Maio 2021 archive

“Andar na linha é para os comboios”…

“Andar na linha é para os comboios”…

 

“Andar na linha”, segundo o Dicionário Popular, significa “agir de forma correcta, de acordo com convenções sociais ou obedecer a uma ordem recebida. É agir de acordo com as regras ou fazer as coisas da maneira certa para evitar problemas”

 “Andar na linha” é fazer sempre o que se espera de si e, sobretudo, obedecer e aceitar todas as ordens, sem questionar, sem objectar, sem contestar ou reclamar…

 “Andar na linha” é não se fazer ouvir, sobretudo quando se discorda… É aceitar como natural a própria anulação e a vitimização silenciosa e ter que conviver com o cansaço, o desgaste, a asfixia e o definhamento decorrentes da auto-comiseração…

A acomodação ao ritual e o conformismo, como mecanismos de defesa, até podem ser uma manifestação do instinto de sobrevivência, mas não há coragem nisso…

 “Andar na linha” é viver dias consecutivos sem intenções conscientes, ligado a uma espécie de “piloto automático”… É estar “adormecido”, guiado por automatismos comportamentais… É estar “preso” e auto-sabotar-se, sem se dar conta disso…

 “Andar na linha” é tentar redimir-se pela reclamação “fingida”, mas agir muito pouco e sem qualquer efeito prático… É afirmar que “este comboio não presta”, mas não fazer nada para mudar de comboio ou de meio de transporte…

 Que ganhos ou que prejuízos, pessoais e/ou profissionais se obtêm por “andar sempre na linha”?

 “Andar na linha é para os comboios” que, segundo consta, não têm capacidade de auto-determinação nem liberdade de escolha… Vale mais ser “desalinhado” do que deixar-se apoucar…

 E tanto faz que seja um “Train à Grande Vitesse” (TGV) como um Comboio a Vapor, esses são os únicos que gostaríamos de ver sempre na linha…

 Quem quer continuar a “andar sempre na linha”?

 (“Andar na linha é para os comboios” é uma afirmação roubada da internet, de autor desconhecido, mas plena de intencionalidade e muito a propósito…).

 

(Matilde)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/andar-na-linha-e-para-os-comboios/

Abaixo-assinado – MPM- Professores em Monodocência

MPM- Professores em Monodocência

Destinatário: MPM

O MPM- Movimento de Professores em Monodocência, é um grupo de docentes de Facebook (https://www.facebook.com/groups/287428729070776), que se constituiu em junho último com o objetivo de dinamizar e difundir um Movimento que salvaguarde os monodocentes, e dê sentido às preocupações reais deste grupo de docência.
Neste momento conta com mais de 5.500 membros, alguns dos quais sindicalizados.
Enquanto monodocentes, sentimos que a partir do momento em que terminou o regime especial de aposentação que se aplicava aos docentes do 1º CEB e educadores de infância, tendo os restantes colegas do 2º, 3º e secundário, em pluridocência, mantido todas os direitos conferidos pelo Estatuto da Carreira Docente (ECD), a situação tornou-se confrangedora uma vez que os docentes, com o mesmo ECD, são tratados de forma desigual. De facto, o Dec. Lei 139/A de 1990 referia de forma clara e inequívoca que : “Em matéria de aposentação, além de nos 65 anos se fixar, a partir de 1992, o limite de idade para os educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico, prevê-se ainda a possibilidade de aposentação por inteiro por parte dos docentes em regime de monodocência, desde que com 30 anos de serviço e 55 anos de idade, por esta via se viabilizando não só uma justa compensação a docentes que nunca beneficiaram de redução da componente lectiva,(…)”.
Esta desigualdade também já foi reconhecida publicamente em duas ocasiões, pelo próprio Primeiro Ministro, e citamos “os educadores do primeiro ciclo, por estarem em monodocência, não beneficiam das reduções de horários nem da carga de trabalho de que os outros professores beneficiam ao longo da vida”. (entrevista ao jornal Expresso 24/8/2019) e “(…)relativamente àquelas situações onde há efetivamente discriminação, que tem a… ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário.” (debate na AR em junho 2017). Também a ex-secretária de Estado, Susana Amador, em janeiro do ano passado, prometeu que os professores em monodocência, a partir dos 60 anos poderiam deixar de dar aulas, promessa que igualmente faz parte do programa do atual governo.
Efetivamente, uma análise comparativa relativa às condições de trabalho dos docentes da educação pré escolar e 1º ciclo do ensino básico (mono docentes), face aos restantes docentes dos outros graus de ensino que partilham o mesmo Estatuto da Carreira Docente, evidencia que, um monodocente que inicie funções aos 25 anos de idade ao fim de 40 anos de serviço, trabalha mais 18 anos comparativamente aos colegas dos 2º, 3º ciclos do ensino básico e secundário!
A redução da carga horária letiva, em função da idade, nos 2º, 3º ciclos e secundário, assim como o número de horas efetivas, passadas na escola, também se mostra diferente, maior número de horas para educadores de infância e professores do 1º ciclo.
Essa desigualdade está, também, patente nas horas atribuídas à direção de turma. Os professores monodocentes, por inerência da função, são obrigatoriamente diretores da sua turma, uma vez que assumem as sete áreas curriculares. Contudo não lhes é lhes atribuída qualquer redução horária, ao invés dos colegas dos restantes ciclos, que dispõem de redução horária para o desempenho dessa função.
Em termos de medidas compensatórias consignadas no ECD, encontra-se apenas, quando solicitada, (ao contrário dos restantes colegas que cuja redução não necessita ser solicitada e é automaticamente atribuída) a redução da componente letiva, em 5 horas letivas semanais aos monodocentes, que completam 60 anos de idade (art.º 70, nº 2).
Esta medida, considera-se discriminatória e não compensa a desigualdade que se verifica ao longo da vida do profissional docente. Além de não repor qualquer igualdade no que se refere às condições de trabalho, apresenta também ambígua regulamentação, que permite o tratamento desigual, em situações arbitrárias como a substituição de docentes, consideradas por uns, atividades não letivas e, por outros não. De referir, ainda que, se o docente usufruir de um dia sem atividade letiva, poderá ser obrigado a repor essas (5) horas, ao longo dos restantes dias da semana.
Mencionam-se apenas exemplos, a lista seria longa, pois depende sempre da gestão de cada diretor de agrupamento.
Pese embora algumas ações desenvolvidas por alguns sindicatos nesta matéria, os resultados têm sido nulos.
Há um tempo para tudo e, estamos cansados de promessas!
Consideramos que é tempo de agir e repor a equidade consubstanciada no ECD, a todos os docentes.
Urge reenquadrar e regulamentar, tendo em vista a reposição da equidade a aplicação do artigo 79 para os professores em monodocência, e delinear um regime transitório para todos os docentes com trinta ou mais anos de serviço docente. Nesse processo, importa ainda considerar também todos os professores em monodocência que integram o ensino particular, cooperativo e social e que sistematicamente ficam “à margem” destas questões.
Estamos dispostos e disponíveis para sermos interlocutores nesta matéria, com vista a estabelecer pontos e pontes de entendimento
Neste sentido, os abaixo assinados, vimos por este meio aferir qual a vossa sensibilidade para propor e desenvolver ações concretas, objetivas e imediatas que respondam às pretensões específicas da monodocência.

https://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/53622

Assine este abaixo-assinado

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/abaixo-assinado-mpm-professores-em-monodocencia/

792 Aposentados no 1.º Semestre de 2021

Na primeira metade de 2021 aposentaram-se 792 docentes, um número muito abaixo das previsões do números de aposentados para este ano.

A previsão inicial apontava para um número de 2.067 aposentados em 2021, como chegamos a meio do ano e ficamos com 792 aposentados dificilmente se chegará ao número previsto.

Curiosamente neste segundo trimestre de 2021 aposentaram-se os primeiros Educadores de Infância, um em abril e outro em maio.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/792-aposentados-no-1-o-semestre-de-2021/

“Os rankings e o anoitecer espiritual e moral – Jorge Bento

 

“Os rankings e o anoitecer espiritual e moral

A perversidade dos rankings está amplamente denunciada pelos que usam a cabeça para pensar e não se limitam a sustê-la entre as orelhas. Porém os seus arautos teimam em vir a terreiro, tentando obnubilar a lucidez e conformar as consciências. Por isso é preciso dizer as coisas à martelada, à pedrada e à lapada.
Os rankings são tributários da visão calculista e obsessivamente produtivista, utilitarista, mercantilista, comercial, contabilista, competitiva, elitista e segregacionista da vida e da educação, a tender para a barbárie. Como se o valor do humano residisse somente na laboração produtiva, tudo devesse ser submetido a ela e nada houvesse de valioso no que excede a produtividade! A insanidade é taxativa: todo o euro investido tem que dar lucro e ser rentabilizado com um produto palpável e quantificável. Logo, as disciplinas científicas e humanistas e os fins educativos, que não correspondam a tal exigência, suscitam um olhar de desqualificação.
Aquele e aquilo que não compreende a valia do ‘inútil’ e só considera o sentido restrito da utilidade, o que pode ser medido, objetivado e pesado, tem em si o veneno e destino da ruína. Sim, as últimas décadas, as do império da religião dos rankings, trouxeram a regressão civilizacional, a veneração dos fortes e a flagelação pública dos frágeis, envenenaram e arruinaram o teor cultural e humanista da educação e formação, tanto na escola como na universidade. É notório o avanço da ignorância, do fanatismo e do obscurantismo, da corrupção, da exclusão, da marginalização, dos conflitos, das inimizades, da indiferença, da intolerância e do ódio.
Como disse Victor Hugo, não basta que cuidemos de iluminar as praças e ruas da cidade; urge acender archotes para a mente, porquanto a escuridão espiritual e moral também se abate sobre nós. É, portanto, curial uma ‘instrução’ orientada pelo apreço do belo e do ético, da dádiva e da gratuidade, que não encare a existência como um jogo da bolsa, como uma loja de cambistas e mercadores, de competidores e concorrentes na busca desabalada do sucesso, com pressa de chegar vá lá saber-se onde.
O aprimoramento das competências, das habilidades e dos conhecimentos, inerentes ao bom desempenho profissional, não pode ser menosprezado. Todavia, a educação e a formação devem privilegiar a cultura do intelecto. O saber é um bem não mercantil ou negociável, um dom, poder e tesouro que beneficia, em primeiro lugar, quem o possui; através deste, influi na sociedade.”

Jorge Bento

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/os-rankings-e-o-anoitecer-espiritual-e-moral-jorge-bento/

Horário de Ciências Naturais do 2°CEB, Grupo 230.

Escola Portuguesa de Moçambique (EPM) – horário de Ciências Naturais do 2°CEB, Grupo 230.

A Escola Portuguesa de Moçambique está a recrutar um professor que não pertença aos quadros de escola/zona, para um horário de Ciências Naturais (Grupo 230).

Os interessados devem enviar uma carta de apresentação e o seu currículo para o email da EPM-CELP:
[email protected]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/horario-de-ciencias-naturais-do-2ceb-grupo-230/

Lista Colorida-RR30

Lista Colorida com colocados e retirados da RR30.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/lista-colorida-rr30-4/

189 contratados na RR30

Foram colocados 189 contratados na Reserva de Recrutamento 30, distribuídos da seguinte forma:

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/189-contratados-na-rr30/

Concurso Externo Pessoal Docente 2021/2022 – Listas Ordenadas – RAA

Concurso Pessoal Docente 2021/2022 – Listas Ordenadas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/concurso-externo-pessoal-docente-2021-2022-listas-ordenadas-raa/

Mobilidade Externa de Docentes 2021/2022 – RAM

 

Informamos que se encontram abertos, até 28 de maio de 2021, os procedimentos com vista à mobilidade externa de docentes para o ano escolar 2021/2022.
A mobilidade externa de docentes destina-se ao exercício temporário de funções de natureza técnico-pedagógica que, pela sua especialização, especificidade ou especial relação com o sistema educativo regional, requerem como condição para o respetivo exercício, as qualificações e exigências de formação próprias da carreira docente.
A formalização dos pedidos de mobilidade é efetuada através dos seguintes modelos:
• Modelo 1-A – Nova mobilidade (destacamento ou requisição) ou alteração
• Modelo 1-B – Prorrogação sem alteração
• Modelo 1-C – Mobilidade parcial
• Dec. 1 – Declaração de anuência do docente
A formalização dos pedidos de mobilidade externa é efetuada exclusivamente por correio eletrónico, para o endereço [email protected].

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/mobilidade-externa-de-docentes-2021-2022-ram/

Cartoon do Dia – Posição no Rankig de Escolas – Paulo Serra

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/cartoon-do-dia-posicao-no-rankig-de-escolas-paulo-serra/

O que tem de diferente a escola pública destas privadas do topo? – Raquel Varela

Podemos e devemos debater os rankings – a escola pública continua a ter bolsas de excelência. Mas não podemos continuar a mentir – o declínio cresce e a desigualdade dispara. Estar numa destas 47 escolas privadas ou na pública fará a diferença sobre o futuro destes alunos. As excepções de um lado e de outro não contam. Conta a média. O que tem de diferente a escola pública destas privadas do topo?
– Os professores, todos, sem exceção, adoram dar aulas e a sua voz transmite permanente entusiasmo, os olhos brilham quando são aulas – isso pega-se, como se pega a falta de entusiasmo. O contraste com os cenários de burnout e desmotivação na maioria das escolas privadas e públicas é evidente. “Ele está desatento”, carta para os pais, assim é na pública; ele está desatento, “oh João está a meditar? Anda aqui meditar comigo” – tenho que agarrar este miúdo. Na pública é “qual o melhor curso profissional para me livrar dele rapidamente que só faz barulho”.
– A situação é de tal forma na escola pública que é comum ouvir-se dizer da parte de professores “a culpa é dos pais”. Como? Os pais dão aulas? A culpa é nossa, professores. Se os pais não dão educação em casa ou regras, ou ensinam a ler literatura e bons filmes, a escola pública tem obrigação de o fazer. Foi para isso que a escola foi inventada – porque se chegou à conclusão que a educação familiar não chegava.
– Não existe “a escola ensina e os pais educam”. Todos educamos, em todo o lado. Educar e ensinar são dois lados da mesma moeda. A escola pública em grande parte, salvo excepções, demitiu-se da sua função. É o “pobrezinho mas feliz” salazarento, contentem-se com pouco que já é bom.
– Em 75 os professores gritavam que a escola não servia para as classes trabalhadoras, tinha que mudar, tinha que ser excelente para os trabalhadores que as pagavam. Agora explicam corporativamente que a escola “é excelente” os rankings é que estão mal. Os rankings são um erro, mas eles mostram uma catástrofe, o que tem o Ministério, a quem pagamos impostos para ter boas escolas públicas a dizer deste cenário em que 47 privadas estão entre as primeiras 50?
– Nas privadas de excelência os professores têm uma formação cientifica de fazer brilhar os olhos. Escutá-los e vê-los dominar os assuntos é encantador.
– Os alunos são chamados a fazer parte das aulas, a dar aulas para colegas, apresentar temas, debater, fazer trabalhos de grupo, não são máquinas permanentes de fazer testes.
– Não há algazarra nem normalização desta, que é na realidade um enorme desrespeito colectivo. Há silêncio nas aulas – pode-se questionar, intervir, participar mas não é o recreio. Nem silêncio conseguimos ter na escola pública onde, dizem os estudos, os professores levam em média 15 a 20 minutos de uma hora a mandar calar, berrar, chamar atenção?
– Cumprem nestas privadas parte do programa e preparam para os exames, mas uma boa parte da vezes não cumprem, dão outras matérias, muito mais interessantes e densas. Sim, para manter a disciplina numa sala de aula é preciso dar matérias interessantes. Trazer para as crianças e jovens a paixão do conhecimento e não só o que é é útil ao mercado de trabalho das “competências” de um país sem estratégia produtiva. A filosofia por exemplo, em muitas destas privadas, dão obras completas que se deixaram de ler nas metas e “competências” da pública.
– Têm autoridade – aliás, não há reuniões trimestrais de período com pais, a não ser em casos extremos, tudo o resto a escola resolve com autoridade sem infernizar a vida aos pais (conheço casos de pais que recebem cartas da escola pública por tudo e por nada, ele fala muito nas aulas, eles destrai-se, ele não fez os trabalhos de casa) – no privado zero. A escola resolve, não chama os pais para resolver. Os pais não são professores.
– Não há telemóveis na escola, mesmo no intervalo.
– Todos os professores, há anos ali na mesma escola, conhecem todos os alunos, o ambiente é de família, cuidado e protecção. isso cria confiança e confiança cria respeito.
– Os porteiros e afins, todos trabalhadores fixos, conhecem o nome de cada aluno, mesmo quando são 1000 ou 2000.
– Há segurança no emprego em professores e funcionários, e permanecem décadas na mesma escola, em vez de andarem de um lado para outro a tapar “buracos”, longe da família.
– Os salários são decentes.
– Não se tolera má educação. As regras são claras porque só assim há democracia, e são para todos, e são exigentes, quem está mal, pode sair. Um aluno não trata mal um professor ou um funcionário. E não é preciso um frio processo disciplinar e um psicólogo. Os adultos têm autoridade (autoridade conquistada com qualidade do que se lhes dá e afecto, e não à pancada) sobre as crianças e jovens.
– Há papel higiénico nas casas de banho! Imaginem ter que escrever isto – sim, em muitas escolas pública é um bem que precisa ser requisitado na hora. É simbólico. Como tratar bem um espaço que nem consegue deixar o papel higiénico em acesso livre?
– Há visitas de estudo, conferências, debates, encontros colectivos de toda a escola.
– Quando os pais refilam muito com inutilidades, estilo “o meu filho príncipe de Habsburgos não pode comer sopa de alho francês ao meio dia e meia” recebem uma carta a dizer “aqui quem manda somos nós, a sopa é para comer”.
– Por outro lado, não se enviam cartas para pais a toda a hora para assumirem os problemas que são para ser resolvidos na escola.
Como se explica esta desigualdade? A explicação é que nestas escolas privadas de excelência formam-se camadas dirigentes. Nas outras forma-se trabalho barato para um país barato.
Uma parte da esquerda, defensivamente, insiste em defender a escola pública que existe, mas esta não nos serve. É preciso defender qualidade e excelência para a escola pública, que as melhores práticas educativas e pedagógicas não podem ser só para uma elite, da qual se desdenha dizendo que é de “betos”.
– Vem o argumento final. A culpa é da massificação, “não é possível sermos muito bons para muitos”. Desculpem, não só é possível como é urgente e necessário. Como se faz isso? Tornando a profissão de professor na escola pública muito bem paga, com alta formação científica, condições de trabalho excelentes e carreiras atractivas.
É só pensar que o turismo e o futebol não fazem um país.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/o-que-tem-de-diferente-a-escola-publica-destas-privadas-do-topo-raquel-varela/

A minha escola está em 498° e, no entanto, é a melhor escola do mundo

 

Se hoje estou onde estou, na direcção de uma escola em Londres, tal devo em grande parte não só à escola pública mas à minha escola, aos meus professores, ao tempo dedicado, à sua infinita paciência, ao amor e carinho e à fé (às vezes é preciso muita fé) tão necessária quando se dedica uma vida a educar e formar gerações e gerações de crianças.

Estou, obviamente e como o título indica, a falar da melhor escola do mundo: a Escola Secundária do Monte de Caparica. E não, ninguém diria, ou não estivesse a escola em 498° no ranking depois de uma queda de quase 100 lugares desde o ano passado. E como a medida de sucesso se baseia, hoje e sempre, na hipocrisia das notas de acesso à universidade sem ter em conta o verdadeiro trabalho levado a cabo pelos professores e pessoal auxiliar a queimar as pestanas de manhã à noite em prol das crianças que um dia fomos, a verdade foi a de ter entrado para a universidade, mais precisamente Biologia, e com uma média de 19 na mesma disciplina. Entre colegas e amigos, três entraram para medicina. E como mais ninguém queria ir para medicina, a taxa de sucesso foi de 100%. E se um dia entrei para o curso de eleição na faculdade de eleição, devo-o infinitamente aos meus professores, os professores que nos acompanharam durante seis anos, do 7° ao 12°, desde a professora Margarida que tantas vezes fez a vez de nossa mãe ao professor Fernando e à professora Cristina que me ensinaram sobre o amor e o método da Biologia, a professora Alda e a sua infinita energia físico-química, a professora Manuela Carolino que de tanto acreditar em mim levou-me até ao fim. Mas não só. A memória atraiçoa-me e de repente é impossível nomear todos os professores de um percurso de anos, o professor João, de Geografia, que nos ensinou sobre debates, as professoras de Inglês e Português e a paixão pelas letras e línguas, a professora de filosofia sempre no leito de Freud e no entanto ainda hoje presente no modo de pensar e ver o mundo e Freud tinha razão. E não só, ou não fosse a escola um lugar de aprendizagens e vivências sociais, onde fiz amizades para a vida, onde conheci o amor, onde vivi e sonhei todos os dias e onde ainda hoje volto apesar de já tantos anos passados e todos os cabelos brancos. Trago a Escola Secundária do Monte de Caparica no coração. Localizada nos arredores de Lisboa e, por sua, vez, nos arredores de Almada, é uma escola pública de onde saíram professores, directores, escritores, médicos, engenheiros e arquitectos e tudo isto num ano só. Agora somemos todos os anos e talvez possamos concluir ser esta, de facto, a melhor escola do mundo, assim como a tua escola e todas as escolas são as melhores do mundo, quando por saudade e carinho lá voltamos todos os anos e em jeito de peregrinação ao lugar onde um dia nascemos.

João André Costa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/a-minha-escola-esta-em-498-e-no-entanto-e-a-melhor-escola-do-mundo/

Reserva de recrutamento n.º 30

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 24 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 25 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 30

Listas – Reserva de recrutamento n.º 30

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/reserva-de-recrutamento-n-o-30-3/

Inflação de notas resultaram em processos e sanções

Sessenta e seis processos disciplinares e 64 sanções a escolas que inflacionam notas

Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.

A informação foi avançada à Lusa pelo gabinete do Ministério da Educação, quando questionado sobre a intervenção junto aos estabelecimentos de ensino que sistematicamente inflacionam as notas dos alunos do secundário, uma prática que pode permitir a um estudante passar à frente no acesso ao ensino superior.

Segundo a tutela, os inspetores de educação instauraram desde o ano letivo de 2019/20 66 processos disciplinares e passaram a ser uma presença regular nas escolas onde normalmente são identificados estes problemas.

Os processos disciplinares traduziram-se em “64 sanções disciplinares aplicadas em estabelecimentos públicos e em estabelecimentos particulares e cooperativos, e dois suspensos, nos termos da lei, por aposentação ou cessação de funções dos arguidos”, explicou à Lusa o Ministério.

Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/inflamacao-de-notas-resultaram-em-processos-e-sancoes/

QUE LUGAR OCUPAM AS ESCOLAS PERTO DE SI?

RANKINGS DAS ESCOLAS 2020:QUE LUGAR OCUPAM AS ESCOLAS PERTO DE SI?

Distrito a distrito, concelho a concelho, cidade a cidade, rua a rua. Este mapa permite fazer um zoom à escola que está mais perto de si e saber como se compara com as restantes.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/que-lugar-ocupam-as-escolas-perto-de-si/

Há um problema com o “modelo de recrutamento de professores”

João Costa: há um problema com o “modelo de recrutamento de professores” e é preciso mudá-lo

O “modelo de recrutamento de professores tem de ser repensado”, e o debate pode ter início ainda nesta legislatura. “Nem todos os professores conseguem ser professores (e podem ser excelentes) num determinado território. Outros têm uma vocação imensa para trabalhar com crianças mais desfavorecidas”, diz o secretário de Estado adjunto e da Educação. O sistema tem de deixar de ser “cego a isso”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/ha-um-problema-com-o-modelo-de-recrutamento-de-professores/

PJL N.º. 761/XIV/2ª do BE APROVADO!!!

O PJL Nº 761/XIV/2ª do BE foi aprovado há pouco no plenário, com os votos a favor do BE, PSD, PCP, PEV, PAN, CH e das deputadas Joacine K. Moreira e Cristina Rodrigues. Abstiveram-se o CDS-PP e IL e votou contra o PS.
Os quatro artigos do PJL foram aprovados:

Artigo 3.º
Valorização da carreira docente
A revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos
básico e secundário prevista na presente lei orienta-se pelos seguintes critérios:
a) respeito pela graduação profissional e eliminação de ultrapassagens;
b) vinculação de docentes contratados mais célere e sistemática;
c) inclusão dos horários incompletos para efeitos de mobilidade interna;
d) alteração dos intervalos horários;
e) redução significativa da dimensão geográfica dos Quadros de Zona Pedagógica (não aprovado)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/pjl-n-o-761-xiv-2a-do-be-aprovado/

As falsas questões – Paulo Guinote

As Falsas Questões

Num artigo para o Público, o meu colega Paulo Prudêncio colocou as coisas de forma muito certeira quando escreveu que “o debate sobre a escola desequilibrou-se e descolou da realidade. Emergiu um mar de radicalidades (da natureza das coisas) que ignorou a existência de salas de aula. Por exemplo, é insensato e desproporcional querer ainda mais dias lectivos para recuperar aprendizagens. Não há dados para o exigir com rigor” (texto colocado online no dia 11 de Maio de 2021).

E acrescenta outros temas em que o que passa por ser um “debate”, mais não é do que uma sucessão de monólogos, em que vários intervenientes se encapsularam em posições que ignoram a situação concreta vivida nas escolas, preferindo repetir fórmulas esgotadas e cuja inadequação já teve demonstração empírica como a gestão escolar, a falta de professores, os seus horários ou o seu regime de avaliação de desempenho.

Para não transcrever de forma extensa o seu artigo, vou aqui resumir alguns aspectos sobre os principais pontos que ele identificou com clareza, correndo o risco de me repetir em alguns argumentos a que recorri em outras ocasiões.

Gestão escolar – é impensável ler e ouvir pessoas a defender o aprofundamento do trabalho colaborativo e a partilha de experiências nas escolas, quando nelas os procedimentos relativos à tomada de decisões se afunilaram e concentraram de um modo que deixou de fora a larga maioria dos docentes e, em simultâneo, provocou uma acelerada e profunda erosão do sentido de pertença e identidade em relação á sua comunidade escolar. A lógica de encarar a escola como uma organização semelhante às outras é um erro a vários níveis, a começar pela concepção das instituições e organizações como um conjunto indiferenciado, a que se devem aplicar as mesmas regras. É estranho ler críticas (injustas) a um alegado modelo único de organização das salas de aula, que replicará a lógica da produção industrial massificada, quando se aplicam à sua gestão exactamente o mesmo tipo de conceitos. A competição e a concorrência tomaram o lugar da partilha e cooperação, mas a isso voltarei mais adiante, a propósito da avaliação do desempenho docente.

Falta de professores – quase todas as medidas tomadas nas últimas duas décadas em relação à carreira docente foram no sentido de a descaracterizar, precarizar e menorizar perante a opinião pública, amesquinhando-a em termos simbólicos e proletarizando-a em termos materiais. Aos professores contratados ergueram-se obstáculos de acesso ou recuperaram-se medidas de “racionalização” na distribuição e gestão dos horários, enquanto aos professores dos quadros se limitaram horizontes de progressão. Os avisos acerca da necessidade de não tornar a docência uma profissão pouco apelativa e assegurar a sua renovação foram ignorados. A crença de que a existência de um vasto contingente de candidatos à profissão (de acordo com os números de candidaturas nos concursos externos ao longo de outros anos) asseguraria a substituição de quem saísse por esgotamento ou atingir a idade da reforma, chocou com uma realidade não prevista pelos cultores da gestão “racional” dos recursos humanos. Ao mesmo tempo, a permanente menorização dos cursos na área das Humanidades, estendeu-se aos cursos de formação de professores que agora perderam qualquer autonomia ou diversidade em termos de saídas profissionais. As consequências deste tipo de políticas está bem à vista: muitos foram os que deixaram de querer continuar a ser professores e muitos outros nem sequer consideram a possibilidade de optar por essa via profissional. Tudo isto porque muitos especialistas e decisores optaram por ignorar a realidade e ficarem presos às suas convicções ideo0lógicas ou interesses pragmáticos.

Avaliação do desempenho – a minha experiência, em especial a mais recente, como árbitro nomeado por colegas para árbitro de recursos ou como mero “consultor” de reclamações, permitiu-me conhecer de perto as práticas de avaliação do desempenho docente em várias escolas e confirmar a indignidade de um modelo pensado apenas para travar a progressão salarial dos professores e nada no reconhecimento do mérito. Confirmou-me ainda até que ponto a natureza humana é permeável aos desejos mesquinhos de vingança pessoal ou ao exercício abusivo de qualquer poder que se consiga ter sobre o que antes eram pares e agora se encaram como meros subordinados. E sobre a incoerência de quem fala muito num sentido, mas depois se encolhe quando pode fazer algo para combater o que se diz ser injusto. A este propósito vou citar extensivamente o que outro colega (Alberto Veronesi) também escreveu há pouco tempo no Público: “é preciso que os professores não se diminuam e se considerem executantes de fim de linha que nada podem fazer para alterar o panorama educativo, a não ser resmungar enquanto deambulam pelos corredores da escola. Somos todos capazes de muito mais. Temos de mudar também a nossa mentalidade, pois muito daquilo de que nos queixamos no sistema, deve-se a nós próprios. Protestar sem percebermos que cada um de nós faz parte do sistema não só é um mau princípio mas também é uma visão muito redutora do próprio sistema!” (texto colocado online no dia 10 de Maio de 2021). Tal como eu, ele também se deparou com as perversidade de um sistema de avaliação, cujas “garantias” ao nível das reclamações e recursos podem ser completamente desvirtuadas quando quem exerce certos cargos tem da sua função uma concepção meramente burocrática. É verdade que também conheci colegas com uma forma de estar irrepreensível e escolas onde ainda sobrevive um espírito, hoje quase perdido, de justiça e práticas de transparência. Onde as pessoas que desempenham certas funções, o fazem com elevado profissionalismo e conhecimento das suas responsabilidades.

As aprendizagens perdidas – volto ao tema, não por especial prazer, mas porque é o tema mais recente em que se ouvem e lêem coisas que entram em choque com o que resta de bom senso no debate público sobre Educação. Há quem tenha chegado, à boleia da pandemia, à discussão das questões educativas, oferecendo ideias inovadoras que ninguém pediu para resolver problemas que foram criados para justificar a aplicação dessas pseudo-inovações. De alguma forma, fazem-me lembrar aqueles casos em que certas patologias/doenças passam a ter uma existência autónoma para justificar um novo medicamento no mercado. Ao contrário do que passa por ser senso comum, sem sustentação empírica, este ano vou dar mais aulas do que alguma vez dei, por exemplo, na disciplina de História e Geografia de Portugal. Apesar de dois feriados em Junho e de algum imprevisto que me aconteça, conseguirei ultrapassar, pela primeira vez em três décadas, a centena de aulas. Lamento desiludir os catastrofistas, mas não restarão conteúdos por leccionar e as aprendizagens que possam ficar por realizar ou as competências por desenvolver, não resultam dos efeitos da pandemia. E muito do que pode estar a correr menos bem, não é novidade da época, mas sim o efeito acumulado de muitas reformas e enxertos nos currículos, a par de muita obsessão com o que se diz ser “essencial”.

JL

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/as-falsas-questoes-paulo-guinote/

Hoje é noite de Rankings

Em que lugar ficou a escola do seu concelho?

Consulte o ranking à meia-noite

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/hoje-e-noite-de-rankings/

Várias escolas fechadas em todo o país devido à greve da função pública

Várias escolas fechadas em todo o país devido à greve da função pública

Várias escolas em todo o país estão hoje de manhã fechadas ou com perturbações na sequência da greve dos trabalhadores da função pública para exigir aumentos salariais e valorização das carreiras, disse à Lusa fonte sindical.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/varias-escolas-fechadas-em-todo-o-pais-devido-a-greve-da-funcao-publica/

Petição- Pela transparência no processo de avaliação de desempenho docente

A Sua Excelência, o Senhor Presidente da Assembleia da República,

1. O processo administrativo, vigente em Portugal, para realizar a avaliação de desempenho dos docentes (ADD) é iníquo, injusto e inútil (além de prejudicial ao normal e eficaz funcionamento das escolas e gerador de problemas ao seu adequado funcionamento educativo).
2. Estes factos gerais têm sido muito debatidos no espaço público, mas não têm merecido a atenção devida no debate político e legislativo.
3. As consequências para a estratégia educativa do país e para as vidas profissionais e familiares dos docentes são muito negativas e traduzem-se numa sensação generalizada de engano e falsidade da ação do legislador, que não devia manter-se, há tantos anos, em claro, no debate da Assembleia da República.
4. Acresce que, o que se disse, e dirá abaixo, sobre o sistema de avaliação dos docentes, pode também ser afirmado da mesma forma sobre o SIADAP. Assim, a iniquidade e injustiça também afetam, por essa outra via, outros profissionais de educação, gerando graves atropelos ao exercício de direitos dos profissionais das escolas, direitos que deviam ser a matriz inquestionável no nosso Estado democrático ao fim de quase meio século.
5. Na verdade, as proclamadas boas e elevadas intenções legislativas das normas sobre avaliação de desempenho, que aqui se discutem, geram uma prática de procedimentos incompreensíveis e labirínticos, carregada de atos antidemocráticos e arbitrários que inquinam o ambiente regular de funcionamento das escolas. E os efeitos ocorrem, quer considerando o universo de cada agrupamento ou escola, quer o conjunto dos professores de cada escalão de carreira ou do país.
6. As fontes dessas arbitrariedades normativas são múltiplas, sendo, a mais flagrante, a existência de quotas para atribuição final de menções (de aplicação recorrente sem critérios inequívocos e gerais), que se conjugam com a posterior filtragem adicional (que agrava os problemas) por via da aplicação de vagas à progressão de escalões.
7. Uma leitura atenta, ou até mesmo superficial, da confusa floresta normativa da ADD, em prática nas escolas portuguesas, é uma tarefa chocante e constrangedora, porque termina necessariamente com a angústia de se constatar e não se perceber como tal monstro de injustiças, ilegalidades e até inconstitucionalidades pode vigorar e, até, ser apresentado como obra positiva, por sucessivos governos.
8. Isto, apesar de se registar o sinal, bem sintomático, de que uma das suas principais autoras da legislação se recusou a ser avaliada por um sistema similar, quando lhe podia sofrer os efeitos na sua carreira docente no ensino superior.
9. Consciente da perversidade do regime normativo que produziu que, mais que a justiça na avaliação do mérito profissional, visa bloquear e anular os direitos de carreira dos docentes, o legislador introduziu, entre as normas da ADD, algumas sobre proibição de acesso à informação.
10. Na prática, servem de forma radical para impedir o escrutínio das decisões e a eficácia jurídica da contestação dos docentes, vítimas de injustiças e ilegalidades.
11. Referimo-nos, assim, em concreto, às normas que estipulam a confidencialidade genérica dos processos de avaliação de cada docente. Tais normas vêm sendo aplicadas pelos serviços do ministério da educação com zelo bizantino, pois são essenciais aos seus propósitos de bloqueio da justa contestação jurídica ao processo e essenciais à manutenção da situação, já que, só elas ainda contêm e impedem o caudal, potencialmente em cascata, de reclamações.
12. Acresce que tais normas são patentemente inconstitucionais, ao violarem o direito fundamental de acesso à informação administrativa dos interessados no procedimento administrativo e ao contenderem, entre outros, com o princípio geral de transparência que rege toda a atividade administrativa.
13. Na verdade, na prática, um docente, inicialmente avaliado pelos avaliadores que com ele efetivamente contactam, por exemplo, de Muito Bom, pode terminar com uma menor menção de bom (que lhe retira benefícios). Mas, sujeito a esse prejuízo, o docente não consegue, no atual estado de coisas, escrutinar (ou conhecer na plenitude dos seus fundamentos) os critérios e todos os passos, desde o primeiro, que geram o resultado e que terminam com a aplicação das quotas limitativas das avaliações individuais.
14. Se quiser conhecer os motivos pelos quais é excluído da quota, para outros serem incluídos, e vier requerer o acesso completo ao processo de avaliação dos seus concorrentes na mesma quota, obterá a sacrossanta resposta de que “as normas da ADD estipulam que a avaliação de cada um é confidencial.”
15. Como se pode contestar uma exclusão danosa, sem conhecer os fundamentos, desde a raiz, que levam outros a serem incluídos? Que garantias podem existir, em tal proceder, contra a arbitrariedade ou a possibilidade de ocorrência de favorecimentos ou de benefícios por favoritismo?
16. Ao ver assim recusado o acesso a documentos essenciais ao conhecimento do fundamento de decisões que os prejudicam, limita-se ilegalmente a defesa dos direitos dos visados, a produção de reclamações, de recursos hierárquicos e até se dificulta o acesso à via judicial para contestar um elemento essencial para a sua realidade profissional e progressão na carreira.
17. Tal situação gera efeitos gravíssimos na capacidade efetiva dos docentes reagirem a injustiças e ilegalidades na aplicação das quotas de atribuição de menções de muito bom e excelente.
18. Este quadro, abusivo e pouco transparente, já instalou a total arbitrariedade e um caos de injustiça no processo, que é, de forma tão acrítica, louvado politicamente pelas suas pretensas virtudes redentoras.
19. Na verdade, a existência de tais normas, que tornam secreta e insusceptível de escrutínio completo, desde a raiz, pelos interessados, a forma como cada agrupamento aplica, no concreto, as quotas de cada menção, encerra uma patente inconstitucionalidade, além de se traduzir na existência, no nosso Estado de Direito, de uma situação que se assemelha aos antigos processos de julgamento inquisitorial, produtores de sentenças definitivas, gravosas e irrecorríveis, com fundamento inacessível porque proibido.

Assim, perante o quadro legislativo e operativo sumariamente descrito, e que cremos ser facilmente acessível aos Senhores/as Deputados/as, requer-se à Assembleia da República que, mesmo antes da necessária alteração e revogação do atual insustentável regime de ADD, proteja os direitos de acesso à informação e à transparência dos que dele são vítimas.

E que tais providências, de produção de normas para proteção de direitos fundamentais, sejam operadas com a urgência que, perante tão graves e generalizados atropelos, se impõe, debatendo e fazendo a alteração legislativa e revogação da referida e nefasta confidencialidade, determinando ao governo a reposição prática da legalidade e da conformidade à Constituição.
Para tal, requer-se que a Assembleia da República crie normas que imponham o direito de acesso e publicidade dos critérios e resultados e permitam, na prática efetiva, o acesso de cada avaliado a todos os dados da avaliação de quem compita pela mesma quota (e pelas mesmas vagas), generalizando a regra da transparência.

Petição – A aguardar assinaturas online

Subscritor(es): Luís Miguel Sottomaior Braga Baptista

ASSINAR

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/peticao-pela-transparencia-no-processo-de-avaliacao-de-desempenho-docente/

Abertura da Plataforma de Aplicação de Adaptações na Realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens – 2020/2021

Abertura da Plataforma de Aplicação de Adaptações na Realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens – 2020/2021

 

Exmo.(a) Senhor(a) Diretor(a)/Diretor(a) Pedagógico(a)

 

Decorrente da realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens, e no sentido de agilizar todo o processo inerente ao referido estudo, vem o Júri Nacional de Exames comunicar que a partir de hoje, dia 19 de maio de 2021, encontra-se aberta a Plataforma de Aplicação de Adaptações na Realização do Estudo de Aferição Amostral das Aprendizagens – 2020/2021.

Com os melhores cumprimentos,

João Miguel Gonçalves

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/abertura-da-plataforma-de-aplicacao-de-adaptacoes-na-realizacao-do-estudo-de-afericao-amostral-das-aprendizagens-2020-2021/

Governo vai garantir residências para alunos do secundário…

Isto só vem dar razão ao que penso há algum tempo. Não tardará muito, algumas mais sedes de concelho deixarão de ter ensino secundário disponível para os seus alunos. Voltaremos aos tempos de antigamente, quando os estudantes se deslocavam para as sedes de distrito para frequentar o ensino secundário.

 

Governo vai garantir alojamento gratuito a alunos deslocados para acesso a ensino secundário

O Governo vai garantir alojamento gratuito a todos os alunos do ensino secundário que estão deslocados do seu município de origem, a partir do próximo ano letivo, anunciou esta quarta-feira a secretária de Estado da Valorização do Interior.”Está a ser construída essa mesma solução que garanta uma gratuidade de alojamento, quer nas residências do Estado, quer naquelas que são da responsabilidade municipal”, disse Isabel Ferreira, no âmbito de uma audição regimental na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa.

O tema do alojamento de estudantes do ensino secundário surgiu pela deputada do PSD Isabel Lopes, que defendeu o acesso da população a serviços básicos “para se atingir o máximo de equilíbrio entre o interior e o litoral”.

Apontando como exemplo os concelhos de Vimioso e de Freixo de Espada à Cinta, ambos no distrito de Bragança, a deputada social-democrata questionou sobre a resposta do Governo para os municípios onde não existe oferta de ensino secundário, ainda que a escolaridade obrigatória seja até ao 12.º ano, acrescentando que nesses territórios “a educação é um autêntico fardo”, inclusive os pais têm de pagar o alojamento e os transportes desses alunos para poderem estudar.

Em resposta, a secretária de Estado da Valorização do Interior afirmou que “é obviamente muito importante a presença de serviços públicos nos territórios do interior”, assegurando que o Ministério da Coesão Territorial está a acompanhar e a participar em soluções para esses problemas específicos, nomeadamente no desenho de um projeto piloto, em conjunto com o Ministério da Educação, “para construir soluções para regiões de baixa densidade”.

“Vimioso, obviamente, está no nosso horizonte. Aliás, nesse grupo de trabalho está precisamente a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, para aumentar a possibilidade de frequência de diferentes cursos e abrir caminho para um trabalho em rede já que temos várias alternativas, nomeadamente também no que diz respeito ao nível dos cursos profissionais”, declarou Isabel Ferreira.

Relativamente à oferta gratuita de alojamento em residências, a governante indicou que “será para todos os alunos do ensino secundário que estão deslocados do seu município de origem”, prevendo que a medida “entre em vigor no próximo ano letivo”.

Sobre as ligações rodoviárias de Miranda do Douro e de Vimioso-Bragança, a secretária de Estado da Valorização do Interior referiu que “ambas estão assinaladas no Plano Nacional de Investimentos, portanto é uma prioridade”.

A questão da oferta de serviços públicos foi também levantada pela deputada do BE Isabel Pires, que criticou a “lentidão” na resolução dos problemas dos territórios do interior, considerando que se passa a ideia de que “existem muitos projetos, existem muitos avanços, quando depois na prática ficam ainda muito aquém do que é necessário”.

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, realçou a importância dos serviços públicos em todo o território, mas em particular no interior, referindo que o executivo não tem fechado esse tipo de espaços.

O Governo tem procurado “criar ou reorganizar espaços de prestação de serviços”, nomeadamente aprovou novas 54 Lojas do Cidadão, disse.

“No âmbito do próximo quadro comunitário, gostaríamos muito de ter em todas as Juntas de Freguesia um Espaço do Cidadão, com apoio de fundos comunitários”, referiu a ministra, pretendendo que estas autarquias locais, que nunca foram beneficiárias de fundos comunitários, possam ter acesso a este apoio “para aqueles projetos que são da sua competência e que farão certamente melhor do que qualquer outra entidade”.

Neste momento, o Governo está a apoiar 503 equipamentos na área social, dos quais “alguns são novos”, e 569 infraestruturas de ensino básico e secundário em execução, apontou Ana Abrunhosa.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/governo-vai-garantir-residencias-para-alunos-do-secundario/

Aquelas promessas sobre o amianto que já só acredita…

Só vendo para crer…

RETIRADA DE AMIANTO DAS ESCOLAS DEVE ESTAR CONCLUÍDA ANTES DO PRÓXIMO ANO LETIVO

A ministra salientou que foram aprovadas 94% das 487 candidaturas a este programa de escolas, em 133 municípios

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/aquelas-promessas-sobre-o-amianto-que-ja-so-acredita/

Greve de amanhã ameaça fechar escolas por todo o país

 

“Estamos à espera de um grande impacto nos diversos setores, incluindo as escolas, onde se espera uma forte adesão por parte do pessoal não docente”, esclareceu Sebastião Santana.

Já há algumas escolas a alertar os pais, através da emissão de circulares internas, para a possibilidade de não ser garantido o normal funcionamento, devido à perspetiva de adesão dos funcionários. “Vimos informar que em virtude de estar convocada uma greve da Função Pública, quinta-feira, 20 de maio, poderá não ser possível garantir o normal funcionamento neste dia”.

Filinto Lima admite um impacto que, a confirmar-se esta “forte adesão”, a greve terá no normal funcionamento das instituições de ensino. “É uma greve que afeta muito as escolas, há algumas que deverão fechar e os alunos terão de ficar em casa e nesse caso os pais também, se se tratarem de alunos do primeiro ciclo e alguns do segundo.  Se for forte como já tem sido, irá levar ao fecho das escolas, ou pelo menos, a um anormal funcionamento das mesmas. Prevejo que de facto cause transtorno ao normal funcionamento das escolas e também aos pais e alunos”.

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/greve-de-amanha-ameaca-fechar-escolas-por-todo-o-pais/

De que têm medo os professores?

 

Lisboa, 8 de março de 2008. Os meus olhos estão presos na televisão. Presos e embelezar o . A maior manifestação de professores está na rua. São cerca de 100 mil docentes a protestar contras as políticas do Governo para a Educação. Chamaram-lhe a marcha pela indignação. Professores, idos de todo o país, marcharam sobre Lisboa e foram mostrar ao Governo a sua indignação, face às políticas do executivo socialista, de José Sócrates, para a área da Educação. Naquele dia, senti o fascínio de quem está diante de um corpo unido e, assaz, defensor dos seus ideais. Sem medo, com convicção, com raça e, acima de tudo, com o respeito que o povo atribui às causas justas.
Os professores sabem e ensinam que dos fracos não reza a História e aqueles professores presentes na capital quiseram fazer História.
Passaram-se 13 anos. Os professores continuam a ser desvalorizados no seu mérito e ostracizados nos seus direitos. Aquilo que, naquela época, eram as principais reivindicações dos professores continuam por cumprir e, em alguns casos, sofreram, até, alguns agravamentos.
Os decisores políticos, mormente aqueles que estão, confortavelmente, instalados nos gabinetes do Ministério sabem que, no terreno, há sempre alguém capaz de ser mais papista do que o papa e apressar-se a replicar os seus infetados desígnios. Aqueles que não passam de peões do sistema, mas que, investidos de um cargo qualquer, se julgam reis do tabuleiro, mostram-se incansáveis nos ataques perpetrados aos interesses dos professores. Acresce que, muitas vezes, esses peões do sistema são, também eles, professores. E quando não perpetram ataques, dispensam-se de defender os direitos dos seus pares e, dessa forma, contribuem, na mesma medida, para o desprestígio e a divisão da classe e para o empobrecimento do setor.
O sistema de avaliação dos professores é um embuste que, para além de não reconhecer a justa medida do mérito, está sustentado numa opacidade que se revela um fator contributivo para a prática de amiguismos, protecionismos e caciquismos, desenvolvendo – naqueles professores cuja competência é, miseravelmente, desprezada – uma revolta que, face à sua natural impotência em corrigir o estado das coisas, desagua numa desmotivação, com consequências significativas para aqueles que mais necessitam de professores motivados – os alunos, obviamente -.
Um sistema opaco gera, sempre, suspeitas. A legitimidade em esconder informação que deveria ser pública pode “criar a ocasião que faz o ladrão”. Um bom exemplo é a não divulgação da lista nominal das menções de mérito atribuídas aos professores. A quem serve a não divulgação da lista?
Os professores não podem ter medo de pugnar por tudo aquilo que julgam ser decisivo para a justiça de um sistema que, já por si, está fundado em areias movediças.
Os professores, como qualquer outro profissional, não devem ter medo em denunciar tudo aquilo que levanta suspeitas e que se configura como nefasto a um ambiente de confiança entre professores e com a próprio tecido dirigente. Devem fazê-lo, independentemente da origem da situação suspeita. Qualquer inação, face a algo que levante suspeitas, tem um nome: cumplicidade.
A denúncia é uma instituição muito estimulada nos países do centro e do norte da Europa e com resultados muito animadores, no combate à corrupção, seja de pequena ou de grande envergadura. Só os prevaricadores não aprovam a denúncia.
Qualquer profissional competente não tem que ter medo. Os professores, por maioria de razão, também não devem ter medo e devem ser capazes de honrar aqueles que, no passado recente, mostraram a sua indignação, em pleno coração da capital.

Francisco José Pereira Gonçalves

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/de-que-tem-medo-os-professores/

Até a Inteligência Artificial Se Espanta Com o Sistema Escolar Português – Paulo Prudêncio

 

Até a Inteligência Artificial Se Espanta Com o Sistema Escolar Português

Numa sociedade controlada pelo partido totalitário, Winston Smith não acompanhava devidamente, porque tossia, a aula matinal obrigatória de exercício físico emanada do telecrã. Até que: “ – Smith! – berrou a voz áspera do telecrã. – 6079 W. Smith! Sim, você! Curve-se mais, se faz favor! Consegue fazer melhor do que isso. Não se está a esforçar. Mais, por favor! Assim está melhor, camarada! Agora, todos à vontade e olhem para mim.” O que George Orwell imaginou em 1949 não aconteceu em 1984, mas concretizar-se-á no futuro próximo com um importante contributo português (e doutras nações com turmas numerosas).

Ou seja: a inteligência artificial (IA) reivindicará, à Google, melhorais contratuais por causa de Portugal. Os algoritmos não estavam preparados para tanta aceleração. A gigante tecnológica argumentará com a “inesperada” passividade do Governo. Resumindo, a IA espanta-se com os professores e a Google é grata com o que existe.

Para lá das ironias e ficções, constata-se a falta estrutural de professores e a inércia dos poderes. Já nem se trata do tempo de serviço, da carreira ou da avaliação kafkiana. Isso seria elementar. O que surpreende, ou talvez não, é a supressão de qualquer iniciativa para a frequência da formação inicial.

E enquanto isso, e daí o espanto da IA com a auto-flagelação, os professores fornecem gratuitamente os servidores da Google (nas plataformas drive, doc´s, classroom, gmail ou youtube) com conteúdos e testes planificados ao detalhe e prontos a utilizar. E a Google também absorverá as editoras com escolas virtuais que contratam professores construtores de manuais escolares com um elenco considerável de ligações digitais preparadíssimas para registar a pegada digital dos professores e calendarizar os procedimentos. Não tarda e a IA fará a avaliação dos professores com o preenchimento de cotas e vagas com “Youtubers” e “Classroom Influencers”. Até que lá virá o dia em que “berrará a voz áspera do telecrã”.

Dá ideia que os governos contam com a IA para reduzir o número de professores. Contratarão “guardadores” no “modelo-Uber”. Professores só nas escolas com propinas muito elevadas. Aí, os conteúdos digitais serão construídos na escola para evitar os homogeneizados, os alunos por turma serão decentes, o currículo será completo, haverá paridade entre as ciências e as letras, a avaliação será contínua, exigente, rigorosa e baseada na confiança nos professores e as regras disciplinares serão simples, sensatas e “ancestrais”.

Voltando ao início, as escolas de massas certificarão (também para as estatísticas internacionais) os obedientes “Winston Smith” e as de propinas elevadas formarão os dirigentes partidários de cúpula e afins. Dá ideia que pensou bem Niklas Luhmann (2001:14), em “A improbabilidade da comunicação”, ao considerar “uma viragem radical do pensamento político dominante que abandonou o modelo em que a posição central estava sempre reservada ao indivíduo”. Na sua opinião, o humano foi remetido para o exterior tornando-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e complexidades crescentes.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/ate-a-inteligencia-artificial-se-espanta-com-o-sistema-escolar-portugues-paulo-prudencio/

CONCURSOS RAM – CALENDARIZAÇÄO

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/concursos-ram-calendarizacao/

No Quintal do Paulo

Mais Do Que Simplesmente “Irregular”, Acho Isto Ilegal

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/no-quintal-do-paulo-5/

CONCURSOS RAM – AVISO DE ABERTURA Nº 212/2021 – 2021/2022

 

Foi publicado o Aviso de Abertura nº 212/2021, de 17 de maio do concurso para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação especial na Região Autónoma da Madeira para o ano letivo 2021/2022.

 

Prazos de Inscrição:

As candidaturas ao concurso são precedidas de uma inscrição obrigatória, nas seguintes datas:

– Concurso externo e de contratação inicial: de 18 a 21 de maio de 2021;

– Mobilidade interna: de 24 a 26 de maio de 2021;

Os candidatos que tenham lecionado ou que se encontrem a exercer funções docentes em estabelecimentos de educação, ensino ou instituições de educação especial da rede pública da Região Autónoma da Madeira, no período compreendido entre 1 de setembro de 2020 e a data de abertura do concurso, estão dispensados da inscrição obrigatória referida nos números anteriores.

Prazos de Candidatura:

– Concurso externo e concurso de contratação inicial – de 07 a 09 de junho de 2021

– Mobilidade Interna – de 14 a 16 de junho de 2021

– Afetação – de 23 a 25 de junho de 2021

Click to access IISerie-084-2021-05-17%20Supl2.pdf

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/concursos-ram-aviso-de-abertura-no-212-2021-2021-2022/

Consulta Pública do Calendário Escolar 2021/2022

Espero que desta consulta pública não apareçam iluminados a dizer que o ano letivo deve ter início no dia 1 de setembro de 2021 e término a 31 de julho de 2022, sem qualquer interrupção letiva.

Calendários das atividades educativas e escolares dos estabelecimentos de educação e de ensino e de provas e exames dos ensinos básico e secundário (ano letivo 2021/2022)

 

Publicitação do início do procedimento tendente à elaboração do despacho que determina, para o ano letivo 2021/2022, o calendário das atividades educativas e escolares dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
1. Nos termos e para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 98.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, torna-se público que, por decisão conjunta do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e da Secretária de Estado da Educação, é dado início ao procedimento conducente à elaboração do despacho que aprova, para o ano letivo 2021/2022, o calendário dos estabelecimentos de educação e de ensino, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário.
2. A preparação do referido despacho justifica-se para os efeitos previstos na alínea c) do artigo 5.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, e no n.º 3 do art.º 5.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, tendo o procedimento por objeto concretizar, para o ano letivo 2021/2022, o calendário dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar, dos ensinos básico e secundário e dos estabelecimentos particulares de ensino especial e o calendário da realização das provas de aferição, de final de ciclo e de equivalência à frequência do ensino básico, dos exames finais nacionais e das provas de equivalência à frequência do ensino secundário.
3. Para este efeito, designa-se como responsável pela direção do procedimento, nos termos do artigo 55.º do CPA, o Diretor-Geral da Educação, Dr. José Vítor Pedroso.
4. No prazo de 10 dias úteis contados da publicitação do presente anúncio, poderão constituir-se como interessados e apresentar contributos ou sugestões no âmbito do referido procedimento, os particulares e as entidades que comprovem a respetiva legitimidade, nos termos previstos no n.º 1 do artigo 68.º do CPA.
5. A constituição como interessado no presente procedimento é feita exclusivamente através do portal ConsultaLEX (https://www.consultalex.gov.pt).

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/consulta-publica-do-calendario-escolar-2021-2022/

Há professores ainda à espera da primeira dose da vacina da Covid-19

Há professores ainda à espera da primeira dose da vacina da Covid-19

165 mil receberam a segunda dose este fim de semana mas muitos nem uma levaram. ‘Task force’ promete solução em duas semanas.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/ha-professores-ainda-a-espera-da-primeira-dose-da-vacina-da-covid-19/

Ó Mendes, com o Cabrita vai o Tiago?

Já ouvi dizer…

 

Marques Mendes: “António Costa vai remodelar o Governo em outubro ou novembro”

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/o-mendes-com-o-cabrita-vai-o-tiago/

212 Horários em Contratação de Escola em 16/05/2021

São 212 horários que se encontram hoje em contratação de escola, sinal que não houve candidatos em reserva de recrutamento a concorrer à grande maioria destes horários.

Os horários superiores a 8 horas passam diretamente para a reserva de recrutamento e não havendo candidatos aos horários transitam de imediato para a Contratação de Escola (já foi necessário mudar a regra de passar a CE quando não existirem duas reservas seguidas sem candidatos, para uma reserva apenas).

A quase totalidade dos horários na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo já não tem concorrentes a horários completos na maioria dos distritos.

Querem Planos de Recuperação das Aprendizagens?

Olhem e analisem estes números e percebam que a carreira de professor está na amargura.

Não é só a pandemia que está a atrasar as aprendizagens dos alunos, são as políticas do ME, que por culpa própria, deixam imensas turmas sem professor grande parte do ano.

E como pretende o ME recuperar aprendizagens de alunos que passaram grande parte do ano sem professor a determinada disciplina?

Se não houver valorização da carreira docente não haverá qualquer plano de recuperação que tenha qualquer impacto no futuro nas aprendizagens dos alunos. E ainda vamos no começo. O futuro será muito pior.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/212-horarios-em-contratacao-de-escola-em-16-05-2021/

Acredito que a vida nos dá o que merecemos

Acredito que a vida nos dá o que merecemos.

E acredito de igual forma que a vida nos põe à prova para crescermos… é difícil aceitar esse dilema. É difícil virar a página, porque há páginas que não se viram. Há páginas que nos perseguem até ao fim dos nossos dias.

O sistema de avaliação de professores é injusto, desleal, sem transparência e manipulado. O SIADAP espelha as mesmas características. No entanto, é lei e há que cumpri-lo. As greves e as manifestações dão-me o direito de contestar um sistema que condeno. E somos tão poucos a contestar o que tantos condenam!

Mas a lei também nos defende, a lei permite-nos reclamar e recorrer, esgotamos as nossas forças e os nossos fundamentos, provamos o nosso mérito, sem nunca pôr em causa o mérito de quem teve a sorte de ficar nas quotas. Nunca pomos em causa a excelência de uns pela qualidade do nosso empenho. Lutamos apenas, porque a lei assim o dita, que cabemos nas quotas. Por duas décimas. Duas décimas. Sem prejuízos para ninguém, sem fugir ao sistema, sem pôr em causa a lei. Apenas e só na defesa de um direito. Levei algum tempo a querer falar disto. Hoje, fruto do cansaço, de um mau estar provocado quiçá pela vacina, deu-me para isto, senti vontade de expressar esta angústia que me tem atormentado. Lutei e perdi. Mas quero ser voz para que muitos lutem para que vençam. Jamais chegarei ao topo da carreira, jamais! Mas com orgulho e consciência digo e afirmo que sinto que sou boa, muito boa professora, não porque seja narcisista, mas porque vejo nos olhos dos meus alunos e alunas, vejo no carinho dos adultos de hoje, que foram meus alunos outrora, vejo porque construí a imagem de uma escola de sucesso. Jamais chegarei ao topo, mas a consciência do dever cumprido ninguém mo tira. Jamais chegarei ao topo, mas jamais deixarei de lutar por uma escola de sucesso, nas quatro paredes da minha sala. Jamais deixarei de dar voz aos meus colegas para que nunca desistam de lutar pelos seus direitos. Porque não nos podemos esconder atrás de um sistema de quotas, porque o sistema também nos defende. Basta quem tem o poder de aplicar a lei saber aplicá-la.

Não há ambiguidades lexicais e discursivas que ofusquem verdades…

Como dizia, o meu querido Manuel Alegre, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.
Na vida.
No mundo….

Sandra C.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/acredito-que-a-vida-nos-da-o-que-merecemos/

‘Dia da saia’ em escola de Carcavelos

Não entendo a polémica. É tudo uma questão de liberdade e ninguém critica os escoceses…

‘Dia da saia’ em escola de Carcavelos divide direção e pais de alunos

A Associação de Estudantes da Escola Básica e Secundária de Carcavelos manifestou surpresa pelo impacto da iniciativa ‘Dia da Saia’, que, na sexta-feira, levou rapazes a usarem esta peça de roupa, para “incentivar a tolerância”.

Alguns pais acusam a escola de “permitir ideologias partidárias” (extrema-esquerda) no recinto, mas Graça Oliveira, diretora do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, acha a reação exagerada e diz que a ideia visa “promover respeito pelo outro”.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/dia-da-saia-em-escola-de-carcavelos/

Cinema Sem Conflitos: “CoronaWave” – Estreia às 21:30 no Youtube

SINOPSE: Tudo parecia normal num dia em que um jovem decide ir surfar até que chega à praia, começa a desfrutar das ondas e acaba por se deparar com um obstáculo intransponível que o obriga a alterar radicalmente a sua forma de surfar.

REALIZADO POR:

– André Henriques
– António Gomes
– Ricardo Campos
– Ricardo B. Silva
– Rita Ângelo

***Um projeto desenvolvido no âmbito da cadeira de Som, Vídeo e Autoria de Conteúdos Digitais (SVACD / ISCTE-IUL)


Subscreva o nosso canal de Youtube

Mais filmes com narrativas didáticas sobre Ambiente, Amor e Sexualidade, Bullying, Dilemas Sociais, Drogas, Emoções, Família, e Género, Racismo, Relações Interpessoais, Religião e Cultura, Violência, em cinemasemconflitos.pt

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/cinema-sem-conflitos-coronawave-estreia-as-2130-no-youtube/

Decreto Legislativo Regional 9/2021/M – Concurso Madeira

Decreto Legislativo Regional 9/2021/M

Foi publicado o Decreto Legislativo Regional nº 9/2021/M, de 14 de maio, que altera o regime jurídico dos concursos para seleção, recrutamento e mobilidade do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação e ensino especial da Região Autónoma da Madeira, regulado pelo Decreto Legislativo Regional nº 28/2016/M, de 15 de julho, e alterado pelo Decreto Legislativo Regional nº 9/2018/M, de 29 de junho.

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/163332294/details/maximized?serie=I&dreId=163332283

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/decreto-legislativo-regional-9-2021-m-concurso-madeira/

Síntese Nacional dos Planos de Recuperação das Aprendizagens

Os CFAE foram incumbidos de organizar as propostas das escolas para a elaboração de propostas sobre o Plano de Recuperação das Aprendizagens, originado pelos sucessivos confinamentos e passagem do ensino presencial para o ensino à distância e elaboraram uma síntese nacional.

Responderam as escola que entenderam (mais de 90%), espero que todas as escolas de “excelência” tenham respondido, no entanto, abstive-me e continuarei a abster-me de participar nestas iniciativas que mais não são do que responder ao óbvio e não ter qualquer resposta por parte do Ministério da Educação quando diga respeito a um aumento de recursos financeiros.

 

PROPOSTAS PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO DAS APRENDIZAGENS

 

Dando resposta à solicitação da Secretaria de Estado Adjunto e da Educação, visando a elaboração de uma síntese com a perceção dos respondentes sobre as medidas de apoio à recuperação das aprendizagens prejudicadas pela pandemia por COVID 19 no país, elaborou-se uma proposta de formulário para recolha de contributos que, não sendo obrigatório nem absolutamente igual em todo o país, pretendia constituir-se como um guia orientador da reflexão, que, com mais ou menos a mesma estrutura, foi distribuído em todas as UO do país, obtendo um nível de respostas superior a 90%.
De referir que se constataram diferentes perceções e diversas realidades relativamente ao impacto do ensino à distância (E@D) nas aprendizagens dos alunos. Numa análise atenta, podemos concluir que as UO têm vindo a desenvolver um trabalho concertado, fundamentado nas especificidades de cada um dos Agrupamentos/Escolas não Agrupadas. Parece evidente que, no exercício da sua autonomia, deve cada UO poder encontrar as respostas que mais se adequam a cada situação, pese embora a necessidade de se considerar o que foi unanimemente referido como relevante.
As aprendizagens mais afetadas e comprometedoras de aprendizagens futuras são, essencialmente, na área das competências transversais do perfil do aluno, sendo estas a base do currículo específico de cada disciplina do 7o ao 12o anos. Conclui-se, claramente, numa evidência quantificada expressivamente, a necessidade de investir, de forma continuada e fundamentada, no cumprimento e operacionalização do disposto nos Documentos Legais em vigor, a saber, Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), Decretos-Leis nos 54 e 55/2018, Aprendizagens Essenciais(AE) e Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.

Apresenta-se, em seguida, a síntese dos resultados obtidos.

1. Medidas pedagógico-didáticas:

  • Diminuir o número de alunos por turma;
  • Reformular os critérios de avaliação das e para as aprendizagens: valorizar a avaliação formativa;
  • Incentivar o trabalho colaborativo e interdisciplinar;
  • Incentivar as aprendizagens com suporte em metodologia de projeto;
  • Desenvolver a prática de Assembleias de Alunos;
  • Reforçar a efetivação dos Domínios de Autonomia Curricular (DAC);
  • Efetivar o previsto no processo de Autonomia e Flexibilidade Curricular;
  • Constituir grupos de aprendizagem por ano de escolaridade, variando de acordo com o nível de aprendizagem, ao longo do ano;
  • Reforçar a utilização das ferramentas digitais ao serviço da promoção das
    aprendizagens;
  • Reformular as planificações, considerando o ciclo de aprendizagem, o PASEO e as AE;
  • Reforçar a transdisciplinaridade no 1o ciclo, eliminando a elaboração de horários por domínios de saber. Valorizar a monodocência como potenciadora da articulação dos diferentes domínios;
  • Reforçar o papel dos recursos dos Centros de Apoio à Aprendizagem como estrutura privilegiada para a recuperação das aprendizagens, assumindo a missão dos Planos de Escola de Recuperação das Aprendizagens;
  • Criar condições para um reforço da atividade física dos alunos em geral, e da disciplina de Educação Física em particular, uma vez que é considerado um dos domínios mais afetados pelo ensino a distância;
  • Reforçar o papel do Projeto MAIA enquanto suporte à melhoria das aprendizagens;
  • Acentuar as opções curriculares de natureza interdisciplinar com recurso a atividades de carácter experimental.

2. Medidas Organizacionais:

  • Organizar conselhos de ano – para favorecer a gestão de grupos de aprendizagem por níveis;
  • Promover uma maior articulação horizontal e vertical – para permitir a recuperação e consolidação de aprendizagens nucleares e estruturantes ao longo de todo o ciclo de escolaridade;
  • Disponibilizar maior crédito horário para gestão no âmbito da autonomia de cada Agrupamento/Escola não agrupada: mais crédito horário para diretores de turma, grupos de trabalho, ou outros;
  • Aumentar as parcerias/coadjuvações;
  • Evitar turmas de 1o ciclo com mais do que um ano de escolaridade;
  • Diminuir a carga horária letiva dos alunos;
  • Flexibilizar o modo de organização das turmas, permitindo às escolas encontrar soluções contextualizadas, designadamente na redução do número de alunos por turma ou desdobramento de turmas;
  • Programar tutorias e mentorias, no contexto da escola, com docentes;
  • Criar equipas pedagógicas multidisciplinares que suportem os Planos de Escola de Recuperação das Aprendizagens organizadas por unidade orgânica.

3. Recursos:

  • Assegurar instalações e material atualizado para trabalho laboratorial e trabalho colaborativo pelos alunos;
  • Assegurar recursos digitais eficazes, como plataformas de apoio ao ensino e
    aprendizagem e outros;
  • Dar continuidade aos planos de desenvolvimento pessoal, social e comunitário para a promoção do sucesso e inclusão educativos, nomeadamente através da afetação de técnicos diferenciados às Escolas e Agrupamentos;
  • Reforçar a qualidade da ligação à Internet das escolas;
  • Afetar recursos informáticos adequados a escolas, alunos e professores, para utilização em contexto de sala de aula;
  • Afetar recursos humanos adequados à manutenção e atualização dos meios informáticos, software e hardware;
  • Criar plataformas de partilha de experiências, projetos e materiais intraescolas e interescolas.

4. Formação:

  • Apostar na formação contínua, sobretudo nas modalidades de oficina e projeto, no âmbito de:
  • Avaliação das e para as aprendizagens;
  • Gestão de conflitos e dinâmicas de grupo;
  • Didáticas específicas;
  • Competências/tecnologias digitais;
  • Metodologia de Projeto;
  • Diferenciação pedagógica;
  • Escola inclusiva/ Desenho Universal de Aprendizagem;
  • Coaching e Mentoria;
  • Gestão do currículo.
  • Incrementar o recurso à formação contínua em regime a distância, nomeadamente com a realização de Webinars de curta de duração;
  • Desenvolver um plano nacional de formação nacional, à semelhança do PNPSE ou do Projeto MAIA, para elaboração dos Planos de Recuperação das Aprendizagens para cada unidade orgânica.

 

06 de Maio de 2021

Os Representantes dos Diretores de CFAE,

Francisco Simão
Região Alentejo
Manuel Nora
Região Algarve
Olga Morouço
Região Centro
Luís Mendes
Região de Lisboa e Vale do Tejo
João Carlos Sousa
Região Norte

 

PRA_sintese nacional

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/sintese-nacional-dos-planos-de-recuperacao-das-aprendizagens/

Lista de colocações do concurso interno – Açores

Lista de colocações do concurso interno | Versão Web| Versão Pdf

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/lista-de-colocacoes-do-concurso-interno-acores/

Load more