O desdobramento de turmas (15 alunos por sala)

 

Segundo as ultimas informações do ministério da educação, no próximo ano letivo haverá desdobramento de turmas. Hoje foi avançado um número, 15 alunos por turma. As normas que vigoram neste momento falam de uma distância mínima de 1,5 m de raio, logo algumas salas nem esse número serão capazes de comportar.

Há muito que defendo a redução do número de alunos por turma, por isso só posso aplaudir a medida (caso se venha a concretizar) mesmo que seja em relação direta com a situação de pandemia.

Esta redução obrigará a uma logística enorme. As escolas não têm capacidade, para sozinhas poderem responder a esta medida. As escolas, as autarquias e vários ministérios terão de trabalhar em conjunto para dar resposta aos novos desafios que se avizinham.

Quer-me parecer que a escola a tempo inteiro vai ter um interregno enquanto esta situação perdurar (talvez atá ao final de dezembro). Em sua substituição os OTL e ATL terão uma nova vida e crescimento.

Nota: os OTL e ATL também terão de desdobrar a sua lotação.

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16 comentários

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    • Paulo on 20 de Junho de 2020 at 16:22
    • Responder

    Como chegou à previsão de que a situação vai perdurar até final de dezembro?

    • Pedro Silva on 20 de Junho de 2020 at 16:44
    • Responder

    Há salas?
    E vão abrir os cordões para contratar mais uns milhares de professores? E eles existem????

      • Paulo Anjo Santos on 21 de Junho de 2020 at 15:51
      • Responder

      Vinha dizer isto também, duvido que venham a fazer isso, nem vão querer gastar tanto dinheiro e isso faria com que a falta de professores fosse uma realidade visível logo nos primeiros dias do ano letivo.
      O que acho que vão fazer é reduzir o número de aulas presenciais, mantendo-se parte do trabalho em casa, fazendo com que se juntem na escola o menor número de alunos e professores ao mesmo tempo… mas não acredito que vão reduzir as turmas para 15 alunos. Acho é que nos vão por a trabalhar muito mais, desdobram as turmas em turnos e temos de dar dois tempos por turma por semana. No fundo acabamos por ter mais ou menos os mesmos tempos semanais, mas com metade da turma de cada vez…

      • Paula on 5 de Agosto de 2020 at 17:33
      • Responder

      Não serão só professores, os auxilareses tb terão que ser em maior número.

    • Matilde on 20 de Junho de 2020 at 17:09
    • Responder

    Mas qual Setembro e qual desdobramento?

    Replico aqui parte do que escrevi no post anterior:

    O Governo, em particular os Ministérios da Educação e da Administração Interna, a DGS, e outras tantas entidades, parecem estar num estado de negação completa perante o número de infectados que vai sendo divulgado diariamente…

    Muitos cidadãos, por seu lado, parecem ter perdido o último resquício de inteligência, de responsabilidade e de civismo, em particular algumas camadas mais jovens da população: festas e mais festas, algumas com centenas de pessoas, tudo feito sem qualquer manifestação de preocupação que os leve a protegerem-se e a protegerem ou outros… Desvario completo e absoluta irracionalidade…

    E como é óbvio, alguém vai acabar por pagar, do ponto de vista material, os desvarios e a irresponsabilidade dessas pessoas: os mesmos de sempre, ou seja, os contribuintes portugueses que, à custa dos impostos pagos ao erário público, apoiam, entre outros, a sustentabilidade do SNS…

    No panorama actual, como se pode considerar o regresso às aulas presenciais em Setembro de forma peremptória?

    A continuar assim, daqui a pouco mais de 15 dias, existirão sequer condições para a realização de exames?

    Mas parece que ninguém quer falar sobre isto… As evidências não são nada favoráveis e o tema não é grato nem agradável, mas a resistência em enfrentar o problema só o vai agravar…

    Até onde tem que se agravar a situação para se parar de fingir o regresso à “normalidade”?

    Setembro? Desdobramento? Miragens, por enquanto…

      • Roberto Paulo on 20 de Junho de 2020 at 22:32
      • Responder

      Nem sempre nem nunca: concordo em absoluto, passe a redundância, consigo!

        • Matilde on 21 de Junho de 2020 at 14:53
        • Responder

        Então, finalmente, conseguimos concordar em alguma coisa! Boa!!! 🙂

      • Paulo Anjo Anjo Santos on 21 de Junho de 2020 at 15:57
      • Responder

      Concordo com a parte da falta de civismo e espero que as pessoas envolvidas nesse tipo de festas e outros ajuntamentos sejam penalizadas de forma exemplar… já não concordo tanto com a análise da situação, na verdade, até ver a situação está bastante mais controlada do que esteve em março e abril, basta olhar para os números que são mais fiáveis, óbitos, internados e nos UCI (o número de infetados dependem de muitos fatores, sobretudo do número de testados), enquanto estes números se mantiverem baixos a situação estará controlada… não quero com isto dizer que tenho a certeza que se vão manter assim, tenho consciência que os efeitos destes desvarios se sentem mais tarde, e podemos vir a ter alterações na situação, mas para já é não são visiveis sinais de alarme nos números!

    • Miguel on 20 de Junho de 2020 at 17:51
    • Responder

    É subtil mas é desdobramento e não turmas de 15 alunos. Parece o mesmo, mas não é…. Pode significar menos horas de aulas para as crianças.

    Turmas de 15 significam muitos custos. Mesmos muitos. Dificuldades logísticas enormes.

    Há um pormenor que parece importante. Turmas de 15 significa a falência do privado. Ou grande parte. Algumas poucos escolas aumentariam drasticamente as mensalidades e aguentariam mas o caminho seria a falência. Será que politicamente se aguenta milhares de desempregados?

    • Helder on 21 de Junho de 2020 at 12:23
    • Responder

    O desdobramento com o ensino não presencial é possível. E nem serão necessários mais professores. Há muito que defendo que metade das horas letivas seriam suficientes se fossem produtivas. O E@D mostrou que é possível fazer muitas coisas em pouco tempo, desde que haja foco e atenção e que os professores e todo o sistema estejam focados na produtividade.

  1. “Se fossem produtivas,desde que haja…”
    Como todos sabemos estes pressupostos não se verificam,logo…

    Como dizem os miúdos :se a minha avó tivesse nascido com rodas era um carro.

    • Alexandra S on 21 de Junho de 2020 at 20:09
    • Responder

    A falta de professores só sentiria num número reduzido de grupos (200, 330, 400, 420) e para horários incompletos.

    No privado, sim. Seria um grande problema. Falta de professores e mensalidades a subir.

      • Paulo on 22 de Junho de 2020 at 10:50
      • Responder

      Esqueceu-se do grupo 550.

    • azevedo on 5 de Julho de 2020 at 16:40
    • Responder

    Alguns comentários aqui são muito divertidos. Ate já temos professores videntes que vêem desdobradamentos. Possivelmente também precisarão de óculos. O governo propõe uma solução e eles deitam abaixo. Não interessa qual o governo.

    Não têm mais nada para fazer?
    Se procurassem soluções é que seriam produtivos! Agora queixas e análises foleiras não levam ninguém a lado nenhum. Parece que só sabem criticar e chorar.
    É ésta a mentalidade dos professores que educam os nossos filhos? Pessimistas, cobardes arrogantes e choramingas?
    Como vocês conheço eu uns poucos.
    Entreguem mas é um atestado falso, pois só isso alguns sabem fazer!

    • Maria Teresa Canhão on 31 de Julho de 2020 at 7:53
    • Responder

    Vêm agora ( mais uma vez) tornar o dito por não dito. Por que chumbaram a medida na AR? O ME está podre, desde a raíz!!!

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