4 de Junho de 2020 archive

400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

Governo aprova 400 milhões de euros para universalização da Escola Digital

O Governo vai lançar um programa para assegurar a universalização do acesso e utilização de recursos educativos digitais, um investimento no valor de 400 milhões de euros, anunciou o primeiro-ministro, esta quinta-feira.

“Esta crise demonstrou bem como é essencial combater as desigualdades, designadamente aquelas do ensino à distância”, afirmou António Costa em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, sublinhando a necessidade de assegurar o acesso ao ensino digital em suporte digital.

O programa que foi hoje aprovado pelo Conselho de Ministros faz parte do Programa de Estabilização Económica e Social, que vai enquadrar o futuro Orçamento Suplementar.

De acordo com o documento apresentado durante a intervenção do primeiro-ministro, está prevista a aquisição de computadores, conetividade e licenças de ‘software’ para todas as escolas públicas, “dando prioridade aos alunos abrangidos por apoios no âmbito da ação social escolar”.

O Governo vai também apoiar a produção de novos recursos didáticos e educativos, no sentido de incrementar a desmaterialização de manuais escolares.

Nesta primeira fase do programa de universalização da Escola Digital, vai também ser desenvolvido um programa de capacitação digital dos docentes.

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Atualização da Norma 2/JNE/2020

 

Download do documento (PDF, 2.19MB)

 

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Repensar as escolas – José Pacheco

 

Num dos mais recentes estudos realizados a nível mundial, com respondentes de 59 países, sobre os efeitos da pandemia covid-19 nas escolas, a OCDE traça um cenário bastante otimista sobre o modo como os sistemas educativos responderam de imediato aos problemas surgidos. No entanto, são referidas algumas dificuldades.

Uma das primeiras ideias com que se fica da leitura do relatório “Schooling disrupted, Schooling rethought” é que ainda estamos na 1.ª fase das mudanças operadas nas escolas, sendo necessário enfrentar com realismo a 2.ª fase, que já está entre nós, representando um período que exige medidas de distanciamento, tal como cuidados de higienização em larga escala. Aliás, o relatório é quase um guião para preparar essa 2.ª fase a todos os níveis da escola e da comunidade.

As respostas dadas pelos diferentes sistemas educativos revelaram a existência de uma notável resiliência, flexibilidade e autonomia para que estratégias urgentes e de continuidade das atividades de aprendizagem fossem estabelecidas, de modo a enfrentar as consequências resultantes do encerramento da escola presencial.

Os professores e os alunos, bem como as famílias e outros agentes escolares adaptaram-se de forma inovadora aos desafios surgidos com a pandemia, sobretudo na realização de atividades escolares através do ensino à distância. Porém, os resultados indicam que os professores não têm uma ideia suficientemente positiva quanto à avaliação que fazem sobre a eficácia dessas atividades.

As estratégias de continuidade das atividades escolares promoveram o desenvolvimento profissional dos professores, pelo que o ensino à distância pode ser associado à melhoria das escolas e das aprendizagens, estando também ligado à promoção de uma aprendizagem mais autónoma e independente dos alunos. Aliás, conclui-se que as mudanças verificadas nas escolas revelaram o enorme potencial de inovação que estava adormecido em muitos dos sistemas educativos. Ou seja, a escola sai desta crise mais credibilizada socialmente.

Desta 1.ª fase, em que as escolas tiveram uma elevada capacidade de mobilização de sinergias, e ainda na perspetiva da OCDE, há duas lições a tirar. A primeira, mais negativamente, está relacionada com as desigualdades e as disparidades no acesso e no uso das tecnologias digitais, constituindo um sério problema quando são comparados alunos de diferentes grupos socioeconómicos. Ao invés, a outra lição reforça a convicção de que a pandemia está a contribuir para fomentar as competências indispensáveis para a educação do século XXI.

Para isso, e uma vez garantidas as condições indispensáveis para uma escola diferente (mais digital nas suas atividades de ensino e aprendizagem, com mais comunicação ao nível da comunidade educativa e mais autónoma na gestão do currículo), é urgente refletir sobre o que é que a escola exige aos alunos, quer ao nível do conhecimento que é essencial, independentemente das possíveis formatações curriculares, quer ao nível das competências socioemocionais.

No relatório citado, é bem evidenciada a alteração que a pandemia provoca no modo de os alunos olharem para os problemas do mundo, a partir das aprendizagens realizadas na escola.

In Público

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Alexandra Leitão volta (mais ou menos) atrás nos cortes salariais

 

Isto de conversa de politico tem muito. Primeiro deita-se ao ar, depois, se não tiver a aceitação do público recua-se um bocadinho.

Ministra volta atrás, descarta congelamento das carreiras e admite aumentos na Função Pública

Em entrevista à TSF, a ministra da Administração Pública, Alexandra Leitão, alinhou-se ao discurso do primeiro-ministro de que a recuperação económica não será feita através de uma linha de austeridade. “O Estado tem de pilotar a retoma, com investimento público e com a recusa de políticas de austeridade, que retirem rendimentos às pessoas”, disse a ministra.

“Sempre numa lógica de responsabilidade, temos de assumir que podemos ter de fazer ajustes. Mas, neste momento, não vislumbramos que esses ajustes passem por cortes ou congelamentos”, explicou.

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LURDES TEVE AZAR: O PAI DEIXOU-A ESTUDAR (Movimento Humor sem Medo

 

LURDES TEVE AZAR:
O PAI DEIXOU-A ESTUDAR

A Lurdes sempre foi aplicada.
A alegria do pai.

Podia ter começado a trabalhar aos 16, aos 18,
como tantas da sua criação.
Num banco. Nas Finanças. Naquela empresa de automóveis. Ou na Câmara.
Mas o pai tinha outros planos para ela.

Estudante aplicada, boa aluna, faz o liceu
e entra na universidade.
Acaba aos 22.
E começa a trabalhar.

No tempo das vacas gordas, a Lurdes, perdão a Dra. Lurdes, podia reformar-se aos 55 de idade, com 30 de serviço.
Mas quando chega aos 55 de idade, já com 33 de serviço,
a Lei mudara seis meses antes.
Tem de continuar a trabalhar.

A Dra. Lurdes tem muitos colegas que se reformaram
pela Lei Velha.
Mas a ela já não a deixaram reformar-se.
As colegas passam os dias no café, os meses a viajar,
os anos a descansar. Justamente.
A cuidar dos netos.
Ela continua a trabalhar. Todos os dias.

Um dia – há sempre uma luz ao fundo de um túnel… – a Esquerda promete-lhe acabar com a injustiça!
Sempre preocupada com os trabalhadores,
a Esquerda faz aprovar outra Lei: reforma aos 60,
com 40 de serviço.

A Dra. Lurdes, no entanto, volta a ter azar: aos 60 de idade
só tem 38 de serviço.
E quando chega aos 40 de serviço já tem 62 de idade.
Não dá!, dizem-lhe.
Mais uma vez não dá para ela!
Para outros (os de 60+40), sim. Para ela (62+40), não.

Parece estúpido? É mesmo estúpido, mas é assim.
A Lei esquerdista apenas se aplica a quem tem simultaneamente 60 de idade e 40 de serviço.

Ou seja, os nascidos em 1959 e que começaram a trabalhar em 1979 puderam reformar-se em 2019 sem penalização.
Os nascidos em 1960 e que começaram a trabalhar em 1980 podem reformar-se em 2020.

A injustiça, afinal, continua. E, agora, ainda é maior do que antes.
Que azar! Azares sucessivos.

A Dra. Lurdes tem agora 64 anos, quase 65. E 42 anos
de serviço, quase 43.
O Estado diz-lhe para continuar mais dois anitos.

Em 2022, quando finalmente chegar à reforma,
terá trabalhado 45 anos.
Aqueles seis meses em que não apanhou a Lei Velha significam ter de trabalhar mais 15 anos do que as colegas. Meia vida!

Agora, quase aos 65, a Dra. Lurdes vê-se obrigada
a usar o computador.
Cumpridora, acata as ordens
e dá o seu melhor. Todos os dias.
Mesmo no dia em que se esquece de ligar o microfone
e provoca a galhofa dos alunos.

Acertaram! A Dra. Lurdes é professora.
Se tivesse sido deputada, não teria aturado os “filhos dos outros” (aturaria outros “filhos”…) e só tinha precisado de 12 anos para chegar à reforma.

A Lurdes teve sorte: o pai deixou-a estudar.
Hoje pensa que talvez fosse melhor ter ido para os empregos com que sonhava na infância – a Caixa, as Finanças,
a companhia dos telefones ou a empresa dos automóveis. Até mesmo a Câmara.

– Este texto muito esclarecedor
foi escrito (a rogo do Movimento de Humor)
pelo nosso amigo Mário Martins
(um dos excelentes jornalistas de Coimbra).

Obrigado amigo Mário Martins.

Desenho do cartunista Gomes

 

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