“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

 

“Durante a pandemia, a sociedade percebeu o quanto é importante a função docente, porém, logo a seguir esqueceu. Foi preciso o Ministro da Educação, a destempo, vir dizer que dentro em breve vão faltar professores nas escolas. O alarme tocou!

“Vai haver falta de professores num futuro próximo”

Andaram durante anos e anos a maltratar esta classe que sempre foi mal vista, sendo um fardo para qualquer Orçamento do Estado, pois são muitos: já foram 150.000 e atualmente andam à volta de 120.000 professores. São muito mais do que médicos e nem se fala comparado com juízes.

O ministro Tiago Brandão Rodrigues foi o ministro que mais tempo esteve à frente da pasta da Educação, mas o que menos fez pelos professores, contudo, deveria ter sido o contrário.

Todos os obstáculos que se puseram aos professores: desde concursos em que tinham de ir para longe de casa, poderem efetivar-se, não saberem se no ano seguinte teriam emprego, não terem acesso a um horário completo, exercerem no meio de papéis e normas, em vez, de ensinarem, bloqueio da carreira para ganharem um pouco melhor, a não contagem do tempo de serviço, entre outros. Tudo isto levou a que ninguém quisesse ser professor.

Vai haver falta de professores num futuro próximo e não se tratou deste assunto com tempo nem se delineou uma estratégia.

Afinal, os professores são importantes numa democracia adulta e na edificação de uma educação para todos!

A imagem dos professores também passa por quem os representa. Mário Nogueira da FENPROF, toda a gente sabe que é comunista, mas defendeu sempre em primeiro lugar os professores e é das pessoas em Portugal que mais sabe da problemática docente. João Dias da Silva da FNE é social-democrata, sereno e comedido, mas sempre defendeu os professores.

Porém, existe a ANDAEP (Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas). O seu diretor é diretor de uma escola e acumula com presidente de junta eleito nas listas do PS.

José Manuel Ascenção, presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), foi candidato do PSD à Câmara de Gondomar.

Um dos graves problemas dos professores, e o que a eles diz respeito, é a falta de independência de quem os representa, outra é haver entidades a mais a começar por haver sindicatos a mais.

Uma forma, no futuro, de dignificar e fazer respeitar os professores seria criar uma Ordem de Professores. Um professor primário é licenciado como qualquer professor da universidade, que pode ter um mestrado ou um doutoramento. A terminologia há só uma e o seu grau de importância não depende onde exerce. Um pediatra por tratar crianças não deixa de ser médico.

Espero, um dia, ver reconhecida a profissão docente, como algo importante para termos uma sociedade melhor, mais educada e com saber.”

 

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10 comentários

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    • JJ on 20 de Novembro de 2021 at 17:17
    • Responder

    Olha quem fala!
    Mais um a querer ir à boleia do assunto que está na ordem do dia. JJ também candidato político a Matosinhos ou Leça…Apresenta-se como Biólogo e fundador do Clube dos Pensadores. Era o professor de ciências naturais na escola preparatória de Avintes.
    Diz que tem que se valorizar a profissão e não se assume como professor?
    Pois, pois…olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.
    A política portuguesa está cheia de marialvas.

      • António on 20 de Novembro de 2021 at 22:33
      • Responder

      tens razão…………ele não assina como professor (embora o seja)

      este Quim (digo Jaquim jorge) assina como Biologo e fundador do clube dos pensadores (de meia tijela). É mais fino.

    • CdP on 20 de Novembro de 2021 at 17:47
    • Responder

    Dizer as verdades custa por a nu algumas situações…
    Onde está escrito que só os professores podem falar do assunto?
    O problema é que há muita gente a aproveitar-se desta classe, infelizmente.

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 21 de Novembro de 2021 at 0:52
    • Responder

    O ataque desenfreado na praça pública aos professores começou há 16-17 anos atrás, com o trio Lulu, Sócrates e Sampaio, quando estavam a reformular a carreira, sistema de avaliação e companhia Lda.

    O Sampaio a ajudar à festa a dizer (totalmente falso, em qualquer parte do mundo) que os professores na Finlândia estavam 52 horas por semana nas escolas.

    Só alguém muito apaixonado pela profissão envereda por esta carreira.

      • Estranho on 21 de Novembro de 2021 at 7:27
      • Responder

      Quando se fizer a História da humilhação da classe docente, as personagens que refere serão os protagonistas de referência.

      • Laura Gomes on 21 de Novembro de 2021 at 11:34
      • Responder

      O meu caro fala assim, porque está escudado no anonimato.
      Diga isso pessoalmente ao Joaquim Jorge. Eu conheço -o por Jota.
      Cada um assina como entende desde que seja correcto…
      Um engenheiro pode ser professor e quel é o problema assinar como engenheiro.
      Enfim! Em vez de se comentar o que o JJ escreveu vem para aqui desfiar laivos de inveja e de antipatia sem nexo.

        • Ricardo Soares on 21 de Novembro de 2021 at 15:01
        • Responder

        Laurinha deixa-te de coisas…..lá que gostes de sardão do Joaquim Jorge tudo numa boa, mas que ele é um Pavão vaidoso, lá isso é……e saiu-lhe um tiro pela culatra….ninguem votou no Pavão em Matosinhos no suposto movimento “Matosinhos Independente”…….é Galo

        Nem como Vereador sem pelouro conseguiu ficar e andou 3 anos a preparar o Golpe para ir para a camara de matosinhos

        Diz ao teu amiguinho para pedir á Maria da Conceição Vasconcelos Pinheiro para continuar a dar umas aulitas (mal dadas) lá no Externato Ribadouro (na Rua de Santa Catarina – Porto – o tal que teve um Processo pela IGEC) onde ele esteve anos a fio a mamar em “acumulação” com o ensino publico.

        Eu não entendo é como ainda dão espaço a este artista para escrever supostos artigos de opinião (deve dar umas coroas ao pessoal do noticias ao minuto para lhe darem um espaço de auto-promoção). Neste caso dos “professores” defende-se em causa própria……dizendo que há uma grande falta de professores……….

        Laurinha aconselha o Pavão do teu amiguinho a ter juizo

    • Graça Maria on 21 de Novembro de 2021 at 11:42
    • Responder

    A inveja destila e querer cruxificar alguém na praça pública.
    Dar aulas num Colégio, era normal há 20 ou 30 anos pois um professor ganha mal.

    E dar aulas num Colégio é um simples funcionário que nada tem que ver com o comportamento da direcção.

    O problema deste senhor com nome de marialva do Algarve seria comentar o que está escrito e abster-se de comentários que roçam a má criação e só ficam mal a um dito “professor”.

    Siga a sua vida e deixe o Joaquim Jorge em paz . Se não escreve no Noticias ao Minuto ou na imprensa faça por isso.
    Com essa maneira de ser não vai a lado nenhum.

    Por este comentário aberrante e abjecto u não vou ter ~má impressão deste blogue Ar Lindo ue presta um serviço extraordinário à comunidade escolar.

    Keep Calm e viva a vida deixe o Joaquim Jorge em paz. O que ele escreveu é importante

    • Mário Nogueira on 21 de Novembro de 2021 at 14:28
    • Responder

    Vejam o ridículo deste extrato do texto:
    “Um professor primário é licenciado como qualquer professor da universidade, que pode ter um mestrado ou um doutoramento. A terminologia há só uma e o seu grau de importância não depende onde exerce. Um pediatra por tratar crianças não deixa de ser médico”.
    Mas o autor do texto não pergunta porque é que Portugal é o único país do mundo com uma carreira única? O defeito deve estar em todos os outros países do mundo, não em Portugal, claro!
    Miséria de país que ainda não julgou e condenou os autores de tamanha injustiça!

    • Nãohápachorra on 21 de Novembro de 2021 at 21:49
    • Responder

    Ó Karamba …

    Bem, de facto cada post que aqui faz, demonstra apenas uma coisa: – inteligência de rato!
    Esquece que para não haver falta de mão de obra em qualquer setor, das duas uma, ou os salários são miseráveis ou não há, de facto, trabalhadores disponíveis para a função. Muitos dos disponíveis emigraram para outros países onde a mesma função é largamente mais bem remunerada! Um país de baixos salários está condenado à escravidão! O mundo dá muitas voltas…quiçá, num futuro próximo aquilo que tanto apregoa para os outros não lhe embata que nem um comboio a alta velocidade. Depois temos pena… estudasses!
    Ponto de partida: -Em todas as situações, para chegarem ao mercado de trabalho todos têm que passar por frequentarem na escola e receberem o ensino por professores que todos os dias o senhor, por aqui amesquinha!

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