Reinventando a escola…

Um país em que não se valoriza os professores, o seu trabalho e o seu esforço, não se pode dizer desenvolvido…

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10 comentários

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    • Maria on 15 de Junho de 2020 at 12:18
    • Responder

    É como viver numa barraca e ter um submarino à porta.

    • Alecrom on 15 de Junho de 2020 at 13:53
    • Responder

    Mais uma colega que insiste em continuar a fazer exatamente o mesmo, apesar desta excelente oportunidade para deixar de só “apelar à memorização” e esquecer por completo a “compreensão do quotidiano”.
    Uma colega que ainda não chegou à pequena e exclusiva minoria beatopatriótica de esquerda que consegue “que os alunos não continuem a surfar na rede e passem a mergulhar nas profundezas (…) em perfeita harmonia colaborativa” com os seus professores (leia-se, tutores/coachers).

    • Matilde on 15 de Junho de 2020 at 16:45
    • Responder

    Se esta imagem corresponder a uma situação verídica, honestamente, não sei se será caso para “rir ou caso para chorar”…

    Por um lado, o espírito do “desenrascanço” e do improviso, tão tipicamente português, perante um problema de difícil resolução…
    A solução/estratégia encontrada parece ter surtido o efeito desejado e permitiu resolver um problema… E sob esse ponto de vista é de elogiar a capacidade criativa e imaginativa demonstrada… Esta é a parte do “rir”, sem qualquer tipo de zombaria ou de desdém…

    A parte do “chorar” tem a ver com o conformismo, a condescendência, a submissão e a sujeição também implícitas numa imagem que espelha bem a atitude geral dos portugueses e a da classe docente, em particular…
    É a atitude típica de quem se resigna e acaba por aceitar tudo aquilo que lhe é imposto… “Dar um jeitinho”, “ver o que se pode fazer” é quase sempre a resposta perante todas as imposições, por absurdas ou incompreensíveis que sejam…

    Tanta serenidade, tanta candura e brandura!
    “O Povo é sereno”, mas isto começa a ultrapassar o que pode e deve ser expectável de cidadãos responsáveis, ordeiros e cumpridores da Lei…
    A benevolência, a condescendência e a generosidade têm que ter limites, a bem da integridade e da dignidade de cada um… E tudo começa dentro de cada escola, é aí que começa a “paz podre”…

    • Jacinto on 15 de Junho de 2020 at 17:09
    • Responder

    Não percebi a censura a este meu comentário:
    “Esta imagem, tipo CMTV, retrata bem as notícias deste blog, o ensino e o nosso país.

    Começando pelo título, passando pelas duas linhas do post e acabando na imagem, da gorda parola de chinelos, com o telemóvel pendurado num cabide, pode dizer-se que está ao mesmo nível daquela reportagem do homem da couve.

    Não precisas deste tipo de publicações para ganhares guita com as publicidades do blog. Se o objetivo era mesmo dignificar e valorizar a profissão, escolhias outra imagem.”

    1. Porque por detrás deste comentário existe um perfil falso. No faceboock só te falta o Capelo no nome. Como tu há muitos mais que julgam que deste lado ninguém entende nada de “internetes” e afins…

      1. Mudaste de nome Jacinto… Ao contrário de ti eu dou a cara pelas minhas ideias, sejam boas ou más, e respeito as dos outros que não se escondem atrás de perfis falsos única e exclusivamente para tentar sentirem-se superiores a outros, ou simplesmente andarem a mando das ideias de outros.

    2. O que quero dizer, antes de me referir a esta publicação, vai de encontro a uma outra anterior. Há dias saiu uma relativa aos computadores oferecidos aos alunos, e nada aos professores. O que não concordo na questão da carreira dos professores, é exatamente as colocações a 500km de casa. Que por uns meses está resolvido, e sobre o qual deixou de ser, de certo modo, uma despesa. Fora isso, não percebo o porquê dessa queixa contra o sistema. Se um aluno vai ter um computador, à parte de alguns progenitores “falcatruistas” , é porque é carenciado. É porque os pais às vezes nem o ordenado mínimo recebem, porque não tiveram melhores oportunidades. Ou porque ficaram sem emprego ou sem negócio, sem rendimentos, face à crise Covid. O computador não é propriamente um carro. Além disso, é melhor do que estarem numa aula de máscara sem que ninguém vos entenda ou colocarem os vossos e a vocês em perigo. Relativamente a esta publicação… Que tem o desenrasque da pessoa a ver com a valorização do professor? O que vejo na imagem é exatamente alguém a valorizar-se a si e aos alunos para que não deixem de ter aulas. Vejo as pessoas a reinventar se sem se queixarem. E sem intenção de desvalorizar, quem se queixa se calhar não está realmente a pensar em soluções válidas, e por isso é que tudo parece mau. Se calhar estão na profissão, ou no país errado. Ou no blog errado, porque essas questões resolvem-se enviando para fontes que possam resolver a questão.

      https://www.asomadetodosafetos.com/2020/06/professora-viaja-todos-os-dias-de-bicicleta-para-ensinar-alunos-sem-internet.html

        • Paulo Pereira on 22 de Junho de 2020 at 3:06
        • Responder

        Olhe, colega:

        Se eu quisesse fazer voluntariado como professor ia para uma ONG e acredite que me iria desenrascar muito bem, pois o que não me falta é espírito criativo. Esse tipo de missão é sempre bem-vinda em países do 3.º Mundo.

        Acontece que eu não estou numa ONG. Pertenço ao Quadro de um Estado que tem andado a brincar com o Ensino e a menosprezar os seus profissionais. Os quais também se desenrascam como podem, ante as adversidades, incompreensões e enxovalhos.

        Como profissional considero humilhante pertencer a uma instituição pública de Ensino num país que, não tem valorizado o trabalho dos seus professores de forma efectiva.

        Ser voluntário numa ONG é uma decisão pessoal e a grande paga pelo trabalho feito é essencialmente a realização pessoal e a ajuda ao próximo de forma desinteressada.

        Ora nem todos os profissionais da Educação têm disponibilidade para trabalhar em ONG’s, pois têm despesas para pagar, famílias para sustentar e uma imagem a zelar na sua comunidade.
        Sendo factual que a actividade de professor é bastante exigente, convém ter presente que é um TRABALHO, apesar de, em Portugal ser uma profissão pouco prestigiada e mal apoiada.

        Isto para dizer que o profissional docente não é nenhum sacerdote que vive da boa vontade de terceiros.
        Ao trabalho e dedicação de qualquer profissional a trabalhar por conta de outrem (Estado ou Empresa) é devido o justo reconhecimento que se traduz no salário devido e na melhoria das condições de trabalho (falo de meios postos à disposição do profissional para melhor desempenhar a sua actividade).
        Quando o profissional prescinde desses DIREITOS, porventura de forma inconsciente, está a desvalorizar o seu trabalho e a abastardar a profissão.

        Se é essa a sua atitude, provavelmente a melhor opção é ir trabalhar para uma ONG.

    • Carapins on 15 de Junho de 2020 at 17:57
    • Responder

    Parabéns à colega, pelo não ter baixado os braços e ter continuado a dar o seu melhor.

    • Hélder Santos on 15 de Junho de 2020 at 22:51
    • Responder

    Não vou fazer análises profundas ao sentido de interpretação que podemos dar ao desempenho que todos nós, professores, no temos vindo a reinventar e fazer das tripas coração para que as coisas corram pelo melhor.

    Analisando apenas esta foto com maior atenção, verifiquei que não me parece ser uma foto real, sendo uma foto montagem. Para isso recorri a uma programa de edição de imagem. Ora vejamos:
    1. Não há razão para o quadro verde se transforme em azul tão profundo.
    2. Não se consegue deslindar uma única letra, um número no ecrã do tablet. (mesmo fazendo um zoom potente, não encontrei qualquer pixel branco com algum padrão que pudesse conferir alguma espécie aproximada de número ou letra. Apenas uma difusão de branco, onde deve ter sido utilizado uma ferrramenta de “spray” para iludir um apagar de quadro.
    3. O vestido da suposta professora, apresenta uma dobra nas costas que não se consegue deslindar na ampliação que fiz dessa mesma zona da imagem que aparece no tablet.
    4- Ao analisar a volumetria do corpo que aparece no tablet também não é igual!
    5- Por último, um dos elásticos/ corda/lençol cortado em tiras (ou o que se queira chamar), que suporta a cruzeta do lado esquerdo está partido, logo … a cruzeta não poderia apresentar aquele equilíbrio. O tablet ficaria tombado para o lado direito de quem observa a imagem.

    A imagem está divertida, pode até aproximar-se muito da “realidade” pela qual passaram muitos dos nossos colegas durante o E@D, mas …tenho a certeza que esta foto é manipulada.

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