O Primeiro Passo Para Passarem Todos Até ao 12º Ano

NOMEADO GRUPO DE TRABALHO PARA CRIAR PERFIL DE COMPETÊNCIAS APÓS 12 ANOS DE ESCOLARIDADE

 

 

 

O alargamento da escolaridade obrigatória a 12 anos criou a necessidade de definir um perfil de competências do aluno no final desse percurso e de entender o modo como o sistema educativo deve promover esse fim.

Sendo certo que nos últimos anos tem havido trabalho curricular sobre disciplinas, esse trabalho tem sido feito de forma fragmentada, sem que seja claro qual o contributo de cada disciplina para o todo.

Torna-se assim necessária a construção de um perfil que permita uma gestão flexível, contextualizada e integrada do currículo, em linha com os projetos internacionais de definição de um perfil de aprendizagens essenciais, de competências sociais e relacionais que se consubstanciem numa predisposição para aprender ao longo da vida.

Para a construção deste perfil de referência, foi nomeado, por despacho do Secretário de Estado da Educação, o seguinte grupo, coordenado por Guilherme de Oliveira Martins:

  • Guilherme de Oliveira Martins – Fundação Calouste Gulbenkian
  • Teresa Calçada – ex-coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares
  • Rui Vieira Nery – Fundação Calouste Gulbenkian e FCSH da Universidade Nova de Lisboa
  • Carlos Sousa Gomes – Professor do Ensino Básico e Secundário (Escola Francisco Arruda)
  • Manuela Encarnação – Professora do Ensino Básico e Secundário (Escola Almeida Garrett)
  • Maria João Horta – Educom e Universidade Nova de Lisboa
  • Sónia Valente Rodrigues – Universidade do Porto
  • José Leon Acosta – Universidade de Lisboa e Conselho Nacional de Educação
  • Joana Brocardo – Instituto Politécnico de Setúbal
  • José Vítor Pedroso – Diretor-Geral da Educação
  • Luísa Ucha – Adjunta do Gabinete do Secretário de Estado da Educação

Constituem-se ainda como consultores desta equipa, para assegurar a articulação deste perfil com as melhores práticas internacionais, com a educação dos 0 aos 6 anos, com a educação especial e inclusiva e com a aprendizagem ao longo da vida, os seguintes especialistas convidados:

  • Andreas Schleicher – OCDE
  • Joaquim Azevedo – Universidade Católica Portuguesa
  • David Rodrigues – Pró-inclusão
  • Alexandra Marques – Fundação Aga Khan

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/07/o-primeiro-passo-para-passarem-todos-ate-ao-12o-ano/

8 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Silviacon on 5 de Julho de 2016 at 0:52
    • Responder

    Em 15 só 2 são professores do ensino básico?

    • Agnelo Figueiredo on 5 de Julho de 2016 at 1:20
    • Responder

    Vá lá, até ao 9.º. Acho bem.
    Note-se que isto irá fazer crescer o ensino privado.
    É que os garotos transitarão automaticamente até ao ano do exame de acesso ao secundário. Depois de se estamparem, irão encher os colégios que se “especializarão” na preparação para o exame.
    Em Inglaterra e por essa Europa já é assim há bué.

      • Virgulino Lampião Cangaceiro on 5 de Julho de 2016 at 10:37
      • Responder

      Acha bem que ninhum aluno reprove até ao 9º, mesmo que não saiba o que seria suposto saber. E porque não até terminar a licenciatura ou mesmo o doutoramento? Se é para embelezar estatísticas, vá-se até ao fim! Será a perfeição!

        • Virgulino Lampião Cangaceiro on 5 de Julho de 2016 at 10:38
        • Responder

        nenhum*

        • Agnelo Figueiredo on 5 de Julho de 2016 at 16:14
        • Responder

        O Virgulino está a fazer uma extrapolação incorreta.
        Na verdade, o que a ciência vem mostrando é que a reprovação nos anos iniciais é ineficaz.
        É isso que fundamenta a minha defesa da transição automática até ao 9.º ano. A partir daí, será como diz o povo: “Quem tem unhas é que toca viola”.
        Ainda dou mais uma achega:
        Da investigação empírica na nossa escola, resultou a constatação de que os alunos reprovados no 2.º ano não voltam a reprovar, contrariamente aos que reprovam mais tarde.
        Assim, está em discussão na escola uma proposta que atende a esta evidência.
        Cumprimentos.

    • Rodrigo Carvalho on 5 de Julho de 2016 at 13:45
    • Responder

    licenciaturas ao domingo já!


  1. Não subestimando a equipa, modéstia à parte, creio que, mais uma vez, se constrói a casa pelo telhado. Porque não efetuar um verdadeiro levantamento/deteção de necessidades de formação/educação? Porque não elaborar um questionário a preencher pelos profs de cada grupo de recrutamento, com os dados sumariamente “trabalhados” em cada agrupamento e enviados para a tal equipa?

    • Doutor on 5 de Julho de 2016 at 17:19
    • Responder

    Os alunos não deveriam reprovar em qualquer nível de ensino. Entravam para a escola aos 6 anos e saiam doutores aos 24 anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores:

x
Gosta do Blog