Já muito se falou sobre os contratos de associação e tenho evitado voltar ao assunto, no entanto, chegou-me por e-mail a preocupação da Associação do Colégio de Santo André que achei por bem dar a conhecer publicamente.
Sempre considerei que esta quebra de contrato foi feita de forma repentina e que poderia não acautelar que todos os alunos tivessem a garantia de ter lugar nas escolas públicas ou que os transportes públicos estariam assegurados para essas mesmas escolas públicas.
Como este pedido está devidamente identificado e as preocupações são reais deixo aqui o apelo desta Associação de Pais.
Neste momento já não sabemos mais o que fazer e no fundo estamos a tentar divulgar o mais possível a nossa situação para que alguém nos dê alguma ajuda em tentar resolver este grande problema….
O colégio funciona em contrato de associação a partir do 3º ciclo e em privado apenas no 2 º ciclo, parece algo estranho mas se ler a carta abaixo vai perceber o porquê.
Uma vez que não foram atribuídas turmas no 7 º ano , os 42 alunos repetentes ficaram sem escola , e os 70 que iriam frequentar o 7º também.
Neste momento são pelo menos 110 alunos sem saber para que escola são transferidos , uma vez que as 3 escolas públicas não os podem receber.
Já fizemos tudo o que está ao nosso alcance, emails para a DGESTE, Secretaria de Estado Adjunta, Pedido de audiência à Câmara Municipal e nada. Não obstante ter sido afirmado no Conselho Municipal de Educação que existiriam 4 turmas para o 7º ano.
2º feira os encarregados de educação terão de transferir os filhos e neste momento só nos resta a ajuda das redes sociais e da comunicação social.
Desde que surgiu o grupo 120 – Inglês no 1º Ciclo muitas dúvidas existem sobre a certificação dos docentes para este grupo assim como a contagem do tempo de serviço para efeitos de concurso. Basta verem aqui a quantidade de vezes que este assunto foi abordado no blogue.
Aqui já tinha divulgado uma petição que estes professores lançaram para clarificação do assunto.
Hoje recebi resposta para publicação no blogue da resposta do Provedor de Justiça à queixa apresentada por um grupo de docentes Mestres em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no Ensino Básico e Licenciados em Ensino de Português e Inglês no Ensino Básico, com estágio pedagógico supervisionado na língua e ciclo em apreço
junto enviamos o Ofício enviado pela Provedoria da Justiça para a DGAE, a propósito da contagem de tempo de serviço no grupo de recrutamento 120 – Inglês e habilitações.
Conforme se pode verificar, a Provedoria da Justiça deu-nos razão quanto a algumas das exigências constantes da petição, até no ponto que referimos quanto à necessidade da qualidade no ensino:
1) Do regime jurídico descrito resulta claro que os docentes que já possuíam habilitação para os grupos de recrutamento 110, 220 ou 330 só adquiriram a qualificação profissional para o grupo de recrutamento 120 após o preenchimento dos requisitos previstos na aludida Portaria, designadamente após a conclusão da formação complementar ali prevista. Assim, o tempo de serviço relevante para efeitos de graduação no grupo de recrutamento 120 só pode ter por referência o momento em que foi adquirida a qualificação para esse grupo. Só deste modo é cumprido o artigo 11.º do Decreto-Lei n.o 132/2012.
2) A tanto não se opõe a norma contida no artigo 9.º, n.º 3, do Decreto-Lei n.º 176/2014, nos termos do qual “Quando a qualificação profissional tenha sido adquirida nos termos do n.o 1, a classificação profissional para o grupo de recrutamento 120 corresponde à classificação que o docente detém no grupo de recrutamento 110, 220 ou 330”. Na verdade, esta norma assume-se como especial quanto à definição do que, nestas situações, se deve entender por “classificação profissional”, designadamente para efeitos de graduação: nestes casos, a classificação reportar-se-á não à formação complementar (até porque a classificação desta nem sempre é quantitativa, podendo ser apenas qualitativa 4), mas à formação de base que conferiu qualificação para os grupos 110, 220 ou 330. Nada se dispõe, nesta norma, quanto ao tempo de serviço relevante para efeitos de graduação, pelo que vale a regra geral segundo a qual tal fator afere-se por referência ao momento em que o docente adquiriu qualificação profissional para o grupo a que se candidata. E esse momento, no caso a que nos reportamos, é aquele em que ficam reunidos os requisitos previstos na Portaria n.o 260-A/2014.
3) A bonificação que o mesmo preceito confere ao serviço docente prestado após a qualificação profissional pretende traduzir a maior relevância que é reconhecida àquela atividade quando desempenhada por docentes detentores de melhores habilitações, ou seja, maior preparação para o seu exercício.
Agradecíamos a divulgação deste texto e do ofício que enviamos em anexo, pois parece-nos que a tão polémica petição e nossas exigências têm fundamento legal.
Cumprimentos,
O grupo de docentes Mestres em Ensino de Inglês e de Língua Estrangeira no Ensino Básico e Licenciados em Ensino de Português e Inglês no Ensino Básico, com estágio pedagógico supervisionado na língua e ciclo em apreço.
Viva! Ler é importante, fundamental… Também acham o mesmo?
Pois é mesmo esse o mote de hoje para a rubrica “Animação, hoje é sexta!”. The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore é uma animação que nos demonstra a importância da leitura numa fabulosa homenagem aos livros da física, inspirado também pelo furacão Katrina, Buster Keaton, O Feiticeiro de Oz e pelo amor aos livros, “Morris Lessmore” é uma história com uma excelente dose de humor sobre as pessoas que dedicam a sua vida aos livros e aos livros que devolvem este favor.
Resta acrescentar que foi realizado em 2011 por Brandon Oldenburg e William Joyce e foi o vencedor da melhor curta metragem de animação para o Oscar de 2012.
Não percam! Talvez um dos filmes de animação obrigatório mostrar por todos os professores, mais ainda os professores bibliotecários!
Para quem não conhece esta ferramenta que o ano passado criei, também fica aqui novamente disponibilizada para apoio à manifestação de preferências.
Este mapa está integrado com o google maps e pode ser lido numa aplicação móvel que vos irá orientar, pela leitura do GPS, para chegarem a uma determinada escola.
Se tiverem dúvidas relativamente à distância de vossa casa a uma determinada escola podem ver os três trajectos mais comuns clicando no link que está sublinhado na segunda imagem depois de escolherem uma escola.
Como não há alteração de escolas em concurso no ano lectivo 2016/2017 não fiz qualquer alteração ao mapa do ano passado. Mas se por acaso verificarem algum erro de localização agradeço que o digam na caixa de comentários.
Para lerem este mapa no vosso aparelho móvel basta clicarem no link seguinte
Outra das ferramentas importantes para apoio ao preenchimento das preferências elaboradas aqui no blogue é a lista colorida de 2015/2016.
Não podem, nem devem estar dependentes dela para a escolha das escolas, mas podem ficar com uma ideia aproximada de onde pode haver lugares em 2016/2017 e até que número de ordem têm sido colocados os professores nas primeiras colocações do ano anterior.
Se tivesse existido uma lista de colocações em BCE seria mais fácil perceber onde foram feitas muitas colocações, mas como não houve muitas das colocações estão por preencher.
A explicação deste lista encontra-se neste artigo, onde também a podem retirar no formato excel.
Após homologação pela Direção da EPM-CELP, estão publicadas mais abaixo as listas provisórias de candidatos admitidos e excluídos ao concurso de contratação de docentes para horários dos seguintes grupos de recrutamento: 100, 110, 120, 300, 330, 520 e 910.
O prazo de reclamação é de 72 horas após a publicação das listas. A reclamação deverá ser enviada para o mesmo endereço eletrónico que consta nos respetivos avisos de abertura dos concursos ([email protected] ).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/07/listas-provisorias-dos-candidatos-ao-concurso-de-recrutamento-de-docentes-para-20162017-mocambique/
O Arlindo já o tinha referido aqui e aqui. Mas agora é noticia de “primeira página” logo a seguir à passagem de Portugal à final.
Despacho. Ministério ainda não publicou diploma que permite a mobilidade por doença e aponta para dia 15 , quando muitos médicos que acompanham professores já estarão de férias
“João” (nome fictício )é professor de Biologia do Secundário e, desde o ano passado, está destacado numa escola de Lisboa por motivo de doença. “Tenho um problema de rins que tem vindo a agravar-se, a qualquer momento posso ter de fazer hemodiálise, tenho de fazer o controlo frequente da função renal e, por tudo isso, tenho de estar perto do hospital onde sou seguido”, explica ao DN. Este ano, o professor ainda não sabe se ficará na mesma escola, como deseja. Está à espera que o Ministério da Educação publique o despacho sobre os destacamentos por doença. “Costuma sair em maio”, lamenta.
Em causa, explica, não está apenas a incerteza sobre o seu futuro mas o perigo real de ficar sem a justificação médica que lhe permite beneficiar desta condição: “Há o risco professores não conseguirem mobilidade por doença por terem os médicos a gozar férias”, explica. “Como eu somos milhares nessa situação.”
Tendo em conta os números do ano passado, são cerca de 4000 os professores nesta situação. E a avaliar pela resposta do Ministério da Educação ficarão nessa incerteza pelo menos durante mais alguns dias, até à próxima semana.
Dili, 6h da manhã, timorenses invadem ruas para festejar vitória de Portugal
A vitória de Portugal sobre a Polónia foi celebrada também em Timor-Leste. A euforia tomou conta das ruas de Dili, com centenas de pessoas a festejarem a vitória da selecção portuguesa.
Forte preocupação de muitos docentes possíveis candidatos à mobilidade por doença quanto ao prazo do respetivo concurso.
O SPZN e a FNE, conhecendo a forte preocupação de muitos docentes possíveis candidatos à mobilidade por doença quanto ao prazo do respetivo concurso, particularmente por causa do período de férias dos respetivos Médicos, contactou o Gabinete do Ministro, tendo sido informados de que, sem terminar o prazo da consulta pública em curso – que termina no dia 12 de julho – não há possibilidade de abrir a aplicação, o que deverá acontecer tão cedo quanto possível depois do seu encerramento.
Fomos também informados que não foi possível autonomizar a componente do relatório médico, pelo que esta também só estará disponível quando abrir o concurso.
Ao longo dos últimos meses eu e o Davide Martins trabalhamos num documento que pudesse servir o interesse de todos os que ano após ano fazem os concursos e deparam-se sempre com as mesma chatices e problemas. Para onde concorrer e quais as escolas mais próximas?
O nosso tempo é curto e muitas funcionalidades que gostávamos de ter ainda não foram desenvolvidas.
O objectivo é termos aqui no blogue uma aplicação que permitisse, em função do interesse de cada um dos professores, que essa aplicação preenchesse as preferências com os intervalos de horários e com a duração previsível dos mesmos sem necessidade de se fazer contas aos limites e à repetição dos códigos das escolas/concelhos e/ou QZP. Para o ano procuraremos fazer com que isso aconteça.
Assim, apresentamos o que foi possível criar até agora com base em trabalhos já feitos aqui no blogue, nomeadamente no mapa das escolas com as coordenadas de todas as escolas sede
O documento que encontra-se linkado na imagem ou aqui está em formato Excel e permite calcular as distâncias de todas as escolas em concurso (com excepção das escolas de hotelaria), em função de uma escola sede mais próxima.
Se colocarem o código de uma escola próxima da vossa residência no primeiro campo a azul depois aparecerá o nome dessa escola/agrupamento. Podem também colocar a velocidade média no segundo campo azul para saberem o tempo que demora a chegar a qualquer escola que será ordenada.
Ao todo serão ordenadas 811 escolas/agrupamentos com base na distância linear e no tempo de duração do percurso com base nessa distância e na velocidade indicada.
Depois de preencherem os campos azuis devem seguir as instruções dadas no campo amarelo para ordenarem as 811 escolas/agrupamentos.
Se consideram que uma ferramenta deste género pode servir para evitar as habituais chatices dos concursos e se puderem ajudar no desenvolvimento dessa ferramenta podem deixar o vosso contributo com um donativo seguindo os passos indicados na imagem em baixo. O donativo pode ser feito por multibanco ou homebanking com a referência gerada.
É que as nossas competências nesta área ainda não são suficientes para conseguirmos fazer tudo sozinhos e sentimos que precisamos de alguma ajuda externa para isso que terá os seus custos. E quem sabe se assim não passará a mito os trabalhos que todos os anos os professores têm com a manifestação de preferências.
Para calcularem as distâncias entre várias escolas podem sempre usar algumas ferramentas elaboradas aqui no blog, nomeadamente o mapa das escolas neste formato e neste.
Tendo em conta a redução do número de alunos que ainda se vai verificar nos próximos anos mais envelhecida ficará a classe docente nos próximos anos e não haverá espaço para esse rejuvenescimento.
O Orçamento do Ministério da Educação pouco mudava se ambas fossem aprovadas, o que deixaria de se pagar a cerca de 10 mil professores com mais de 36 anos de serviço serviria para pagar os quase 20 mil professores que teriam de vincular com a proposta do PCP.
As contas obviamente não podem ser feitas apenas a nível de Ministério e devem ser vistas de forma global. Infelizmente as pessoas não são bancos e uma recapitalização de milhões no capital humano é visto como um desperdício e não como um investimento.
E como conciliar estas duas propostas que acabam por aumentar a despesa no Orçamento de Estado minimizando esse impacto?
Julgo que uma aposentação parcial a todos os que tivessem mais de 55 anos de idade, permitindo que os descontos possam continuar a ser feitos para efeitos de antiguidade, poderia ser uma solução equilibrada para haver menos desgaste profissional nos docentes com mais idade, permitindo ao mesmo tempo um espaço para esse rejuvenescimento da classe docente.
Com a reposição de todos os cortes e com uma necessária devolução dos 10 anos de tempo de serviço não contado para efeitos de carreira estou certo que grande parte dos professores acima dos 55 anos optaria por uma aposentação parcial, deixando assim espaço para novos docentes entrarem na carreira.
A principal proposta do PCP vem exigir que a norma travão tenha apenas como única condição os 3 anos ou os 1095 dias de serviço.
Pede também neste projecto de lei que os concursos sejam anuais e que os contratos sejam considerados anuais desde que sejam celebrados ainda no 1º período e com termo a 31 de Agosto.
Aguardo com curiosidade o debate deste assunto que ainda não se encontra agendado.
As condições de organização e funcionamento do 1º Ciclo do Ensino Básico agravaram-se nos últimos anos, com consequências para o exercício profissional da docência e para as aprendizagens dos alunos.
Aspetos mais significativos: a manutenção de um regime de docência que desrespeita o disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo e de um horário semanal de 25 horas letivas; a não consideração dos intervalos na componente letiva, como acontece em todos os outros setores de educação e ensino; um inadequado regime de reduções letivas por antiguidade, que em muitos casos provoca uma sobrecarga de trabalho ainda maior nos docentes; a não consideração, para efeitos de aposentação, do elevado desgaste provocado pelo exercício da profissão…
Como se não bastasse, o Ministério da Educação decidiu agora aprovar, pela primeira vez, um calendário escolar mais prolongado do que o aplicável aos restantes ciclos do Ensino Básico, o que, além de mais uma intolerável discriminação, não tem qualquer fundamento pedagógico ou de outra natureza, parecendo tratar-se, apenas, de mais um castigo imposto a professores e alunos deste setor de ensino.
Face ao exposto, os professores abaixo-assinados exigem do Ministério da Educação:
1. A correção do calendário escolar para 2016/17, devendo a atividade letiva terminar a 16 de junho de 2017, tal como acontece nos restantes níveis do Ensino Básico; 2. A consideração dos intervalos na componente letiva dos docentes; 3. O início de negociações com vista a melhorar as condições de trabalho dos professores, incluindo aspetos como o regime e horário de trabalho e o regime de aposentação; 4. A abertura de um debate nacional sobre o futuro do 1.º Ciclo e a sua reorganização, de forma a que sejam atingidos os objetivos de que o sistema educativo necessita e que a Lei de Bases preconiza.
O alargamento da escolaridade obrigatória a 12 anos criou a necessidade de definir um perfil de competências do aluno no final desse percurso e de entender o modo como o sistema educativo deve promover esse fim.
Sendo certo que nos últimos anos tem havido trabalho curricular sobre disciplinas, esse trabalho tem sido feito de forma fragmentada, sem que seja claro qual o contributo de cada disciplina para o todo.
Torna-se assim necessária a construção de um perfil que permita uma gestão flexível, contextualizada e integrada do currículo, em linha com os projetos internacionais de definição de um perfil de aprendizagens essenciais, de competências sociais e relacionais que se consubstanciem numa predisposição para aprender ao longo da vida.
Para a construção deste perfil de referência, foi nomeado, por despacho do Secretário de Estado da Educação, o seguinte grupo, coordenado por Guilherme de Oliveira Martins:
Guilherme de Oliveira Martins – Fundação Calouste Gulbenkian
Teresa Calçada – ex-coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares
Rui Vieira Nery – Fundação Calouste Gulbenkian e FCSH da Universidade Nova de Lisboa
Carlos Sousa Gomes – Professor do Ensino Básico e Secundário (Escola Francisco Arruda)
Manuela Encarnação – Professora do Ensino Básico e Secundário (Escola Almeida Garrett)
Maria João Horta – Educom e Universidade Nova de Lisboa
Sónia Valente Rodrigues – Universidade do Porto
José Leon Acosta – Universidade de Lisboa e Conselho Nacional de Educação
Joana Brocardo – Instituto Politécnico de Setúbal
José Vítor Pedroso – Diretor-Geral da Educação
Luísa Ucha – Adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Educação
Constituem-se ainda como consultores desta equipa, para assegurar a articulação deste perfil com as melhores práticas internacionais, com a educação dos 0 aos 6 anos, com a educação especial e inclusiva e com a aprendizagem ao longo da vida, os seguintes especialistas convidados:
Andreas Schleicher – OCDE
Joaquim Azevedo – Universidade Católica Portuguesa
Chumbos voltaram a cair pelo segundo ano consecutivo, mas aos sete anos ainda há quase 10% de alunos que ficam para trás. Em 2014/2015 reprovaram menos 37 mil alunos do que no ano lectivo anterior.
Os últimos dados estatísticos sobre Educação, agora divulgados, mostram que a percentagem de chumbos entre os alunos do ensino básico e secundário voltou a cair pelo segundo ano consecutivo. Aconteceu em 2013/2014. E voltou a acontecer em 2014/2015, o último ano com dados divulgados e que foi também o derradeiro do mandato de Nuno Crato enquanto ministro da Educação.
Esta é uma forma de ver: a taxa de retenção relativa ao total de alunos inscritos no básico e secundário desceu de 12,3% em 2012/2013 para 11,8% em 2013/2014 e depois para 9,7% em 2014/2015. A outra forma de encarar estes dados é a seguinte: a taxa de retenção de 2012/2013 foi a mais elevada dos últimos dez anos, e as quedas registadas depois voltaram a situá-la em níveis anteriores. O valor obtido em 2014/2015 é idêntico ao de 2011/2012 mas ainda longe do mínimo de 7,5% registado em 2010/2011.
“Julgo que todos devemos estar contentes com estes resultados e gratos aos professores, aos directores e às escolas, assim como ao apoio de muitos pais, que permitiram atingir este progresso”, disse Nuno Crato ao PÚBLICO.
Já se sabe que o despacho da Mobilidade por doença foi novamente colocado para audiência dos interessados, após negociação com as organizações sindicais.
Existem estes prazos que quando há interesse são cumpridos, mas não o foram quando da negociação do calendário escolar.
Já disse que desconfio deste interesse do Ministério da Educação para este atrasado da publicação deste despacho. Se a primeira proposta da Mobilidade por doença tinha quotas por agrupamento, a versão final, já negociada com os sindicatos, elimina essa quotas e permite voltar ao anterior modelo onde o professor faz uma opção por um único agrupamento e deixa de estar sujeito a essa quotas. Mas não será que este atraso na publicação do despacho mais não serve do que contornar essas quotas fazendo com que muitos professores não consigam o pedido de Mobilidade por doença por terem os seus médicos a gozarem as suas férias?
O envelhecimento “crescente e constante” do corpo docente e o desequilíbrio de género são evidências, recentemente abordadas em “Recomendação” do Conselho Nacional de Educação. [1] São estas professoras, a uma década ou menos da reforma, que tratam, na parte que lhes cabe, do futuro das crianças e jovens deste país, o que é muito.
Elas têm, hoje, mais horas de aulas do que quando começaram a trabalhar, foram gato-sapato de todas as experiências com o sistema de ensino, foram vítimas da normalização e do improviso, da burocratização e da desvalorização. Sabem-se muito longe deles e delas: durante muitos anos da sua vida não souberam o que era um computador e viveram as suas experiências escolares entre o Estado Novo e a jovem democracia (vá-se lá ver quais pesaram mais nas suas autorreferências). O que são ou deixam de ser, sem progressão, sem avaliação séria e com a escola cada vez mais anichada, na verdade, não interessa para nada. Há de tudo: as que resistem, as que insistem, as que desistem; as competentes e as incompetentes; as democratas e as autocratas. Às autocratas nada acontece, até porque o esvaziamento da democracia nas escolas, sendo transversal, as legitimou.
O envelhecimento é um bloqueio do sistema com efeitos mal avaliados sobre professores/as e alunos/as. Ele duplica os seus danos quando, à distância evidente e difícil entre gerações, se acrescenta o discurso radicalmente pessimista sobre os e as jovens. Quando o “poder da idade” se consagra em discurso tonitruante que faz de qualquer adolescente um estranho hostil – “eles e elas não sabem”, “não querem saber”, “não são” isto e aquilo, “não chegarão a lado nenhum”. Isto faz sentido, 40 anos depois de Abril? O senhor Ministro da Educação invocará a escola republicana, olhando de frente para estes problemas.
A Universidade de Poitiers aceita candidaturas para um docente de Língua e Cultura Portuguesas ao abrigo do protocolo de cooperação com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, de acordo com o aviso em anexo.
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Já o disse antes. Estou expectante em relação a estas negociações. O que virá substituir a BCE?
O modelo ideal, pelo menos para mim, seria a de uma única lista graduada, mas não sei…
Os sindicatos, os diretores e o Ministério da Educação poderão começar as negociações em outubro. O que virá aí desta vez? Será que a Norma Travão se “finará”? As reconduções, poderão ou não continuar? Nada se sabe e de boas intenções…
Alterações visam garantir “a estabilidade do trabalho nas escolas”, diz Ministério da Educação.
O Ministério da Educação fixou “previsivelmente para Outubro” o arranque das rondas negociais relativas ao novo diploma que regulamentará o concurso de professores. A data foi adiantada ao PÚBLICO, depois de conhecida a lista de colocações dos 100 professores que entraram agora para os quadros do Ministério da Educação, ao abrigo da chamada “norma travão”.
O bicarbonato de sódio efervesce ligeiramente na água. Observo o corropio espiral das minúsculas partículas dissolvendo-se com indiferença num bailado circular, enquanto vislumbro as primeiras lágrimas a escorrer-lhe pelo rosto.
Estendo-lhe o líquido juntamente com um lenço, como se a dor da perda se colmatasse com um medicamento qualquer para a indisposição.
É fácil, tão fácil estar de fora e apenas consolar os outros. Consolar aqueles que observam o fundo do copo e o veem, ano após ano, apenas vazio.
Consolar aqueles que apostam tudo na geografia do impossível.
Consolar aqueles que se despedem dos amores com o coração rasgado ao meio.
Consolar aqueles a quem faltam moedas e sobram despesas.
Consolar aqueles que, estupidamente, sonham um dia chegar ao destino.
É fácil estar de fora, percorrer apenas nomes, números, posições e seguir caminho sem olhar para trás. E exigir muito sucesso no final das contas feitas.
Mas difícil mesmo é não perder a esperança, não deixar de amar o que se faz.
Difícil é sobreviver à injustiça de legislação que merecia, apenas, ser abundante papel higiénico de uma casa de banho pública qualquer.
Difícil é dizer basta e tomar a decisão corajosa de criar uma escada equilibrada, estável que verdadeiramente permita uma graduação justa.
Sorte de uns, azar de outros. Pois, coisas da vida…
Isso, agora sorve o bicarbonatozinho enquanto ainda tens a possibilidade de sofrer mais uns quantos murros no estômago.
E observa como, lá em cima, no 12º andar de uma rua em Lisboa, te consideram nada mais do que uma breve formiga indiferente.
Aproveita, limpa as lágrimas, mas mantém a cabeça baixa, baixinha. Não respires demasiado alto e prepara-te para recomeçar a rastejar.
Nada mais esperam de ti, professor eternamente contratado.
A seguinte tabela apresenta a distribuição das candidaturas por idades e por grupo de recrutamento.
Os grupos 430 e 560 apresentam uma média de idades maior ( a rondar os 48 anos) enquanto os grupos mais “rejuvenescidos” são os de Educação Física a rondar os 35 anos de idade.
Convém não esquecer que estes dados dizem respeito a professores que ainda não integraram a carreira…
Já tinha disponibilizado estes dados aquando da saída das listas provisórias. Agora os dados definitivos.
A pós graduação na Educação Especial continua a recolher as melhores médias, com 12 dos 13 “vintes”. Alguns dos “vintes” não passaram do 13 na licenciatura, portanto é admirável a evolução.
Outra comparação que gostaria de fazer diz respeito à proveniência dos candidatos… mas a esses dados não temos acesso!
Este ministério ainda não acabou com esta injusta forma de vincular professores, assim como com as reconduções que irão fazer as suas vitimas daqui a uns tempos…
Entretanto as vitimas “amontoam-se” por esse país fora…
Docentes e sindicatos apontam injustiças da norma travão que exclui, por exemplo, docentes que tenham mudado de grupo de recrutamento. As 100 vagas nos quadros contemplaram só os que somam cinco contratos sucessivos, no mesmo grupo de recrutamento e com horário completo.
Sandra Jacob é professora contratada pelo Ministério da Educação desde 1996 e, descontados os três anos em que tentou uma profissão no estrangeiro, leccionou em escolas públicas ininterruptamente nos últimos 16 anos. Mas, porque mudou de grupo de recrutamento (primeiro foi professora de português, depois de francês e, nos últimos anos, de espanhol) não conseguiu integrar o grupo de 100 docentes que vão agora ser agora contratados para os quadros do Ministério da Educação (ME), ao abrigo da chamada “norma-travão”.
A lista de colocações foi publicada esta quinta-feira tendo os colocados até ao dia 7 de Julho para aceitar o lugar ou para entregar o recurso. E, como Sandra Jacob, foram várias centenas os professores que não disfarçam o amargo de boca por se verem preteridos na vinculação ao Estado por colegas com menos anos de serviço. “Há colegas com cinco anos de serviço a ultrapassarem colegas com dezasseis ou mais! O Ministério da Educação tem a obrigação de acautelar estas injustiças”, considera a docente.
Após quase um mês de ausência, regressa a rubrica “Animação, hoje é sexta!”. Bem se pode dizer, Home Sweet Home… E é precisamente esse o nome do filme de animação que hoje vos trago. Uma animação realizada em 2013 por Pierre Clenet, Alejandro Diaz, Romain Mazevet e Stéphane Paccolat,pela Supinfocom e exibida e premiada em todo o mundo.
A história de uma casa dos subúrbios e que escapa desses fundamentos suburbanos e embarca numa jornada épica.
Depois de publicada a lista de colocações e já com todos os dados disponíveis em formato excel é possível fazer diversos estudos que, quer eu quer o Davide Martins estamos a elaborar nestes dias.
Este quadro apresenta a idade dos 100 docentes que vincularam no concurso externo deste ano ao abrigo da “norma travão”.
Lembro no entanto que dos 100 docentes que vincularam, apenas uma docente não vinculou por esta regra, já que obteve colocação concorrendo na 2ª prioridade. Os restantes 99 docentes fizeram-no concorrendo ao abrigo da 1ª prioridade.
O docente mais novo que vinculou tem 29 anos e é do grupo 350 – Espanhol, e os docentes mais “velhos” foram colocados nos grupos 290 – Educação Moral e Religiosa Católica e 600 – Artes Visuais e ambos têm 59 anos de idade.
Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 100 (Educação Pré-Escolar), 110 (1.º Ciclo), 120 (Inglês do 1.º Ciclo), 300 (Português), 330 (Inglês), 520 (Biologia e Geologia), 620 (Educação Física) e 910 (Educação Especial).
O prazo para a apresentação das candidaturas termina às 23:59:59 horas (hora de Moçambique) do próximo dia 6 de julho.
Leia a seguir todas as informações e procedimentos detalhados sobre os concursos bem como esta Nota Informativa.
Grupo de Recrutamento 300 – H1: Português do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário (horário para seleção de candidato detentor de habilitação profissional nos grupos de recrutamento 300 e 320 para a lecionação das disciplinas de Português e Francês) Grupo de Recrutamento 330 – H1: Inglês do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/07/abertura-de-concursos-para-contratacao-de-docentes-de-varios-grupos-para-20162017-mocambique/
Surgem sempre nesta altura questões que já foram respondidas em vários artigos aqui no blogue, o primeiro em 17 de Fevereiro de 2016 e o segundo em 23 de Maio de 2016.
Se continuarem com dúvidas podem colocar as questões na caixa de comentários deste artigo.
Mas antes de perguntarem façam a leitura dos dois artigos.
Como se pode ver na tabela seguinte, quase metade dos candidatos concorre a mais de um grupo de recrutamento. Há que consiga concorrer a 5, 6 e até 7 grupos…
Lembro que está previsto para hoje a publicação do aviso de abertura do concurso para oferta de emprego a termo resolutivo nos Açores e que o mesmo deve ser publicado aqui.
A apresentação de candidaturas será feita de 04 a 08 de Julho, conforme consta no calendário seguinte.
… mas acho que a manifestação de preferências para a contratação inicial/reserva de recrutamento deverá iniciar-se no dia 8 de Julho e terminar a 14 e a Mobilidade Interna começar a 15 ou 18 de Julho e terminar a 21 ou 22 de Julho.
Outra previsão minha (que mais parece uma certeza) é que o ME esteja a atrasar tanto o pedido de Mobilidade por Doença na esperança que os médicos que têm de assinar os relatórios estejam de férias e assim inviabilizar muitos dos pedidos.
Os autores de 15 blogues na área da educação assinam um post coletivo com a intenção de “recentrar” o debate em torno de questões que consideram pertinentes em matéria de políticas educativas, à parte a polémica instalada.
Uniram ideias na “blogosfera” em defesa da escola pública. Sentiram esse dever, perante os ataques sucessivos por parte dos defensores da manutenção dos contratos de associação que o Ministério da Educação decidiu acabar, face à existência de vagas no ensino público para os alunos que até agora estudavam nos colégios subsidiados pelo Estado.
José Morgado, que escreve no blogue Atenta Inquietude, Paulo Prudêncio (Correntes), Nuno Domingues (Educar a Educação), António Duarte (Escola Portuguesa), Anabela Magalhães (Anabela Magalhães), Ricardo Montes (Professores Lusos), Luís Costa (Bravio), Duílio Coelho (Primeiro Ciclo) e o autor anónimo do Assistente Técnico, aceitaram o desafio do EDUCARE.PT para darem mais corpo ao manifesto que subscreveram.
Pedem autonomia “real” para as escolas, querem menos intromissão do poder político e que o Ministério da Educação acabe com a desconfiança, dizem, instalada ao longo de vários anos na “5 de Outubro” em relação aos professores. Pelo meio ficam à espera de reformas, que consideram essenciais: na revisão curricular realizada pelo anterior ministro Nuno Crato e nas “excessivas” metas de aprendizagem, na carreira docente e no modelo de gestão escolar.
(clicar na imagem para continuar a ler) in Educare