Aparece no quadro 883 candidaturas, mas 16 destes docentes concorrem a mais do que um grupo de recrutamento.
Set 10 2015
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Set 10 2015
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Set 10 2015
Quando se trabalha a língua materna na escola, a oralidade ocupa, tendencialmente, um lugar secundário. O que é pena, pois sabemos que quem domina a oralidade escreve melhor, tem um sentido crítico mais apurado, melhor capacidade de interpretar os outros e de autocorreção.
Um dos exercícios mais enriquecedores desta área é, sem dúvida, a análise pormenorizada dos oradores que cruzam os meios de comunicação social. Sem que nos apercebamos, passamos, muitas vezes subliminarmente, uma mensagem que pode ser lida nas entrelinhas do nosso rosto, dos nossos gestos, da nossa postura corporal. São os elementos externos não-verbais que integram, entre outras, as competências pragmático-discursivas dos falantes.
A arte da oratória consiste, precisamente, em dominar todos estes elementos e aprende-se na escola ou, no caso de muitos políticos, adquire-se ao longo da vida com a experiência e o apoio de especialistas de imagem e da fala.
O debate de ontem ajuda-nos a refletir, precisamente, sobre alguns destes aspetos que podem, inacreditavelmente, contribuir para eleger ou derrotar alguém.
É quase como se perscrutássemos a diferença entre um f
ato Armani ou um Giovanni Galli: se eliminássemos o som dos interlocutores, o que observaríamos? Apenas a forma, ou os elementos não-verbais – de um lado a gesticulação excessiva a partir de determinado momento, o franzir frequente da testa, o olhar cabisbaixo ou focado nos interlocutores locais, o apertar tenso das próprias mãos. Do outro um uso direcionado do olhar (inúmeras vezes focado na câmara e, portanto, no eleitor / espectador), o sorriso quase frequente, o gesticular controlado, o realce de elementos visuais reforçando ideias.
Quando nos centramos no domínio articulatório, porém, de um lado a voz clara e percetível contrastava com uma articulação, ocasionalmente atabalhoada e sem sons totalmente percetíveis, originando até deslizes caricatos como o inesperado neologismo “medidas austoritárias”. Porém, porque é do conteúdo que depende a vida dos portugueses, foi percetível um intercruzamento de discursos, o desrespeito pelo tempo de intervenção e ideias quase fugazes sobre as áreas debatidas – saúde, impostos, segurança social, desemprego, emigração, etc.
Espantosamente, durante estes 90 minutos não houve uma única palavra sobre a EDUCAÇÃO. Nada. Absolutamente nada. O que só revela que certos fatos não conseguem servir bem a todos.
É muito frequente comprar-se o livro apenas pela capa, ou optar pelo fato mais caro por uma questão de confiança, ou pelo mais económico por mera simpatia e conforto.
Mais do que nunca é essencial que ensinemos os nossos alunos de português a serem cautelosos com a utilização da competência oral e com a observação dos domínios que ela extravasa. Lastimosamente, aquilo que ela omite pode ser, sem dúvida, bem mais preocupante do que tudo aquilo que revela.
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Set 10 2015
A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares efetuou uma avaliação do número de psicólogos necessários à sua rede de estabelecimentos de ensino e apresentou uma proposta fundamentada à tutela. O número de psicólogos contratados anualmente passou de 176 em 2011/12 para 214 em 2014/15”, referiu o MEC em resposta à agência Lusa.
O número definido para este ano é igual ao das contratações no último ano letivo, o que leva a que haja agora 72% de unidades orgânicas (agrupamentos escolares e escolas não agrupadas) “com 1 ou mais psicólogos”, de acordo com a tutela.
“Aos profissionais cuja contratação foi autorizada juntam-se ainda os psicólogos que se encontram nos quadros – 424 – e aqueles que poderão ser contratados pelas escolas com contrato de autonomia e pelas escolas integradas em Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP)”, acrescenta a resposta do ministério.
Em julho, em declarações à Lusa, os psicólogos escolares reivindicavam estabilidade profissional, lembrando os casos dos que voltaram a ficar sem emprego e desconhecendo se seriam contratados no ano letivo prestes a iniciar-se ou se conseguiriam regressar às escolas e aos alunos que acompanhavam.
Na resposta hoje enviada à Lusa, o MEC sublinha que o objetivo no rácio de psicólogos na rede de escolas públicas passa por ter “no mínimo um psicólogo a tempo inteiro em cada agrupamento”.
“Estamos a melhorar todos os anos por forma a atingir esse objetivo”, refere o MEC, acrescentando que “a contratação dos psicólogos já está a decorrer”.
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Set 10 2015
Exmo.(a) Sr.(a) Professor(a),
No âmbito da reserva de recrutamento, informamos que enquanto decorrerem os procedimentos com vista à elaboração da RR1, se encontram suspensas as funcionalidades associadas à seleção e aceitação de horários no âmbito dos processos de Bolsa de Contratação de Escola e de Contratação de Escola. Mais se informa que após a publicitação das listas serão retomadas todas as referidas funcionalidades, não sofrendo os prazos legais previstos no Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho na redação conferida pelo Decreto-Lei n.º 83-A/2014, de 23 de maio, retificado pela Declaração de Retificação n.º 36/2014, de 22 de julho quaisquer alterações, garantindo aos candidatos igual período de tempo.
Agradecemos a sua compreensão e colaboração.
Com os melhores cumprimentos,
A Diretora-Geral da Administração Escolar
Maria Luísa Oliveira
Sublinhado por mim. Seja como for, há ali cometimentos de erros de PAAC de palmatória e de falta de respiração e coiso – que prenunciam aos gagos institucionais não serem presos por qualquer atentado.
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Set 09 2015
Não difere do meu, obviamente.
A DGAE publicou hoje, dia 7 de setembro de 2015, uma Nota Informativa relativamente aos procedimentos das Permutas – Mobilidade interna e Contratação inicial, para o ano letivo 2015-2016.
Nesta nota informativa pode-se ler no seu ponto 2 que “A permuta pode ser operacionalizada exclusivamente entre docentes que se encontrem numa das seguintes situações:
a) Docentes QA/QE colocados na 1ª prioridade do concurso de Mobilidade Interna;
b) Docentes QZP colocados na 1ª prioridade do concurso de Mobilidade Interna;
c) Docentes QA/QE colocados na 2ª prioridade do concurso de Mobilidade Interna;
d) Docentes contratados colocados no concurso de Contratação Inicial.”
O SPZN considera que, não obstante o respeito pela legislação de concursos em vigor, a Direção-Geral da Administração Escolar – DGAE, tal como nos concursos realizados no ano 2013, devia permitir a permuta a todos os docentes que tendo concorrido não obtiveram colocação.
Por considerarmos de inteira justiça e pelo respeito que todos os docentes merecem, iremos tudo fazer junto do MEC, para permitir que aqueles que agora estão impedidos de permutar o possam realizar em igualdade com os demais colegas.
A alteração ao diploma de concursos, que o SPZN reivindicou e continua a reivindicar, torna-se claramente evidente com mais este exemplo, sendo a sua substituição, por um diploma que respeite inteiramente a graduação profissional dos candidatos, essencial para que todos os docentes vejam respeitado o seu investimento na profissão e a sua vida familiar.
SPZN
Porto, 7 de setembro de 2015
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Set 09 2015
Os filhos dos professores são as vitimas inocentes do sistema de concursos de docentes. São os danos colaterais…
Como se explica a um filho que só vai poder ver o pai ou a mãe ao fim de semana? É quase como se os pais se divorciassem (e este sistema já levou a muitos divórcios). Pode-se tentar de várias maneiras, mas as crianças, as nossas crianças, vão acabar sempre por sofrer, no silêncio, a falta de um dos progenitores no seu dia-a-dia.
O que responder a um filho quando este nos pergunta: “Porque é que tens de ir?”; “Porque não arranjas outro trabalho?”; “A minha escola ainda não começou. Porque é que a tua começa mais cedo?” Tenta-se explicar, com lágrimas nos olhos, que a vida de um professor não é justa, para eles, é muito mais injusta.
Quando as crianças são pequenas, é difícil entender porque é que os “bruxos maus” fazem com que os pais vão para longe durante a semana e só voltam à sexta-feira, cansados, exaustos. Quando crescem, a revolta é bem maior
Mas os nossos filhos não são contabilizáveis. Não são peças no tabuleiro. São um problema que não é do sistema. Porquê? Porque um professor não é um pai como qualquer outro, tem “outros filhos” que o sistema põe à frente do seu “legado genético”. Como se os nossos filhos, não fossem eles próprios, filhos de “outros pais” tão iguais a nós próprios…
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Set 09 2015
Ainda estão a sair… listas de mobilidade estatutária…
Mobilidade de Docentes 2015/2016 Artigo 68º alínea b) do ECD Portaria n.º 1102/97 – DSRNorte
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Set 09 2015
Será que ainda hoje ao final da tarde estará publicada a RR1?
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2015/09/Nota-Informativa-Suspensão-temporária-de-funcionalidades-–-seleção-e-aceitação-BCE-e-CE-e-outros-procedimentos.pdf”]
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Set 09 2015
A coisa passou-se, sumariamente, da seguinte forma – o ministro, preocupado com a proximidade das eleições e a possibilidade de incumprimento de prazos previstos para as colocações de professores, convocou uma reunião exigindo que se apresentassem formas rápidas de seleção de pessoal, sobretudo para que os senhores encarregados de educação, votantes, percebessem que a competência do ministério era absoluta e irrepreensivelmente eficaz.
Por entre a discussão de ideias que fervilhou na mesa, ergueu-se discreta e hesitante, de início, a voz gentil da casta e devota secretária do assessor do secretário do gabinete do senhor ministro. Depois, tomada por uma súbita emergia, ergueu a voz e proclamou, ante o iluminado silêncio que se fez sentir:
– Propomos às empresas externas de contratação de docentes que usem o OLX.
De início alguém, por certo uma daquelas vozes que apenas vêem obstáculos no imparável futuro, argumentou que a legislação não permitia tal atropelo legal. Logo soou o senhor ministro, ufano com tal descoberta que abria a porta a oportunidades inigualáveis:
– Mude-se a legislação!!!!!
Mas, como isto das ideias funciona como as cerejas maduras, come-se uma e logo se deseja trincar outra, ocorreu à iluminada cabecinha do assessor do secretário do gabinete do senhor ministro que, além do OLX, podiam ser utilizados os jornais de divulgação maciça, como o Correio da Manhã, mesmo ao lado das fotografias das meninas das massagens, pois o destaque até é maior, ou junto ao obituário do DN, tendo acrescentado alguém que a grande vantagem era que os classificados também podiam ser consultados on-line, em Portugal ou no estrangeiro.
Entusiasmado com o tremendo progresso das ideias que despontavam, o secretário do gabinete do senhor ministro sugeriu que se alargasse a possibilidade de contratar professores, à moda americana, com anúncios bem visíveis nos pacotes de leite do dia, complementando a proposta com os pacotes de cigarros, o que concederia, assim, uma nova oportunidade de vida aos professores que fumassem.
O manancial de ideias, tão jactante e promissor foi, contudo, interrompido pela hora já tardia que obrigou ao refreamento das propostas sobre a mesa. Contudo, assegura quem presenciou, que saiu o ministro visivelmente satisfeito com tão profícua equipa que ali desenhou rapidamente o futuro da educação e a reeleição governamental.
Em surdina, um minúsculo assessor ainda deixou escapar que eram ideias de tão grande excelência que bem podiam ser aplicadas aos médicos, aos advogados, aos juízes… A seu lado alguém o mandou imediatamente calar, resumindo a questão:
– Estás parvo ou quê? Queres arranjar problemas ao governo? Tem juízo, pá, tem juízo…
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Set 09 2015
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Set 09 2015
No Correio da Manhã surge uma notícia que merece que a complemente e entregue os créditos a quem de facto os merece.
A aplicação da BCE é do colega José Travado e eu apenas aqui a disponibilizei no blogue.
Quem merece todo o reconhecimento nessa aplicação é o próprio José Travado e longe de mim alguma vez querer tirar proveito desse trabalho.
Isto para o causa de alguém fazer leituras interpretações erradas, ok?

E fica aqui ela de novo com um Script direccionado para o site do José Travado.
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Set 09 2015
…apesar de às vezes sentir essa vontade.
Foram várias as mensagens que recebi julgando que iria encerrar o blogue a propósito do artigo anterior feito pelo Fafe.
A mim apetece-me continuar por aqui enquanto sentir que vale a pena continuar.
E sinto que ainda vale a pena.
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Set 08 2015
É difícil atingir a concórdia com tanta gente junta à mesma mesa. E cada vez era pior, sobretudo, porque o homenzinho das tabelas coloridas insistia em criticar cada decreto-lei produzido, teimava em apontar defeitos em cada lei primorosamente refletida em cada gabinete simpaticamente inspirado à beira Tejo.
Estava farto o excelentíssimo secretário de estado da educação e exigia que se desse exemplo de celeridade e competência dos serviços. Havia dias em que, em coro, lhes apetecia apenas, a todos, mandar o homenzinho das listas coloridas, enervante e intriguista, comer as tripas todas.
Não havia sossego com aquele tipo sempre a imiscuir-se nas tarefas alheias. Por isso, a excelentíssima diretora dos serviços gerais ordenou à respetiva secretária assessora que trouxesse consigo já uma solução definida para acelerar os procedimentos.
Determinada a cumprir o pedido, ponderou numa ideia visionária para resolver os contentos. Largamente dada às espiritualidades, pareceu-lhe, até, bastante óbvio o caminho. Por isso, logo no início da reunião, apresentou uma tábua de ouija que assentou sobre o centro da mesa.
Os presentes entreolhararam-se com uma efervescente curiosidade e escutaram a sua interlocutora que explicou com uma aquática clareza as regras, ponto por ponto.
– Meus senhores, para evitar detenças e assumirmos com eficácia e confiança as decisões aqui tomadas, há que escutar o que nos diz a tábua. Cada um coloca suavemente o dedo sobre o indicador móvel. Repito, suavemente, para não se aldrabarem as respostas. A questão é lida e o indicador seguirá para a resposta mais adequada a cada caso. Não há cá dúvidas, ok? É o que a tábua manda, certo?
Um burburinho de entusiasmo apoderou-se do conselho, que ninguém gosta de chegar tarde a casa, e todos assentiram. Depois, posicionaram-se ordeiramente sobre o tabuleiro e o representante do conselho jurídico começou a ler a listagem de questões com voz bem sonante.
– Então, vamos lá a saber, podem os professores colocados no MI permutar?
E, ligeirinho e célere, o indicador desenhou um simpático sim.
Os presentes sorriram e registou-se a resposta dada para integrar num decretozito seguido de uma notinha informativa que esclarecesse quaisquer dúvidas sobrantes.
– Os permutantes devem ser os de 1ª prioridade?
E, ligeirinho e célere, o indicador desenhou um simpático sim.
– E os de 2ª prioridade também podem permutar?
E, ligeirinho e célere, o indicador desenhou um “depende”. Os presentes entreolharam-se, espantados e o representante jurídico prosseguiu:
– Os de 2ª prioridade que ficaram colocados permutam?
Logo ali surgiu um “sim” esplenderoso.
– E os que não ficaram colocados?
E, ligeirinho e célere, o indicador desenhou um enfático “não”.
A excelentíssima diretora dos serviços gerais engoliu em seco, porém a respetiva secretária assessora, apossada de um poder irrefutável pela hierarquia ali presente, rematou quaisquer dúvidas que subsistissem.
– Pronto, agradeçam e despeçam-se. A tábua nunca falha, nunca se engana.
E, assim, pela primeira vez na história dos serviços administrativos da educação houve consenso absoluto e uma reunião de breves 10 minutos em que tudo se decidiu a contento de todos e todos seguiram para lanchar ainda em casa.
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Set 08 2015
São vários os e-mail que me vão chegando dando conta da desilusão em não ser aberta a permuta para os docentes que concorreram à 2ª prioridade e não ficaram colocados.
Este texto, curiosamente é da permutante da colega do post de ontem, mas que devido à sua extensão apenas deixo uma parte e o link para ele.
Há, portanto, nesta minha exposição, dois fatores revoltantes: quem obteve colocação pode solicitar permuta e quem não obteve não pode?! Qual a razão, tendo em conta que todos foram a concurso?
Outro texto com o mesmo sentimento de revolta.
Boa noite,após ler o relato “Injustiça nas Permutas”, queria apenas dizer que me aconteceu a mesma coisa. Não me foi permitido permutar pois o meu nome apareceu na lista dos não colocados quer em junho, quer em agosto.A situação é injusta, assim como a colocação dos docentes dos quadros por prioridades. Se há uma lista nacional de graduação então que seja usada em todas as etapas do concurso. Chegamos a agosto e temos professores de 1ª e outros de 2ª, os mais novos e com menos tempo de serviço a ficarem colocados perto de casa e os efetivos em QA/QE que estão longe e ainda não conseguiram aproximar, continuam longe.Consegui permuta em 2013 com uma colega QZP, sendo eu QA. Neste concurso a permuta quando permitida seria sempre espelhada, não tendo a possibilidade de trocar novamente com esta colega.Já aceitei esta colocação e esta distância que tantos gastos e desgastes me trará. Aguardo o próximo concurso com a esperança de que alguém no Ministério leia as nossas ideias, tenha em atenção as nossas vidas e seja mais justo nas colocações.Aproveito para agradecer a disponibilidade e a partilha do colega.Atenciosamente,cumprimentos,
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Set 07 2015
Tal e qual me chegou
É um relato entre muitos.
Sou professora de um Quadro de Agrupamento do grupo 220. Neste concurso não obtive, pela 1ª vez, destacamento à residência (mobilidade interna). Para me deslocar da minha residência à escola onde sou efetiva gasto 25 euros por dia (gasóleo + portagens), não obstante o cansaço físico e psicológico. No meio deste “cenário” surgiu entretanto a possibilidade de permutar com uma colega do mesmo grupo, com o mesmo nº de horas letivas e de Quadro de Zona que se encontra nas mesmas circunstâncias, ou seja, longe de casa. Ambas ficaríamos mais perto da residência!
Ao aceder à aplicação das permutas, deparei-me com a impossibilidade de preencher o formulário. Fiquei em estado de choque, não queria acreditar!!
Li a Nota Informativa relativamente aos procedimentos das Permutas e, quando iniciei sessão na aplicação não consegui sequer ter acesso à permuta. Sou professora de QA que concorreu a destacamento (mobilidade Interna) e que não obteve colocação por isso “não tenho direito” a permutar. A minha constatação é: quem obteve colocação pode solicitar permuta e quem não obteve não pode?! Qual a razão, tendo em conta que todos fomos a concurso com o objetivo de aproximação à residência? Porque é que quem foi a concurso não tem a mesma oportunidade?! São dadas duas oportunidades a uns e nenhuma a outros?! Não me parece haver nenhum fator negativo para que os não colocados não possam ter possibilidade de permutar,…seria sim um fator de justiça e equilíbrio!!
Ao que parece esta situação aconteceu em 2013, tendo sido permitida a permuta entre colegas em igualdade de condições.
Isto está a acontecer a muitos docentes….é desumano e vergonhoso!!! Haja bom senso e consciência,… estão em causa muitas famílias, as dos docentes e as dos alunos que, indiretamente, serão obviamente afetadas!!!
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Set 07 2015
E o MEC volta de novo ao mesmo erro de não permitir os não colocados em 2ª prioridade de permutar.
Mas será que pelo MEC não entendem que quem não ficou colocado e consegue permutante, seja com QZP ou QA/QE colocado em nada os afecta?
E se não ficaram colocados e conseguem um permutante, o que pode impedir que eles a consigam? Lembram-se das regras de 2013 que adaptaram depois de muita contestação e que seguia exactamente a mesma lei?
E não podem voltar a fazer o mesmo este ano?
Ou será que só após muita contestação é que se mostrarão disponíveis para fazer o mesmo de então?
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2015/09/Nota-Informativa-Permutas-MI_CI-2015_2016.pdf”]
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Set 07 2015
Contudo, não conheço ainda nenhuma nota informativa dando conta desse período.
No site da DGAE nada consta na página inicial e nos outros anos/concursos sai sempre essa nota informativa com a indicação de quem poderia permutar.
Já fiz o resumo histórico do que aconteceu nas permutas da Mobilidade Interna de 2013 e de 2014 e dizem-me que este ano o módulo das permutas não está activo para os docentes QA/QE.
Se por um lado a legislação apenas autoriza a permuta aos docentes colocados nos concursos internos/externo e de Mobilidade não posso deixar de novamente mostrar um despacho interno do Secretario de Estado Casanova de Almeida que permitiu o pedido de permuta aos docentes não colocados no concurso interno de 2013 com base numa argumentação legal e justa, o mesmo entendimento também foi feito para as permutas da mobilidade interna de 2013.
Seria de inteira justiça que a mesma argumentação fosse usada nas permutas da mobilidade interna e que aos docentes não colocados na segunda prioridade fosse dada a possibilidade de permutas.
Todos sairiam a ganhar.
E garanto que existem muitos docentes que, não tendo sido colocados na mobilidade interna, encontraram candidatos para permutar.
Porque colocar docentes longe das respectivas famílias quando é possível a permuta entre docentes do mesmo grupo de recrutamento?
Não haverá bom senso para que as regras de 2013 se repitam?
Despacho Interno publicado no site da DGAE em 06/08/2013.
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Set 07 2015
Tendo em conta que o pedido de horários às escolas para constituir a primeira reserva de recrutamento apenas aconteceu no dia 4 de Setembro e não sei se já terminou, o mais provável é que a primeira reserva de recrutamento saía apenas depois da próxima quarta-feira.
Sendo assim, os primeiros horários para contratação de escola (horários inferiores a 8 horas e/ou duas recusas de horário) só devem ocorrer após essa data.
De: [email protected] [mailto:[email protected]]
Enviada: sexta-feira, 4 de Setembro de 2015 12:27
Assunto: Recolha de HoráriosExmo.(a) Senhor(a)
Diretor(a) Presidente da CAP,Informo V. Exa. de que vai estar disponível a partir do dia 4 de setembro, para os(as) Agrupamentos de Escolas/Escolas Não Agrupadas, a funcionalidade de Recolha de Horários com o objetivo de constituir a 1ª Reserva de Recrutamento.
Importa ter em atenção que a situação de todos os docentes que foram indicados na aplicação “Atribuição da Componente Letiva – RR – 2015”, para regressar ao quadro de origem, e que obtiveram colocação num outro AE/ENA, deve ser considerada para o pedido de novo horário, caso se verifique a saída do docente.
Com os melhores cumprimentos.
A Diretora Geral
Maria Luísa Oliveira
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Set 06 2015
Já com 278 escolas/agrupamentos considerados na base de dados.
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Set 05 2015
Parece setar a haver uma ICL3 também para docentes que foram colocados por ausência de componente lectiva na Mobilidade Interna e que tendo agora componente lectiva na sua escola de provimento podem ser retirados novamente para a sua escola.
Se por um lado pode ser justo o procedimento porque afinal havia essa componente lectiva na escola, não deixa ao mesmo tempo de ser injusto pois as vagas foram ocupadas em concurso e nesse caso essa colocação poderia ter impedido outros docentes de ficar nesse horário colocados.
Lembro-me de o ano passado ter várias vezes referido que por concurso fui parar a uma escola mais longe do que a minha de provimento e nas semanas seguintes vários horários apareceram para o meu grupo de colocação. Todas estas situações são injustas quando o real apuramento das necessidades não acontecem ao mesmo tempo.
Possivelmente não faz sentido que um docente sem componente lectiva seja obrigado a sair da sua escola de provimento, porque mais cedo ou mais tarde muito serviço lectivo existe na escola para a sua ocupação.
Olá, Arlindo.
Mais uma vez a chateá-lo. Apesar de ter sido colocado na MI, @ director@ da minha escola telefonou-me a dizer que tinha falado com o ministério e, como havia horas da minha disciplina, a perguntar se eu queria regressar (pois, segundo el@, teria de ser de acordo com o docente/comigo).
Isto tem sido de loucos. Mais uma vez, obrigado pela atenção e por todo este arrazoado… Abraço.
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Set 05 2015
Este ano só duas professoras em todo o País começam a dar aulas pela primeira vez.
Foram colocadas nos agrupamentos de Alcochete e Loures as duas únicas professoras do País que este ano começam a dar aulas pela primeira vez nas escolas públicas. São docentes de Inglês de 1º ciclo e de Espanhol e ficaram com horários de 8 horas/semana.
“Nunca pensei que fosse colocado alguém com zero dias de serviço. Conseguiram-no duas professoras, uma num grupo novo e outra no de Espanhol, que tem algumas carências, e só em horários incompletos”, afirmou ao CM Arlindo Ferreira, docente especialista em concursos que revelou a situação no seu blog. Depois de em 2014 se terem aposentado 1400 docentes, o facto de entrarem para a profissão só duas docentes saídas dos bancos das faculdades mostra que a renovação da classe não está a acontecer.
Formam-se por ano um milhar de professores, mas não conseguem exercer, o que aliás explica a sucessiva redução de vagas nos cursos de ensino. Dos 3782 professores a contrato que foram colocados no final de agosto, o tempo médio de serviço é de 13 anos. E na Bolsa de Contratação dificilmente serão colocados mais estreantes, diz Arlindo Ferreira.
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Set 05 2015
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Set 04 2015
Olá! Hoje é sexta, dia de animação aqui no Blog DeAr Lindo. De animação, cinema de animação, completamente oposto ao sentimentos que nos une, de profunda tristeza com toda a situação que envolve a questão dos refugiados. Assim, facto profundamente triste e que nos deve questionar permanentemente, não poderíamos deixar passar sem referência esta problemática. E esta é também a razão pela qual acreditamos que seja mote para muitos e muitos professores abordarem estas questões em sala de aula… Poderão ser estes alguns recursos?…
A temática de hoje é mesmo essa, a questão os refugiados. O primeiro filme de animação que apresentamos é uma história animada na primeira pessoa aquando de um World Refugee Day que ocorreu há uns anos atrás…. e que agora persiste e se agrava, infelizmente. Eis o primeiro filme de animação, absolutamente arrebatador… E atentem na mensagem no final do filme: Help turn tragic endings into stories of hope…
Apresentam-se ainda um conjunto de filmes de animação absolutamente brilhantes, animados e realizados, contando a história na primeira pessoa de crianças Sírias, refugiadas. É fascinante a apropriação singela e nobre de uma técnica de animação (recortes) para contar de forma tocante cada história (que nem conseguimos imaginar a dor…). Promovidas e partilhadas pela Save the Children. São seis filmes de animação, proporcionados num workshop que deve ter sido uma experiência única…
Termino este post com uma animação da WADADA com pendor documental (e animado) que explica de forma clara a questão dos refugiados e que pode servir muito bem de mote para os professores.
Em qualquer dos casos, sempre com acompanhamento dos professores e educadores…
Para reflectir, aprofundar e moldar a consciência humana. Cidadania, Humanidade… Precisam-se, urgentemente…
Um abraço forte, bom ano letivo e até à próxima sexta!
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Set 04 2015
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Set 04 2015
Esta aplicação permite retirar os docentes dos quadros que estão sem componente lectiva e a escola passou a ter o mínimo de 6 horas de componente lectiva para atribuir a esse docente.
Ainda há poucos anos não havia esta aplicação e as escolas mantinham o professor a exercer funções lectivas e esses docentes continuavam na lista de não colocados, a não ser quem descobrisse o endereço de e-mail milagroso para pedir a retirada desses docentes, em alguns casos que conheço foram mesmo os professores e dizer aos directores da escola quais os procedimento a seguir.
Ficou assim mais clara esta funcionalidade.
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Set 04 2015
UNICEF: “Está-se a perder uma geração inteira de crianças” – Renascença
VIDEO – Recrutamento de professores está atrasado uma semana > TVI24
Um professor foi colocado em seis horários – Sábado
Confusão nos concursos: um professor para seis horários diferentes – DN
É preciso carro para dar aulas de Inglês – JN
Directores de escolas adiam balanço sobre colocação de professores – PÚBLICO
Mais de 7500 professores concorrem para Bolsa de Contratação de Escola
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Set 04 2015
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Set 04 2015
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Set 03 2015
funcionou!
Como responsável por aquilo que escrevo, não admitirei nunca supervisores e/ou lápis de quaisquer cores, era só o que faltava!
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Set 03 2015
Não era sobre isto que queria escrever, mas, por mais que tente, não consigo libertar da caneta uma palavra sequer sobre o nojo que é a BCE, ou o vómito que representa a contratação das AEC, ou a nódoa sanguínea que continua a representar o desemprego de inúmeros professores com idade para estarem numa sala de aula, em vez de esperarem sentados no Centro de Emprego, ainda à espera do futuro.
Por mais que tente, falha-me a respiração a cada linha, rasgam-se as palavras, mergulhadas numa penumbra dolorosa e sufocante. Chega-me, a cada momento, apenas a espuma do mar,
apenas a espuma do mar,
impregnando-se os vocábulos enraivecidos na areia densa e pastosa.
E, por isso, hoje não consigo pensar no resto do mundo em volta daquela praia.
É apenas lá que ele subsiste. Perdura ali, inerte, jazendo num banho doce de medo e horror, fixando os dedos imóveis, rechonchudos e ternos nessa mesma linha em que o milagre se desfez.
Aquelas mãos eram como as mãos do meu filho quando tinha apenas 3 anos. Aqueles pés, eram como os pés do meu filho com aquela idade. E eu, sempre que podia, mordiscava-os e beijava-os naquela terna ânsia que cada mãe tem de trincar cada filho com um amor incomensurável para o obrigar a crescer devagarinho.
Deixem-me apenas respirar, por favor.
Este menino dorme num colo de areia e, por isso, desculpem, mas não posso, não consigo afastar-me da espuma que o cobre. E apetece-me apenas o silêncio das coisas simples e domesticadas.
No entanto, quando, finalmente, se vê isto, já se sabe quase tudo o que a humanidade tem para dar.
E é por isso que Aylan perdurará naquela praia, tanto, mas tanto, tanto tempo que dentro das pálpebras de cada homem nascerão lâminas de picos que impedirão que feche os olhos e finja que não vê.
Porque este menino não era filho de alguém.
É filho de todos nós.
http://observador.pt/2015/09/03/guia-pratico-para-cada-um-fazer-a-diferenca-na-ajuda-aos-refugiados/
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