Atrasos ameaçam deixar professores doentes longe de casa

O Arlindo já o tinha referido aqui e aqui. Mas agora é noticia de “primeira página” logo a seguir à passagem de Portugal à final.

Despacho. Ministério ainda não publicou diploma que permite a mobilidade por doença e aponta para dia 15 , quando muitos médicos que acompanham professores já estarão de férias

“João” (nome fictício )é professor de Biologia do Secundário e, desde o ano passado, está destacado numa escola de Lisboa por motivo de doença. “Tenho um problema de rins que tem vindo a agravar-se, a qualquer momento posso ter de fazer hemodiálise, tenho de fazer o controlo frequente da função renal e, por tudo isso, tenho de estar perto do hospital onde sou seguido”, explica ao DN. Este ano, o professor ainda não sabe se ficará na mesma escola, como deseja. Está à espera que o Ministério da Educação publique o despacho sobre os destacamentos por doença. “Costuma sair em maio”, lamenta.

Em causa, explica, não está apenas a incerteza sobre o seu futuro mas o perigo real de ficar sem a justificação médica que lhe permite beneficiar desta condição: “Há o risco professores não conseguirem mobilidade por doença por terem os médicos a gozar férias”, explica. “Como eu somos milhares nessa situação.”

Tendo em conta os números do ano passado, são cerca de 4000 os professores nesta situação. E a avaliar pela resposta do Ministério da Educação ficarão nessa incerteza pelo menos durante mais alguns dias, até à próxima semana.

 

Clicar na imagem in Dn by Pedro Sousa tavares

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6 comentários

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    • alfredo on 7 de Julho de 2016 at 14:05
    • Responder

    Uma pouca vergonha, que vai prejudicar muita gente. Todos aqueles que ficam sem turmas, na Mobilidade por doença, vão este ano ficar colocados na Mobilidade Interna, vão-lhes ser atribuídas turmas, com prejuízo para os alunos e para si próprios (que irão fazer o seu melhor, não sendo, no entanto, o seu melhor suficiente, para os alunos), uns meses depois, aquando o destacamento por Mobilidade por Doença chegar, esses alunos que até então terão tido um professor intermitente (a faltar para ir aos seus tratamentos e consultas) ficarão a aguardar a sua substituição e, entretanto virá um colega, provavelmente, contratado, que se terá que integrar, rapidamente, com todas as turmas, que entretanto, já terá perdido tempo de serviço, para a tão importante norma travão. Entretanto, a saúde de uma pessoa ter-se-á degradado, ter-se-á exposto a situações desnecessárias e em prol de absolutamente nada que importe.

      • Corvo Mon on 9 de Julho de 2016 at 11:34
      • Responder

      A realidade que conheço não foi essa. Os colegas da MPD ficaram com as turmas e os colegas do QZP 2 foram parar a mais de 200 km de distância. Como estão colocados(QZP2) logo as turmas que foram assumidas pelos colegas de MPD,continuam a ficar para os colegas da MPD…portanto tudo na mesma!

        • alfredo on 9 de Julho de 2016 at 16:29
        • Responder

        Para o ano! Acorde! E deixe de ser egocêntrico. Existem pessoas que têm problemas de saúde graves. O senhor só vê o QZP2. Estamos a falar de pessoas com problemas de saúde graves, com atestados multiusos e, não de pseudoentes.

    • Cristina on 7 de Julho de 2016 at 14:11
    • Responder

    Assim é de fato como diz o colega.O que mudam são as mocas.Os outros antes eram péssimos enquanto ministro e ministério mas este assunto MPD pensaram-na bem o ano passado.Estes este ano provam que há muita maneira de matar moscas (ou seja nao nos deixaram fazer alterações ao despacho anterior então esperem…

      • Corvo Mon on 9 de Julho de 2016 at 11:36
      • Responder

      As “moscas” e o resto…

    • Cristina on 7 de Julho de 2016 at 14:12
    • Responder

    Queria dizer de facto!!

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