Sessenta e seis processos disciplinares e 64 sanções a escolas que inflacionam notas
Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.
A informação foi avançada à Lusa pelo gabinete do Ministério da Educação, quando questionado sobre a intervenção junto aos estabelecimentos de ensino que sistematicamente inflacionam as notas dos alunos do secundário, uma prática que pode permitir a um estudante passar à frente no acesso ao ensino superior.
Segundo a tutela, os inspetores de educação instauraram desde o ano letivo de 2019/20 66 processos disciplinares e passaram a ser uma presença regular nas escolas onde normalmente são identificados estes problemas.
Os processos disciplinares traduziram-se em “64 sanções disciplinares aplicadas em estabelecimentos públicos e em estabelecimentos particulares e cooperativos, e dois suspensos, nos termos da lei, por aposentação ou cessação de funções dos arguidos”, explicou à Lusa o Ministério.
Os inspetores detetaram situações em que houve uma “deficiente elaboração de critérios de avaliação”, mas também uma “incorreta aplicação” desses mesmos critérios de avaliação.




14 comentários
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Quando é que a Inspeção começa a direcionar a sua atenção para o ensino profissional? Aqui sim as notas são incrivelmente inflacionadas.
Equivalência dos extremos de classificação: um aluno que no ensino regular vale 0, no ensino profissional vale 10; um que nos ensino regular vale 10, no profissional vale 20.
São nada!
VERDADE
Quando é que a Inspeção começa a direcionar a sua atenção para a avaliação do pessoal Docente e não Docente.
Aqui sim, haveria pana para mangas!!
A inspecção precisa ninjas camuflados para apanharem as aldrabices nos exames feitos nos colégios. Isso, ou obrigar a betalhada a fazer nas escolas públicas
O profissional no seu melhor. Numa reunião do profissional de Arouca, um dos diretores de curso, disse para os colegas que a meta mínima de classificação dos alunos era de 15 valores. Foi pena não ter ficado em ata, ou ficar gravado para memória futura.
Perguntar não ofende – como diz o bom povo .
Os alunos dos colégios obtiveram retumbantes classificações.
Pergunta 1 : esses alunos fizeram os exames onde? N os colégios, ou deslocaram-se à escola pública próxima?
Pergunta 2 – Se realizaram os exames no “quentinho” dos colégios, esses mesmos exames foram vigiados por quem? Pelos professores dos ditos?
Perguntar não ofende, reitero .
Ui!! Se começam a aplicar processos disciplinares pela não aplicação rigorosa dos critérios de avaliação, ou por condicionarem professores a não o fazerem, vai tudo corrido. Era de forma a que se pagava o défice.
Enquanto os betos não fizerem os exames na escola publica ao lado isto irá continuar assim.
TODOS sabem o que se passa durante os exames nos colegios privados.
Os professores dos colégios são uns porcos, não acham?
Não deviam ser exilados?
Sem acabarmos com escolas, hospitais… privados
não conseguimos
atingir o clímax.
Era enfiá-los no Campo Pequeno…
Quais foram as escolas sancionadas????
Por que razão escondem????
Por que razão os jornalistas não fazem o seu papel???
A opacidade é característica das ditaduras…
O ensino em Portugal vive num regime salazarento.
Será que a Inspeção apanhou em flagrante delito a Inspeção que impôs, na minha escola, uma medida no âmbito do plano de melhoria onde o sucesso escolar era conseguido através do algoritmo %negativas do ano anterior a dividir por 2 no ano seguinte? Vou procurar saber.
Era necessário inspecionar o curso profissional. Alunos com notas muito elevadas. Como é possível ? Quem escolhe este curso são os alunos fracos . Os programas são difíceis e rigorosos. Como é possível aquelas notas ? temos alunos a faltar o ano todo. Faltas retiradas com um trabalho copiada da net… Como é possível ?
Eu acredito que os cursos profissionais são uma mais valia mas é necessário mudar as práticas nas escolas. Outro problema é o horário extenso . Urge agir e devolver aos cursos profissionais maior credibilidade. A inflação das notas deste curso é uma realidade e temos o dever de contrariar esta prática. Outro problema que não é falado é a elevada indisciplina que continua a não ser tratada convenientemente na escola.