Junho 2020 archive

RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

RESULTADOS DA REUNIÃO DA Pró-Ordem COM O MINISTÉRIO

 

Com vista à preparação do próximo ano escolar, a Pró-Ordem reuniu hoje com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação e com a Secretária de Estado da Educação.

Começámos por saudar o Despacho que prevê a remoção do amianto de 578 escolas do Norte ao Sul do país, pois esta era e é uma reivindicação antiga da Pró-Ordem e do conjunto do movimento sindical docente. O facto de ela ir ser feita de forma descentralizada e com a intervenção dos Municípios é positiva, pois dinamiza o emprego e a economia local.

Como é sabido, a organização de um novo ano escolar sempre foi uma tarefa relativamente complexa para as escolas e agrupamentos e sê-lo-á ainda mais no atual contexto pandémico em que não é possível prever a situação epidemiológica em setembro e meses seguintes. Em conformidade há a considerar o seguinte:

– não cabe ao Ministro determinar que devem ser dedicadas 5 semanas em todas as escolas à recuperação de matérias em atraso ou à revisão da matéria dada, pois quem pugna por uma Ordem dos Professores acredita na profissionalidade docente, com profissionais autónomos e reflexivos, bem como nos órgãos pedagógicos das escolas.

– enquanto não se alcançar a imunização comunitária e sem que existam vacinas ou outros medicamentos é provável o surgimento de novas ondas e picos de Covid, pelo que vai ser necessário continuarmos a adotar algumas formas de confinamento e de afastamento social, donde o b-learning deve ser uma metodologia de ensino a privilegiar.

– nesse sentido a Pró-Ordem perguntou aos dois membros do Governo presentes se, da verba de 400 milhões de euros prevista no OE suplementar, o Ministério também irá disponibilizar equipamentos informáticos e digitais a cada um dos professores; a exemplo do que aconteceu no âmbito de outros organismos da Administração

Pública, em que foram instalados equipamentos informáticos no domicílio de trabalhadores que se encontravam em trabalho remoto.

– nesta sede recordámos a nossa reivindicação antiga de dedução à coleta, em sede de IRS, das despesas com todo este tipo de materiais.

as turmas devem ser desdobradas e devem ser elaborados horários desencontrados (turnos, manhãs, tardes, semanas, intervalos, etc).

– os docentes portadores de comorbilidades ou com mais de 60 anos de idade devem ser dispensados do ensino presencial e serem contratados novos professores sempre que necessário. A este propósito, voltámos a reivindicar um regime específico de aposentação para o corpo docente.

O Secretário de Estado Adjunto e da Educação afirmou que relativamente aos equipamentos informáticos a primeira prioridade será para os alunos mais necessitados e, mais à frente na reunião, a Secretária de Estado da Educação referiu que os computadores serão para alunos e professores em função das necessidades.

Ambos os membros do Governo mostraram abertura para a contratação de mais professores e informaram que quanto a pessoal não docente já foram entregues os processos concursais no Ministério das Finanças.

Asseguram um reforço do número de docentes para apoio tutorial específico, bem como nas equipas multidisciplinares do ensino especial, na integração das comunidades ciganas, bem como “noutros programas que ajudem as escolas a melhorarem”.

Quanto à mobilidade por doença foi feita a renovação automática de 7081 docentes e encontra-se para apreciação cerca mil situações.

Durante o Estado de Emergência estavam cerca de 7 mil professores presentes nas escolas que se mantiveram abertas no atendimento a alunos e a servir refeições, por isso, a par dos profissionais de saúde, também os professores estiveram na linha da frente, incluindo os que estavam em E@D ou a colaborar no Estudo Acompanhado (Telescola).

A este propósito foi-nos pedido que transmitamos aos nossos associados a admiração dos governantes por todo este trabalho docente e que também as famílias com os filhos em casa devem revalorizar o trabalho e o estatuto social dos professores.

Lisboa, 25 de junho de 2020

Pela Direção Nacional

O Presidente da Direção

Filipe do Paulo

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Associação Mentes Sorridentes – Cuidar da mente – Prof. Dr. José Pinto Gouveia

 

 

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S.TO.P. – Síntese da Reunião com o ME

Colegas, como é público, o S.TO.P. reuniu hoje de manhã com o Ministério de Educação (M.E.). Em síntese, o M.E. (pelos Secretários de Estado João Costa e Susana Amador) começou a reunião por:

– Louvar o brio da presença e dedicação dos profissionais de Educação. Em particular o reconhecimento do papel social do professor pelo ME e pelas famílias. Reconheceram também que o ensino presencial é insubstituível e deve ser retomado;

– Não está em causa preparar um ano letivo normal, tendo em conta o grau de incerteza da evolução da pandemia e que estão a ser preparadas orientações com a DGS para o próximo ano letivo;

– Estão previstos cenários caso seja necessário intervir no ensino presencial (por região). Particular preocupação com os alunos menores de 12 anos;

– Recuperação/consolidação das aprendizagens nas primeiras 5 semanas, no entanto não se esgotará nesses momentos;

– Possíveis alterações no currículo, trabalhar bastante nas aprendizagens essenciais (trabalho com as associações profissionais), redução curriculares e aprofundar a modelação dos instrumentos de avaliação;

– Reforço de mais recursos humanos para as tarefas estratégias de apoio (nomeadamente equipas multidisciplinares e de apoio tutorial específico);

De seguida tivemos oportunidade de levantar algumas das preocupações concretas e prementes que nos chegaram dos mais diversos Profissionais de Educação pelo país, e que, de resto, temos vindo a alertar a tutela:  https://sindicatostop.pt/resumo-da-intervencao-na-reuniao-com-o-m-e-a-24-de-junho/

Em resposta à intervenção do S.TO.P., e antes de encerrar a reunião, os Secretários de Estado informaram que:

– Está a ser preparado o reforço dos recursos humanos, referindo-se em concreto, apenas aos assistentes técnicos e operacionais;

– Existe a preocupação pelo rejuvenescimento da classe docente mas sem adiantar medidas (nem responder à nossa questão sobre a Legislação da pré-reforma;

– Reconhecimento que a listagem do Amianto está incompleta (como alertámos) e que a sua retirada será iniciada em algumas Escolas nestas férias de verão, depois outras escolas nas férias de Natal e da Páscoa;

-continuaram a não responder com medidas concretas a muitas questões que consideramos fundamentais nomeadamente que medidas para minorar a exaustão/desmotivação dos professores, a injusta existência de quotas, ultrapassagens e uma precariedade gritante na classe docente. Também não responderam se consideram justo (e motivante) que Profissionais da Educação (não docente) essenciais para o funcionamento das Escolas, com décadas de tempo de serviço recebam o mesmo do que quem entrou para as mesmas funções o mês passado?

Por último, solicitamos novas reuniões (em concordância com outros colegas de outros sindicatos), após as avaliações, sobretudo para termos as devidas respostas a todas as questões levantadas (e outras), receber novas informações sobre a organização dos horários de trabalho previstos e, também, negociar mais em concreto o funcionamento do próximo ano escolar.

“De boas intenções está o inferno cheio”
Concluindo colegas, apesar de na teoria o M.E. reconhecer a dedicação/importância elevada dos Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente), na prática continua a não ter planos concretos para os considerar e valorizar como merecemos. Por isso mais uma vez, reafirmamos que, em defesa de quem trabalha (e estuda) nas Escolas, não aceitaremos que o governo continue a priorizar com milhares de milhões de euros bancos ruinosos (ex: Novo Banco) e a não investir devidamente nos serviços públicos essenciais como a Saúde e a Educação.

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Preparação do próximo ano escolar – Comunicado Fapeci/Sinape

 

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lista das 578 escolas onde amianto vai ser retirado

Publicada lista das 578 escolas onde amianto vai ser retirado

 

A lista das escolas onde o amianto vai ser removido, ao abrigo de um programa que custará 60 milhões e será financiado por verbas comunitárias, inclui 578 estabelecimentos de ensino

lista das escolas onde o amianto vai ser removido, ao abrigo de um programa que custará 60 milhões e será financiado por verbas comunitárias, inclui 578 estabelecimentos de ensino, segundo o Diário da República.

De acordo com o despacho conjunto do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, das 578 escolas distribuídas pelas cinco NUTS II de Portugal continental, 218 ficam no Norte e 163 na Área Metropolitana de Lisboa.

Há ainda 107 escolas no Centro (NUTS II), 59 no Alentejo e 31 no Algarve.

As escolas incluídas neste programa são da rede pública da educação pré-escolar, do ensino básico e do ensino secundário.

Este programa para erradicar o amianto nas escolas foi anunciado no início do mês, aproveitando o encerramento dos estabelecimentos de ensino devido à pandemia de covid-19.

A utilização de fibras de amianto foi proibida no quadro normativo nacional em 2005 e, até agora, os investimentos na requalificação e modernização de escolas permitiram proceder gradualmente à remoção de parte deste material, que ainda não foi totalmente eliminado dos estabelecimentos de ensino.

No ciclo de investimentos 2014-2020, “foi dada prioridade à remoção de materiais com amianto na sua composição presentes em escolas, o que permitiu […] proceder à substituição de mais de 440 000 m² de coberturas constituídas por placas de fibrocimento em mais de 200 escolas públicas do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário”, refere o despacho, que entrou em vigor na terça-feira.

O documento lembra que o Programa de Estabilização Económica e Social, bem como no Programa Nacional de Reformas aprovado em abril de 2017, “preveem a remoção de todas as estruturas com amianto nas escolas públicas”.

Os custos financeiros destas intervenções para remover o amianto nas escolas serão totalmente suportados pelos Programas Operacionais Regionais Norte 2020, Centro 2020, Lisbo@ 2020, Alentejo 2020 e CRESC Algarve 2020.

 

Para aceder à lista clicar aqui

 

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Regressam as Juntas Médicas da ADSE a Partir do dia 29 de Junho

Ex.mo(a) Senhor(a) Diretor(a) de Escola /Agrupamento de Escolas

Ex.mo(a) Senhor(a) Presidente de CAP

Em cumprimento do Despacho n.º 4460-A/2020, de 13 de abril que define orientações no âmbito da eventualidade doença, enquanto se mantiverem as restrições por motivo do Covid-19, prevê na alínea g) “Nas situações previstas no n.º 1 do artigo 28.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, na sua redação atual, quando o trabalhador se apresentar ao serviço antes de ser submetido à junta médica, fica dispensado de o fazer futuramente, considerando-se justificadas todas as faltas que apenas seriam justificáveis pela referida junta;”.

Neste sentido, aos docentes ou não docentes que foram submetidos à junta médica e que, entretanto, regressaram ao serviço, deve ser solicitada a anulação da junta médica da ADSE, no respetivo Portal, conforme informação veiculada através da Newsletter da ADSE do mês de junho, que se transcreve:

Retoma da atividade das Juntas Médicas

As juntas médicas da ADSE retomam a sua atividade no dia 29 de junho. Por conseguinte, serão designadas novas datas e emitidas novas convocatórias aos Beneficiários cujas juntas médicas foram objeto de cancelamento por motivo do SARS-CoV-2.

Se, entretanto, reiniciou a atividade laboral assegure-se que a sua Entidade Empregadora requereu a anulação da junta médica à ADSE, conforme o disposto na alínea g) do nº 1, do Despacho nº 4460-A/2020, de 13 de abril.

Com os melhores cumprimentos,

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

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Individualizou-se o ensino com a pandemia

 

Terceiro período à distância permitiu individualizar ensino, dizem docentes

O ensino à distância devido à pandemia de covid-19 permitiu individualizar o trabalho com os alunos, segundo docentes do ensino básico e secundário, que concordam que o acompanhamento diferenciado vai ser ainda mais importante no próximo ano letivo.

Durante os últimos três meses, alunos e professores estiveram ligados através de meios digitais, devido ao encerramento das escolas em 16 de março, e o terceiro período letivo decorreu exclusivamente à distância, exceto para os alunos do 11.º e 12. ano.

Apesar dos constrangimentos impostos pelo novo modelo adotado de um dia para outro para assegurar a continuidade do ensino em tempos de pandemia da covid-19, professoras ouvidas pela Lusa contam que individualização do trabalho foi uma das consequências mais positivas desta experiência.

Carla Batista, professora de Português do ensino secundário, recorda que, apesar da distância física, o modelo ‘online’ permitiu aproximar-se mais de cada um dos seus alunos e organizar o trabalho de forma mais personalizada.

“A forma como a escola é organizada não permite, muitas vezes, estabelecer essa proximidade com os estudantes e a certeza que eu tenho é que a aprendizagem ‘online’ tem um potencial altíssimo para a personalização”, explicou a professora.

Também Manuela Gama admite ter ficado a conhecer melhor os seus alunos ao longo dos últimos três meses, mas esta foi, em simultâneo, uma consequência e uma exigência do ensino à distância.

Segundo a professora de Francês do 3.º ciclo, a impossibilidade de manter um contacto presencial com a turma obrigou-a a procurar conhecer melhor a situação particular de cada aluno para conseguir acompanhar o seu trabalho.

“Houve um conhecimento mais próximo das circunstâncias reais do trabalho do aluno, da sua forma de trabalhar, das suas contingências e, portanto, a distância permitiu uma maior proximidade”, contou à Lusa.

Por outro lado, aquela que foi uma das consequências positivas do ensino à distância abre também caminho na discussão sobre como melhor responder a um dos maiores problemas causados por este modelo: o acentuar de desigualdades.

No balanço que fazem do 3.º período, pais, professores, diretores escolares e governantes reconhecem que muitos alunos não conseguiram acompanhar as atividades letivas e, por isso, em setembro, as crianças e os jovens vão regressar às escolas em níveis muito díspares.

Num ‘webinar’ em que participou no início do mês, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, defendeu que no próximo ano letivo será preciso apoiar mais os alunos que ficaram para trás.

Também para Sónia Soares Lopes, professora de Matemática do 3.º ciclo, a recuperação do último período terá de ser feita de forma diferenciada, uma vez que a experiência de cada aluno com o ensino a distância foi igualmente distinta.

LER MAIS AQUI

 

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Hoje teremos umas dicas quanto ao próximo ano letivo

 

Os sindicatos durante o dia de hoje, reunirão com o ME para terem conhecimento do DOAL. Ao certo não se sabe, ainda, o que aí virá, mas de certeza que os sindicatos começarão a levantar o lençol conforme forem saindo da dita.

 

 

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PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

PS e PSD chumbam redução de alunos por turma

O projeto de lei da redução do número de alunos por turma, proposto pelo BE, foi esta quarta-feira chumbado no Parlamento. Apenas PCP, PAN e PEV, para além dos bloquistas, votaram a favor; PS, PSD, CDS e Chega posicionaram-se contra, ao passo que a Iniciativa Liberal e a deputada não inscrita se abstiveram.

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Os Efeitos Remuneratórios da Progressão Aplicam-se Sempre no Primeiro Dia Útil do Mês Seguinte

Porque tenho recebido inúmeros e-mails de professores que dizem ter direito à progressão a partir do dia 01/06/2020 e porque não receberam esse aumento no mês de Junho, perguntam-se se é normal essa situação.

Sim, é normal.

Os efeitos remuneratórios de uma progressão de escalão aplica-se sempre no primeiro dia útil do mês seguinte, neste caso 1 de julho.

Para efeitos de contabilização no novo escalão o tempo conta na data de mudança. No caso de quem muda com o tempo do faseamento a 1/6/2020, existe quase sempre tempo remanescente que deve transitar para o novo escalão.

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Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Ensino à distância. Apenas um terço dos professores realizaram testes durante o 3.º período

Durante o 3.º período de aulas, em regime digital, apenas um terço dos professores (33,7%) realizaram testes, aponta um inquérito feito pelo centro da Universidade Nova de Lisboa – Nova Economics of Education Knowledge Center. Ao todo, foram ouvidos 2.647 docentes. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Notícias” desta quarta-feira.

Agora que o final do ano letivo se aproxima, a maioria dos professores (84,1%) vai basear a avaliação nos trabalhos de casa enviados pelos alunos.

Durante o último período de aulas, 26,3% dos professores optaram por fazer revisões da matéria dada até ao fecho das escolas, a 16 de março; a maioria (68,1%) lecionou matéria nova.

O mesmo inquérito revela ainda que 15% dos alunos não têm computador ou acesso à internet em casa; 24% dos professores enviou material em papel aos alunos.

In Expresso

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16.º Encontro Digital LeYa Educação.

 

Não perca o NOVO e último Encontro Digital LeYa Educação.
O 16.º Encontro!
O que será a escola do… presente!?
Dinamizado por Jorge Sottomaior Braga
No dia 25 de junho, 5.ª feira, às 16h30

Inscreva-se aqui: https://forms.gle/6LJJHtkX7zKFmzSS8

PROGRAMA:

O mundo mudou.
A mutação para o digital na sociedade e na escola.

O portão da escola está aberto!
Quais os riscos a que está sujeita uma escola online?

Quem és tu e o que é que estás aqui a fazer?
Como aumentar a proteção da identidade digital de professores e alunos?

Plataformas, plataformas, plataformas.
Como melhorar a segurança e privacidade de aplicações e serviços.

Onde é a sala dos professores?
Dicas para estruturar e organizar uma escola digital online.

Não às grelhas, sim aos dados!
A gestão documental digital.

O futuro

 

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As perguntas urgentes do momento – Santana Castilho

As perguntas urgentes do momento

O Programa de Estabilização Económica e Social destinou 400 milhões de euros para comprar computadores, garantir a conectividade das escolas à Internet, adquirir licenças de software, financiar um programa de formação digital dos docentes e incrementar a produção de novos recursos digitais.

Sendo necessária, a modernização digital não resolve o problema de fundo da Educação em 2020/2021, que requererá mais professores, mais assistentes operacionais e mais técnicos especializados. O que é crítico na profissão docente é a dimensão humana. A destreza manipulatória das tecnologias é necessária e extremamente útil, desde que submetida à tutela daquela dimensão, primeira e fundamental. Perdê-la, no vórtice do deslumbramento tecnológico, é perder a dignidade profissional. A Google e a Microsoft respondem pelos dividendos que distribuem aos accionistas. Os professores respondem pela humanidade que acrescentam aos seus alunos.

Por outro lado, o Orçamento Suplementar, que foi apresentado como o instrumento de investimento público para responder à pandemia, não sinaliza um só euro para financiar medidas compensatórias das aprendizagens perdidas pelo corte de um terço das aulas presenciais previstas, nem faz uma única referência à escola pública e às necessidades acrescidas do próximo ano lectivo.

Vários estudos internacionais, de análise de impacto, que começam agora a ser conhecidos, traçam uma visão funesta das consequências do encerramento das escolas, extrapolando para o campo da mobilidade social e do desenvolvimento económico das famílias e dos países aquilo que a psicologia do desenvolvimento apurou há muito: enquanto há aquisições não realizadas que podem ser recuperadas, há outras que se perdem para sempre, quando não ocorrem em tempos próprios do desenvolvimento das crianças (pré-escolar e primeiros anos do ensino básico). Sem escola física, que aproxima, não há educação. Com escola remota, que afasta, há desumanização.

Por cá, um inquérito aplicado pela Fenprof apurou que esse encerramento agravou as conhecidas desigualdades entre os estudantes e que, até meados de Maio, mais de metade dos professores não conseguiu contactar com todos os seus alunos. Neste quadro, seria imperioso, ouvindo as escolas e os professores, conhecer os números que caracterizam os meses de fecho (com quantos alunos as escolas não conseguiram manter qualquer contacto, quantos e onde deram novas matérias e quantos e onde foram apenas entretidos), desenhar programas de recuperação e planear adequadamente (acomodando medidas sanitárias e intervenções metodológicas especiais) o próximo ano lectivo.

Com o défice de qualificações que temos, é penoso ver o manso curvar ao destino, em vez de estarmos activamente a responder às perguntas urgentes do momento:

– Se uma nova vaga do vírus aparecer em Setembro, vai o país voltar a fechar as escolas? Como lidar com a doença, que tudo indica se tornará endémica, mantendo o funcionamento do sistema de ensino? Que planos de contingência estão previstos para responder a um eventual aumento de contágios, sem voltar a encerrar as escolas? Que formas de actuação alternativas estão pensadas para responder à imprevisibilidade da situação em que vivemos? Está em preparação um instrumento de aposentação dos professores, que justificadamente integrem os grupos de alto risco e não queiram voltar à escola?

– A duração do próximo ano lectivo será aumentada, para prover planos de recuperação? A pertinência desta pergunta resulta de se ter criado um problema, que não pode ser iludido: durante o encerramento das escolas, uns alunos avançaram, outros não; se nada for feito de suplementar, quando todos se reagruparem, para que uns recuperem, outros terão de parar.

– Haverá redução do número de alunos por turma, por razões de distanciamento físico? Serão, por isso, e para assistir aos alunos com mais dificuldades, contratados mais professores? Haverá professores suficientes? Haverá instalações suficientes? Como utilizar, numa lógica de complementaridade, os recursos tecnológicos disponíveis?

– Como vamos minorar os desastrosos efeitos, sobre alunos com necessidades educativas especiais e suas famílias, de tantos meses de afastamento dos apoios de proximidade? Que implicações ocorreram no equilíbrio emocional e na saúde mental destes alunos?

In “Público” de 24.6.20

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Remover o Amianto das Escolas Envolve 60 Milhões

Programa de remoção do amianto das escolas envolve 60 milhões de euros

 

António Costa lembrou que um dos objetivos até ao final do ano “é lançar um conjunto de obras que dinamizem a criação de emprego”.

O primeiro-ministro considerou esta terça-feira que o programa de remoção do amianto dos estabelecimentos de ensino, que envolverá 60 milhões de euros, contribuirá para travar “efeitos devastadores” no emprego, dinamizando a construção civil em todo o território nacional.

António Costa referiu-se ao valor global das verbas comunitárias envolvidas no final de uma sessão na Escola Secundária da Ramada, em Odivelas, distrito de Lisboa, num discurso em que se pronunciou sobre os mais recentes dados relativos à evolução do emprego em Portugal.

“Esta pandemia de Covid-19 tem sido uma enorme ameaça para a saúde, mas tem tido também um efeito devastador no emprego. Depois de quatro anos em que Portugal criou 350 mil novos postos de trabalho, reduzindo a quase metade a taxa de desemprego que existia, em pouco mais de dois meses o país tem agora mais cem mil pessoas desempregadas”, apontou.

Num discurso que se seguiu aos que foram proferidos pelo presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, e pelos ministros da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, António Costa defendeu que “é necessário controlar o crescimento do desemprego, reativando a economia”.

De acordo com o primeiro-ministro, um dos objetivos do Programa de Estabilização Económica e Social do Governo, que vigorará até ao final deste ano, “é lançar um conjunto de obras que dinamizem a criação de emprego”.

“Principalmente obras que podem ser realizadas descentralizadamente pelos municípios, que não mobilizam verbas avultadas e que, como tal, podem em todo o território nacional contribuir para reanimar o setor da construção”, salientou.

António Costa agradeceu depois a Manuel Machado “a pareceria com a ANMP para a intervenção nas escolas, que tinham um problema que se arrastava há muito anos e que se relaciona com o fibrocimento”.

“Vamos simultaneamente remover o problema do fibrocimento e atacar a paralisia da economia. No total, este programa mobiliza 60 milhões de euros de fundos comunitários, que vão ser distribuídos por 578 escolas”, especificou.

Na primeira intervenção desta breve sessão, o presidente da ANMP e da Câmara de Coimbra afirmou que “os autarcas declararam presente” após a conclusão das negociações com o Governo sobre os moldes do programa de remoção de fibrocimento das escolas.

“Estamos perante um velho problema e é altura de deitarmos mãos à obra. Estou certo que os municípios vão arregaçar as mangas em articulação com o Governo”, sustentou Manuel Machado.

A seguir, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, salientou que os autarcas “vão ter financiamento a 100 por cento”, pedindo-lhes depois “celeridade” na conclusão das obras, que deverão terminar até ao início do próximo ano letivo.

“Os presidentes das câmaras vão ser sempre os donos de obras, independentemente de as escolas serem de gestão autárquica ou do Ministério da Educação”, acrescentou Ana Abrunhosa.

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Reunião Entre o ME e Sindicatos na Quinta-Feira

O STOP divulgou a convocatória para uma reunião entre o ME e as organizações sindicais, sobre a preparação do novo ano escolar, a ter lugar no próximo dia 25 de junho, pelas 9:30.

Já existem decisões tomadas há algum tempo para o ano letivo 2020/2021 que precisam de ser anunciadas. Hoje foi anunciada a data de início do ano letivo 2020/2021 e provavelmente na quinta-feira será anunciado que as escolas deverão preparar o arranque do ano letivo normalmente e que em função do estado do país em setembro de 2020 poderá ser adaptado o sistema b-learning, já por aqui falado.

O STOP nesta altura teve um grande trunfo quando o ME afirmou que a remoção do amianto nas escolas será uma prioridade para este ano. Esta tem sido uma enorme bandeira deste jovem sindicato (de outros também, mas o STOP tem sido a voz mais ativa nesta reivindicação) e que vê desta forma um dos seus pedidos atendidos.

 

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Concurso Externo 2020/2021 – Notificação da decisão da reclamação

Não guardem expectativas que as listas possam sair em breve, pois:

Em 2019 esta notificação foi publicada dia 22 de maio e as listas foram publicadas no dia 6 de junho (decorreram 16 dias).

EM 2018, no dia 13 de julho com as as listas a serem publicadas no dia 23 de julho (10 dias)

Em 2017, no dia 6 de julho, com as listas a serem publicadas no dia 18 de julho (13 dias);

Em 2016, no dia 23 de junho, com as listas a serem publicadas no dia 30 de junho (7 dias);

Se aplicar a média dos últimos 4 anos as listas serão publicadas dia 3 de julho, sexta-feira (11 dias).

 

Concurso Externo 2020/2021 – Notificação da decisão da reclamação

 

Encontra-se disponível para consulta, a notificação da reclamação.

 

SIGRHE

 Nota informativa

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Nº de Aposentações de 2012 até 2023 (vídeo)

O próximo vídeo apresenta uma evolução mensal das aposentações mensalmente recolhidas pelo blog desde 2012 até 2023 (segundo previsões do ME).

Creio que se fica com uma boa ideia da evolução das aposentações e do esforço que será necessário para rejuvenescer a classe docente.  Esta devia ser uma prioridade nacional, mas como sempre ser-lhe-à dada a devida atenção quando já for tarde demais.

… pode ser que sirva para alguém abrir os olhos!

 

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Início do ano letivo 2020/2021 entre 14 e 17 de Setembro

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As escolas encerradas por COVID-19 multiplicam-se e o E@D alterna com o presencial

 

As noticias de encerramento de escolas devido a casos positivos de COVID-19 têm aumentado nos +«últimos dias. Ontem foram perto de uma dezena, já na quinta-feira tínhamos recebido a notícia do encerramento de duas escolas em Lisboa e hoje já encerrou uma em Almada.

Queiramos ou não, este vai ser o procedimento no próximo ano letivo, o encerramento e reabertura de escolas localizado. Quando aparecer um ou mais casos num estabelecimento de ensino, encerra-se, manda-se a comunidade escolar para quarentena e passada ela volta-se a reabrir. Pode acontecer também, apenas o envio de parte da comunidade escolar para quarentena (essa é a indicação da DGS) e depois de uma desinfeção rápida voltar ao funcionamento (a)normal do estabelecimento.

Isto vai implicar uma “entrada” e “saída” do ensino presencial e E@D constante por parte de professores e  alunos. Não vai ser fácil de gerir certas situações. Mas estou convicto que o “futuro” passa por aqui…

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800 100 555 “Linha Somos Tod@s Digitais”

 

Há um linha telefónica que disponibiliza apoio nas aplicações de ensino a distância

Para além das aplicações de Comunicação, a “Linha Somos Tod@s Digitais” disponibiliza agora apoio nas aplicações de ensino a distância, através da linha de telefone gratuita 800 100 555, que está disponível diariamente entre as 12h00 e as 20h00.

 

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Os procedimentos no caso de COVID-19 numa escola

 

Regras da DGS preveem que alunos identificados como contactos de risco fiquem em casa. Mas o isolamento profilático não se aplica aos pais e irmãos dessas crianças.

Uma escola onde seja identificado um caso positivo de covid-19 deve encerrar? “Não”, é a resposta da Direção-Geral de Saúde (DGS), que só recomenda que fiquem em quarentena “os alunos da turma/auxiliares/professores identificados como contactos próximos com alto risco de exposição ao vírus”

“Só os alunos que foram considerados contactos próximos de alto risco de exposição ao vírus é que devem ficar em isolamento”, sublinha fonte oficial da DGS em resposta escrita à SÁBADO na qual se admite que “tratando-se de um menor, um dos encarregados de educação/progenitor poderá ficar no domicílio por assistência à família”. Ou seja, não há indicações para que os outros membros do agregado familiar do contacto de risco cumpram o isolamento profilático de 14 dias.

De acordo com a DGS, sempre que exista um caso suspeito em meio escolar, o estabelecimento de ensino deve “deve ativar o seu plano de contingência e encaminhar o aluno para a sala de isolamento até ser encaminhado para avaliação clínica”.

Depois disso e caso se confirme um caso positivo, entra em campo o delegado de saúde local, que se deve articular com a direção da escola.

Como explica a DGS, “o delegado de saúde realiza a investigação epidemiológica e aplica inquérito epidemiológico ao caso confirmado e aos seus contactos (ou encarregado de educação)” para encontrar os tais “contactos próximos de alto risco” que deverão ficar em casa durante 14 dias.

In SABADO

 

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Corriam Rumores que as Listas Poderiam Sair Hoje

Desde sexta-feira que verifico alguma ansiedade pela saída das listas de colocações e de ordenação definitivas, tendo sido afirmado pelas redes sociais que as listas estariam prontas a sair.

Não digo que não esteja para breve, mas se saíssem agora ia cumprir-se um recorde histórico na redução dos prazos entre a publicação das listas provisórias e das definitivas.

Nos dados que analiso há alguns anos, apenas em 2013 se conseguiu baixar dos 50 dias entre a publicação das listas provisórias das listas definitivas, mais precisamente 49 dias. Hoje cumpre-se ainda os 42 dias após a publicação das listas provisórias. A não ser que o trabalho em casa possa influenciar o adiantamento dos prazos por parte da DGAE, pelas minhas contas só entre o dia 6 e 10 de julho deverão ser publicadas as listas definitivas.

Para que saíam a uma sexta-feira darei um pequeno desconto e quem sabe no dia 3 de julho estão cá fora. Se saíssem esta semana seria quase um milagre.

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Média de Idades por QZP Desde 2012/2013 (Grupos 100, 110 e 120 )

Fica aqui uma apresentação com a médias de idades dos docentes contratados colocados em horário anual e completo desde 2012/2013 nos grupos de recrutamento 100 – Educação Pré-escolar, 110 – 1.º Ciclo e 120 – Inglês do 1.º Ciclo.
Em breve serão apresentados os dados de outros grupos de recrutamento.

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O Ensino@distância não foi um sucesso, por Estefênia Barroso

O Ensino@distância não foi um sucesso

Estão a terminar as aulas a que pomposamente, e para dar um ar de que a malta facilmente domina estas coisas da tecnologia, chamamos de “Ensino @ Distância” (acho o pormenor da arroba delicioso). Podemos afirmar que a maioria de nós saiu viva deste período de tempo interminável em que se arrastou o fim do segundo período e este terceiro período. Sim, porque o ensino à distância (ou deverei dizer “a distância”?) teve o seu início nos últimos quinze dias do segundo período. Contudo, “ficou-me cá a parecer” que o senhor Ministro da Educação não acreditou muito nas suas próprias palavras (relembro a afirmação perentória do senhor ministro: “ninguém está de férias”) e vai daí decidimos alargar o terceiro período e o ano letivo, fazendo-o terminar precisamente quinze dias depois do que era previsto. Este aumento de quinze dias teve algum resultado positivo? Sou de opinião que não.

Efetivamente, terá sido neste 15 dias a mais que os alunos terão realizado todas as aprendizagens que ainda estavam pendentes? Obviamente que não. Penso que ninguém se terá lembrado, naquelas altas instâncias, que é precisamente no terceiro período que se costuma desenvolver  uma maior quantidade de atividades lúdicas devido ao clima de cansaço e saturação que já se vive no meio escolar por essa altura. Mas, claro, este ano é um ano atípico (a frase que mais ouvimos ultimamente) e, por isso, vá de prolongar aquilo que para todos já é um suplício.

Contudo, o que importa no meio disto tudo, é que o ano letivo está a terminar e há que olhar para trás e pensar um pouco sobre como correu todo este “Ensino @ Distância”. Aquilo que vou ouvindo, por aqui e por ali, é que foi um sucesso. E não, não poderei dizer o contrário. Foi um sucesso porque, os alunos não ficaram um dia que fosse desocupados e sem aulas. Um sucesso porque rapidamente os professores se muniram da sua força de vontade e da sua capacidade de trabalho para colocar em andamento uma escola a que poucos estavam habituados. Um sucesso, e aqui só posso falar no meu caso, porque se conseguiu suprir, em tempo record, a falta de equipamento que alguns alunos tinham. (sei que não aconteceu assim em todos os Agrupamentos). Um sucesso porque se conseguiu que os alunos mantivessem uma rotina de trabalho em casa, que se mantivessem ativos, o que lhes manteve, tanto quanto possível, um clima de relativa normalidade (que era importante manter).
Mas o sucesso, relativo, ficar-se-á por aqui. Desculpem a sinceridade da questão mas tenho de a fazer: alguém acredita mesmo que se realizaram aprendizagens nestes meses?

Se a pergunta me for colocada a mim posso dizer que sim, que aprendi muito (e não, não falo das aprendizagens que realizei ao nível informático – que também foram muitas!)

Digo-vos que aprendi imenso sobre as vidas pessoais dos meus alunos – entrei pelas casas dentro de alguns que não tiveram qualquer pejo em mostrá-las: alguns trabalhavam nos seus quartos, sim, alguns poucos num escritório, e outros tantos em salas de estar e cozinhas. Aprendi a trabalhar com os meus alunos enquanto ouvia a Cristina Ferreira em som de fundo (que tenho neste momento certeza que deve ser dos programas mais vistos pela manhã). Aprendi também que muitos pais não perceberam que, de facto, os seus filhos estavam numa sala de aula, ainda que virtual. Como tal, assisti a discussões entre adultos que preferia não ter visto nem ouvido, sentindo-me a assistir a um verdadeiro Big brother.

Percebi que o uso de “linguagem colorida” é apanágio não só de alguns dos meus alunos e que a mesma é usada por alguns adultos que com eles convivem, usando-a sem qualquer preocupação com aqueles que possam estar a ouvir (por exemplo, o professor).

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Os cenários do Tiago para 2020/21

O ministro anda a ler os meus artigos sobre B-Learning…

Ministério da Educação quer aulas presenciais em setembro mas admite outros cenários

Com o ano letivo a terminar há ainda muitas incertezas relativamente ao próximo ano.

O Ministério da Educação quer aulas presenciais, mas admite outras possibilidades em função da evolução do vírus.

A organização dos alunos em turmas mais pequenas tem sido exigência de organizações sindicais e partidos como o Bloco de Esquerda.

Em caso de necessidade, o Ministério da Educação assumiu que haverá a contratação de mais professores. embora não se saiba com que verba.

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Quem faltar aos exames por motivo de quarentena, o que lhe acontecerá?

 

Estamos em tempos de exceção, da anormalidade vivida surgem dúvidas, expectativas, justiças e injustiças. Os pensadores/executores de serviço não são suprassumos, não conseguem projetar todos os cenários possíveis para todas as situações e daí têm surgido.

Uma delas é a dos alunos que, por estarem sujeitos ao regime de quarentena não poderão realizar os exames de acesso ao Ensino Superior ou de equivalência à frequência. Será que haverá uma segunda fase para esses caso ou serão tratados como nos anos anteriores?

 

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Aviso de abertura de procedimento para celebração de contratos de associação – 2020/21 a 2022/23

Consulte o Aviso de Abertura de procedimento para a celebração de contratos de associação, bem como a restante documentação relacionada.

 

 Aviso de abertura

 Nota informativa

 Manual de instruções

SIGRHE

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Reclamação da candidatura ao concurso de docentes do ensino artístico especializado da música e da dança

Encontra-se disponível a aplicação que permite aos docentes efetuarem a reclamação da candidatura ao concurso externo do ensino artístico especializado da música e da dança.

 

SIGRHE

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Em Massamá também fecham escolas – COVID-19

 

Covid-19: quatro alunos infetados em escola de Massamá

As aulas foram suspensas na Escola Secundária Stuart Carvalhais, uma das maiores unidades de ensino do concelho de Sintra.

A interrupção acontece depois de quatro alunos terem testado positivo para o novo coronavírus.

Na sexta-feira, alunos, professores e encarregados de educação começaram a ser testados à Covid-19.

 

 

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Coronavirus: As estratégias e desafios dos países que estão a reabrir as suas escolas

 

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Acabam aulas presenciais na Pinheiro e Rosa depois de mais 2 casos de Covid-19

O que pode vir a acontecer no próximo ano letivo… Fecho de escolas temporário.

Uma situação a ter em conte e para a qual todos temos que estar preparados. O E@D pode ser implementado temporariamnete assemelhando-se a uma cerca sanitária às escolas. Convém estar preparado.

 

Acabam aulas presenciais na Pinheiro e Rosa depois de mais 2 casos de Covid-19

As aulas presenciais da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, terminaram, depois de mais duas funcionárias terem testado positivo à Covid-19. 

Francisco Soares, diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, disse ao Sul Informação que «esta é uma medida preventiva» para «evitar contágios».

Assim, a próxima semana (a última de aulas) será apenas «de aulas à distância» para os cerca de 150 alunos do 11º e 12º anos.

Depois de ter havido um caso positivo na passada quinta-feira, dia 18, ainda foi tomada a decisão de continuar as aulas presenciais, mas na Escola EB 2,3 Neves Júnior que pertence ao mesmo agrupamento. Quanto à Pinheiro e Rosa, foi desinfetada na passada sexta-feira.

Agora, com mais estes dois casos confirmados, «vamos fechar tudo», explicou Francisco Soares.

As duas funcionárias, que testaram positivo e cujos resultados foram conhecidos hoje, «estão assintomáticas».

No total, segundo o diretor do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, já foram feitos «cerca de 40, 50» testes a funcionários e professores, 19 dos quais este domingo.

 

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Reguengos de Monsaraz fecha creches, jardins de infância e secundária

 

Reguengos de Monsaraz fecha creches, jardins de infância e secundária

O presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, José Calixto, anunciou, este domingo, que as creches, os jardins de infância e a escola secundária vão encerrar “por precaução” a partir desta segunda-feira. Em causa está o surto de Covid-19 num lar de idosos do município, que já pode estar na comunidade.

A partir de amanhã irá fechar a escola secundária, os jardins de infância, as creches, as atividades de apoio à família. Isso está decidido que irá fechar a partir de segunda-feira”, informou José Calixto.

 

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Paulo Prudêncio – Contratar Mais Professores?!

Um bom texto do Paulo Prudêncio que aborda mais uma vez a questão da formação inicial de professores e a necessidade de se pensar neste assunto.

 

Contratar Mais Professores?!

 

Acentua-se a falta de professores para diversas disciplinas o que dificultará o anunciado reforço de contratação em tempo de pandemia. O problema tornou-se estrutural. Mesmo que se iniciasse uma qualquer urgência formativa, os efeitos chegariam depois de 2030. Para além disso, e é saudável que se pense também para lá da crise, mais de metade dos professores reformar-se-á nesta década e muitos cursos de formação inicial estão há anos a fio “sem alunos”. Em cada cem (ou em cada mil) alunos dos cursos “regulares” do ensino secundário, contam-se pelos dedos de uma mão os que escolhem ensinar como profissão e é surpreendente que não se motive os jovens para o ensino.

Para além da falta de atractividade da profissão, dá ideia que se esgotou o modelo de formação inicial. Um caminho mais flexível e apelativo seria a criação de licenciaturas exclusivamente para as componentes científicas. Ajudaria numa mudança futura de profissão. Só nos mestrados se estudaria a pedagogia para leccionar. Apenas depois de um estágio (internato ou profissionalização) plurianual, realizado em exercício, se acederia ao quadro e a uma carreira. Mas nada disso se discute e a especificidade científica perdeu peso na profissionalidade. Aliás, até a formação para professores no activo se centra na preparação da sua irrelevância. Parece um paradoxo, mas é só parecença.

Repare-se na ligação de três factos e tendências:

1. as gigantes tecnológicas de serviços – google, amazon, uber, booking ou airbnb – não produzem conteúdos para os motores de pesquisa nem objectos, carros, hotéis ou imóveis de aluguer, mas cobram pela sua utilização na generalidade do planeta com trabalhadores independentes não regulamentados que estão na nuvem;

2. os professores no activo alimentam gratuitamente os servidores da google (por exemplo, nas plataformas drive, doc´s, classroom, gmail ou youtube) com conteúdos de ensino planificados ao detalhe e com os receptivos testes de avaliação de alunos prontos a utilizar pela IA; e a exemplo doutros domínios, a google (que ganhou mais esta disputa à microsoft) absorverá com facilidade as editoras com escolas virtuais;

3. há uma revolução do trabalho que pede como competência a ligação à internet; como escreve Klaus Schwab (2017:46), na “A Quarta Revolução Industrial”, “parte da força de trabalho desenvolve diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento – pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit”.

Ou seja, criam-se condições para acrescentar os tarefeiros das salas de aula (que podem acompanhar qualquer disciplina) a pensar na civilidade presencial da escola automatizada massificada. E se os professores continuam numa zona de incerteza porque ainda não são incluídos nas profissões mais e menos propensas à automatização, dá ideia que a passividade dos sucessivos governos na formação inicial é “articulada” com as gigantes tecnológicas que prestariam, através dos cortes na educação, um “relevante” serviço aos orçamentos dos países. Dir-se-á que são as regras do jogo. Mas como dizem os investigadores da quarta indústria, o futuro pode ser muito bom ou caótico. Aliás, já se iniciou uma corrida imparável ao trabalho virtual não regulamentado que se pode transformar em forte instabilidade social e política e difícil de reverter num ensino “sem” formação de professores.

Nota: Klaus Schwab (2017), na “A Quarta Revolução Industrial”, apresenta uma lista das profissões mais e menos propensas à automatização: mais propensas: operadores de marketing, contabilistas, avaliadores de seguros, árbitros e juízes desportivos, secretários e assistentes administrativos, recepcionistas, consultores imobiliários, agricultores, estafetas; menos propensas: assistentes sociais, coreógrafos, médicos e cirurgiões, psicólogos, analistas de sistemas, antropólogos e arqueólogos, engenheiros e arquitectos navais, gerentes de vendas.

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PROGRAMA DOS 6RS & O PRÓXIMO ANO LECTIVO, por CG

 

PROGRAMA DOS 6RS & O PRÓXIMO ANO LECTIVO

A pandemia ditará como se iniciará o próximo ano letivo. O despacho onde estarão as diretrizes de Organização do Ano Letivo (OAL), ditará os princípios que irão nortear as especificidades dos diferentes territórios escolares e dos diversos ciclos de ensino (com soluções variáveis do pré ao ensino superior) para que os agrupamentos, usando da sua autonomia, organizem o ano escolar com base nos seus contextos.

Para tal, podemos imaginar o PROGRAMA DOS 6RS que estabelece os princípios da organização do próximo ano letivo em normalidade presencial:

1.Reduzir o número de alunos por turma
(entre 12 e 20 alunos por turma dependendo das condições físicas das escolas …)

2.Reduzir o número de tempos curriculares dos vários ciclos de estudo
(redução equitativa de tempos de áreas/disciplinas, justaposição/integração de disciplinas, tempos projetos/tutoriais, tempos aulas ar livre, tempos para trabalhos práticos e laboratoriais e de grupo e tempos online (blended learning ou aprendizagem mista …)

3.Rentabilizar o espaço escolar
(sempre que se afigure necessário organizar dois turnos escolares, manhã 4T/tarde 4T…)

4.Requisitar novos professores para possibilitar uma nova organização escolar.

5.Revogar as metas curriculares afirmando as Aprendizagens Essenciais e O Perfil do Aluno referenciais curriculares facilitadores do trabalho nas escolas e impulsionadores de novas metodologias ativas de aprendizagem.

6.Recuperar alunos que saíram do radar da escola
(equipas multidisciplinares, foco nas áreas de competências do Perfil dos Alunos …)

Assim é, assim seja.
CG

 

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146 Docentes Aposentados em Julho de 2020

Com a publicação da lista mensal de aposentados da CGA de Julho de 2020 aposentaram-se mais 146 docentes da rede pública do Ministério da Educação.

O quadro acumulado desde o início do ano já conta com 837 docentes aposentados. As previsões são que existam 1.358 docentes aposentados em 2020.

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Entrega um manual e recebes um computador com uma licença digital…

 

Ainda não entendi qual o problema que muitos estão a ver na entrega dos manuais. A preocupação com uso dos manuais para a tão aclamada necessidade de recuperação ou compensação é infundada.

Esta pandemia tem ocupado tanto as mentes que até se esqueceram do “fim” dos 400 milhões. Se bem se lembram, mas parece que se esqueceram, os 400 milhões de “paus” não são só para computadores, também vão ser gastos a incrementar a desmaterialização de manuais escolares. Ou seja, para que serão necessários os manuais em papel quando vão andar distribuir licenças digitais dos ditos nos computadores emprestados?

Se necessitarem dos manuais poderão encontra-los numa plataforma de uma qualquer editora.

Não sei qual o busílis com a entrega dos manuais! Além disso, as árvores agradecem e ambiente fica agradecido…

 

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O desdobramento de turmas (15 alunos por sala)

 

Segundo as ultimas informações do ministério da educação, no próximo ano letivo haverá desdobramento de turmas. Hoje foi avançado um número, 15 alunos por turma. As normas que vigoram neste momento falam de uma distância mínima de 1,5 m de raio, logo algumas salas nem esse número serão capazes de comportar.

Há muito que defendo a redução do número de alunos por turma, por isso só posso aplaudir a medida (caso se venha a concretizar) mesmo que seja em relação direta com a situação de pandemia.

Esta redução obrigará a uma logística enorme. As escolas não têm capacidade, para sozinhas poderem responder a esta medida. As escolas, as autarquias e vários ministérios terão de trabalhar em conjunto para dar resposta aos novos desafios que se avizinham.

Quer-me parecer que a escola a tempo inteiro vai ter um interregno enquanto esta situação perdurar (talvez atá ao final de dezembro). Em sua substituição os OTL e ATL terão uma nova vida e crescimento.

Nota: os OTL e ATL também terão de desdobrar a sua lotação.

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A Escola e os Desafios do Ensino À Distância (a ouvir o SE João Costa)

“Os professores e os diretores tiveram muitas unhas para tocar esta guitarra.”

“Toda a avaliação é formativa e sumativo é o momento em que se toma a decisão.”

“Nada substitui a relação humana no processo de ensino/aprendizagem.”

“Planear a normalidade mas precaver a anormalidade.”

“Recuperar aprendizagens não quer dizer dar as 30 páginas do manual do ano anterior.”

 

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Mais professores e ensino presencial em setembro

“Governo preparado para contratar mais professores”

Se não é tudo, quase tudo se resume a dois documentos. O Calendário Escolar e o despacho onde estarão as diretrizes de Organização do Ano Letivo (OAL), como o número de alunos por turma, que só costumam sair em julho. Mas, ao contrário do que se prevê na transição do ano velho para o que há de vir, não têm tido grandes alterações nos últimos anos. Desta vez, porém, o ambiente que se vive à volta do tema é de tensão. As escolas e os professores acusam o Ministério da Educação de indisponibilidade para os ouvir. A tutela só deverá anunciar as novas medidas depois de o atual ano letivo acabar. Contudo, o véu tem sido levantado aqui e ali.

Perentoriamente, as aulas começarão em setembro e, no bolso, o Governo tem uma estratégia assente no ensino presencial, para o qual se esperam decisões relacionadas com o tamanho e o desdobramento das turmas e que implicam contratar profissionais. Ao Expresso, o Ministério assume que “em caso de necessidade haverá contratação de mais professores”. Não se sabe ao certo com que dinheiro. A ausência de referências à Educação nos sectores abrangidos pelo Orçamento suplementar (um balão de oxigénio com verbas adicionais para os principais serviços públicos) deixa guardado para este sector um acréscimo de 400 milhões de euros, mas destinados exclusivamente à escola digital.

O dinheiro anunciado por António Costa no início do junho provém de fundos comunitários — “razão pela qual não está inscrito no Orçamento suplementar”, explica a tutela — e faz parte de uma aposta do primeiro-ministro, prevista no Programa de Governo, já antes de o surto começar, para a “aceleração do processo de conectividade e de digitalização das escolas”. Agora, o Ministério da Educação assume que esta necessidade se “adensa” com a pandemia, porque é preciso “assegurar o ensino à distância acessível a todas as famílias e regiões”, como referiu o primeiro-ministro.

“O problema é se acham que este sistema é o futuro”, diz Mário Nogueira, uma das vozes mais críticas do silêncio do Governo quanto às diretrizes para o próximo ano letivo. O secretário-geral da Federação Nacio­nal dos Professores (Fenprof) assume faltar-lhe compreender se os 400 milhões de euros “são para substituir e renovar o parque tecnológico das escolas — e se for isso, é bem — ou para dar computadores a toda a gente, por forma a ter ensino à distância, que fica mais barato”. Tal como os professores, também os diretores de escolas públicas, representados por Filinto Lima, defendem o ensino à distância apenas “para uma situação de emergência, um remedeio”.

O Governo garante ao Expresso ser “o objetivo primário que o próximo ano letivo possa acontecer presencialmente, em todos os níveis de ensino”, mas “outros cenários” estão a ser desenhados, “para que seja possível dar uma resposta contundente a qualquer realidade que se afigure”, como a que aconteceu a 16 de março, quando houve necessidade de fechar as escolas.

Só que “é tarde”, aponta a Fenprof, que já se manifestou à frente do Ministério para ser ouvida, sem sucesso, e ameaça fazê-lo novamente para a semana. “As escolas têm de se organizar e é absolutamente irresponsável por parte do Ministério da Educação não estar a discutir com ninguém.” Também a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas, na voz do diretor Filinto Lima, considera “importante que os despachos saiam o mais depressa possível”, ou não estivessem previstas mudanças estruturais na organização das turmas e dos espaços escolares. “Se os alunos tiverem de estar a um metro e meio de distância, numa sala tipo, as turmas deixam de ter 25 a 30 alunos para ter 14”, antecipa Mário Nogueira, crente de que uma das alterações fundamentais é a redução do número de alunos por turma. E se “as escolas já estão superlotadas, onde terão espaço para colocar todos os alunos?”, questiona Filinto Lima.

CONTEÚDOS NÃO APREENDIDOS SERÃO PRIORITÁRIOS

O despacho para a Organização do Ano Letivo terá também, na opinião de Filinto, “de reforçar as horas de crédito para as escolas”, definidas e geridas dentro da sua autonomia para contratar professores que dão apoio aos alunos com mais dificuldades. E eles vão aumentar, garante Mário Nogueira, porque “há um conjunto não assim tão pequeno de défices de aprendizagem dos alunos, de conteúdos que não foram consolidados” durante o ensino à distância. O método aumenta o fosso das desigualdades entre alunos, defendeu Beatriz Imperatori, diretora executiva da UNICEF Portugal, e constataram 93,5% dos 3500 docentes que responderam a um inquérito promovido pela Fenprof, no qual também se confessaram exaustos. Mais de metade (54,8%) dos inquiridos admite não ter conseguido contactar os seus alunos através da internet.

O Governo sabe que o ensino presencial “é o que mais minimiza as desigualdades sociais existentes” e é por isso que, assegura, as estratégias estudadas terão como pilar a “recuperação de aprendizagens, para mitigar as assimetrias criadas durante este surto epidemiológico”. Mas mesmo que setembro presenteie o país com uma situação epidemiológica controlada, o próximo ano letivo não será igual aos outros e terá o Ministério da Educação sob uma constante prova.

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Com que idade (média) consigo ficar em Completo e Anual num determinado QZP? (vídeo)

O vídeo seguinte apresenta a idade média dos professores que ficaram colocados em horários completos e anuais desde 2011/2012 até 2019/2020 nos difdrentes QZP’s.

No canal Matemática-ON estão publicados dados relativos a alguns grupos de recrutamento e podem indicar nos comentários se quiserem ver outro que não esteja lá publicado.

Para verem o vídeo cliquem na imagem.

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