5 de Abril de 2020 archive

Tempos excepcionais…. Pedido para alargamento do prazo do concurso

 

Quem quiser pode fazer copy paste.
Quem quiser corrigir, força. Implicar, idem. ‘tou nem aí.
Eu enviei isto e concorri sem problemas. Posso não conseguir ajudar, mas não perco nada em tentar.
Já sabemos que o não é garantido.
*
Assunto: Recrutamento
Bom dia.
Como é do conhecimento público, encontramo-nos a atravessar uma pandemia e tudo o que de diferente ela proporciona.
Nas últimas três semanas os docentes foram dominados por um horário completamente distinto do normal, que requeria feedback quase instantâneo aos seus discentes e/ou encarregados de educação e a quantidade de trabalho duplicou ou triplicou se acrescentarmos os docentes com cargos como, por exemplo, a direcção de turma. As reuniões de avaliação não foram adiadas e apenas foram exequíveis porque, de uma maneira ou de outra, todos os docentes fizeram por isso.
A par da atenção dada à sua profissão, temos mulheres e homens que se encontram preocupados com as suas famílias, algumas distantes e sem hipótese a curto prazo de serem visitadas.
Atendendo à situação actual, apelo a que seja possível a implementação de tempo extra para o concurso, como 2 ou 3 dias úteis, para os docentes que não conseguiram submeter a sua candidatura no tempo previsto.

Tempos excepcionais requerem medidas excepcionais.

Com os melhores cumprimentos,
Fonte: Facebook, Ana Martins

 

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Entrevista com o Secretário de Estado da Educação | Rádio Miúdos

Entrevistamos o Secretário de Estado Adjunto e da Educação de Portugal, o Dr. João Costa, sobre a situação do ensino público português durante a pandemia de COVID-19. Ouve a Rádio Miúdos! http://radiomiudos.pt/  

 

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Sugestão de Leitura – A Joaninha e a COVID-19 – Clotilde Palma e de Rita Ramos

o ISCAL tem o prazer de apresentar a versão digital do livro A Joaninha e a COVID-19 – Uma história de saúde pública para crianças, da autoria da docente Clotilde Celorico Palma e de Rita Celorico Palma Ramos felicitando-as por esta iniciativa.

Este livro insere-se num projeto de investigação científica da série Joaninha, que conta já com diversos livros (Joaninha e o impostos – uma história de educação fiscal para crianças, adolescentes e universitários) em Portugal, nos PALOP e em países hispânicos, sobre Cidadania e Educação Fiscal e Ambiental, patrocinado pelo Centro de Investigação de Direito Económico, Financeiro e Fiscal, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (CIDEEFF), pelo ISCAL e pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC).

O objetivo é fazer chegar às crianças, através das personagens da Joaninha, a sua família e amigos, as instruções da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o novo coronavírus.

Todas as informações que constam do livro foram retiradas do site da DGS.

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Quer ajudar alunos sem acesso a computador? Está aqui a solução, #SomosSolução

 

Quer ajudar alunos sem acesso a computador? Está aqui a solução

Com as escolas encerradas por causa da pandemia de covid-19, a solução tem passado pelo ensino à distância. Mas esta é uma solução que está longe de ser simples e de acesso universal: falta formação aos professores para o e-learning e muitos alunos não têm computadores e internet para acompanhar este tipo de aulas. Foi a pensar no primeiro problema que o professor Vítor Bastos criou o grupo E-Learning Apoio, que conta já com mais de 22 mil membros. Para a segunda dificuldade, criou agora o projeto #SomosSolução .

A ideia é a de fazer a ponte entre quem quer ajudar alunos carenciados a ter as ferramentas necessárias para continuar a aprender durante este período de isolamento social e as escolas que identificam as situações de necessidade.

“Fiz contactos com empresas e particulares que eu achava que estariam abertos a dar e a HP avançou logo com uma primeira oferta 20 computadores portáteis”, conta à SÁBADO o docente que teve a ideia, mas lançou o projeto em conjunto com Luís Fernandes, o antigo diretor do Agrupamento do Freixo (atualmente diretor do Centro de Formação da Póvoa do Varzim). “Fazia sentido ser o meu parceiro nisto porque tem os contactos todos dos diretores, é honesto e é bem conhecido no meio”.

Além da HP, respondeu à chamada a OMC, uma empresa que ofereceu cinco impressoras para que as escolas que não tinham outra forma de garantir o ensino durante o período de encerramento possam imprimir trabalhos para os alunos levarem para casa.

A ideia é, contudo, que qualquer um possa contribuir. Quem quiser doar um portátil, só precisa de inscrever-se no site e estar disponível para pagar “uma máquina de baixo custo, mas com todas as características necessárias, por cerca de 350 euros”.

Outra opção para particulares ou empresas será aderir à campanha de usados recondicionados. “Há computadores usados que já não servem as empresas, mas ainda têm todas as condições para ser usados pelos alunos no ensino à distância”, diz Vítor Bastos.

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Itália concede aprovação geral aos seus estudantes

A crise do coronavírus vai forçar o contador a zero em diferentes setores italianos, a fim de avançar. E a educação, na reta final do ano, aprecia como fazê-lo para se encaixar no complicado puzzle dos diferentes anos. A Itália está a finalizar um decreto-lei para regular o final do ano letivo e preparar o regresso em setembro. Todos os alunos passarão para o próximo ano, independentemente das notas obtidas nos últimos exames. Ninguém vai ficar para trás. Os tempos do coronavírus, desta forma, trarão à Itália uma aprovação geral que permitirá passar de ano e retomar as aulas no próximo com alguma normalidade. O que parece claro, mesmo que essa possibilidade ainda esteja no ar, é que as salas de aula só reabrirão em setembro.

 

Italia concede un aprobado general a sus estudiantes

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O caos da cegueira coletiva

 

“Um homem subitamente deixa de ver, vítima de uma cegueira branca, que começa a se
espalhar, causando caos na cidade. Mas será que o caos foi causado pela cegueira? Ou o caos já
existia, mas só “visto” com a chegada da cegueira?

É preciso cegarem-se todos, para que enxerguemos a essencia de cada um?

 

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

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Obrigada, professores! – Carmo Machado

Obrigada, professores!

Obrigada, colegas! De uma sexta-feira 13 para a segunda-feira seguinte, os professores de Portugal, de todos os níveis de ensino, mostraram aquilo de que são capazes. Que orgulho ter visto o que vi e fazer parte desta geração de professores que encontrou, quase de um dia para o outro, soluções alternativas para dar continuidade às atividades letivas e ao contacto quase diário com os seus (muitos) alunos.

A quarentena e o isolamento social impostos pela pandemia do Covid-19 que nos invade levaram professores de todo o mundo a procurar soluções ou estratégias para minimizar, tanto quanto possível, a perda de aulas decorrente do encerramento das escolas, numa tentativa de dar continuidade aos currículos. Não estamos perante uma tarefa fácil, desengane-se quem assim a considerar. Porém, foi com enorme alegria que constatei a nossa organização, a imediata procura de meios alternativos, a adesão às plataformas digitais, ao uso incansável de correio eletrónico e às redes sociais, para dar a mão aos alunos e às suas famílias que, do outro lado da linha, nas suas casas, puderam sentir que estamos (como sempre estivemos) na linha da frente, prontos a apoiar os jovens e adolescentes que ensinamos me com quem aprendemos tanto também.

Perante a situação em que nos encontramos (professores, pais e alunos), face a um terceiro período que se avizinha nublado, afirmo que após quatro conselhos de turma realizados online às horas marcadas e sem qualquer atraso, em que discutimos com ainda maior empenho (se tal for possível) o futuro dos nossos alunos, inventando e reinventando mil e uma estratégias de trabalho alternativo, os professores estão preparados para o que der e vier. Destaco em todo este processo, o papel fundamental dos colegas que exercem a função de diretores de turma e que, nestas duas semanas, mantiveram o contacto diário e permanente com os seus alunos, minimizando os efeitos negativos da interrupção precoce das atividades letivas, duas semanas antes do previsto. Assim, em teletrabalho, fomos conseguindo fazer com que a maioria dos alunos mantivesse o foco na escola, embora tenhamos consciência da dificuldade que tal processo implicou e implicará ainda, para pais, alunos e professores, ao longo do terceiro período, a manter-se – como se prevê – o encerramento das instituições de ensino.

Muitos professores correram a fazer formação sobre novas plataformas de ensino a distância e cruzaram-se informações, conselhos, apoios, materiais, fichas, powerpoints. Sei de muitos colegas que saíram das suas casas propositadamente para adquirir microfones, auscultadores e até computadores portáteis. Sim, acreditem. Há alunos info-excluídos por este país fora e também há professores que trabalham com um computador arcaico por falta de disponibilidade para investirem em novos equipamentos. E sei também que foram muitos os pais que se queixaram do excesso de tarefas que fomos atribuindo aos seus educandos. Com razão, reconheço. Mas, pais e encarregados de educação deste país, por todos nós vos peço desculpa. Somos professores a ideia de que os nossos alunos ficariam em casa sem orientações de estudo, de trabalho, de pesquisa assustou-nos. Sim, talvez tivéssemos exagerado um pouco… Porém, a incerteza do futuro, nomeadamente em anos de exame nacional, justificou a nossa preocupação.

Foi com orgulho que hoje terminei a última reunião de avaliação com um dos muitos grupos de docentes que, no país e no mundo, transformaram as suas casas em salas de aula improvisadas, mantendo horários e procurando fazer com que os alunos mantivessem alguma rotina de estudo, num apoio sem precedentes à função dos pais e dos educadores. Lamento apenas não ter ouvido uma palavra de louvor do Senhor Primeiro Ministro António Costa aos professores de Portugal. E tinha-lhe ficado tão bem.

Obrigada, colegas!
Nota: Não me refiro aqui ao Senhor Ministro da Educação porque este não revela capacidade para compreender o valor dos professores de Portugal.

In Visão

 

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