orçamento Suplementar. Devemos um agradecimento a todas as escolas que se empenharam na resposta de emergência à distância, mas desengane-se quem viu nela a panaceia para todos os males. O direito à educação desta geração vai jogar-se na possibilidade do seu regresso à escola.

Certamente que a adaptação das escolas à educação presencial em tempos de pandemia custa dinheiro. Mas quanto custará abdicar da igualdade social, da diminuição do abandono escolar, da elevação geral do povo pela educação, conquistas da escola pública? Tudo isto é demasiado importante para ficar resolvido por uma inexistência no Orçamento Suplementar.

 

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João Costa reeleito presidente do TALIS

 

Secretário de Estado Adjuto e da Educação, João Costa, reeleito por unanimidade presidente do TALIS por mais 3 anos. O Teacher Language International Survey é o único estudo internacional que reflete apenas a voz dos professores e diretores sobre o exercício da profissão.

 

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B-Learning nas escolas da Madeira em setembro

Próximo ano lectivo na Madeira deve conciliar aulas presenciais com ensino à distância

Tudo vai depender do ritmo da pandemia por Covid-19. A Madeira pretende iniciar o próximo ano lectivo, em Setembro, como é hábito, mas deverá ter de conciliar as aulas presenciais com aquelas que são ministradas à distância, usando a Internet. A explicação é do presidente do Governo Regional, que a deu, na manhã de hoje, durante uma visita à Escola Francisco Franco.

Na deslocação àquele estabelecimento, que serviu para agradecer a funcionários e à direcção “o esforço realizado nos dias de pandemia e após”, Miguel Albuquerque admitiu que, independentemente do cenário que se vier a colocar, o mais provável é as escolas não abrirem com 100% de aulas presenciais.

Dentro de sensivelmente um mês e meio, em especial com a reabertura do aeroporto, o Governo fará nova avaliação da situação epidémica e tomará uma decisão sobre a reabertura das escolas. “Nós vamos aguardar mais um ou dois meses, para definir. Se houver, como nós esperamos, uma contenção da pandemia, teremos condições de reabrir as escolas com determinadas condições. Se surgir algum surto vamos reabrir, mas com outras condições.”

Num caso e noutro, haverá “sempre um regresso presencial. Mas se estivermos numa situação mais crítica, a ideia será assegurar uma rotatividade, até porque há escolas como esta, que tem cerca de dois mil alunos. Para manter distanciamento e regras de segurança no caso de evolução de pandemia (… implica adoptar) determinadas medidas.”

Para as definir, escola a escola, a Secretaria da Educação está a fazer um levantamento das condições de todas elas e as regras poderão ser diferentes consoante a realidade de cada uma. As maiores dificuldades vão para os estabelecimentos com mais alunos, de que Albuquerque deu os exemplos da própria Francisco Franco acrescentando a Levada – Dr. Augusto da Silva – e o Liceu de Jaime Moniz.

Sobre a rotatividade, a que se referiu, o presidente do Governo concretizou que consiste em “fazer uma parte via Internet, não presencial, e outra parte presencial. Será assim que se assegurará a rotatividade. Aquelas matérias que se podem fazer em termos não presenciais, com maior facilidade, vamos acentuar, e outras, que exigem, do ponto de vista pedagógico, a presença dos alunos e dos professores” serão assim.

“Não pode ser 100% presencial, mas é importante que os alunos ganhem o hábito de ir à escola (…). O ensino não é apenas uma questão racional, é também uma questão afectiva”.

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Uma turma de 20 crianças terá contacto com mais de 800 pessoas ao fim de apenas dois dias

Una clase de Infantil de 20 niños

tendrá contacto con más de 800

personas después de sólo dos

días

O professor Eulogio Cordón, diretor do departamento de Organização Empresarial II da UGR, prevê que “sem vacina, a maioria das aulas provavelmente acabará por voltar a um cenário remoto ao longo da próxima queda quando os efeitos do COVID19 e da gripe sazonal convergem. Por isso, é muito importante que todos os agentes estejam preparados para esta possibilidade.”
As comunidades autónomas excluíram, na sua maioria, cenários mesmo mistos, incluindo presenciais e remotos, e também não parecem estar a fazer progressos substanciais na melhoria da aprendizagem à distância. No entanto, com o investimento limitado disponível, talvez estas opções pudessem facilitar mais estabilidade ao longo do curso.
Os peritos da UGR sublinham que as famílias já deveriam ter sido questionadas sobre a sua disponibilidade para cada sistema, a fim de melhor tentarem acomodar melhor os alunos cujas famílias necessitassem presenciais e fornecerem uma opção mista ou remota às famílias que desejaram, caso as escolas observassem garantias para o seu bom desenvolvimento. A falta de planeamento conjunto com as famílias e os professores é também uma limitação dos protocolos que têm existido até agora. Esta falta de diálogo pode ser compreensível para a resposta imediata do curso atual, mas é surpreendente quando se planeia o próximo curso e precisa de alterar substancialmente as condições de trabalho, pedagógicas e sociais do processo educativo.

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A digitalização não resolve os problemas de Setembro, por Alberto Veronesi

 

A digitalização não resolve os problemas de Setembro

Soubemos por estes dias que o Governo tem intenção de injetar 400 milhões para a Universalização da Escola Digital. No documento, o Plano de Estabilização Económica e Social, particulariza-se assim (ponto 1.2) a medida: “Universalização do acesso e utilização de recursos didáticos e educativos digitais por todos os alunos e docentes. Numa primeira fase prevê-se: Ao nível infraestrutural, adquirir computadores, conectividade e licenças de software para as escolas públicas, dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar; desenvolver um programa de capacitação digital dos docentes; incrementar a desmaterialização de manuais escolares e a produção de novos recursos digitais.”

Antes de dedicar algumas linhas à análise do ponto em si, quero referir que não deixa de ser surpreendente ter sido o ministro da Economia a falar pela primeira vez da Escola Digital. Continuamos sem ministro da Educação. Apenas o secretário de Estado João Costa, que tem assumido a “liderança”, tem dado algumas ideias, vagas, de como poderá ser o início do próximo ano letivo. Assumindo, inclusive, que o 3.º período foi um remendo e não uma solução de futuro. Em síntese, continuamos sem grandes planos, pelo menos visíveis, para o próximo ano letivo, mas já temos um número, 400 milhões.

Pela descrição que é feita no documento, o processo será desenvolvido por fases. Mas não havendo ainda calendarização, como seria necessário, fica tudo muito vago. Sabemos que todos terão um computador, sejam professores, sejam alunos, sabemos que serão distribuídas licenças digitais em substituição dos manuais escolares e sabemos que os docentes terão formações específicas. Mas não sabemos quando é que arranca esta “revolução”, rumo à Escola Digital.

Entretanto, parece-me que é preciso atentar a algumas questões.

Serão poucos os que não concordarão com a necessidade de dar este passo tecnológico. Mas arrisco-me a dizer que os mesmos consideram que, já para setembro, seria preferível outro tipo de medidas e, sobretudo, não tratando todos os ciclos por igual. Vejamos: o pré-escolar abriu a 1 de junho, mas só frequentam, segundo dados da Fenprof, 30% dos alunos. Como pretendem fazer em setembro, quando regressarem todos? Um computador para cada um?

No 1.º ciclo, onde a autonomia das crianças é reduzida, um computador para cada um também me parece uma solução necessária, mas curta. Nesse ciclo, sobretudo nos 1.º e 2.º, mas também nos 3.º e 4.º anos, são essenciais as aulas presenciais, ficando o ensino remoto apenas como complementar. Ora isso só se conseguiria se:

  • Reduzissem as turmas a, pelo menos, metade do estipulado no pré-covid-19;
  • Aumentassem proporcionalmente o número de professores;
  • Criassem turnos duplos (manhã/tarde) em todas as escolas;
  • Complementassem o presencial com o ensino remoto em turnos semanais.

 

Os outros ciclos, dos quais desconheço as dinâmicas aprofundadamente, teriam de ajustar processos à sua realidade.

Não me parece correto olhar-se para o todo e achar-se que, como que por magia, um computador resolverá o problema.

Cada ciclo tem as suas especificidades e por isso a revolução tecnológica deverá acontecer, como aliás escrevi aqui, e devemos aproveitar esta oportunidade, uma vez que conseguimos recolher dados nesta experiência, para a fazer. Mas devemos ser mais minuciosos na planificação.

Concluindo, Escola Digital é importante e deve acontecer, como tive oportunidade de sugerir aqui.

Sendo necessário evitar abusos, poderia o Ministério da Educação reforçar o orçamento às escolas públicas para que possam adquirir equipamentos para emprestar aos alunos.

No mesmo sentido, para os professores, a aquisição gratuita de equipamentos tecnológicos (sem esquecer as licenças dos Recursos Educativos Digitais) para desenvolverem o ensino remoto a partir da casa.

Aguardemos por tomadas de decisão.

 

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Concurso AEC – Vila Nova de Gaia

 

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Informação DGEstE – Conselhos de Turma do 3º Período

 

Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a) de Escola /Agrupamento de Escolas

Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente de CAP

 

Tendo chegado à DGESTE pedidos de informação sobre a realização dos conselhos de turma do 3.º período, encarrega-nos o Secretário de Estado Adjunto e da Educação de informar que, dadas as circunstâncias, as reuniões de conselho de turma de avaliação poderão, neste ano letivo, ser realizadas não presencialmente através de meios telemáticos de comunicação síncrona. Importará garantir que todos os docentes têm acesso à documentação necessária e que estão garantidas as condições que permitem não só a participação de todos os docentes, mas também a tomada de decisão colegial nos termos legais.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

 

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Deixem-se de hipocrisias na educação – Carla Castro

 

Deixem-se de hipocrisias na educação

Talvez soe a um grito de revolta face ao silêncio ensurdecedor e à hipocrisia vigente. A indiferença, complacência e desculpabilização perante a falta de ação na educação e na forma como se está a gerir o tema da pandemia nas escolas, com o efeito de agravamento nas desigualdades entre os alunos, oscila entre o frustrante e o constrangedor.

Onde está a preocupação com a urgência da abertura das escolas e com a recuperação dos alunos em dificuldades no discurso dos governantes ou nas análises dos “escrutinadores” comentadores nas nossas televisões? 

Será porque quem fala e quem decide está na sua bolha de conforto, com o equipamento informático necessário, banda larga e teletrabalho, e consegue garantir as condições ideais para a aprendizagem e estudo das crianças que os rodeiam? Sim, porque só consigo imaginar que não se preocupem porque isto não os aflige diretamente, porque não farão certamente parte da realidade dos inúmeros “professores que não conseguem contactar os seus alunos” e não tenham verdadeiras preocupações e leituras sobre a realidade social. Pois a mim aflige-me que não os aflija, aflige-me que não tenham nem consciência da situação no país, nem o sentimento de urgência. Aflige-me a falta de leitura social e aflige-me a dissonância de discursos.

Parece ser mais fácil fazer títulos de jornais com intervenções inflamadas sobre desigualdades sociais e discriminação, enquanto que devíamos implementar já medidas para fazer a verdadeira diferença pelas gerações futuras. E se pouco se aborda o tema, ainda menos se exige ao governo que tenha uma intervenção capaz de reverter as já visíveis consequências desta inércia inaceitável.

A desigualdade nas escolas, entre alunos, está a ser agravada e não é apenas pelas diferenças na “velocidade da rede” ou “do equipamento informático”. Muitas das discrepâncias resultam de apoio familiar deficitário ou ausente, resultante de enquadramentos económico-sociais frágeis ou disfuncionalidades diversas. Num contexto de ensino à distância, não é só o material e o equipamento que faltam. Falta o apoio imaterial, falta o acompanhamento presencial. E é aqui que reside um dos apoios fundamentais da escola e a diferença que faz face às assimetrias e às desiguais condições de partida de diversos alunos. Quando falta essa parte presencial, e nada se faz quanto a isso, estamos a fechar os olhos e a permitir que se cause um dano direto e irreversível na vida destas pessoas.

Enquanto não for claro que a retoma das aulas presenciais é um fator incontornável para minimizar estas assimetrias e desigualdades, estamos a falhar enquanto sociedade promotora de educação e literacia dos seus cidadãos e do justo funcionamento do elevador social.

Os danos são enormes, do pré-escolar ao primeiro ciclo, até à preparação para a universidade. Poderão ainda ser reversíveis, mas apenas se se agir com determinação.

ala-se amiúde da “digitalização da escola”. “Aquela” reforma que estava em curso e que, afinal, não existe. E num momento em que se estão a definir orçamentos suplementares e planos de recuperação, devemos ter em mente reformas estruturais no ensino, mas também a urgência de criar soluções para a situação resultante desta pandemia.

Outros países já levantaram restrições, e Portugal? Onde está um plano estruturado, com que visão e com que urgência? Vem aí o início do próximo ano letivo: crianças regressarão às escolas, em meados de setembro, com imensas disparidades e desníveis na aprendizagem.

O que vai ocorrer? Enormes diferenças entre estabelecimentos de ensino; realidades díspares nas escolas e no seio das próprias turmas, níveis de aprendizagem diferentes entre os alunos. O que se espera? Um primeiro trimestre totalmente desacelerado e a duas ou três velocidades destintas? Menor estímulo e uma grande frustração para os alunos? E se houver uma segunda vaga? E se interrompermos novamente a rotina? Que “plano b” para lidar com a não presença, que opções para otimizar a distância no ensino?

Recentemente, a Iniciativa Liberal apresentou um plano de retoma – o PREC Liberal – que propunha, entre outras medidas ao nível da educação, incentivos fiscais para contribuintes singulares e coletivos que façam doações de material informático a escolas, para além de maior dotação orçamental para contratos simples e de associação, como passo intermédio para o estabelecimento do cheque-ensino, medida para uma efetiva liberdade de escolha da escola, seja pública ou privada. Mas é fundamental alertar que ficou a necessidade da promoção da recuperação das aprendizagens, porque é crucial ter essa ambição.

É nas aulas de recuperação facultativas, nos sistemas de apoio para os alunos e no acompanhamento durante as aulas que residirá a diferença fundamental neste curto prazo. Em Portugal: nem plano, nem preocupação. Nem para agora, nem para o verão, tão pouco para o início do ano letivo, muito menos para o ano letivo no seu todo.

Revolta-me profundamente a hipocrisia de alguns partidos que vêm falar de elevador social, de discriminação e de apoio à escola pública, para depois falharem clamorosamente neste momento crucial. Vergam-se, aparentemente, aos interesses corporativistas, ou, não sei se quebram (e como em tantas outras coisas) por não conseguirem passar da teoria à prática e falharem na interpretação da realidade económico-social. 

Devia estar instalado um sentimento de urgência para com os efeitos na desigualdade social. Esta inércia e falta de tomada de decisão neste contexto da educação terão, inevitavelmente, um efeito negativo no tão falado elevador social. Não é com títulos de jornais, frases inflamadas em plenários ou manifestações que se consegue reverter esta situação. É na vida real, na tomada de medidas concretas que fazem a diferença. Não podemos, perante uma emergência, não adotar medidas para contrariar o efeito potenciador de assimetrias. E não, a solução não é nivelar por baixo e destruir as escolas privadas que funcionam. Comecemos, a sério, pela recuperação agora, antes do retomar das aulas presenciais e na preparação do ano letivo, quando até já se vislumbra o que o próximo inverno poderá trazer. Temos sim de combater verdadeiramente as desigualdades e de favorecer o ascensor social.

Deixem-se de hipocrisias, muito menos na educação.

 

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Resistir à Ignorância, por Hélder Ramos

 

Afirmar que os tempos que vivemos são desusados e difíceis de compreender já é um hábito de tal forma recorrente, que parece nem darmos tanta importância às inúmeras causas que a todos tocam. E acrescentar mais palavras às manifestações recentes espalhadas por inúmeras cidades do mundo também não adiantaria muito, se as não encarássemos com apreensão, sobretudo no que a exageros desmedidos (pleonasmo deliberado) pode e deve ser repudiado.

Como aceitar o que está a acontecer com as estátuas de Cristóvão Colombo, nos Estados Unidos; com a de Baden-Powell, em Poole, no sul de Inglaterra, cuja autarquia teme o desmando descontrolado das turbas e, por isso, se apresta a retirá-la; com a de Padre António Vieira, em Lisboa, defensor dos oprimidos e exímio cultor da Língua Portuguesa, cujos dons oratórios muita inveja causaria, ainda nos dias de hoje, mas só para os que a sensibilidade e esguardo educaram com ponderação e responsabilidade, longe de ideologias facilitistas e sem a consciência histórica que deve nortear a intervenção cívica.

Tudo muito triste, quando vemos lideranças a promover a subversão de valores e instigar comportamentos desequilibrados e conducentes a desfechos vizinhos de causas supremacistas, quando, sob o telhado de razões aparentemente equitativas, vemos interesses aritméticos avançar para mandatos que se querem vitalícios.

Tudo muito triste, quando vemos multidões serem arrastadas para comportamentos precipitados e sem controlo, do saque pelo saque, que invade gratuitamente o espaço alheio e se assenhoreia de bens que tiveram o seu custo. E no lume da aventura e heroísmo grosseiro, ainda pode haver lugar a uma entrevista, de máscara. Não por causa da pandemia, antes pela cobardia de quem arremessa a pedra e esconde a mão. A deseducação leva ao desgoverno dos comportamentos e à incivilidade vazia da capacidade de discernir entre o bem e o mal, valor do qual depende a boa integração numa sociedade regulada por princípios que estimem o esforço coletivo de construção de amplos espaços de integração e de maior justiça.

Por tudo isto, todos devemos entregar-nos à causa da educação, como maior desafio das sociedades contemporâneas, em ordem a termos ferramentas que nos auxiliem a compreender qualquer obra artística, da produção à receção, e para deixarmos de vez as imagens desoladoras de estátuas vilipendiadas pela rudeza de gente ilógica que por aí vai andando sem objetivos coerentes de vida nem civismo decente.

Qualquer expressão artística deve ser interpretada no contexto em que foi produzida, não podendo a sua existência ficar sujeita ao livre-arbítrio de quem a não saiba apreciar na razão fundadora da respetiva criação. Isto significa que ao público deve ser dado o direito de aprender a dominar a linguagem de justa interpretação do património, sob pena de apenas a ver com os olhos e por eles ficar, cheio de certezas movidas pelo empirismo cultural que se enraíza numa ignorância bacoca e totalmente desprovida de racionalidade. Estaremos a jornadear por aí?

Urge, portanto, dotar as gerações coetâneas de capacidades de boa compreensão e leitura séria da História, conquanto tecida de conjunturas sempre incertas e quantas vezes sujeitas a tendências atentatórias da dignidade humana. Ela mede-se com respeito, tolerância e consideração pelos agentes da mudança, que somos, sem exceção, mas sem esquecermos quem nos deu a ser e abriu os caminhos que hoje conhecemos e usamos.

 

Hélder Ramos

Agrupamento de Escolas de Ovar

 

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Estudantes à Saída do Secundário em 2017/18 – Dados Definitivos

 

Estudantes à Saída do Secundário em 2017/18 – Dados Definitivos:

Destaque [PDF]

– Sumários Estatísticos [xlsx][ods]

 

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Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares para vigorar no ano 2020

Publicado o Despacho que procede à alteração, para vigorar no ano de 2020, ao Manual de Apoio à Reutilização de Manuais Escolares, aprovado e publicado como anexo i do Despacho n.º 921/2019, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 17, de 24 de janeiro de 2019.

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É na escola que se aprende a não ter cor e ser apenas humano

 

 

Foi na Escola Dom João II que me ensinaram que as pessoas não têm cor

A minha avó Teresa era a senhora das fotocópias quando entrei no sétimo ano, na Escola Secundária Dom João II — já lá vão 18 anos. Os meus colegas diziam que eu era uma sortuda porque ela via antecipadamente os testes, mas nunca tive nenhum privilégio a não ser ficar a dever sanduíches de carne assada no bar.

Sou do tempo em que tinha de se dar a volta pela esquerda e passar pela mesa de pingue-pongue para entrar no poli (polivalente, para os professores), onde os mais velhos ainda fumavam às escondidas.

Lembro-me dos dias de greve, em que por vezes só um dos blocos fechava; da voz inconfundível da Dona Alice quando algum aluno passava, sem poder, pelo corredor da secretaria; e das filas na papelaria para comprar as senhas do almoço.

Lembro-me de namoriscar nas bancadas de betão lá em cima, ao pé dos campos; e de ter sido chamada a responder à direção, depois de falar torto com uma funcionária. Parvoíces da idade — ela entretanto desculpou-me.

Recordo muitos bons momentos nos quatro anos que lá passei (sou das que estupidamente chumbou no nono ano), mas a maior lição que trouxe para a vida não tem a ver com a Matemática ensinada pelo icónico Rogério Mares — embora ele tenha sido um excelente professor.

O que mais aprendi durante este tempo, quer em contexto de aula, nos longos feriados ou intervalos, e ao final do dia, antes de ir para casa, é que as pessoas não têm cor.

Esta escola secundária tem a particularidade de juntar alunos de vários bairros, muitos deles vindos de outros países do mundo — ou que já nasceram em Portugal, depois de os pais terem imigrado para cá.

Entre conversas corriqueiras, amizades profundas, namoricos ou flirts de adolescentes, nunca houve espaço para fazer distinções de raças, muito menos alguém foi posto de parte por não ter o mesmo tom de pele.

Aliás, isso nem era motivo de conversa. Se alguém se armava ao pingarelho, como diz a minha avó, era logo posto no lugar, que ali não havia tempo para mesquinhices.

Lembro-me quando era altura das listas para a Associação de Estudantes e como gostávamos de ver os africanos dançar. Que incrível. Eu, que não sei nem fazer a lambada, ainda sonho com o dia em que me aguento um minuto numa “boa kisombada”.

Numa altura em o tema racismo está, mais uma vez, por todo o lado, recordo com alegria que nesta escola isso sempre foi um “não assunto”. Andávamos demasiado ocupados a sermos felizes — todos juntos.

 

Sara Chaves In New in Setúbal

 

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Resultados PISA em Ciência (video)

Depois dos resultados de Matemática e da Leitura, publico o último vídeo sobre a evolução dos resultados dos países da OCDE em Ciência.

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Lista Colorida – RR34

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR34.

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Sexta-feira temos a 35.ª Reserva de Recrutamento

 

Como já tinha dito, este ano temos Reserva de Recrutamento até ao fim do ano letivo. Sexta-feira será a última deste ano, a uma semana do ano findar.

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27 Contratados colocados na RR34

Sim… foram colocados 27 contratados na Reserva de Recrutamento 34. Aguardo com curiosidade a saída da RR35…

Parabéns aos colocados, principalmente quem ainda conseguiu ficar num horário Completo e Anual. Fica a tabela:

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Uma Resposta a Uma Dúvida Muito Antiga

Muitos alegavam que um docente com atestado médico não podia fazer formação.

Hoje a DGAE tem esta resposta que a considero corretíssima.

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Nota Informativa – Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

 

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Reserva de recrutamento n.º 34

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 34.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 16 de junho, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 17 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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Nota Informativa sobre Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

Nota Informativa – Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes

 

 

Foi publicada uma Nota Informativa sobre Avaliação do Desempenho Docente e Formação Contínua de Docentes.

 

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Reinventando a escola…

Um país em que não se valoriza os professores, o seu trabalho e o seu esforço, não se pode dizer desenvolvido…

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Mobilidade por doença 2020/2021 – Validação do Pedido

 

Aplicação disponível entre o dia 15 de junho e as 18:00 horas de 22 de junho de 2020 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

 

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Medidas de Prevenção e Controlo em Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL)

 

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O 1º Flash Live Event Online, sobre a educação em Portugal

 

O 1º Flash Live Event Online, sobre a educação em Portugal

E depois do Ensino Remoto de Emergência?

 

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MPM – Movimento dos Professores Monodocentes

 

Foi criado um grupo no Faceboock de apoio à causa dos monodocentes. Quem estiver interessado em apoiar a causa pode aderir.

Clica na imagem

 

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Listas Definitivas Provavelmente Entre 6 e 10 de Julho

O próximo quadro apresenta as datas dos concursos desde 2010 até este ano. Apresenta também o número de dias que se passaram desde a publicação das listas provisórias até à publicação das listas definitivas. Nos últimos 4 anos a diferença de dias entra as duas listas tem sido entre os 55 e os 58 dias. Mantendo-se uma diferença de dias semelhante em 2020 é muito provável que as listas sejam publicadas na semana de 6 a 10 de julho.

E nada garante que a manifestação de preferências para a contratação seja feita logo de seguida. Veja-se a diferença entre a publicação das listas definitivas para a manifestação de preferências para a contratação para se verificar que tal raramente aconteceu (apenas em 2018 a manifestação de preferências ocorreu passado dois dias da publicação das listas definitivas, mas foram publicadas quase no final de julho).

 

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Duplicam casos de Covid-19 em crianças desde a reabertura das creches e 11.º e 12.º anos

 

Crianças infetadas pela Covid-19 duplicaram desde maio

Mais do que duplicaram os casos de covid-19 em crianças com menos de 10 anos, durante o último mês e meio. Desde o início de maio, foram confirmados 500 casos do novo coronavírus em crianças – 224 destes só no mês de junho, que marcou o regresso do ensino pré-escolar. Isto quer dizer que um em cada quatro casos de Covid-19 em crianças foi diagnosticado desde que voltaram a abrir as creches.

 

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