Maio 2021 archive

Lista Colorida – RR29

Lista colorida atualizada com colocados e retirados da RR29.

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174 Contratados colocados na RR29

Foram colocados 174 contratados na Reserva de Recrutamento 29, distribuídos da seguinte forma:

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Reserva de recrutamento n.º 29

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 29.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 17 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 18 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de recrutamento n.º 29

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 29

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As resoluções do Conselho de ministros

Foram publicadas no Diário da República duas resoluções aprovas pelo Conselho de Ministros

Revê e aprova os princípios orientadores do programa «Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 – INCoDe.2030»

 

Autoriza a realização da despesa relativa à aquisição de licenças digitais de manuais, no ano letivo de 2020/2021

 

Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2021

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Pensões de reforma cairão para menos de metade…

Quando me aposentar irei receber menos de metade do meu último ordenado como ativo.

Até 2040, ou seja, dentro de menos de 20 anos, a capacidade que as pensões têm de substituir os rendimentos do trabalho em Portugal cai para 54,5% – e em 2045 será inferior a metade (48,2%).

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Educação ambiental no centro dos currículos escolares até 2025

A Educação não está a preparar os alunos para se adaptarem, actuarem e responderem às alterações climáticas e à crise da Biodiversidade, alerta um novo relatório publicado pela UNESCO nas vésperas da Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável, que se celebrará online a partir de Berlim, Alemanha, de 17 a 19 de Maio.

UNESCO pede a todos os países para porem a educação ambiental no centro dos currículos escolares até 2025

O estudo “Aprender pelo nosso planeta” analisou os programas educativos e os currículos escolares de cerca de 50 países de todas as regiões do mundo. Mais de metade não faz qualquer referência às alterações climáticas e apenas 19% fala de Biodiversidade.

O estudo lamenta a falta de atenção dedicada às capacidades sócio-emocionais e às competências orientadas para a acção, fundamentais para a acção ambiental e climática.

“A educação deve preparar os alunos para compreenderem a actual crise ambiental (…). Para salvar o planeta, devemos transformar a nossa forma de viver, produzir, consumir e interagir com a natureza. É fundamental integrar a educação para o desenvolvimento sustentável em todos os programas de aprendizagem de todos os lugares”, disse, em comunicado, Audrey Azoulay, directora-geral da UNESCO.

Por isso, a UNESCO fixou um novo objectivo: fazer da educação ambiental uma componente chave dos currículos escolares de todos os países até 2025.

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Professora agredida por encarregada de educação em V. N. de Gaia

Se não é dentro da escola, é à porta. Se não é à porta da tua escola, é à porta da escola dos teus filhos…

Encarregada de Educação agride professora à entrada de escola em Vila Nova de Gaia

 

A mulher, com cerca de 45 anos, foi submetida a uma perícia no Instituto de Medicina Legal. Questionada pelo Correio da Manhã, a direção do Agrupamento de Escolas dos Carvalhos informou que está a acompanhar o desenvolvimento do processo e que aguarda as conclusões das autoridades.

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“Estudasses….”: Um meteorito para matar dinossauros da gestão escolar – Luís S. Braga

 

Neste momento tenho noticia de muitas eleições para diretor nas escolas.
E muitos diretores estão a ser confrontados com uma mudança legislativa ocorrida em 2012. E fico espantado por me virem contar que alguns estão surpreendidos.
Para se ser candidato a diretor de uma escola, hoje só há realmente 2 requisitos cumulativos: ter pelo menos 5 anos de serviço e ter um curso de gestão escolar (seja doutoramento, mestrado ou especialização).
Sei que sou altamente minoritário a defender esta solução legal vigente (a exigência de curso), mas uma das razões porque o faço é porque pode ser uma das vias de “matar as piores espécies de dinossauros”.
Basta que um dos candidatos tenha curso para que todos os outros que vão ao concurso, apenas com o tempo de experiência de funcões sem ele, tenham de ser excluídos. Só podem ser admitidos se, sem terem curso, forem candidatos únicos.
Uma eleição não é uma recondução.
Tenho tido notícias, de vários sítios do país, de dinossauros que não leram bem a lei e se esqueceram de ir estudar, desde que foram reconduzidos e que agora tentam evitar a exclusão.
Cabe aos conselhos gerais exercerem os seus deveres legais, assumirem a sua responsabilidade e não aceitarem pressões na fase de admissão e verificação de requisitos. Sem curso, nada feito.
E não caiam na ideia de que a coisa demora tempo nos tribunais e “pode ficar assim”. Como os diretores são “eleitos”, no sentido formal, o processo judicial é urgente e corre até em férias.
E, sobre estes pontos, o resultado dos tribunais é sempre favorável a quem reclama de admissões feitas sem requisitos. A coisa é simples de deslindar e até já foi ao Supremo.
Acreditem, eu sei: fui um dos promotores da ida, pois um dos primeiros processos judiciais sobre este assunto dos requisitos de eleição das escolas fui eu que o iniciei. E ganhei.
Na altura, com surpresa para muita gente. Desde 2006, já houve vários outros e, sempre que o tema foi falta de requisitos de candidatura, quem reclamou, ganhou sempre.

http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/a10cb5082dc606f9802565f600569da6/c28e808617a7740380257281003923a6?OpenDocument&fbclid=IwAR34dZdlPQ2rWA2ugdsZrtgq_O4EEzueCGdSP2DSfx-wW6Cz7koNG3zCCXA

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Violência nas escolas: uma espécie de “fenómeno paranormal”…

 

Sem dramas desnecessários, mas ao contrário do que alguns crêem, a Escola, pela sua natureza, não é um lugar idílico nem pacífico…

 A Escola é palco de muitos companheirismos, de muitos desafios, de muitas realizações e de muitas vitórias, mas também, e em simultâneo, de muitas frustrações, fracassos, tensões, zangas, competições e ansiedades, individuais e/ou de grupo…

Um lugar assim, e onde muitas vezes está em causa a afirmação pessoal, pela positiva ou pela negativa, gera indubitavelmente alguns conflitos, hostilidades, confrontos e muita contenda…

Em suma, a Escola é uma entidade que suscita estados emocionais ambivalentes, onde facilmente se misturam e alternam o Amor com o Ódio… E isso parece válido para todos os que diariamente passam a maior parte do seu dia numa escola, quer seja para aprender, quer seja para ensinar…

A violência física e/ou psicológica em contexto escolar exercida por alguns sobre outros é muitas vezes consequência dessa “luta” diária e contínua e, amiúde, uma forma de a exteriorizar…

 De qualquer modo, e independentemente das causas, a violência física e/ou psicológica nunca é aceitável, sob nenhum ponto de vista e em nenhum contexto de vida…

 A violência nas escolas, que muitos teimam em não querer percepcionar, parece constituir-se como uma espécie de “fenómeno paranormal”, na medida em que muitos acreditam na sua existência, mas dificilmente alguém a consegue comprovar…

 Quase como um fenómeno sem explicação à luz dos conhecimentos científicos actuais, parece, por vezes, atribuir-se a sua ocorrência a uma espécie de “forças ocultas”, desconhecidas e indetectáveis, impossíveis de controlar e de compreender… E enquanto assim for, vão-se tranquilizando e confortando consciências, pois que não é possível agir sobre o desconhecido ou sobre algo que se considere estar para além de cada um de nós…

 Nesse contexto, a atitude mais comum por parte dos Directores face à ocorrência de episódios de violência em meio escolar costuma ser “atirá-los para baixo do tapete”, tentar minimizá-los ou até ignorá-los… Nessas situações, a ausência de transparência e a hipocrisia costumam ser notórias e a “Lei da Rolha” também… Porque “fogem” do problema? Porque o tentam abafar e esconder?

 Os Directores são, quase sempre, os primeiros a não querer enfrentar o problema e a recusar assumi-lo, previsivelmente com receio de que a qualidade da sua gestão ou a sua competência possam ficar “manchadas” por tais ocorrências… Quando confrontados com algum episódio de violência ocorrido num estabelecimento de ensino da sua alçada, basta analisar as respectivas declarações para se constatar e concluir que as mesmas vão quase sempre no sentido do escamoteamento e da desculpabilização…

 Talvez porque assumir a sua existência implique também admitir uma certa responsabilidade pelo sucedido e uma certa incapacidade por não se ter conseguido evitar determinado incidente… O que realmente importa é fazer parecer que na “sua” escola impera a tranquilidade e a normalidade, mesmo que, no limite, isso signifique negligenciar e desproteger as eventuais vítimas dessa violência…

 A todo o custo, tenta-se, frequentemente, que algum episódio de violência não se torne do conhecimento da comunidade educativa, sobretudo do conhecimento dos pais, com o pretexto de evitar qualquer tipo de alarme social… Esquecem-se os Directores de que, na maior parte dos casos e em condições normais, os pais são quase sempre os primeiros a saber o que se passa na escola do seus educandos… Não informar objectivamente, apenas fomenta o clima de desconfiança que por vezes se instala, por omissão de informação sobre determinados assuntos, assim como a especulação e os boatos acerca dos mesmos…

 Ao Ministério da Educação também não interessa que sejam identificados problemas de violência nas escolas. Afinal somos um país “na vanguarda da inclusão” e qualquer facto que contrarie essa ilusão e esse delírio não é bem-vindo nem bem aceite… Resumindo, uns disfarçam e os outros fazem de conta que não vêem…

 Escusamos de ter ilusões: com maior ou menor frequência, com maior ou menor intensidade, em todas as escolas se verificam episódios de violência. Numas esses episódios assumem um carácter esporádico, noutras tornam-se praticamente endémicos…

 Na realidade, a violência nas escolas é um fenómeno concreto, com causas e com consequências identificáveis, assim exista a vontade de as reconhecer, e é possível agir sobre umas e outras… Alunos, pais, professores, técnicos, direcções e assistentes operacionais, todos têm o direito e o dever de a denunciar, independentemente de quem seja(m) o(s) agressor(es)…

 Não é possível enfrentar o problema da violência escolar com a seriedade que o mesmo exige sem que as escolas, sobretudo na figura dos seus dirigentes máximos, consigam desmistificar o problema: em primeiro lugar, assumindo-o e, em segundo lugar, reportando-o à Tutela…

 Pelo que já se conhece acerca deste problema, a violência nas escolas não pode deixar de ser enquadrada por algumas características de determinados contextos familiares e/ou na permissividade de alguns comportamentos, tacitamente autorizada por algumas Direcções de Agrupamentos…

Quando existam motivos que o justifiquem, as famílias não podem deixar de ser responsabilizadas pelos eventuais danos causados (morais e/ou materiais), mas a gestão das escolas e as políticas do Ministério da Educação sobre este assunto também não…

 O pior que pode acontecer numa comunidade educativa é gerar-se o sentimento generalizado de injustiça e de impunidade perante actos de violência, por vezes traduzido por esta afirmação: “Todos sabem, mas ninguém faz nada…”. E tem que haver condenação e punição dos comprovados agressores… E tem que haver algum tipo de ressarcimento das vítimas…

 E a não ser quando alguma acção de alguém, dentro de uma escola, se torna deveras e escandalosamente violenta para ser ignorada, tornando-se pública, é que se volta a falar sobre o maldito fenómeno…

 Nessa situação, “acordam” e indignam-se muitas consciências, como se se desconhecesse por completo a existência do fenómeno ou como se ele se constituísse como um acto nunca antes visto…

 Depois é só esperar mais algum tempo até que o fenómeno volte a ser esquecido…Até à próxima ocorrência…

 As vítimas, essas, não costumam esquecer… E não se podem calar, mesmo que, lamentavelmente, alguns não as queiram ouvir…

 

 (Matilde)

 

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Despacho n.º 4794-B/2021 – Procedimentos para certificação de manuais escolares

Como já se sabia este ano não vai haver adopção de novo manual para Matemática, ficando adiado para 2022/2023 a adopção de novos manuais de matemática para o 1.º, 5.º, 7.º e 10.º ano.

Despacho n.º 4794-B/2021 – Procedimentos para certificação de manuais escolares

 

 

Estabelece os procedimentos, prazos e critérios de avaliação para certificação dos manuais escolares dos cursos de educação e formação de jovens, o calendário de adoção para os manuais escolares dos cursos profissionais e procede à segunda alteração dos calendários de avaliação, certificação e adoção de manuais escolares, constante do anexo I ao Despacho n.º 4947-B/2019, de 16 de maio, na sua redação actual.

 

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Gramática e a Semântica da Escola Digital José Afonso Baptista

A pandemia deu grande visibilidade à “gramática” da escola eletrónica, com o e-Learning, o b-Learning (blended Learning), o online Learning, a broadband, o WIFI e o e-mail, associados ao laptop e ao smartphone, entre outros, no centro de uma nova revolução em Inglês que não é acessível a todos os ouvidos. Esta invasão em força e à pressa causou embaraços e confusões.
A escola está no centro de várias gerações com reações diversas ao universo das TIC, desde os professores anteriores ao digital e ao online às crianças e jovens que já nasceram e cresceram com “genes eletrónicos”. É um conflito intergeracional. Mas há um conflito mais doloroso, que opõe quem tem e não têm acesso a este novo mundo.
Não tem sentido discutir se é uma revolução boa ou má: se pode levar a educação a milhões de pessoas sem escola e se pode levar à casa de cada um a informação e o conhecimento que precisam, estamos perante um novo “milagre das rosas” que pode levar o pão a toda a população. O problema está em que “ter os meios” não significa que cheguem a toda a gente. Este é o desafio lançado pela ONU para o COVID 19: #OnlyTogether. O digital, o online e a banda larga podem facilitar os desafios para alargar a EFA/EPT (Education For All) a todo o mundo, levar a escola a todos e eliminar os infoexcluídos.
A revolução digital põe a tónica na aprendizagem, no learning, o que seria, se levada à letra, a resposta à necessidade de deslocar o ensino para a aprendizagem, com maior autonomia do educando na construção do seu próprio saber. A lição, a aula, a transmissão do saber feito, dariam lugar ao trabalho do aluno, com orientação do professor, desenvolvendo o espírito de iniciativa, a criatividade e o sentido da descoberta. O ensino tradicional assenta num microfone – o professor- e num gravador de som – o aluno. O que se pretende hoje são alunos ativos e reativos, desenvolvendo o “critical thinking”, e não apenas discos de memória de capacidade variável. Se a revolução eletrónica não mudar o e-Teaching pelo e-Learning não muda o essencial da questão.
O e-Learning não significa ensino à distância, que as circunstâncias podem justificar. A escola é a comunidade de aprendizagem onde nascem e se desenvolvem relações, afetos, atitudes e valores que estão no cerne da ação educativa. O online dá uma grande liberdade de tempo e espaço, que não contraria a escola, antes a complementa. As desigualdades são uma ameaça permanente. A exclusão e a inclusão vivem paredes meias. Os computadores e a internet são os novos manuais, abrindo horizontes mais convidativos, desde o fundo dos oceanos, às florestas virgens e ao infinito dos céus. Maravilhas e fenómenos que nunca tínhamos observado. Deixar crianças e jovens excluídos deste mundo é um crime.
Uma política de inclusão requer que se cumpra o acesso de todos ao digital e ao online, sem discriminações, no âmbito das políticas de apoio aos manuais e materiais escolares. Por outro lado, é urgente criar uma plataforma para o sistema educativo que facilite o acompanhamento e apoio personalizado aos alunos. O SNS, com a criação de uma base de dados que recolhe informação atualizada de todos os cidadãos, melhorou radicalmente a qualidade dos serviços. A comunicação com o doente é importante, mas o que determina as decisões do médico são as análises clínicas, as radiografias, as TAC’s, os cintigramas inscritos na plataforma e que permitem um diagnóstico rigoroso.
A educação, para um acompanhamento personalizado dos alunos que vá ao encontro das suas características, motivações, potenciais e limitações, tem de ter um sistema universal com o registo de toda a atividade relevante de cada educando, dos trabalhos que produz, das dificuldades e ajudas que revela, dos erros que comete. Só assim se poderão aproveitar as capacidades de todos, sem perdas, sem a escola deitar fora uma parte importante da sua matéria prima, como lixo inútil, que são os alunos que a escola não aprendeu a ensinar nem ensinou a aprender.

 

diário as beiras

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Quando é necessário sacar uma faca dentro de uma escola…

“Estavam constantemente a meter-se com ela”, garante mãe de aluna “apalpada, empurrada e cercada” na Secundária de Ponte de Sor.

Ponte de Sor. “A minha filha puxou da navalha porque já não aguentava”

A tensão vivida entre a direção, os professores, os auxiliares, os encarregados de educação e os educandos da Escola Secundária de Ponte de Sor, em Portalegre, tem vindo a escalar. Desta vez, a mãe de uma aluna institucionalizada desmente o diretor do agrupamento, Manuel Andrade, e justifica o uso de uma navalha pela filha.

Depois de ter lido o artigo que o i publicou, na passada segunda-feira, acerca do clima vivido na escola, Bernardete Alves Martins Fonseca não podia ficar em silêncio. A mãe de Mariana (nome fictício), de quase 16 anos e estudante do curso de Línguas e Humanidades, ficou “espantada” com o modo como Manuel Andrade se referiu à adolescente nas declarações que prestou ao i.

Recorde-se que o dirigente explicou que havia sido “identificada uma aluna com a posse de um pequeno canivete”, sendo que “e escola, na presença desta situação, abriu o respetivo procedimento disciplinar tendo suspendido a aluna”.

“A minha filha já se tinha queixado à diretora de turma e à direção porque era apalpada, empurrada e cercada pelo tal grupo de rapazes problemáticos”, começa por revelar, aludindo ao grupo de “seis, sete alunos” que “são o terror dentro da escola” como um dos docentes explicitou também ao i.

“A situação já se prolongava há bastante tempo e, naquele dia, depois de se ter dirigido novamente à direção da escola sem que nada fosse feito”, Mariana envolveu-se numa “confusão”.

“Começaram a bater no ex-namorado dela. A navalha era minha, não desminto, foi um erro meu, mas não lha dei para que ela a levasse para a escola, era para se defender quando saía à noite”, frisa a mulher que não esquece aquela tarde do início do ano letivo corrente.

“Todos os dias é a mesma coisa” “Foi fechada numa sala ao pé da do diretor, com o namorado, durante duas horas. A escola não contactou ninguém, o senhor diretor não pode dizer que os pais não querem saber dos filhos”, explica a encarregada de educação, que somente terá sido informada da situação quando foi à rua tomar café e foi abordada por colegas da rapariga que a alertaram.

“Estavam constantemente a meter-se com ela, mandavam bocas e tocavam-lhe. A minha filha puxou da navalha porque já não aguentava o assédio”, declara. “Eu confrontei-a e ela disse ‘Estou farta, todos os dias é a mesma coisa’”, salienta.

Ao i, o dirigente mencionou que “neste momento, esta aluna encontra-se institucionalizada numa instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco” e garantiu que “para além deste caso não há referência a outros semelhantes”.

“O senhor diretor refere que a minha filha se encontra institucionalizada, e está, mas não foi por essa questão. Está lá há um mês por decisão minha porque a situação não estava fácil em relação ao namoro que ela tinha”, destaca, opondo-se a Manuel Andrade que, ao i, afirmou que “no decurso do procedimento disciplinar apurou-se que a aluna tinha na sua posse esse objeto a pedido da própria mãe”.

O motivo apresentado foi o de que Mariana se defenderia “do padrasto se tal fosse necessário” com a arma em questão, mas Bernardete assegura que “não existe padrasto nenhum”.

“Impediu a minha entrada na escola” “Fomos a tribunal com uma técnica da Segurança Social, o processo ficou suspenso por seis meses”, clarifica Bernardete.

“Ele mostra-se sempre indisponível para falar seja com quem for. Um dos irmãos dos outros miúdos também quis falar com ele, mas supostamente estava em reunião. Ficámos do lado de fora da escola”, adianta. “Inclusivamente, impediu a minha entrada na escola”, remata.

“É a palavra dele contra a minha, e ele está num cargo de poder, mas quem for ver o histórico da minha filha sabe que foi boa aluna e jogadora de basquetebol, desviou-se do caminho há dois anos, quando foi para esta escola”, finaliza.

No seguimento das denúncias realizadas, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco de Ponte de Sor enviou um comunicado ao i, assinado pela presidente Patrícia Lopes-Maia, que lamenta “a imagem denegrida que se estendeu a nível regional e nacional referente ao Agrupamento e toda a comunidade escolar”, indicando que o i questionou a CPCJ acerca de “situações que não correspondem à veracidade dos acontecimentos” e que se encontram “no limiar judicial”.

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Apregoam-se valores, praticam-se conveniências – Santana Castilho

 

1. O Supremo Tribunal Administrativo deu razão a Joaquim Sousa, professor de geografia e antigo director da Escola Básica 123 do Curral das Freiras, e mandou pagar-lhe os vencimentos relativos a seis meses de suspensão, com que foi castigado na sequência de um procedimento disciplinar.
Joaquim Sousa foi o obreiro principal do projecto educativo que levou a escola da vila mais pobre e isolada da Madeira a ser considerada, em 2016, uma escola-modelo, tão-só a melhor escola pública no exame de Português do 9.º ano de 2015. De nada lhe valeu o apoio da opinião pública e os apelos feitos ao Presidente da República, aos partidos com assento no parlamento regional e respectivo governo. Os burocratas de serviço falaram mais alto.
Do meu posto de observação segui o kafkiano processo e fui lendo testemunhos de professores e alunos de uma escola profundamente humanizada por Joaquim Sousa. E se nada disse na altura foi porque Bárbara Reis, aqui, em 29 de Março de 2019, disse tudo. A Joaquim Sousa pagaram agora os salários, injustamente sonegados. Mas mandaria a decência mínima que lhe pedissem desculpa pela violência indizível que manchou a honra de um professor que acertou, num reino de desacertos. Tanto mais que, por ele, marcaram-lhe, também, a mulher e dois filhos e extinguiram, por via escabrosa, a sua escola-modelo. Tudo o que dela resta piorou. Mas tudo parece cumprir, agora, a bíblia dos imprestáveis: o regulamento.
Esta saga mostra que, 47 anos depois, na mente capta de muitos dirigentes públicos, persistem os três grandes princípios da administração pública de outrora: não te rales mas não te entales, a iniciativa vem sempre de cima e nunca ninguém foi castigado por não fazer nada.
2. Inês Trindade, doutorada em Psicologia Clínica e investigadora em Medicina Comportamental, emigrou aos 30 anos, revoltada por não conseguir sobreviver em Portugal. Contou aqui a sua história (Balada de despedida: a insustentabilidade das carreiras científicas em Portugal, Público de 12.3.21). A balada de despedida desta cientista é um libelo acusatório (mais um) à Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que acusa, com exemplos graves, de controlar de modo iníquo e arbitrário a maior parte do financiamento para a ciência. Referindo-se a um concurso de que saiu vencida (Estímulo ao Emprego Científico), disse Inês Trindade que as suas “métricas científicas eram equivalentes às dos cinco investigadores melhor classificados, juntos”, coisa que acontece, afirmou, constantemente, há anos. E falou de outros cientistas que “ficam largos meses desempregados à espera de burocracias infindáveis, ou simplesmente a trabalhar gratuitamente na esperança de um dia obter uma posição”.
3. Estes dois flagrantes da nossa vida colectiva, somados ao debate sobre o Novo Banco ou sobre os acontecimentos de Odemira, são um retrato do país. As crises sucessivas do nosso viver colectivo, da bancarrota de Sócrates à pandemia de Costa, passando pela troika de Passos, mostraram que os gananciosos e os oportunistas políticos apenas tiveram de alterar as formas de manter os seus indecorosos lucros e poder. Porque a demagogia dos discursos esconde sempre que, na política, a única coisa que a dita são os interesses e o poder.
Bem pode António Costa fazer a apologia da solidariedade social, para a Europa ouvir, que a boçalidade consentida de Eduardo Cabrita e a grunhice ignorada de João Galamba dizem o quê e quem ele protege. Bem pode Tiago Brandão Rodrigues, também para a Europa ouvir, proclamar que Portugal “é orgulhosamente conhecido como país que está na vanguarda da inclusão” que, quando já ninguém se lembrar dele, ainda todos estaremos a pagar o custo das suas medidas paroquiais, que criaram um sistema de ensino cada vez menos fermento de espírito crítico e alforge de competências para ler o mundo de forma livre, mas cada vez mais vergado a teorias pedagógicas datadas e às necessidades de um deus-mercado de serviços de baixo valor.
Apregoam-se valores, praticam-se conveniências. A propósito, António Costa poderia estar mais atento à imprensa internacional, antes de dizer que não há capacidade de produção de vacinas. Se as patentes fossem levantadas, há fábricas disponíveis para produzir centenas de milhões. Tem a lista aqui: AP News, 1.3.21 e The Guardian, 24.4.21.

In Público de 12.5.21

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Violência escolar. Uma via é responsabilizar os pais

 

A “coisa” foi debatida há 12 anos….
Não deixei de ser um “esquerdalho”, como me chamam agora, mas sólido e assumido. Alguns que nem sabem o que são, por ter proposto isto, atiraram-me com suposta incoerência com os ideais de esquerda.
Da mesma forma, não me comovi por ser insultado de “Salazarista” ao propor.
Um ilustre oposicionista de antes de 74 ensinou-me que devo medir as injúrias pela fonte e que, em matérias de punição, não há sistema mais legitimado que uma democracia.

O que li, ontem, sobre uma escola de Ponte de Sôr e, hoje, sobre uma escola da Amadora (espero que, pelo menos, as unhas arrancadas fossem de gel….) fez-me pensar que temos de voltar a estes assuntos e lembrou-me como o debate politiqueiro no parlamento desvirtuou uma abordagem simples:

– se alunos menores fazem disparates nas escolas, não deve haver ação e pressão incisiva junto dos pais?

Para os que me quiserem colar à direita por dizer isto, só respondo: não há ideia mais de esquerda que defender uma escola pública em que todos aprendem em paz e sossego e que, por isso, supera o clima que as envolve em certas ruas ou famílias e eleva o espírito dos que só tenham paz nela.

Educação: Petição pela responsabilização dos pais

Luís S.. Braga

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O debate sobre a escola descolou da realidade – Paulo Prudêncio

O debate sobre a escola descolou da realidade

A natureza da escola é a elevação das aprendizagens. Mas à cultura permanente da finalidade, da exigência e da regra, associa-se o afecto, a amizade e o drama. Por isso, a moderação na tomada de decisões é um património inalienável. Até na inovação organizacional. Inovar com consistência implica um sólido conhecimento do que existe e a concretização exige sensatez. Ou seja, equilíbrio e conhecimento são vocábulos decisivos mais ainda quando a Europa assume um modelo social único pautado por valores como a liberdade, a democracia e a igualdade de oportunidades.

Só que o debate sobre a escola desequilibrou-se e descolou da realidade. Emergiu um mar de radicalidades (da natureza das coisas) que ignorou a existência de salas de aula. Por exemplo, é insensato e desproporcional querer ainda mais dias lectivos para recuperar aprendizagens. Não há dados para o exigir com rigor. E se já éramos um dos países da OCDE com mais dias lectivos, não tarda e seremos o espaço em que alunos e professores mais desesperam por férias com o desconfinamento possível. As desigualdades existiam e foram destapadas pela pandemia. Há muito que se sabe que o elevador social se desenha num universo em que a escola é apenas uma pequena galáxia; e com uma irrefutabilidade: o aumento da escolaridade é directamente proporcional à redução da pobreza.

E convenhamos: muito se realizou para garantir aprendizagens durante a pandemia. Os governantes é que oscilaram nos extremos. Rapidamente passaram do marciano sucesso da escola do século XXI no primeiro confinamento para o falhanço nos seguintes (palavras recentes do ministro do sector). É um marketing político descolado da realidade. Não é saudável. Importa recuperar a pedagogia e o equilíbrio. A arte de ensinar e aprender parte sempre daí. Para além de tudo, existe um elenco prioritário por resolver.

Por exemplo, impressiona a discussão sobre a produtividade dos professores. Como se sabe, um professor lecciona menos aulas à medida que a idade avança. É justo. Pois o debate institucional esgota-se, e por incrível que pareça, na designação dessas horas de redução omitindo o essencial que é o que se relaciona com as salas de aula: turmas numerosas, inclusão para todos (alunos, professores e outros profissionais), carga burocrática associada ao exercício, princípios pedagógicos dos horários escolares (onde nem a grave supressão do tempo de intervalos é matéria discutível) e atrasos civilizacionais e pedagógicos como quadros de mérito a partir dos 10 anos de idade (ou antes disso) e obrigatoriedade da publicitação antecipada do calendário de testes nas diversas disciplinas que é, para além de tudo, uma nefasta mensagem de “só se estudar para os testes”.

 Ainda neste domínio, é inaceitável que se teime em manter esta avaliação de professores. Assim, não se reequilibra uma contradição dilacerante da atmosfera escolar. O que existe é demasiado insensato, injusto e antipedagógico. Aliás, a própria ministra Maria de Lurdes Rodrigues (a face do processo) recusou-se a ser avaliada neste modelo uns anos depois (Expresso, 16/12/2016). Argumentou com “um processo burocrático que nega a essência da avaliação”. Tinha razão. É evidente a farsa burocrática aplicada com cotas e vagas e com um elenco interminável de arbitrariedades e injustiças.

E a inacção governativa não se pode escudar na municipalização que aí vem. Não é equilibrado deixar estas mudanças a 308 mini-ministérios da Educação num país com esta dimensão e que já é uma babilónia na organização territorial. Bem se sabe que temos o bom exemplo dos Açores que nunca aplicou esta avaliação dos professores e muito menos o modelo autocrático de gestão das escolas. Mas o que já se conhece em muitos municípios é preocupante.

 Acima de tudo, estas políticas desequilibradas resultaram na inequívoca falta estrutural de professores. É grave. Percebe-se que a inércia se instala porque as escolas abrem sempre em Setembro. Com horários e constituição de turmas todas abrem. Não há memória do contrário. Até nos sítios menos favorecidos do planeta. É como um sol que nasce para todos e só brilha para uns quantos. O marketing político excessivo até se torna caricato ao celebrar o acontecimento (ou a comemorar resultados em testes internacionais). É que, e como já se provou, a inacção, e a insistência num debate descolado da realidade, dissolve no ar a mais sólida das certezas.

Público

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Jovens arrancam unhas a colega na sala de aula em escola da Amadora

A violência nas escolas está de volta. O Tiago só fala de futebol e a comunidade escolar que se desenrasque…

 

Jovens arrancam unhas a colega na sala de aula em escola da Amadora

Uma rapariga de 18 anos, aluna de um curso de profissional da Escola Seomara da Costa Primo, na Amadora, foi espancada numa sala de aulas por colegas. A vítima viu algumas unhas arrancadas “a sangue frio” e recebeu tratamento hospitalar. A direção do agrupamento fala num desentendimento entre a vítima e uma colega, referindo que esta última já está suspensa.

 

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A segunda dose…

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Norma 2/JNE/2021

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O comentário do Tiago será ouvido amanhã? Medidas? ZERO

 

Há uns tempos houve uma arruaça à porta de um estádio. Uma pessoa agrediu outra sendo o acontecimento filmado. Assunto grave, mas visível, o ativo ministro do desporto veio comentá-lo.
Sendo o mesmo ministro que, mesmo nulo, tutela a educação, que virá dizer de uma notícia que inclui, entre outras, referências a tráfico de droga, uso de armas brancas, agressões, e até violação ou coação a funcionários ou alunos em instalações sobre a sua tutela ?
Luís S. Braga

 

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Mobilidade de pessoal não docente

 

 

 

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“Somos autênticos fantoches que andam ali” Tentativas de violação, alunos com navalhas e agressões em Escola

 

Na Escola Secundária de Ponte de Sor, o fosso existente entre os membros da comunidade escolar parece não parar de crescer. Os estudantes sentem-se ameaçados, os professores impotentes, os encarregados de educação revoltados e a associação de pais critica a falta de comunicação com a direção.

Secundária de Ponte de Sor. Tentativa de violação, alunos com navalhas e agressões a estudantes

Numa região de transição entre o Norte e o Sul, encontra-se Ponte de Sor. A cidade que está a aproximadamente 62 quilómetros de Portalegre, pertencendo ao distrito homónimo, já esteve nas bocas do mundo pelas mais variadas razões. No entanto, é o clima vivido na escola secundária do agrupamento que mais preocupa os encarregados de educação – que temem a frequência do estabelecimento por parte dos filhos, os alunos – que revelam não aprender nas condições ideais e os professores – que dizem ter medo de dar aulas. No entanto, o diretor do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, Manuel Andrade, garante que a escola tem “problemas e dificuldades como todas as escolas têm”.

“Os professores perderam completamente a autoridade”

Jorge (nome fictício) é pai de Santiago (nome fictício), um adolescente de 17 anos, e assevera que quem destabiliza o ambiente da escola são “indivíduos que gritam, fazem aquilo que querem e os auxiliares de educação têm medo”. Segundo o encarregado de educação, estes alunos “estão habituados à impunidade” e tal leva a que “muitas coisas fiquem abafadas e não sejam comunicadas às autoridades”.

O progenitor avança que tem conhecimento de que os professores se queixam à direção e nada acontece, sendo que “perderam completamente a autoridade naquela escola”. A título de exemplo, um dos docentes já terá sido rodeado por um grupo de estudantes que queriam agredi-lo. Para Jorge, “a escola tem de ser um lugar seguro” e tal não se verifica na Escola Secundária de Ponte de Sor, onde “há alcoolismo e consumo de estupefacientes”. Mas, como “as escolas vivem de estatísticas e os professores até são obrigados a passar os alunos de ano”, as crianças e os jovens problemáticos continuam a ter os mesmos comportamentos.

Numa missiva de 23 páginas enviada ao i, Manuel Andrade, presidente do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor, começa por esclarecer que “no que diz respeito a estupefacientes é de referir que o Agrupamento tem procedimentos articulados com os elementos da Escola Segura”, adicionando que “neste domínio sempre que tal se justifica são interpelados alguns alunos e realizadas ações de sensibilização e dissuasão com a presença de brigadas da GNR com cães”, sendo que “até este momento não foi detetada a presença de nenhuma substância”.

Porém, confirma a existência de “influências e interações que se estabelecem à volta das escolas, onde circulam adolescentes”. Por outro lado, o tenente-coronel João Fonseca, chefe da divisão de comunicação e relações públicas da GNR, explicita que “relativamente a situações relacionadas com o tráfico de produtos estupefacientes e/ou posse de armas”, as secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC) e os militares do posto territorial de Ponte de Sor “têm incidido o seu policiamento junto à escola bem como nas suas imediações, principalmente nos horários dos intervalos letivos, tendo sido remetidas ao Ministério Público as denúncias referentes a este tipo de situações de que a Guarda tem conhecimento”.

“O facilitismo é o aspeto mais gritante. Aqueles que estudam e se portam bem olham para os pares que fazem o inverso e veem que não há consequências. Sentem-se desiludidos e desvalorizados, assim como indignados”, denuncia Jorge, que encara este panorama como “desgastante para os estudantes que se portam como deve ser”. “Estamos a criar pessoas irresponsáveis que, quando iniciarem a sua vida profissional, vão acabar por estar habituadas a ouvir ‘Sim’ a tudo e uma das grandes preocupações que tenho, enquanto pai, é que a palavra ‘Não’ deve ser ouvida”, confessa, rematando que “se calhar o Ministério da Educação não exerce o seu poder”.

“Há pessoas a entrar no mundo do crime enquanto deviam estar a estudar. A educação deve combater a escalada da criminalidade”, declara, admitindo que se sente extremamente assustado e desconfortável por saber “que os alunos andam com navalhas”.

Recorde-se que, a 18 de setembro de 2018, nesta mesma escola, um aluno, de 16 anos, foi esfaqueado por um colega, de 18. À época, o Comando Territorial de Portalegre da GNR elucidou que “o alerta foi dado cerca das 10h30 pouco depois de o aluno ter sido agredido com uma arma branca, uma faca, por um colega mais velho na zona da perna e da nádega”, sendo que a agressão ocorreu “no interior da escola, no decorrer de um intervalo”. A vítima foi assistida no local e depois transportada pelo INEM para o hospital de Abrantes, em Santarém.

“Relativamente ao uso de ‘navalhas’ durante este ano letivo, foi identificada uma aluna com a posse de um pequeno canivete. A escola, na presença desta situação, abriu o respetivo procedimento disciplinar tendo suspendido a aluna”, diz Manuel Andrade, informando que “no decurso do procedimento disciplinar apurou-se que a aluna tinha na sua posse esse objeto a pedido da própria mãe para que esta se defendesse do padrasto se tal fosse necessário”, acrescentando que “neste momento, esta aluna encontra-se institucionalizada numa instituição de acolhimento de crianças e jovens em risco” e assumindo que “para além deste caso não há referência a outros semelhantes”.

Todavia, não é este o panorama que dois professores descrevem ao i. O primeiro, Nuno (nome fictício), revela que “há alunos com uma navalha no bolso e mostram-na a quem quiser ver”, realçando que “quem controla o acesso às escolas tem medo” e “quem poderia fazer algo seria a GNR com uma rusga, mas não o faz”.

Para o docente que, tal como a maioria das fontes entrevistadas para a realização do artigo, não quer que a sua identidade seja revelada por medo de represálias, “os pais não têm o mínimo interesse nestas situações”, pois “são chamados às escolas e não fazem nada” e “uma das mães faz tráfico de droga, bebe, tudo aquilo que a CCPJ devia colmatar”.

“Já verifiquei que existem três ou quatro alunos com navalhas. Já tive alguns que me diziam quem assaltava casas e carros e como o faziam. Um deles foi apanhado em flagrante porque ia roubar a pistola de um GNR que estava dentro de um carro”, conta Pedro (nome fictício), outro docente.

O i contactou a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ), que reencaminhou o pedido de contacto à CPCJ de Ponte de Sor. Contudo, até à data de fecho desta edição, o i não obteve qualquer resposta.

“Os pais e encarregados de educação devem ter um papel sensibilizador junto dos alunos para estas problemáticas”, assim como a Associação de Pais que “deveria sensibilizar os encarregados de educação para que estas situações se evitassem”, explica Manuel Andrade, adiantando que, a seu ver, “se algumas destas situações acontecem é porque algo na educação dos alunos falhou ou está a falhar antes da escola”.

Tentativa de violação de uma aluna

“Num dia em que faltei, disseram-me que um deles tentou violar uma rapariga. No primeiro dia, falou-se disso e depois, nunca mais se tocou no assunto”, lembra Santiago, filho de Jorge, enquanto Sara (nome fictício), também estudante da escola, frisa que “uns três rapazes começaram a apalpá-la, tinham os genitais de fora”. Os professores dizem ter ouvido rumores, mas não confirmam a concretização do alegado crime no interior da escola.

“Eu não faço a mínima ideia daquilo que está a acontecer, de nenhuma situação menos regular. As situações de violação e porte de armas estão reportadas à GNR, à CCPJ, à Câmara Municipal e ao Ministério Público. Segundo sei, está uma investigação em curso. Também estão a decorrer processos tutelares e disciplinares educativos”, afirma, por sua vez, Raquel Freitas, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Ponte de Sor.

Confrontado com esta informação, Manuel Andrade declara que “é importante esclarecer que, depois de apurados os factos que estiveram na origem desta situação, conclui-se que o que estava em causa era uma suposta brincadeira entre um pequeno grupo de alunos que, no corredor da escola, se desafiam no sentido de saber quem era capaz de puxar as calças / fato de treino para baixo aos colegas”, sendo que “numa dessas situações foram puxadas as calças a uma aluna”, “não tendo havido nada mais do que esta situação”.

Ainda assim, deixa claro que a estudante em causa comunicou aquilo que aconteceu à direção da escola e foram tomadas “as devidas medidas”. “Reitero que foi apenas isto que aconteceu, não tendo resultado daqui nenhuma outra situação mais grave. Depois deste episódio que aconteceu em novembro, não temos conhecimento de mais nenhuma situação semelhante. Para além dos assistentes operacionais que estão permanentemente de serviço aos blocos onde decorrem as aulas, foi mobilizado um Assistente Operacional que circula no meio dos alunos enquanto está a decorrer o intervalo”, deslinda, opondo-se ao tenente-coronel João Fonseca que, ao i, expõe que “a Guarda Nacional Republicana confirma o registo de uma denúncia relativa a uma tentativa de violação a uma aluna da Escola Secundária de Ponte de Sor”, finalizando que “foram efetuadas as diligências policiais necessárias, tendo os factos sido remetidos para o Ministério Público”.

Mas os supostos crimes não ficam por aqui. De acordo com Santiago, alguns alunos mandavam mensagens à sua namorada e pediu-lhes que parassem. “Entretanto, não me disseram mais nada, mas se ela for sozinha para a escola, mandam bocas e assobiam”, lamenta, criticando também o facto de que, no início do ano letivo, uma rapariga terá sido “apalpada por um deles e pediu que parassem”, enquanto outra aluna terá sido agredida. “Se eu pudesse, sem qualquer dúvida, mudaria de escola”, evidencia.

“São tantas coisas que é difícil contar. As miúdas são apalpadas e violentadas nos corredores e ninguém faz nada. Há situações que, todos os dias, acabam por nos desgastar. A direção aconselha-nos a que aguentemos e isso parece-nos ridículo”, desabafa Mariana (nome fictício), encarregada de educação de Sara, jovem que partilha a crença de que “toda a gente tem medo”, na medida em que “é uma escola que tinha tudo para dar certo”, mas os estudantes sentem-se amedrontados por um grupo de alunos que dominam o sistema escolar. “Sou assediada constantemente. Não tenho muito como me defender. Quanto mais conversa damos, mais sarilhos há”, clarifica.

“A associação de pais devia ser um parceiro da escola”

Raquel Freitas não sabe se o clima de medo ainda está instaurado na escola, contudo, no início do ano letivo que está em vigor, o mesmo existia quer na instituição quer nas suas imediações. “A maioria dos pais reporta as situações à escola e não às entidades competentes. Houve um conselho de segurança, promovido pelo município, onde as várias entidades presentes apresentaram propostas de solução e sei que a Escola Segura tem uma presença mais habitual nas imediações”, aclara, indo ao encontro das declarações, neste âmbito, de Manuel Andrade e do porta-voz da GNR.

“Ao nível da escola, para além de processos disciplinares, não tenho conhecimento de mais nada. Quando a associação de pais coloca questões à direção do agrupamento obtém respostas. Há situações que me chegaram por portas travessas, porque os pais falam uns com os outros”, desvenda a dirigente, especificando que aqueles que serão jovens delinquentes “estão identificados, têm determinadas problemáticas, são seguidos, a maioria chega a processo tutelar educativo e a escola tenta tomar medidas”, mas existe um impedimento.

Quando a CCPJ tenta atuar, “as famílias não dão autorização para prosseguir e os casos vão para tribunal” e, “a partir daí, entra em segredo de justiça”. Na ótica da advogada de profissão, “as atitudes mais violentas alastram a outros alunos para além destes identificados pela escola” e, por esta e outras razões, “a associação de pais devia ser um parceiro da escola, uma ponte entre escola e encarregados de educação, mas não está a acontecer isso nem de uma parte nem de outra”.

“Entendo que estas matérias são sensíveis para serem usadas como arremesso ou como qualquer motivação política num ano que vai ser marcado por disputas ao nível das eleições autárquicas”, continua Manuel Andrade, aludindo à ligação do marido de Raquel Freitas ao PSD.

“Estas situações já foram apresentadas algumas vezes pela Senhora Presidente da Associação de pais, no entanto nunca foram apresentados nomes de pessoas envolvidas nestas situações. Qualquer entidade envolvida no processo educativo tem a responsabilidade de indicar de forma clara o nome das pessoas envolvidas nesses possíveis consumos ou tráficos”, sublinha o diretor para quem o ambiente da escola “globalmente é tranquilo, possibilitando que cumpra a missão educativa que tem prevista”, apesar de existirem “alguns problemas pontuais que surgem entre os alunos”.

Neste contexto, dá ênfase ao facto deste ser o único agrupamento de escolas da região e, por isso, receber alunos das mais variadas classes sociais e etnias, “todos os que aqui residem” e tal “pode significar que neste universo de cerca de 900 alunos possa haver alguns casos mais problemáticos para os quais são necessárias medidas adequadas e enquadradas nas nossas ações TEIP”, isto é, o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária.

De acordo com informação disponibilizada no site oficial da Direção-Geral da Educação, o programa anteriormente mencionado trata-se de “uma iniciativa governamental, implementada atualmente em 136 agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas que se localizam em territórios economica e socialmente desfavorecidos, marcados pela pobreza e exclusão social, onde a violência, a indisciplina, o abandono e o insucesso escolar mais se manifestam” e, assim, são “objetivos centrais do programa a prevenção e redução do abandono escolar precoce e do absentismo, a redução da indisciplina e a promoção do sucesso educativo de todos os alunos”.

“No sentido de garantir as melhores condições para o funcionamento das atividades letivas nas escolas deste agrupamento”, segundo Manuel Andrade, terão sido contratados “os recursos que parecem mais adequados para dar resposta a estas solicitações”, ou seja, uma psicóloga, uma técnica de intervenção local, uma animadora sociocultural e uma educadora.

“Penso que a intervenção destas técnicas tem sido muito positiva no sentido de ajudar a resolver alguns problemas de aprendizagem e de comportamento de alguns alunos que se nos revelam mais problemáticos”, manifesta.

“A GNR é chamada e não faz nada”

Questionada pelo i acerca do panorama geral vivido na escola secundária, a GNR não esconde que “tem estado particularmente atenta à situação descrita, havendo alguns jovens devidamente referenciados por ações fora da escola que poderão interferir com a vida escolar, estando a Guarda sempre atenta e a dar resposta às ocorrências de que tem conhecimento relativas à escola”, destacando que “acresce informar que a GNR, no decorrer das ações de sensibilização realizadas pelos militares da SPC, em sala de aula, tem encontrado um ambiente de calma e respeito por parte dos alunos”.

João Fonseca explica que estas ações “visam não só a proatividade junto do estabelecimento de ensino, de forma a aproximar os militares e a comunidade escolar, como também assegurar a coordenação do cumprimento das diretivas e orientações relativas à prevenção criminal, policiamento de proximidade e segurança comunitária, em ações coordenadas de patrulhamento, fiscalização e sensibilização com as patrulhas realizadas pelo posto territorial, de forma flexível, e promovendo assim a visibilidade e segurança pública na área em apreço”.

Santiago e Sara têm uma perspetiva distinta. A cada dia, dizem deparar com “alunos que entram nas salas, andam por lá a dizer asneiras e voltam a sair”. A rapariga confidencia “que a direção devia fazer o seu trabalho, fazer com que estivéssemos seguros numa escola”, até porque “a GNR é chamada e não faz nada”.

“Já assisti a brigas em que os pais e alunos viram-se contra a GNR. Eles não respeitam ninguém. Nunca vejo o diretor da escola presente em nenhuma situação. Cada vez fica pior”, constata a adolescente que segue a mesma linha de pensamento de Santiago. “Estes alunos andam sempre em grupo, intimidam as pessoas, provocam e, se a pessoa responde, combinam entre eles e batem nessa pessoa. Eu tenho um amigo que levou porrada sem mais nem menos. Deram-lhe um murro, virou-se para trás e vieram mais pessoas”, exprime com a aflição patente na voz.

“Os professores têm muito medo, tanto que estes alunos entram nas salas, gritam, e só um ou outro os manda embora. E há um professor que foi chamado de anormal. Se alguém reage, não há ninguém que defenda essa pessoa”, descreve o rapaz.

O drama de quem (tenta) ensina(r)

Nuno dá aulas há vários anos e, ainda que considere que já enfrentou turmas complicadas, alega que este caso é mais perturbador do que os restantes. “Aquilo que eu tenho vindo a verificar é que seis, sete alunos são o terror dentro da escola e põem em causa toda a estabilidade que possa existir e provocam o terror de 900 pessoas. Nas minhas aulas, consigo controlar tudo porque não permito que as coisas tomem proporções graves, mas os comportamentos não são os melhores”, diz o profissional que expulsa das salas quem tem atitudes incorretas.

“Além de estarem sempre sem máscara, respondem mal aos professores e auxiliares, dão surras autênticas a outros alunos e o Conselho Executivo vai usando as ferramentas que tem para tentar resolver a situação”, lastima, transmitindo que em casos extremos, os alunos são suspensos, “mas não há sanções suficientemente fortes que sirvam de exemplo e, por isso, até já bateram num funcionário da CCPJ”.

Segundo o professor, os alunos podem ser colocados na rua e ser-lhes marcada falta disciplinar, sendo que tal é reportado ao diretor de turma que, por sua vez, transmite a informação “à direção se achar que é uma situação que merece essa intervenção”. Posteriormente, é instaurado um processo e, se a direção entender avançar com uma medida sancionatória, poderá ser de até 12 dias de suspensão e chegar ao extremo da proposta da mudança de escola. Porém, “este processo é muito moroso e difícil”, argumenta.

“Quando eles não estão na escola, nota-se uma diferença absolutamente extraordinária. Há certos colegas que perdem a vontade de dar aulas, assumem o seu desagrado e perdem a motivação. Não há volta a dar porque não há qualquer tipo de proteção. Nem que o professor faça o pino consegue que estes alunos se dediquem”, reconhece o docente, revelando que “os rufias são quase todos da mesma família – primos, irmãos, tios, tias, sobrinhos, sobrinhas – e estão todos à espera de fazer 18 anos para conseguirem sair da escola”.

Aliás, alguns deles relataram a Nuno “que não precisam de estudar porque vendem droga” e, no ano passado, uma professora terá sido “quase agredida fisicamente e o caso está em tribunal porque ela fez queixa e acabou por afastar-se do ensino”, declara, compreendendo que a colega não tenha suportado a pressão.

“Os técnicos da CPCJ que podem tomar alguma ação residem aqui e toda a gente sabe onde mora toda a gente nestas aldeias grandes que não são cidades. Em termos de estrutura escolar, a mesma coisa. Portanto, as pessoas tentam passar pelo intervalo dos pingos da chuva para tentarem fazer tudo da mesma forma”, começa por concluir. “Sinto-me aterrorizado. Temos dois mundos dentro de uma escola”, termina.

“Tive conhecimento de uma situação de um aluno que se recusou a vir para a escola, antes do segundo confinamento, por causa da covid-19. Então, os professores tinham de preparar materiais específicos para lhe enviar para que ele não perdesse as matérias. O aluno não quer saber da escola” e, num dos dias do período de isolamento, o rapaz terá ido à escola espancar um colega numa das casas de banho “e saiu como se nada fosse”.

“Não vou dizer que, quando há situações mais de confronto, estou completamente tranquilo. Numa manhã, fui dar aulas e havia um bloco que parecia um manicómio. Estava uma porta trancada e um miúdo bateu nela até se abrir para encontrar outro que lhe tinha feito algo. Está muito difícil”, relata o professor Pedro que acredita “que os confinamentos tenham agravado esta falta de formação de base porque é isso mesmo que falta”, sendo que “certamente que, em casa, com os pais, ainda faziam pior”.

Para combater esta realidade, o docente continua a dar o seu melhor, mas nem isso demove estes alunos. “Não lhes estamos a ensinar nada, é impossível fazê-lo. Tentam replicar os exemplos que têm em casa”, alerta, indicando que, no final do primeiro período deste ano letivo, havia brigas todos os dias. “Há disciplinas em que existem dois professores a dar aula porque há receio de se dar aulas sozinho. Temos de fazer algo para melhorar a nossa realidade porque, qualquer dia, não há professores. Somos autênticos fantoches que andam ali”, avisa.

 

 

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Os Equipamentos Tipo II Devem Estar a Chegar às Escolas

Em breve os equipamentos Tipo II estão a chegar às escolas. Estes equipamentos são para alunos do 2.º e 3.º ciclo e têm módulo Hotspot integrado no Portátil.

Mas faz sentido a pouco mais ou menos de 1 mês do final do ano letivo entregar os equipamentos aos alunos do 9.º ano quando terão de o devolver ainda este ano letivo transitando para o 10.º ano para receberem o equipamento Tipo III?

 

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Cessação de Funções na DGAE de César Israel Paulo

Despacho n.º 4708/2021

 

Sumário: Cessação de funções do licenciado César Israel Mendes de Sousa Paulo do cargo de subdiretor-geral da Direção-Geral da Administração Escolar.

1 – Ao abrigo do disposto na alínea i) do n.º 1 do artigo 25.º da Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, que aprova o estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, na sua redação atual, cessa funções, a requerimento do interessado, o licenciado César Israel Mendes de Sousa Paulo, do cargo de subdiretor-geral da Direção-Geral da Administração Escolar, para o qual foi designado através do Despacho n.º 1545/2021, de 9 de fevereiro.

2 – Cumpre-me expressar público louvor ao licenciado César Israel Mendes de Sousa Paulo pela sua competência, dedicação e lealdade, bem como pelo inexcedível profissionalismo como, enquanto subdiretor-geral da Direção-Geral da Administração Escolar, exerceu essas mesmas funções.

3 – O presente despacho produz efeitos a 31 de março de 2021.

26 de abril de 2021. – A Secretária de Estado da Educação, Inês Pacheco Ramires Ferreira.

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Joana Gião, a nova subdiretora da DGAE


Designação, em regime de substituição, da licenciada Joana Maria Cachopas Fialho Gião para exercer, em comissão de serviço, o cargo de subdiretora-geral da Direção-Geral da Administração Escolar

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A pandemia docente

A pandemia docente


No presente artigo escrevo sobre uma problemática gravíssima e cada vez pior com o avançar galopante da pandemia: a situação dos professores. É imperativo que se desmistifiquem algumas ideias adoptadas pela sociedade em geral mas que, em várias situações, não correspondem minimamente à realidade.

Em primeiro lugar, começo com uma pergunta para o leitor interiorizar: Quantas vezes já se ouviu o chavão de que os professores ganham muito bem e são ricos? Provavelmente muitos dirão “muitas vezes”. A verdade, se procurada com rigor, revela-se completamente antagónica àquilo que é a ideia formatada. Vejamos, raro é o professor que consegue um salário superior aos 1600 euros, isto muito por força da exorbitante carga fiscal. Poder-me-ão responder “mas 1600 euros é muitíssimo”. Tenho a perfeita noção de que os salários em Portugal são, no seu geral, muito baixos, mas considerarmos que um professor que receba esses 1600 euros é rico é, no mínimo, descabido, até porque esse profissional se formou ao nível superior e investiu muito para isso. A somar ao previamente referido, raro é o professor que chegue ao último escalão das progressões. Para que isso aconteça, é necessário, entre outras coisas, que o professor tenha trabalhado sempre sem nenhum ano de interregno.

Para ascender de escalão, o professor necessita de trabalhar sem interregno. Até este desenlace há todo um outro caminho muito desconhecido a ser percorrido: o percurso cheio de obstáculos até à efectivação. Até que isto se concretize, muitos estão susceptíveis a serem colocados completamente fora do quadro de zona, aliás, completamente fora dos máximos humanamente aceitáveis, com a existência de casos de colocações a mais de trezentos quilómetros dos seus lares.

Por outro lado, podendo não parecer, é um ofício deveras desgastante. Muitos dos que aqui estão a ler, decerto serão pais e sabem, melhor que ninguém, que cuidar um filho, por vezes, não é a coisa mais simples do mundo. Com isto, peço que se imaginem com 25 ou 30 crianças juntas numa mesma sala. Por conseguinte, este é um tema que desencadeia problemáticas umas atrás das outras. Imagine-se o que será um professor, com o cenário exposto, cuja idade seja superior a 60 anos. Sim, porque segundos dados da OCDE a média de idades dos professores em Portugal é altíssima, situando-se nos 49 anos e com a agravante de cada vez menos jovens se interessarem pela carreira docente.

Este dado tem a particularidade de ser comparável à nossa economia, pois se na economia batalhamos para não sermos ultrapassados pelo bloco de leste e ex-comunista (URSS), neste caso das médias de idades dos professores acontece justamente o mesmo: estamos a batalhar por não sermos ultrapassados por países como a Bulgária, Lituânia ou a Geórgia, o que revela muito do défice de reformas estruturais a todos os níveis em Portugal, em particular, na instrução (isto porque dispenso chamar-lhe educação, pois, na minha óptica, a educação é transmitida pela família e os ministérios da Educação são as casas de cada um). Dito isto, é necessário que se esclareça que a função de um professor é transmitir conhecimentos e ensinar e não ocupar-se de transmitir educação, que deve ser responsabilidade dos pais. Ainda neste campo, por muito que a jornada de trabalho de um professor oficialmente não seja das maiores, entenda-se que é raro o dia em que não leva trabalho para casa, seja em reuniões, na preparação de aulas (sim, elas são preparadas), entre outras coisas.

Se a pandemia nos mudou e trouxe muita coisa de novo às nossas vidas, a vida de um professor foi das que mais mudou (muitas vezes para pior). Vejamos, os professores tiveram que se reinventar. As aulas online são o exemplo mais vincado. Sem qualquer formação e preparação, muitos (inclusive aqueles com mais dos 60 anos previamente referidos) tiveram que se adaptar à nova e difícil realidade. Em acrescento, e numa altura em que muito se fala em impactos económicos e no fosso, ainda maior, da pobreza, os professores depararam-se com a inexistência de qualquer apoio estatal. Ainda que o Governo tenha, mais uma vez, falhado nas promessas relativas à entrega de computadores, alguns (muito poucos) foram entregues, mas nunca, nunca houve qualquer ajuda para os docentes. Fora a situação (esta já antiga) dos professores contratados, que muitas vezes nem para a segurança social nem para a ADSE podem descontar. Sim, não é nos EUA, é mesmo cá.

Em suma, sem qualquer tipo de objectivo em lançar anátemas, espero ter elucidado um pouco mais para este problema complexo tratado de uma forma assustadoramente simplista. Mil e poucos euros não é nada, meus caros. Para quem gasta metade em combustível ou em rendas para pagar (a situação de alguém, por exemplo, colocado em Lisboa a receber esse montante, mas a perder metade também na renda), essa quantia é irrisória. Peço muito humildemente que se valorize a profissão, arrisco mesmo a dizer, a mais importante. Um professor ensina o diplomata, o médico, o enfermeiro, o engenheiro, o construtor civil, o artista, o mecânico, entre todos os outros. Não os julguem, valorizem.

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Recentrar o ensino e a aprendizagem

 

Recentrar o ensino e a aprendizagem

Os últimos meses foram pródigos na identificação de problemas e na apresentação de inúmeras soluções, para fazer face às aprendizagens que os alunos portugueses terão perdido ao longo do ano letivo.

Pede-se aos diretores que façam o levantamento das aprendizagens por realizar, aos professores que façam o pino e que ensinem em dois meses o que os alunos não aprenderam durante um ano, e criam-se relatórios, planos, estratégias nacionais. Mas raramente se tem em conta o centro do problema – a aprendizagem – e que este problema só pode ser resolvido por quem está no terreno – os professores.

A comunidade científica, os organismos estatais e os influenciadores  da área da educação teimam em querer apresentar soluções milagrosas, agora com recurso à tecnologia digital e lá aparece uma multiplicidade de ferramentas e respetivas propostas de trabalho que nunca poderão ser bem sucedidas porque os alunos não se identificam com “esse fazer”.

O mundo dos nossos alunos é o mundo do imediatismo, jamais conseguiremos que eles sigam pontinhos numa imagem que abrem textos e powerpoints extensos que não irão ler. Este é o risco da tecnologia pela tecnologia. Subjugar o conteúdo à ferramenta, que, aliás, rapidamente ficará obsoleta. Sejamos francos, os alunos aprendem, se consultarem ou lerem estas propostas?

Os professores têm de recentrar a sua ação para que os alunos dominem quatro competências essenciais:

  • Ler: textos diversificados e em múltiplos formatos, apresentados pelo professor ou encontrados pelos alunos na sequência de uma proposta de trabalho;
  • Interpretar: isto é, fazer inferências sobre o que se leu, pelo que as propostas de atividade devem ser desafiantes (por exemplo, através da metodologia do trabalho de projeto, em que os alunos são confrontados com problemas para os quais têm que encontrar respostas);
  • Escrever: diversificando tipologias de texto para chegar à escrita mais extensiva, como por exemplo mapas mentais, tweets, nuvens de palavras, identificação de palavras chave, …;
  • Comunicar: favorecer uma comunicação adequada ao tempo em que vivemos e em que o som, a imagem e a palavra não vivem isolados. É nesta fase que os alunos poderão criar as tais propostas que vemos circular na Web criadas pelos professores, quando esse é o papel dos alunos.

Para que estas competências contribuam para o sucesso educativo dos alunos é importante que os professores:

– Promovam práticas de metacognição, que levem os alunos a refletir sobre o seu percurso de aprendizagem – as dificuldades encontradas, a forma de as superar e as aprendizagens realizadas.

– Favoreçam a aprendizagem social, pois, ao promoverem o trabalho colaborativo entre os alunos, tal como defende Vygotsky (Zona de Desenvolvimento Proximal),  este tipo de trabalho permite-lhes compreender, reconhecer erros, encontrar respostas, aceitar pontos de vista, discutir ideias, comunicar.

– Apontem caminhos para que os alunos possam transferir o conhecimento adquirido para novos contextos, condição essencial para que se criem verdadeiras aprendizagens. Só assim, de acordo com a teoria da aprendizagem, os alunos alcançam maturidade intelectual.

Uma nota final. A emergência das metodologias ativas tem como foco o trabalho do aluno, isto é, que seja ele a construir a sua própria aprendizagem. O professor não implementa uma metodologia ativa quando cria um recurso que apenas passa pela leitura ou consulta do aluno, por muito digital que seja este recurso. O foco continua a estar no professor e não no aluno.

Recentremo-nos naquilo que interessa. A aprendizagem.

Biblio Tubers

 

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O professor é um cidadão normal?

 

O professor é um cidadão normal?

Muitas vezes nos esquecemos do ser humano que está por detrás do professor. Do ser humano que está por detrás daquele profissional que tudo faz para desempenhar, da melhor forma, o seu papel. Faz porque tem consciência da importância do trabalho que desempenha em prol das gerações vindouras. Faz porque tem consciência de que o futuro do seu país está nas suas mãos. Faz porque sabe que contribui para a evolução deste país, se criarmos nas nossas crianças e nos nossos jovens a capacidade de pensarem o seu país, de tomarem decisões certas para bem de todos, de participarem na vida deste país. Tudo isto para além do seu papel original de construir conhecimento com os seus alunos.

Sim, o professor é essencial e fundamental para a construção da sociedade, para contribuir para a mobilidade social, para promover o pensamento crítico, para ensinar a aplicar conhecimentos em novas situações. Sim, o professor exerce um trabalho nobre e de muita responsabilidade. Mas não obrigado, eu não quero ser professor quando for grande! O trabalho é mal remunerado, o docente é sistematicamente confrontado nas suas competências, é desvalorizado pela sociedade . Então quem vai fazer o trabalho dos professores? Quem vai orientar os sistemas educativos para contribuir para o desenvolvimento de valores e de competências nos alunos que lhes permitam responder aos desafios complexos deste século e fazer face às imprevisibilidades resultantes da evolução do conhecimento e da tecnologia?

A presente realidade coloca desafios novos à educação. O conhecimento científico e tecnológico evolui a um ritmo de tal forma acelerado, que somos confrontados diariamente com um crescimento elevadíssimo de informação, a uma escala global. As questões relacionadas com identidade e segurança, sustentabilidade, inovação e criatividade estão no centro da vida das pessoas. As ligações entre o indivíduo e a sociedade colocam à educação e aos professores múltiplos desafios que suscitam diversas questões.

Os professores, confrontados com uma realidade atípica, vestem capas de super-heróis e todos os dias saltam para fora da caixa, erguendo o olhar para os seus alunos e desenhando, em conjunto, inúmeras estratégias de superação. Convictos da missão heroica de que ninguém fica para trás, trabalham todos os dias, em prol de uma educação que consiga chegar, de forma eficaz, a todos os alunos.

Apesar da educação neste país aparentar ser um ato isolado da classe docente, é imprescindível que haja uma estrutura social e política que mantenha a valorização e reconhecimento da profissão. Começando pelas decisões tomadas pelos nossos governantes, que, para além de terem de assegurar o justo investimento financeiro na educação, têm o dever de criar todas as condições que possibilitem uma carreira docente específica, tendo em conta todas as características do serviço docente, e com uma remuneração adequada. Uma carreira sem desigualdades ao nível da progressão, onde tem de haver a garantia de uma evolução que corresponda ao real desempenho profissional. Uma carreira sem desgaste devido ao sobretrabalho. Uma carreira em que o acesso não demore décadas, levando à desmotivação e desistência de quem sonhava construir uma vida estável sendo professor. Uma carreira com uma aposentação a tempo de permitir uma saída digna e com saúde.

Por mais que se veja o professor como um profissional multifacetado e diferenciado, nunca devemos esquecer que é um cidadão normal!

Beatriz Calafate

 

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A fantasia da Inclusão…. Luís S. Braga

 

(Agora a questionar a sério e não a falar de vanguardas sebastiânicas e cómicas, se a cegueira politiqueira não fosse trágica).

Parece-me que o problema do sucesso educativo (e note-se que disse EDUCATIVO e não ESCOLAR) está a ser mal abordado todos os dias.
As fantasias, hoje instituídas, da inclusão do papelório e da linguagem cheia de perífrases burocráticas centram-se demasiado na escola e na suposta motivação, que esta tem de gerar por iniciativa dos professores, e esquecem, quase totalmente, as condicionantes sociais prévias da origem e família dos alunos e os meios e recursos de agir nelas.
Quantas medidas, universais ou paroquiais, apoios de todas as siglas, adaptações e currículos, avaliações psicológicas, etc, seriam poupadas, para serem gastas com intensidade onde faz falta, se houvesse ação social efetiva e acompanhamento familiar e doméstico?

Falar com um pai ou mãe para o convencer a acompanhar mais em casa e gerir o tempo de estudo e ser firme a mandar estudar não dá para se vir propagandear ser “vanguardista”. Até é muito conservador e reaccionário. Não é giro e “Psico-pedagógico”.
É do domínio simples do concreto e não dos domínios, ou âmbitos, de abstracções com palavras complexas.

Mas, desde o tempo dos escribas egípcios, que quem não estuda, não aprende (talvez até seja assim desde a pré-história).
E pode não estudar por não ter condições em casa, ser pobre, viver no meio de conflitos e outras dificuldades e por muitas outras razões, que nada têm a ver com a natureza pessoal do aluno e “as suas dificuldades” ou não se geram na escola.

Sem resolver essas razões, nada feito. E podem enterrar-nos em papéis e por-nos a fazer relatórios 8 horas por dia.

O caso dos alunos estrangeiros é ainda mais chocante.
Que sentido faz preencher papéis e papéis da “inclusiva” e não ter horas específicas para individualmente ensinar português?
Mas é só um exemplo de muitos dos disparates que se andam a promover por conta do irrealismo fantasista da “vanguarda” inclusiva.
Sobrecarregar a escola de papéis, processos e culpa por “não se adaptar”, arranja um bode expiatório para o mau governo da sociedade, para exibir à mesma sociedade, a qual não gosta de professores.

Realmente, vista com os pés no chão, essa “vanguarda” é demagogia bacoca e agrava o problema do sucesso educativo real. Que há de ser medido ao longo da vida dos alunos e por eles próprios. Quando já ninguém quiser saber dos disparates que Brandão regurgita, ainda se há-de pagar o preço da sua política “vanguardista”.

A relação escola sociedade precisa de uma reforma e, talvez, rever a alucinada legislação, crismada de inclusiva, seja a maior urgência.
Mas sem cair numa politiquice de oposição das supostas “vias” Crato/Brandão. Foi isso que nos trouxe até este ponto.

Entreguem isso a quem sabe…..gente que, nos últimos 10 anos, tenha dado uns 5 de aulas no nível de ensino que vai afetar. Os que estão nessa categoria percebem porque digo isto.
E que não sejam só propagandistas das “modas inclusivas” que fazem coro sobre o que lhes dá jeito.

Ou acham moralmente correto e bom para o país que um diretor de turma tenha de escolher entre gastar os 100 a 200 minutos semanais da função, a preencher papéis sobre o que deixa de ensinar, em vez de falar com pais e alunos sobre como estes podem aprender mais?
Faria sentido deixar de operar ou vacinar para escrever relatórios sobre a costura das cirurgias ou sobre a opinião dos utentes sobre serem picados?

PS: escrevi isto sob a influência da notícia, de hoje, do pai, motorista do metro de Almada, que levou a filha para o trabalho, por não ter quem tomasse conta dela e foi despedido, por ter ficado em casa a acompanhá-la (despedimento que o Supremo decidiu não ter justa causa).
Li isso numa pausa de corrigir testes. Alguns adaptados. De que serve adaptar ou reduzir dificuldade nos casos em que o estudo é zero? E não me venham com a conversa da motivação dos alunos….alguns deles são órfãos de pais vivos.

 

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A extinção do diretor-dinossauro

Está-se a aproximar a hora do meteorito, os dinossauros perecerão em breve.

Não é invulgar encontrarmos diretores de agrupamentos de escola do tempo da outra senhora, antes da entrada e vigor dos 75/2008 por esse país fora. Diretores que se esqueceram como ser professores por falta de prática. Vinte, trinta anos há frente de uma escola deixaram-nos desfasados no tempo sobre a evolução que veio acontecendo em sala de aula.

Há concelhos em que os diretores-dinossauros se não eram a totalidade, seriam a maior parte. Agarrados ao poder foram-se mantendo, através de jogos internos e externos, no poleiro.

Os últimos estão de saída.

Concelhos com vários agrupamentos de escola, em que esses diretores permanecem no cargo há mais de vinte anos, veem agora a possibilidade de mudança, ou não. Podemos vir a assistir a uma dança de cadeiras dentro da própria direção Por mais que eu ouça alguns manifestarem a vontade de voltar a uma sala de aula até à idade da reforma, entende-se que eles não o queiram realmente fazer. Pelo bem dos alunos não deveriam…

A mudança está aí. Cabe á comunidade escolar, através do seu conselho geral exigir mudanças credíveis e não apenas de papel de parede. Os novos diretores nunca deverão ter em hipótese de se perpetuarem no tempo como tal .

A escola está em mudança e tal como ela os pequenos decisores deverão ser substituídos como as fraldas.

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Petição Pelo Direito á Mobilidade dos Técnicos Superiores!

Porque os Técnicos Superiores trabalham lado a lado com os professores…

Para o direito à Mobilidade dos Técnicos Superiores do Ministério da Educação

ASSINAR PETIÇÃO

Os Técnicos Superiores (trabalhadores e trabalhadoras) das Escolas, vinculados através do PREVPAP – Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública, pedem o direito à Mobilidade!
Vários pedidos têm sido negados pelo Ministério da Educação. Outros foram autorizados. Não há critérios declaradamente definidos e uniformizados. O Ministério da Educação não autoriza a abertura de vagas para a substituição destes Técnicos nas escolas de origem.
A não autorização dos pedidos de Mobilidade acarreta penosas consequências para grande parte destes Técnicos, que ficaram vinculados a centenas de quilómetros da sua residência/agregado familiar e, por isso: impedidos de prestar apoio e cuidados a terceiros dependentes (filhos menores e/ou outros familiares); com prejuízos sérios para a saúde do/da trabalhador/a com doenças próprias e/ou de familiares diretos, descendentes ou ascendentes; com gastos acrescidos consideráveis para garantir as deslocações entre a residência e o local de trabalho e/ou segunda habitação. Evidentemente que, desta forma, haverá prejuízos na produtividade destes Técnicos e consequentemente a perda da excelente qualidade dos serviços prestados à comunidade. A recusa da mobilidade, nestas situações, tem resultado numa violação clara dos direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa.

Face ao referido, pretende-se:

? Que seja aplicada, de forma efetiva, a mobilidade do/a trabalhador/a quando há concordância entre entidade e trabalhador/a, e que a escola de origem tenha direito à substituição do/a trabalhador/a, mobilizando os instrumentos de recrutamento de pessoal, designadamente a Mobilidade, a Permuta e/ou o Procedimento Concursal, como instrumentos de gestão e planeamento de recursos humanos, de acordo com a legislação em vigor.
? Que as vagas criadas, permanentes ou temporárias, venham a ser publicadas e disponibilizadas numa Bolsa de Mobilidade, à qual os técnicos superiores com vínculo à Função Pública possam concorrer, com critérios de prioridade, face à experiência anterior na função e/ou local, à proximidade à área de residência, entre outros, tendo em conta o exposto nos n.º 3 do art.º 28º e nos n.º 3, 4 e 10 do art.º 30 da Lei n.º 35/2014 (Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas).

Acima de tudo, pretende-se criar um sistema de mobilidade justo, transparente e exequível, pautado por critérios de transparência e justiça.
Grupo de Técnicos Superiores vinculados ao Ministério da Educação

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Professores aposentados não reforçarão o 1.º Ciclo

Se fosse para continuar no ativo, não se aposentariam.

Com a idade de reforma nos 66 anos e muitos meses, o cansaço não convida a regressar a uma profissão onde foram maltratados quando mais necessitavam de não o ser.

É uma ideia para encher páginas de jornais. A acontecer seriam tão poucos não não teriam qualquer efeito prático.

Quanto aos finalistas, a história seria outra. Mas será que as condições seriam aceites? Eles já sabem que vão andar por seca e meca, mas não o farão por tuta e meia…

Aposentados e finalistas podem reforçar o 1.º ciclo

 

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Um milhão para comes e bebes e tu congelado no escalão

‎Para festas há dinheiro. Para repor os docentes “entalados” pela ADD nos 4º e 6º escalões, a conversa é a da Joaquina…

Fatura de um milhão de euros para festa da Cimeira Social

São dezenas de contratos, tudo por ajuste direto, para o fornecimento de máscaras, comes e bebes, automóveis e carpetes.

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O Último da Lista do 110 Foi Hoje Colocado

Se dúvidas houvesse sobre a falta de professores nas listas de candidatos às necessidades transitórias elas ficaram hoje desfeitas porque pela primeira vez, desde que tenha conhecimento, o último candidato da enorme lista do grupo 110 – 1.º Ciclo foi hoje colocado em horário Completo e Temporário no Agrupamento de Escolas Braamcamp Freire (Concelho de Odivelas).

 

 

 

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Lista Colorida – RR28

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR28.

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197 Contratados colocados na RR28

Foram colocados 197 contratados na Reserva de Recrutamento 28, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Aprovadas Resoluções Sobre Concursos

Foram aprovadas duas resoluções sobre concursos de professores que isola mais uma vez o PS nas votações finais.

O governo tem agora duas opções: ignorar a recomendação aprovada por todos os partidos da oposição ou manter a sua posição e ganhar mais uma guerra com os professores.

 

A resolução traduz-se no seguinte:

Recomenda ao Governo a realização de um concurso de professores que responda às necessidades de pessoal docente nas escolas

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar
ao Governo que:

1. Inicie negociação coletiva para a revisão do regime dos concursos para educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário.
2. Sem prejuízo do enquadramento legal previsto no regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário e de formadores e técnicos especializados, proceda às alterações indispensáveis no concurso externo de forma a permitir que todos os docentes não vinculados no concurso de educadores de infância e de professores do ensino básico e secundário possam ser opositores em todas as fases subsequentes e celebrar contratos durante o ano letivo 2021/2022.
3. Proceda às alterações indispensáveis no concurso de mobilidade interna que permita, com efeitos ainda no ano letivo 2021/2022, que as colocações se façam em horários completos e incompletos, respeitando a graduação profissional dos docentes opositores ao concurso

 

VOTAÇÃO FINAL GLOBAL

Texto Final apresentado pela Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto relativo aos Projetos de Resolução n.ºs 1114/XIV/2.ª (BE) – Pela realização de concursos que preencham as necessidades das escolas e não excluam professores; e 1122/XIV/2.ª (PSD) – Pela realização de um concurso de professores que melhor responda às necessidades de pessoal docente nas escolas;

Aprovado

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Estava a Ler

… a votação por unanimidade da resolução do PRIMEIRO Orçamento Suplementar da Assembleia da República para 2021.

A previsão inicial do orçamento era de 160 811 902,45 e com este novo orçamento passa para 172 906 548,35. São mais 12 094 645,90€ que daria para eliminar as quotas nas vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalão durante uns 5 anos seguidos.

 

 

 

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Divindades no processo de avaliação dos professores

Recordo, com muita saudade, a forma como olhava os meus professores. Via neles o complemento dos meus pais, na tarefa, nem sempre fácil, de educar uma criança e, depois, um jovem, um e outro sujeitos a todos os desvios comportamentais que resultam dos desafios que a infância e a adolescência nos colocam e, não raras vezes, nos seduzem.
Os meus professores sempre foram os meus ídolos, logo a seguir aos meus pais. Com os meus pais, aprendi a comer, a andar, a falar, a partilhar, a respeitar. Com os meus professores, aprendi a ler, a contar, aprendi um mundo novo e os seus infindáveis segredos. Aprendi a tabuada, a raiz quadrada, a prova dos nove. Aprendi a Batalha de São Mamede. Aprendi a deleitar-me com um bom livro. Apurei o conceito de respeito pelo próximo. Os meus professores souberam premiar-me, quando o meu esforço encontrava eco nos resultados e souberam, também, corrigir-me, quando o desempenho ficava aquém do que eles esperavam.
Da generosidade dos meus professores, recebi os ensinamentos que me têm acompanhado, ao longo da vida, e que fazem de mim um indefectível fã de quem ensina. Os professores são imbatíveis no seu esforço e heróis nos resultados. Sempre acreditei na excelência dos professores. Os meus professores  pareciam pertencer a um mundo perfeito e ambicionavam que os seus alunos pudessem desfrutar dele. Estou grato aos meus professores.
Não há sociedades justas, se o seu sistema de ensino não estiver dotado de professores competentes, motivados e, devidamente, reconhecidos. Os professores merecem um sistema de avaliação transparente e assente no mérito. Sem manhas.
Os professores excelentes geram alunos excelentes. É essa excelência, de hoje, que determinará a qualidade das sociedades vindouras. Não perceber isto é elevar à potência máxima a insensibilidade e, cumulativamente, manifestar uma irresponsabilidade com contornos que podem atingir, irreversivelmente, o coração da sociedade.
Os professores, como o mais comum dos mortais, aspiram a uma carreira digna, sustentada no mérito. A motivação de um professor não pode sair ferida de morte, por via de um sistema de avaliação anacrónico, injusto, autocrático, tendencioso e cuja execução depende de um grupo muito restrito de pessoas, cuja competência não é questionável, até que o seja.
Quem arquitetou o atual sistema de avaliação dos professores conseguiu, deliberadamente ou não, estabelecer um princípio perverso que tende a virar professores contra professores.
O sistema evidencia uma opacidade que não é aceitável numa sociedade moderna.
Desde logo, é importante perceber o critério subjacente à nomeação do avaliador externo. Trata-se de um elemento chave em todo o processo, dado que dele dependem 42 % da nota final do avaliado e, como tal, a sua nomeação deveria obedecer a um processo, integralmente, escrutinado. Daria confiança ao avaliado e contribuiria para a lisura do processo.
 De acordo com o Diploma que regula estas matérias, o avaliador externo deve ser titular de formação em avaliação do desempenho ou supervisão pedagógica ou deter experiência profissional em supervisão pedagógica. Estes requisitos não fazem do avaliador um expert em nada. Apenas o legitimam.
É absurdo que um professor, investido das funções de avaliador externo, por mais competente que seja, influencie, em 42 %, a nota de um docente que nunca viu e, provavelmente, não voltará a ver, senão naqueles dois efémeros momentos de 90 minutos.
Existe uma fronteira muito ténue que separa os descritores dos diferentes níveis de avaliação. Seria aconselhável que o avaliador externo justificasse, com substância, as razões que o levam a utilizar uns descritores, em detrimento de outros e que essa justificação não se limitasse à cópia integral dos próprios descritores utilizados, porque é isso que acontece na esmagadora maioria dos casos que conheço.
Acresce que há os avaliadores externos que vulgarizam a nota máxima (10,00) como manifestação de protesto contra o próprio sistema de avaliação ou como forma mais cómoda de não ter chatices com o avaliado ou, ainda, como outra coisa qualquer que prefiro não concretizar.
Mas há outros avaliadores que afirmam, aos quatro ventos, que não existem professores excelentes e, por isso, não hesitam em materializar, na sua apreciação, aquele preconceito, sujeitando os seus avaliados a um prejuízo absurdo e, quiçá, definitivo.
Depois, há a reunião de articulação – envolvendo os dois avaliadores – interno e externo -, na qual aqueles docentes devem estabelecer uma convergência de opinião que não evidencie uma grande diferença de notas, entre um e o outro. Por alguma razão, a reunião se designa de articulação.
E, depois, há a Secção de Avaliação do Desempenho Docente (SADD) que eu reputo de singular. Tendo, na sua composição, o diretor do Agrupamento e 4 ilustres docentes eleitos, de entre os membros do conselho pedagógico, a SADD , no que concerne ao processo de avaliação dos professores, parece não ultrapassar o que vai além da aprovação da classificação final, harmonizando as propostas dos avaliadores e garantindo a aplicação das percentagens de diferenciação dos desempenhos, como se o acompanhamento e avaliação de todo o processo não fosse, também, uma responsabilidade sua. Comporta-se como uma espécie de Secção de (H)Armonização do Desempenho Docente.
Torna-se crucial que os professores avaliados,  quando sentirem que estão a ser alvo de decisões injustas, não as recebam como definitivas e, muito menos, como resultantes de um processo de decisão imaculado. Compete a cada um dos avaliados analisar, com minúcia, todos os aspetos que concorreram para a decisão final, daquela secção e, se julgarem conveniente, encetar o caminho da contestação que pode estender-se até aos Tribunais.
Seria um contributo inestimável para a transparência do processo que os professores avaliados conhecessem, nominalmente,  todas as menções de mérito concedidas, no universo que lhes pertence.
Não fazê-lo é aumentar, em substância, a  nebulosidade que rodeia um processo que é a chave fundamental da carreira do professor.
Francisco José Pereira Gonçalves,
Entroncamento

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Ficarão, ainda, 30.000 por vacinar

 

Até ao final desta semana, vão ser vacinados 15 mil professores e funcionários das escolas que tinham ficado por vacinar.

Há mais 30 mil profissionais à espera para receber a primeira dose, o que deve acontecer nas próximas semanas. Mas muitos ainda não foram sequer contactados pelas autoridades de saúde.

A task force confirmou à SIC que não vai agendar um novo fim de semana para a vacinação dos trabalhadores das escolas. Mas garante que todos os elegíveis, que ficaram por vacinar, vão ser chamados.

Até agora já receberam a vacina 243 mil docentes e não docentes do pré-escolar ao ensino secundário.

 

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Reserva de Recrutamento n.º 28

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 28.ª Reserva de Recrutamento 2020/2021.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 10 de maio, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 11 de maio de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 28

Listas – Reserva de recrutamento n.º 28

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