Injustiça nas Permutas

Tal e qual me chegou

É um relato entre muitos.

 

Sou professora de um Quadro de Agrupamento do grupo 220. Neste concurso não obtive, pela 1ª vez, destacamento à residência (mobilidade interna).  Para  me deslocar da minha residência à escola onde sou efetiva gasto 25 euros por dia (gasóleo + portagens), não obstante o cansaço físico e psicológico. No meio deste “cenário” surgiu entretanto a possibilidade de permutar com uma colega do mesmo grupo, com o mesmo nº de horas letivas e de Quadro de Zona que se encontra nas mesmas circunstâncias, ou seja, longe de casa. Ambas ficaríamos mais perto da residência!

Ao aceder à aplicação das permutas, deparei-me com a impossibilidade de preencher o formulário. Fiquei em estado de choque, não queria acreditar!!

Li a Nota Informativa relativamente aos procedimentos das Permutas e, quando iniciei sessão na aplicação não consegui sequer ter acesso à permuta. Sou professora de QA que concorreu a destacamento (mobilidade Interna) e que não obteve colocação por isso “não tenho direito” a permutar. A minha constatação é: quem obteve colocação pode solicitar permuta e quem não obteve não pode?! Qual a razão, tendo em conta que todos fomos a concurso com o objetivo de aproximação à residência? Porque é que quem foi a concurso não tem a mesma oportunidade?! São dadas duas oportunidades a uns e nenhuma a outros?! Não me parece haver nenhum fator negativo para que os não colocados não possam ter possibilidade de permutar,…seria sim um fator de justiça e equilíbrio!!

Ao que parece esta situação aconteceu em 2013, tendo sido permitida a permuta entre colegas em igualdade de condições.

Isto está a acontecer a muitos docentes….é desumano e vergonhoso!!! Haja bom senso e consciência,… estão em causa muitas famílias, as dos docentes e as dos alunos que, indiretamente, serão obviamente afetadas!!!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/09/injustica-nas-permutas/

24 comentários

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    • Paula on 7 de Setembro de 2015 at 21:10
    • Responder

    Esta questão de QA’s serem descriminados já tem uns 15 anos…acho incrível que a graduação profissional não seja respeitada na questão da mobilidade interna. Claro que como há mais Qzp’s do que QA’s ninguém quer saber!

      • Pois on 7 de Setembro de 2015 at 21:58
      • Responder

      Todos a favor do fim da profissionalizações em serviço, fim para TODOS os cursos de ensino sem qualidade.

      Fim da graduação profissional baseada apenas baseada no tempo de serviço. Avaliação com aulas assistidas e com peso significativo na graduação. Todos a favor da PACC. Chega de professores pouco qualificados.

      Vamos todos à luta!

    • Paula on 7 de Setembro de 2015 at 21:11
    • Responder

    assinar petição: http://www.sipe.pt/?it=peticao&co=2800

      • Pois on 7 de Setembro de 2015 at 21:55
      • Responder

      Acabem com as profissionalizações em serviço já… A profissão de professor não pode ter profissionais que caíram de paraquedas no ensino.

      Acabem com a graduação profissional apenas baseada em tempo de serviço. Avaliação para todos os docentes já.

      Acabem com TODOS os cursos de ensino sem qualidade.

      Todos a favor da PACC. Chega de professores pouco qualificados.

      Isto é que seria uma boa luta minhas senhoras cinquentonas…

      • lia on 8 de Setembro de 2015 at 9:36
      • Responder

      Concordo com a Petição, porque sempre defendi, como a maioria dos professores, a graduação. No entanto, nesta petição, apenas se defende a graduação dos professores efetivos, como se os professores contratados não devessem ser também colocados pela graduação. Porquê?
      Nas colocações de acesso aos horários de contratação e à vinculação, a graduação também NÃO ESTÁ A SER RESPEITADA.
      A graduação ainda é o critério mais justo na seleção de TODOS OS PROFESSORES. Agora, defender apenas a graduação de uns, desprezando os outros é que me parece desonesto.
      Mais uma vez, isto só mostra o desprezo que sempre houve pela situação dos contratados.

    • Isabel Miranda on 7 de Setembro de 2015 at 21:36
    • Responder

    O meu caso difere deste apenas porque em 2013 não fiquei colocada na MI e, enquanto QA, não podia pedir a permuta à qual acabei por ter acesso. Tanto eu como a colega QZP com quem permutei ficámos perto de casa, os nossos alunos tiveram professoras mais motivadas e as nossas famílias tiveram mães presentes. Este ano a história repete-se e a injustiça também…Custa muito permitir estas permutas? O MEC paga-me o mesmo a 5km ou a 100km de casa mas os benefícios para o meu empregador, para os meus alunos, para a comunidade educativa e para mim são muito maiores!
    Temos mesmo de andar para a frente e fazer chegar as nossas intenções à DGAE, à Secretaria de Estado e a quem nos quiser receber e ouvir.

      • Sofia Branco on 7 de Setembro de 2015 at 22:10
      • Responder

      Nem mais, se conseguiu há dois anos, agora também tem que ser possível! Hora de agir.

        • Sofia Branco on 7 de Setembro de 2015 at 22:11
        • Responder

        E quanto tempo demorou o processo de permuta, Isabel Miranda?

          • Isabel Miranda on 8 de Setembro de 2015 at 20:46

          Em 2013 só ficou efetivado em outubro depois de uma espera prolongada …Ainda assim valeu a pena. Vamos ter esperança!

    • Carlos on 7 de Setembro de 2015 at 21:57
    • Responder

    Espanta-me como ainda não começou um verdadeiro movimento, que se levantem as vozes dos senhores dos sindicatos para que no próximo concurso esta situação acabe finalmente e o mesmo seja justo e coerente… uma luta pela graduação profissional!

      • Pois on 7 de Setembro de 2015 at 22:00
      • Responder

      Todos a favor do fim da graduação apenas baseada apenas no tempo de serviço. Todos a favor de uma avaliação justa e com peso na graduação.

      Vamos à luta pessoal. Chega de incompetentes nas escolas.

    • ALi on 7 de Setembro de 2015 at 22:26
    • Responder

    Estou na mesma situação da colega do 220 em relação à permuta… com a agravante de, devido a motivos pessoais, ter estado em LSV, tendo assim perdido mais de 5 anos de serviço. Ou seja, estou “lá para baixo” na graduação, e nunca vou sair da escola onde estou. Há 6 anos que faço 200km/dia e este ano podia ficar a 15 km de casa! E agora não posso permutar… a colega com quem queria permutar faz 250km/dia e passaria a fazer 20km/dia. Não percebo esta filosofia do desgaste físico, emocional e económico quando podiam ter profissionais satisfeitos a “render” a sério!

    1. Subscrevo inteiramente o que dizes. Agora só temos que não cruzar os braços para nos fazermos ouvir. Amanhã continuaremos a dar voz à nossa indignação. Havemos de conseguir!

    • Merlin on 7 de Setembro de 2015 at 23:09
    • Responder

    Esta situação das permutas “só a quem obteve colocação” acaba por ser um paradoxo. Quem foi colocado em MI, 2ª prioridade, supostamente já se aproximou de casa, daí até ser pouco provável de se justificar uma permuta. A meu ver, isto está ao contrário. As permutas deviam ser autorizadas exclusivamente aos não colocados na MI e contratados. Suponho que assim teria mais lógica…

      • ALi on 7 de Setembro de 2015 at 23:20
      • Responder

      Pois… acabei de escrever ao secretário geral do ensino e da administração escolar a expor a situação, já que foi ele que assinou o despacho de 2013, clarificando que as permutas eram para todos os docentes colocados nesse ano ou noutros anteriores, desde que nesse ano tivessem sido opositores ao concurso nacional/mobilidade interna!

      1. Contacto secretário de estado ensino e adm escolar http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia/contactos.aspx?rc=3732

          • MJ on 8 de Setembro de 2015 at 2:03

          Também escrevi.

    • Ana M on 7 de Setembro de 2015 at 23:24
    • Responder

    Estou na mesma situação que esta colega. Não fui colocada e não tenho acesso à permuta. Ridículo! E viram o despacho de 2013 que está aqui no blogue que dá razão a tudo o que está aqui a ser dito por nós? Andam a brincar!…

    • Cristina on 7 de Setembro de 2015 at 23:27
    • Responder

    Também sou do grupo 220 e estou exatamente as mesmas condições da colega deste relato. Até parece a minha “história”… Não entendo porque é que o Ministério não aprende com o que se passa nos anos anteriores para não repetir os mesmos erros e as mesmas injustiças!!!

    • A S on 8 de Setembro de 2015 at 3:26
    • Responder

    Também do 220 e mesma situação (2ª prioridade, não colocado). Já enviei mail ao Sr Secretário de Est do Ens e da Admin Escolar. Têm de nos deixar permutar este ano e a lei tem de ser alterada!

    • A S on 8 de Setembro de 2015 at 4:37
    • Responder

    PRESSIONAR: enviei mails para DGAE ([email protected]), Secretaria-Geral do MEC([email protected]), Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Gabinet do Ministro, Secretário de Estado do Ensino Básico (http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia.aspx – selecionar os respetivos destinatários). Temos de tentar!!!

    • Carla Pavão on 8 de Setembro de 2015 at 8:55
    • Responder

    Assinem a petição na página da SIPE sobre a mobilidade.

    • Pedro Silva on 8 de Setembro de 2015 at 9:02
    • Responder

    Já saiu a nota informativa. Confirma-se a injustiça!

    • Suzete Fraga on 8 de Setembro de 2015 at 22:23
    • Responder

    Triste rumo o do nosso país 🙁

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