26 de Abril de 2020 archive

Aulas presenciais dos 11.º e 12.º anos a 18 de maio e creches a 1 de junho

O jornal Público avança com as possíveis datas de abertura à possível “normalidade”…

 

Aulas presenciais dos 11.º e 12.º anos voltam a 18 de Maio e creches abrem a 1 de Junho

As aulas presenciais dos alunos dos 11.º e 12.º anos deverão ser retomadas a 18 de Maio e as creches e comércio em geral reabrirão a 1 de Junho, soube o PÚBLICO. Já a 4 de Maio abrirá o pequeno comércio de bairro. Estas são as datas previstas pelo Governo na estratégia que está a delinear para a retoma gradual, progressiva e monitorizada da economia e da sociedade, quando for decretado o fim do estado de emergência.

A estratégia do Governo será posta em marcha se tal for permitido pelos dados e análises dos especialistas da Direcção-Geral de Saúde (DGS), que serão apresentados na reunião de terça-feira, dia 28, no Infarmed. Mas o plano está traçado e, do ponto de vista legal, deverá desenvolver-se sob a medida de excepção do estado de calamidade.

A estratégia do Governo contempla que haja medidas e orientações de contenção para pessoas mais velhas e grupos de risco – doenças cardíacas, vasculares, oncológicas e crónicas, como diabetes e asma -, nesta fase de abertura gradual e monitorizada, em que a circulação de pessoas e as interacções sociais irão aumentar, em consequência da reabertura da economia e a sociedade.

Ainda que a partir de dia 4 de Maio, com a abertura do pequeno comércio local, vá aumentar a circulação de pessoas, o momento decisivo do processo de abertura gradual é, para o Governo, o do recomeço das aulas presenciais do 11.º e 12.º anos, a 18 de Maio, pois é aquele em que aumentarão de forma significativa as interacções sociais, explicou ao PÚBLICO um responsável governativo.

Por isso, ainda que as aulas presenciais sejam retomadas apenas para as 22 disciplinas dos dois últimos anos do secundário cujo exame conta para a média de entrada na universidade e no politécnico, está previsto um plano de contingência para as escolas, que assenta no distanciamento social e no uso de materiais de protecção.

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Mensagem Encriptada, por Carlos Santos

 

A fumaça à distância chama a atenção. Se fosse possível simplesmente ignorar…
Acontece que, onde há fumo, costuma haver fogo – pais a reclamarem que os alunos ficaram prejudicados sem aulas, porque os professores estiveram a gozar 4 semanas de férias na Páscoa. Seguindo o rasto a esta fumosidade não foi difícil encontrar o paciente-zero de uma antiga pandemia incurável que volta a alastrar-se. Bastou-me atentar para a alteração do calendário escolar para descortinar a mensagem encriptada que escondia.

Se é compreensível o prolongamento das aulas por mais 2 semanas para os anos que vão a exame, para proporcionar que esses alunos recuperem aprendizagens não adquiridas no E@D, já o mesmo não tem qualquer base de fundamentação para os restantes níveis de ensino.

Deste prolongamento letivo depreende-se que os professores terão de ser castigados com mais 2 semanas de aulas no 3º período, porque não trabalharam nas 2 últimas semanas do 2º período.
Observando todo o trabalho suplementar que os professores têm tido (desde que foram para casa no final do 2º período) para que o Ensino à distância funcione, este acréscimo de trabalho letivo não poderia ser mais injusto, pois aos olhos da sociedade deixa subjacente a ideia de que estivéramos sem trabalhar quando fomos mandados para isolamento em casa.
Uma atitude que em nada favorece os decentes.

Toda uma mensagem que parece encriptar uma vontade de demonstrar que os professores em casa não estão a trabalhar, abrindo a porta aos monstros que, sob renovadas máscaras, começam a sair novamente detrás das pedras sugerindo que devemos abdicar de um terço do salário e perder os subsídios de férias e de natal. Gente que quer dar como terminado o ano letivo desvalorizando o colossal trabalho que os professores estão a desenvolver em suas casas para chegar a todos os alunos, não deixando ninguém para trás evitando, assim, o afastamento das crianças ao direito à educação e a um futuro condigno.
Mas o que me dá pena é ver professores que – imbuídos de uma certa ingenuidade – também querem ver terminado o ano letivo, não se apercebendo que o astucioso objetivo-último de toda essa gente não é para com a aprendizagem dos alunos, mas em nos cortarem no vencimento a qualquer custo.

Como costumo avaliar a intenção das pessoas pelos atos e não pelas palavras belas que debitam diante da comunicação social (pois, de boas intenções está o inferno cheio e a classe docente bastante queimada), não me agradou nada a dilatação do ano letivo por mais 2 semanas e as vozes que vão apelando aos sacrifícios e aos cortes cegos nas despesas do Estado.
Sentimentos de hostilidade que fazem ressuscitar fantasmas de um passado recente que colocou o setor privado contra o público e novos contra velhos. Um prolongamento letivo que se afigura como um castigo que desprestigia o incomensurável trabalho que os professores têm estado a realizar desde que foram afastados das escolas.
Mais do que aqueles que são vistos na rua a furar o isolamento, preocupam-me os pensamentos que povoam as mentes de algumas pessoas – um vírus social destruidor que começa a ganhar forma para corroer a nossa comunidade.

No dia de abandonarmos o mundo dos vivos, a terra irá receber-nos a todos de igual modo… e isso não me assusta. Assusta-me aquilo que fazemos uns aos outros enquanto caminhamos sobre ela. Tenho a indescritível sensação de que estarei debaixo da terra e, lamentavelmente, debaixo do céu o pior da natureza humana permanecerá imutável.
Destes tempos difíceis, irei lembrar-me de tudo, mas não desejava ter de ser testemunha de algo ainda mais pavoroso do que o COVID19 que não queria ver acontecer; não gostaria de um dia ter memorizado que, quando as pessoas experimentaram o medo, foram capazes de tudo, até de se comerem umas às outras.

Carlos Santos

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Site da DGAE em Manutenção desde ontem

 

O site da DGAE está em manutenção desde ontem. Isto impossibilita a entrada dos docentes que queiram proceder à renovação da MPD. Esperemos que esta situação não interfira, mais do que o necessário, na vida dos docentes e que não seja necessário estender o prazo para além do dia 30 de abril.

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A indisciplina ganhou novos atores com o E@D

 

A indisciplina em sala de aula era um fenómeno a que todos estávamos habituados e tínhamos as estratégias para a controlar bem presentes e exercitadas. Com o E@D este fenómeno não desapareceu, apenas se modificou, arriscando mesmo dizer que evoluiu.

A indisciplina surge de novas formas e com novos intervenientes. Não é de forma generalizada, mas se não se tomam medidas vai ter tendência a tornar-se vulgar. Além dos alunos, agora, alguns encarregados de educação tornaram-se, também, parte do problema. (Só dando razão ao velho ditado; “Quem sai aos seus não degenera”)

Ainda nos estamos a adaptar a esta modalidade de ensino, logo necessitamos de um pouco mais de tempo para compreendermos os novos fenómenos que vão surgir nestas salas de aula virtual para melhor lidarmos com eles.

 

Indisciplina de pais e alunos desespera professores

«Os alunos, usando as suas competências digitais boicotaram algumas sessões, com comportamentos que me escuso de qualificar», diz, acrescentando ainda que «alguns pais entraram nas sessões, deram opiniões sobre o que entenderam e classificaram o desempenho do docente».

«Não posso aceitar estas situações», desabafa a diretora, lembrando que «os alunos têm de ter um comportamento cívico e de participação correto e respeitador».

«Enquanto diretora, mas também enquanto mãe, não revejo nas atitudes que presenciámos aquilo a que estou habituada na relação encarregados de educação/escola».

«Não posso nem quero aceitar a interferência de alguns pais nas sessões», acrescenta ainda.

Concluindo que em causa não estão comportamentos generalizados, mas sim algumas exceções, a direção do agrupamento, termina o email pedindo a colaboração de todos para que não se repitam as interferências nas aulas à distância.

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Sugestão de Leitura – A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico, por Hélia Velez Grilo

 

A Avaliação dos Alunos do Ensino Básico

O modelo avaliativo dos alunos do ensino básico está identificado como sendo o instrumento fundamental de concretização dos objetivos das reformas educativas contemporâneas. Nos países com políticas de mercado mais acentuadas, a avaliação dos alunos é fortemente selectiva e nos países que adoptam políticas educativas com discursos mais democratizantes rejeita-se a selectividade escolar e a exclusão de alunos socioculturalmente desfavorecidos. Contudo, nestes últimos, os modelos avaliativos tendem a eliminar a retenção dos alunos, mas mantêm dois…

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Como Poderá ser o Ano Letivo 2020/2021?

Já vários avisos foram dados que só voltaremos à normalidade social quando for descoberta uma vacina contra o Covid-19 e não se prevê que em menos de um ano essa vacina exista.

O ano letivo 2020/2021 irá começar em menos de meio ano e neste caso será quase impossível que o ano letivo tenha início da mesma forma que tem sido feito até aqui.

O Governo já anunciou que em Setembro todos os alunos irão ter condições técnicas (PC e NET) para evitar uma situação idêntica à deste terceiro período.

Por isso, o mais provável é que o regresso às aulas no ano letivo 2020/2021 seja feito com horários ajustados para o trabalho presencial e não presencial. As sessões síncronas deverão ser substituídas por aulas presenciais e o restante horário dos alunos em trabalho assíncrono usando as plataformas eletrónicas.

É possível que a presença dos alunos na escola não ultrapasse um aluno por mesa (limitando-se assim o tamanho das turmas presenciais a 15 alunos ou à divisão da turma em dois grupos) e os intervalos possam não existir, ou existindo serão desfasados entre turmas.

As condições de higiene devem ser asseguradas com o uso da máscara obrigatória e é possível que existam períodos alternados para a presença dos alunos na escola.

Talvez se crie as condições para a realização das provas de aferição on-line, mantendo-se as provas finais e os exames em regime presencial.

As refeições nas escolas poderão ser servidas embaladas.

O trabalho entre docentes (reuniões, avaliações, formação, etc…) deverá ser feito de forma não presencial.

Já não falta muito para o início do novo ano letivo, mas nesta altura já precisa de se começar a pensar em que moldes o mesmo irá funcionar, porque a preparação do próximo ano começa sempre a ser feito durante o mês de junho.

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