28 de Junho de 2020 archive

É melhor ter Rankings? Ó Mendes!!!

 

Marques Mendes acabou de afirmar que: “Mais vale ter estes rankings, que rankings nenhuns.

“Balha-m’ adeus”, mais vale estar calado que dizer disparates…

 

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Ensino online – de salvação a “bicho papão”, por Patricia Labandeiro

Ensino online – de salvação a “bicho papão”

O ano lectivo mais desafiante e atípico das nossas vidas, terminou. Se as nossas crianças aprenderam todos os conteúdos os previstos para o 2º e 3º períodos? Muito provavelmente não. Se evoluíram significativamente em termos de competências académicas? Muito provavelmente não. Mas aprenderam que vivem num País que perante a exigência de proteger a sua saúde, soube o que priorizar. Aprenderam que os professores também têm os seus desafios mas estiveram disponíveis para ir ao encontro das necessidades que se impuseram. Por vezes com excesso de zelo, outras vezes com alguma distância, mas mantiveram-se comprometidos com a missão de os acompanhar nesta jornada cujo destino ninguém conhecia.

Da minha parte, agradeço aos professores que diariamente lhes perguntaram como estavam a lidar com estes tempos, se estava tudo bem com eles e suas famílias, que lhes dedicaram palavras de incentivo e de apoio. Que tiveram a imensa paciência para lidar com atrasos, com turmas incompletas, com “fugas” ao trabalho… que toleraram algumas falhas e erros, dos alunos e das famílias mas, mesmo assim, estiveram sempre do outro lado. E sabemos que, desse lado, muitas vezes, existia também uma família, filhos alunos e muitas tarefas a gerir diariamente.

Se alguns professores resvalaram para atitudes de pressão exagerada ou prescrição excessiva de trabalhos? Sim, alguns, algumas vezes. Se alguns professores resvalaram para uma atitude mais desligada face aos objetivos académicos? Sim, alguns, algumas vezes. Como acontece em tempos de aulas presenciais, uns e outros não representam a maioria dos professores. A maioria que equilibrou necessidades de trabalho/estudo com as necessidades emocionais das crianças. Que falaram com eles de forma mais afectiva, que os incentivaram, que lhes disseram que tinham saudades, que a saúde é o mais importante, que lhes mostram as suas casas, os animais de estimação, os filhos… que quiserem genuinamente saber deles e que tiveram curiosidade e abertura em perceber como eram as suas dinâmicas em casa, que não se zangaram quando os pais gritavam “anda para a mesa!” ou quando o irmão mais novo “invadia” a aula!

   Estes foram a maioria: flexíveis, criativos, abertos, preocupados, comprometidos e verdadeiras figuras de suporte e de superação! A todos eles, OBRIGADA.

Se foram tempos fáceis ou rentáveis em termos de aprendizagem? Já ninguém se “agarra” a falsas expectativas ou visões sobrevalorizadas do sistema de aulas online. Mas seria isso o mais relevante a ficar na memória das nossas crianças numa fase destas? Não creio.

Se sentiram que o seu país está capaz de flexibilizar metas económico-financeiras para privilegiar a proteção da sua saúde; se sentiram que os professores se preocuparam genuinamente consigo; se sentiram que as famílias se esforçaram para os apoiar; já levaram algo de positivo desta pandemia.

   Sabemos que não é um modelo ajustado às necessidades da educação nem das famílias. Terá sido um “mal necessário” e todos esperamos que no próximo ano letivo possamos voltar ao conforto da presença real, aos abraços, às rotinas que lhes trazem independência! Mas, como em tantas outras situações de vida, se tivemos de passar por isso e se queremos também deixar sementes de uma atitude mais proactiva e optimista às nossas crianças, não deixemos que a pressão a que todos estivemos expostos, que os momentos de desânimo e aqueles em que sentimos que não seríamos capazes de lidar com tudo isto, engulam dimensões não menos relevantes do que vivemos em termos de ano escolar. As nossas crianças estiveram protegidas, os nossos professores fizeram um esforço imenso para se ajustar, as famílias tornaram-se mais híbridas e criativas… com mais ou menos conteúdo, com mais ou menos momentos de irritação, com mais ou menos cansaço, acabamos um ano em que, ainda assim, prevaleceram valores relevantes. Saúde, flexibilidade, superação!

Não sabemos como será o próximo ano lectivo e a perspectiva de uma segunda vaga da pandemia pode ser um cenário realista (basta olharmos para a história evolutiva das pandemias anteriores). Se ficarmos agora numa energia de raiva e revolta com aquilo a que fomos expostos, que sentimento se apoderará de nós (e das nossas crianças) se em Setembro, na eventualidade de uma segunda vaga com gravidade que justifique as mesmas medidas de contenção, nos anunciarem mais alguns meses de ensino online ou um modelo misto?

    Se esta situação gerou emoções e momentos de caos que podem ter tido um impacto traumático? Sim, para algumas famílias, isso aconteceu. Mas diz-nos a vida e todas as disciplinas que se dedicam ao estudo do comportamento humano e do desenvolvimento das sociedades, que mesmo com base no caos, na dor e no trauma, é possível construir significados, criar narrativas que integrem os pontos de crescimento e de superação, atingir visões e estados de consciência mas flexíveis sobre a nossa realidade e quiçá, redefinir valores e prioridades.

Tentemos manter as nossas crianças com uma visão realista e equilibrada do que foi receber a escola em casa, com as suas dificuldades e angústias, com os erros e derrapagens mas também com os seus significados e descobertas positivas. Ansiemos todos pelo regresso à escola real, mas foquemos que, se isso não for garantido, estaremos capazes de tirar aprendizagens da experiência anterior e fazer um pouco melhor. Se deixarmos de acreditar na nossa capacidade de crescimento e criar melhores soluções, que esperança nos resta?

Obrigada Professores, parabéns alunos, força famílias!

(Nota: existem muitas desigualdades das condições em que cada família se viu e consequentemente nos recursos para lidar com todas as exigências, mas isso, isso não é nenhum novo resultado da pandemia, é o prolongamento das desigualdades anteriormente instaladas e, no contexto de cada família, fazermos mais e melhor continua a ser possível pois para as situações que agora ficaram devidamente sinalizadas, haverá mais hipóteses de mobilização preventiva de apoios) 

In Patrícia Labandeiro Blogue

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Governo vai dar computador a 300 mil estudantes? Não sabia…

Vai dar ou emprestar? (o título deixa-me confuso)

Em Portugal temos cerce de 2 milhões de alunos, ou seja serão necessários 466 milhões para se poder chegar a todos, tirando os do ensino particular, lá andaremos pelos 400 milhões anunciados. Restará quanto para o resto que foi anunciado? Estes números parecem-me não bater certo… cheira-me a politiquices.

Governo vai dar computador a 300 mil estudantes

Fundos regionais desembolsam 70 milhões de euros nesta fase para famílias carenciadas. Câmaras que já compraram equipamentos serão ressarcidas.

Durante o próximo ano letivo, cerca de 300 mil alunos vão receber um computador com acesso à Internet. Os equipamentos vão custar 70 milhões de euros, que sairão da reprogramação dos fundos europeus geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

O Governo quer que todos os estudantes tenham acesso a um computador, mas numa primeira fase só serão incluídas as crianças e jovens oriundas de famílias com carenciadas, beneficiárias dos escalões A e B de ação social escolar, disse ao JN Ana Abrunhosa, ministra da Coesão, que tem a seu cargo a tutela das CCDR, após uma reunião com os autarcas da Área Metropolitana do Porto.

 

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Escolas escocesas pretendem reabrir a tempo inteiro em agosto

 

Escolas escocesas pretendem reabrir a tempo inteiro em agosto

 

As escolas preparavam-se para regressar com um modelo de ensino presencial e de aprendizagem em casa.
Mas o secretário de educação disse que tinham sido feitos progressos significativos no controlo da propagação do vírus.
O sr. Swinney disse que os ministros estavam agora a preparar-se para que todas as escolas abrissem a tempo inteiro em agosto.
Ele já tinha visado anteriormente ter os alunos a passar pelo menos metade do seu tempo fisicamente na sala de aula, o que levou a preocupações dos pais.
Os partidos da oposição disseram que a mudança foi uma “volta”u-turn” e uma “descida”, que tinha sido forçada pela pressão pública.
E os patrões do sindicato disseram que seriam necessárias outras medidas para manter o pessoal e os alunos seguros, como o uso de coberturas faciais e testes de rotina dos professores.

As escolas têm enfrentado dificuldades em descobrir como trazer os alunos de volta em agosto, mantendo a atual regra de distanciamento físico de 2m (6ft 6in), levando aos planos de aprendizagem misturados.
A Primeira-Ministra Nicola Sturgeon ordenou aos funcionários que revissem se a regra do afastamento poderia ser descontraída em algumas circunstâncias. A Irlanda do Norte deverá usar uma regra de 1 m para os alunos da escola, enquanto a Inglaterra passará para uma regra de “um metro mais”,” a partir de 4 de julho.
O sr. Swinney disse que o plano de aprendizagem misturado era um plano de contingência “necessário”, elaborado numa altura em que a perspetiva era “sombria”, mas que “a imagem parece mais positiva”.
Ele disse: “Quando preparámos os nossos planos em maio, sinceramente, não teria imaginado que teríamos feito tantos progressos na supressão de vírus como nós fizemos.
“É esta perspetiva mais positiva que permite ao governo escocês fazer esta mudança no planeamento das escolas.””

 

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Há famílias sem acesso ao Portal das Matrículas

Será que o Me não tem os dados dos recursos tecnológicos das famílias e não sabe que os únicos dispositivos que a grande parte das famílias têm são os dispositivos móveis? Para não falar das famílias que simplesmente não têm nenhum recurso tecnológico, nem sabem usar a tecnologia.

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Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Começo a perder a esperança! Sim, ainda tinha esperança que o Governo estivesse a tratar do regresso às aulas em setembro. Mas depois do projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, ter sido chumbado no Parlamento, a esperança desvaneceu-se!

Tive a oportunidade de assistir em direto à maior parte das intervenções no debate do dito projeto e o que vos tenho a dizer é que não, afinal, não há plano A, B ou C, apenas o “logo se vê”!

Com o argumento de que ninguém no mundo sabe o que acontecerá em setembro, o Governo e o grupo parlamentar do PS fogem das perguntas a esse respeito como diabo fugia da cruz. O que sabemos, até agora, é que o Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, um por aluno, dizem, visa garantir a modernização da conexão das escolas à Internet, pretende substituir os manuais escolares por licenças digitais e quer dar formação a docentes.

Não está aqui em causa a necessidade de dar este passo rumo à Escola Digital. O que está em causa é que isso só por si não resolve nada. Absolutamente nada!

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