O que tem de diferente a escola pública destas privadas do topo? – Raquel Varela

Podemos e devemos debater os rankings – a escola pública continua a ter bolsas de excelência. Mas não podemos continuar a mentir – o declínio cresce e a desigualdade dispara. Estar numa destas 47 escolas privadas ou na pública fará a diferença sobre o futuro destes alunos. As excepções de um lado e de outro não contam. Conta a média. O que tem de diferente a escola pública destas privadas do topo?
– Os professores, todos, sem exceção, adoram dar aulas e a sua voz transmite permanente entusiasmo, os olhos brilham quando são aulas – isso pega-se, como se pega a falta de entusiasmo. O contraste com os cenários de burnout e desmotivação na maioria das escolas privadas e públicas é evidente. “Ele está desatento”, carta para os pais, assim é na pública; ele está desatento, “oh João está a meditar? Anda aqui meditar comigo” – tenho que agarrar este miúdo. Na pública é “qual o melhor curso profissional para me livrar dele rapidamente que só faz barulho”.
– A situação é de tal forma na escola pública que é comum ouvir-se dizer da parte de professores “a culpa é dos pais”. Como? Os pais dão aulas? A culpa é nossa, professores. Se os pais não dão educação em casa ou regras, ou ensinam a ler literatura e bons filmes, a escola pública tem obrigação de o fazer. Foi para isso que a escola foi inventada – porque se chegou à conclusão que a educação familiar não chegava.
– Não existe “a escola ensina e os pais educam”. Todos educamos, em todo o lado. Educar e ensinar são dois lados da mesma moeda. A escola pública em grande parte, salvo excepções, demitiu-se da sua função. É o “pobrezinho mas feliz” salazarento, contentem-se com pouco que já é bom.
– Em 75 os professores gritavam que a escola não servia para as classes trabalhadoras, tinha que mudar, tinha que ser excelente para os trabalhadores que as pagavam. Agora explicam corporativamente que a escola “é excelente” os rankings é que estão mal. Os rankings são um erro, mas eles mostram uma catástrofe, o que tem o Ministério, a quem pagamos impostos para ter boas escolas públicas a dizer deste cenário em que 47 privadas estão entre as primeiras 50?
– Nas privadas de excelência os professores têm uma formação cientifica de fazer brilhar os olhos. Escutá-los e vê-los dominar os assuntos é encantador.
– Os alunos são chamados a fazer parte das aulas, a dar aulas para colegas, apresentar temas, debater, fazer trabalhos de grupo, não são máquinas permanentes de fazer testes.
– Não há algazarra nem normalização desta, que é na realidade um enorme desrespeito colectivo. Há silêncio nas aulas – pode-se questionar, intervir, participar mas não é o recreio. Nem silêncio conseguimos ter na escola pública onde, dizem os estudos, os professores levam em média 15 a 20 minutos de uma hora a mandar calar, berrar, chamar atenção?
– Cumprem nestas privadas parte do programa e preparam para os exames, mas uma boa parte da vezes não cumprem, dão outras matérias, muito mais interessantes e densas. Sim, para manter a disciplina numa sala de aula é preciso dar matérias interessantes. Trazer para as crianças e jovens a paixão do conhecimento e não só o que é é útil ao mercado de trabalho das “competências” de um país sem estratégia produtiva. A filosofia por exemplo, em muitas destas privadas, dão obras completas que se deixaram de ler nas metas e “competências” da pública.
– Têm autoridade – aliás, não há reuniões trimestrais de período com pais, a não ser em casos extremos, tudo o resto a escola resolve com autoridade sem infernizar a vida aos pais (conheço casos de pais que recebem cartas da escola pública por tudo e por nada, ele fala muito nas aulas, eles destrai-se, ele não fez os trabalhos de casa) – no privado zero. A escola resolve, não chama os pais para resolver. Os pais não são professores.
– Não há telemóveis na escola, mesmo no intervalo.
– Todos os professores, há anos ali na mesma escola, conhecem todos os alunos, o ambiente é de família, cuidado e protecção. isso cria confiança e confiança cria respeito.
– Os porteiros e afins, todos trabalhadores fixos, conhecem o nome de cada aluno, mesmo quando são 1000 ou 2000.
– Há segurança no emprego em professores e funcionários, e permanecem décadas na mesma escola, em vez de andarem de um lado para outro a tapar “buracos”, longe da família.
– Os salários são decentes.
– Não se tolera má educação. As regras são claras porque só assim há democracia, e são para todos, e são exigentes, quem está mal, pode sair. Um aluno não trata mal um professor ou um funcionário. E não é preciso um frio processo disciplinar e um psicólogo. Os adultos têm autoridade (autoridade conquistada com qualidade do que se lhes dá e afecto, e não à pancada) sobre as crianças e jovens.
– Há papel higiénico nas casas de banho! Imaginem ter que escrever isto – sim, em muitas escolas pública é um bem que precisa ser requisitado na hora. É simbólico. Como tratar bem um espaço que nem consegue deixar o papel higiénico em acesso livre?
– Há visitas de estudo, conferências, debates, encontros colectivos de toda a escola.
– Quando os pais refilam muito com inutilidades, estilo “o meu filho príncipe de Habsburgos não pode comer sopa de alho francês ao meio dia e meia” recebem uma carta a dizer “aqui quem manda somos nós, a sopa é para comer”.
– Por outro lado, não se enviam cartas para pais a toda a hora para assumirem os problemas que são para ser resolvidos na escola.
Como se explica esta desigualdade? A explicação é que nestas escolas privadas de excelência formam-se camadas dirigentes. Nas outras forma-se trabalho barato para um país barato.
Uma parte da esquerda, defensivamente, insiste em defender a escola pública que existe, mas esta não nos serve. É preciso defender qualidade e excelência para a escola pública, que as melhores práticas educativas e pedagógicas não podem ser só para uma elite, da qual se desdenha dizendo que é de “betos”.
– Vem o argumento final. A culpa é da massificação, “não é possível sermos muito bons para muitos”. Desculpem, não só é possível como é urgente e necessário. Como se faz isso? Tornando a profissão de professor na escola pública muito bem paga, com alta formação científica, condições de trabalho excelentes e carreiras atractivas.
É só pensar que o turismo e o futebol não fazem um país.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/05/o-que-tem-de-diferente-a-escola-publica-destas-privadas-do-topo-raquel-varela/

42 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Ana Cristina on 21 de Maio de 2021 at 13:25
    • Responder

    Se as escolas privadas são assim tão boas assim como os seus professores, por que estão os professores dessas escolas a fugir em massa para o público?

      • Joao Pires on 21 de Maio de 2021 at 15:59
      • Responder

      porque no ensino público não são tão massacrados. têm maior protecção e podem exercer livremente o direito à greve.

      • Pensador on 22 de Maio de 2021 at 12:08
      • Responder

      Nas ditas escolas publicas é o REGABOFE TOTAL ….há professores que nem uma semana se manteriam no ensino privado.

      – No ensino privado não há os niveis de absentismo da escola publica;

      – No ensino privado não há professores a faltar constantemente;

      – No ensino privado não há professores ás Dezenas de MIlhar a meter Atestados Médicos/Baixas Médicas; (por ano em média encontram-se permanentemente mais de 11.000 professores de Baixa Médica de Longa Duração, daí as Reservas de Recrutamento); Uma RABALDARIA COMPLETA

      – No ensino privado não há professores sem vocação para o ensino que andam lá a arrastar-se;

      – No ensino privado Há um Patrão, ou seja, alguem que está atento e que não permite “pessoas sem vocação”, “pessoas que faltam por tudo e por nada”, “pessoas que querem é o dia 23 de cada mês”…..Este tipo de pseudo-professores passado uma semana de experiencia no ensino privado vão para o Olho da Rua….

      – No ensino privado não há a TANGA EDUQUESA, “cidadanias”, “educações sexuais”, “desporto escolar (pega lá uma bola e dá-lhe uns chutos)…..

      – No ensino privado não há aqueles auto-designados sitôres do grupo 910 das educações especiais (com formações da Treta de 6 meses) e que andam a fazer que fazem e que não são professores de Nada Coisa Nenhuma”

      – No ensino publico, ha lá gentinha que devia estar era a Limpar Escadas, ou seja, serem Mulheres a Dias (com todo o respeito por estas)…… e os artistas era colocá-los a cavar ou a plantar batatas.

      – No ensino público é uma Bandalheira Generalizada.

      Quem paga os custos desta BANDALHEIRA da dita escola pública é o CONTRIBUINTE e os filhos da população mais pobre. VERGONHA!….

        • Fernando, el peligroso de las verdades. on 23 de Maio de 2021 at 1:15
        • Responder

        Então, seu Atento Pensador? Já cumpriu o avianço habitual?

          • Alexia on 24 de Maio de 2021 at 16:12

          E ir lamber sanitas?

        • Ana Cristina on 23 de Maio de 2021 at 9:25
        • Responder

        Não respondeu à pergunta, tudo o que li foi aquilo, que no meu tempo se chamava “palha”. Por isso a nota que lhe dou é uma negativa muito baixa.

        • Nice on 7 de Dezembro de 2021 at 0:20
        • Responder

        No privado há directores a pressionarem professores para alterar as notas.
        No privado há alunos que deviam ter, de 1-20, 2 no máximo e apresentam notas de 15 e 16 no final do ano.
        Eu leccionei num…

    • traveller on 21 de Maio de 2021 at 13:59
    • Responder

    “Ana Cristina” Porquê no publico ganham bem e podem nem fazer nada que ninguém os chama a atenção, há professores no publico sem qualquer vocação para o ensino, não sou todos há os bons mas no fim tanto ganham os bons como os muito maus.

    1. Todos a fazer exames na escola pública, depois veremos…

        • Maria on 22 de Maio de 2021 at 18:11
        • Responder

        Pois, isso é que eu queria ver. Antigamente, quando os exames eram feitos na Escola Pública, as notas dos alunos dos colégios eram bem mais fracas….

      • Carlos Manuel Moreira on 21 de Maio de 2021 at 19:48
      • Responder

      Outra que não sabe do que fala! e nem escrever sabe.

        • Maria on 22 de Maio de 2021 at 18:12
        • Responder

        E já agora, quem é ela?

    • zabka on 21 de Maio de 2021 at 14:35
    • Responder

    A coca é lixada… cada vez está pior, é cada pérola, então a dos professores das privadas dominarem melhor os conteúdos é de rir.

    • Carlos Manuel Moreira on 21 de Maio de 2021 at 14:45
    • Responder

    Mais uma,
    a opinar e a falar do que não sabe, e a dizer só bacoradas.
    (Nem me atrevi a ler tudo)
    (até tinha uma boa opinião sobre a sra. no programa da rtp, afinal é mais uma dra.)

    • Manuel on 21 de Maio de 2021 at 15:30
    • Responder

    Estará a referir uma escola privada em particular, estará a referir todas as 47 escolas (todas têm os aspetos positivos em comum)? Mais uma crítica aos docentes do público em forma de relambório encomendado, parece-me.

  1. É costume dizer a algumas pessoas para falarem do que sabem, neste caso digo para não falar sequer!

  2. É costume dizer a algumas pessoas para falarem do que sabem, neste caso digo para não falar sequer!

      • Cagasentencas on 21 de Maio de 2021 at 19:02
      • Responder

      burguesinha, burguesinha, burguesinhá…
      Fala sem nada saber. Pois ela por acaso sabe que no público os professores são espancados?
      Sabe que no público há leis e leizinhas que têm de ser cumpridas e que os privados cortam? Basta ouvir o bichanar nos exames que às escancaras praticam.
      Sabe que no público estão pobres e ricos?
      Sabe que nos colégios os alunos que não aprendem são convidados a ir dar uma volta?
      Sabe que os privados convidam os craques isentando-os de propinas, só para ficarem bem na fotografia? É investimento em inscrições futuras, dizem!

    • Educação ao Pim, Pão, Pum on 21 de Maio de 2021 at 16:28
    • Responder

    Esqueceu-se a Raquel Varela, até não, mas passa despercebido, que mais importante que todo o relambório , é que nas privadas a condição sócio económica determina os bons resultados… Venham lá fazer o brilharete num das escolas periféricas onde dei aulas onde a criançada anda de naifa e os professores são ameaçados, muitas vezes, para levarem no focinho… Quer experimentar manter a disciplina num local destes, Raquel Varela? Vive num mundo de totós e escreve a partir dele!!!!

  3. Texto cheio de incongruências.
    Então no privado ganham bem? Sim, eu conheço vários colegas que trabalham em escolas privadas. Conheço duas colegas que trabalham num colégio em Lisboa e ambas ganham acima de 2mil euros limpos. Saíram do público diretas para lá, após terem sido selecionadas em entrevista.
    Conheço outra colega aqui ao lado de casa que ganha 800€ limpos num colégio privado e de renome, onde os alunos pagam uma mensalidade superior a 300€!
    É evidente que a grande diferença são os alunos, podem vir dar-me o baile que quiserem! Metam os professores da escola nº1 do ranking a trabalhar em Rabo de Peixe ou no Cerco. Vá força..e depois venham contar-me histórias…

    • Alecrom on 21 de Maio de 2021 at 17:22
    • Responder

    As elites têm direito a escolas à sua altura.

    Por exemplo, queriam as filhas da Leitão na Monte da Caparica?

    https://amp.expresso.pt/politica/2016-06-11-Alexandra-Leitao-Sou-um-pouco-colerica-e-nao-minto

    Queriam a Mortágua a doutorar-se no ISEG?

    https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/mariana-mortagua-conclui-doutoramento-em-economia-na-universidade-de-londres-437517

      • Zabka on 21 de Maio de 2021 at 20:45
      • Responder

      Ó chegano o que é a Mortágua tem a ver com a conversa? Fez toda a escolaridade no ensino público (incluindo o superior) e só terminou o doutoralmente em Londres (também numa faculdade pública)

        • Alecrom on 22 de Maio de 2021 at 15:25
        • Responder

        Pensa um bocadinho que, estou certo, chegas lá.

  4. Obviamente que quem escreveu este texto não teve o privilégio de trabalhar na maioria das escolas onde eu tenho trabalhado já lá vão quase 30 anos. Também deve desconhecer o emaranhado legislativo que “amarra” os professores na escola pública.

    • Barlavento on 21 de Maio de 2021 at 18:46
    • Responder

    Haja paciência para tanto discorrer ignóbil…
    Um bom professor é aquele que ajuda o “Manuel” que tem uma familia completamente disfuncional, que já tem 2 irmãos presos, que outro deles foi morto em guerra de gangues, e que antes de sair de casa para ir para a escola tem de acordar, alimentar (quando há comida), vestir e levar a outra escola os 2 irmãos mais novos, porque a mãe chegou de madrugada ou estafada do trabalho ou com uma ressaca tão grande que não se conseguiu levantar de manhã. Um bom professor ajuda-o a ter valores, ajuda-o a fugir de caminhos duvidosos, ajuda-o a não abandonar a escola e dá-lhe ferramentas para um dia ser alguém na vida e conseguir uma vida melhor e para ele completamente desconhecida.
    Professores que ajudam alunos que têm tudo o que são meios tecnológicos e outros, explicadores individuais, livros sobre tudo e mais alguma coisa em casa e pais que se importam com eles, são apenas mais um elemento positivo na vida desse aluno e não os excelentes profissionais que a autora defende.
    Ser um excelente professor é fazer a diferença na vida dos alunos e não apenas contribuir para o ranking de egos.

    • Luis Santos on 21 de Maio de 2021 at 19:07
    • Responder

    Não sou professor, por isso estou à fonte de para escrever de forma imparcial sobreo tema.
    Ao ler este texto fico com a nítida sensação que esta senhora é ignorante, mas pedante.
    Defende os ranking’s sem fundamentar. Esqueceu-se, todavia, de dizer, ou não lhe agrada reconhecer, que os colégios privados fazem selecção dos alunos que querem no seu seio, o que faz toda a diferença.
    Sei isso por conhecimento de causa, porque recentemente um colega meu quis mudar a filha de uma escola pública para um desses colégios do topo do ranking e a primeira coisa que lhe disseram foi que não havia vaga. Mas quando ele mostrou as notas da filha, que é aluna de 18, abriram-lhe logo as portas.
    É assim o privado! Mas o público tem de receber todos, os bons e os menos bons. Todos sem excepção!
    Experimente ela colocar nesses colégios uma turma desses bairros problemáticos que todos conhecem e depois vamos ver os resultados.
    Tretas!!!
    Este texto não é mais do que uma encomenda cujos fins posso adivinhar.

  5. Tanta contradição e disparate neste texto. No início até pensei que estava a ser escrito num tom irónico, mas não, é mesmo para ser levado a sério.

    1. Eu também pensei (no início) que todo este relambório estava a ser escrito num tom irónico mas, depois de uma pequena pesquisa na net, encontrei isto:
      https://www.vozprof.com/podemos-e-devemos-debater-os-rankings-raquel-varela/
      Já nem sei o que diga…

    • João on 21 de Maio de 2021 at 20:23
    • Responder

    Tanto disparate junto num só texto, faz confusão. Isto dito por alguém que conhece bem os dois mundos privado e público….

    • Zabka on 21 de Maio de 2021 at 20:38
    • Responder

    Burguesinha, arrogante, pedante e snob que faz de conta que é de esquerda. Não conhece o mundo para além dos circuitos mediáticos e bem-pensantes da capital. Uma versão feminina e ligeiramente mais progressista do Hemingway de pacotilha que também gosta de mandar bitaites sobre os professores.

  6. Esta Raquel Varela deve comungar na mesma igreja em que comunga aquela criatura inenarrável que dá pelo nome de Mirtha e costuma comentar por aqui.
    Parece que neste país todo e qualquer bicho careta sabe tudo o que há a saber sobre Educação, Pedagogia e afins, exceto os professores do ensino público que estão “no terreno” a dar aulas.
    Não há pachorra!

    • Rui Filipe on 21 de Maio de 2021 at 22:46
    • Responder

    Parece que o propósito do ministro é de denegrir os professores da escola pública. No fim de contas, o próprio ministério fica mal com esta fantochada. É o que se chama, um tiro no próprio pé.
    São realidades diferentes.Quem frequenta o ensino privado é quem tem mais possibilidades económicas.Filhos de pais mais instruídos.Muitos desses colégios pertencem à igreja católica. Não tenho nada contra, mas convenhamos que uma freirinha tem muita mais disponibilidade, do que a maioria daqueles em que a vida não é só a escola, mas também criar filhos, cuidar da família, etc.
    Se um aluno se porta mal num colégio, o diretor manda-o embora, porque o colégio/empresa não está para perder dinheiro, com a eventual saída de muitos meninos. A escola pública rege-se por outros valores, que não são primordialmente do dinheiro e da constituição duma sociedade materialista.
    Por isso, dever-se-ia fazer um debate com qualidade e honestidade. De certeza, que depois disso, até seria vergonhoso falar destas classificações de escolas e de ensinos.E pensarmos, que já decorreram 47 anos,depois do 25 de abril! Comparar a diferença de igualdade de oportunidades, a falta de solidariedade!Salazar e o cardeal Cerejeira morreram, mas ainda há muitas ervas daninhas!

    • Amorim on 22 de Maio de 2021 at 0:41
    • Responder

    Tanta asneira junta num só texto. Mais uma treinadora de bancada com teorias sem fundamento. A Raquel Varela que vá dar aulas a turmas PCA ,CEF, profissionais e currículos alternativos de uma escola pública da pesada na periferia de Lisboa ou Porto, só depois deve opiniar com sapiência . Em muitas escolas destas esta “doutora” teórica podia aplicar a ideia com alunos de 16 ou 17 anos que entrar na escola sem livros mas com navalhas , drogas e outros acessórios. Experimentem colocar os professores da escola privada nº1 a dar aulas numa turma de um curso profissional da pesada da escola pública e os resultados seriam os mesmos. A principal diferença será sempre os alunos selecionados pelos colégios. Como se pode comparar os colégio privados que escolhem os melhores alunos com a escola pública que recebe todo o tipo de alunos. Este pais está infestado de “doutores”
    que não conhecem a realidade das escolas muitos deles ao serviço de interesse obscuros. Esta senhora Raquel Varela apenas defende o “lobby” amarelo.

    • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 22 de Maio de 2021 at 4:02
    • Responder

    E ainda não passou por aqui o Atento, aliás Pensador, aliás… porque era pior. O Atento Pintelko não veio porque, com toda a certeza, está no avianço já de fim de semana, normalmente mais demorado, com sardada mais abundante. Em primeiro lugsr está o sardão habitual nesse manhoso.

      • Zabka on 22 de Maio de 2021 at 16:50
      • Responder

      Já botou faladura a grande besta com a cassete do costume

    • Matilde on 22 de Maio de 2021 at 8:41
    • Responder

    No geral, a escolas “privadas de topo” serão fantásticas para os alunos (???), proporcionando-lhes todos os meios necessários para alcançar bons resultados escolares, mas não o serão certamente nem para os docentes, nem para o restante pessoal que nelas trabalham…

    A Raquel Varela parece desconhecer que, de modo geral, as escolas “privadas de topo” exploram “até ao tutano” quem nelas trabalha, muitas vezes em total desrespeito pelas Leis do Trabalho… E, frequentemente, quem lá trabalha sairia de bom grado, se tivesse alternativa…

    Nas escolas “privadas de topo” da Raquel Varela costuma existir um verdadeiro primado: o primado do dinheiro das famílias desses alunos e/ou o primado dos cargos de relevo político e social que possam ocupar… Tudo gira em função disso e os que lá trabalham são postos ao serviço dessas famílias e obrigados a estarem sempre disponíveis para satisfazer os seus desejos… A essas famílias costuma desculpar-se praticamente tudo, pois que não se pode afrontar quem tem muito dinheiro ou muito poder…

    E tudo se resume a isto: nessas escolas costuma mandar o dinheiro das famílias e/ou a notoriedade política/social de que possam gozar…

    A Raquel Varela parece ser um daqueles elementos que milita na “Esquerda Caviar” que, durante a manhã adora “defender os direitos” dos trabalhadores pobrezinhos dos Estaleiros Navais, mas que no final do dia passa pela escola “privada de topo” para recolher a sua (hipotética) prole, sem nunca questionar as condições de trabalho de todos aqueles que estiveram o dia inteiro com os seus filhos…

    A Escola Pública, com todos os seus defeitos e maleitas, é muito melhor do que isso…

    • Prof. on 22 de Maio de 2021 at 11:38
    • Responder

    Raquel Varela deveria basear as suas opiniões em artigos/estudos científicos, como sempre gosta de o fazer, nos programas de TV em que participa. Por exemplo, aqui vai um estudo interessante:
    https://www.jn.pt/nacional/alunos-que-saem-do-privado-reprovam-mais-na-universidade-9383892.html
    Devolve-se a questão… “Como se explica esta desigualdade?”
    E sublinhe-se que, tal como muitos já aqui referiram, que a massa de alunos das escolas públicas não se compara à “nata” das escolas privadas…
    Já agora, é preciso corresponsabilizar os pais no processo de ensino-aprendizagem. Aí está a diferença que muitas vezes sustenta os resultados público/privado, porque o apoio do pais é determinante. Existem estudos que apontam que a escolaridade das mães é fulcral na formação dos filhos. Mais um dado a ter em conta.
    É uma pena o que estão a fazer ao ensino público no nosso país, uma verdadeira implosão de todo o sistema, beneficiando as camadas elitistas do privado. Fazendo crer que o trabalho do ensino público não é meritório… Q tristeza.

    • Ana Costa on 22 de Maio de 2021 at 13:47
    • Responder

    “Os professores, todos, sem exceção, adoram dar aulas e a sua voz transmite permanente entusiasmo, os olhos brilham quando são aulas”. Parei no “sem exceção”. Não há nenhum local de trabalho, nenhum, em que “todos, sem exceção” são ótimos, são preguiçosos, são faltistas, são cumpridores…só este início de texto é suficiente para perceber a falácia da opinião que se segue (ainda pensei que fosse irónica).
    Lixo opinativo. É tudo.

    • Filipe on 22 de Maio de 2021 at 13:52
    • Responder

    Os colégios privados pagam aos jornaleiros de meia tigela para lhes fazerem publicidade . Tirar cursos em colégios privados é equivalente a tirar cartas de condução na “farinha amparo” . Tudo é pago , tudo corre por baixo na mesa e no final temos altas notas e cérebros ocos .

  7. Coloquem os betos do privado a fazer os exames na escola publica ao lado.

  8. “Os professores, todos, sem exceção, adoram dar aulas e a sua voz transmite permanente entusiasmo, os olhos brilham quando são aulas”.

    Ai que lindo, drª Raquel Varela!
    Fiquei emocionada com tanta poesia.

    • Maria on 22 de Maio de 2021 at 19:51
    • Responder

    Que texto tão cheio de contradições… Vai mas é trabalhar!!!!! Para uma escola pública e verás como são os alunos. .. No privado pode lá ter comparação? Alunos com educação, respeitam os professores. estudam, trabalham, têm biblioteca desde que nascem e acompanhamento dos pais. Pode não ser acompanhamento curricular mas amor, carinho, comida, agasalho, conforto… os pais pagam para os terem guardados em lugar seguro, e confortável também e as regras e princípios são preservados. E se inflaciona notas , isso então é juntar o útil ao agradável porque as médias contam para entrar nos cursos superiores favoritos. Que tem a ver neste contexto os professores? São melhores e menos bons tanto no público como no privado. Em ambientes totalmente diferentes e com população completamente diferente, pode haver algum termo de comparação? O professor no privado não precisa de marcar faltas disciplinares, não precisa de marcar faltas de atraso de material e de presença, não precisa de chamar a atenção, de mandar calar,… Só precisa de coordenar, orientar a matéria curricular e se pedir aos alunos que tragam a lição sabida, eles trazem e dialogam/discutem as ideias, os raciocínios e o professor é moderador! No público, dáse logo conta de um aluno tem bom ambiente familiar, porque é raro e este cumpre o seu papel. Os outros? Sem livro, caderno, sem interesse nem apetência para aprender seja o que for, não querem trabalhar, passam de ano, repedidamente, com níveis negativos nas mesmas disciplinas… E como não bastasse, vem ainda o pai/mãe/avó desses alunos pedir contas ao professor e até dar-lhe uns estalos, por o filho ser expulso da aula, por ser mal educado, por tirar Fraco no teste, por tirar negativa… Como se os professores tivessem alguma culpa pela falta dos princípios inerentes a uma vida de estudante!!! Se não lhes incutem os princípios, então que deixem os professores incutir-lhos, por isso chama a atenção e alerta para esses princípios! Não os acompanham nem deixam que os profs os acompanhem. A escola pública é a escola dos alunos… não dos estudantes!!!! Mas não se ponha a culpa nos professores. Haja respeito e consideração pelo trabalho inglório dos Professores.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading