Abril 2020 archive

Vem aí a telescola para o Ensino Básico

Numa versão minimalista do que poderia ser nos dias de hoje, os alunos até ao 9.º ano terão acesso a conteúdos complementares através da RTP.

 

Nova Telescola avança no arranque do 3.º período para alunos até ao 9.º ano

Oferta vai ser criada em parceria com a RTP e usar canais disponíveis na TDT e outras plataformas da TV pública. Rede europeia antecipa que alunos não voltam a ter aulas presenciais neste ano lectivo.

Os conteúdos disponibilizados na televisão vão ser apresentados pelo Ministério da Educação como complementares ao acompanhamento que se pretende que os professores continuem a fazer à distância, como nas duas últimas semanas do 2º período. Ministério da Educação e RTP estão a estudar soluções para que não haja sobreposições de programação para as famílias que têm mais do que um filho.

A nova Telescola vai destinar-se aos alunos do ensino básico, ou seja, até ao 9º ano. De fora fica o ensino secundário, para o qual na próxima semana serão anunciadas medidas específicas, sobretudo para os alunos do 11º e 12º ano, que têm exames nacionais agendados para a segunda metade de Junho.

Na RTP está já constituída uma equipa com pessoal criativo e técnico para colocar o projecto de pé. Mas há ainda muitas questões por definir, como o tempo diário de emissão, como será dividido pelos diferentes níveis de ensino (se se agregam os vários anos de um ciclo), se os conteúdos são gravados na RTP ou num agrupamento escolar. Os conteúdos serão sempre responsabilidade exclusiva do ministério.

In Público

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Tolerância de ponto a 9 e 13

 

Tolerância de ponto nos próximos dias 9 e 13, a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração directa do Estado.

FIQUEM EM CASA

 

 

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“Regresso às aulas em maio só com regime militar”

De certa forma concordo com esta opinião, porque os riscos são demasiados, mas nem assim acredito que as aulas presenciais recomecem em maio.

“Regresso às aulas em maio só com regime militar”, diz Marçal Grilo

Marçal Grilo, antigo ministro da Educação, afirmou, em entrevista à rádio Observador, que as escolas devem abrir o mais rapidamente possível, mas só com “regime militar”, uma vez que os alunos, das creches às universidades, são “um grupo perigoso como portadores do vírus”.

A decisão sobre a abertura das escolas terá de ser tomada até 4 de maio. Marçal Grilo explica que, se as escolas reabrirem, devem ser tidas em conta várias possibilidades para que os alunos não sejam prejudicados. Uma das hipóteses seria, segundo o antigo ministro, no caso dos alunos do secundário, passar as atividades do terceiro período para o início do próximo ano letivo, em setembro. Isto “se houver uma situação mais estável, não temos controlo sobre os ‘timings’”, sublinha.

Se os alunos voltarem para as escolas, “a forma como as escolas funcionam tem de ser no regime quase militar, para que haja regras muitíssimo estritas e para que sejam cumpridas”, explica Marçal Grilo, dizendo que a aproximação dos estudantes entre si e a relação que os alunos mantêm com os pais e com os avós têm de ser controladas, podendo ser imposta a proibição de as crianças contactarem com estes últimos.

Sabemos que isto se propaga através do contacto entre as pessoas, é preciso ter um enorme cuidado. Nas escolas, as normas de limpeza e higienização das superfícies implicam uma responsabilidade enorme”, acrescenta.

Já quanto ao ensino superior, o antigo ministro revela algumas preocupações com as desigualdades. “O surto vem introduzir uma grande desigualdade e heterogeneidade na forma como as pessoas são tratadas porque cada um tem um ‘background’ diferente”, aponta Marçal Grilo, uma vez que muitos estudantes não têm acesso à Internet e, por isso, não podem participar em aulas virtuais ou consultar materiais nas plataformas digitais. “Não podemos deixar os alunos para trás”, sublinha.

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Em França todos os exames foram substituídos por avaliação contínua

 

O Ministro da Educação Francês, Jean-Michel Blanquer, anunciou que todos os exames nos diferentes ciclos, do “bac” e da “patente”, serão substituídos por avaliação contínua.

As avaliações consideradas em cada disciplina serão as obtidas ao longo do ano letivo, incluindo o terceiro trimestre, com exceção das avaliações obtidas durante o período de contenção.

No Reino Unido foi tomada a mesma medida.

 

Bac et Brevet 2020 : toutes les épreuves sont remplacées par les notes du contrôle continu

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Governo prepara reabertura do ensino secundário para 4 de maio

Houve alguém que me chamou de “adivinho” quando leu o meu artigo de ontem no Público…  mas a bola de cristal partiu-se há muito, bastou-me estar atento ao que se ia dizendo…

 

Covid-19. Governo prepara reabertura do ensino secundário para 4 de maio

Costa ainda vai ouvir sector, mas espera retomar aulas do 10º, 11º e 12º. Objetivo é pôr o plano em marcha e ir medindo o surto

In Expresso

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Cartoon do Dia – Dia limite para o recomeço das aulas em maio – Paulo Serra

 

 

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Retorno à RR

Já se encontra, novamente, disponível o retorno à RESERVA DE RECRUTAMENTO.

 

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Mestrados que constituem habilitação profissional

 

Mestrados que constituem habilitação profissional

 

Mestrados que constituem habilitação profissional consoante grupo de recrutamento

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O 3.º período presencial não deverá ser para todos

 

O 3.º período presencial não deverá ser para todos

Nunca ninguém tinha posto a hipótese, prática, de que uma pandemia poderia parar o país. Todos vimos filmes sobre o tema, mas se há estudos científicos sobre o tema não estão suficientemente divulgados.

As escolas encerraram a 16 de março quando a situação não estava ainda clara como poderia progredir. A população tem tido acesso a informação mais pormenorizada, desde essa data, e está mais atenta à evolução da situação. Neste momento, constroem-se cenários para todas as eventualidades, a área da educação não é exceção, aliás, é uma das mais discutidas.

A decisão do encerramento das escolas não foi tomada de animo leve, era uma medida crucial para o combate à propagação descontrolada da pandemia. A população foi aconselhada a ficar em casa e foram tomadas medidas para que as crianças não ficassem em casa sozinhas. Os professores tentaram colmatar, como puderam e sabia, a falta de ensino presencial até à interrupção da Páscoa e começam agora a preparar soluções para o 3.º período.

O 3.º período está em risco? Não. A questão não é se o 3.º período está em risco, mas como vai funcionar.

Os agrupamentos desdobram-se em plataformas e outras formas de funcionamento das aulas durante o próximo período, mas, uma coisa é já certa, este período não vai ser igual para todos.

O primeiro ministro apontou a data de 4 de maio para a tomada de uma decisão definitiva sobre o que se poderá passar, mas as contingências de um retorno à normalidade são muitas para podermos dizer que serão aplicadas a todos os níveis de ensino. Neste momento é algo de impensável. O retorno à normalidade vai- se fazer de uma forma gradual e com todos os cuidados possíveis e imaginários. Quando o retorno à escola se der vão ter que se tomar medidas para que a segunda onda não se inicie nos estabelecimentos de ensino. As crianças vão ter que se habituar a novas rotinas e cuidados para os quais não estão ainda preparados. O uso de máscara, a higiene constante das mãos, a diminuição do contacto com colegas e professores, o distanciamento preventivo… vai ter que se continuar a fazer prevenção. Ora, as crianças não estão nem vão estar preparadas para isso. Reabrir as escolas cedo demais poderá significar um apressar da chegada da segunda onda de que tanto se começa a falar.

Se a 4 de maio o governo decidir pelo retorno ao regime presencial, estou certo que será apenas para os alunos do 12.º ano. Estes alunos terão que realizar os exames de ingresso ao Ensino Superior, mas não se trata só disso, eles já têm uma consciência suficientemente madura para poderem, por si, tomar precauções e mesmo assim o risco é enorme. O retorno de todos os alunos, de todos os níveis de ensino está fora de questão. As crianças têm uma necessidade inata de contato, essa necessidade iria por em risco toda uma comunidade escolar. Os alunos mais velhos, além de já se poderem responsabilizar pelos seus atos, nunca poderão ter um retorno à normalidade de uma aula, há medidas a tomar. A distância de segurança dentro da sala de aula é uma delas, terão que se desdobrar turmas, criar novos horários, ter o cuidado da inexistência de contacto, ou minimiza-lo, entre alunos, professores e funcionários. Teremos que repensar a sociedade escolar para que não se criem novas bolsas de transmissão dentro das escolas.

O 3.º período vai ser atípico, mas será uma oportunidade para responder à função de formar os nossos alunos de forma a que a sociedade saia enriquecida destes tempos conturbados.

In Público

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Estamos à espera do quê para começar a produção em larga escala?

É para ontem!

 

(…)

Continua aqui:

Portugueses criam ventilador “low cost”. Custa mil euros e é feito com materiais de distribuição de gás – Observador

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Só Lido – Banca – custo acumulado para os portugueses já vai em 20,6 mil milhões de euros

Enquanto os portugueses “rebentam” cartão de crédito para garantir liquidez, a banca ainda tem a lata de aumentar os juros dos cartões de crédito para um máximo de 15,8%?

Isto chama-se roubar e é pura e simplesmente vergonhoso!

Mais: a Banca ainda tem a lata de  continuar a praticar spreads altos, na ordem dos 3%, em linhas de crédito bonificado para pequenas e micro empresas, muitas delas à beira da falência?

Onde é que anda o Banco de Portugal e onde é que anda o Governo?

(…)

A ler…com muita atenção:

Banca custou ao Estado mais 1,5 mil milhões de euros em 2019, agora ajude

 

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Termina Hoje às 18 Horas o Concurso Externo – Não Esquecer

… porque os candidatos contratados que não concorram agora não vão poder fazer manifestações para a contratação inicial.

 

Concurso Externo/Contratação Inicial e Reserva de Recrutamento

 

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“Posso ir?” Esta app diz-lhe se há fila para ir às compras

(…)

Continua aqui:

“Posso ir?” Esta app diz-lhe se há fila para ir às compras – ECO

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ADSE não comparticipa tratamentos da Covid-19

Isto parece incrível, mas para já a ADSE não comparticipa qualquer tratamento a funcionários públicos infetados com o novo coronavírus.

 

“Resposta que obtivemos foi zero.” ADSE não comparticipa tratamentos da Covid-19

As seguradoras privadas não cobrem os tratamentos ao novo coronavírus. No entanto, algumas aceitam pelo menos pagar o valor dos testes para despistar a infeção, o que não acontece, até ao momento, com a ADSE.

In TSF

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Reposicionamento 2019 – Atualização de requisitos – abril 2020

Apesar da pandemia, há procedimentos que ainda se mantêm e que não devem ser esquecidos.

 

Exmo.(a) Senhor Diretor(a)/Presidente da CAP

 

Informa-se que está disponível, até às 18:00 horas do dia 7 de abril de 2020, a aplicação Reposicionamento 2019-Atualização destinada a atualizar o cumprimento dos requisitos de observação de aulas e/ou de formação contínua dos docentes reposicionados provisoriamente nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio.

Relembra-se que desta aplicação só constam os docentes que ainda se encontram reposicionados provisoriamente para cumprimento de requisitos.

Considerando o atual estado de emergência, solicita-se que as dúvidas decorrentes do preenchimento da referida aplicação sejam colocadas através da aplicação do E72, no tema: Reposicionamento- Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio. Caso considere necessário, solicita-se que na mensagem conste um contacto telefónico de modo a agilizar o preenchimento da aplicação.

 

Com os melhores cumprimentos,

A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

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Reserva de Recrutamento 25 Será no dia 9 de Abril

Uma medida essencial para substituir no ensino não presencial quem se encontra doente ou aposentou-se entretanto.

 

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a)/Presidente da CAP,

Informamos que amanhã, dia 03/04/2020, será disponibilizado o módulo SIGRHE com vista à recolha de horários para a RR25.

Todas as necessidades de horários deverão ser indicadas para a RR25, tendo em vista a sua recolha.

Horários pedidos em momentos anteriores, horários não ocupados na última reserva publicada, horários que tenham sido objeto de Não Aceitação ou de Não aceitação em tempo útil, ou outras situações não serão processados automaticamente.

Face ao exposto, o calendário previsto para a RR25 é o seguinte:

  • Pedido de horários (AE/ENA) – Disponível das 12.00 de dia 03 até às 19.00 horas de dia 06 de abril de 2020;
  • Validação (DGEstE) – Disponível das 12.00 de dia 03 até às 11.00 horas de dia 07 de abril de 2020;
  • RR25 – 09 de abril de 2020.

Com os melhores cumprimentos,

 A Diretora-Geral da Administração Escolar

Susana Castanheira Lopes

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A nossa opinião conta. O que poderemos nós fazer? – Carlos Santos

Nas nossas mãos (de professores e pais) temos, nada mais, nada menos, do que o futuro das novas gerações.
Por isso, a nossa opinião conta.

Há dias, o pico da pandemia no nosso país estava apontado para a 2ª semana de maio. Depois a esquipa do briefing diário veio lançar a previsão do pico ser provavelmente no dia 14 de abril. Perante os números que surgiram, no dia seguinte constatavam que esse dia ficaria adiado para final de maio. Hoje, finalmente, reconheceram que o auge e a sua duração iriam durar mais do que o esperado.

O Presidente da República anunciou que o governo teria legitimidade para alterar o calendário escolar.
Há instantes, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, referiu que, mais uma das opções do governo será a de definir os cenários para o ano letivo atendendo à evolução da pandemia em abril.

À imagem daquilo que já está a acontecer noutros países como Espanha e Canadá, também por cá o próprio Primeiro-ministro já veio a público adiantar que a hipótese de o 3º período vir a funcionar com ensino de telescola por televisão digital, está a ser estudada.

E eu pergunto-vos a vós – colegas de profissão – que de entre todas as vozes, é a mais importante neste momento:
-Acham que haverá aulas presenciais no 3º período?
-Como serão as avaliações de final do ano?
-Serão as mesmas do 2º período?
-O calendário das aulas presenciais do 3º período poderá ser sofrer um reajustamento e os professores e alunos serem enviados para as escolas em junho e julho (ou até em agosto)?
-O fim deste ano letivo poderá condicionar o início do próximo ano letivo?
-Se acabar mais cedo, o próximo ano começará mais cedo em setembro?
-Se acabar mais tarde, começará só em outubro?
-O recurso do ensino por telescola com 5 horas diárias e acompanhamento dos professores à distância com plataformas intuitivas, seria o mais indicado?
-E para que níveis de ensino seria aconselhável a utilização do ensino por televisão?
-Que plataforma(s) seriam mais funcionais utilizar para cada nível de ensino?
-Como incluir os alunos com dificuldades em lidar com as plataformas e os que não dispõem de computador e/ou internet?
-Neste ano letivo faz sentido a existência de provas de aferição?
-Deverão ser anulados os exames do 9º ano?
-Em que moldes se fará o acesso ao ensino superior?
-Quais serão as melhores formas de, no próximo ano letivo, serem colmatadas as lacunas criadas por este modelo de ensino à distância?
-Que medidas urgentes comportamentais, de segurança e de higiene para proteger os membros da comunidade escolar deverão ser tomadas quando se verificar o regresso às escolas?
-E, perante a muito provável chegada da 2ª vaga do covid-19 prevista para o próximo inverno – caso venha a ser novamente necessário voltar ao ensino à distância – que medidas deveriam ser tomadas para salvaguardar a continuidade pedagógica?
-Deveria ser feita uma seleção de aprendizagens fundamentais para o 3º período e para o próximo ano letivo?
-E o que poderão as escolas fazer para contribuir para o bem comum nesta luta nacional?
-O que mais vos preocupa relativamente ao ensino e à nossa atividade profissional?
-Como acham que se deveriam processar as próximas etapas de concursos/colocações de professores?

A nossa opinião conta e são muitos os que estão de olhos postos em nós… só esperamos serem ouvidas por quem de direito.
Carlos Santos

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Com Profundo Agradecimento

O mais difícil nem é conseguir alguns destes patrocínios da sociedade civil, mas sim saber a quem distribuir com justiça o pouco que se vai conseguindo.

 

Os Agrupamentos Cego do Maio e Boa Água já receberam dispositivos. Neste caso, oferecidos pela HP Portugal. Obrigado à HP!

 

 

#SomosSolução já fez a ponte entre a HP Portugal o Agrupamento de Escolas Cego do Maio (Póvoa de Varzim) e o Agrupamento de Escolas da Boa Água (Sesimbra)

Numa demonstração de que é possível chegar a quem precisa rapidamente e após alguns contactos com a HP Portugal foram identificados dois agrupamentos, cujos diretores de imediato garantiram as condições essenciais para receber portáteis (utilização de plataforma digitais, capacidade técnica de preparar os equipamentos, acesso à internet pelos alunos e envolvimento do diretor).

Os portáteis já foram entregues aos diretores que os farão chegar a 20 alunos carenciados destes agrupamentos.

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#SomosSolução: Os Agrupamentos Cego do Maio e Boa Água já receberam dispositivos. Neste caso, oferecidos pela HP Portugal.

#SomosSolução é um movimento criado em 18 de março que pretende ajudar os alunos que não têm acesso a dispositivos digitais para utilização em casa e, para isso, foi criada uma ponte entre empresários e empresas e diretores de escolas para a oferta de dispositivos (tablets, portáteis e computadores) novos e usados que as escolas emprestarão aos alunos mais carenciados.

#SomosSolução já fez a ponte entre a HP Portugal o Agrupamento de Escolas Cego do Maio (Póvoa de Varzim) e o Agrupamento de Escolas da Boa Água (Sesimbra)

Numa demonstração de que é possível chegar a quem precisa rapidamente e após alguns contactos com a HP Portugal foram identificados dois agrupamentos, cujos diretores de imediato garantiram as condições essenciais para receber portáteis (utilização de plataforma digitais, capacidade técnica de preparar os equipamentos, acesso à internet pelos alunos e envolvimento do diretor).

Os portáteis já foram entregues aos diretores que os farão chegar a 20 alunos carenciados destes agrupamentos.

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Concursos especiais de ingresso no ensino superior

Publicado em D.R. o Decreto-Lei que cria os concursos especiais de ingresso no ensino superior para titulares dos cursos de dupla certificação do ensino secundário e cursos artísticos especializados.

 

Decreto-Lei n.º 11/2020 – Diário da República n.º 66/2020, Série I de 2020-04-02

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ASPL apresentou ao ME contributos e sugestões sobre a Mobilidade por Doença, Exames Nacionais e o teletrabalho

 

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“O SISTEMA NÃO ESTÁ PREPARADO PARA O ENSINO À DISTÂNCIA” – ANTÓNIO SORTE

“O SISTEMA NÃO ESTÁ PREPARADO PARA O ENSINO À DISTÂNCIA”

António Sorte é diretor do Agrupamento de Escolas Penafiel Sudeste, e tal como muitos dos seus colegas, tenta gerir o impacto da pandemia num dos setores de longe mais afetados pelo efeito transformador que este problema pode ter na vida da comunidade.

As exigências são descomunais, e a falta de preparação do sistema reflete-se na ausência, natural, de uma estrutura prévia que suporte um modelo de ensino à distância que se impõe, perante a perspetiva cada vez mais plausível de ausência de aulas presenciais durante o terceiro período. Na preocupação do diretor escolar, estão sobretudo os alunos mais carenciados, relativamente aos quais a ausência de acesso a computador e internet pode transformar-se em mais uma desvantagem socioeconómica, a somar-se a tantas outras.

No entanto, nem tudo são preocupações. Nesta entrevista concedida ao Penafiel Magazine, António Sorte elogia o esforço de adaptação da comunidade escolar, alunos, professores e pais/encarregados de educação, neste momento de transição abrupto e inesperado, e não esquece a proximidade mostrada pelo Ministério da Educação, câmara municipal e juntas de freguesia, na tentativa de encontrar as melhores soluções para os desafios que surgem.

Que preocupações e dúvidas mais frequentemente lhe chegaram por parte da comunidade escolar, no sentido de saber como proceder perante a decisão do fecho das escolas decretada pelo Governo?

A maior preocupação e o maior desafio da comunidade escolar prende-se com o facto de não haver uma estrutura criada, nem práticas de ensino à distância numa comunidade como a nossa. Sabemos todos que o ensino à distância implica por um lado uma plataforma tecnológica de suporte e por outro profissionais com formação. Tenho consciência que, o Ministério da Educação também o sabe, neste momento, as duas premissas anteriores muito débeis. O que implica um enorme esforço de liderança.

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Aulas online? Vamos lá cair na real, malta

O cenário não é idílico, nem  nunca será idílico. Por mais que tentemos, por mais que façamos,por mais que venhamos a fazer, haverá sempre que contar com contingências, todo o tipo de contingências. E essas aparecerão a cada esquina. A tutela escolas não está preparada, os professores, os alunos, os pais, as famílias, a sociedade não estão preparados e o tempo de que dispõe é curto demais para que daqui saia um cenário idílico. Convém não criar ilusões…

Aulas online? Vamos lá cair na real, malta

O cenário idílico: as crianças em casa, em frente ao computador, do outro lado o professor, entusiasta da disciplina que for, desenrascado com as tecnologias, e capaz de prender às cadeiras, à distância, uma turma de pirralhos com dez anos. A realidade: não vai acontecer o cenário idílico, temos pena, tente mais tarde. Tempo de espera previsto? Talvez uns anos. E porquê, perguntarão alguns leitores que, na sua maioria residentes de grandes centros urbanos, consideram que são tu-cá-tu-lá com as tecnologias.

O banho de realidade vem já a seguir, segure-se bem que a água nem está tépida, está gelada: um em cada cinco alunos não tem computador em casa e 5% das famílias com crianças até aos 15 anos não tem internet. Pois é. Um smartphone nem é uma banalidade neste país, acredita? Portanto, vamos lá ver: como é que vamos manter os alunos ocupados (são dois milhões de alunos, senhores!) e a aprender até ao final do ano lectivo? A resposta é simples: não vamos, não somos um país modernizado de norte a sul, de este a oeste. E, tantas vezes, demasiadas vezes, encaramos o país com os olhos privilegiados de quem mora em Lisboa ou no Porto. O país não são essas pessoas, nas quais me incluo.

Uma amiga, com a filha em casa, ela que frequenta uma escola estrangeira cujo idioma a mãe não domina, está aflita com a perspectiva de não conseguir ajudar a filha e, mais ainda, com a possibilidade da filha transitar de ano escolar sem as bases exigidas pelo programa de ensino.

Para ensinar à distância existem agrupamentos que estão a pedir computadores a empresas, e há quem se recorde do projecto Magalhães de José Sócrates, talvez não tivesse sido uma desgraça, afinal talvez até fosse uma boa ideia. À falta de meios, das famílias e dos professores, há ainda que ter em conta que a miudagem não está habituada ao teletrabalho escolar e, tantas vezes, não terá a concentração para tanto. Não me refiro aos alunos universitários, esses sim, estão prontos para trabalhar remotamente (assim tenham como), quanto mais não seja porque têm outra capacidade de concentração e de compreensão sobre os dias que estão a viver. Os miúdos são vítimas do momento que atravessamos, as famílias não têm resposta, o país não tem condições, não há lugar para ilusões. Volta-se a falar de aulas através da televisão. Seja, vamos a isso, mas à portuguesa vamos ter de criar duas comissões, três gabinetes e um protocolo e regulamento, que a burocracia está mais no nosso sangue do que qualquer outra coisa. Num cenário idílico este último período escolar teria salvação? Sim, isso e porcos a andar de bicicleta também andariam pelo ar a deixar-nos os bens essenciais para sobreviver ao isolamento profilático.

In SAPO24

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Cartoon do Dia – As reuniões presenciais – Miguel Rebelo

 

 

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Renovação do Decreto de Emergência

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Por que razão 4 de Maio é o “limite máximo” para retomar as aulas?

 

Por que razão 4 de Maio é o “limite máximo” para retomar as aulas?

“A data de 4 de Maio foi a data-limite apresentada pelo primeiro-ministro para a abertura das escolas, para que ainda haja aulas presenciais no terceiro período”, disse ao PÚBLICO a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

O prazo de 4 de Maio prende-se com o facto de, olhando para o calendário escolar como estava previsto, poder haver ainda um mês de aulas para os alunos do 11.º ano e do 12.º (que deveriam terminar a 4 de Junho), fundamental para leccionar o resto da matéria e poder prepará-los para os exames (entre 15 de Junho e 27 de Julho) e para que o processo de acesso ao ensino superior não sofra também atrasos. Um mês de aulas é o mínimo exequível para se considerar como período lectivo.

Um dos cenários poderá, por isso, ser a reabertura parcial das escolas, apenas para o secundário. Mas é também a faixa escolar onde mais se levanta o problema de a média de idades dos professores ser a mais elevada, o que aumenta o risco para os docentes.

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FNE doa 5.000 viseiras de proteção

A Federação Nacional da Educação vai doar cerca de 5.000 viseiras de proteção de rosto a hospitais, centros de saúde, bombeiros e a escolas, de norte a sul do país, anunciou esta quarta-feira a organização sindical.

COVID-19: FNE faz doação de 5000 viseiras de proteção de rosto

De forma a apoiar os profissionais de saúde que estão na linha da frente da prevenção e combate à covid-19, a Federação Nacional da Educação (FNE) e os seus sindicatos vão doar cerca de 5000 viseiras de proteção de rosto a hospitais, centros de saúde, bombeiros e a escolas, de norte a sul do país.

As viseiras serão doadas a várias instituições de saúde e outras entidades, iniciando-se simbolicamente com uma primeira entrega de 500 viseiras ao Hospital de São João, no Porto já esta semana. Depois, a entrega deste material chegará às entidades mais diversas, como ao Hospital Distrital de Santarém, ao Hospital de Faro, ao Hospital Eduardo Santos Silva, aos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Coimbra, e ainda aos Bombeiros Voluntários de Algés, de Felgueiras e da Lixa, ao Banco Alimentar, bem como à Santa Casa da Misericórdia de Santarém.

A cadeia de solidariedade está a construir-se no nosso dia-a-dia, onde todos dependemos de todos, com a FNE e os seus sindicatos a contribuírem desta forma para transmitirem uma imagem de otimismo e crença na ultrapassagem desta situação.

Esta é uma forma que a FNE e os seus sindicatos membros escolheram para reforçar a sua palavra de alento e de obrigado para todos os profissionais da área da saúde desde médicos, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, bombeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais que lutam todos os dias debaixo de uma pressão que nunca julgámos vir a viver nos tempos modernos.

Para completar o sucesso do trabalho desses profissionais, continua a ser imprescindível que prossiga o trabalho dos Educadores e Professores e dos outros Trabalhadores que asseguram serviços essenciais e o funcionamento da economia no que é indispensável para a nossa vida de todos dias.

Os sindicatos da FNE trabalham, a todos os níveis, para ajudar a proteger a saúde de todos e garantir que há respostas para as necessidades básicas da população.

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Roteiros de apoio à implementação de soluções tecnológicas – DGE

Na sequência da publicação do Roteiro com Princípios de Implementação do Ensino a Distância nas Escolas, disponibilizamos, agora, os roteiros criados pela Microsoft e pela Google que apoiarão a implementação tecnológica de instrumentos digitais de trabalho, caso tenham optado por uma destas duas soluções.

Tal como referido aquando da publicação do Roteiro com Princípios de Implementação do Ensino a Distância nas Escolas, são linhas de orientação para as escolas e não um conjunto de diretrizes que é obrigatório seguir. Trata-se também da disponibilização de apoio que tem em conta o facto de as escolas estarem em fase de reorganização das plataformas de ensino a distância e de alargamento da utilização de novos instrumentos de trabalho, podendo, no caso de terem optado por uma destas duas soluções, encontrarem respostas específicas que permitam ultrapassar eventuais constrangimentos técnicos decorrentes do alargamento da utilização das plataformas a mais utilizadores.

Pretendemos, assim, com o apoio das empresas Microsoft e Google, contribuir para este trabalho de adaptação e de alargamento da utilização de plataformas digitais para o ensino a distância e reafirmar a nossa disponibilidade para um apoio continuado neste momento difícil.

Aceda aos roteiros:

Microsoft – 1 2 3 Escola em Casa

Google – G Suite for Education

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E vocês, caros colegas, o que propõem?

 

A propósito das propostas de Santana Castilho (in “Público” de 1/4/2020), discordo apenas na questão dos exames nacionais do ensino secundário, pois a proposta que faz – “as provas devem ser limitadas ao que foi leccionado presencialmente”- é arbitrária e de difícil definição. Por exemplo, antes de ter sido decretado o encerramento das atividades lectivas e não lectivas presenciais para todos os estabelecimentos de ensino, já havia alguns encerrados há algum tempo: Felgueiras, Lousada, Amadora, Portimão, Sta Maria da Feira. Mais, a flexibilização possibilita e estimula que a leccionação dos conteúdos não tenha de obedecer à ordem pela qual constam nas Aprendizagens Essenciais. Uns começam por um lado, outros por outro. Como tal, isso inviabiliza a possibilidade de se definirem e coordenarem conteúdos mínimos. Para já não falar de outras situações, como turmas sem professor nas disciplinas sujeitas a exame nacional, quer por colocação tardia do docente, quer por necessidade de substituição. A solução que proponho parece-me mais justa, simples e respeitadora do esforço realizado até aqui pelos alunos do 12°ano, cuja a nota de candidatura ao ensino superior deveria depender de um peso maior atribuído à média do secundário (75% ou 80%), acrescida da MELHOR classificação obtida nos exames nacionais que realizou às disciplinas específicas, em 2018/2019, no 11°ano (peso de 25% ou 20%). Quanto aos alunos que actualmente frequentam o 11°, este ano não realizariam os dois exames nacionais previstos, concluindo essas disciplinas com base na média aritmética simples. No final do próximo ano lectivo (2020/2021), realizariam os dois exames nacionais de 12° (Português + disciplina especifica trienal, com os devidos ajustes nos conteúdos a examinar) e, à semelhança deste ano, candidatar-se-iam ao ensino superior nos mesmos moldes que descrevi: 75% ou 80% média do secundário + 25% ou 20% classificação do MELHOR exame. Isto obriga a que haja coordenação com o ensino superior, caindo por terra as específicas atualmente exigidas. Mas parece-me um procedimento simples de aplicar, mais equitativo e meramente extraordinário.

Paulo Fazenda

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Parece que vão avançar com aulas pela televisão para todos os níveis educativos

Parece a que a ideia que surgiu AQUI e AQUI, neste blog, ganhou como adeptos os membros do governo e vai mesmo avançar. Não será como uma aula presencial, mas poderá colmatar a impreparação do sistema educativo português para uma situação como a que estamos a viver.

“Para todos os níveis educativos, estamos a trabalhar numa solução de rede de segurança, porque sabemos que muita gente não tem acesso aos conteúdos e às aulas que têm estado a ser ministrada online por computador”, declarou o primeiro-ministro.

O líder do executivo especificou depois que a solução que está a ser preparada “assenta na Televisão Digital Terrestre (TDT), que é acessível a toda a gente”.

“Mas é uma coisa muito difícil. Quando havia tele-escola [décadas de 70 e 80] havia meia dúzia de disciplinas, mas agora há dezenas de disciplinas e é muito difícil organizar grelhas”

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António Costa garante que alunos não vão perder o ano letivo

Ainda não sabe como, mas os professores hão-de arranjar forma de o fazer…

António Costa garante que alunos não vão perder o ano letivo

“Temos de salvar o ano [letivo], assegurando a maior justiça possível”, indicou o primeiro-ministro, referindo que o Governo está a estudar o desenvolvimento de uma alternativa para as avaliações.

António Costa recordou que o encerramento de escolas deve-se a um ano “absolutamente extraordinário”. Relativamente à possibilidade de reabertura de escolas, ainda durante este ano letivo, António Costa indica que a 7 de abril será feita uma nova avaliação, com várias entidades, para “fazer uma nova avaliação especificamente com o objetivo de perceber o que decidimos a dia 9 de abril”, uma semana antes da data marcada no calendário para o início do 3.º período, a 15 de abril. “Está a ser estudada ao máximo a possibilidade de reabrir na medida do possível”, indicou António Costa.

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E@D – Ensino à distância ou Exames à distância?

E@D – Ensino à distância ou Exames à distância?

Os tempos não estão fáceis. Todos (ou quase todos) já perceberam. O Ministério da Educação, diretamente ou através das suas várias secções (DGEST, ANQEP, Direção-Geral), já anda num frenesim muito comum, mas habitualmente menos mediático, a exigir mundos e fundos aos professores. Ao enviar às Escolas “8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas”, onde parece querer conduzir-nos a um admirável mundo novo, ignora-se que muitas das medidas até já são aplicadas e são prática relativamente comum na relação dos professores com os seus alunos e respetivos encarregados de educação, contudo intermitentemente.

O problema é que alterar tudo, passando a ser algo ordinário, em tão curto espaço de tempo, com as condições técnicas (leia-se informáticas) já de si miseráveis, é tarefa hercúlea porque a Educação, apesar de toda a propaganda, tem sido o parente pobre do Estado. Começa pelos professores, cujos congelamentos e ausência de progressões na carreira, limita necessariamente a sua disponibilidade financeira para grandes investimentos tecnológicos. Aliás, muito é feito já, pois não deve haver classe profissional que tanto investimento próprio canalize (do seu parco rendimento) para meios que, em rigor, deveria ser a entidade patronal a disponibilizar. Termina, naturalmente, nas famílias que, na sua grande maioria, dispõem de parcos recursos e de meios limitados para estarem tecnologicamente apetrechadas para este E@D. Como vai ser possível, portanto, superar esta questão? Somos famosamente conhecidos pela nossa capacidade para o “desenrasca”. Mais uma vez certamente irá acontecer!

E os exames? Também serão à distância? É que, neste hipotético ensino à distância, preparar alunos para exames presenciais, segundo a tradição, é diferente de terminar simplesmente o ano letivo, com experimentalismos, com maior ou menor rigor. Exige-se saber se os alunos farão exames nos moldes tradicionais, de acordo com a calendarização já estipulada ou outra a indicar, seja para os professores programarem as atividades a desenvolver, seja por uma mera questão de honestidade. É inadmissível que, à pressão dos exames, se junte a incerteza total. Os ministros (ou quem tutela) têm esta responsabilidade e não podem escusar-se de tomar decisões. Embora a espada de Dâmocles pareça pender para os lados do Ministério da Educação, é nesta altura que precisamos de decisores efetivos. É para isto que são escolhidos entre muitos outros excelentes, dado que a coisa pública exige uma confiança absoluta na integridade moral e ética do Estado. É que não basta ser honesto, é também preciso parecer honesto!

 

José Viegas – Professor de Português na AE Santos Simões – Guimarães

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Já que o ME não tem formação disponível: 7 Passos para Implementar Office 365 e Microsoft Teams para Educação

Webinar – 7 Passos para Implementar Office 365 e Microsoft Teams para Educação

Nos próximos dias 1 e 2 de abril, a partir das 17h30 decorre um Webinar sobre Office 365 e Microsoft Teams.
Ao longo destas duas sessões, poderá conhecer como maximizar a utilização das ferramentas disponíveis no Office 365: comunicar com alunos, promover a aprendizagem e colaboração e realizar avaliações utilizando o Microsoft Teams na sala de aula, ou online.
Cada sessão requer inscrição própria.
Inscrições para Parte 1 – Implementação – https://aka.ms/webinarteams1
Orador: Paulo Gafanha – Microsoft Innovative Educator Expert
Implementar o Office 365 numa escola
Inscrições para Parte 2 – Utilização – https://aka.ms/webinarteams2
Orador: Jorge Sottomaior Braga – Microsoft Innovative Educator Fellow
Utilizar o Microsoft Teams e o Office 365 na sala de aula (virtual ou não)

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Tocata Para Um Ministro À Distância – Santana Castilho

Tocata Para Um Ministro À Distância

Vêm aí longas semanas de ensino a distância. Importa pois analisar a que distância está o Ministério da Educação (ME) da realidade.

Incapaz de produzir orientação séria, o ministro começou por proclamar que “os professores não estão de férias”. A maioria das escolas e demasiados professores, apostados em mostrar que não estavam de férias, tomaram iniciativas cujo volume, diversidade e fragmentação conferiram ao sistema a incoerência característica do “salve-se quem puder”. Em vez de desenhar um quadro de intervenção pedagógica e definir os recursos digitais para o executar, o ME arrebanhou tudo o que mexia na internet e despejou sobre as escolas, para ajudar à balbúrdia. Quando surgiram os primeiros reparos para a falta de computadores e de banda larga ao alcance de muitos alunos, o ministro Tiago chamou carteiros, escuteiros e professores reformados. Receei que se seguisse a requisição civil dos pombos-correios. Mas seguiu-se um roteiro, ora banal, ora prolixo, que transfere para as escolas e para os professores as responsabilidades centrais.

Agora, é preciso aproveitar estas estranhas férias da Páscoa para pensar com serenidade. O sistema não tem recursos para o funcionamento do ensino a distância na escala que é requerida. O ME não pode contar com os seus equipamentos obsoletos, sem capacidade de memória, nem com a sua internet, que ora é lenta, ora sucumbe, ora não existe. Só o salvam os equipamentos dos pais e dos professores, que pagarão as contas de energia e de internet. Os problemas logísticos que o ensino a distância coloca vão aprofundar as desigualdades sociais entre os alunos. Muitos (50 mil só no ensino básico) não dispõem de um computador nem de internet em casa. Muitos encarregados de educação não têm as condições e formação necessária para acompanhar os filhos nas tarefas escolares.

Saia do marasmo, ministro Tiago, e faça, pelo menos, isto:

– Defina já como se processa e como se avalia o trabalho do 3.º período, oficializando o que todos sabem oficiosamente.

– Desista do ensino online para crianças do 1.º e 2.º ciclos, que não têm preparação para tal. Para estas e para todas as que não têm computador nem internet, recorra à televisão. Siga o exemplo da sua colega de Espanha, que reuniu recursos de 14 editoras e nove portais educativos e partiu para emissões de cinco horas diárias de TV educativa. Reserve o online para o 3.º ciclo e secundário, com identificação das plataformas digitais mais eficazes e a sua disponibilização gratuita.

– Fixe horários nacionais para o ensino a distância. Este tempo de crise tem sido invasivo da privacidade dos alunos, das famílias e dos professores, com um enorme excesso de solicitações e exigências. Se há paradigma já evidente é o da servidão digital. Sem horário de actividades, tanta diligência e desrespeito pela privacidade alheia transformarão pais, professores e alunos em simples plataformas humanas à deriva, no meio das plataformas digitais.

– Anule imediatamente as provas de aferição, marcadas para Maio, e os exames finais do 9.º ano. As primeiras porque, de duvidoso sentido desde o início, são agora redobradamente inúteis. Os segundos porque, sendo praticamente irrelevantes para a progressão dos alunos, ocupariam recursos e tempo necessários para iniciativas prioritárias, em tempo de crise.

– Mande redefinir os conteúdos programáticos dos exames nacionais do ensino secundário (as provas devem ser limitadas ao que foi leccionado presencialmente) e mande reformular, em conformidade, os respectivos enunciados. Claro que isto o obriga a adiar o calendário dos exames e a coordenar com o seu colega do superior a acomodação destas mudanças no processo de acesso ao ensino superior.

– Incumba um pequeno grupo de pessoas sensatas (tem de procurar fora do seu circulo) de desenhar, desde já, um plano de regresso à actividade presencial, que preveja cuidados de vigilância e resguardo para uma eventual segunda onda da covid-19 (reduzir o número de alunos por turma, para aumentar o seu distanciamento em sala; redefinir normas de utilização de espaços comuns, designadamente recreios, e generalizar artefactos de higienização das pessoas e dos objectos). Aquando da reentrada, devem estar previstos apoios pedagógicos suplementares para quem deles necessite.

Se precisar de ajuda, diga. Vou trabalhar consigo, pro bono.

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Ministro Tiago Brandão Rodrigues Lança Canal no Youtube

É oficial.

Para compensar o que lhe passaram a pagar com o subsídio de deslocação diário, o Ministro da Educação lançou o seu canal no Youtube para incentivar todos os professores das escolas portuguesas a usarem esta ferramenta no ensino não presencial no 3.º período.

A sua primeira aula no youtube obteve um enorme sucesso, visto por milhões de utilizadores em todo o mundo.  Um sucesso tão grande que o servidor da Google não aguentou e para evitar novas iniciativas deste visionário ministro da educação a Google cancelou de imediato a sua conta.

Parecia estar descoberto o sucesso para o 3.º período porque fazia parte deste cardápio um enorme conjunto de vídeos com todas as aprendizagens essenciais que elevariam o perfil do aluno até ao século XXII, antes mesmo dele chegar ao ensino secundário.

Não vi, mas segundo consta, nesta sua primeira aula o pino e a cambalhota foram as primeiras aprendizagens essenciais explicadas ao mais ínfimo pormenor.

De seguida apresentou outra aprendizagem essencial, menos essencial, mas também essencial quanto baste, onde tentava fazer desaparecer uma moeda das suas mãos. Não resultou porque a moeda ficou a saltitar no canal e o Ministro desapareceu.

E até hoje não foi encontrado e nunca mais ninguém o viu.

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